Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

125 Níveis De Amor E Ódio

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que acontecerá após o fim da correção, quando tivermos subido todos os 125 níveis (degraus)? Será que um novo processo começa lá?

Resposta: Nós veremos quando tivermos chegado ao final da correção. Agora, nós nem sequer entendemos o que significa o primeiro nível espiritual. É assim como o mundo espiritual é oposto ao mundo corporal. Como está escrito: “Eu vi um mundo inverso”.

Não podemos sequer imaginar o que acontece depois de todos os níveis espirituais, no final da correção. Lá, teremos instrumentos de percepção completamente diferentes, não somente maiores do que agora, para fins de comparação.

É exatamente como hoje somos incapazes de falar de um mundo integral, onde eu vou pensar em todos e percebo todos somente juntos. Agora, não sabemos o que é isto. Não podemos imaginar que vamos ver o mundo inteiro como um único  organismo.

Eu vou perceber automaticamente dentro de cada pensamento, apelo e desejo, como meu próprio, porque “eu” vou “amar meu próximo como a mim mesmo”. Será como se todos estivessem dentro de mim.

No entanto, será que eles estão dentro de mim agora, na realidade? Não, eles não estão. Eu sinto a distância dos 125 níveis de ódio entre nós. É assim como é grande o ódio que revelamos, como está escrito: “Aquele que é maior do que seu amigo, seu desejo é maior do que ele”.

Por que os Kelim Igulim (vasos circulares) ocupam um espaço tão grande? É por causa da quantidade de ódio. Todo este espaço é o ódio que será revelado, e eu devo preenchê-lo com amor sobre esse ódio.

O ódio infla as esferas e as distancia para fora (“extra”) a partir do ponto central. Agora, eu devo comprimi-las de volta para dentro (“intra”) com o meu amor, mas eu faço isso sobre a distância delas. Eu quero trazer o meu amigo para mais perto, e eu faço isso. Eu sinto que ele está perto de mim, como se estivesse dentro de mim, mas tudo isso acontece “como se” sobre toda a distância que permanece entre nós.

Eu só encurto esta distância, a corrijo, mas não posso eliminá-la. A profundidade do desejo, a Aviut (espessura), não é destruída, e por esta razão, eu recebo imensas esferas, em vez de um ponto minúsculo, que cresceu desse ódio que distancia todos os nossos pontos uns dos outros.

Da 4a parte de LiçãoDiária de Cabalá 10/08/11, Prefácio à Sabedoria da Cabalá

Princípios E Conselhos Da Lição Diária – 21.09.2011

Dr. Michael LaitmanO desejo é o que foi criado como existência a partir da ausência, como oposto ao Criador. Ansiar é o que o vaso deve desenvolver por conta própria. Esse anseio é a criatura.

À medida que a pessoa constrói o ambiente, ela se abre à sua influência. Quanto mais ela investe no ambiente, mais este se torna valioso para ela e, portanto, ela se abre à sua influência em troca. Com a ajuda dele, a pessoa constrói meios para avançar em direção à meta da criação contra o seu desejo e, assim, completa seu esforço.

Ninguém pode avançar com seu próprio combustível; eu não posso despertar se não for por causa daqueles que me cercam; portanto, eu preciso influenciá-los para que eles me despertem. No final, a pessoa está tão ligada aos outros que ela os desperta e eles a despertam, cada um recebe seu prêmio e ninguém carece de nada. E esta é a conclusão perfeita do esforço.

Se a pessoa aspira a “Israel, a Luz, e o Criador são um”, nesse esforço ela realmente descobre sua resistência pela correção. E se ao enfrentar isso, a pessoa descobre uma espécie de disposição para o avanço em “ziguezague”, isso é chamado de construção do ambiente que irá influenciar o seu avanço em direção à meta. Nele, ela revela um anseio adicional por sobre o desejo que o Criador criou nela.

Todos os nossos avanços equivalem a uma maior conexão, a ligação com todos. Este é o estado no qual a espiritualidade pode ser alcançada, e nós precisamos nos unir com força para que ela brilhe dentro da pressão entre nós. Essa pressão é construída como resultado de todos nós trabalhando contra nossos egos e querendo nos unir contra ele. Então, essas duas forças opostas criam uma centelha, a Luz, o fogo.

Em todo nosso avanço egoísta até agora, nós nos relacionamos com o ambiente somente sob uma condição: dar o mínimo possível e receber o máximo possível do ambiente, com o menor esforço possível. Mas, no sistema integral que se revela hoje no mundo, é preciso despertar o mundo inteiro para a integridade, a conexão, e fazer isso, assegurar a satisfação para todos.

Preparação para a lição

O Criador é revelado em todos que aspiram à espiritualidade: a assembléia de Israel.

Tudo o que é descrito no Zohar refere-se aos tipos de conexão entre nós. Uma variedade de fenômenos estão sendo revelados na rede de conexão que está se manifestando entre nós, e é sobre isso que O Zohar fala.

Se nós tentamos nos conectar durante o estudo do Zohar, O Zohar nos ajuda e traz até nós, de forma correta, a força para fazer isso.

Deixe-nos Conectar Com O Mundo

Dr. Michael LaitmanNenhuma pessoa nasceu sem uma razão, e, obviamente, nenhuma pessoa recebeu o despertar espiritual para seus próprios objertivos. No mundo espiritual, uma só pessoa não conta; todo o sistema conta.

É por isso que cada pessoa tem sempre que se perguntar: “Como eu posso ajudar a corrigir a interligação comum? Como posso transmitir meu despertar para os meus amigos? Como faço para participar da busca pelo programa comum na revelação do Criador entre nós? Como é que Ele nos conecta?”.

No final, vamos descobrir que estamos em um único sistema, uma única conexão, uma única função, e a força superior existe dentro de nós igualmente sob todas as condições. Então, vamos chegar ao estado benéfico e perfeito do mundo. Juntos, vamos nos unir com esta força especificamente porque ela nos envolve de forma igual e simultânea.

As falhas que são reveladas em nossas vidas são as falhas do programa do universo que devem se manifestar agora. Descobrimos o mal, a dor, a confusão e a desordem na escuridão que o cobre. Isso nos permite fazer um diagnóstico exato da mesma forma como um médico diagnostica uma doença. O Criador expõe os sintomas diante de nós por meio de desastres e problemas.

Então, deixe-nos ter uma razão e sentimento suficientes, uma preparação suficiente, e, principalmente, o apoio mútuo para reconhecer a essência desses eventos. Quando eu sinto dor, quando eu fico com raiva de alguém e não quero ver essa pessoa, quando eu me justifico, provando a mim mesmo que estou certo e todo mundo está errado, eu preciso entender que estou confuso por causa dos mesmos desejos e pensamentos que ainda não estão corrigidos pela conexão com o sistema comum.

Eu não devo correr deles. Eu preciso trabalhar com eles corretamente até criar uma atitude completamente correta em relação aos outros, começando com os amigos íntimos e parentes e terminado com as pessoas que eu mais odeio, aquelas que estão distantes e opostas a mim.

Como está escrito: “O amor cobre todas as transgressões”. Nós clamamos “ame ao próximo” não porque temos um bom coração. O amor verdadeiro é a inclusão entre nós, sem qualquer diferença, com o propósito de unir a força que nos ativa, o programa que deve se revelar entre nós numa forma analógica, fora do tempo e espaço, conectando todos nós em um. Nós devemos usar todos os métodos disponíveis para explicar isso ao mundo. Este é o nosso trabalho entre as convenções.

Eu espero que estejamos melhor unidos  durantes as aulas. Eu realmente recomendo a leitura do meu blog, independentemente das repetições. Lá, eu forneço as opiniões de muitos cientistas e profissionais, e isso faz seu trabalho: ele nos permite nos conectar ao mundo. Nós precisamos disso.

Hoje, devemos sentir os desejos e as dores do mundo, suas impressões e sentimentos sobre a crise, e usar isso para sempre procurar maneiras de explicar, influenciar e suavizar um pouco a dor das pessoas, sem tranquilizá-las, e além disso, mostrar a elas a maneira correta de ver seus problemas. Este trabalho vai exigir muito tempo, e devemos fazê-lo.  

Da 7a Lição na Convenção de Toronto 18/09/11

Nem Superior Nem Inferior, Mas Igual Com Todos

Dr. Michael LaitmanAcima de tudo, nós somos enganados e subornados no nosso trabalho pelo orgulho, que nos faz pensar: “Eu vou estar no comando, eu vou controlar tudo”. Isso surge na forma mais primitiva, do jeito que acontece no mundo regular, quando uma pessoa não dá aos outros as oportunidades, tenta envolvê-los, e não está pronta para ir junto com eles, como semelhantes.

No entanto, nós precisamos de relacionamentos abertos, onde eu não tento ser superior ou inferior aos outros. Ser inferior aos outros não é bom, porque isso impede que vocês sejam amigos. Naturalmente, ser superior também não os deixa serem amigos.

É preciso ser totalmente igual, ou seja, parar de sentir a si mesmo! Eu só sinto a mim mesmo quando sou superior ou inferior aos outros, mas quando sou igual a eles, eu não sinto a mim mesmo, mas somente uma conexão entre todos nós, fluindo junto com o seu fluxo.

Este é o sentimento que devemos ter constantemente. Às vezes isso nos é revelado durante as convenções, encontros importantes e eventos especiais. No entanto, nós devemos manter isso o tempo todo, porque este sentimento da conexão entre nós é o que vai se transformar em Luz e na revelação do Criador.

Por enquanto, ele é apenas uma sensação de estarmos conectados e ligados. É apenas a construção do vaso. Mas, no final, este vaso vai atingir o estado de doação e, depois, nós vamos sentir a Luz dentro dele.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/09/11, Shamati

Acima Da Razão

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu posso ter certeza que subi acima da razão?

Resposta: Subir acima da razão significa entrar na razão do outro.

Nós existimos no mundo do Infinito. Eu sou um dos muitos. Permanecendo dentro de mim, eu existo na minha razão: preocupo-me comigo, penso em mim, numa corrida pelo meu bem-estar pessoal. Este é o nosso estado normal. Inconsciente e conscientemente, nós pensamos apenas nisso.

Sem dúvida, meus filhos, esposa, parentes, amigos, e talvez até a minha nação e o país onde vivo também façam parte da minha esfera. Isso é determinado pelo quanto eu dependo das pessoas ao meu redor e até que ponto estou sujeito à sua influência. Assim, eu as relaciono ao meu próprio Eu.

O que significa uma subida acima da razão? Significa que eu ingresso na razão, nos desejos da outra pessoa, em vez de ficar dentro de mim. Eu estou a serviço dela completamente. Para mim, a outra pessoa vem em primeiro lugar, enquanto eu, aquele que executa, estou em segundo plano. O outro é como um bebê amado por mim, enquanto eu sou a sua mãe.

Isto é o que implica elevar-se acima da razão. Em outras palavras, é uma mudança de prioridades: agora, o outro é mais importante para mim do que eu para mim mesmo, como um bebê para sua mãe. Este é o verdadeiro sinal de que eu consegui.

Da 5a Lição na Convenção de Toronto 17/09/11

Perguntas Sobre O Grupo, O Sofrimento E A Crise

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se eu começar a me corrigir em meu pequeno grupo e o meu grupo estiver indo bem em conjunto, qual será o impacto dessas pequenas partículas da população total sobre o resto do mundo se a maioria das pessoas ainda se recusa teimosamente a mudar internamente e conectar-se?

Resposta: Uma vez que estamos todos conectados numa criação geral, você evoca nelas a circulação da Luz, e elas despertam para a realização espiritual: a propriedade de amor e doação.

Pergunta: Há alguma pergunta ou método que possa despertar o ponto no coração nas pessoas e faze-las perguntar sobre o propósito da vida? Ou será que isso depende apenas da quantidade de sofrimento?

Resposta: A pergunta sobre o significado da vida e o sofrimento.

Pergunta: O que deve o governo do Reino Unido fazer para acabar com os tumultos?

Resposta: Começar a educar a nação inteira: pagar aqueles que estudam e treiná-los para serem professores. Nós preparamos a metodologia para isso e estamos aplicando-a na prática com sucesso.

O Mundo Está Sofrendo Por Minha Causa

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quanto tempo mais vamos sofrer como crianças teimosas que não desejam criar um bom ambiente? Como é que vamos superar nossa teimosia?

Resposta: Nós precisamos nos convencer da necessidade de avançar. Caso contrário, vamos sofrer. Devemos ter vergonha do fato de que o mundo está sofrendo e não estamos dando a ele o que podemos e o que ele precisa. Nós realmente devemos nos sentir culpados pelo sofrimento do mundo. Deixe essa vergonha nos queimar, levando-nos finalmente a fazer alguma coisa.

Os cálculos individuais que usamos para justificar a nós mesmos, a medida que ficamos em casa e não fazemos nada, de nada servem aqui. Independentemente do que possa parecer para nós, nós precisamos usar todas as nossas forças para sermos impregnados com o sofrimento no mundo e vermos que somos responsáveis ​​por conduzi-lo à correção.

É realmente um grande problema se tratamos o mundo e as pessoas com negligência, pensando: “Deixe-os sofrer, talvez então eles mudarão”. Eles não podem mudar. Só nós podemos mudar, e assim, através de nós, eles serão abastecidos com decisões prontas.

No caminho espiritual nós revelamos que o mundo é o nosso próprio sistema. Agora, imagine que por muitos anos você propositalmente prejudicou as pessoas, tratou-as como inimigos, e gostou, e agora de repente você descobre que elas são seus filhos. Imagine o sofrimento que você sente agora, à medida que você se lembra de tudo que eles foram forçados a suportar por causa de você.

Esta é a parte da vergonha que nos é revelada. Portanto, a fim de reduzi-la, nós precisamos nos apressar com antecedência, rejeitando os cálculos pessoais. Aconteça o que acontecer, não preste atenção para o comportamento das pessoas. Afinal, o Criador propositadamente as apresenta desta maneira para que você pense apenas na doação e deseje-lhes o bem.

Da Lição 1, Convenção de Cabalá em Toronto, 06/09/11

Um Ferrovia De Engrenagens Que Vai Ao Infinito

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos explicar às pessoas simples como age a Luz que Corrige?

Resposta: Isso pode ser explicado com muitos exemplos que mostram que o homem é o resultado de seu ambiente. Por exemplo, crianças que estavam perdidas na floresta e foram criadas perto dos animais adquirem o comportamento desses animais, e animais que vivem próximo às pessoas se tornam mais parecidos com os humanos.

O ambiente da pessoa faz tudo. Eu posso avançar sem o ambiente, semelhante a quando a natureza muda, e assim também revelar em mim diferentes formas de existência. Uma vez, eu era como uma ameba. Então, eu me tornei uma criatura mais complicada. Então, isso continuou, sem parar, até que evoluiu na pessoa que sou agora, sob a influência do ambiente, da natureza.

À medida que a natureza se transforma, ela nos transforma.

Agora, nós estamos descobrindo que tudo muda: explosões acontecem no sol, as mudanças climáticas e os pólos magnéticos e geográficos estão mudando. Nós ainda não sabemos o que está acontecendo aqui. Nós ainda não percebemos os milhares de fatores que nos influenciam e nos fazem avançar.

Tudo acontece através do ambiente, mas este ambiente é chamado de Natureza. Ele parece ser inanimado e algumas mudanças estão ocorrendo lá, provavelmente conforme determinado programa, mas talvez não. Nós constantemente quereremos saber sobre isso, porque pensamos que é um acidente, não um programa. Se soubéssemos que tudo está acontecendo de acordo com o plano da natureza, teríamos uma atitude completamente diferente em relação a ele.

Hoje, nós estamos enfrentando um problema. Nós estamos encontrando mudanças climáticas súbitas e dramáticas, e queremos saber se essas mudanças estão acontecendo de acordo com um plano ou se são acidentais. Nós estamos contribuindo para essas mudanças na natureza (e existem muitos estudos sobre isso), ou elas são tão aleatórias que não há nada que possamos calcular aqui?

Se bem que, que tipo de acaso poderia ser? Nós estudamos os processos que ocorrem no interior da Terra e sabemos que vivemos numa capa fina de um vulcão em chamas. É por isso que surge uma questão realmente importante: Será que nós afetamos ou não esses processos? Se não afetamos nada, então “coma, beba e seja feliz, porque amanhã morreremos”, como dizem as pessoas. No entanto, se podemos afetá-los, como vamos fazer isso? Será com pensamentos e desejos ou queimando menos petróleo e gás? Os cientistas estão à procura de respostas a essas perguntas porque suspeitam de um iminente curso de eventos desagradáveis.

A globalidade do mundo, que está sendo revelada a nós agora, tem que nos tornar, em última análise, mais inteligentes. Nós devemos perceber que tudo ao nosso redor é um sistema único, e que também estamos dentro dele. Existe uma influência mútua: nós afetamos o sistema externo, e ele nos afeta; nós mudamos através do seu efeito sobre nós.

Isto nos leva à solução que deriva da sabedoria da Cabalá. Será que nós podemos alterar intencionalmente o ambiente para que ele nos afete e nos transforme na direção do mesmo objetivo, mas pelo caminho bom e rápido?

Surge então um problema. Nós temos que mudar um monte de dados colocados em nossa mente. Primeiro, nós devemos entender que existimos dentro de uma natureza geral, universal e global, onde todas as partes existem em união, e que todo este processo tem um plano, uma tendência, segundo a qual temos sempre nos desenvolvido. Realmente, mesmo quando olhamos para o processo evolutivo, vemos que há certo plano de desenvolvimento nele. De repente, nós esquecemos disso, porque isso se refere ao nosso ego, que de repente nos deixa mudos. “Não há nada além de mim”.

Se começarmos a perceber a imagem de que existe um sistema comum, integrado e global, com a humanidade dentro dele, e que devemos entrar em equilíbrio com ele, então seremos capazes de perguntar: “O que a natureza exige de nós agora? Ela está prestes a entrar em equilíbrio? Que tipo de pressão e que condições ela irá utilizar para fazer isso? Podemos perceber isso por conta própria?”.

Nós realmente começamos a entender que a natureza não pode fazer isso sozinha. Nós podemos chamá-la de Criador (Elokim), Que tem uma mente e sentimentos, ou podemos considerar que ela não tem sentimentos. De qualquer maneira, ainda é a natureza, o que não faz diferença.

Nós só sentiremos a pressão nos níveis inanimado, vegetal e animal, apenas no nível do nosso corpo. Isto é porque nós temos que construir sozinhos o ambiente para o nível humano, “falante”, de modo que ele mude com a sua pressão, dando-nos a forma apropriada. É por isso que todo o sofrimento, como guerras, desgraças e epidemias será nos níveis inanimado, vegetal e animal, a nível do nosso corpo animal, sua vida e existência.

Isso vai continuar até eu perceber que toda a natureza inanimada, vegetal e animal é um sistema global comum e que eu devo ser como ela no meu nível. Ser global no sentido humano significa tratar este sistema como nosso, onde tudo está interconectado e existe em união e harmonia.

Então, outra etapa começa. Eu construo o ambiente para ele me transformar, para me tornar mais global e integrado, conectado a todas as partes da natureza e todas as pessoas. Eu quero fazer isso, já que o sofrimento me obriga a fazê-lo. O sofrimento no nível deste mundo nos dará a compreensão do fato de que nossa natureza está  completamente interconectada, integrada e nós devemos estar conectados com todos os seus componentes.

O que isso vai propiciar? Quando eu construo esse sistema, eu estou basicamente construindo um adaptador entre eu e a Luz superior, o Criador (Elokim), o nível na natureza que está acima desta globalidade e integração, acima da estrutura de Malchut do Infinito. Como se eu me tornasse semelhante à Luz, mesmo sem saber disso (estamos nos referindo a toda a humanidade que não sabe exatamente o que está fazendo). A Luz me influencia, faz este trabalho: eleva a todos nós ao próximo nível.

A Luz nos influencia e introduz em nós o sistema de leis superiores no nível instintivo, que substitui os hábitos e as leis que artificialmente decretamos sobre nós mesmos. Isso é chamado de “acima da razão”. Eu uno as ações no meu nível e, de repente, recebo uma nova forma de existência, uma vida espiritual no nível instintivo. Eu subo ao próximo nível. Isso é chamado de “eu me esforcei e encontrei”.

Desta forma, nós elevamos o nosso nível, nos “modernizamos”. Mesmo que façamos todas as ações no nível corpóreo, ou seja, tentamos nos conectar com os outros e os tratamos com amor, a natureza nos influencia, a fim de elevar-nos ainda mais. Assim, criamos a nós mesmos com a ajuda do ambiente. A natureza fez isso por conta própria em todos os níveis anteriores, mas agora temos que nos obrigar a fazê-lo, porque desta forma adquirimos uma nova mente e sentimentos.

Da Lição Diária de Cabalá 09/09/11, Carta do Rabash

Os Obstáculos Do Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o propósito da revelação do mal entre os amigos do grupo?

Resposta: O mal governa entre nós. Todas as conexões entre nós são más. Um sistema quebrado está sendo revelado a nós. “Quebrado” não significa que o sistema quebrou em pedaços separados. Significa que todo o seu trabalho é completamente oposto ao do trabalho adequado. Em outras palavras, o sistema está dirigindo-se à sua forma adequada.

Afinal, se o mal não se revelar, como saberemos o seu oposto? É por isso que não falávamos da crise global, integral, comum e absoluta antes que a totalidade do mal se revelasse em nosso mundo no século XXI. O mal, que foi sendo gradualmente revelado aqui e ali, não parecia ser tão ruim. Agora, todo este sistema é revelado no mal completo, com suas diferentes formas, direções e interconexões em tudo o que existe em oposição ao bem.

Em relação a isto está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal”. À medida que revelamos o mal, vemos Quem o criou. “Eu criei a inclinação ao mal”, diz o Criador, “Eu estou jogando com você agora. Eu estou apresentando-lhe uma forma quebrada. Você precisa ver que ela está quebrada, em oposição à forma boa, e que Eu a criei quebrada propositalmente como resultado de uma forma apropriada e perfeita, como era antes”. O Criador diz: “No princípio havia o bem. Eu o quebrei com Luz para que você pudesse fazer uma ação oposta – transformar o mal em bem usando a mesma Luz”.

Por que nós recebemos todos esses estados ruins? Porque ao transformar esse mal em bem, eu alcanço o Criador, esta força superior de doação; eu me torno sábio, compreensivo, sensível e incorporo toda a realidade dentro de mim. Eu me torno como o Criador. Eu faço a obra do Criador, eu a tomo sobre mim mesmo.

É por isso que nós recebemos um sistema quebrado.

Da Lição de Preparação, Convenção de Cabalá em Toronto , 16/09/11

Esteja Preparado Para Mudanças

O desejo de receber prazer foi criado pela Luz. Desta forma, a Luz é primária, é a existência de existência, a causa primária. Considerando que o desejo de receber prazer foi criado nele e é a sua conseqüência.

A Luz criou o desejo para fazê-lo absoluto em si. A Luz pode fazer o que quiser com o desejo. O desejo é como o hardware que pode ser programado com programas diferentes e até opostos. Dependendo disso, o desejo vai desfrutar o amargo ou doce, mentira, ou verdade, a proximidade ou distância, e assim por diante. O desejo é apenas algo que reage à Luz. Será o que a Luz programe o que ele seja.

E assim, a Luz começa a trabalhar com o desejo, mostrando a sua atitude “mutável”. Utiliza métodos diferentes para formar uma sensação de necessidade no desejo e este é o primeiro passo. Realização surge dentro da necessidade, a sensação do doador dentro da realização, a atitude para com o Doador dentro da sensação dele, e eu descobro quem eu sou em relação a Ele em minha atitude para com Ele. A Luz nos manifesta desejos e desaparece nesta cadeia de estados, como uma lâmpada que se mantém ligada e desligada. [Leia mais →]