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Quando as Pequenas Coisas São Mais Importantes

Pergunta: Por que é que uma pessoa pode ser jogada para fora do caminho por desejos mesquinhos?

Resposta: Primeira uma pessoa tem a impressão de que ela se distrai da meta apenas por questões muito importantes que não podem ser ignoradas. No entanto, depois ela percebe que os distúrbios, mesmo pequenos a desencaminharam. Além disso, estes pequenos distúrbios oferecerem um objetivo muito mais preciso.

A pessoa se sente como um covarde, revelando cada vez mais a sua natureza fraca. No entanto, isso não está acontecendo porque ela ficou mais fraca e não pode lidar com eles. Esta é a sua própria visão subjetiva das coisas, enquanto, na realidade, ela está trabalhando com desejos muito mais poderosos. Anteriormente, apenas um problema sério na vida poderia ter distraído ela do caminho espiritual, mas hoje mesmo uma pequena dificuldade é suficiente para distanciá-lo do objetivo.

A pessoa sente que ela se tornou muito mais fraca e descobre que ela tem agora que colocar  esforços muito maiores do que antes, a fim de permanecer no caminho espiritual. Uma pessoa continua avançando e, portanto, é obrigada a ter um objetivo muito mais preciso para a meta.

O grupo passa por estados semelhantes também. Qualquer perturbação é precisamente regulada pelo grau espiritual e é feito sob medida para seu estado. No entanto, sempre me é dada oportunidade de vencer e subir para um novo patamar no momento seguinte. É uma pena que as pessoas deixam escapar essas oportunidades. Neste sentido, uma ferramenta muito útil para avançar é a disseminação. Se eu não participo na disseminação e na vida do grupo, então o atraso pode se arrastar por meses. No entanto, a inteira vantagem de  atualizar a Cabala é para completar toda a correção nesta vida, ao invés de durante várias encarnações.

Da 1 ª parte da Lição Diária de Cabala , “A Ordem do Dia da Assembléia”

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Entendendo Os Limites Dos Desejos

Dr. Michael LaitmanPor que depois que a alma (Nukva) completa uma etapa do seu desenvolvimento, ela ainda recebe limitações? A análise dos desejos (realização do mal) ocorre em todos os desejos (Kelim), e a correção, isto é, a aplicação dos desejos em prol da doação, ocorre quando esta for possível, ist´é, apenas em alguns desejos. A Nukva restringe os outros desejos, limitando-se.

Nós sabemos que alguns desejos pertencem ao “coração de pedra” (Lev HaEven), e eles não podem ser usados para se receber em prol da doação até o fim da correção (Gmar Tikkun). No entanto, por que é necessário esperar? Por que este “coração de pedra” não pode ser corrigido agora, juntamente com os outros desejos?

O fato de nós sempre corrigirmos apenas parte do desejo (deixando de lado o “coração de pedra”), nos impulsiona a obter um desejo adicional e, portanto, essa limitação age em nosso benefício. A pessoa é forçada a separar seus desejos, tomando uma decisão em relação a cada desejo e cada detalhe. Onde está GE (Galgalta ve Eynaim)? Onde está o AHP? Qual desejo é para a recepção em prol da doação, e qual desejo é para a doação em prol da doação?

A pessoa percebe tais diferenças em todos os desejos, exatamente devido ao fato do “coração de pedra” estar parcialmente presente nos mesmos, e isso ajuda a pessoa a determinar os limites do desejo. Exatamente no limite de esclarecermos nossas capacidades é que adquirimos a sensação, o contraste das qualidades, de acordo com a lei do “preferir uma Luz na escuridão”.

Estas limitações, quando nós sentimos que só conseguimos prosseguir até este limite e não conseguimos atravessá-lo, dá-nos a capacidade de perceber as diferentes qualidades e suas combinações (inclusões). Nós revelamos novas qualidades, o Criador acima da criação, no limite entre os desejos.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabala 21/09/10, Talmud Eser Sefirot

Não Confie Na Mente

A Sabedoria da Cabalá não é aprendida através da mente. A Luz nos afeta, e a Cabalá gradualmente cria dentro de nós a sensação da imagem dos atos do Criador. A partir desse quadro, nós gradualmente absorvemos a sabedoria da Cabalá e nosso mundo espiritual interno.

Nós revelamos dentro de nós mesmos uma nova realidade que não pode ser entendida pela mente terrena (corporal). No começo, o desejo de receber foi criado, seguido pelo desenvolvimento da mente necessária para alcançar o que foi desejado. Desta forma, se nós ainda não possuímos as vasilhas (desejos) de doação, nós também não temos a mente para compreender os textos Cabalísticos.

Todas as recomendações dos Cabalistas são destinadas somente para preparar e causar dentro de nós a troca das propriedades de recepção pelas de doação. Além disso, de acordo com nossos desejos, nós começaremos a sentir. Dos sentimentos, nós começaremos a entender.

Toda a sabedoria da Cabalá está direcionada para conhecer o Criador. Se eu me fixo na meta de simplesmente entender o texto, eu corto a mim mesmo da habilidade de sentir o alcance espiritual. Isso é porque eu começo trabalhando com o mente corporal que se torna a mais importante para mim.

Isso coloca um obstáculo no meu caminho da revelação do Criador. Minha mente corporal bloqueia minha habilidade de avançar para o quadro das propriedades espirituais. Por isso Baal HaSulam se sentiu muito zangado quando ele se encontrou com os “Cabalistas de Jerusalém” que memorizavam mecanicamente o texto do Zohar.

Aspire À Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você disse que quando nós lemos O Zohar devemos tentar reconhecer a força que está por trás da história. É correto imaginar que alguma força está falando comigo numa língua que eu não entendo, e que eu estou tentando entender essa língua como uma criança que ouve os outros falando com ela e aprende a língua desse jeito?

Resposta: Não, isso é incorreto. Através da minha mente e dos sentimentos corporais eu nunca serei capaz de reconhecer a imagem por trás da qual encontra-se o Criador. A minha única tarefa durante os estudos é despertar a influência especial chamada “Luz Corrige”, que construirá uma nova qualidade em mim, permitindo-me sentir a imagem de um mundo diferente.

Neste momento, falta-me a qualidade que eu preciso para perceber o Criador através do texto do Zohar. Essa qualidade deve ser formada em mim de forma gradual, como resultado do meu esforço. A Luz me influencia e cria um sentido interno adicional: a qualidade de doação. Assim, eu começo a sentir o Criador através deste sentido. Nenhum outro esforço ou objetivo ajudará durante o estudo de livros “sagrados” (isto é, livros sobre o Mundo Superior e o Criador). Portanto, todos os meus esforços devem ser dirigidos apenas para despertar a Luz Circundante.

O Criador só pode ser revelado se eu for semelhante a Ele, tendo as mesmas qualidades. Ele é a Doação total, enquanto que eu não tenho a qualidade de doação, o sentido através do qual eu O revelarei. Eu só posso adquirir esse sentido através da influência da Luz que Correige, que está oculta, porque a Luz cria a qualidade de doação em mim. Então, eu reconhecerei o Criador.

Portanto, à medida que lemos O Livro do Zohar, cada um de nós deve se esforçar em despertar esta Luz para influenciá-lo.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabala 20/09/10, O Zohar

O Que É a Torá?

Pergunta: O que é a Torá “?

Resposta: A força que corrige e nos une desce sobre nós em suas diversas manifestações. A força que pode nos trazer a consciência do mal e sua correção, a unidade com o bem, e os modelos de conexão é chamado a Torá. Em outras palavras, a Torá é todo o sistema da nossa correção.

Zeir Anpin do Mundo de Atzilut é considerada como a “Torá”, porque é uma imagem ou um sistema no qual eu aspiro para mim como modelo. Faço-o através da coleção de todas as almas em Malchut do Mundo de Atzilut para que a ligação entre elas sejam equivalente a Zeir Anpin do Mundo de Atzilut. Neste caso, todas as almas conectadas a Malchut do Mundo de Atzilut unem-se e entram na adesão (Zivug) com Zeir Anpin do Mundo de Atzilut, o Criador. Desta forma, nós revelamos a ligação e aderência entre nós. [Leia mais →]

Eu Sou do Meu Amado e Meu Amado É Meu

Laitman_706Pergunta: Qual é a diferença entre a Luz que estamos tentando atrair do Zohar e a Luz que nos anula e nos faz retornar ao nível animado?
Resposta: Só existe uma Luz, mas o jeito que ela se expressa depende de nós. É como a eletricidade, que esfria ou esquenta algo dependendo a que está conectada.

Como a Luz se expressa depende da preparação da pessoa, mas a Luz mesma não muda – nem sua intensidade muda, nem sua natureza. Está escrito que o Criador permanece em repouso. Ele é “Bom, que faz o bem”, o Mundo Infinito.

O sistema da conexão das almas que foi criado pelo Criador no Mundo Infinito se revela a mim gradualmente, passo a passo. A natureza dessa revelação depende de minha preparação, de minha atitude com respeito a esse processo – se eu o desejo ou não.

Quando eu vejo o processo como desejável, desde que ele me leva para perto do Criador e isso é a coisa mais importante para mim, então eu sinto que “Eu sou do meu amado e Ele é meu”. Isso significa que eu estou sempre no estado de ascensão; eu sou justo porque eu justifico todas as ações do Criador, Eu estou no Mundo Infinito, em paz.

Porém, se eu desejo estar perto d’Ele somente quando isso me beneficia, então meu amor depende do que eu recebo. Isso significa que eu vou de ascensos a descensos dependendo do modo como eu me sinto, e por essa razão eu sou um pecador. Eu dependo das condições, não do amor. Tudo muda – algumas vezes para melhor e algumas vezes para pior. Assim, o que muda não é a Luz, mas eu mesmo – minha atitude com respeito ao meu Amado.

Podemos ver isso através do famoso exemplo: uma jovem senhora (a alma, Shechina, Malchut) aspira estar com seu pobre amado (Zeir Anpin, o Criador) em consideração ao amor acima de qualquer cálculo, enquanto sua família (parentes egoístas, Klipot) é contra essa união, e ela oferece a ela outro pretendente – um que é rico e só se preocupa com satisfações, e tudo é calculado.

Luz Através Das Fendas Na Parede

O Superior revelou para nós sua parte inferior, Malchut, como um vazio negro, que não promete nada bom. O “Mundo Superior” (o mundo espiritual) nos é apresentado de propósito nessa forma não atrativa. Enquanto isso, “nesse mundo” que sentimos no Keter do inferior, encontramos pelo menos algum prazer.

Eu existo em tal estado que mesmo esse mundo não me atrai, e o estado do Superior me parece pior. Na verdade, eu não estou satisfeito mesmo nos meus desejos de receber egoístas, mas o Superior coloca uma carga maior sobre mim sugerindo que: “Você precisa estar em doação!” Eu não tenho nada, e ainda assim o Superior está me dizendo: “Vamos, divida o que você tem com os outros!”

Então, eu posso aceitar que o Superior sugere somente sem pensar, sem quaisquer condições, e não através de meus próprios esforços. Eu só posso fazer isso pela força da Luz, sem fazer nenhum plano e tendo esperança de satisfazer meu egoísmo e receber algum benefício “nesse mundo”.

O mais importante para uma pessoa é alcançar o estado de doação. E, então, ela terá tudo, mas somente depois de rejeitá-lo! Ela irá receber satisfação, mesmo assim não através da recepção, mas através da doação.

É assim que devemos ver o mês de Elul antes do começo do Ano Novo, o começo da jornada espiritual. ELUL, como um acrônimo, significa “Eu sou para meu Amado, e meu Amado é para mim”. O Superior transmitiu essas condições sem esperança para mim para que eu com o auxílio delas possa sair do meu estado egoísta. De fato, se Ele me prometesse algo bom, eu nunca seria capaz de desligar-me do meu egoísmo, como eu sou ligado a ele pelo prazer.

Está escrito: “O Criador coloca a mão do homem no bom destino” ao submergir sua vida na escuridão e no vazio, mas, por outro lado, revela ao homem um minúsculo raio de Luz para lhe mostrar a saída da escuridão. Esse raio de Luz não é um ganho material egoísta. O Criador me abasteceu com a ajuda no meu caminho espiritual. Ele me trouxe a um grupo Cabalístico, onde eu posso exercer meu livre arbítrio e escolher o ambiente correto.

A Luz “ilumina” um pouco, isto é, me dá a sensação que a doação concretamente é a Luz. Faz-me sentir que a Luz é ascender acima do meu egoísmo quando não importa se eu estou satisfeito ou vazio uma vez que o que conta é a Quem eu estou conectado.

O Criador me deixa saber o seguinte: Você sofre no estado corporal, então não busque satisfação material. Ao invés, estando nesse estado, olhe para cima. Pense que outra vida pode existir, com outros valores, em doação, em outra dimensão (de felicidade).

Isso significa que o raio de Luz está brilhando sobre mim através de fendas na parede que me separa do Mundo Superior, o mundo da paz (descansado do meu egoísmo e preocupado em satisfazê-lo) e da perfeição (aspiração à doação e amor).

Um Ano Novo: Um Passo Na Escada Espiritual

A ascensão espiritual ocorre quando nós passamos do receber para nós mesmos à doação aos demais. Isso é considerado como um ato de “fé acima da razão”, isto é, preferir doar a receber e receber prazer para doar. Eu tenho que sentir inspiração e alegria de subir acima do meu egoísmo, quando eu não olho para o que posso ganhar com esse ato. Mas, eu preciso da força da Luz para fazer tal mudança em mim!

Isso se chama “Eu sou para meu Amado, e meu Amado é para mim”, quando nós começamos uma conversa com o Criador e nos entendemos mutuamente. Eu compreendo porque Criador fez minha vida vazia e me deu a oportunidade de me deixar levar pelo grupo assim eu posso discernir o que é doação. Ele me ilumina um pouco, como se me dissesse: “Escolhe isso!” para me ajudar a dar o primeiro passo. Mas, a realização disso depende de mim.

Malchut do Superior (a propriedade de doação) é mostrada ao meu egoísmo como Keter (Rosh, a cabeça), escura e vazia. Mas, se eu decido que meu Keter (aspiração) é aderir a ela com meu desejo de doar, então Malchut do Superior não me parece como vazia, e eu me uno a ela como a um grau espiritual Superior.

Esse é o significado de um novo caminho. O começo é reconhecido como um Ano Novo (Rosh Hashanah, a cabeça do começo) que chega depois do mês de Elul (acrônimo para “Eu sou para meu Amado e meu Amado é para mim”).

Ele É O Começo E O Fim, Mas Eu Estou No Meio

Pergunta: A quem eu culpo por meus colapsos afinal das contas: a mim ou ao Criador? São eles o resultado de meu esforço ou a falta disso?

Resposta: Foi dito sobre o Criador: “Eu sou o começo e o fim”. “Eu sou o começo” significa que cada estado inicial não está nas mãos da pessoa. Usualmente, ela não tem nada que ver com o que aconteceu previamente.

Eu não estou falando sobre pessoas normais cujos “genes” (Reshimot, ordens desde o Alto) se revelam mecanicamente e sequencialmente, e as questões sobre o propósito da vida e sobre o alcance do livre arbítrio não aparecerão. Senão, eu me refiro à pessoa que já recebeu o vazio a ser preenchido e o sente através do surgimento da pergunta sobre o propósito da vida. Tal pessoa pode se realizar ao entrar no grupo (o sistema coletivo de almas) e analisar seus colapsos e ascenções uma vez que esse estado inicia sua jornada espiritual.

Tudo é avaliado em relação ao livre arbitrio, não ao estado em si mesmo. Minha condição em si não importa, ela pode ser boa ou má. O que importa é como eu a estou empregando agora. Em outras palavras, somente o “resultado” é avaliado.

Eu não mudo o mundo, nem o corrijo. Eu corrijo minha participação nele.

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Há Um Depósito Em Seu Nome Esperando Por Você

O Criador criou um só estado: um desejo cheio de Luz chamado Mundo da Infinidade. Nós estamos na Infinidade, mas não sentimos nosso verdadeiro estado. Isso é assim porque nossos desejos foram deliberadamente corrompidos e agora sentimos esse defeito em nós. Em outras palavras, nós sentimos um Mundo da Infinidade corrompido cujo enorme desejo inteiro foi dividido num infinito números de partes e cada parte foi dividida em mais 613 desejos. O efeito é que a intenção de dar foi substituída por uma intenção egoísta, de satisfazer e cuidar de si mesma ao invés da união.

Corrigir esses 613 desejos em particular significa “ouvir Suas instruções” e todas as “613 recomendações” de como alcançar o estado corrigido. Quando alcançarmos a correção ao substituir nossa atual intenção egoísta com a intenção de doar, iremos revelar a Luz que preenche nosso desejo corrigido no Mundo da Infinidade. É como se voltássemos à Infinidade, chegássemos à consciência outra vez, e recebêssemos toda a Luz que preenche nossos desejos corrigidos onde eles sempre estiveram como um oculto e secreto depósito.

Nós voltamos ao bom estado no qual nós sempre estivemos, mas que não reparamos no prazer que nos preenchia porque ele era o prazer de dar. Porém, nós estávamos apontados e dirigidos a ele na extensão de uma onda de receber. Por causa disso, nós sentíamos só uma minúscula força de vida que nos foi dada para nos fazer voltar ao estado corrigido, ao invés de um enorme prazer.

Assim, nós executamos as 613 recomendação de corrigir nossos 613 desejos, recebemos as 613 Luzes neles, e com isso alcançamos o Final da Correção. Porém, esse estado final já existe e espera que nós o sintamos em nossas intenções de doar. Por isso esses 613 mandamentos são chamados “Pkudin” (da palavra “Pikadon” que significa depósito). É um depósito que foi feito em nossa conta pelo Criador desde o início e aguarda por nossa correção.