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Pedir Pela Correção Do Nosso Próprio Livre Arbítrio

Dr. Michael LaitmanEscritos do Rabash, Volume 2, “O que é o Justo é evidente pelo Ímpio, na Obra”: Para que a pessoa avance nos caminhos do Senhor, e seja premiada que todas as suas ações sejam para o bem do Céu, e sinta que está num estado de ascensão agora, e o que mais ela pode fazer, o Criador dirige este mundo através do ímpio, o que significa que Ele lhe dá pensamentos maus, ou seja, que não valha a pena trabalhar para Ele, mas apenas para si mesma.

Através disso ela recebe uma descida e pensa que recebeu não uma descida, porque esta lhe foi dada para que ela pudesse avançar no caminho do Senhor, para ser premiada com a razão da Santidade. Em vez disso ela pensa que está indo para trás, porque não consegue trabalhar individualmente, mas precisa trabalhar de modo geral. E como do geral ela perde os dois caminhos, já que não pode consegue entrar no geral novamente, a pessoa sente que está pendurada entre o céu e a terra. Ela sente que está numa posição pior do que as outras pessoas. Então ela pode pedir ao Criador do fundo do seu coração, e orar, como se diz, “salve-me, ó Senhor! Pois sou miserável, cura-me, oh Senhor, por que eu estou assustado, e até quando ó Senhor!”.

Isso significa que, até então, eu permaneço num estado em que sinto que sou pior do que qualquer outra pessoa, e que não tenho nenhuma conexão com a espiritualidade. Portanto, não há outra escolha, exceto que devo acreditar no que está escrito “que o Senhor ouve a oração de toda a boca”, o que significa que mesmo a pior boca no mundo, mesmo que ela possa ser a mais inferior e pior no mundo, ainda assim o Senhor ouve.

Isto é o que nossos sábios disseram, “Aquele que vem para ser purificado, é ajudado pelo Alto”. O Zohar explica isso dizendo que “ele recebe uma Alma santa”. Portanto, verifica-se que o Criador lhe dá pensamentos do ímpio, de modo que ele tenha onde pedir ao Criador para ajudá-lo, pois, caso contrário, ele permanece no estado em que estava no início do seu trabalho, e fique lá a vida toda.

O problema é que nós fugimos desses momentos desagradáveis ​​quando o Criador nos leva ao estado de ímpios, deixando-nos ver até que ponto não estamos adaptados aos níveis espirituais, ao trabalho espiritual, que somos totalmente opostos à obra de Deus, e não estamos prontos para chegar à doação, ao amor ao próximo, ao amor pelos amigos. Nós descobrimos que não temos posse do mundo espiritual, ou seja, que não podemos sair de nós em direção aos outros, ao amigo ou ao Criador.

Nós fugimos dessas descobertas. O Criador abre os nossos olhos um pouco em cada estado para vermos o nosso verdadeiro estado, mas Ele não pode nos forçar, uma vez que isso nos privaria do nosso livre-arbítrio. Cada vez Ele nos leva a certo reconhecimento e espera que acrescentemos o nosso próprio livre arbítrio, a fim de alcançarmos a oração, o pedido, e desejarmos a correção de nós mesmos e não de acordo com um veredito do Alto.

Por isso, diz-se, “aquele que vem a ser purificado é auxiliado de Cima!”. Nós temos que vir por nós mesmos e não porque um desejo de correção foi inserido em nós de Cima, e em resposta a isso a força de correção vem de Cima. Nem tudo pode vir de Cima, o nosso próprio esforço também é necessário, um vaso que pertença a nós.

Mas, em vez de acrescentar o nosso esforço, depois de termos sido despertados pelo Criador que nos trouxe ao início do reconhecimento do mal, ao estado de ímpio, nós ficamos assustados com a revelação e tentamos escondê-la, suavizá-la, e cobri-la de nós mesmos, enquanto temos que desenvolver este sentimento por nós mesmos e atingir o estado insuportável. Ele é insuportável não porque seja desagradável; eu até concordaria em permanecer nesse estado, se pudesse alcançar a doação através dele.

Aqui nós geralmente fugimos e cobrimos o estado, e assim não chegamos à verdadeira oração que poderia nos ajudar a abrir os olhos. O Criador nos desperta, Ele nos dá todas as condições necessárias, todo o pacote que é necessário para atingir a meta. Mas nós não queremos conectar todos estes componentes, a fim de cumpri-la. Para fazer isso, nós temos que estar conectados, evocar um ao outro, apoiar, incentivar, dar a cada um a confiança dos outros, mas por enquanto isso está faltando.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá de 28/12/12

Escolhendo Onde Queremos Ir

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa que a nação de Israel precisa dar ao mundo o método da linha média?

Resposta: Há duas linhas na natureza. Uma força é o nosso ego que cresce constantemente. Em geral, ele é chamado de “Faraó”. Do outro lado, há a força positiva, através da qual precisamos corrigir esse ego.

Assim, há duas forças que se enfrentam, e a pessoa precisa colocá-las em equilíbrio, de modo que a força má vai se transformar numa força boa, “O anjo da morte se transforma no anjo santo”. E a pessoa faz isso atraindo essa força para si por conta própria. Isso significa que “ela aprende a Torá”, a sabedoria da Cabalá, de maneira correta, a qual é chamada de “Torá da Luz”, já que nela se encontra a Luz que Reforma.

Mas a Luz só nos afeta se aspiramos à conexão. Afinal, toda a Torá é descoberta na conexão entre as pessoas, quando elas desejam e aspiram superar o ego que as separa. É exatamente como aconteceu em frente ao Monte Sinai quando foram perguntados, “Vocês estão prontos para se conectar como um homem em um coração?”. Se sim, então a Luz que é chamada de “Torá” aparece e nos conecta. Assim, o Criador é revelado, a força superior. Se “não”, então aqui é o lugar de seu sepultamento.

É especificamente nesse estado que realmente nos encontramos agora, e nós temos que escolher onde queremos ir, com que força.

Para isso, não se exige que todos estudem a sabedoria da Cabalá, mas todos vão atingir a sabedoria da conexão que é chamada de educação integral, por meio da televisão ou da Internet. Ela nos ensina como devemos nos conectar, ou seja, através de que tipos de ações. Se a pessoa só quiser imitar o exemplo que a educação integral lhe dá e participar de acordo com sua capacidade, passivamente, ouvindo as lições, as discussões, então, ela é adicionada a todos. No final, todos juntos fortalecem a força interna positiva dentro da nação, e em cujos arredores irá se consolidar mais e mais.

A partir de nós, esta força vai começar a se espalhar por todo o mundo, por toda a humanidade. Então começaremos a sentir como o mundo inteiro se acalma, abandonando suas reclamações com relação à nação de Israel. Depois, ele começará a se aproximar positivamente de nós perguntando como nos ajudar, só para receber a Luz através de nós.

Da Porção Semanal da Torá 04/12/12

Eu Estou Corrigindo O Mundo?

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é a correção do mundo?

Resposta: Nós estamos no nível mais alto de um sistema geral porque ansiamos estar acima de nós mesmos. As vidas passadas fizeram de nós o que somos.

Há diferentes iluminações em todo o mundo, e todo esse sistema está mutuamente conectado. Mas o sinal vem de cima. A Luz passa através de nós ao mundo e depois se espalha por toda parte. Isso se chama a “correção do mundo”.

Eu não corrijo ninguém. Se nos corrigimos, a Luz é transferida através de nós para todas as outras partes do mundo. A maioria das pessoas não pode atrair a Luz; elas não podem se corrigir, pois não entendem, não sabem, não têm os desejos. Tente conversar com elas sobre o significado da vida e o que isso significa para elas. Não é bom nem ruim, uma vez que, por enquanto, elas não têm esse desejo. Além disso, essas pessoas constituem 99% da população mundial, e cabe a nós corrigi-las dessa forma.

Por outro lado, os Cabalistas falam da nossa obrigação em transmitir a sabedoria da Cabalá a elas, de modo que elas sintam que há esperança e uma ideologia de correção, que há níveis que o mundo tem que percorrer para ser corrigido, e que podemos facilitar este caminho para elas e torná-lo simples e rápido. Elas têm que saber um pouco sobre isso, só de forma geral. A verdadeira correção ocorre sob nossa influência interna sobre elas, uma vez que estamos todos conectados numa rede.

Da Convenção em Novosibirsk 07/12/12, Lição 2

A Correção Começa Com Aqueles Que Despertaram

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Exílio e Redenção”: O Criador certamente nos mostrará que Israel não pode existir no exílio, e não encontrará descanso como o resto das nações que se misturaram entre as nações e encontraram descanso, e as assimilaram, até que nenhum traço restou delas.

A Luz operou e influencia a mistura dos vasos quebrados. Se dois líquidos são misturados e deixados juntos por milhares de anos, os componentes pesados da mistura irão afundar e os leves irão flutuar. Assim, a Luz que brilha de Cima brilha mais sobre os componentes leves, que, assim sentem que querem atingir o objetivo da criação. Este sentimento os desperta para que não possam encontrar nenhum descanso nos vasos de recepção. Eles podem se corrigir  e são chamados de “Israel”, que significa Yashar – El (direto ao Criador).

O desejo geral pode ser dividido em duas partes: a parte superior (Galgalta veEynaim – GE), que pode ser facilmente corrigida, e a parte inferior (AHP), que é difícil de corrigir. Os vasos de GE não sentem um despertar imediato, mas sim gradual: primeiro no nível dos “antepassados”, depois no nível dos “filhos”, e depois, no século 21, chegam até nós. Ainda assim, os vasos de Israel despertam por si mesmos, porque têm um ponto no coração (•), que começa a aparecer num ponto e outro, começando na época de Abraão até os dias atuais com a organização Bnei Baruch (BB).

Não pode haver qualquer despertar abaixo. Aqui os desejos de receber estão no controle, e não podem despertar por si mesmos. Somente após os primeiros vasos superiores se corrigirem é que eles começam a despertar o inferior usando diferentes métodos. Primeiro havia crenças de que Abraão tinha enviado os filhos das concubinas para o Oriente como presentes. Em seguida, as diferentes religiões apareceram. Finalmente, nós estamos usando a disseminação, sobre a qual o Baal HaSulam escreve em seu artigo “O Shofar do Messias”, dizendo que temos que levar ao mundo a informação sobre a correção que a nação de Israel tem que fazer. Assim, nós agimos e influenciamos estas camadas, e em resposta elas começam a se juntar a nós e a nos elevar.

Isto significa que a ordem da nossa correção é a seguinte: Primeiro, nós corrigimos os vasos de GE (1), depois os vasos de AHP de Aliya (na subida) (2), e depois os vasos de AHP em seu lugar (3). Hoje nós estamos na primeira fase, quando Israel está sendo corrigido.

Em geral, este desenho mostra todo o vaso que foi criado com as suas duas partes: GE e AHP. Nele, as pessoas com o ponto no coração estão acima, e pode ser qualquer um, não importa onde viva. A camada marcada em amarelo também é dividida em duas partes: “nação de Israel na terra de Israel” e “nação de Israel no exílio”. Ambas as partes têm pontos no coração, mas estes ainda não despertaram na segunda parte.

A parte superior deste vaso é o nível dos antepassados, e ela já está corrigida (em vermelho) e abaixo há uma “mancha branca”, que temos que corrigir. Então será a vez da “nação de Israel na terra de Israel”, e depois “a nação de Israel no exílio”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/12/12, “Exílio e Redenção”

Quem É Responsável Pela Correção?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando estamos falando do povo de Israel, sobre os judeus, de quem estamos falando?

Resposta: Dos discípulos de Abraão que deixaram a Babilônia com ele e se chamaram “Israel”, que significa “Direto ao Criador – Yashar Kel“. Eles também se chamavam “judeus – Yehudim“, que vem da raiz hebraica “Yehud – unidade”, porque eles queriam se unir. Eles chamavam a si mesmos de “Hebreus-Ivrim“, da raiz hebraica “transcender – maavar“, porque queriam transcender de um nível para outro. Todos os nomes são dados de acordo com a direção, a inclinação e o anseio.

De um modo geral, existe o desejo de receber. Uma pequena parte dele é chamada de Bnei Baruch (BB). Outra grande parte é chamada de “nação de Israel na terra de Israel”. A maior parte é chamada de “nação de Israel na diáspora”. Finalmente, há a parte chamada de “nações do mundo”.

Aqueles que têm o ponto no coração (•) pertencem à parte chamada Bnei Baruch. As duas partes da nação israelita são aquelqs que estão, provisoriamente, sem o ponto no coração, e o ponto do coração não existe naturalmente naqueles chamados de nações do mundo. Mas aqueles que “estão na terra de Israel” têm Reshimot (genes espirituais) do ponto no coração que eles tinham antes e que agora está oculto. Agora uma pressão externa está sendo colocada sobre eles. Quanto à nação de Israel na diáspora, eles têm Reshimot, e uma pressão diferente é colocada neles, o antissemitismo.

As “nações do mundo” têm um ponto no coração que está oculto ainda mais profundamente. Ele surgiu graças à integração, quando centelhas de doação entraram nos vasos de recepção, com exceção da última parte do desejo de receber chamada de “coração de pedra”. Estes já são chamados de “nocivo do nocivo”.

Este tipo de divisão é possível no nível corpóreo.

Do ponto de vista espiritual, quem tem o ponto no coração pertence ao Bnei Baruch, não importa a nação a que pertença na materialidade. Semelhante à forma como era na Babilônia, a pessoa entra num grupo se anseia pela meta da criação. Esta é a forma como nos relacionamos com a realidade de acordo com o princípio da Babilônia.

Assim, as pessoas com o ponto no coração sentem que têm que corrigir a si mesmas e o mundo. Aqueles que se recusam a reconhecer a sua missão, apesar das Reshimot neles, sentem uma pressão externa na forma de antissemitismo ou uma ameaça à sobrevivência.

Hoje as pessoas são chamadas de “judeus” de acordo com os sinais exteriores de aparência e etnia. Essas pessoas também têm que entender que devem cumprir o seu papel. Todos aqueles que pertencem à categoria de “Israel”, aos descendentes daqueles que deixaram a Babilônia e passaram por muitas reencarnações ao longo da história, são responsáveis pela correção. Mesmo se tal pessoa não queira se corrigir, se ela não está interessada em qualquer tipo de correção, ninguém está lhe perguntando. Há uma Reshimo em seus genes que despertou novamente na Babilônia, e ela tem que cumpri-la. Se ela não cumpri-la, o mundo inteiro vai exigir a parte que falta na sua correção.

As pessoas vão simplesmente reagir à falta de satisfação que têm que receber dela, e não importa que “ela se comporte bem” neste mundo, nada vai ajudar. Ninguém vai levar em conta o seu comportamento agradável, uma vez que isso só indica uma coisa: ela não está fazendo o que tem que fazer.

“Para que nós precisamos de todas as suas descobertas científicas e os avanços médicos? Nós exigimos outra coisa de você: a coisa principal”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/11/12, “O Papel da Nação de Israel”

Uma Oração Pela Correção

Dr. Michael LaitmanO egoísmo nos pressiona, mantendo-nos em sua escravidão e não nos deixando descansar. A cada instante nós fazemos intermináveis cálculos egoístas a seu favor. Como podemos escapar dessa escravidão? Por todos os meios nos tornando mais fortes nesta demanda, que estamos no grupo, estudamos e participamos de eventos, disseminação, workshops, encontro de amigos e refeições festivas apenas para obter a força de doação. Isso é chamado de fé.

A pessoa experimenta o sofrimento de Jó, que é o símbolo do insuportável sofrimento humano, revelando toda a sua natureza egoísta no nível mais profundo e descobrindo que não pode fazer nada com ele. Não importa o quanto ela verifica a si mesma, ela não vai encontrar um único grão que lhe traga algo de bom. Isso é chamado de sofrimento de Jó, que não pode ser superado e de alguma forma curado porque, na verdade, é impossível encontrar qualquer pista em nossa natureza da qual a correção pudesse começar. Ou seja, não temos o poder por meio do qual seria possível executar as ações de doação.

Mas é dito que o Criador criou a inclinação ao mal e a Torá como meio para corrigi-la. Ou seja, há um remédio: a força superior, a Luz que Reforma que vem para a pessoa na condição de que ela exija a correção. Tudo o que precisamos é descobrir nosso fundamento, e então a Luz vai nos afetar.

Um pedido é um desejo, a necessidade de ser corrigido. Não é apenas um desejo egoísta de desfrutar, mas um lamento de que a pessoa nasceu egoísta. Isto requer um trabalho preparatório realizado de geração em geração, a influência do ambiente, da Luz Circundante que atinge a pessoa mesmo inconscientemente e sem o seu conhecimento.

Mesmo sem estudar Cabalá, a pessoa começa a conhecer o seu mal. Como em nosso estado atual de crise, a humanidade está prestes a fazer isso, a fim de descobrir que somos todos egoístas, e não há como sair. Tudo está caminhando para isso, e nós vamos nos devorar uns aos outros; será o fim da civilização sobre a terra? O que devemos fazer?

Há um período de preparação geral e pessoal onde a natureza má de uma pessoa é revelada um pouco. Ela sente que não há como escapar, e precisa ser corrigida. E se o ponto no coração desperta nela, ela começa a sua correção. Mas aqueles em que o ponto no coração não é despertado, eles sentem o verdadeiro sofrimento de Jó, sem nenhuma esperança de mudar. Qualquer ação que nos pareça altruísta, qualquer caridade e impulso nobre, vai se tornar egoísta no final. Ao se tornar mais consciente, a pessoa começa a entender que, ao longo de tudo, o egoísmo se manifesta, atuando apenas em seu benefício. Não importa como as organizações e ações de caridade pareçam boas, elas não trazem qualquer correção.

O mundo é construído de tal forma que, se agirmos de acordo com a lei da correção da natureza com a ajuda da Luz que Reforma, vamos corrigi-lo. E se não seguirmos esta lei, todas as nossas melhores ações são transformadas em entes nocivos. E com estas boas intenções, nós causamos o maior dano, não trazendo nada de bom. É por isso que o Rabash escreve que quando ele olha para todo o sofrimento que o mundo experimenta, ele não tem nada para ajudar além de orar por sua correção.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/11/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”

O Mundo Exige A Sua Correção

The World Demands Its CorrectionEdição Especial: Eventos no Sul de Israel

Nós precisamos querer nos unir. A Faixa de Gaza não é a questão principal. A questão principal é a união entre nós. Esta é a solução para todos os outros problemas. Hoje as pessoas convidam “sulistas” para ficar com elas, e isso é ótimo, mas isso vai acabar. Enquanto temos que reconstruir a nação, queremos unidade para continuar. Isso é o que nos torna o povo. O amor mútuo deve se tornar um instinto.

A garantia mútua deve ser estimulada. Nós não vamos ver a paz sem ela. Até que nos unamos, somos como nozes num saco. Na verdade, não temos outro lugar para viver. Vamos enfrentar o mesmo problema em todos os lugares: nós não cumprimos nossa missão. A crise atual não é apenas uma tendência ruim. A humanidade atual deve se tornar “redonda”, integral, e nós é que devemos fornecer a ela o método apropriado.

Todo judeu é responsável por isso. Embora ele não tenha nenhuma ideia porque as pessoas odeiam os judeus, na realidade, o mundo exige a principal coisa de nós: a correção da sociedade humana. Mais cedo ou mais tarde, vamos realizar essa tarefa, e a questão é para nos “salvar” do sofrimento. Mas assim que começarmos a trabalhar, a atitude do mundo em relação a nós vai mudar. A mídia vai falar de forma diferente, e ninguém vai dizer que Israel não tem o direito de existir. Nós somos especiais, sempre fomos assim, e precisamos entender qual a solução necessária hoje.

Autocorreção Como A Principal Ocupação

Dr. Michael LaitmanDevido ao nosso trabalho interno e externo, nós passamos por mudanças muito rigorosas. E um não deve interferir no outro. Depois de todo o trabalho, nós saímos com a velocidade com que o mundo está se movendo, dirigindo-nos a eles com o que eles estão prontos para ouvir. Como está escrito: “Eduque a criança de acordo com seus próprios caminhos”, e essa “criança” é o mundo inteiro, e ele exige a mesma atitude em nosso nome.

Quanto ao nosso trabalho interno, nós devemos estar orientados à meta e obedecer definições muito rígidas. Mesmo quando a nossa percepção muda, nós ainda devemos coletar todas as impressões numa imagem geral que continuamente adquire contornos visíveis, tornando-se cada vez mais precisa. Nós devemos permanentemente aguçar o nosso foco e ver a meta a nossa frente de forma mais precisa.

É impossível mudar a nossa “profissão” e procurar outras formas de ganhar a vida. Todas as alterações que acontecem conosco devem manter semelhança com o modelo do grupo e serem baseadas em nossa unidade.

A pessoa deve ser consistente em seus esforços e atividades, a fim de aceitar positivamente várias imagens do mundo que constantemente flutuam e estar pronta para concordar com os obstáculos que perpetuamente aparecem em seu caminho. É preciso entender que todos são enviados de uma fonte superior e que não há nada exceto esta fonte. O objetivo de todas as dificuldades que atravessamos é nos dirigir à meta.

Se tivermos esse tipo de atitude em relação a tudo à nossa volta, não vamos nos afogar em dificuldades e problemas. Vamos aceitá-los positivamente, nos elevarmos acima deles, e acima dos problemas, vamos nos conectar. Ao fazer isso, podemos verificar a nós mesmos constantemente.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/10/12, Escritos do Rabash

A Coisa Mais Difícil É Pedir Ajuda

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Matan Torah (A Entrega da Torá)”: …nós temos que entender que o resto das 612 Mitzvot (mandamentos) da Torá, com todas as suas interpretações, não são mais nem menos do que a soma dos detalhes inseridos e contidos nessa única Mitzva (singular de Mitzvot ), “ama ao próximo (amigo) como a ti mesmo”.

Há 613 “mandamentos”, ou seja, 613 ações que levam à correção. Nós devemos alterar as intenções que estão associadas ao desejo de receber, de egoístas (em prol da recepção) para altruístas (em prol da doação). Ao fazê-lo, isso significa que “cumprimos um mandamento”.

O número de mandamentos é definido pela quantidade de desejos de receber individuais que o vaso da alma engloba. Ele está dividido em duas partes:

Superior: Galgalta Eynaim (G’E), 248 desejos

Inferior: AHP, 365 desejos

A intenção de receber é chamada de “inclinação ao mal”, e a intenção de doar é chamada de “inclinação ao bem”. A ação em si continua a mesma. Nós só conseguimos fazer a distinção entre ações boas ou más pelas intenções que estão por trás delas. Assim, o processo de correção é, de fato, uma mudança de intenção. Se for autodirigida, é considerada inclinação ao mal, se estiver focada no próximo, então é inclinação ao bem.

No final, nós temos que corrigir 248 e 365 desejos; todos juntos, eles compreendem 613. No entanto, nós corrigimos apenas 612 desejos, já que o último mandamento (aquele do amor) continua “problemático”. Como dizem os Cabalistas, ao aperfeiçoar 612 desejos, vamos alcançar o amor. Em outras palavras, do amor ao próximo chegamos a amar o Criador.

Em todo o sistema, há uma parte especial dos desejos naturalmente interligada ao resto dos desejos do grupo que deve se corrigir. Eu não estou lá no início. Mas assim que eu começo a trabalhar com o grupo, com os amigos, querendo me conectar com eles, ao fazê-lo eu descubro que na minha natureza tudo é contra isso: “Eu não posso, não sou capaz, não quero, não vou fazer isso”. Isto é o que significa a inclinação ao mal, a qual não quero me unir, e isso me impede.

Então, eu chamo isso de meu “inimigo” e exijo a correção dos amigos que estão perto, longe, em qualquer lugar. Eu descubro onde está a correção, como realizá-la, como superar a minha inclinação. E faço isso até sentir a necessidade de voltar ao Criador.

Isso não vai acontecer imediatamente. Eu posso gritar agora, mas depois o desejo egoísta cresce, e o pensamento do Criador se torna insuportável. Eu O odeio, estou pronto para destruí-Lo, qualquer coisa exceto me voltar a Ele. Eu acho que sou obrigado a fazer o impossível, como se em vez de destruir o inimigo, eu tenho que amá-lo e ajudá-lo. Isso é muito difícil. Então, sentindo-me desesperado, desejando alcançar a doação apesar de tudo, eu me volto ao Criador.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/10/12, “Matan Torá (A Entrega da Torá)”

Um Oceano De Gotas De Água

Dr. Michael LaitmanA correção não pode ser feita de uma só vez; ela é feita de forma gradual, passo a passo, uma vez que se trata das Reshimot (reminiscências) que permaneceram após a quebra. É a correção dos vasos quebrados, onde cada um deve ser primeiro esclarecido. Antes disso, deve haver o esclarecimento do primeiro vaso, a fim de construir o próximo grande vaso acima dele e, em seguida, o próximo vaso, que é ainda maior.

Isso porque tudo está destruído, e a destruição só pode ser corrigida em pequenas partes, cada parte individualmente de acordo com seu nível de quebra. Toda a estrutura espiritual é feita de vasos discretos que são conectados por tantos laços que se tornam um sistema integral analógico.

É como a água que é feita de gotas separadas, cada uma delas está conectada não apenas às gotas próximas a si, mas à todas as outras gotas, e não por meio de outras gotas, mas diretamente. Se você está no mundo de Atzilut, você está diretamente ligado a Moisés e ao Rabi Shimon.

Portanto, há uma diferença na forma como os vasos são corrigidos após a quebra. Parece que nós estamos conectados com alguns amigos por acaso, juntando algum sistema espiritual e alguma Luz. Mas com isso, nós ativamos um número infinito de laços. Assim, a correção é gradual, uma vez que requer nossos esclarecimentos. 

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/10/12, O Estudo das Dez Sefirot