Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Um Visto De Entrada Para O Mundo Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu tenho um sentimento desagradável de que mesmo em cem anos não entenderei os textos do Zohar. O que eu devo fazer?

Resposta: Assim como o homem queria “adquirir” todo este mundo no passado, agora ele quer adquirir toda a espiritualidade. Este desejo por si só é bom, mas quando tal pensamento ocorrer, a pessoa deve entender que há um paradoxo aqui: eu alcanço a espiritualidade quando eu desisto de tudo.

Como eu posso, com meu grande desejo, querer tanto a espiritualidade e, ao mesmo tempo, desistir de tudo? Isso é impossível, a menos que eu receba a segunda força do ambiente, a força oposta ao meu desejo de alcançar a espiritualidade, sem qualquer conexão com os outros: “O que me importa eles? Quem são eles? Será que eles existem? Eu só tenho que lidar com o Criador! No que depender de mim, todos vocês podem desaparecer”. … Assim que o homem se parece, e todo aquele que é maior do que seu amigo tem maior egoísmo.

No entanto, apesar de tudo isso, eu ainda alcanço a devoção total, pela qual me rendo a todos e só quero doar, a tal ponto que não receberei nada, e nem sequer saberei que doo. Isso ocorre porque o simples pensamento de doação já é uma recompensa. O ambiente deve me deixar fazê-lo.

Por um lado, há a força cruel e incontrolável dentro de mim: o desejo de desfrutar, na medida do possível. Eu estou simplesmente ardendo com o desejo de atingir a espiritualidade. Por outro lado, através do grupo, a Luz deve me influenciar com os atributos opostos. Isso é chamado de “Aviut (aspereza) do desejo debaixo e a tela de Cima”. Então, eu terei o vaso (Kli) para a revelação espiritual.

Da 2ª parte da  Lição Diária de Cabalá 27/ 09/11, O Zohar

Só Estudando Os Outros É Que A Pessoa Pode Entender A Si Mesma

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como uma pessoa pode usar as suas qualidades inatas para a doação?

Resposta: Não há necessidade de pensar nisso, porque isso acontece automaticamente. Eu não tenho de trabalhar contra as minhas qualidades e inclinações inatas ou tentar alterar ou “corrigir” as mesmas. Afinal, eu não teria nenhuma pista sobre o que fazer comigo mesmo.

Todo o nosso trabalho consiste em incluirmo-nos nós mesmos no ambiente correto e receber sua influência, tanto quanto possível. Certamente, eu devo primeiro verificar e determinar que este é o ambiente que eu preciso. Mas, depois que eu verifiquei e entrei nele, tudo que eu quero é que esse ambiente me influencie.

Eu não sei como a força que recebo do meu ambiente afetará minhas qualidades e inclinações inatas. Eu não teorizo sobre o que virá desta conexão. Minha única escolha e esclarecimento é determinar se este ambiente corresponde ao meu entendimento e minha sensação de uma sociedade elevada e única, voltada para a doação e a revelação do Criador.

No entanto, como ela afeta a mim e as  minhas qualidades, e como uma influencia a outra, é algo desconhecido para mim no momento. Isto é algo que vou descobrir mais adiante, quando eu começar a revelar os níveis espirituais e compreender como as coisas realmente funcionam. Além do mais, isso não virá a mim no meu nível atual. Somente depois de ascender ao próximo nível e olhar para baixo, para onde eu estava, eu vou ser capaz de observar e compreender esse processo.

Todo o trabalho espiritual está na fé acima da razão, está em alcançar a força de doação acima da força de recepção. Até que este sistema seja construído dentro de mim, minha percepção não me permite perceber, atingir e entender o que realmente está acontecendo.

Mudar nossas qualidades inatas não é o nosso objetivo. Enquanto a pessoa está na doação em prol da doação, ela é incapaz de atingir o propósito de suas qualidades inatas e a influência do ambiente. Somente quando ela começa a se conectar com outras almas e recebe em prol da doação, devido a essa conexão, ela começa a aprender sobre si mesma.

Eu nunca vou aprender nada sobre mim, a menos que eu começe a doar aos outros. Então, em relação a eles, e através da minha atitude para com eles, eu vou começar a me entender. Eles se tornarão um ponto de referência, em relação ao qual eu posso medir. Afinal de contas, nós precisamos sempre de dois pontos para medir algo. Se eu estou sozinho, em relação a que eu vou medir?

É por isso que quando eu estabeleço uma conexão correta com os outros e os estudo, eu também estudo a mim mesmo.

Da 1a parte da  Lição Diária de Cabalá 23/09/11, Writings of Rabash

O Mundo Não Vai Se Curvar Por Si Só

Dr. Michael LaitmanPergunta: As pessoas ainda estão longe de conseguir entender que o ambiente desempenha um papel chave para influenciar uma pessoa.

Resposta: Não é que elas estejam longe disso. Elas simplesmente não têm o que é preciso. Afinal, este remédio só se aplica à correção, ao passo que as pessoas não têm nada relacionado com a correção, nenhuma noção do sistema externo de influência, graças ao qual podemos mudar. Elas estão certas de que são elas que reformam o mundo, enquanto elas deveriam estar construindo um mundo que as transformasse.

Pergunta: Como nós podemos transmitir um senso de responsabilidade mútua a elas, a responsabilidade pelo mundo?

Resposta: Este é exatamente o objetivo da nossa disseminação. Nós precisamos construir um sistema de educação e criar nossa própria mídia. Temos que construir tudo de novo na internet, bem como na nossa televisão e rádio.

Se fizermos tudo corretamente, depois dos primeiros poucos golpes as pessoas perceberão que temos uma solução. Somos nós que devemos trazer-lhes um “doce” para adoçar as primeiras “palmadas”, para que elas possam perceber isso imediatamente: isso oferece uma solução, esperança e salvação.

Este trabalho é que nos foi confiado; não há mais ninguém com quem contar. As pessoas são incapazes de ouvir a mensagem da ascensão espiritual. Elas estão em outro reino e simplesmente não entendem o que queremos. Quando elas começarem a entender, elas não serão capazes de implementá-la. A correção virá somente de nós, e nosso trabalho é explicar-lhes a necessidade disso.

Correções sistemáticas ocorrem de uma forma já pronta de parte de Galgalta ve Eynaim, e o resto deve apenas concordar com elas, aceitá-las. Além disso, nós devemos ser muito astutos na disseminação, para que as massas venham a quer isso, para que elas possam aceitar esta idéia e perceber que ela as beneficia.

As pessoas não podem mudar por si só: 99% das pessoas são incapazes de fazê-lo. Portanto, no final da “Introdução ao Livro do Zohar”, o Baal HaSulam escreve que a sabedoria superior fluirá através de Israel (das palavras “Yashar-El” ou “direto ao Criador”) para as nações do mundo. Ela fluirá de dentro para fora. As massas não subirão para buscá-la. Na melhor das hipóteses, elas abrirão seus corações para seu fluxo transbordante. Se Deus quiser, elas farão isso, e nós teremos alguma coisa para derramar sobre elas.

Isso ocorrerá se nós começarmos a trabalhar junto com elas e de forma mais intensa. Em nossa disseminação, nós não podemos exigir nada delas, exceto a consciência da situação atual. Mesmo que elas não entendam tudo, nós criaremos uma conexão. Por meio da disseminação, nós, de nossa parte, encontraremos um terreno comum com elas.

Nós não podemos exigir nada de uma criança. Nós é que devemos fornecer-lhe leite, mamadeiras, chupetas e fraldas. Além disso, nós não esperamos uma resposta significativa dela. Isso virá depois, quando ela crescer um pouco.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/09/11, “A Nação”

Pensamentos Rápidos Sobre O Shamati: “A Shechiná Em Exílio”

Dr. Michael LaitmanO nosso estado coletivo, no qual todos nós existimos conectados juntos, é chamado de Malchut do Infinito, a Shechiná . A Shechiná é um “lugar” onde a Luz superior se revela. A Luz é chamada de Shochen de acordo com suas ações: Ela habita e reside na Shechiná.

Nós somos desejos conectados entre si pela qualidade comum de doação. É em função dessa qualidade que nós revelamos a Luz superior que nos preenche.

Portanto, até que nos sintamos conectados juntos, existindo no estado da Shechiná perfeita e corrigida, uma rede corrigida de conexão entre nós, nós existimos na ocultação da Shechiná, ao invés de sua revelação. Nós existimos em seu exílio. Este vaso não é revelado e, portanto, ele é chamado de Shechina em exílio, o que significa no exílio, na ocultação de nós.

Da 6ª Lição Convenção de Toronto 18/09/11

O Grupo É Minha Vela

Dr. Michael LaitmanNós não podemos ir direto à meta, mas podemos construir um ambiente que exercerá uma influência sobre nós de ambos os lados: positivo e negativo. Do lado positivo, isso significa que o ambiente revela desejos adicionais dentro da pessoa, a inveja e o desejo de alcançar o que os outros alcançaram.

Do lado negativo, o ambiente mostra a pessoa quão inferior aos outros ela é, quão incapaz de estar juntos com eles, e como ela é contra todos, torturando-a com o sentimento de sua insignificância e ansiedade sobre seu futuro.

É assim que o ambiente empurra a pessoa tanto do lado positivo quanto do lado negativo, fazendo-a avançar num caminho em “ziguezague”, contra o vento, em direção à meta. É assim que ela revela o anseio adicional pelo desejo original incutido nela pela criação nos genes informativos (Reshimot), despertado nela pelo Criador. É assim que ela avança.

Na maior parte do tempo, este trabalho consiste em construir o ambiente que influencia a pessoa. Como se verifica, ela é a única que constrói essa influência e, assim, ela se abre para ele. Se ela não investir sua força no grupo, ele não vai se abrir para ela.

Isto pode ser visto no exemplo de uma pessoa que está cuidando de seus filhos ou animais de estimação. Quanto mais nós investimos em alguém, mais próximo e amado ele se torna para nós. É por isso que nós começamos a reagir com mais sensibilidade a sua reação, nos abrirmos para o amor e a conexão.

A mesma coisa acontece com o ambiente. Quanto mais nós investimos nele, mais valioso ele se torna para nós. Então, nós nos abrimos à influência do ambiente, tendo construído os meios que nos movem para frente num caminho em ziguezague contra o nosso egoísmo, em direção ao propósito da criação.

Com isso, nós completamos os nossos esforços ao máximo, sobre o qual se diz: “Eu me esforcei e não encontrei, não acredite”.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/09/11, Shamati # 232

Um Velho Amigo Perdido No Novo Mundo

Dr. Michael LaitmanO problema todo está na abordagem. Se eu estou tentando corrigir essa crise usando meus métodos antigos, procurando soluções e tentando consertar os sistemas econômicos que eu construí, isso é chamado de Amaleque (o maior e mais feroz desejo de receber em nós), o nosso principal inimigo.

Mas eu tenho que perceber que esta revelação vem até mim da natureza. Não há nada que possa ser feito usando os velhos métodos, visto que esta mudança está acontecendo dentro da natureza humana. Esta mudança não é em cada um de nós individualmente, mas em nossas relações, nas conexões entre as pessoas. Eu não queria que isso acontecesse, mas deve acontecer.

Nós começamos a perceber isso e a entender que cada um de nós é um egoísta e continuará a ser um egoísta. Ao mesmo tempo, a conexão entre nós se tornou mais forte e é diferente de antes. Eu não serei capaz de estabelecer esta conexão de acordo com as exigências do meu ego.

Por enquanto, todos nós somos como bolinhas de gude dentro de um sistema, e cada bolinha de gude é um egoísta. No entanto, as conexões entre nós não são mais egoístas. Elas não são da maneira que nós as construímos no antigo sistema econômico, que foi uma marca direta de nosso velho ego, uma demonstração exata das relações egoístas.

Mas, hoje em dia, um diferente tipo de conexão está se revelando, e é por isso que somos incapazes de controlar a rede que construímos. Isso é chamado de revelação do Criador, e nós não estamos tratando-a adequadamente. Nós não entendemos que devemos nos inserir na nova natureza.

Nós somos egoístas, mas as conexões entre nós não são egoístas, elas estão mudando. Nós temos que ser mais sensíveis a essas mudanças e sempre nos adaptar a elas, concordar com esta nova conexão. Ao fazer isso, vamos “apagar a memória de Amaleque”, o nosso pior inimigo.

Desta forma, nós apagamos a nossa indiferença, descaso e negligência. Nós superamos a nossa atitude negligente para com as mudanças e começamos a examinar o que está acontecendo aqui. Então, nós precisaremos da sabedoria da Cabalá, porque senão podemos lançar todas as forças que temos, todos os cientistas e todos os meios no mundo para uma análise e ainda assim não chegar a uma única conclusão correta.

É porque nós permaneceríamos como bolas de gude impenetráveis, todas dentro de seus velhos egoísmos. Agora, nós temos que receber a instrução (a palavra “Torá” vem da palavra “Oraa” ou manual de instruções) que nos ensinará a agir corretamente, a fim de realizar tais ações aqui em baixo, e isso causará alterações Acima.

O próprio Criador revela a nova rede, a nova conexão entre todos nós. Para nós, no entanto, isso significa uma crise, porque nós construímos determinado sistema, e Ele está imprimindo um sistema diferente sobre o nosso sistema.

Não há nada que possamos fazer com este novo sistema. Tudo o que podemos fazer é mudar a nós mesmos de acordo com este sistema recém revelado, para ajustar essas bolas de gude a esta nova conexão entre nós. Isto significa que eu devo elevar uma oração, ou seja, que eu tenho que pedir uma mudança em mim mesmo, pedir algo que está faltando em mim, que me impede de me conectar corretamente com esta nova rede.

Esta nova rede continuará se revelando cada vez mais; essa nuvem continuará a descer cada vez mais. Nosso trabalho é tentar reconhecer esta rede e desejar nos ajustar a ela através de nossas ações práticas. Assim, nós atrairemos uma influência de Cima que realizará isso dentro de nós.

A mudança não será no sistema, mas em nós. Nós mudaremos em conformidade com ele.

Da Lição Diária de Cabalá 02/09/11, artigo do Rabash

A Força Da Corrente Espiritual Depende Da Sua Resistência

Dr. Michael LaitmanNão há divisão no trabalho individual e em grupo (coletivo).  É tudo um único trabalho, quando eu vejo partes da minha própria alma como estranhas e odiosas para mim. Eu tenho que superar toda essa confusão, esse nevoeiro que me engana, imaginando-os como meus inimigos odiosos ou, pelo menos, meus escravos.

Este não é um trabalho simples, porque eu estou trabalhando no meu vaso espiritual até que eu recolho tudo isso e junto a mim mesmo. Isso só é possível pelo poder do amor, elevando-se acima de todo ódio e resistência que sinto em relação a eles.

Toda essa oposição permanece como a resistência gerada em oposição a uma corrente elétrica. Juntas, a corrente elétrica e a resistência fazem o trabalho para girar o motor. Como resultado desta ação, a Luz, o mundo espiritual, está sendo revelada.

No entanto, agora nós estamos completamente separados uns dos outros como uma corrente quebrada. Esta não é nem um tipo oposto de conexão. Eu não amo ou até mesmo odeio os outros: eu simplesmente não me importo com eles. No entanto, quando nós começamos a trabalhar, a fim de nos aproximar uns dos outros, nós sentimos como o ódio, a oposição, está sendo revelado.

Somente após o trabalho duro na escravidão egípcia de nosso egoísmo, nós vamos do nível de Jacó (do pequeno estado) em direção ao Monte Sinai (a montanha de ódio). Dessa montanha de ódio, é possível receber a Luz que Corrige, que é chamada de Torá. Agora, nós já temos alguma coisa para trabalhar.

No entanto, aquele que não começou a se unir, que ainda está sob o controle dos sentimentos do mundo e tenta usar seus amigos de uma forma mesquinha, como em qualquer outro lugar, essa pessoa ainda nem começou o seu trabalho. Talvez, ela não esteja tentando usá-los. porque ela pode ter um caráter amável e quer ser amiga de todos, mas isso não faz nada em relação ao seu desenvolvimento.

Como está escrito: “Ela traz o seu pão (fé) de longe”, ou seja, do distanciamento e da rejeição. Não há trabalho pessoal ou em grupo aqui. Você precisa juntar dentro de si todas as partes aparentemente estranhas da realidade, até revelar na conexão destas partes que o universo inteiro está dentro de você.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/08/11, Shamati # 121

Ore Pelo Poder de Doação Interna

Pergunta: O que significa pedir ao Criador? Tenho que adquirir Seus atributos para que?
Resposta: Pedir é a busca, demanda e até mesmo pedir pela minha própria transformação. Afinal de contas, tenho que expressar o meu próprio desejo por ela. Eu me sentencio (este é o significado de “orar” ou”Lehitpalel” em hebraico), eu investigo quais os atributos que me faltam e como eu posso alcançar a força de doação.

Esta força existe dentro da sociedade. Portanto, se eu entrar na sociedade, desenvolver um desejo de “vestir” em meus amigos com todo meu coração e alma, e se conectar com eles internamente, de modo a dissolver totalmente a este respeito, então eu vou encontrar o poder de doação lá. É exatamente isso o que eu peço.

Oro para chegar a tal estado em que eu vou ver que todo mundo é perfeito e conectado. Esta situação é chamada Shechiná (Divindade), a reunião geral de almas (Knesset Israel). Eu quero estar lá, e eu rezo para a conexão que reúne todas as almas que anseiam para”Yashar-El” (direto para o Criador) a ser realizada em mim.

Eu não recorro a algum poder externo ou desejo que existe de forma independente, ou com alguma figura imaginária. Todas as orações são destinadas a Malchut (do mundo de Atzilut ou o mundo do Infinito), para a conexão entre nós, em que descobrimos doação mútua. Eu quero que este estado seja revelado a mim, e é isso que é pedir.

Este é um ponto muito delicado, e nós temos que ter cuidado para não começar a imaginar alguma estátua ou figura, mas apenas o estado em que estamos conectados e incorporando em cada um, unidos em completa doação.. Mais corretamente, ela deve ser chamada um atributo e não uma força, porque uma força pode parecer como algo distante, enquanto que um atributo é o que eu pretendo adquirir em mim. Estas são diferenças muito pequenas, mas determinam a limpeza da minha atitude, e portanto, elas são tão cruciais.

Ela diz “Não há nenhum outro além Dele”, no entanto, temos que imaginar isso como nosso estado em um sistema perfeito. Então podemos estar certos de que não seremos enganados.

[55348]

Da parte 1 da Lição Diária de Cabala de 22/09/2011, Shamati # 240

 

O Chefe Que Não Paga Pelo Trabalho

A ciência da Cabala não é um livro de referência para egoístas ou um manual para os corretores, e não nos ensina como fazer o negócio do novo mundo. Quando eu estudo a ciência da Cabala, eu entendo que devo mudar e que eu não tenho outra escolha. Temos que nos adaptar ao novo sistema, para inseri-lo conscientemente e sem reservas, deixar para trás tudo de antes e atravessar o Rubicon, a barreira por trás da qual há um mundo novo.

O método da Cabala foi revelado e desenvolvido por pessoas especiais chamadas Yashar-El (direto para o Criador). É assim que foi revelado a eles, é assim que eles apresentam para o mundo, e todo mundo deve saber dela de alguma forma.

Portanto, uma garantia simples, uma solidariedade comum, será inútil. Nossas chamadas para a unificação são os primeiros passos em direção a uma verdadeira garantia. Quanto mais avançamos no sentido de garantia mútua, mais claramente, vamos descobrir que precisamos de uma correção interna, a fim de se adaptar ao novo sistema. Nós não corrígimos a natureza, e não corrígimos o mundo, nós corrigimos a nós mesmos. [Leia mais →]

Uma Solução Fácil

Dr. Michael LaitmanHá uma solução fácil: Comecem a disseminar. Enquanto vocês está ocupados com a disseminação, vocês esquecem de si mesmos. Mesmo as pessoas que não estão conectadas umas com as outras, começam a estabelecer contato. Quanto mais conhecimento sobre a união vocês geram no mundo, mais vocês avançam. Esqueçam tudo o que acontece com vocês pessoalmente, exceto suas necessidades básicas. Vire tudo para fora: isso vai impedir o atrito e a discórdia entre vocês.

É exatamente como cônjuges se dedicam ao problema do seu filho doente, esquecendo de si mesmos. A atenção deles se desloca para fora, e é lá que eles concentram todos os seus esforços. Este problema comum os une. Assim, comecem a cuidar do seu “filho doente”, o mundo.

Isto irá arrefecer a paixão entre vocês. É inútil consertar seu relacionamento diretamente. Virem-se para fora completamente, mergulhem realmente no trabalho prático e, de repente, vocês verão como organizar as coisas dentro. Cuidar dos assuntos internos do grupo só funcionará se ele for necessário para o trabalho com o mundo exterior. Só então você organiza tudo e todos. Deixe apenas a necessidade da disseminação externa definir quem somos e o que fazemos. Então, nós realmente trabalharemos para doar.

Tomemos o exemplo de Bina. Sua metade superior é destinada a doar ao Criador; a sua metade inferior destina-se a doar ao mundo, e ela mesmo é o terço médio de Tifferet: apenas a decisão de se dividir em duas partes. É assim que todos os grupos deverão perceber a si mesmos.

Da 7ª Lição na Convenção de Toronto 18/09/11