Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Abra A Torneira Da Luz Superior!

Dr. Michael LaitmanNão importa qual item ou parte do Livro do Zohar nós estudamos. O Rabash costumava fazer isso: ele fechava os olhos, abria o livro em alguma página e começava a ler no meio da frase. Ele lia algumas linhas, e isso bastava para ele. Então ele continuava a pensar.

Ele conecta a pessoa à fonte que lhe explica sobre o futuro estado, o estado bom e correto. Afinal, você não sabe o que é esta fonte. Você só sabe que ao fazer isso, você abre certa torneira que lhe traz a força, e essa força deve influenciar você. É como se você abrisse uma torneira de água, e ela fluísse (escorresse) em você.

É assim que nós precisamos nos relacionar com O Livro do Zohar. A “água” flui com a condição de que “estejamos debaixo da torneira”. “Ficar debaixo da torneira” significa estar juntos, ansiar tanto quanto possível pela união, uma vez que esta é a natureza das águas superiores que derramam a partir de um vaso unificado. Assim, conforme nos unimos, desejamos nos conectar, e nos esforçamos para estar como um homem com um coração, a Luz da Torá chega até nós, e nós merecemos a recepção da Torá, a recepção da Luz.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/10/11, O Zohar

Desconforto Antes Da Convenção

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o temor que precisa ser sentido antes da próxima grande convenção em dezembro?

Resposta: O desconforto  antes da convenção é a ansiedade e o temor de que eu não vou realizar aquilo que devo realizar conforme o programa da criação, que define quem eu sou, as qualidades com as quais fui criado, e como posso participar e investir o máximo de mim para acelerar o desenvolvimento de todo o vaso espiritual.

Cada pessoa deve se sentir responsável pelo desenvolvimento de todo o vaso comum, e isso é referido como a medida da minha doação ao Criador. Nós precisamos nos preocupar com isso e entender que tudo só depende de mim.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/10/11, Escritos do Rabash

O Que É Que Me Fará Amar Os Outros Como Amo A Mim Mesmo?

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Amor pelo Criador e Amor pelos Seres Criados”: É dito que qualquer um que compre um escravo hebreu, é como se comprasse um mestre para si próprio. Isto quer dizer que se acontecer que uma pessoa tenha apenas uma almofada, … ela deve dá-la ao seu servo.

“Ame o próximo como a si mesmo” é a segunda regra que enfrentamos depois de termos aprendido a não fazer aos outros o que odiamos. Esta condição em particular tem altos requisitos.

No estado de “amar o seu amigo como a si mesmo”, não é basta evitar a crítica ou considerar o seu amigo mais baixo que a si próprio. Você deve elevar o seu amigo acima de si mesmo de forma que ele se torne para si a coisa mais importante no mundo. De agora em diante, devo preocupar-me primeiro com ele, como uma mãe que se entrega naturalmente ao seu filho e renuncia a si própria de forma a fornecer-lhe tudo o que for necessário. Devemos relacionar-nos com toda a gente desta forma.

Claro, não somos sequer capazes de pensar nisso. Esta condição é-nos tão detestável e repulsiva que não conseguimos sequer imaginar para nós próprios como poderíamos concretizá-la.

Contudo, a Luz que Corrige existe no mundo. Ela age no seu próprio ritmo, de acordo com o plano da criação, e aproxima-nos de forma a que aceitemos esta condição. Quer queiramos quer não, no fim, iremos precisar de satisfazê-la quer por vontade própria quer por pressão através do sofrimento. De uma forma ou de outra, estamos a falar sobre a lei da natureza que hoje está a trazer a toda a gente para o primeiro estado do caminho espiritual, para o princípio de “faça aos outros o que quiser que lhe façam a si”.

Todos nós precisamos de sentir que estamos juntos no mesmo sistema, que estamos mutuamente ligados entre nós, que nos entendemos uns aos outros, e estamos dependentes uns dos outros. O sistema integral une-nos em todas as intenções e significados. Nós ainda descobriremos que cada desejo e pensamento de uma pessoa está ligado ao resto das almas.

Claro, não somos capaz de satisfazer esta condição, e nós certamente não a queremos satisfazer. Instintivamente, rejeita-mos e ignoramo-la. Não concordo com esta condição de tal forma que me esqueço imediatamente dela. Portanto, o que devo fazer?

A pessoa precisa realizar exercícios num grupo onde ela ainda assim queira fazê-lo. Ninguém me diz que preciso de perceber a condição em que eu me proíbo de fazer aos outros aquilo que eu detesto para mim próprio. Não consigo concretizá-lo contra o meu desejo, e muito menos amar os outros como a mim mesmo. Não é impossível forçar-me uma vez que não tenho controlo no meu coração. Contudo, sou capaz de realizar acções que irão mudar o meu coração.

Questões surgem aqui: Como posso eu querer algo assim? O que preciso fazer para isso? É aqui que reside um ponto de escolha: eu posso atrair a Luz que Coriige quer para o bem ou para o mal, um dos dois. No fim, eu quererei que ela venha, mas o que é que fará com que eu a queira?

Por um lado, podemos construir um ambiente que me impressionará com a grandeza e importância da meta e que irá direccionar-me para a doação e o amor mútuo. Sob a doação dos amigos, eu ainda desejarei mesmo o que não é importante para mim agora. Então, a Luz virá.

Por outro lado, podemos sentir a falta dos nossos esforços como sofrimento, mesmo uma guerra mundial, até que no fim, precisaremos pedir a Luz que Corrige de qualquer jeito, pedir correcção, e pedir bons relacionamentos entre os nossos semelhantes.

Por exemplo, hoje, a existência de Israel está sob ameaça, e esta situação negativa deve acordar-nos para a correcção. Você quer livrar-se das ameaças? Atraia a Luz que Corrige, e ela fará tudo por si. Nada ajudará além disso. Afinal de contas, um herói não ganha pela força.

Precisamos apenas de nos unir. A nossa unidade irá atrair a Luz ao nosso mundo, e corrigirá tudo. Fará isso gradualmente, de acordo com o seu programa que nós não sabemos. Mas em qualquer caso, a manifestação da Luz no mundo levar-nos-á para o bem.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/10/11, “O Amor pelo Criador e Amor pelos Seres Criados”

A Regra De Hillel

Dr. Michael Laitman“Faça aos outros aquilo que gostaria que lhe fizessem a si”. O sábio Hillel formulou esta regra para aqueles que queriam livrar-se da sua intenção egoísta, para se aproximarem do mundo espiritual, e para perceber a revelação do Criador e os benefícios que traz.

O Homem é confuso. Ele não sabe como abordar isto, e normalmente confia em ser capaz de usar as suas qualidades actuais e desejos que pertencem ao nosso mundo. Afinal de contas, ele aprendeu coisas, recebeu uma educação e atingiu algo em vida. Ele pensa que a subida para o próximo degrau é concretizada seguindo o mesmo cânone. E este é o problema.

Habituámo-nos aos mecanismos de relacionamento familiares a nós desde a infância, as leis e tradições reconhecidas. Inconscientemente, o corpo dirige-nos e leva-nos a pensamentos, acções e movimentos, e soluções definidas pelo sistema. Nós não percebemos que o mundo espiritual requer reavaliação absoluta de todas as bases. Eu não continuo o caminho anterior. Em vez disso, acabo com ele e subo para um novo vector, uma nova dimensão que nem eu próprio podia imaginar antes. Esta não é só uma viragem, é um passo no desconhecido.

Antigamente, havia uma pessoa que desejava alcançar a doação, ir de uma intenção egoísta para uma intenção altruísta, do mundo corpóreo para o mundo espiritual. Ela veio ter com Hillel. A pessoa já percebia que não era capaz de o fazer por si mesma e que não conseguia avançar pela sua própria compreensão. Afinal de contas, a aprendizagem espiritual não é um curso universitário. Não pode ser dominada através de livros ou guias auto-didactas.

O convidado de Hillel percebeu que precisava de ouvir o conselho do sábio e segui-lo “com os olhos fechados”. Ele percebeu que esta era a única forma dele poder ser bem sucedido, sendo que não era capaz de ver o caminho abrindo-se à sua frente, o qual não pode ser visto com uma visão egoísta. É por isso que ele foi ter com Hillel com a sua questão.

Hillel personifica o corpo colectivo de regras, Halacha, por outras palavras, as regras para completar o caminho (Alicha) em direcção ao propósito da criação. A sua resposta foi simples: “Deixe as teorias. Existe apenas uma regra: ‘Faça aos outros aquilo que gostaria que lhe fizessem a si’”.

De forma a testar se você está no caminho certo, você constantemente, a cada momento, precisa testar-se a si mesmo em relação ao seu amigo. Consegue pensar tanto em si mesmo como pensa nele? Consegue de coração aberto trocar de lugar com ele e preocupar-se com o seu amigo da mesma forma que se preocupa consigo próprio? Consegue preocupar-se consigo mesmo da mesma forma que se preocupa pelo seu amigo? Mesmo se você o estiver a criticar por dentro, você deve elevar-se acima disso, estar acima da sua atitude negativa para com o seu semelhante em todas as suas manifestações.

Esta é a primeira metade do caminho, quando você começa a estabelecer contacto com os outros. Isto manifesta-se em si deixando de ser um distúrbio. Você fica preparado para uma ligação, mas você simplesmente não é ainda capaz de a perceber. Desta forma, você evoca a Luz que Corrige, e ela fá-lo avançar.

Claramente, o entendimento do princípio de “faça aos outros aquilo que gostaria que lhe fizessem a si” divide-se em muitas etapas. Cada etapa é algo diferente, novo, e especial. Uma e outra vez, você continuará a descobrir fragmentos maiores da imagem geral. Agora mesmo, você pensa que é suficiente apenas interagir com o seu semelhante. Contudo, o seu desejo egoísta irá tocá-lo constantemente. Irá tocá-lo muito. Você irá querer objectar dele, contradizer, esmagar, e matá-lo.

Haverão muitas opções. Então, você começará a apreender o seu mecanismo interno em relação à regra de “ame o seu próximo como a si mesmo”. O seu próximo não é tanto o problema aqui quanto a sua ascensão sobre o egoísmo em direcção ao nível de Bina, o estado de Hafetz Hesed (deleite na misericórdia).

O seu “semelhante” é o seu equipamento de exercício, a amostra, o critério, em relação ao qual você consegue controlar as abordagens espirituais, leis, e condições aqui no nosso mundo. Afinal de contas, nós devemos revelar o mundo espiritual especificamente no nosso mundo, e não para lá do horizonte. Sim, a dimensão espiritual irá trazer novos parâmetros, mas eles serão revelados nos relacionamentos entre nós, entre todas as pessoas. É por isso que está escrito: “Faça aos outros aquilo que gostaria que lhe fizessem a si”.

Este princípio é claro para todos, e qualquer um pode percebê-lo. Não precisa de quaisquer requisitos preliminares para a pessoa. Aja como você é. Existe um grupo perante si, e você consegue trabalhar nesta condição juntamente com os seus amigos. Pare de procurar outras coisas. Você não tem outro método que leve à revelação do Criador. Tal é a primeira condição no nosso caminho.

Existe um total de duas condições, e ambas estão dirigidas ao “semelhante” perante si. A segunda e última condução é “Ame o seu próximo como a si mesmo”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/10/11, “O Amor pelo Criador e Amor pelos Seres Criados”

Como Transcender Os Limites Do Universo

Dr. Michael LaitmanA fim de nos permitir alcançar a meta espiritual, somos levados a um lugar especial, com livros especiais e um ambiente especial. Isto porque o sentido da vida só pode ser alcançado quando a pessoa transcende suas fronteiras.

Assim, nós temos que descobrir as forças, habilidades, atributos e emoções que estão além dos limites da nossa vida: além dos limites do universo. Estes são atributos totalmente diferentes, que só podem ser alcançados graças a um ambiente especial onde todos também querem transcender a sensação desta vida corpórea.

Inicialmente, a pessoa recebe muito pouca energia, um desejo muito pequeno. A fim de transcender os limites da vida e elevar-se acima dela, ela precisa de grandes poderes. Estes não são poderes egoístas, mas sim o poder de doação, que é contrário a tudo o que está nela.

Assim, a pessoa é levada a um ambiente especial onde constrói uma relação especial e descobre o seu desejo de doar. Embora a doação não pareça atraente no início, com o tempo a pessoa recebe as impressões certas e entende que com a ajuda do poder de doar, ela pode satisfazer seu desejo de sentir a vida fora do corpo.

A fim de satisfazer o seu sonho, a pessoa precisa ter um grande poder de doação. É por isso que lhe é dada uma chance: “Por favor, aja! Você está entre outras pessoas, você não quer ter nada que ver com elas, e você não quer doar a elas. Isso é claro. Portanto, você deve se arrepender por não poder fazer isso, porque sem isso você não terá controle sobre sua própria vida”.

Assim, a pessoa começa a pensar se isso é um bom negócio ou não. Às vezes, ela concorda porque vê que essa é a única maneira possível, e, não tendo outra escolha, ela é obrigada a aceitá-la. Ela está pronta para alcançar a doação, somente com o intuito de elevar-se acima desta vida.

No final, a pessoa começa a entender que o poder de doação que ela recebe do ambiente é a essência de sua vida espiritual. Não é um adiantamento que ela está pronta a fazer para mais tarde receber a vida espiritual em seu desejo egoísta. Não, é o poder de doação em si que lhe dá a vida espiritual superior e novas sensações.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/10/11, Escritos do Rabash

Eu, Meu Ambiente E A Luz

Dr. Michael LaitmanO homem progride somente através da Luz. Nós não podemos avançar na espiritualidade através de nossos próprios esforços.

Em nosso mundo, a pessoa progride através de sua mente, sentimentos, sociedade, livros, professores, ensinamentos diferentes, e aprendendo pelo exemplo. Embora, na realidade, a Luz que Corrige também opere dentro de tudo isso, porque a pessoa se esforça em desenvolver-se, mesmo que os motivos sejam egoístas. Nós avançamos desta forma ao longo de milhares de anos.

Mas, se quisermos avançar espiritualmente, devemos despertar conscientemente a influência da Luz sobre nós. Caso contrário, sem essa intenção, estaremos avançando da mesma forma natural como o mundo inteiro. É por isso que está escrito que tudo depende da intenção.

Nós precisamos organizar a nós mesmos, a meta e os meios para alcançá-la passo a passo. Em todas as fases do meu avanço deve haver uma alteração feita pela Luz que eu atraio, que atue e mude minhas qualidades, desejos e pensamentos internos.

Graças a este mundo, devido ao seu distanciamento do mundo espiritual e à ocultação, o homem recebe a oportunidade de ser livre e evocar a influência da força da Luz que Corrige por meio de sua própria escolha e desejo.

Isto pode ser feito por meio de ações que não exijam que tenhamos uma intenção correta e estejamos no mundo espiritual. Isto porque, mesmo que eu não tenha muito desejo ou não entenda isso completamente, eu posso fazer essas ações e organizar um ambiente que me influenciará. É especificamente por meio do amor ao próximo, seguindo a mesma linha, que nós alcançamos o amor do Criador.

Nós despertamos a Luz e nos aproximamos da adesão com o Criador através da força da nossa união. É por isso que não há lugar mais importante onde possamos nos esforçar que o nosso ambiente. Até mesmo o estudo, a disseminação e todos os outros negócios não são nada mais do que meios auxiliares, mesmo que eles sejam necessários no caminho da união do grupo, onde a Luz será revelada de acordo com a força da conexão do grupo.

Nós aceleramos a revelação da Luz com nossas ações em nosso mundo, para que ela se manifeste mais cedo do que se desenvolveria naturalmente, o que é chamado de “no seu próprio tempo” (Beito). Nós atraímos a Luz com a nossa conexão no grupo, e quanto mais nos esforçamos em unir, mais ela se manifesta. Este desenvolvimento é chamado de “acelerar o tempo” (Achishena), segundo o qual nós avançamos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/10/11, Escritos do Rabash

A Conexão Atrai A Luz, A Separação Atrai A Escuridão

Dr. Michael LaitmanVoltando às quatro fases da Luz Direta, Bina se divide em duas partes: a primeira parte quer doar e a segunda parte decide que para doar, ela deve receber Então, ela cria Zeir Anpin, destinado a receber em prol da doação. A ação de ZON (Zeir Anpin e Nukva), que sai de Bina, é basicamente a realização da doação de Bina.

É por isso que nós, criaturas, somos a ação do Criador. Nós pertencemos a ZON, e o Criador pertence ao superior, Bina. Nos mundos isso se manifesta no Partzuf de Arich Anpin (Keter e Hochma), que permanece em sua cabeça, e Bina sai dela e desce para o corpo. Como resultado, todos os graus espirituais dividem-se da mesma maneira em Galgalta Eynaim e AHP, separados por uma fronteira precisa.

Quando nós conectamos AHP a nós, nós merecemos que Arich Anpin comece a trabalhar conosco e nos dê a Luz de Hochma (Sabedoria), a Luz da vida espiritual, além da Luz de Hassadim (Misericórdia), que vem em resposta ao nosso desejo de nos conectar.

Nós só precisamos pedir pela conexão. O problema é que nós ficamos perdidos numa multidão de desejos fictícios. Mas, de todos esses desejos inúteis nós só precisamos escolher uma exigência importante e verdadeiramente eterna, que nos leve ao propósito eterno, e não a alguns impulsos temporárias que surgem em nós ao longo do caminho e que nos lançam em direções diferentes que nós imediatamente esquecemos.

A única exigência é o desejo de se conectar. Afinal de contas, inicialmente nós estávamos unidos em nosso estado perfeito, mas ele se quebrou, e nós nos encontramos separados. O que mais podemos exigir deste estado quebrado para alcançar a eternidade? Apenas uma conexão!

Nós não somos capazes de nos conectar de forma independente, apenas com a ajuda da Luz de AB-SAG que irá navaliar e corrigir os nossos desejos. Mas nós devemos começar essa ação por conta própria; em outras palavras, tentem se conectar e descobrir o que podemos fazer com nossas próprias forças e que parte é deixada para a Luz.

Não há outro propósito em nosso mundo, exceto a conexão. É por isso que nada, exceto a união, ajudará na crise que está sendo revelada agora. Ela é o resultado da fronteira que surgiu entre nós, a nossa quebra.

E todas as outras ações nos levarão indiretamente à compreensão da verdade: que a única coisa que precisamos é a conexão. Mas a disseminação deste conhecimento nos ajudará a encurtar o caminho para a compreensão, para revelarmos de forma mais rápida a verdadeira necessidade, para sofrermos e nos questionarmos menos neste caminho.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/10/11, TES

O Mundo Já Está Mutuamente Conectado, E Nós?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós trabalhamos principalmente em nossos grupos locais. Como podemos dividir corretamente o nosso esforço entre o trabalho em grupo e atividades conjuntas com outros grupos?

Resposta: Primeiro, temos que tentar fazer parte do plano geral, de acordo com o qual, no final, todos os nossos grupos ao redor do mundo deverão se sentir como um grande grupo. O problema é que nós não temos gente suficiente, especialmente gerentes de projeto. Temos que organizar o trabalho de modo que cada grupo participe do processo geral, de acordo com o caráter do país e região.

Agora, por exemplo, o mundo experimenta um período de revoltas, e temos que ter todos os nossos grupos trabalhando em resposta a isso. Naturalmente, isso tem que ser feito considerando as condições locais, de forma gentil e razoável, e de forma  compreensiva. Não pode ser que um grupo queira lidar com isso e outro não. Afinal de contas, é a necessidade atual. Se o mundo já sente que está mutuamente conectado, nós temos que tratá-lo como um grupo. Ele pode ainda não entender a situação, ele pode estar confuso, mas isso já foi criado.

O sistema espiritual está sendo revelado hoje, Malchut do mundo de Assia. Portanto, todos já reconhecem a unidade global. Antigamente, ela era percebida de forma diferente, mas agora ela é exatamente assim. Os Cabalistas costumavam dizer que a sabedoria da Cabalá seria revelada no final do século XX porque Malchut do mundo de Assia desceria sobre o nosso mundo. Nós podemos descrever isso de forma diferente: ela é revelada desde dentro, como uma rede que sobe do fundo do oceano e se fecha sobre nós, os pequenos peixes que são capturados dentro dela.

Esta é a situação no mundo atual. Nós estamos nesta rede, mas nós estamos nela de bom grado, ao contrário dos outros, porque ela os leva a uma crise. É por isso que temos que nos esforçar ao máximo para explicar àqueles que estão presos na rede: “Esse não é o fim do mundo. Não podemos mais fugir dessa rede, nem sequer sonhar com isso. Nós podemos entender suas leis e usá-las em nosso favor. Se entendermos a situação, vamos alcançar o prazer, a eternidade, a totalidade e uma nova vida maravilhosa. As coisas não serão as mesmas. Então vamos ver o que é isso. Afinal, não temos outra escolha”.

Temos que “anunciar” a nova realidade. Hoje, os políticos, especialistas e cientistas já falam disso. Este é o nosso trabalho no que diz respeito ao mundo e nossos grupos.

Muitos de nós ainda estão preocupados com seus próprios problemas. A pessoa quer alcançar o mundo espiritual e não se vê em conexão com os outros. Eu me lembro como eu, pessoalmente, achei difícil digerir esta idéia. Eu ouvia e lia muito sobre ela e ainda assim não conseguia conectá-la diretamente a mim. “O que está escrito lá é uma coisa, e eu sou outra coisa”. A pessoa pode usar palavras bonitas externamente, mas internamente tratar o mundo de uma maneira totalmente diferente. Então, somente a força geral do grupo, que ageem todos nós juntos, pode nos levar gradualmente ao entendimento correto.

Agora, nós estamos diante de uma condição nova e mais avançada, e não podemos retardar o processo de evolução. Isso não depende de nós. Nós só aceitamos que, se o processo se encaminha para essa direção, iremos junto com ele, porque não há outra escolha.

Hoje, o mesmo problema é revelado em todo o mundo. Mas ele se manifesta de forma diferente no mundo e parece transformá-lo em nossa direção. As pessoas estão começando a sofrer com o fato de estarem conectadas umas com as outras. Nós queremos isso no grupo e, ao mesmo tempo, não podemos alcançar essa conexão mútua. É o oposto do mundo. A conexão liga a todos contra sua vontade. Se o grupo também fosse nessa direção, as coisas seriam muito mais fáceis.

Mas nós não vemos que estamos conectados. Nós estamos vivendo como ilhas isoladas no oceano da humanidade. Ela descobre uma conexão firmemente crescente da qual não há como escapar, enquanto nós, nos grupos, parecemos estar totalmente desconectados.

É assim que nós somos obrigados a nos conectar de bom grado e de forma independente, e a construir a rede geral entre nós. Eu tenho que conectá-la a mim . Dentro da enorme rede de almas, nossos grupos estão livres das cordas do sistema geral. Assim, nós recebemos a oportunidade de nos conectar à rede usando nossas próprias forças e criando essas conexões. Este é o nosso trabalho.

Vamos torcer para que possamos explicar isso melhor a nós mesmos, incluindo àqueles que “mudaram de lado” porque não puderam aceitar esta situação. É por isso que eu tenho grandes expectativas para a convenção de dezembro. Afinal de contas, hoje o mundo inteiro já está mutuamente conectado, enquanto nós não estamos. Isso significa que somos nós que devemos nos preparar para a conexão e gritar: “Vamos nos unir!”.

Nós temos que perceber que o mundo está mais corrigido do que nós. Todos estão conectados de Cima sem qualquer preparação. Eles estão simplesmente “presos na rede”. Nós, porém, temos que descobrir esta rede e construí-la por nós mesmos, e então nossas “ilhas” vão atrair o mundo inteiro até elas e ensiná-lo a agir corretamente no novo mecanismo espiritual.

Esperemos conseguir dar um passo importante nessa direção na próxima convenção.

Lição 1 da Convenção de Arava 27/10/11

Criando O Modelo De Um Novo Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Na convenção de dezembro, nós queremos comemorar o nascimento de um novo mundo. No que devemos nos concentrar?

Resposta: Nós devemos nos unir em prol dos valores que queremos destacar na convenção. A cada dia, nós devemos nos esforçar cada vez mais para sentir como se vivêssemos num novo mundo. Nós precisamos representá-lo, imaginá-lo nas relações entre nós, em todos os nossos pensamentos e ações.

Como o Baal HaSulam escreve, é preciso criar um modelo da nova sociedade, que formará a base do novo mundo e permitirá que todos possam aprender com o nosso exemplo. Portanto, vamos primeiro descobrir este novo mundo entre nós. Então, nós veremos como as oportunidades que nunca sonhamos se abrem para nós na vida comunitária, indústria, comércio, educação e assim por diante.

Nós realmente não entendemos esses estágios; por isso, deixe-os para a Luz. Se você fizer o que pode, tudo dará certo. Nosso trabalho é nos esforçar, e as oportunidades se abrirão. Todos os nossos esforços devem ser direcionados para o novo mundo, as novas relações, a nova sociedade. Este trabalho deve tomar cada momento de nossas vidas, dando o tom e criando um clima na disseminação, na preparação para a convenção e nas relações entre os grupos, de forma que nos sintamos como um grupo cada vez mais…

Todos os dias nós devemos garantir a união crescente e reduzir a distância entre a realidade desejada e a atual. Se ainda vemos fenômenos negativos no mundo, isso significa que não conseguimos a correção entre nós. Esta é a única razão.

Afinal, a humanidade se desenvolve de acordo com o que foi preparado para ela, enquanto que nós temos a liberdade de escolha e a capacidade de atrair a Luz, que depois se derrama sobre o mundo inteiro e estabelece a ordem nele. Assim, a convenção está se aproximando, e tudo é muito sério.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/10/11, “O Amor pelo Criador e Amor pelos Seres Criados”

O Verdadeiro Trabalho É Interno

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu tenho estudado Cabalá há alguns anos, e é claro para mim que o mais importante é o meu trabalho interno. No entanto, ainda me parece que eu realmente não entendo o que isso significa. Você pode explicar em maiores detalhes o que significa o nosso trabalho interno?

Resposta: O meu trabalho interno é tentar o máximo possível me juntar ao trabalho coletivo interno de criação do vaso para a recepção da Luz. O fim de uma ação está em seu pensamento inicial. Primeiro, eu anseio pelo estado em que revelo o Criador. Que estado é esse? É o estado em que vários pontos no coração se juntam. Se eu criar o sistema correto de unificação com esses pontos, onde reside o poder de doação, eu descobrirei nele a força chamada “Criador”. Eu o descobrirei de acordo com o nível de nossa união.

Assim, o nosso trabalho interno diz respeito à união, à garantia mútua. Diz-se: “Ama o teu próximo como a ti mesmo é a grande regra da Torá”. A regra (Klal) é o vaso (Kli) que contém toda a Luz. Esta é a única coisa que eu preciso, e é por isso que eu fico atento nela.

Eu tento fazer coisas diferentes que levarão à união interna dos pontos em nossos corações. Eu procuro oportunidades para me unir e despertar os amigos nessa direção. Eu estou preocupado com todos nós estando em uma intenção, um pensamento, inspirados e conectados para que o fogo entre nós queime. Então, nós revelaremos o Criador lá.

A Sua revelação é a única coisa que precisamos. A essência de toda a sabedoria da Cabalá é a revelação do Criador às criaturas neste mundo.

Da Lição 2 na Convenção de  Arava 28/10/11