Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

A Conexão Virtual: Onde Você Estiver

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é o amor dos amigos na era da Internet?

Resposta: A Internet é um meio maravilhoso. Realmente, o que me impede de ficar impressionado quando vejo e ouço-o na rede virtual? De que outra maneira você pode saber que você está impressionado se não ouvindo e vendo? Eu tenho que sentir seu cheiro, ou os olhos e ouvidos bastam? Na verdade, eu posso ser levado às lágrimas, mesmo que eu só ouça algo sem ver. Tudo depende da minha capacidade de usar o contato, a fim de ficar impressionado.

Por exemplo, pessoas que viam a convenção que tivemos no deserto de Arava realmente sentiram que algo estava acontecendo lá. Isto é o que as obrigou a vir depois à convenção em Tel Aviv, e até fez algumas delas permanecer por várias semanas. Tudo graças à subida que alcançamos em Arava.

Eu vejo que funciona. Se pudermos aumentar a nossa intenção, a nossa conexão, o nosso desejo, nosso anseio focado no objetivo, assim como fizemos lá, então, não importa onde a pessoa esteja, ela será iluminada por esse fogo. Não há dúvida.

Nòs temos amigos na Europa e mesmo nos Estados Unidos que querem que os informemos quando pretendemos sair novamente para que eles possam reservar vôos. Eu não acho que eles devam vir. Se eles ficarem onde estão, na frente da tela, se preocupando em não perder nem um momento, é muito melhor do que ficar aqui e perder a oportunidades, nem mesmo prestar atenção. Uma pessoa, que não quisesse vir para a grande convenção, mas ficou impressionada com a nossa ascensão no deserto e, no entanto, veio depois, lucrou mais do que qualquer outra. Isso porque ela recebeu uma forte carga espiritual.

Da 4ª parte da  Lição Diária da Cabalá 26/12/11, “A Liberdade”

O Local De Trabalho

Dr. Michael LaitmanO nosso trabalho, assim como qualquer outro trabalho, consiste em três partes principais: o local de trabalho, os meios para realizar o trabalho e o conhecimento para fazer o que deve ser feito. O local de trabalho é a parte corrompida, o detalhe, a matéria, a máquina ou sistema que temos de corrigir. Este sistema é a principal coisa para nós. Nós precisamos entender que devemos estar nele. Ele foi destruído e preparado para o nosso trabalho.

Em nossas tentativas de ativar este sistema, nós devemos descobrir o seu mau funcionamento, como descobrimos uma falha no motor quando tentamos iniciá-lo. Então, tentamos determinar o que exatamente não está funcionando. Os médicos também realizam testes, verificam o corpo para diagnosticar as partes doentes e saudáveis. É uma etapa essencial, preliminar.

Desta forma, nós nos esforçamos no diagnóstico do sistema, tendo o conhecimento, os meios e a possibilidade de diagnosticá-lo, a fim de descobrir o defeito. Isso faz parte do trabalho, e não é tão simples. Às vezes, você paga um monte de dinheiro para obter o diagnóstico correto. Afinal, a chave é diagnosticar a doença e, então, o remédio será encontrado.

Assim, nós devemos entender que tudo começa, é realizado e termina apenas no grupo. Este é o sistema que devemos corrigir. Nós não descobrimos onde está o mau funcionamento. Nós podemos ter sentido isso, mas nós o perdemos. Ainda assim, isso é bom, pois é assim que o diagnóstico é realizado. De qualquer forma, antes de começarmos a correção, temos que verificar tudo perfeitamente.

No entanto, primeiro nós temos que entender, de forma clara e inequívoca, que temos que estar dentro deste sistema com todos os nossos desejos, conhecimentos e atributos. Só então seremos capazes de falar sobre os próximos passos. Isso deve estar muito claro: se nos abstrairmos do ambiente, da rede da nossa conexão mútua, não há mais nada a falar. Nesse caso, isso significa que não encontramos o lugar para o trabalho e a correção.

Da 4ª parte da  Lição Diária de Cabalá 26/12/11, “A Liberdade”

A Tela É Um Cálculo Para O Trabalho Com O Desejo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Do que é composta a tela e como ela é capaz de impedir que a Luz neutralize o desejo?

Resposta: A tela não é o desejo, mas a força de resistência. A tela é sentida como um cálculo para o trabalho no desejo.

Como eu posso superar o desejo se estou nele? Eu recebo uma força especial do lado de fora (do ambiente ou da Luz, isto é, de algum fator externo), que permite que eu me separe do meu desejo.

Então, eu não me afundo no meu desejo e nem me identifico com ele. Eu não estou sob seu controle quando penso apenas em satisfazê-lo, semelhante a um escravo que recebe ordens de seu mestre e sai correndo para procurar como realizar o que o patrão pediu. Eu recebo um tipo diferente de força do Alto, um cálculo diferente, que acontece tanto por meio de grandes sofrimentos ou através da iluminação intelectual.

Antes disso, eu só me preocupava com o meu desejo e queria satisfazê-lo, isto é, eu era um grande egoísta. Este grande egoísta não existe mais dentro do seu pequeno desejo. Ele está separado dele e, de lado, examina como é possível satisfazê-lo mais e mais.

Mas ao me separar do egoísmo em prol de maior satisfação, eu começo a realizar um cálculo fora do meu ego. Um tipo de divisão é criado entre o meu ego e eu na tomada de decisão: a mente e o meu desejo estão como que divididos. Então, eu começo a entender que o desejo sempre escraviza a mente e me transforma em seu escravo.

Muitas pessoas no mundo experimentam isso, como, por exemplo, os alcoólatras ou viciados em drogas. Se alguma coisa provoca dano óbvio, a pessoa compreende que ela se tornou um escravo do seu desejo, do hábito vicioso.

Mas se eu olhar para o meu desejo de lado (obviamente, um ego grande e desenvolvido é necessário aqui: tanto a mente quanto o desejo), eu começo a ter pena que eu sempre o obedeço. Eu gostaria de certo alívio dele, e é aqui que começa o desenvolvimento do homem.

Eu começo a refletir se é possível alterar de alguma forma os meus desejos, limitar alguns deles e aumentar os outros? Isto é possível através do ambiente. Se a quebra não tivesse ocorrido e o ambiente não tivesse surgido, não teríamos qualquer chance de sair de nossos desejos. Mas, visto que eu estou conectado ao ambiente que me desperta e me dá valores diferentes, como resultado disto, eu mudo gradualmente.

Eu os comparo com meus valores e vejo que estou interessado apenas na boa comida, e se o ambiente fala de música, teatro e ópera, eu começo a sentir vergonha e começo a fazer cálculos que me distanciam do meu desejo. No mínimo eu começo a criticá-lo e, assim, um problema é criado: eu já não estou mais satisfeito comigo mesmo e sou obrigado a mudar para me ajustar ao ambiente.

Assim, a influência do ambiente nos leva a tal cálculo, quando estamos preparados para mudar completamente – apenas para que os outros nos respeitem. Mas, por enquanto, eu atuo de forma puramente egoísta, sem qualquer tela. Por enquanto, é a tela egoísta. Eu quero ser magro e bonito; assim, eu limito a minha ingestão de alimentos. Embora isso também não seja fácil, as pessoas fazem isso de qualquer maneira. Tudo depende do que é mais importante para mim e o que me dá maior prazer: a minha aparência exterior ou a comida.

Tudo depende do meu cálculo, quando com a ajuda do ambiente eu posso aumentar a importância de uma coisa em detrimento de outra. Assim, quem estiver interessado em perder peso ou em ser reabilitado de um hábito nocivo deve ser incluído numa sociedade que valoriza a vida sem esse hábito.

Mas se você quer adquirir a tela antiegoísta, isso é outra coisa. Para isso você precisa de um ambiente que faça você sentir a importância da doação. Deve lhe doer que você não seja capaz de doar. Você vai sentir que é menosprezado por causa disso, que não vale nada e está desperdiçando sua vida; que, em geral, não há razão para viver se você não atinge o atributo de doação.

A influência do ambiente precisa ser muito forte, até o ponto onde você sente que preferiria morrer do que viver assim. Então, você começará a exigir, pedir, orar, realizar todos os tipos de cálculos e ações a fim de adquirir a tela. Quando você perceber que não há como alcançá-la, você começará a pedir a Luz que Reforma. Isto é o que o levará ao reconhecimento do mal.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/12/11, TES

Foco No Infinito

Dr. Michael LaitmanAqui está um exercício interior: nós estamos longe uns dos outros em nossas qualidades e pensamentos, os quais são estranhos e diferentes; nós estamos separados pelo egoísmo de cada um. Há tantos de nós, e nós somos tão diferentes para revelar o Criador através de nossa conexão.

Nossas diferenças, distâncias e rejeições indicam a distância para o Criador. Eu vejo o quão longe eu estou das pessoas que estudam comigo, quem são as pessoas mais próximas de mim no mundo em espírito, propósito, aspiração e compreensão da vida. Nós ainda estamos tão longe. Eu estou ainda mais distante de todas as outras pessoas no mundo. Se eu me testar em relação a todas as pessoas, toda essa diferença acumulada será a distância entre eu e o Criador.

Agora, o significado do grupo se torna mais claro. É por isso que nós nos unimos: nós queremos ser capazes de alcançar algum tipo de correspondência, pelo menos entre nós, e nos aproximar mais, o que significa nos aproximar do Criador. Nós aspiramos a pelo menos superar a diferença entre nós. Nós afastamos o nosso egoísmo, nos elevamos acima dele, e gostaríamos de nos conectar apenas com os nossos pensamentos e desejos mais elevados, para nos aproximar mais do Criador, de uma forma ou de outra.

Assim, nós começamos a viagem. Então, nós veremos que não há pessoas aqui, não existem almas individuais, não há nada, apenas uma visão borrada, o que me leva a ver as pessoas em vez do Criador. É como se eu não fosse capaz de me concentrar, tudo está embaçado, e em vez de uma pessoa, eu vejo duas, três ou quatro. Agora, eu vejo bilhões de corpos diante de mim. Mas se eu conseguir combinar todos, eu vou alcançar o Criador.

É para isso que eu preciso do grupo: para iniciar este processo de uma forma ou de outra. Todos os exercícios de união devem ser dirigidos para a revelação do Criador! Afinal, eles são um meio para revelá-Lo. Não há sentido num grupo por si só, mas apenas do ponto de vista expresso como: “Israel, a Torá e o Criador são um”.

Baal HaSulam escreve que ocorreu um crime horrível praticado na Rússia socialista ao se começar a construir uma sociedade altruísta, tendo-se deformado completamente o princípio de ser um homem com um coração, um desejo, um propósito. Todos estavam juntos; distribuição justa, garantia mútua, tudo era maravilhoso, exceto por uma coisa: eles transformaram um meio para atingir a meta em sua meta. E isso os fez perder grande tempo.

É o mesmo que focar e combinar imagens tremidas, a fim de ver elas mesmas, e não o que está por trás delas. Eu, naturalmente, perco, porque o meu foco não está na imagem escondida por trás dessas ilusões, mas nas ilusões. É por isso que a Rússia falhou.

Nós não podemos permitir que isso aconteça conosco. Por isso, sempre deve haver três componentes presentes: eu, o grupo (o lugar e os meios para a revelação), e o Criador, isto é, a revelação do Criador aos seres criados.

Da Lição 2 na Convenção em Arava Convenção 28/10/11

Meus Recursos Espirituais

Dr. Michael LaitmanPergunta: Os alunos do Rabi Shimon se odiavam no início de seus estudos, mas ainda aspiravam alcançar a união. Com experiência, a pessoa aprende a ver a si mesma objetivamente, mesmo quando ela está num estado de ódio. É possível que o ódio possa ofuscar o ponto de análise da pessoa, ou a sua visão objetiva sempre permanece?

Resposta: Isso depende do estado. Às vezes, as emoções nos dominam, não deixando espaço para análise. Isto ocorre  quando somos capazes de fazer coisas terríveis. Às vezes, as emoções são equilibradas pela mente, e eu permaneço no controle da situação, apenas para ser surpreendido com minhas próprias emoções. Além disso, eu poderia também estar ciente de que o estado atual é enviado para mim pelo Criador. A força superior é a fonte deste estado, e este é enviado para mim a fim de me fazer avançar ao longo do caminho.

Por isso, tudo depende da nossa consciência. Como podemos ativá-la hoje? Será que nós podemos sempre lembrar que todos os nossos estados vêm de Cima para que possamos superá-los corretamente e tirar proveito de cada um deles?

Nós só podemos atingir este estado por meio da responsabilidade mútua, graças a qual mantemos uma conexão com o ambiente ou o grupo. Se eu estou constantemente sob a influência do meu ambiente e eu invisto meu esforço sempre que eu sou capaz, eu posso receber constantemente de meus amigos uma iluminação, a Luz Circundante. Quanto maior a nossa conexão, mais Luz eu recebo deles, enquanto que no meu próprio eu não tenho nenhuma chance de conseguir algo.

Conforme a minha capacidade, eu participo em todas as atividades do grupo. Se eu não tenho a oportunidade de fazer isso, por exemplo, se eu não recebesse a oportunidade de Cima para ir à convenção, então, lamentavelmente, eu ficaria em casa com o entendimento de que este estado me foi dado pelo Criador, e, portanto, é provavelmente o estado ideal para o meu desenvolvimento.

Mais importante, você deve usar cada momento para garantir um ambiente adequado para si mesmo. Afinal, o que acontece no momento seguinte está oculto de mim.

Em nosso mundo a pessoa paga o plano de saúde, a previdência social, e outros seguros privados, a fim de garantir o seu futuro. O que aconteceu no passado aconteceu, mas nós estamos sempre preocupados com o que vai acontecer no futuro. Conforme a minha capacidade, eu tenho que garantir que o futuro será melhor, ou pelo menos não pior, que o presente. Isso significa que eu devo permanecer no ambiente correto e fortalecê-lo se possível.

Eu não tenho outras opções. Ao contrário do sistema financeiro moderno, aqui nós não temos nenhuma concessão: você recebe exatamente o que você investe. Eu invisto tostão por tostão em meu ambiente e recebo a Luz dele. Basicamente, é a Malchut do mundo do Infinito. Esta é a minha caixa registradora, e não há outro lugar para eu investir.

Isto explica a importância da disseminação. Afinal de contas, ao disseminar você investe no seu ambiente; ele é o seu mais amplo, embora ainda potencial, ambiente. Estes esforços também são contabilizados.

Em última análise, o meu trabalho cria “ativos” (Zchut) que são registrados no meu “banco” espiritual. Conforme o meu investimento, eu recebo a Luz do grupo e me torno mais puro (Zach).

Da 4ª parte da Lição diária Cabalá 30/11/11, “A Essência da Religião e Seu Propósito”

Juntando Tudo Em Um

Dr. Michael LaitmanMeu objetivo é sempre revelar até que ponto sou incapaz de conectar tudo junto em “um homem com um coração”, e exigir a Torá, cuja Luz reforma. Esta luz chega até nós a partir da fonte de AB-SAG (Hochma e Bina juntas).

Afinal, nós somos incapazes de atingir Keter sozinha, mas apenas através de nossas ações na Luz de Hochma e na Luz de Hassidim. E tudo isso é revelado em ZON: na criatura quebrada e dividida. Assim, nós nos corrigirmos a cada vez.

É por isso que se diz que, antes de tudo, haverá a correção do mundo e só depois a correção final. Afinal, “mundo” significa “surdez” (Elem), “ocultação” (Alama), separação. A Luz do Um, que conecta tudo junto e dirige tudo a partir de uma fonte superior, realiza primeiro a correção e conecta tudo o que eu sinto na minha sensação da realidade.

Então, dependendo de quão opostos e espalhados estes pólos estão na minha percepção, e dependendo da quantidade de Luz que Reforma eu atraio, a qual conecta tudo acima de suas diferenças em Um, conforme esta lacuna entre separação e união, eu descobro a magnitude do meu vaso ou desejo espiritual.

Neste vaso eu sinto o poder da Luz revelada como Nefesh, Ruach, Neshama, Haya e  Yechida. O tipo de Luz que eu sinto depende da diferença entre os desejos quebrados e separados, conectados acima de si mesmos pela Luz numa intenção geral para utilizá-los em prol da doação.

Disso nós compreendemos o significado de “em prol da doação”, isto é, que eu posso me conectar com alguém numa só ação, com um único objetivo. Egoisticamente, não é possível agir em conjunto, com um objetivo. Na verdade, cada um quer agir por si mesmo, para satisfazer seus desejos particulares. Assim, dentro do ego, o conceito de Um não pode existir, apenas o conceito de “muitos”.

Se nós estamos falando do Um, ou seja, da conexão num único conjunto, o retorno a Ele, a revelação do Um (visto que, na verdade, não há outro além Dele, e o resto são os mundos, “ocultações”), este conceito só existe fora do desejo egoísta. Isto é, ele existe nos desejos dos outros, a fim de conectá-los pela intenção de doar àquele Um.

A partir deste quadro torna-se claro que somente através da doação nós podemos ter êxito em chegar a ações comuns e alcançar um resultado a partir das numerosas ações que aspiram a se unir. Isso é impossível na recepção egoísta, mas somente se sairmos do nosso egoísmo e nos movermos para fora, em direção ao objetivo comum, fora dos nossos interesses pessoais egoístas.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/11/11, Shamati # 69

Infinito: O Topo Da Realização

Dr. Michael LaitmanO Criador é definido pelo conceito de “Um”, como é dito: “Um, Único e Unificado”. É assim que Ele se revela para nós. Quando os Cabalistas atingem a Luz do Infinito, o ponto mais alto que pudemos alcançar, eles descobrem Um conceito que inclui tudo, sem diferenças.

No princípio, tudo estava incluído neste conceito único: todos os seres criados, como uma única criação. Depois, a fim de dar aos seres criados um sentimento de existência, compreensão e realização de quem eles são e quem é o Criador, e para fazê-los apreciar o estado completo e eterno no qual existem, este conceito único foi dividido em inúmeros conceitos individuais que são opostos a Ele.

É assim que ocorre a descida do mundo do Infinito até este mundo, de acordo com os degraus da escada, através dos cinco mundos (Adam Kadmon, Atzilut, Beria, Yetzira e Assia). Dentro deles, ocorre um grande número de mudanças. Esta descida dos mundos continua até atingir o nosso mundo, onde estamos completamente separados da perfeição e até mesmo do sentimento de falta dela.

Mas é sobretudo devido a isso que começamos a alcançar a união, o Uno. É devido aos nossos esforços em corrigir o nosso ponto de vista do mundo, nossa percepção da realidade através dos nossos cinco sentidos e acima deles, o máximo possível imaginar a nós mesmos, e conectar tudo ao Único.

Nós não temos outro trabalho, exceto conectar tudo em Um conceito. Cada um conecta a sua percepção do mundo ao Um, e todo mundo conecta suas percepções em conjunto para que tudo se funda no Um. Este trabalho é aplicado principalmente no grupo, com a ajuda dos esforços do coletivo, que quer determinar o conceito deste Um acima de todas as diferenças entre eles.

Da 1ª parte Lição Diária de Cabalá 27/11/11, Shamati # 69

A Única Maneira De Entrar No Mundo Superior

Dr. Michael LaitmanRabash, “Amor dos Amigos” (versão resumida): A única maneira de entrar no mundo espiritual e obter uma nova sensação é quando algumas pessoas, que têm um pequeno desejo de sair de seu egoísmo, se reunem. No entanto, elas não podem fazer isso de forma independente, sem ajuda de fora. Mesmo que elas tentem ficar juntas para se conectar, elas não podem. Para que elas consigam se conectar, elas precisam da influência da Luz geral. Uma vez que a Luz vem do Um, Único e Unificado, ela une os nossos desejos num único desejo. Cada pessoa sente uma criação unificada, onde nos fundimos em nossos desejos, e a Luz nos preenche.

Cada uma delas tem o potencial de revelar a qualidade de doação, mas não consegue concretizar isso em ação. No entanto, cada uma entra no grupo. Se cada pessoa que entra no grupo se rebaixa diante do grupo, aceitando suas condições, esse grupo se torna um só corpo, um único desejo.

Façam tudo que estiver em seu poder, e a redenção virá num instante de Cima, tão logo realizemos certa quantidade de esforço em nos unir. A principal coisa que nós enfrentamos hoje é a união dos amigos. Nosso único objetivo é obter tal união, esforço e intenção entre nós, para que isso atraia a influência da Luz, e a Luz complete o trabalho, unindo-nos. Esforcem-se cada vez mais nisso, pois isso resgatará todas as suas falhas. Em última análise, quando todos se unem, você se torna semelhante à Luz.

Da Série Lição Virtual aos Domingos 27/11/11

Exílio É A Separação Dos Irmãos

Pergunta: O que é o exílio egípcio em relação aos amigos?

Resposta: O exílio significa que eu não posso estabelecer o tipo certo de conexão com os amigos, porque o Faraó fica entre nós e pondo regras. Acontece que eu sou forçado a trabalhar para o Faraó em vez de trabalhar por causa dos amigos. Isso significa que estou no exílio egípcio, na escravidão.

No início, eu me sinto bem neste exílio. Eu não me importo com os amigos, eu só me preocupo com o Faraó, o rei, que me permite viver bem e me traz satisfação egoísta, realizando a minha inveja, cobiça, ambição e o desejo de força e poder. Uno-me ao Faraó e estou pronto para trabalhar para ele.

No entanto, aos poucos, começo a revelar que isso não é bom e eu não posso viver assim. Desde que eu não avance desta maneira e não esclareça o objetivo da criação, eu começo a sentir que estou no exílio. Como se diz: “E os filhos de Israel clamaram do trabalho”, quando revelaram que as esplêndidas cidades de Pitom e Ramsés, que eles estavam construindo para o Faraó, estavam se tornando pobres e infelizes para eles. [Leia mais →]

Travessia Para o Mundo Espiritual

Sabemos da sabedoria da Cabala que todas as melhores coisas na nossa vida pessoal, seja ela nosso egoísmo atual ou algo maior que nós nos esforçamos para, toda a bondade no desejo de desfrutar ou o desejo de agradar, seja neste mundo ou no Mundo Superior – só é obtido através da unidade.

Hoje descobrimos isso em formas bastante difíceis e desagradáveis. Encontramos problemas e ficamos submersos na crise. Tudo isso é projetado para nos mostrar que devemos nos unir, já que simplesmente não há outra escolha. A natureza está nos pressionando sem nos deixar um espaço livre para manobra.

A sabedoria da Cabala está nos oferecendo sua ajuda nestas condições. Ela diz: “Eu vou ajudá-lo a alcançar a unidade. Você verá que não há outras opções. Esta é a única maneira de corrigir suas vidas.

“Suponha que nós não queremos isso, mas de que outra forma podemos adquirir a felicidade? Somos atraídos pela eternidade, a perfeita realização, tanto no presente e no mundo futuro, queremos nos elevar acima da vida e da morte. Se fôssemos fazer uma lista de como nós encaramos o bem-estar consumado, não seria maior que dez pontos, no máximo. No geral, remeto ao prazer, independentemente de saber se é no coração ou na mente. E a única maneira de o conseguir é através da união. [Leia mais →]