Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

“Se o Burro Caiu…”

Pergunta: O que devemos fazer se uma pessoa deixa o grupo? Devemos tentar traze-la de volta?

Resposta: Se a pessoa decidiu que ele não quer vir para o grupo, devemos respeitar sua decisão, pois não há coerção na espiritualidade. Este é o primeiro.

Em segundo lugar, mesmo se uma pessoa diz que não deseja continuar seus estudos, amanhã tudo pode mudar. Então, devemos ter uma abordagem flexível para isso. Se o grupo tentou trazê-la várias vezes (geralmente duas vezes), mas ela ainda não voltou, eae deve ser deixado sozinho. Nós não somos autorizados a nos aproximar mos mais.

Em Gemarah existe uma lei. Se uma pessoa está andando em um campo e vê que seu burro  caiu sob a pressão da carga, ela deve ajudá-lo a tirar o burro e colocar o carga sobre ele. Se isso acontecer pela segunda vez, ela deve fazer o mesmo: levantar o burro e colocar a bagagem sobre ele. Se após as duas primeiras vezes o burro caiu novamente, a ajuda não pode ser oferecida novamente porque o animal é incapaz de transportar a carga.

Um burro (“Hamor”, em hebraico) simboliza a matéria (“Homer”) das quais são compostas. E sua bagagem é a carga que a matéria  é capaz de sustentar. E se o seu amigo “caiu” depois de ter tentado trazê-la de volta duas vezes, deixe o sozinho. É sua decisão!
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Da Palestra Introdutória do Norte de Tel Aviv,  de 19/12/2010

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Por Todos Os Labirintos Até A Luz Do Amor

Dr. Michael LaitmanPergunta: No mundo físico, eu tenho que ver e desenhar uma linha entre dois pontos para conectá-los. Como eu posso conectar duas almas com a ajuda do texto do Zohar?

Resposta: Eu não sei o que a minha alma é, e sei muito menos sobre o que as outras almas são. Além disso, eu nunca saberei isso. Eu só preciso desenvolver a atitude correta em relação a elas, chamada de “doação”, e pronto.

Eu não tenho consciência de quem eu sou, nem sei quem o meu amigo é. Tudo que eu preciso fazer é amá-lo, e isso é suficiente. Isso significa que eu alcanço a força do Criador, que age entre nós. A minha atitude aberta em relação a outra pessoa, a minha capacidade de amá-la é a força do Criador, a força da doação. Ele é o Criador pois Ele é onipotente, e eu me torno parte Dele.

Nós não sabemos quem é quem agora; isso será revelado mais tarde. Tudo que eu preciso fazer é aceitar as condições à medida que elas vão se revelando. Mas toda a minha atenção deve ir para a conexão, sem contemplar quem eu sou, pois agora eu sou aquele que deve se esforçar em amar os outros.

No entanto, conforme o meu esforço em alcançar o amor e a doação, é que eu conhecerei ainda mais o meu amigo e eu mesmo. Eu só consigo atingir isso se eu amarro ele e eu juntos com amor; assim, nossas almas serão reveladas. Isso só acontecerá sob esta condição.

Portanto, eu deveria me concentrar na atitude correta para com os outros, no ponto onde eu posso exercer o meu esforço, meu desejo, para que ele seja revelado. Mas como eu posso criar e alcançar esse desejo? De onde ele vem? Ele vem do grupo, o lugar onde eu influencio meus amigos e eles me influenciam. Eu tenho que sentir a minha humildade, a fim de receber a importância da meta deles, e o Criador será revelado entre nós.

Assim, eu revelo este ponto cada vez mais, usando a força de uma grama, e todos os mundos se iluminam. Por que eu faço isso? Para alcançar este labirinto inteiro, para passar por ele, aprender todo o programa de criação, e alcançar a sabedoria inteira.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/01/11, “Introdução do Livro do Zohar”, Artigo “O Condutor de Burros”

Livre-se De Tudo Do Nível Animado

Pergunta: Revelar o mal interior dificulta que a pessoa adquira amor pelos outros?

Resposta: Mas, isso é exatamente o que você está revelando: o mal em relação ao amor e à unificação com os outros. Todo o outro mal pertence ao nível animado. Por exemplo: existem cães que mordem, e há os cães gentis e fofinhos que são animais de estimação. Animais também têm diferentes personalidades. Porém, não estamos nos referindo a um temperamento bom ou mau, mas ao jeito que a pessoa revela o mal verdadeiro quando ela começa a se unir com outras. A verdadeira inclinação ao mal se revela precisamente na rejeição da meta.

Eu me uno com outros para alcançar a meta, o Criador. Nós revelamos o mal somente quando aspiramos à meta. O mal não se revela sem a conexão com a meta. Eu posso ter um temperamento mau, eu posso ter falta de paciência e ser irritável; porém, isso não é chamado “mal” nem pertence à espiritualidade. Mas, quando eu tento alcançar o amor pelos amigos para adquirir o amor pelo Criador e eu descubro o quanto isso me causa desgosto, então o mal é o grau de ressentimento e rejeição. O mal é a aversão à união.

Filtre todas as propriedades humanas e saia do nível animado. Existem “cães”, “coelhos”, e “burros” sentados conosco. Deixe-os todos; não os leve em consideração. Os profetas escreveram em referência a isso: “Eu vim, e não havia homem”. Mal é somente associado com união e aspiração pelo Criador.

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Da 1ª parte da Lição Diaria de Cabala, 11/1/11, “O que é o Pão do Olho mau no trabalho”

Não Entregue Uma Criança Humana Aos Lobos

Primeiro e principalmente eu tenho que ser grato e “abençoar” o fato de que eu tenho a conexão, que eu não sou isolado da governança superior, não importa o que me pareça agora: bom ou mau. A coisa mais importante é que eu tenho o ponto de união: eu sei sobre a existência da Força Superior, a Natureza. Ela é Boa e faz o Bem. Ela tem uma mente e sentimento como nós o entendemos. Ela nos cria e deseja que nos desenvolvamos. Por meio de toda a humanidade, agora mesmo, ela evoca um desejo dentro de mim para me voltar para ela, e eu tenho que ser grato por essa aspiração mesmo que ela me traga desconforto.

Eu trato minha nova inspiração da mesma forma que todos meus outros desejos: eu quero satisfazê-la tão logo seja possível para receber. Porém, esse vazio só será preenchido se eu operar no modo de doação. Esse é um tipo diferente de desejo: ele aprecia somente quando a abundância vem dele, quando ele faz o bem por alguém mais.
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Vivendo Como Uma Alma

Primeiro, nós temos que desenvolver um relacionamento descrito como “Não faça ao outro o que você mesmo odeia”, seguido por “Ama o próximo como a ti mesmo”. Nós somente precisamos determinar quem é o “outro” (o amigo), quem sou eu, e o que “fazer” significa. Isso tem a ver com as ações da pessoa em relação ao amigo, que tem que adquirir uma forma tangível nesse mundo em toda raça humana.
No final, tais relações irão se aclarar entre todos os humanos, o que pode ser chamado de mundo Infinito, e significarão a correção final (Gmar Tikkun). Aqui, nessa esfera chamada Terra, entre esses corpos animados, nós iremos estabelecer os relacionamentos que se chamarão nossa alma infinita.
Quando alcançarmos esse ponto, nós nos encontraremos em outro mundo. Não haverá mais a necessidade de experimentarmos toda essa materialidade, e ela irá desaparecer de nossa percepção. Mesmo agora, ela existe somente na nossa percepção, enquanto que toda essa realidade é apenas imaginária. Esse é o único propósito de nossa existência na terra. Este é o lugar onde tudo acontece.
Antes da queda do Templo quando as pessoas viviam em alcance espiritual, elas não viviam realmente em outra galáxia ou dimensão, viviam? É verdade, de qualquer forma, que internamente elas viviam em outra dimensão com uma atitude diferente. Porém, junto com isso, esse mundo, a natureza inanimada, vegetativa e animada ainda existia, e todos viviam uma vida normal. Elas criavam gado, administravam propriedades, davam à luz crianças, tinham empregos, e pagavam taxas.

Porém, o relacionamento entre elas era espiritual uma vez que todas viviam em doação mútua e a mantinham com o melhor de sua habilidade. Cada pessoa era importante no nível de sua habilidade de doação. O julgamento era feito baseado no mesmo princípio: do ponto de vista de quanto dano a pessoa trouxe para a sociedade e quão repentinamente seu desejo egoísta se expandiu.

Foi desse jeito que o povo de Israel, a quem Abraão conduziu para fora da Babilônia, viveu até a queda do Segundo Templo. Agora, no grupo, nós temos que atualizar o que a sabedoria da Cabalá nos ensina na prática, isto é, que nossas relações internas devem ser baseadas em amor e união para que possamos viver como “uma só alma”.
Isso não tem nada a ver com a proximidade externa. Nós não precisamos na verdade comer do mesmo prato, viver na mesma casa, e manter uma família coletiva. Isso é sobre relacionamentos internos.

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Da 4ª Parte da Lição Diária de Cabala, 12/1/11, “A qualidade da sabedoria oculta” – no geral”

O Grupo É O Local Onde Nos Encontramos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se nós avançamos apenas em virtude do ambiente, quando a nossa escolha virá de nossa própria intenção altruísta (Lishma)?

Resposta: Nós temos que alcançar a perfeição, e ela contém dois parâmetros:

1. Por um lado, eu sou independente e igual ao Criador de todas as maneiras,
2. Por outro lado, eu sou semelhante a Ele em todos os sentidos.
Nesse caso, eu sou independente e perfeito.

Acontece que a independência e a perfeição devem se unir e levar-me ao estado final. Mas como a independência e a equivalência podem coexistir? Como eu posso alcançar a perfeição, elevando ambas estas qualidades, que são opostas entre si?

Para possibilitar isso, o Criador teve que acrescentar um terceiro fator aos dois já existentes (Ele e eu). Este terceiro fator será o local do nosso encontro, o lugar da revelação. É onde eu revelarei o meu “eu” independente e e o Criador oposto a mim.

É necessário criar um “território”, onde nós poderemos ser parceiros, em oposição mas iguais e unidos. Este território é chamado de “a soma das almas”, a Shechiná, Malchut. Após a quebra, nós, como o Criador, estamos fora dos limites da soma das almas, e agora temos que nos encontrar lá. Nós fazemos isso conforme somos capazes de participar neste processo e revelar um ao outro.

É por isso que a criação foi quebrada. Ela quebrou em muitas partes diferentes, que são os npiveis de independência da criação, ou seja, sua separação e distanciamento do Criador.

Nós temos que usar essa situação, razão pela qual o Baal HaSulam escreve que devemos manter a singularidade de cada pessoa. Afinal, ela nunca serepetirá em mais ninguém. Cada pessoa deve ser independente e especial.

Mas, por outro lado, devemos dar a cada pessoa a oportunidade e ajudá-la a alcançar a equivalência de forma com o Criador. Por meio de sua singularidade, por ter uma combinação única de qualidades e desejos, a pessoa as desenvolve a fim de dirigí-las à doação. É assim que ela chega à equivalência com o Criador.

Essa semelhança é realizada por meio da união com os outros. Por que isso não é feito através da união com o Criador? A fim de preservar a independência. Ao trabalhar diante do Criador, a pessoa se anula, enquanto que em relação ao grupo, ela pode ter um papel decisivo, à semelhança do Criador.

O lugar do nosso encontro é o território do grupo, que foi criado artificialmente e dividido em partes. Nós chegamos até lá na linha média e nos unimos. Lá nós realizamos o Zivug (acoplamneto) de HaVaYaH e Elokim, a união do julgamento e da misericórdia.

No entanto, se a pessoa não pensa sobre estes três elementos: ela e o Criador, unindo-se no grupo, então ela imagina de forma errada a realização do objetivo da criação que lhe aguarda.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/01/11, Escritos do Rabash

Encontro Atrás Da Fronteira

Dr. Michael LaitmanO amor pelo Criador é como o amor pela mulher mais feia do mundo, porque eu amo a qualidade de doar que se encontra Nele. Isto não é porque ele traz prazer aos meus desejos de desfrutar, mas porque esta qualidade está acima das minhas qualidades egoístas, e eu respeito-a e valorizo-a mais que qualquer outra coisa.

Em relação ao quê é que posso medir o amor absoluto e incondicional? No nosso mundo, nós amamos algo que nos dá prazer. Contudo, isto não é amor. Nós amamos o prazer, mas não aquele que nos dá o prazer. Embora eu conecte este prazer a você e, desde que você continue me dando presentes eu o amo, todo o meu amor acabará assim que você parar de fazer isso. Isto quer dizer que não é você quem eu amo.

O amor independente pode aparecer apenas em oposição a algo. Por isso, o universo inteiro é construído sobre este princípio: há prazer do qual temos de nos desconectar e acima do qual temos de construir a nossa atitude para com Aquele que nos dá este prazer.

Para este propósito, é-nos dado o ponto no coração. Ele é oposto ao desejo egoísta. Nós temos de crescer com a ajuda do grupo, isto é, com os mesmos pontos no coração. Então, a Luz corrige o nosso ponto, e começamos a sentir amor através dele em oposição ao ódio que sentimos no nosso desejo.

Contudo, no meio deles, deve haver uma linha divisória: a separação do desejo de receber prazer e ascender acima dele. Isto significa que você sobe até ao Criador, identifica-se com Ele, em vez de com o seu ego. Da matéria do desejo você constrói algo diferente, sublime, e oposto.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/12/10, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”

Um Desafio Para A Imaginação

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos calibrar a nossa atitude, a fim de direcioná-la para a meta?

Resposta: Você tem que fazê-lo de acordo com o princípio: “Israel, a Torá e o Criador são um”. “O Criador” é a raiz pela qual nos esforçamos. A “Torá” significa todos os meios que nos ajudam ao longo do caminho, incluindo professor, livros, grupo e o estudo. “Israel” é o ponto no coração, o desejo espiritual inicial.

Pergunta: Para que eu resolva essa equação, o que precisa ser ocultado e o que precisa ser revelado para mim?

Resposta: Você precisa imaginar o estado corrigido onde todos nós estamos conectados e cada pessoa percebe o todo, ao invés de si mesma. Está escrito: “O geral e o particular são iguais”.

A força comum de amor e doação reina dentro de nossa união e preenche todos em igual medida. Esta força é chamada de “Criador” ou “Natureza”. Isto é o que você tem que ver como a meta final. No final, nós devemos chegar a essa imagem.

É por isso que nós estamos trabalhando para discernir a noção “de grupo”. Em essência, o grupo é o mesmo sistema no qual nós despertamos a mesma força. Essa força já está presente no interior do sistema; nós apenas não a percebemos ainda. Nós temos que revelar essa força que preenche o grupo, fortalece-o, manifesta-se nele, e corrige-o. Esta é a força chamada de “Criador” ou a Luz que se oculta em nossa união.

Quando nós nos esforçamos para crescer em nosso mundo, revelamos essencialmente a mesma força. Isto é porque nós temos a mesma direção, embora em um nível corporal. O “Criador” é a força comum que une todas as partes da criação.

Pergunta: Ainda assim, existem muitas incógnitas nesta equação….

Resposta: Você tem que continuar procurando e experimentando, uma e outra vez. É assim que você despertará novas sensações. Não há outra possibilidade de fazê-lo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/01/11, Escritos do Rabash

Tudo Está Dentro Da Nossa Conexão

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é que a revelação da verdade se relaciona com a revelação do sistema interligado de almas?

Resposta: É a mesma coisa. A conexão mútua é a verdade. A rede dos nossos laços é chamada de “vaso” (Kli). O Criador imprimiu-Se na matéria do desejo de desfrutar e colocou Seu selo sobre toda a sua espessura. Agora, dentro de mim, há um espaço vazio com uma imagem esculpida.

Esta imagem é composta das conexões entre os desejos, que o Criador preenche se eles forem corrigidos. Neste caso, a rede torna-se Ele. A rede integral destes pontos é chamada de “Malchut do mundo do Infinito”.

Gradualmente, o Criador se oculta e abandona o sistema de almas, o que desencadeia a descida dos mundos. À medida que ele desaparece, as almas sentem uma oposição cada vez maior entre si, a transição para o lado inverso (Sitra Achra), onde a conexão está corrompida, esgotada, e assume uma natureza egoísta. Como resultado, nós nos encontramos no mundo corpóreo, e ao invés do respeito mútuo, em vez do Criador, que nos preenche, nós experimentamos o vazio e o distanciamento mútuo.

Na verdade, eu sempre sinto o Criador. Afinal, não há mais nada para eu sentir, já que há apenas Ele e eu. No entanto, na atual realidade, eu O percebo de acordo com meu estado atual de existência egoísta.

O objetivo do processo é encontrar a verdade, o estado autêntico, depois de termos retirado todas as capas. Tendo encontrando novamente a conexão entre nós, em algum momento eu verei que ela não une as pessoas, mas as almas ou desejos. Está na natureza desta conexão, na sua essência e poder que o Criador seja revelado a nós. Não há outra realidade, mas a conexão mútua e integral. Ela permeia tudo, e nós somos feitos para sentir somente ela. Nós estamos dentro dela.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 3/01/11, “O Criador e Israel Foram ao Exílio”

Construir O Templo Abaixo

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Capítulo “Beshalach (Quando O Faraó Enviou)”, Item 332: É uma Mitzva [mandamento] para construir o Templo abaixo como o Templo acima, como está escrito: “o lugar que Você fez para a Sua morada, ó Senhor”. Isto é assim porque o Templo deve ser construído abaixo, para se fazer uma oração dentro dele todos os dias, para servir ao Criador, pois a oração é chamada “Trabalho”[serviço].

O Templo abaixo significa Malchut, onde temos de criar um desejo corrigido (Kli – vaso). A oração significa elevar um apelo (MAN) pela correção.

A conexão do inferior com o superior é devida à subida de Malchut à Bina, e depois Bina desce à Malchut. Como resultado, há dois templos: Malchut e Bina abaixo são o Templo abaixo, enquanto que Malchut e Bina acima são o Templo acima.

“O Templo deve ser construído abaixo, e fazer uma oração dentro dele todos os dias” significa unir Bina e juntas quando se tenta criar tal estado no grupo, em nossos desejos. Afinal, onde mais eu posso expressar a minha atitude em relação à doação? Isso só é possível na conexão entre nós.

Então, quando eu percebo que sou totalmente incapaz de fazer qualquer coisa, eu elevo a minha oração, e por essa razão, o Templo Acima está sendo construído. Precisamos fazer isso “todos os dias”, ou seja, nos estados de subida, quando temos alguma força, temos de tentar executar este trabalho com toda a nossa energia.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/11/10, O Zohar