Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Como Localizar A Área Espiritual

Dr. Michael LaitmanO mal que nós devemos perceber interiormente não é o mesmo egoísmo que nos acompanha no dia a dia. O verdadeiro mal só se revela em relação aos amigos do grupo. Ao tentar conectar-se a eles, você revela como essa idéia é odiosa e repugnante para você.

O mal é quando você está indiferente à união, quando você constantemente se esquece dela. Considere esse mal! Isso ocorre porque você avalia o seu mal de forma egoísta; você o julga de acordo com seu estômago ou bolso cheio, embora isso não seja mau, mas simplesmente o corpo animal. O mal só se revela em relação à conexão, e local em que ocorreu a quebra.

A compreensão do mal no “período de preparação” inicia no momento que você começa a tratar o grupo como o lugar onde há a fronteira (tela) que antecede o mundo espiritual. O primeiro contato com os outros é a travessia da Machsom, a ponte que se abre de você para os outros. Quando você se conecta com os outros como um todo na primeira qualidade, na menor Reshimo (gene espiritual), isso se revela como a passagem para o mundo espiritual.

O mal só existe aqui na conexão com o seu próximo; o resto não é o mal, mas apenas “fraquezas” do corpo animal. A pessoa precisa transferir completamente a sua atenção de um tratamento educado e uma “atitude inteligente” para o mal verdadeiro, onde ocorreu a quebra. Caso contrário, você pensará que um lobo e um leão são maus e as aves são boas. Nós estamos acostumados a olhar para a criação desta forma distorcida, e isso nos impede de ver a verdade.

Assim que você transfere sua atenção para a conexão com o seu próximo, você localiza a área espiritual, que só reside na conexão com o seu próximo. Então, o Criador se revela entre vocês.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/02/11, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”

O Triângulo Amoroso Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa se envolver, inserir-se no grupo?

Resposta: Por um lado, os amigos e eu nos sentimos iguais em relação ao Criador, uma vez que também desejamos alcançá-Lo. Mas nós mesmos estamos divididos pelo ódio. Neste caso, a forma como cada um trata os demais é a forma como a pessoa trata o grupo. A fim de participar do grupo, a pessoa deve transformar o ódio em amor.

O grupo é definido por dois parâmetros:
1) Ele é composto por amigos que anseiam conhecer o Criador, assim como eu; no entanto,
2) Eu odeio eles.

Se ambas as condições forem satisfeitas, então o caminho para a espiritualidade está diante de mim. Afinal, como pode existir esse triângulo: eles buscam a espiritualidade, mas eu os odeio; se for assim, como é possível que eu também deseje o Criador? E se eu me esforço por Ele, como eu posso odiá-los, em primeiro lugar?

Da 4ª parte da Lição Diáia de Cabalá 06/02/11, “A Essência da Sabedoria da Cabalá”

A Eterna Luta Pelo Futuro

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qualquer investigação científica inclui três etapas: 1) uma hipótese que tem que ser comprovada, 2) materiais para experimentar, e 3) o próprio processo, pelo qual a hipótese é testada. Como isso pode ser aplicado na Cabalá?

Resposta: Ela também é uma experiência científica. Você começa com uma pergunta sobre o propósito da vida. Os Cabalistas fazem uma sugestão a você: “Prove e veja por si mesmo como o Criador é bom”. Realize este ato, e você obterá o resultado.

Nós existimos em um sistema muito simples. Ao meu lado, há o meu nível espiritual mais elevado considerado como o “grupo”. Eu preciso incorporar-me nele, e se eu me conectar ao grupo, eu começo a sentir a Luz dentro de mim. Não há nada irreal ou fictício nisso.

A fim de ascender ao nível do grupo, eu tenho que realizar o meu gene informativo, a Reshimo 0/1 (Shoresh de Aviut e Aleph de Hitlabshut). Eu mesmo sou esta Reshimo “0/1”, que eu gostaria de inserir no grupo, na qual a Luz influencia-me a partir do meu nível avançado e corrigido, ao elevar-me até ele.

Todos estes meus estados já estão presentes, até o último deles, e eu me esforço em direção ao meu futuro. Neste futuro, eu estou unido a todos aqueles que estão no grupo em um só coração, através da garantia mútua. Se eu quero alcançar este estado, a Luz me afeta desde lá, uma vez que lá eu já estou presente. A Luz altera minhas qualidades e me puxa para dentro, como em uma corda, de modo que eu me conecte exatamente com meu ponto de onde a Luz chega a mim.

E quando eu entro no grupo no meu nível superior, de repente eu percebo que ele está lá comigo: é tudo eu, apenas uma nova pessoa, “o segundo Eu”. Em relação ao grupo, ele está acima, no próximo nível, e é aí que existe o meu próximo estado.

Em outras palavras, me é mostrado diferenças ainda maiores, uma força maior de desejo, o maior ódio entre nós, e eu preciso trabalhar da mesma forma novamente, a fim de inserir-me no grupo por completo. Todas as dez Sefirot do inferior devem entrar em Malchut do Partzuf superior, porque não há nada além das dez Sefirot.

Da 4ª parte da Lição Diáia de Cabalá 06/02/11, “A Essência da Sabedoria da Cabalá”

Como Pedir

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu sei que o meu pedido ao Criador vem do lugar certo? Será que eu estou realmente lá, onde é permitido pedir?

Resposta: O meu pedido é válido se eu sentir que ele é contra o meu desejo, se posso elevar-me acima dele e pedir do fundo do meu coração, e se posso apreciar a ação, que é contra o meu desejo inicial.

O acoplamento por golpe (Zivug de Hakaa) ocorre no estado em que eu, internamente, sinto que quero agradar a mim mesmo, mas acima dele sinto que a minha ação se opõe a esse desejo. Eu desfruto da minha capacidade de resistir a ele. Então, esse prazer não é para mim, como se eu me recusasse a roubar. O que importa aqui é até que ponto eu me associo com os amigos e, através deles, em conjunto, com o Criador.

Se eu estou disposto a realizar tal ação interna, então eu estou perto do ato de doação, e é isso que me traz satisfação, a qual, certamente, não é dirigida a mim.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/02/11, Escritos do Rabash

Conectar-se Com Os Amigos É Conectar-se Com A Meta

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que eu preciso fazer para aplicar os conhecimentos da Cabalá no meu cotidiano? Eu percebo uma grande discrepância entre o que aprendo e o que sinto.

Resposta: Há apenas uma solução: acelerar o seu desenvolvimento. Para isso, será preciso mais estudo e uma maior conexão com seus amigos. Não se exige riqueza, honra, poder, ou algum outro esforço, somente o pensamento de nunca esquecer isso.

A chave é a nossa interconexão. Apesar da relutância da pessoa, ela quer se esforçar e manter a conexão com os amigos, a fim de ter uma consciência contínua da importância da meta. E quando ela alcança isso, ela “passa adiante”, isto é, dissemina aos outros.

Da 1ª parte da Liçõa Diária de Cabalá 04/02/11, Escritos do Rabash

Fique do Lado Da Sua Evolução

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu devo reagir às sensações que surgem como resultado das ações do Criador?

Resposta: Elas são o resultado do contato com a Luz Superior, com o Criador. Mas, novamente, deve-se lembrar que o Criador é imutável e só eu mudo, como resultado das Reshimot (genes informacionais) que se revelam em mim continuamente.

Portanto, eu só posso me esforçar em mudar as Reshimot. Ao fazer isso, eu acelero o desenvolvimento delas e vejo isso como desejável. Eu não sou contra o meu desenvolvimento; eu sou tudo para ele, apesar de eu perceber que não ele é fácil e exige um esforço, como em qualquer desenvolvimento. Eu estou disposto a fazer isso.

Então, como eu me desenvolvo? Entrando no grupo. Com a ajuda do grupo, eu começo a perceber a importância do meu desenvolvimento; eles me dão força para suportar isso. Isso é o que chamamos de consciência da meta. Afinal, se a meta for tão grande aos meus olhos, eu estarei pronto para ela, apesar da resistência do meu corpo. A importância me dá força.

Se eu realmente me incorporo nos desejos dos meus amigos, eu não tenho problema em acelerar o meu desenvolvimento. Eu não avanço por meio do sofrimento, quando, devido à minha disparidade com a Reshimo, isso me causa dor.

Da 1ª parte da Liçõa Diária de Cabalá 04/02/11, Escritos do Rabash

Subindo Os Degraus das Convenções

Pergunta: Podemos dizer que agora, depois da convenção em Berlim, estamos unidos?

Resposta: Chegamos a um novo estado em nossa unidade. Estou feliz com o que ocorreu em Berlim, e depois em Paris. Chegamos a unidade, a coesão. Pela primeira vez, descobrimos muitos amigos na Europa que já entenderam o caminho e sente o desenvolvimento. Fiquei muito agradavelmente surpreendido com alguns eventos.

Diante de nós temos uma convenção de Abril, em Nova Jersey. Esperemos que vamos chegar a um novo grau de unidade nos Estados Unidos. Assim, união durante as convenções irá acumular a força necessária para a revelação do Criador para a criatura.

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Da primeira parte da Lição Diária de Cabala de 04/02/2011: “Quando o Criador ama o homem”

Material Relacionado:
Vemos-nos em Berlim!
Rússia E Europa: No Caminho Para A Espiritualidade

Unindo-se E Tornando-se Um Coração Espiritual

Pergunta: Mentalmente, todos nós acreditamos que estamos prontos e dispostos a se unir com todos, mas quando chega a hora de concretizar esse desejo, nós falhamos.

Resposta: Você falha apenas em uma coisa: Cada um de vocês separadamente estão prontos para isso, mas juntos não. O exílio Egípcio é diferente de todos os outros. Por que foi através de José que entraram no Egito? Foi José (da palavra hebraica”OSEF”, “reúne”), porque ele é a soma de todas as forças e as fundações.

O mal é impossível de se expor, mesmo que todos estiverem dispostos. Para alcançar isso, uma condição deve ser cumprida: Deve haver vontade de se unir. Os irmãos de José eram justos, e cada um deles queriam servir o Criador, mas eles não estavam dispostos a se unir. Eles não concordaram em associar-se a José, que é a base para isso.

Mas quando eles foram forçados a entrar no Egito com a ajuda de José, eles começaram a ver o quanto eles odiavam e ressentiram a idéia de unidade. E o exílio em si foi a revelação do ódio contra a unificação. Somente quando esse ódio atinge o seu pleno vigor e um começa a sentir o seu reinado sobre si mesmo (o que significa que, por um lado, ele é subordinado ao faraó, mas por outro lado, ele profundamente sofre com isso e é incapaz de realizar qualquer coisa), o avanço ocorre. [Leia mais →]

Fraqueza Não é Um Vício

Pergunta: Às vezes, durante a aula, fazemos perguntas que demonstram a nossa fraqueza que não estamos avançando e conseguindo o esperado. Vejo que você não rejeita tais questões, mas sim continua tentando respondê-las uma e outra vez.

Resposta: Vemos que quanto mais avança uma pessoa, mais ela se sente inútil, impotente, pequena e sem poder. Não se sinta envergonhado, porque nós não nos medimos com galos na gaiola, mas em relação ao Criador.

Se estou em um galinheiro, então eu definitivamente me sinto como um herói. Mas, se o Criador se revela a mim, é natural que eu me submeta. Não há vergonha nisso. Nem posso julgar essas coisas e ignorar uma pessoa, se ela me diz que ela é fraca. Eu estou bem familiarizado com esses estados. Fraqueza não é um problema neste momento. Ao contrário, fraqueza é a realização de si mesmo em sua forma autêntica sobre o fundo da Luz Superior. [Leia mais →]

Encontrar O Que Nos Falta

Dr. Michael Laitman with StudentsEnquanto a união não se tornar uma necessidade vital, ela não despertará. Nós temos duas opções: ou enfatizamos a importância da união entre nós, ou todas as nossas ações, exceto a unificação, continuarão atraindo a Luz que Corrige, mas ela nos afetará negativamente, mostrando-nos como estamos desconectados. Então, nós finalmente nós uniremos graças à necessidade, como resultado da dor e do sofrimento.

Suponha que eu não quero manter a minha saúde e gradativamente destruo meu organismo, até começar a sentir que ele está em apuros. Esse sentimento me força a começar a reabilitação do meu corpo.

Nós no grupo também não mantemos a saúde espiritual; nós não mantemos a união. No entanto, nós estudamos, disseminamos a Cabalá, e realizamos várias ações diferentes. Essas ações atraem a Luz que Corrige. No final, ela nos mostrará qual é o problema. Se não estivéssemos fazendo tudo isso, não sentiríamos que há um problema. Assim, há certo benefício nisso: ela nos ajudará a perceber que estamos perdendo o foco.

Você quer encontrar o Criador. Pense sobre o “lugar”, o desejo, onde Ele é revelado. Não há Luz sem Kli (vaso).

Da Lição Diária de Cavalá 24/12/10, Escritos do Rabash