Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

O Canal da Luz do Criador


Pergunta: O que significa ” alegrar-se com a alegria do amigo e chorar com seu sofrimento,” e como vamos conseguir isso?

Resposta: Se alegrar com a alegria do amigo é sentir-se feliz que nós alcançamos nosso objetivo espiritual juntos, que estamos no caminho juntos. É quando sinto o anseio dos amigos dentro de mim e não sinto a minha própria presença ou vontade pessoal em direção à meta, mas sim como eu aspiro com eles. Na verdade, o meu “eu” desaparece, se dissolve no outro. É assim que eu alcanço a vida eterna, também.

O “eu” da pessoa não existe mais. Ele funciona apenas como um canal de Luz do Criador para todas as outras pessoas. Assim, verifica-se que todos os nossos “eus” desaparecem. E em vez deles, surge um todo integral, multiplicado pelo número de “eus” que existe para ser usado.

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Da Lição 1 em Moscou de 14/01/2011, “Introdução do Livro do Zohar”

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Plante-se em Solo Fértil e Você Irá Crescer

A pessoa não cresce pelo seu próprio esforço, mas devido à influência do meio ambiente. Para isso, ela tem que interagir com o grupo de uma forma espiritual eficaz.

Uma pessoa deseja que o grupo lhe fertilize com o amor das outras, a intimidade e a conexão com tudo o que está fora do seu egoísmo. Ela deve ver que está “além do egoísmo”, a realidade como mais importante que o “egoísmo dentro” de sí.

Somente após esse cálculo, quando o ambiente se torna mais importante para mim que eu posso começar a absorver as forças da vida, em vez de fechar a atenção para mim. E então, eu começo a crescer.

Este trabalho é constante. Constantemente surgem novos Reshimot (genes espirituais informativos, registros), desejos e pensamentos numa pessoa. Ela tem que ser capaz de lidar com eles a cada segundo, continuamente retornando à análise e compreensão do que realmente importa: Externalidade ou internalidade. [Leia mais →]

Como Lidar com Os Socos

Pergunta: A lei do “Geral e do particular é igual” significa que a pessoa pode passar por dez golpes ambos individualmente e no grupo, ou isso é um processo exclusivamente interno e pessoal?

Resposta: Sim e não. Como regra, todos os Cabalistas vão através dessa individualidade; eu conheço isso por experiência própria. A pessoa se sente tão desesperada em seu egoísmo que ela se desliga dele e não pode mais usá-lo.

Não há dúvida que é mais fácil fazer isso enquanto se está no grupo, mesmo se o último não sabe nada sobre ele. Pode ser um grupo pequeno em termos de número de membros e nível de avanço, mas sua atmosfera geral, sua determinação e aspiração à meta ajuda a pessoa e não a deixa escapar desse processo. A pessoa se segura intacta na hora em que está recebendo o golpe, o que é o que mais importa, e ela passa através dele.

Porém, mesmo que ela diga a si mesma: “É isso aí, eu desisto! Eu não posso aguentar mais isso! Eu quero viver somente para doar”, ela eventualmente descende mais profundamente no desejo egoísta e é revisitada por aqueles pensamentos e discernimentos internos. Ela vê que no nível profundo e interno, ela ainda está grudada no seu desejo de receber onde ela ainda não tomou a final e irreversível decisão que ela deseja subir acima disso tudo. [Leia mais →]

A Razão Para Qualquer Briga

Nada que acontece no mundo é estranho. Tudo vem somente da necessidade de nos levar ao estado final, perfeito, onde nós existimos em total equivalência com a única Força Superior.  Assim, se nos esquecemos sobre isso no grupo essa força nos atropela, nos incomoda e constantemente nos leva a todo tipo de eventos “engenhosos”. A coisa mais importante a fazer é não desistir e sempre recordar que tudo isso está acontecendo deliberadamente. Ninguém nunca faz nada acidentalmente.

A menos que a pessoa esteja psicologicamente doente, então tudo o que acontece a ela no grupo acontece especificamente para ela subir acima disso e se relacionar com de forma correta. Isso não significa necessariamente que nós temos que ignorar os problemas. Mas, o mais importante para nós é nos conectarmos com o Criador, a Força que nos controla. Tudo vem d’Ele. Ele é o único que está nos fazendo tropeçar agora para que aprendamos a nos mover acima desses problemas e assim ascender acima do egoísmo. Porém, o egoísmo que escalamos não é o nosso egoísmo pessoal, mas aquele que aparece entre nós.

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O Parâmetro Absoluto do Progresso

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que ajuda no nosso desenvolvimento espiritual saber exatamente onde estamos nos níveis inanimado, vegetal, animal e humano? Do que depende o nosso progresso? Que instrumentos podem nos ajudar a determinar onde estamos? E como podemos mudar?

Resposta: Tudo isso é determinado no momento em que a pessoa chega ao grupo. Ela pode começar a avaliar-se apenas em relação ao ambiente: o quanto ela aspira por seus amigos, ao desejo comum de doação, a fim de sentir a todos como um único desejo?

Este desejo comum é a Alma que foi criada. Se nós a alcançarmos como um todo, sentiremos nela a qualidade de doação, o Criador. Foi exatamente para permitir a mensuração, a realização, bem como o controle sobre o nosso estado, que a alma comum (a criação) e o desejo foram divididos em várias partes infinitas. Cada parte do desejo, cada pessoa, recebeu assim a oportunidade de imaginar a outras partes como unidas, de acordo com sua aspiração por esse estado.

Se essa pessoa ou parte começa a trabalhar para se unir com todas as outras partes, vendo-as como perfeitas e recebendo delas a aspiração correta para avançar, a motivação, a importância e o valor do desenvolvimento espiritual, então ela ganha habilidades totalmente claras para medir seu estado e receber ajuda de fora.

Da Lição em Moscou, em 14/01/11, O Zohar

Passos Em Direcção Ao Desconhecido

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que é que a Luz trabalha em nós tão devagar? Que mais podemos fazer?

Resposta: Nós avançamos a grandes passos. Contudo, não conseguimos medir quantos passos mais temos de dar de forma a trocar a nossa percepção do consumo interior para a doação, de forma a adquirir a força que irá unir as “engrenagens”, nossas almas, deixando-nos sentir o mundo superior.

Nem eu nem qualquer outra pessoa no mundo, incluindo todos os Cabalistas das gerações anteriores, alguma vez experienciaram o estado que estamos a passar hoje. Nunca antes um grupo tão grande de pessoas se esforçou para terminar a correcção baseado na falta de conexão entre elas, assim como na falta da revelação do Criador nelas. Uma vez que não há precedentes para tal, não consigo dizer de que forma isso irá ocorrer.

Na verdade, na sabedoria da Cabalá, tudo é idêntico à natureza. Se algo não é revelado, você não consegue saber como se manifesta. Um verdadeiro cientista diria que de acordo com os seus dados, seria desta ou daquela forma, mas se ele dá um passo adiante, ele entra no desconhecido.

Há cientistas que passam décadas a estudar certo fenómeno e estão certos de que encontraram uma explicação de como ele funciona. Ainda assim, de repente eles dizem: “Não, nós estávamos errados”, e começam tudo de novo.

O mesmo é verdadeiro em relação à sabedoria da Cabalá. Ela é uma ciência. Temos de explorar o mundo superior por nós mesmos e não esperar um e-mail, SMS, ou outra coisa qualquer de lá. Tudo o que tem sido revelado até este momento, foi revelado nos Kelim (vasos) pessoais, individuais de cada Cabalista.

Agora, devemos descobrir o mundo superior neste enorme desejo colectivo, na nossa união mútua. E isso será feito pela primeira vez. Todos os sete biliões de pessoas podem não se unir, mas haverá ainda centenas de milhares ou mesmo milhões.

Por outras palavras, a aspiração de ver o mundo espiritual tornou-se mais colectiva que individual. Isto nunca tivera sido visto no passado. Assim, é impossível dizer quando isso irá ocorrer, mas estamos a avançar a um ritmo rápido.

Da Palestra no Dia da União 26/12/10

Vibrações Elétricas De Doação

Dr. Michael LaitmanNós temos de tentar construir um estado de uma convenção sem fim e ser constantemente impressionados por milhares de pessoas reunidas em um só lugar. Eu tenho que sentir as mesmas “vibrações elétricas” a qualquer hora e em qualquer lugar. A distância não afeta este campo de força espiritual. Isso depende de nós; nós podemos criar este estado de existência permanente.

Este campo único de conexão e direção espiritual é o que se chama grupo Cabalístico. Nele, todos mantêm a influência não só dos 7.000 amigos, mas de milhões de nossos amigos em todo o mundo.

Primeiro de tudo, nós criamos o grupo de milhares de nossos alunos, onde todos estão mutuamente conectados dentro de nossa rede integral. Se parte desse grupo atinge o estado de Arvut (garantia mútua), ele começa a projetar essa iluminação externa, e não pode mais ser parado.

Isto é o que é chamado de autêntica circulação da Cabalá. Todos terão a chance de vir, ver, aprender e analisar se ela se adpta a eles ou não, e se não se encaixa hoje, então talvez amanhã.

Esta convenção deve mostrar-nos um exemplo de tal estado, e tem que tornar-se permanente, para que possamos subir mais e mais. Esse será o impacto do ambiente sobre a pessoa, e é nosso trabalho criá-lo.

Se o ambiente determina todo o meu futuro e minha velocidade de avanço espiritual, então eu devo estar preocupado apenas com a forma de tornar esse ambiente mais forte de modo a constantemente inspirar-me e puxar-me para frente “pela orelha”.

Nesse caso, com certeza vou ir à convenção. Afinal, o que mais me pode fazer avançar para frente? Eu não possuo outros meios, exceto este. Eu irei, mas temos de continuar a oferecer o mesmo tipo de influência o tempo todo. Embora seja verdade que não há qualquer outro mecanismo que promova o crescimento espiritual.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/11/10, “Exílio e Redenção”

A União É Um Trabalho Espiritual

Dr. Michael Laitman with StudentsEu recebo a força para alcançar a espiritualidade do ambiente, e ela é uma força única. Chegamos à sabedoria da Cabalá com o desejo pela espiritualidade, mas esse desejo é egoísta: obter tanto este quanto o mundo futuro.

Este desejo enorme empurra a pessoa para frente, mas quando ela pretende relacionar-se com os amigos, ela tem que anular-se e aumentar a importância do amigo. Assim, ela eleva a sua atitude para com o amigo a um nível espiritual mínimo. Ela anula-se, deseja unir-se, e reconhece o amigo como o mais importante.

É um esforço muito desagradável e repulsivo, mas não há outra escolha: precisamos nos unir. E se fizermos isso, eu recebo do amigo a importância do objectivo, a força para subir. Esta força é espiritual. Afinal de contas, a fim de voltar ao amigo, eu me anulava e realçava o seu valor. Visto que eu me relacionei com ele de acordo com a regra espiritual, a importância do amigo, eu recebi dele a força para subir, apesar do fato dele ser igualzinho a mim.

Mesmo se eu atuar sem esperança, porque quero obter o mundo espiritual de forma egoísta, recebo o verdadeiro poder do amigo, que me eleva acima de mim mesmo. Agindo desta maneira com os amigos, eu adquiro a abordagem correta para com a espiritualidade. Além disso, os amigos podem não prestar nenhuma atenção a isso, nem sequer ter consciência do que me abastece com energia espiritual. Eu adquiri isso através da realização de um ato egoísta, anulando-me em relação a eles, apesar da força do ressentimento.

É muito difícil, mas se eu conseguir me superar, eu recebo dos amigos a força para avançar. Esta é a essência do nosso trabalho, e este é o objetivo da futura Convenção.

Da Palestra no Dia da União 31/10/10

O Esforço Vem De Baixo E A Sensação De Cima

Dr. Michael LaitmanPergunta: À medida que nos preparamos para a Convenção Européia em Berlim, estamos passando por dificuldades ao tentar receber forças do ambiente. Enquanto realizamos as ações físicas, como podemos evitar a perda da conexão com o objetivo interior?

Resposta: Em primeiro lugar, é bom que as pessoas sintam a falta da intenção, porque sem o componente interno, a intenção de doar, os esforços externos não podem ter êxito em alcançar a revelação do Criador. Então, onde podemos obter a intenção correta pela união e a conexão, dentro da qual agiremos?

Nós devemos tentar, da mesma forma que uma criança pequena tenta ser um adulto, manter com todas as nossas forças a intenção e não esquecer que realizamos todas as ações externas a partir donosso esforço interior. Até que ponto seremos capazes de fazê-lo, isso já não tem relação com o nosso sucesso.

É possível que o Criador queira nos mostrar que realmente somos pequenos e mal sucedidos, de modo que deixemos de ser orgulhosos de nós mesmos e sintamos que sem a ajuda do Alto, não seremos capazes de manter a intenção e não seremos capazes de unir-nos com nossas próprias forças. Se fossemos capazes de fazê-lo por nós mesmos, não teríamos necessidade do Criador e não alcançaríamos o estado de “Vamos ao Faraó”. Em essência, a pessoa nunca tem razão em reclamar sobre os estados que recebe. Eles são revelados como resultado de seu progresso e, portanto, a todo instante estão corretos. A questão é como podemos construir a atitude correta em relação a eles com a ajuda do grupo.

Na maioria dos casos, nós ficamos com sentimento de culpa em relação ao passado, pensando em como agimos de forma errada, que fizemos algo ruim, perdemos alguma coisa, ou não fomos capazes de fazer algo, e assim por diante. Esta é a influência da força impura (Klipa), que nos leva de volta ao passado. O mesmo é verdade sobre estar desiludido com nossas qualidades: qual é a razão de nos culparmos, se é sabido que somos egoístas e continuamente revelamos apenas isso? Nós temos que criar a atitude correta acima deste estado.

Portanto, tudo depende do esforço. É impossível para uma pessoa estar insatisfeita e querer algo diferente, mas isso não importa, porque a sensação vem do Alto. Aos novatos é mostrado como eles são bem sucedidos, sendo incentivados e apoiados como crianças pequenas. Por outro lado, àqueles que avançam é mostrados suas falhas e erros, não para que eles se corrijam, mas para que exijam a correcção. E todas as reações são para nosso próprio bem.

O trabalho interno da pessoa em relação ao grupo deve ser separado das ações realizadas para organizar os estudos, as convenções e a disseminação. Uma coisa não tem relação com a outra. As subidas e descidas internas não devem afetar o trabalho externo. Deve haver uma rotina e um programa diário, de acordo com o qual nós agimos de forma independente dos desejos.

Em nosso trabalho interior nós nos esforçamos o máximo possível, mas a sensação que recebemos – boa ou ruim – depende do que exatamente devemos estar sentindo. Se não nos sentirmos inspirados, entusiasmados e, em geral, apoiados, isso significa que essa sensação está sendo enviada para nós para nos ajudar a nos desprender do egoísmo.

A decepção com os estados que chegam até nós, mostra à pessoa que o desejo egoísta não a apoia e, assim, ela naturalmente se afasta dele. O egoísmo nos ajuda a rejeitá-lo, o que é chamado de “ajuda contra você”. Nossa sensação desagradável no trabalho é uma ajuda do lado oposto, até que sejamos capazes de subir acima da nossa natureza e olhar de Cima, junto com o Criador. Isso se chama estar diante do Faraó, juntamente com o Criador. É assim que a pessoa sobe e atravessa a Machsom .

Da  Lição de 24/12/10, Escritos do Rabash

Adicionando O Universo À Partícula

Dr. Michael LaitmanO método Cabalístico é construído sobre o trabalho em grupo, na conexão entre nós, na aspiração de todos em nos reunirmos, para juntarmos todas as forças comuns, e com os nossos esforços mútuos ajudar a cada um a sair de si mesmo em direção aos outros. Na realidade, o método é muito realista e simples. A fim de perceber o Mundo Superior, nós temos que parar de prestar atenção nos “átomos” de nossos corpos e mudar a nossa atenção para o vazio no “espaço interatômico”. Nós odemos fazer isso na sociedade humana ou em um pequeno grupo que nos permita mudar a nós mesmos.

Nós temos que ficar juntos, ajudando uns aos outros mutuamente, e começar a mudar a nossa atenção, de nós mesmos para o que está entre nós. O trabalho é desagradável, obscuro, e muito artificial para nós. Mas é por isso que os Cabalistas escreveram uma quantidade enorme de materiais. Ao aplicarmos o método Cabalístico em nós mesmos, nos adicionamos a ele, o completamos, e o materializamos. Começamos a aceitar e a sentir ele dentro de nós. Como um todo, o adaptamos a nós e em tempo real, e implementamos-no no presente.

Portanto, nós o realizamos e o investigamos, bem como desenvolvemos a fase da realização prática de toda a Natureza. Hoje o método é aplicado em nós, aqueles que desejam complementar a sua sensação do universo com uma parte adicional e externa. Além disso, esta não é simplesmente uma parte adicional, mas a parte mais importante. Começamos a sentir forças, fenômenos e ações no espaço “interatômico”, ou seja, em 99% da realidade. Em primeiro lugar, este enorme volume é preenchido por um pensamento, um plano, forças e suas interações, e tudo que nos ativa, que são partes pequenas e microscópicas.

Esta conquista da raiz nos leva para fora do estado de tempo, falta de visão e submissão – em essência, um estado de não-ser -, para um estado de clareza, eternidade e perfeição. É isso que a realização correta da ciência da Cabalá nos dá.

Tudo isso é realizado no grupo, quando começamos a sentir como ir para fora, para a percepção dos outros. Nós partimos da sensação de “o mundo dentro de mim” para a sensação de “o mundo no mundo”. Se há bilhões de pessoas ou almas além de mim, então, saindo de mim mesmo, eu começo a perceber as forças que atuam entre nós, e sinto todas as almas como um todo, como um sistema fechado.

Hoje mesmo no nível material algo já está nos dizendo que o mundo é global e integral, e tudo nele é interconectado. Assim, eu começo a perceber tudo do lado de fora de mim. Eu adquiro um grande desejo, força e satisfação, que estão à minha disposição. Tudo isso se torna o meu “eu”. Estas não são mais pessoas, mas simplesmente forças que existem nesta forma.

É assim que a pessoa começa a revelar o volume real e a visão do mundo.

Da Lição em Moscou, em 16/01/11, Escritos do Rabash