Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Qual o Grupo Que Eu Escolho?

Pergunta: Como faço para escolher um grupo, a fim de avançar espiritualmente?

Resposta: Hoje em dia, para uma pessoa avançar espiritualmente, ela precisa escolher um grupo que dissemina. Em nossos dias, apenas uma ampla divulgação pode levar-nos ao mundo espiritual. Esta situação formou-se anos atrás, mas só agora se manifesta com força total.

Você precisa escolher um grupo onde as pessoas não se consideram muito importante, entendem o que elas estão fazendo, e seguem o exemplo do grupo central. É importante que suas ações não levem a separação e que gastem menos tempo acertando as contas. Em vez disso, elas ascendem e disseminam a nossa mensagem.

Este é o grupo que você deve escolher. Mantenha-se longe daqueles que fazem o oposto e brigam. Um grupo bom não olha para dentro, mas só olha para o lado de fora.

[54441]

A partir da nossa Palestra de Nova York #2 de 12/9/11

Material Relacionado:
E Quanto Às Autoridades?
Como Será A Transição?

O Grupo, A Nação, O Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Parece que as circunstâncias nos empurram para a união, aparentemente para superarmos a crise, mas, na realidade, é para corrigir nossa natureza e nos elevar ao nível “humano”. Qual é a diferença entre a união no grupo, na nação e no mundo?

Resposta: Toda a sabedoria da Cabalá nos ensina a nos unir no grupo. Este também era o sistema durante o exílio (Galut), quando um pequeno número de Cabalistas se conectou em grupos. Isso é escrito sobre o Ari, Ramchal, Rabash e o Baal HaSulam. A sabedoria da Cabalá é realizada num grupo, na união. De dentro dessa união os Cabalistas viam o mundo superior, isto é, o que é sentido no atributo de doação que eles desenvolveram mutuamente no grupo.

Hoje, a partir do estado que chegamos ao grupo, nós precisamos sair para um estado onde todos os nossos grupos se unam num só, e este grupo comum e geral está dentro da humanidade como parte sua. Por outro lado, chegou o momento de nos unir dentro de Israel. É sobre isso que o Baal HaSulam escreve.

Mas de onde se pode começar? Pode-se começar com o grupo Cabalista que trabalha em sua união, e com base nela explica à nação a necessidade de se unir. Como essa necessidade já despertou não de dentro do homem, ou seja, do ponto no coração, mas através de um impulso da natureza, quando todos, Israel e, especialmente, as nações do mundo, sentem a pressão, o problema, crise integral global e geral. Assim, eles empurram por trás através do sofrimento à união.

Nós vemos que hoje em dia a necessidade de união não emerge porque um desejo individual, o ponto no coração, surge em nós. Em vez disso, as circunstâncias, a necessidade histórica nos obriga a conectar, para formar uma entidade completa a partir de nós mesmos, e assim ser exemplo para o mundo, tornando-se a “Luz para as nações”, de acordo com o mandamento bíblico.

Se assim for, nós continuamos o nosso movimento a partir dessa mesma sabedoria da Cabalá, de Abraão, de seu sistema, da nação de Israel nos tempos antigos, de sua conexão de amor mútuo. Aos poucos nós compreendemos que hoje temos que atingir esse mesmo estado: retornar às nossas raízes e continuar essa conexão a partir de nós para todo o mundo que evoluiu da antiga Babilônia e não quis receber o sistema de Abraão de conexão naquela época.

Assim, o grupo Cabalista que se ocupa da sabedoria da Cabalá está dentro. Ele é composto de pessoas que são impulsionadas pela demanda interna da alma. A nação que sente a crise, a pressão externa, se reúne em torno dele e involuntariamente toma sobre si a correção. E o mundo se reúne em torno da nação, com a ajuda de nossos grupos do mundo inteiro, que pertencem tanto ao grupo interno e às nações do mundo.

O grupo interno é chamado de “Kabbalah La’Am (Cabalá para a Nação)”, o qual se ocupa da sabedoria da Cabalá. A nação de Israel precisa tomar a forma de um grupo, não de um grupo Cabalista, mas como uma unificação numa família de Garantia Mútua. Este é o nosso movimento. A correção da alma é para o grupo, e a conexão da garantia mútua é para a nação.

A partir da necessidade de avançar no sistema de conexão, nós devemos nos voltar para o governo e outras instituições onde possamos promover a nossa idéia, abordar o Ministério da Educação e participar na educação da nação. Devemos fazê-lo por meio de cientistas que confirmem a existência da crise atual, baseado em critérios sociais objetivos e que realmente percebam a necessidade de união. Assim, com a ajuda dos cientistas devemos nos voltar para aqueles acima e abaixo: acima, para o governo, e abaixo, à nação. Devemos convidar cientistas para nossas discussões e despertar o interesse dos meios de comunicação de massa.

Construindo Uma Ponte Acima Do Ódio

Dr. Michael LaitmanPergunta: Existe diferença entre o trabalho interno pessoal e o trabalho em grupo?

Resposta: Na espiritualidade, não há separação entre o trabalaho pessoal e o trabalho em grupo: tudo é um só trabalho. Se eu existo apenas sob uma autoridade, sob o domínio completo do meu egoísmo, nada pode ser feito. Esta realidade é chamada “este mundo”, e em tal estado eu não tenho chance de mudar o meu ego.

Alterar o meu estado significa mudar “um lugar”. Ou seja, eu tenho que construir um novo lugar, novos sentimentos e mente espirituais. Isso só é possível por meio da conexão.

Meu trabalho pessoal é fazer um esforço para me conectar com os outros. Por essa razão, eu escolho as pessoas que podem me ajudar: elas são chamadas de grupo. Assim, tanto o meu trabalho pessoal quanto o trabalho em grupo acontecem, mas, essencialmente, este é um trabalho geral. Isto é porque eu não posso ficar sem elas, e elas não pode existir sem mim: é assim como nós somos organizados desde o início.

Não há outro trabalho além de conectar e sentir novos fenômenos espirituais dentro dessa conexão. Na medida em que eu desejo anexar o desejo interno delas em mim, eu corrijo o meu desejo. Na verdade, o meu vaso espiritual existe além do meu “Eu”, em todos os outros.

Eu tenho que conectar o que parece estar separado e distante de mim na minha consciência, obscurecido por uma parede do meu egoísmo, inveja, ódio e ambição, ou seja, o meu desejo de dominar os outros, de desconsiderar a todos, de governar e de usar.

Assim, o meu ego propositadamente me mostra diferentes formas do meu afastamento e abandono em relação ao outro ser humano, de modo que eu construa a ponte de amor em direção a ele. Quanto mais eu avançar, mais forte eu sentirei que desprezo os outros, rejeito-os, e quero usá-los para o meu próprio bem.

Eu faço isso com prazer ou vejo que é simplesmente necessário, e vou sofrer se não usar o outro. Nós estamos sendo submetidos a tais estados e colocados diante da necessidade de usar o outro e negligenciá-lo para nos salvar dos problemas. Enquanto isso, eu tenho que perceber que tudo isso é apenas um exercício ou uma brincadeira que tenho que superar a fim de vencer e me conectar aos outros, ou seja, acima disso.

A força egoísta me leva a um estado de total desespero: “Olha, se você não prejudicar os outros, você não será capaz de existir!”. Todo o nosso trabalho está em elevar-se acima disso. É por isso que este princípio é expresso em palavras tão gerais: “Ame ao outro (próximo) como a ti mesmo” – acima da inveja e do ódio, acima do desejo de usar os outros.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/08/11, Shamati # 121

Amar O Próximo? É Fácil!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Onde é que o mundo superior e este mundo entram em contato um com o outro?

Resposta: O nosso mundo e o mundo superior se encontram no desejo das outras pessoas, o qual eu posso conectar aos meus desejos para que se tornem como o meu. É por isso que existe a condição: “Ama o próximo como a ti mesmo”.

O meu desejo primordial é apenas um ponto. Eu não posso receber nada nele; ele não tem volume. Se eu posso conectar o desejo do outro a mim e aceitá-lo como meu, eu atuo de uma maneira muito interessante: eu peço para receber a Luz a fim de satisfazê-lo. A Luz vem, passa por mim, e eu preencho esse desejo. Se eu me conectar do mesmo jeito a um desejo ainda maior, e a desejos cada vez maiores, eu alcanço o mundo do Infinito.

O mundo do Infinito é todos os pontos em todos os corações. Assim, toda a Luz do Infinito passa por mim, e eu sinto essa Luz em todos os outros, nos desejos aparentemente estranhos que, como eu os conectei a mim, tornaram-se meus.

Isso esclarece o significado da máxima: “Ama o próximo como a ti mesmo”: “Tu” (um egoísta) “ama o próximo” (todos os outros, de modo que eles se aproximem de ti) “como a ti mesmo” (conecta os desejos deles a ti mesmo).

Então, você passará toda a Luz superior através de si mesmo. Você vai recebê-la nos desejos que você conectou a si mesmo: eles são seus. Assim, nós atingimos a perfeição, a eternidade, o mundo do Infinito. Esse é todo o nosso trabalho.

Da Série Lição Virtual aos Domingos 04/09/11

A Indiferença Mata Silenciosamente, Como Uma Serpente Astuta

Dr. Michael LaitmanA força da inércia, que constantemente nos impede de fazer alterações por nossa própria conta, de despertar e nos aproximar do Criador apesar da pressão dos sofrimentos, e coloca uma nuvem sobre nós, é chamada de “Amaleque”. Em geral, ela trabalha contra a importância da meta e é a causa de todos os fracassos.

Ela não parece fazer nada em particular. Ela simplesmente enfraquece a pessoa, tira seu desejo e a acalma, sugerindo que não há nada a temer: “Apenas vá em frente, e tudo ficará bem”. Ela é muito inteligente e, portanto, a mais forte: ela nos infecta com a indiferença. Portanto, esta força chamada de “Amaleque” é considerada o nosso principal inimigo neste caminho.

Nós vemos que todos os outros inimigos que querem nos impedir, gritam, se mostram e revelam suas qualidades. Mas Amaleque não é assim: ele vive silenciosamente nos bastidores, como uma serpente astuta. Há pessoas assim, que sabem como seres invisíveis, mas nunca se esquecem de si mesmas e sempre conseguem, de forma oculta e furtiva, transformar tudo em seu favor. Essas pessoas causam mais danos.

É dito que nós temos que apagar a própria memória de Amaleque. Este é o trabalho sobre a importância da revelação do Criador, no que diz respeito às ações que estamos fazendo para esse fim e com respeito às nossas esperanças de que isso acontecerá de Cima.

Nós estamos no mundo da ação. Portanto, até que possamos realizar algumas ações na prática, nada acontecerá. Pode parecer que as ações não decidem nada, porque o principal é a intenção. Mas a verdadeira intenção está Acima na Luz, e nós estamos no desejo.

É por isso que até que a possibilidade de realizar as ações de conexão ou proximidade mútua se apresentasse desde baixo, a sabedoria da Cabalá não foi revelada e não saiu da ocultação. Afinal, nada poderia ser feito se não houvesse oportunidade de realizar qualquer correção de forma prática.

Nossas intenções são sempre egoístas, mas as coisas poderiam trazer mudanças, como se diz, que os corações seguem as obras. É por isso que quando o mundo começa a mudar muito, porque o Criador está se aproximando de nós, nós podemos realizar as mesmas ações, indo até Ele. E mesmo que essas ações sejam sem a intenção correta, elas ainda mudarão e purificarão os nossos desejos, ou seja, serão úteis.

Portanto, a sabedoria da Cabalá está sendo revelada, e nós podemos trabalhar e produzir mudanças em nós mesmos através de nossas tentativas de união mútua e através da disseminação desta mensagem em todo o mundo. Nós explicamos o futuro que a humanidade deve alcançar e o que nos espera. Nós explicamos como devemos agir para que a revelação do Criador seja suave, quando não a evitamos de todas as formas possíveis, mas sim desejamos viver segundo a Sua nova abordagem.

Um novo controle, um novo poder, foi estabelecido no mundo; uma nova rede de forças que rege o mundo atual está sendo revelada. E nós temos que entender e senti-la, para estar em conformidade com ela. Se dermos o melhor de nós para conseguirmos isso, apagaremos a memória de Amaleque, porque Amaleque trabalha principalmente minimizando a importância do Criador, a qualidade de doação mútua, que é toda a essência do novo controle, o novo governo, aterrissando agora no nosso mundo e cobrindo-nos como uma nuvem.

A razão para a crise é que o Criador está se aproximando; Sua qualidade de doação está chegando até nós, e nós começamos a senti-la cada vez mais forte entre nós. Nós “apagamos a memória de Amaleque” com nossas explicações na prática, neste mundo de baixo. Então, o Criador, a força superior, concluirá esta ação de Cima com a Luz que Corrige.

Se nós tentamos realizar essas ações, mesmo em nossa velha natureza egoísta, mas em conjunto, com o mundo inteiro, sempre que possível, explicando e aproximando as pessoas do Criador, atraímos a Luz da correção e começamos a mudar. Isto é, primeiro nós apagamos a memória de Amaleque embaixo, e de acordo com isso, o Criador depois apaga a memória dele Acima.

Assim, nós nos tornamos aliados Dele, lutando contra um inimigo que está entre nós e nos separa do Criador, e também nos separa uns dos outros. Com isso, a nuvem de neblina se transforma em um poderoso campo de conexão, onde descobrimos o nosso novo vaso (desejo), e lá a qualidade de amor e doação, que é chamada de revelação do Criador aos seres criados.

Da Lição Diária de Cabalá 02/09/11, Escritos do Rabash

De Que Forma Somos Diferentes?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Sem mencionar a ciência da Cabalá em nossa disseminação, nós estamos simplesmente dizendo às pessoas que a garantia mútua irá proporcionar-lhes uma vida boa. Nesse caso, de que forma somos diferentes de outras organizações que fazem promessas semelhantes?

Resposta: É ruim se você não sentir a diferença.

A pessoa moderna vive uma crise global, integral. Desta forma, o Criador está mostrando que ela está conectada com os outros de forma errada e que deve chegar à garantia mútua. Há um método que irá ajudá-la a se unir com os outros corretamente e começar a viver uma vida boa. Este método funciona criando uma atmosfera apropriada, uma “casca” fora do ambiente, que dá à pessoa a explicação de como viver junto, levando uma vida boa, saudável e segura.

A pessoa ouve isso e entende que não há outra solução. E os outros ouvem a mesma coisa. Portanto, é mais fácil fazer com que isso ocorra de forma conjunta, junto com eles. A pessoa aprende a se unir com os outros da maneira certa, e nesse processo ela atrai para si a Luz que Corrige. É assim que as crianças fazem ao brincar, tornando-se mais maduras e inteligentes no processo.

Assim, quando a pessoa se encontra numa situação ruim, ela usa os outros para atrair a Luz, e aos poucos começa a valorizar a força de doação. Ela considera isso importante, tornando-se o maior valor para ela. De repente, ela começa a respeitá-la tanto que mesmo quando tudo em sua vida vai bem, ela não abandona a doação, querendo colocá-la em prática independentemente de suas sensações. Isso porque ela dá a maior importância à doação.

É assim que a pessoa se torna espiritual, indo da intenção egoísta (Lo Lishma) para a altruísta (Lishma). E não há chance de que 99% da população atinja a correção de qualquer outra forma. Você pode recomendar outra coisa além da Torá?

Eu acho que o problema é um equívoco comum de como avançar o AHP. Nós sabemos como corrigir Galgalta Eynaim desde os tempos da Babilônia, mas corrigir o AHP, este é o único meio que temos.

Da  Palestra # 2 em Nova Iorque, 12/09/11

O Ginásio da Ascensão Espiritual

Nós não revelamos todas as coisas que desejamos revelar com nossa própria força em nosso vaso atual da percepção, ou seja, o desejo de receber prazer, mas sim, nas qualidades de doação. O mundo corporal é revelado nas qualidades de recepção, enquanto o mundo espiritual, nas de doação.

Nós não somos capazes de ver ou sentir qualquer coisa no mundo espiritual, porque não temos a propriedade de doação. Percebemos tudo o que vivenciamos no nosso desejo de receber prazer dirigido “em direção a si mesmo”, enquanto o mundo espiritual é percebido no desejo de doar quando saio do desejo de receber prazer, “fora de mim mesmo.”

Como podemos aproximar-mos disso quando essas duas formas de percepção são opostas entre si? Cabalistas dizem o seguinte: Tente usar a doação, praticá-la, fazendo a mesma ação com os outros, quando cada pessoa, juntamente com todas as outras, tentando sair “fora de si”, do seu ego, para os outros. Imagine essa aspiração tanto quanto você puder. [Leia mais →]

Entre O Desejado E O Real

Dr. Michael LaitmanPergunta: Enquanto lemos O Zohar, devemos tentar procurar a conexão entre nós na mente ou nas sensações?

Resposta: Devemos procurá-la em nossas sensações. Se formos incapazes de encontrá-la, a mente deve nos ajudar. Porém, primeiro e mais importante, nós devemos tentar encontrar uma conexão emocional.

O Zohar descreve a já existente conexão entre nós. Essa conexão irá se revelar como Malchut do mundo do Infinito, cheia da Luz do Infinito, a presença e a revelação do Criador. Isso é o que devemos aspirar.

Assim, quando lemos O Zohar, tentamos imaginar a correta conexão entre nós. Hoje, a necessidade desse tipo de conexão entre toda a humanidade está se tornando aparente. Por isso, a sabedoria da Cabalá está sendo revelada a todos. Ela exige daqueles dentre nós que receberam um despertar e começaram a estudar um pouco antes dos outros disseminá-la no mundo inteiro, para que assim todos possam compreender que nós estamos numa crise. Isto é, nossa conexão atual não funciona mais, e nós devemos revelar uma nova conexão entre nós.

Essa nova conexão não pode ser compreendida do jeito natural, egoísta, como era feito antes, porque essa conexão já existe no sistema global e integral permeado pela garantia mútua, o sistema que de certa forma se revela no mundo. Desta forma, surge um problema: uma conexão melhor se manifesta para nós, mas nós ainda nos relacionamos com ela egoisticamente. A crise é a diferença entre o estado desejado que está se revelando no mundo e o estado real no qual estamos. Essa é a crise.

A leitura do Livro do Zohar, o estudo da Cabalá em sua integridade, e todos os esforços devem nos levar ao estado onde nos tornamos semelhantes à rede de conexão que está sendo revelada entre nós. Afinal, ela está sendo revelada muito mais corrigida do que nós em nosso estado quebrado. Quando analisamos a situação, nós mesmos dizemos que o mundo se tornou interconectado, enquanto nós não.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 05/9/11, O Zohar

Ninguém Vai Nos Ajudar Exceto Nós Mesmos!

Dr. Michael LaitmanNos dias de hoje, não há grande diferença entre trabalhar no grupo e em toda a humanidade, entre o trabalho individual e o coletivo, uma vez que uma rede comum se revelou. No passado, os grupos de Cabalistas trabalhavam escondidos, separados de todos os demais. Eles não se mostravam porque era proibido revelar a Cabalá e explicar seu propósito antes que a verdadeira rede de conexão comum se revelasse e a necessidade de um método de correção surgisse.

Por isso os Cabalistas se mantiveram em silêncio. Mas, desde o momento em que essa rede começou a se revelar, a situação se tornou totalmente oposta, e nós precisamos disseminar essa sabedoria.

Os Cabalistas previram isso mesmo antes dessa rede se revelar nesse mundo. Quase cem anos atrás, o Baal HaSulam começou a falar ao mundo sobre a necessidade de se revelar a sabedoria da Cabalá. Ele pensou que o mundo devia se preparar com antecdência para a revelação das conexões, a fim de evitar as guerras e os sofrimentos que experimentamos no século passado.

A humanidade experimentou mais assassinatos e sofrimentos no século XX do que em toda sua história. Obviamente, foi possível passar por todas essas correções de diferentes formas. Mas, até aqui, as correções que o superior executou permanecem dentro Dele, e nós não sabemos sobre elas ou as vemos com nossos próprios olhos. Nós não temos os meios para ver as correções que alcançamos à custa de tão grande sofrimento.

Mesmo assim, isso foi uma correção, mas uma forma indesejável, uma vez que ela se revestiu em nós sob a pressão do Alto e contra o nosso próprio desejo. Na Cabalá, esse relacionamento é chamado de “Achor Be Achor” (dorso com dorso). Mas, nós precisamos chegar à concordância completa e virar “face a face” um com o outro (Panin Be Panim).

Afinal, de um jeito ou de outro, nós sempre avançamos, mas isso acontece de um modo indesejado. Mas, agora, depois que a Cabalá veio à tona, a humanidade pode se preparar para a revelação da rede que nos conecta através de uma educação integrada e global e da garantia mútua, isto é, através da conexão correta entre nós.

E quando nos prepararmos para essa revelação, vamos recebê-la como bem, e vamos percebê-la como um campo abençoado pelo Criador, e não como uma vida cheia de perigos e ameaças. Tudo só depende do nosso vaso, que deve preceder à Luz.

Você vai sentir que este campo de conexões mútuas é abençoado pelo Criador, porque você mesmo vai querer abençoá-lo! Você vai pensar que a nova revelação beneficia você porque ela aproxima você da doação geral, a garantia mútua!

O que aconteceu precisava acontecer. Nós nem erramos nem fizemos ações erradas – tudo aconteceu de acordo com o desejo do Criador que se revelou desta maneira. Não devemos lamentar nada do passado, mesmo os eventos mais dolorosos que são muito difíceis de aceitar: “Não há ninguém além Dele”.

Mas, a partir de hoje, precisamos ver que tudo depende de nós e “ninguém vai nos ajudar, exceto nós mesmos”!

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 30/08/11, Shamati #110

A Guerra De Gog E Magog: Dentro Ou Fora Da Alma?

Dr. Michael LaitmanNa complexa situação atual em Israel e no mundo, torna-se claro por que o Baal HaSulam insiste que, antes de tudo, nós temos que sentar no banco escolar e estudar. Isto é o que precisamos; caso contrário, não seremos capazes de nos relacionar corretamente com o que está acontecendo.

Isso não significa que eu deva amar meus inimigos como “cada um terá que pagar por seus atos”, mas eu não tenho nada pelo que odiá-los. Eu deveria saber apenas uma coisa: como posso me preparar para a união e de que forma. Só isso pode quebrar o ódio – somente através desta conexão, dentro da qual a força superior é revelada.

Se isso for  revelado, nós vamos curar todas essas forças do mal. Nós simplesmente não temos escolha. O Criador nos pressiona muito, porque senão não chegaremos nunca ao ponto onde a força espiritual, a santidade, reinará em nós. Sem isso, não temos chance de salvação. Eu espero que consigamos transmitir isso à nação, junto com a pressão que é exercida sobre nós como se fosse de fora, isto é, de Cima, e nós seremos capazes de alcançar a união.

Na verdade, isso se chama a guerra de Gog e Magog. Através de todas as nações e usando qualquer instância e possibilidade, o Criador coloca pressão sobre nós, e nós devemos nos unir. É como o êxodo do Egito: a pressão está crescendo cada vez mais, até não termos outra alternativa, e fugirmos. Caso contrário, não desejamos deixar a escravidão do nosso egoísmo e estamos dispostos a ficar e viver nele para sempre.

Portanto, não há saída; nós teremos que passar por todas as “pragas do Egito” e pressões. Quanto melhor nós as compreendermos, menos golpes se materializarão. Eles serão mais internos: com compreensão, consciência, busca e análise. Eles serão mais rápidos, no outro nível. Se o golpe é sentido na matéria, é bilhões de vezes mais duro e prolongado.

A diferença entre os níveis é tal que todo o nível inanimado equivale a uma planta! Tente estimar esta proporção: um lado da balança mantém toda a matéria inanimada do universo, e o outro tem uma folha de grama. Você consegue imaginar que grande diferença é essa, se nós ascendermos apenas um nível na nossa análise e correções, sem falar da ascensão do nível animal ao nível falante! E nós podemos fazer isso em vez dos golpes que nos esperam no nível inanimado.

Imagine, quantos golpes e sofrimentos nós teremos que passar no nível inanimado… Portanto, todo o nosso trabalho agora é apenas subir e subir mais rápido. Para fazer isso, nós precisamos sentar no banco escolar e aprender a entender um pouco o que acontece conosco e com o mundo, e por quê. Nós temos que explicar isso para nós mesmos e para o mundo inteiro. Nós não temos outra arma, exceto as explicações. E a situação simplesmente nos obriga.

Da 5ª parte da Lição Diária da Cabalá 05/09/11,  “A Nação”