Textos na Categoria 'Zohar'

O Homem É A Fórmula Da Conexão

Dr. Michael Laitman with StudentsPergunta: Sem o ambiente, é impossível avançar. Como é que construímos o ambiente quando lemos O Livro do Zohar?

Resposta: Construímos o ambiente quando todos nós, juntos, desejamos alcançar tudo o que lemos no Zohar na nossa conexão mútua. O Zohar atrai várias formas para nós. O que são elas? Se nos tornarmos unidos, obteremos uma certa forma de conexão entre nós. Chamemos-lhe “um coelho”, por exemplo. A forma seguinte de conexão será chamada de “uma vaca”, e a seguinte será “um macaco”.

Mais tarde, podemos chegar a tal conexão que será chamada “humana” nas suas várias etapas de desenvolvimento: Ibur, Yenika, Mochin (feto, amamentação e adulto), até alcançarmos o nível do humano. Então, a forma de conexão entre nós terá uma forma humana. Por outras palavras, não sou eu, você, ou ele, mas sim uma forma da nossa conexão mútua, certa fórmula unificadora, que fará a nossa imagem humana.

“Humano” na espiritualidade é doação. Mas o que é doar? Qual é a sua forma? É um determinado campo entre nós que intitularemos de humano. Este campo passa por vários estados que O Zohar descreve como indivíduos com diferentes cabelos e cor de olhos, e por aí em diante. Tudo isso fala das formas de conexão entre nós. A sabedoria da Cabalá não discute mais nada; não há nada mais para falar.

Não há nada a dizer sobre o desejo de receber prazer, uma vez que ele apenas procura desfrutar. Mas, à medida que desejos individuais sobem acima de si mesmos e se conectam mutuamente em doação neste local de unificação, eles criam a forma comum que O Zohar descreve. É essa a derradeira forma do Criador que você é dado a conhecer.

Portanto, O Zohar explica que forma específica do Criador você descobre. É o que é chamado “humano” dentro de si, o seu equivalente interior do Criador. Você acha-o um pouco desagradável no seu estado não corrigido? Isto é verdade, mas é isso que você é por agora. Assim, O Zohar explica que passos você dá à medida que avança.

Fala sempre da conexão entre as almas: em que degrau ela é equivalente à doação que desperta ódio, cuidado, e outros sentimentos entre eles. Contudo, tudo isso repousa na sua conexão mútua.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 4/1/2011, “Introdução ao Livro do Zohar”, Artigo “Yitro (Jetro)”

O “Papel De Tornassol” Da Espiritualidade

O Zohar está escrito em uma aparentemente linguagem terrena de propósito, diferente do Estudo das Dez Sefirot, A Árvore da Vida, e “Prefácio à Ciência da Cabalá” (Pticha), que estão escritos na linguagem dos Partzufim e Sefirot. Para principiantes, é muito desafiador, mas tão logo a pessoa se submerge no “trabalho do Criador”, isto é, tão logo que ela desejar ver tudo o que O Zohar descreve como transformações dentro da alma, ela verá claramente que essa linguagem é proveitosa para ela e a obriga a manter a visualização das ações e atributos espirituais.

A pessoa pode se examinar: “Eu estou presente na espiritualidade ou não? Eu vejo somente propriedades espirituais mais do que faces e eventos, ou eu ainda “caio” em algum filme corporal o que significa que eu claramente não estou presente na espiritualidade?” [Leia mais →]

A Saga Dos Desejos

Pergunta: Eu penso que em todos os seus artigos, Rabash está tentando descrever para nós o trabalho espiritual em termos sensoriais.

Resposta: Tudo acontece nas nossas sensações. Os Cabalistas não discutem nada mais do que isso. Mesmo a matemática e todos os outros fenômenos que parecem ser irracionais para nós ainda são sensórios mesmo que nós não compreendamos que usamos nossa mente para avaliar a conexão entre os nossos sentimentos.

Nós medimos, pesamos, e anexamos algum valor digital a eles, mas todo esse trabalho ainda ocorre nos nossos sentidos. Mesmo quando eu determino as tonalidades das cores: “isso é mais amarelo, e aquilo é mais branco”, eu avalio as sensações que elas ativam em mim. Isso vale para tudo incluindo os significados mais racionais aparentemente despidos de qualquer emoção. Em ambos os casos, nós sempre trabalhamos somente com as nossas sensações.

Quando eu cheguei à sabedoria da Cabalá, eu fiquei chocado: “Que emoções! O que é isso, uma novela romântica? O tipo de ciência é essa?” Até que eu comecei a realmente compreender que o homem é feito somente de desejo, e todos os outros ao seu redor são desejos também. Mesmo objetos, plantas, e animais todos são desejos que parecem desse jeito no seu desejo coletivo de ter prazer.

Eu vejo animais, objetos inanimados, pessoas, e o céu. Assim eu experimento esses fenômenos no meu desejo de prazer. Eu exploro a matéria inanimada: que força aplicar para afetá-la para que não fique quente, separe seus componentes, ou se funda. Eu estudo os animais, plantas, eu mesmo, e as relações humanas dentro da sociedade. Em qualquer caso, eu analiso, peso, avalio, e estudo somente as relações entre desejos.

Assim, todos os livros Cabalísticos falam somente sobre a correção do desejo para que você possa elevar os seus a tal grau elevado onde você irá desvelar o Criador, a força integral da Natureza, o extremo, amplo, e completo círculo. Isso é o que você precisa alcançar enos m seus desejos.

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Da 2ª parte da Lição diária de  cabala, 3/1/2001, “Introdução ao Livro do Zohar” Artigo “Yitro (Jethro)”

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Auto-Teste Para O Progresso Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se eu não tenho qualquer dúvida no estudo, será que eu posso avançar?

Resposta: A própria pessoa tem que verificar se está avançando ou não. Como ela pode fazer isso? Ao examinar se durante o estudo ela experimenta subidas e descidas em sua conexão com os outros e a rejeição da mesma. Agora, eu só preciso saber se estou conectado com os outros e tentar revelar as imagens que estudamos no Zohar (as imagens do Criador) dentro deste contexto.

Ser que eu aspiro por isso? Sim, aspiro. Quão forte é a minha aspiração? Quantas vezes durante a aula eu saio e volto a esses pensamentos? Quantas vezes, durante este trabalho eu me sinto preocupado com os outros, de modo que eles também mantenham essa intenção? Assim, o pensamento coletivo também agirá sobre mim, de modo que mesmo que eu abandone esses pensamentos, eu retornarei imediatamente a eles. É realmente bom ter o máximo possível dessas saídas e entradas rápidas.

Por esta razão, eu preciso do apoio do grupo, e tenho que manter sempre o pensamento sobre a conexão. Esta é toda a minha obra. Estes sinais me ajudam a avaliar o meu progresso. Se eu paro de pensar na conexão e nunca mais volto a esses pensamentos, eu não avanço.

Portanto, não pergunte, mas sim examine a si mesmo.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 5/01/11, “Introdução do Livro do Zohar”, Artigo “Yitro (Jetro)”

A Linguagem Das Forças Espirituais

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que é importante para o nosso avanço espiritual se lemos O Livro do Zohar em hebraico ou traduzido para outros idiomas?

Resposta: Eu tenho que dizer faz. A singularidade da língua hebraica vem do fato de que ela tem raízes espirituais. Por isso, a forma das letras, bem como sua seqüência, refletem combinações de forças espirituais.

O hebraico não é minha língua nativa, e, especificamente, como eu não estou acostumado com ele, eu posso ver nas combinações das letras e suas formas uma lógica verdadeiramente matemática. Elas são cálculos e signos expressos em forma de letras. A letra é um signo.

O Zohar descreve as letras, as suas formas, e as ordena tão detalhadamente que, a despeito disso, se você o ler em outro idioma você será incapaz de fazê-lo. O mesmo se refere  à ordem das palavras e à seqüência das letras.

Digamos: o hebraico tem muitas coisas que parecem desnecessárias: as letras “Shin” e “Sin”, que têm o mesmo significado, mas são pronunciadas de forma diferente, ou “Tav” e “Tet”, que são letras diferentes, mas pronunciadas da mesma maneira, ou a ortografia das letras e palavras.

Outras línguas tem-se modificado durante o decorrer do tempo; no entanto, ainda existem elementos do idioma antigo no idioma moderno, tais como as terminações no idioma francês, por exemplo. Quanto ao hebraico, ele não mudou com a história. As forças encarregadas de criar os significados das palavras na espiritualidade estão organizadas de tal maneira que, mesmo ao longo de milênios, é impossível mudar tanto a ortografia das palavras quanto as formas das letras.

Cada idioma tem uma versão antiga e outramoderna, ao passo que o hebraico não. Existe uma gíria coloquial, mas a linguagem em si não foi alterada. Ela não pode mudar, pois sua estrutura é baseada nas forças que criam os signos considerados como letras e palavras.

Este idioma só desaparecerá no final da correção (Gmar Tikkun), quando ascenderemos de ZAT (as sete Sefirot inferiores) de Bina e ZON para GAR (as três Sefirot superiores) de Bina, onde as letras desaparecerão. É quando toda a matéria também se dissolverá.

Portanto, quando perguntarem: “Devo ou não aprender hebraico?”, eu responderia que é necessário, até certo ponto. Se a pessoa tem tempo e oportunidade para fazê-lo, vale a pena fazer um esforço.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá  30/12/10, “Introdução Ao Livro do Zohar”,  artigo “Yitro (Jetro)”

Sete Bilhões De Centelhas Brilhantes

Dr. Michael LaitmanPergunta: Pode a leitura do Livro do Zohar nos ajudar a adquirir uma percepção geral e universal? Isso não seria anular a singularidade de cada ser humano?

Resposta: Que singularidade pode haver neste momento? Que ser humano?  Nós estamos falando de sua “besta”, que temos que transformar em um Ser Humano.

Você tem um “burro” (“burro” em hebraico é “Hamor“, da palavra “Homer” – “matéria”), e só há uma centelha espiritual nele. Nós queremos ajudá-lo a extrair essa centelha do “burro” e conectá-la com o resto das centelhas brilhantes, acima do rebanho de “burros”.

Imagine sete bilhões de “burros” e uma centelha brilhante acima de cada um deles. Nós queremos unir essas centelhas e construir a partir delas o Ser Humano, equivalente ao Criador. Só então elas poderão adquirir uma percepção geral da alma coletiva de Adam HaRishon.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/01/11, “Introdução do  Livro do Zohar”, Artigo “Yitro (Jetro)”

Todos Os Mundos Estão Entre Nós

No Zohar introdução, ao artigo “Yitro (Jetro)”: O Zohar explica a ordem da emanação do Partzufim de Atzilut: Atik, AA, AVI e ZA,como a fonte de tudo, o Masach de Malchut  Midat ha Din, e usa Partzuf Atik, e opera em AA para esconder o Hochma lá … Depois, ele explica VAK de ZA relativo a seis cortinas e as cortinas bordadas, GAR de ZA.

Os autores do Livro do Zohar revelaram a ordem das relações entre eles e dentro da conexão entre si, eles revelaram Partzufim, mundos, qualidades e discernimentos internos. Tudo isso está presente entre uma pessoa e outras.

Quando uma pessoa vê os outros conectados entre si, é chamada de “Mundo Infinito.” Se ele os vê como parcialmente conectados, é chamado Partzufim que estão acima dela. Isto é como eles falam uns com os outros, revelando toda a qualidade e o chamando de “Rabino Yossi, Rabino Hiya, Rabino Elazar, Rabino Shimon,”

Todos estes são estados que passam por nossas almas no processo da sua correção. Eu sei da minha experiência pessoal como é difícil para uma pessoa representar uma imagem muito simples em sua imaginação: que não há nada além das almas separadas. Sua divisão total é percebida por eles como o nosso mundo. Sua unificação parcial, a inclusão dos desejos em si do princípio “Ama o teu próximo como a ti mesmo” cria a sensação do Mundo Superior na alma.

Toda Sua unidade é percebida pelas almas como o Mundo Infinito sem barreiras, ilimitado e, por conseguinte, a total realização da unidade com a Luz.

Da 2a. parte da Lição Diária de Cabala de 2/1/10, O Zohar

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Acelerador de Partículas Espirituais

Pergunta: Onde está nosso livre arbítrio quando lemos o Zohar?

Resposta: Nós lemos O Zohar para realizar o nosso livre arbítrio. Caso contrário, não há necessidade, do Zohar, ou da sabedoria da Cabala. Por que eu preciso disso? É para saber o número de anjos no céu? Que diferença faria se eu os contasse pelo nome? Eu ainda não sei o que os “céus” ou “anjos” são, ou eu os atraíria pelas asas.

Por esta razão, a abordagem da leitura do Zohar, o estudo da sabedoria da Cabala, o trabalho do grupo, e todos os trabalhos espirituais, a fim de realizar o meu livre-arbítrio, a fim de receber o remédio milagroso, Segula,através de todos esses meios.

O livro diante de mim é um dispositivo artificial certo que me conecta com o mundo espiritual do qual não tenho conhecimento nem qualquer idéia sobre suas propriedades. No entanto, os cabalistas dizem que eu tenho um “certo” adaptador que pode conectar-me com um mundo desconhecido. [Leia mais →]

O Código Dos Mundos Superiores

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu ainda não entendo hebraico. Portanto, o que devo fazer quando estamos lendo O Zohar ? Devo olhar para as letras ou apenas ouvir o texto?

Resposta: Todas as línguas, exceto o hebraico, servem para a comunicação no mundo. O hebraico, por outro lado, não é uma língua falada, mas um registro das ações espirituais de ZAT de Bina (as sete Sefirot mais inferiores), Zeir Anpin e Malchut sobre a matéria de Malchut. Os símbolos descrevem essas ações espirituais.

Então, olhe para o texto a sua frente como uma seqüência de comandos em um programa de computador: ele é simplesmente um registro de qualidades espirituais, forças e ações que você deve realizar dentro de si. É assim que eu vejo o hebraico. Eu não o trato como uma língua erudita utilizada para fazer o texto fluir suavemente, como em outras línguas.

Embora você não olhe usualmente para as letras e combinações ao ler os textos cabalísticos, você ainda olha dentro da palavra e o seu significado interior. Você olha para o símbolo, pois cada letra é sempre um símbolo.

O hebraico tem tantos dados e informações escondidas dentro da linguagem, que é impossível refleti-la na tradução. Afinal, a seqüência de letras do texto descreve as Sefirot, a ordem das ações. Como isso pode ser registrado em outro idioma?

Em cada letra nós devemos ver o símbolo de algumas qualidades ou ações espirituais que ela significa.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/12/10, “Introdução do  Livro do Zohar, Artigo “Yitro (Jetro)”

O Decodificador Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Posso usar a minha imaginação para imaginar o estado futuro corrigido?

Resposta: Isso depende daquilo que imaginarmos para nós mesmos no degrau futuro. Para retratá-lo mecanicamente fazemos desenhos.

É possível colocar todas as condições do grau futuro numa mesa qualquer, listar todas as particularidades técnicas destes estados: desejos, telas, níveis de Aviut, entrada e saída de Luzes, as Luzes Circundantes e Interiores, a divisão do degrau numa série de sistemas internos e externos na Segunda Restrição.

Mas, em última instância, chegamos aos mesmos discernimentos espirituais gravados pelos Cabalistas de forma a descrevermos uns aos outros os detalhes técnicos que precisam de ser tomados de forma a sentir o que eles desejam transmitir. Suponha que eu lhe dou uma folha de notas musicais; isto é, eu transmito-lhe algum tipo de informação. Consegue fazer alguma coisa com ela? Não. Deve primeiro apreendê-la como informação externa e então tomar as contrapartidas internas. Se você ler música, será capaz de cantá-la, e então saberá o que eu tentei transmitir através dela.

Os Cabalistas fazem exactamente o mesmo passando-lhe dados técnicos. Leve-os na sua alma e receberá tudo o que eles pretendem. É essa a forma como poderá saber do que é que eles falam.

A transferência de informação através da Internet trabalha da mesma forma. Eu desenho uma imagem na tela do computador ou importo fotografias da câmera, salvo as imagens num formato particular e envio-lhe esta informação através de um canal de comunicação. Você recebe estes dados técnicos e usa um decodificador para uma vez mais as transferir para uma imagem na sua tela.

É também dessa forma que os Cabalistas se mantêm em contacto entre eles. Eles atingiram a imagem espiritual, gravaram-na, e passaram-na para nós, só que falta-nos o “decodificador” para transformar esta informação nessa mesma imagem. Nós lemos sobre ela mas não como imaginar do que é que eles falam. Para nós tudo parece uma fantasia.

Somos incapazes de decifrar e extrair o significado de qualquer uma das quatro linguagens usadas pelos Cabalistas para nos descrever o mundo espiritual (as linguagens do Tanach, Halachá, Hagadá, e Cabalá). Mas o que é que os Cabalistas nos dizem? Use estes textos como um “remédio milagroso” (Segula). O que é a Segula? Se você quer alcançar a revelação e de alguma forma perceber que a revelação só é possível na qualidade de doação, ver-se-á a si e ao mundo inteiro em amor e doação entre si, em garantia mútua, como um homem com um coração.

Se você aspira a esta imagem, começará a aproximar-se da decodificação correcta destes textos. Isso irá influenciá-lo, e, em última instância, o próprio “decodificador” espiritual ser-lhe-á revelado. É por isso que lemos O Livro do Zohar.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá, “Introdução ao Livro do Zohar, Artigo “Vocês São Parceiros Comigo”