Textos com a Tag 'CORREÇÃO'

O Elo De Ligação

Dr. Michael LaitmanA Torá (o método de correção) foi revelada na antiga Babilônia, onde os desejos emergiram, tanto os relacionados com a correção quanto os não relacionados a ela. Desde então, este método de correção existe na humanidade.

Por que apenas uma pequena parte da humanidade aprendeu esse método? Na Babilônia, ele foi absorvido por aqueles que eram atraídos a ele originalmente, aqueles que pela lei da equivalência de forma sentiram que era para eles. Outros tomaram “um desvio.”

A questão aqui não é sobre determinada nação, mas sobre todo o mundo. Por que nem todos encontram este método? Por que os desejos e intenções dirigidos à correção não se manifestam em todas as pessoas?

Para encontrar a resposta, nós temos que nos voltar à quebra dos vasos e ver porque tudo aconteceu dessa forma. Alguns vasos se relacionam com os desejos de receber e outros contêm mais os desejos de doar. Eles foram misturados uns com os outros e, como resultado, digamos, 99 por cento de todos os vasos são incacapazes de aspirar à correção de si mesmos. Eles exigem o ponto dirigido diretamente ao Criador para fazê-los avançar, para se tornar o elo de ligação entre eles e a Luz que Corrige.

Da mesma forma, as pessoas com o ponto no coração também precisam do elo de ligação: os livros através dos quais a Luz é atraída. O “livro” significa revelação na Cabalá. O livro ajuda a atrair a Luz ao grupo, ou seja, ao desejo que tem de ser unido. Assim, no caminho espiritual, o papel de um “adaptador” é desempenhado pelo professor, o grupo e os livros. No entanto, as pessoas sem a base de preparação só sofrem e precisam estar conectadas com aqueles que, por agora, estão prontos para o desenvolvimento.

Esta ordem é o resultado da quebra dos vasos. O fato é que os vasos de recepção não podem corrigir-se antes dos vasos de doação, a Luz de Bina, conecta-se com eles, ou seja, com  Malchut. Só esta combinação entre Bina e Malchut lhes permite subir.

Alguns dos vasos de doação estão relacionadas com o mundo de Atzilut , com Galgalta ve Eynaim (GE). No entanto, os vasos dos mundos de Beria, Yetzira, e Assiya estão relacionados com AHP (Awzen-Hotem-Peh). Por causa da quebra, GE caiu em AHP. Ao fazer correções, nós elevamos GE de volta, e AHP sobe se aderir-se a GE. Primeiro, somente os vasos de Galgalta ve Eynaim se elevam, porque Israel se corrige. Então, ele também corrige AHP.

Esta é a ordem de correção. Inicialmente, ela se destina a AHP , e a meta é corrigi-la.

Da 5ª parte da  Lição Diária de Cabalá 21/06/11, “Matan Torá (A Entrga da Torá)”

Deixe O Livro Do Zohar Falar De Mim

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por um lado, todo o nosso trabalho consiste em corrigir a conexão entre uma pessoa e outra. Por outro lado, a correção é feita através do Livro do Zohar. Como eu posso unir tudo isso?

Resposta: A correção resulta da Luz oculta nos textos escritos pelos Cabalistas. No entanto, isso acontece com a condição de que nós desejemos perceber e compreender a realidade que eles descrevem, de forma que tudo o que está escrito nestes textos se vestiria em nós e nós estaríamos no mesmo sistema de relações entre nós.

Isso implica na conexão entre todas as almas, de tal forma que nós alcancemos a união, tornando-nos um sistema unificado: Malchut do Infinito. Se eu me esforço para alcançar a união como no “ama ao próximo como a si mesmo”, se eu desejo isso, então O Livro do Zohar começa falando de mim.

Como resultado, eu recebo a força de correção do Livro do Zohar e avanço gradualmente ao lê-lo. Na verdade, o livro em si não contém nada, mas lendo-o e desejando estar neste sistema, eu atrio o poder do campo de força que reside em Malchut do Infinito e, assim, alcanço este sistema.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/06/11 , O Zohar

O Primeiro Contato Com O Método De Correção

Dr. Michael LaitmanPergunta: Somente após a conclusão da fase atual é que o desejo percebe que deve ir para o próximo nível. Como é que nós vamos convencer a humanidade que o desejo egoísta atingiu seu limite?

Resposta: Nós não vamos convencer ninguém. Nós queremos que as pessoas percebam que é assim por si mesmas. Esta tomada de consciência nunca deve vir de nós. Pelo contrário, as mentes inteligentes da humanidade entendem que é impossível continuar egoisticamente, uma vez que estamos consumindo a nós mesmos e, com isso, a Terra.

Isso ainda não é tão óbvio e não nos faz tremer, mas já penetrou na nossa mente. Nós já entendemos que esse é o caminho do mal, apesar do fato de não o sentirmos ainda. Afinal, uma sensação é uma correção realizada.

As pessoas estão preparadas para discutir esta questão, mas não sabem como resolvê-la. Elas têm um linha de conexão básica com o método, um entendimento de que a natureza do homem deve ser corrigida, mas ainda não sabem como fazê-lo.

Nós estamos sendo arruinados pelo egoísmo, o nosso “anjo da morte”. O público “pensante” está disposto a concordar com tudo isso. No entanto, eles ainda não têm claro como corrigir isso e qual o benefício que isso trará. Ainda assim, é um começo.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/06/11, “Matan Torá (A Entrega da Torá)”

Não Faça Psicanálise Em Si Mesmo

Dr. Michael LaitmanCabalistas de todos os tempos têm estudado os problemas da humanidade e analisado o que nos separa da imagem global, harmoniosa, fechada e cósmica: “O que torna a natureza humana tão singular? Que qualidades específicas ela tem? Como podem estas qualidades ser corrigidas? O que motiva essa transformação?”.

A Cabalá explica como devemos passar por estas mudanças cíclicas internamente, ajudando uns aos outros de acordo com certo princípio, um algoritmo específico, de forma a gradualmente chegar a uma maior equivalência com a natureza, mergulhando profundamente para discernir as qualidades que se opõem a ela, e corrigi-las seguindo uma seqüência específica.

Além disso, a pessoa não precisa fazer correções em si mesma. Nós precisamos corrigir a conexão entre nós, e só então alcançaremos a harmonia.

Neste ponto, surge outro detalhe peculiar: basicamente, eu preciso me aceitar exatamente do jeito que sou. Um grande número de pessoas gasta tempo fazendo psicoanálise em si mesmas: “Eu não sirvo para nada, sou preguiçoso, ganancioso, invejoso”, e assim por diante. Deixe seus pormenores sozinhos; isso não nos incomoda. Tudo isso vai cair claro se você começar a visar uma boa conexão com os outros: inter-relações, compreensão mútua e interdependência.

Se eu começar a analisar, experimentar e construir nossas relações corretamente, de repente vou descobrir (o que é verdadeiramente notável) que todas as qualidades existem dentro de mim: a mais repugnante e assustadora, de modo que eu tenho vergonha de admitir até mesmo para mim. De repente, eu vejo que preciso delas, exijo-as a fim de receber e dar aos outros e ser parte integrante deste organismo enorme e fechado.

Acontece que todos os nossos desejos, como roubar, enganar, ter inveja, ódio, rejeição e tirar vantagem dos outros, todos esses impulsos internos com os quais nascemos são totalmente necessários para nós. Portanto, nem pense em realizar tal auto-correção! É um grande erro eu ver o nosso grupo mundial fazer mais frequentemente do que não.

Tudo que você precisa trabalhar é na nossa interconexão. Não critique as falhas de uma pessoa: ela não tem nenhuma! A falha reside exclusivamente na conexão entre nós e em nenhum outro lugar!

Isso é o que chamamos de “garantia”, uma qualidade na qual a sabedoria da Cabalá se concentra tanto. Quando nós começamos a estudar, começamos a estabelecer uma conexão entre nós, e essa intenção tem que preceder todos os esforços: o contato mútuo, a responsabilidade mútua de estarmos conectados uns com os outros, e a necessidade de descobrir essa conexão interna entre nós.

Paralelo a isso, nós estudamos os textos Cabalísticos. Nós não sabemos o que está acontecendo conosco enquanto estamos estudando os textos, nem sabemos o que eles descrevem. Nós simplesmente lemos sobre os nossos futuros estados corrigidos descritos pelos Cabalistas. Da mesma forma, uma criança instintivamente pega um brinquedo, porque a natureza a empurra a brincar e crescer. Então, vamos brincar uns com os outros no grupo, como se estivéssemos construindo um modelo corrigido.

Mas, como resultado, enquanto estamos lendo sobre isso, nós como que atraímos o estado mais elevado sobre nós, como uma criança que está brincando com um carrinho de brinquedo, um jogo de montar, ou um quebra-cabeça. Nós intencionalmente damos a ela todos os tipos de tarefas na forma de um jogo, enquanto ela se esforça sinceramente para resolvê-los como sua natureza lhe diz.

Portanto, nós devemos nos motivar e nos inspirar, com um sendo exemplo do outro e falando sobre como isso é importante. No final, todos devem ser estimulados pelos outros, pelo seu entusiasmo, a sua intenção de se aproximar, unir, e estar em harmonia interna e bem coordenada.

Da 5ª Lição na Convenção de Moscou, 11/06/11

Um motor propulsionado pela vergonha ardente

O mais doloroso e pior estado vivido por Malchut é o estado de realização total da Luz no mundo do Infinito, uma vez que não tem nada para se cobrir-se com. Tudo isto força Malchut a sofrer várias transformações que chamamos de movimentos, ações.

Esta cadeia de reações pelas quais Malchut tem que passar é considerado como o movimento da sua parte. Por isso, é tudo sobre as sensações internas, a sabedoria interior, o movimento interno, e sobre o fato de que tudo é feito unicamente pelo desejo e a intenção que o acompanha. Nada mais é real, só isso!

Nosso mundo, que observamos ao redor é imaginário. Tudo está acontecendo dentro de Malchut do mundo do Infinito, até completar-se e começar a receber para doar, ou seja, abandonar o sentimento de receber auto-gratificação que costumava ter antes da Primeira Restrição. Isso é assim, mesmo que esta primeira sensação não se qualifique como egoísta já que Malchut não cometeu conscientemente e não sabia o estado em que estava entrando. [Leia mais →]

O Mal Sob O Microscópio

Dr. Michael LaitmanNós não podemos desfrutar de más notícias. Por que não poderíamos chegar à correção final de forma positiva? Tudo o que temos a fazer é encontrar “uma agulha no palheiro” (1% do mal em 99% de bem) e começar a trabalhar. Tudo depende de nossa percepção do mal, da sensibilidade a ele. Esse é o propósito da sabedoria da Cabalá: desenvolver em nós a sensibilidade para a realização do mal

Nós temos que descobrir o mal em miligramas, “sob o microscópio”, o que será suficiente para ver quão enorme e insuportável ele é. Os sábios disseram que o justo vê a inclinação ao mal como uma enorme montanha. Em outras palavras, a última gota do mal ainda parece monstruosa para eles. Enquanto isso, os ímpios pensam que o seu mal é tão espesso quanto um fio de cabelo: “O que podemos dizer?”.

Assim, tudo depende do quão consciente você está e que fator de aumento sua “lupa” possui. Portanto, nunca devemos nos sentir bem em relação à agitação, fome e outros problemas do mundo que continuam a nos inundar. Devemos cultivar a realização do mal, e é isso que a nossa disseminação da Cabalá deseja despertar na humanidade.

O que estamos disseminando? Nossa autoridade? Não. A autoridade do Baal HaSulam? Não. A autoridade do Criador? Também não. Nós queremos que as pessoas aprendam a autoridade da inclinação ao mal, o ego, que comanda o show e é a causa de todos os infortúnios. Se elas estão exigindo derrubar seus governos, elas podem, ao menos, tentar entender que devemos nos desfazer do poder desse “rei velho, estúpido” em nós mesmos.

Isso é o que devemos demonstrar, para que o homem compreenda melhor quem detém o controle sobre ele e quem deve se encarregar de todos os infortúnios e problemas. A nossa fuga do mal é determinada pelo quão consciente nos tornamos disso. A rejeição do mal é a força motriz do nosso crescimento. Isso é tudo que precisamos.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 26/05/11, Prefácio á Sabedoria da Cabalá

Revelar A Conexão Entre Tudo

Dr. Michael LaitmanBasicamente, a Cabalá é o método de correção do homem, da sua natureza. Assim, no âmbito dos nossos estudos, nós estamos envolvidos em uma ampla disseminação.

Nós temos cerca de dois milhões de estudantes em todo o mundo; nós ensinamos em 26 idiomas em vários países. Nós vemos que diferentes tipos de pessoas, representantes de diferentes nações, expressam sua necessidade dessa sabedoria e começam a compreender que o mundo não tem futuro sem ela.

Além disso, nós ensinamos as crianças e vemos o quanto elas se tornam mais desenvolvidas, como ela as desenvolve. Nós publicamos livros, transmitimos pela televisão, trabalhamos ativamente na Internet. Nós defendemos o desenvolvimento.

Nós estudamos a sabedoria da Cabalá em grupos. Não se trata de crescer separado dos outros; pelo contrário, a pessoa se desenvolve individualmente quando está no grupo, no ambiente, e muda constantemente através da dinâmica do grupo. Essencialmente, a pessoa se adapta ao ambiente, que deve mostrar-lhe, repetidamente, a necessidade de elevar-se acima do egoísmo, sair de si mesma para amor aos outros. A pessoa pratica isso no grupo.

Ao estabelecer contato com o ambiente, a pessoa sente a necessidade de unir-se com ele. Então, revela-se uma rede de conexão entre todos; ela está acima do egoísmo pessoal, e a pessoa sente laços comuns e a força comum que habita entre eles. Como resultado, é como se todos saíssem e começassem a se conectar com essa força coletiva.

Graças a isso, nós descobrimos que, acima da realidade que temos consciência, existe uma realidade mais elevada. Nós percebemos nossa realidade atual interiormente, no nosso vaso, e, portanto, somos limitados. Nós queremos receber prazer, e quando o prazer penetra o desejo, eles se anulam devido à sua oposição mútua.

Acontece que cada vez que nós conseguimos algo, o apreciamos por um momento e o prazer desaparece imediatamente. Nós corremos atrás do próximo prazer, o tocamos, e ele também desaparece. Assim que o prazer entra no desejo, neutraliza-o imediatamente: um curto-circuito entre o positivo e o negativo leva à aniquilação.

Por outro lado, quando a pessoa sai de si mesma e, acima de seu egoísmo, começa a se unir com o grupo, com outras pessoas, ela cria um vaso acima de si, um desejo externo. Agora, ela sente fora de si tanto o desejo quanto o prazer, e eles não desaparecem. Pelo contrário, a realidade se transforma no fluxo da vida infinita acima do tempo.

O prazer que entra e desaparece várias vezes cria em nós a sensação de tempo. Mas se o prazer não se extingue, se sentimos que ele flui sem parar, então nos elevamos acima da sensação de tempo e começamos a perceber a força geral da natureza, que nos envolve e organiza.

Nós começamos a perceber as conexões entre todas as partes da realidade, semelhante aos fios entrelaçados no verso do bordado. Lá fora, vemos um “padrão” do nosso mundo, mas se olharmos por trás de sua superfície, veremos os fios amarrando as partes da imagem. Isto é o que descobrimos com a ajuda da ciência da Cabalá: a conexão e a influência mútua entre nós.

Isso produz um grande impacto nas pessoas e elas mudam. Tendo em vista esta realidade, elas entendem que não teremos êxito sem a a conexão e a compreensão mútua, porque elas percebem o dano que podem causar aos demais.

Assim, nós não precisamos da fé, mas da realização. Desta forma, a pessoa torna-se livre e começa a ver o mundo de forma clara. Então, de acordo com seu grau, ela determina o curso correto das ações para si mesma.

Da Palestra em Roma , 20/05/11

O Caminho para a infinidade

O Livro do Zohar, o capítulo”Truma”(doação), Item 75: Aquele que pretende pegar a estrada deve levantar-se quando ainda é noite , olhando e observando a hora do lado leste, e ver em uma visão as cartas que atingem o firmamento, uma subindo e outra descendo. Este é o brilho das letras com que o céu e a terra foram criados.

Claro, todos esses fenômenos ocorrem dentro de nós, dentro de cada pessoa, e temos que procurar e reconhecê-los dentro de nós mesmos. Estamos falando sobre a conexão entre nós, seus tipos e a natureza. É assim que os cabalistas falam sobre isso. Afinal, não há mais nada.

Finalmente, nós revelamos a perfeita rede de conexão entre nós chamada Malchut do Infinito e, no caminho, a vemos, parcialmente, em várias formas. Por isso, quando chegamos a correção final, não há mais formas. Tudo se dissolve na Luz branca. Como está escrito: “Ele e Seu nome são um.”

Entretanto, por enquanto, existem todos os tipos de formas, as propriedades, os mundos, e ocultações escondendo de nós a perfeição, que revelam mais uma vez através da estrutura de todos esses mundos. Ocultação foi criada de cima para baixo, de baixo para cima, a revelação acontece por as mesmas etapas, nos mesmos mundos.

É por isso que devemos tentar imaginar todo o texto na conexão entre nós: o que ele fala e o que forma a conexão.

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Da 2a. parte da Lição Diária de Cabalá de 31/05/2011, O Zohar

Material relacionado:
Revelando A Luz Do Infinito Entre Nós
O Ponto Central De Conexão

Fugindo Da Pressão Evolutiva

Dr. Michael LaitmanPergunta: As pessoas conseguem entender a necessidade de fazer concessões umas às outras, mas como você explica a Luz da correção a uma pessoa comum?

Resposta: A Luz é a qualidade de doação, a força superior que está presente na natureza, que nos faz avançar, nos dá vida, nos corrige, e nos move adiante. Durante milênios da existência do homem na Terra (sem considerar os milhões de anos de desenvolvimento dos níveis inanimado, vegetal, e animal da natureza) nós nos desenvolvemos à força, por meio da força oculta na natureza. Existe certo programa dentro dela, uma máquina que opera através desse programa, colocando toda a criação em movimento e causando seu desenvolvimento.

Os cientistas estão revelando que há 15 bilhões de anos nosso universo começou a se desenvolver como resultado do Big Bang. Ou seja, o universo contém uma força evolutiva. Agora, essa força continua a nos desenvolver ainda mais, e é chamado “curso natural da história” (Beito).

Porém, nós temos a oportunidade de nos desenvolver “mais rápido do que o tempo” (Ahishena), não através da força implacável da natureza, que nos empurra para o desenvolvimento com um “braço forte”, por meio do “julgamento e da restrição”, mas despertando “misericórdia” sobre nós, como está escrito: “Como Ele é misericordioso, você também deverá se tornar misericordioso”.

Isso significa que eu desperto as boas forças de desenvolvimento na natureza. Se eu concordar com o desenvolvimento, desejá-lo, e aspirar à mesma meta, despertando o desejo dentro de mim antes que a natureza comece a colocar pressão sobre mim, então eu me sentirei bem e confortável! Eu vou merecer o entendimento e vou abreviar meu caminho. Em essência, isso é tudo que devemos fazer!

Nós temos que correr na frente, como um camundongo corre do gato. Quando a pessoa se torna mais sábia, ela entende que a pressão evolutiva está agindo sobre ela. Por outro lado, existem pessoas que ainda não notaram ou sentiram essa pressão que as está alcançando. Isso significa que ela ainda não chegou perto o suficiente delas e não despertou um grande sofrimento.

Imagine que você está descendo uma rua correndo e uma imensa multidão está perseguindo você para esmagá-lo. Se você já sente isso, então você irá procurar um jeito de se salvar. Você não tem para onde fugir. De ambos os lados há edifícios que se estendem por quilômetros, e você está correndo por um caminho estreito entre eles, enquanto a multidão continua se movendo bem atrás de você. Esse é um quadro impressionante… Você não quer que a multidão o esprema contra o asfalto, quer?

Algumas pessoas já sentem que estão nesse estado, enquanto que outras não o sentem ainda. Ainda assim, tudo é uma questão de tempo. Talvez você se sinta bem por enquanto, como uma pessoa caindo do 10º andar, e ao passar pelo 8º andar diz a seu vizinho que o está encarando da janela: “Como você está? Por enquanto, está tudo bem”. É dessa forma que o mundo está “tudo bem” hoje, mas ele ainda não entende isso.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 30/05/11, Talmud Eser Sefirot

O Verdadeiro Negócio

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu posso pedir apenas a correcção. Isto significa que eu decido ou defino algo por mim mesmo?

Resposta: Eu tenho a linha da Luz e a linha do vaso. Eu construo-me como a terceira linha entre elas. Tiro tanto quanto posso do desejo de receber e da Luz e construo a forma final, a soma destas forças (Σ).

Esta forma é um ser humano. Muito embora os componentes não sejam meus, tenho de combiná-los e decidir a combinação correcta. Eu decido isto por mim mesmo.

Para fazer isso, primeiro tenho de sentir a vergonha de não me parecer ao Doador, determinar o material de trabalho, e encontrar a força que o corrige. É-me pedido criar um ser humano dentro de mim, desejar que ele se forme. Eu já tenho as forças e o material. Tenho apenas de verificar a forma, e fazer esta verificação a toda a hora nos 125 degraus de semelhança com o Doador.

Verifico-me com relação ao superior e identifico as minhas capacidades. Este é um grande trabalho. Graças a ele, começo a aceitar, sentir, e percebê-Lo. Eu “formato” ou “extraio-me” em busca da solução exacta. Como resultado, torno-me como o Criador, não de acordo com a superioridade, mas de acordo com a doação. Ao receber em prol da doação, torno-me semelhante a Ele.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/5/11, “Prefácio à Sabedoria da Cabalá”