Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Por que O Deserto?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que é que a última convenção em Israel foi realizada no deserto? O simbolismo é realmente assim tão importante para os Cabalistas?

Resposta: Nós vimos que isso não interessa e não faz diferença. A primeira vez que fomos lá foi porque temos lá um grupo grande e sério de 40-50 pessoas, que estão espalhadas num número menor de pontos no deserto. Elas vivem em suas pequenas casas no meio do deserto e cultivam para viver, plantando tomates, pepinos, pimenta, figos, bananas e por aí fora.

No deserto praticamente não chove, você tem algumas gotas uma vez por ano no máximo. Por isso, o que nós testemunhámos foi um fenómeno sobrenatural. Mesmo as pessoas que nasceram nessa área e que lá vivem há 40 ou mais anos nunca viram nada como isso. Fora o facto de a chuva ter sido acompanhada por relâmpagos e trovões, que é completamente anormal para o deserto. Nós vemos isso como um bom presságio.

Por que o deserto? Não é o deserto no sentido tradicional. Havia montanhas ali. Essencialmente, é terra vazia, mas não areia.

Curiosamente, existem grandes reservas de água no subsolo: desde agua salgada, como no Mar Morto, até água com concentrações de sal, como num mar ou oceano qualquer, até água límpida, a chamada água doce. Dependendo de onde você perfura a crosta da terra, você pode produzir um tipo de água diferente. Enquanto existe um oceano de água por baixo, acima do solo está o deserto.

É por isso que os habitantes plantam lá frutas e vegetais especiais. Dependendo da concentração de sal na água que eles usam para irrigar suas culturas, eles obtêm um sabor característico. Por exemplo, os figos são muito doces por natureza, mas se você os irrigar com água salgada, eles crescem muito maiores e muitas vezes mais doces porque precisam como que lutar contra a água salgada.

Existe também uma reserva natural onde animais especiais com chifres são criados. Muitas organizações financiam a reserva porque lá são conduzidas experiências genéticas especiais.

Em resumo, é um lugar muito interessante. No deserto você pode realmente isolar-se de distrações exteriores. Já fomos lá várias vezes, e gostámos. Mas desta vez, obviamente, o congresso ultrapassou todas as expectativas.

Penso que o local do congresso e o momento foram bem escolhidos. Devemos todos estar felizes com o que apreendemos. Sentimo-nos como um todo único, e através disso podemos continuar a desenvolver dentro de nós as noções de ver o mundo de uma forma integrada. A partir dali podemos revelar o Criador, de acordo com a lei de equivalência de forma.

De KabTV “Fundamentos da Sociedade Integral” 26/2/12

Aumente O Volume Do Ponto No Coração

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você disse que nós temos que olhar o mundo através do prisma do grupo. Em outras palavras, qualquer coisa que nos acontece na vida corporal tem que nos lembrar que devemos retornar ao pensamento sobre os nossos amigos e o grau de união entre nós. Será que eu compreendi bem, que tudo o que acontece é apenas um lembrete? É este o prisma do grupo?

Resposta: Não há lembrete aqui. Você existe num enorme e infinito mundo integral. O Criador criou somente o mundo do Infinito. Tudo o que existe em nosso entendimento e sensações, além do mundo do Infinito, é uma percepção parcial do mesmo mundo do Infinito.

Nós recebemos a grande Luz Circundante (Ohr Makif), a Luz da correção, conforme a nossa capacidade de ir em direção à percepção do mundo integral. Em outras palavras, temos que tentar estar mais perto dela, tentar senti-la como uma Luz geral, eterna e perfeita, como ela realmente é, e não como imaginamos que ela seja. Nós invocamos a iluminação do nível superior sobre nós, na medida dos nossos esforços e, assim, crescemos.

Agora, nós chegamos a um estado em que somos capazes de olhar o mundo e começar a percebê-lo como um todo, e percebemos a nós mesmos como aqueles que o revelam. Isto é necessário.

Por que precisamos de um grupo? Nosso Kli (desejo) comum quebrou apenas para que nós começássemos a juntá-lo com os nossos próprios esforços. Estes esforços evocam a Luz Circundante. Por um lado, a Luz Circundante aumenta a sensação de nossa individualidade, ou seja, o nosso egoísmo cresce (o lado esquerdo, a linha de esquerda). Mas, por outro lado, a Luz nos dá a sensação de união, a revelação da qualidade de doação (o lado direito, a linha direita).

Quando não estamos no mundo do Infinito, mas 125 níveis abaixo dele, ao irmos em direção a ele, pela força, como numa barra elevada, conforme a nossa aspiração, atraímos sobre nós a Luz superior do mesmo mundo do Infinito. Esta Luz aumenta tanto o nosso egoísmo quanto a qualidade de doação: duas qualidades opostas.

Desta forma, você revela o mundo do Infinito 620 vezes maior em seu poder do que antes. Se antes você estava no nível mais baixo (zero), ao atingir o 125º nível você aumenta a si mesmo 620 vezes. Você atinge todas as luzes de Nefesh, Ruach, Neshamah, Haya e Yechida, você se eleva de Malchut, através Zeir Anpin, Bina e Hochma, à Keter, e assim vai do nosso mundo ao estado do Infinito.

Todas essas sensações não são físicas; elas estão dentro de você. É como se você estivesse inflando um órgão sensorial dentro de você, que inicialmente é apenas um ponto, e é por isso que é chamado de ponto no coração, onde você é incapaz de sentir qualquer coisa. Você gradualmente o infla usando duas linhas opostas: uma linha de recepção e uma linha de doação, os desejos de desfrutar e a intenções de doar.

Você cresce à medida que sobe esses graus conforme a sua intenção de doar e o seu desejo. Assim, tudo depende da nossa pressão, da sua aspiração ao próximo e sempre superior nível.

De KabTV  “Fundamentos da Sociedade Integral” 26/02/12

Entender E Sentir

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu tenho entendido mais do que sentido nesta Convenção. Isso é normal ou eu perdi alguma coisa?

Resposta: Entender sem sentir também é bom. Pelo menos você já viu a união das pessoas, viu a aspiração delas, entendeu que a nossa conquista da realidade se baseia nesta aspiração específica.

Sem a união nós não podemos criar o sensor onde seremos capazes de sentir o mundo superior, o Criador. É exatamente por isso que estamos quebrados e vivemos na parte inferior: para começar a juntar os pedaços do mundo superior. À medida que juntarmos, vamos descobrir e sentir novos elementos do verdadeiro mundo, real e espiritual.

Veremos o nosso mundo ao contrário, como que afastando-se de nós, porque, basicamente, ele não tem nada: é menor do que um ponto. Ele está sob o ponto da linha reta, sob os “pés” do Partzuf de Galgalta. Existe o Sium, ou o fim de todos os Partzufim, e o ponto de nosso mundo é ainda mais baixo, debaixo dele, ou seja, como se ele não existisse. E nós existimos nele, mas é como se fôssemos “inexistentes”.

De KabTV “Fundamentos da Sociedade Integral” 26/02/12

Num Círculo Em Volta Do Pilar Da Luz

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar é a principal ferramenta que nos permite sair deste mundo para o mundo superior. Devemos esperar e torcer para que isso aconteça a qualquer momento.

O Zohar age como um mecanismo especial. Podemos estar prontos para entrar na espiritualidade, mas incapazes de atrair a Luz sobre nós mesmos. Ou podemos aparentemente atrair a Luz, mas não estarmos prontos para ela. Este livro é um sistema que cria a correspondência entre o grupo, onde primeiro nos odiamos e, em seguida, nos conectamos. Mas isso também ocorre apenas sob a influência da Luz. Até mesmo para sentir ódio, precisamos sentar-nos juntos diante do livro.

Se a luz não nos influenciasse, nós não sentiríamos tanto ódio para com o outro. Mas quando a Luz é revelada pela primeira vez, de repente compreendemos quão profundamente nos odiamos. Como resultado do trabalho sobre nós mesmos e do uso correto da Luz, podemos transformar o ódio em amor e respeito, e então descobrir o que está escrito no livro.

Estudar a Torá significa descobrir todo esse ódio e nossa incapacidade de nos conectar, a nossa impotência, e, no início, até mesmo a falta de desejo. Devemos descobrir todas as etapas, todos os atributos, e depois mudá-los, descobrindo o que devemos ansiar. Tudo isto é feito apenas com a ajuda do livro.

Isso não significa que temos que aprender o texto de cor e saber o que está escrito lá. Os graus devem se conectar corretamente numa escada, para que o AHP do superior penetre o GE do inferior, e a conexão entre eles abra caminho para os pedidos que se erguem ao alto e para a satisfação que desce do Alto, que é a via para a força superior. Tudo isso é feito por um sistema chamado “livro”: com a ajuda de um livro, um escritor, e uma história.

Aqueles que lêem o livro juntos e querem atingir algo precisam sentir que são iguais. Os sábios do Talmude tornaram o estudo mais fácil para nós, e agora, para termos êxito, não precisamos de quaisquer restrições corporais, como se diz: “Viva a pão e água, durma no chão, e sinta-se com sorte”. Em vez disso, eles prepararam este estudo para nós, através do qual atraímos a Luz que Reforma.

Eles introduziram em seus livros uma influência sobre nós que nos aproxima do “pilar” pelo qual é habitual para orar. Esta é a linha do meio especial, que conecta e equilibra as forças de recepção em nós e as forças de doação que queremos adquirir, conectando tudo isso à nossa solicitação.

Eles conseguiram tornar as coisas mais fáceis para nós através da construção do sistema por suas almas, para completar o sistema espiritual inicial dos antepassados. Agora, podemos nos conectar com eles através de nossos professores: Rabash, Baal HaSulam, e todos os outros Cabalistas ao longo dos tempos, até que possamos atingir os sábios do Talmude e os antepassados. Assim, iremos nos conectar ao “pilar” espiritual.

O Livro do Zohar nos permite conectar com o espaço organizado numa linha (Kav). Mas a fim de receber desta linha, temos que construir um círculo. A parte 2 do Estudo das Dez Sefirot é dedicada a este tema e conta-nos como a Providência superior passa dos círculos para a linha e, como a partir da linha é possível conectar-se aos círculos.

Se quisermos nos juntar á linha dos grandes Cabalistas do passado, não há outra maneira, exceto formar círculos. É como um bebê que está nos braços de sua mãe. A mãe o trata como uma linha: com cuidado e ponderação, sabendo exatamente o que acontece com ele. Enquanto que o bebê se anula totalmente e existe “em círculos”, incapaz de apreciar as ações de sua mãe ou diferenciar que algo está vindo de cima ou de baixo. E isso permite que eles se conectem.

Temos de atuar da mesma maneira. Isso só é possível se mutuamente nos anularmos no grupo e organizarmos o grupo corretamente, conforme instruções do Rabash. Depois, através do livro, do sistema da linha que foi formada pelos grandes Cabalistas que passam a energia espiritual para nós, seremos capazes de receber essa força, mesmo se não soubermos como ela funciona. Vamos deixar a Luz Superior fazer o seu trabalho, e vamos ver o resultado.

Vamos vê-lo da mesma forma que uma criança que cresce sente o resultado de seu desenvolvimento, se saber de onde vem e como se desenvolve. Tudo que é exigido dela é o desejo de crescer. Nós também temos que exigir apenas o desejo correto, ou seja, constantemente temos ansiar por uma maior conexão. Isso indica que nós nos anulamos perante o superior e que nos conectamos a linha.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/04/12, O Zohar

A Construção Mágica Da Alma

Dr. Michael LaitmanNós existimos como partes de um sistema, similar aos elementos de um sistema eletrônico. Portanto, tudo o que acontece nos conforma apenas com a forma como todo o sistema atinge o fim da correção.

Diz-se: “Os parias não serão reativados de Mim” e “Tudo vai voltar à sua raiz”. Cada um retorna à sua raiz, e juntos nós retornamos à nossa raiz geral. Mas nós queremos encurtar o caminho, alcançar a meta acelerando o tempo (Achishena), aqui e agora, rapidamente, para compreender e sentir o que estamos fazendo, tanto quanto é possível, a fim de realizar conscientemente essas ações de doação, com compreensão, e não para avançar pelo caminho do sofrimento (Beito, ou em seu tempo).

Há dois problemas. Por um lado, eu tenho que concordar em executar ações de doação. Por outro lado, eu tenho que entender que eu deveria calcular e preparar essas ações altruístas. Estes dois tipos de trabalho são chamados de “trabalho na mente” e “trabalho no coração”, e ambos são opostos à natureza.

Portanto, nós nos esforçamos ao máximo para organizar o sistema correto entre nós, como se estivéssemos conectados, como se nos amássemos, como se nos complementássemos, como se fôssemos engrenagens num sistema geral e estivéssemos conectados com o Criador, a fim de dar-Lhe alegria, e com toda a humanidade, a fim de corrigi-la e trazê-la à mesma ação.

Tudo isso é “como se”. Nós fazemos tudo como se estivéssemos brincando, como uma criança que, tendo reunido as peças da construção, de repente, descobre que ela ainda é um brinquedo. Ela pensou que iria construir um trator, ela deu o seu melhor, reuniu, e daí descobre que não é real, mas feito de plástico e não se move.

Mas em nosso trabalho espiritual, no momento em que construímos esse “modelo”, sabendo que ele é um jogo, mas construindo-o corretamente, de acordo com as exigências dos Cabalistas, a Luz que Reforma influencia-nos imediatamente e o torna real.

Este é todo o truque. Nós só precisamos entender que é assim que funciona. Tentamos reunir as peças, no amor, doação, união, conexão, através da fé acima da razão – não faz diferença como nós chamamos isso em nosso nível. Certamente, tudo é falso. Mas nós tentamos reunir essa construção, e de acordo com os nossos esforços a Luz age e transforma-a numa imagem real.

Da Convenção de Arava 25/02/12, Lição 7

Por Que Estamos Indo À Convenção?

Dr. Michael LaitmanPergunta: A Convenção no Brasil está se aproximando. O que ela pode dar àqueles que participarem fisicamente dela?

Resposta: Se a pessoa já participou de nossas convenções e não pode fazê-lo desta vez, pode não ser tão crítico. Por outro lado, essas pessoas já entendem que a Convenção vale a pena o esforço. Quanto às pessoas que nunca foram a uma Convenção, elas devem se esforçar o máximo para estar lá.

Hoje, nossas Convenções tratam, antes de tudo, da conexão. As pessoas não vêm apenas ouvir minhas palestras. A convenção me impele à ação, de modo que eu crie um vaso, um desejo, junto com todos. Então, eu sinto a diferença entre os meus pensamentos e os pensamentos do círculo geral. Estes são dois níveis completamente diferentes de pensar e sentir.

A Convenção permite que a pessoa sinta um pouco o gosto da união, que é basicamente as “costas” (parte posterior) do Criador. Quando a união se apodera um pouco da pessoa, ela descobre que há uma sensação especial escondida aqui, o “ponto de união” do qual fala o Baal HaSulam. Se a pessoa descobre encanta na união com o grupo, ela atinge o caminho que leva ao Criador.

Assim, a Convenção é uma oportunidade rara, graças a qual a pessoa pode continuar avançando com segurança, porque já tem as impressões corretas. Eu não acho que seja possível atingir isso sem uma verdadeira conexão física.

Portanto, é muito importante vir pessoalmente. A pessoa que já foi a uma Convenção geralmente entende que deve ir, a qualquer preço razoável. Mas se você nunca sentiu isso, então ouça alguns conselhos: venha e pronto. Num país como o Brasil, a próxima Convenção será, provavelmente, daqui há dois ou três anos. Vale a pena até pegar um empréstimo e pagá-lo mais tarde em várias prestações mensais. Por meio disso, você está comprando um verdadeiro ativo, e se você perdê-la, você vai se arrepender depois. Uma dívida razoável não é tão ruim. Não adie a principal coisa na vida para mais tarde. Eu recomendo fortemente que você venha.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/04/12, Escritos do Rabash

Brinque Sempre E Por Toda Parte

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você nos recomenda fingir que já estamos na espiritualidade, a fim de acelerar o nosso progresso? Como fazemos isso?

Resposta: Como nós brincamos com as crianças? Nós mostramos a elas como fazer as coisas. Elas querem ficar grandes e elas brincam! Muitas vezes, nós brincamos com elas.

Nós precisamos fazer o mesmo. Toda a natureza, todo o crescimento de uma pessoa se baseia apenas na brincadeira. Mesmo agora, nós brincamos que somos grandes, grandes pessoas que são iguais ao Criador. Nós queremos subir um grau e nos tornar igual a Ele. Você pode imaginar a audácia deste comportamento? Sim, eu quero ser assim!

Quando eu queria me tornar médico, motorista ou cowboy quando criança, eu fingia ser um. Agora nós também brincamos. Em qualquer lugar que você vá, a brincadeira é realmente o método de subir ao próximo nível. A pessoa começa a envelhecer assim que deixa de brincar. É por isso que eu preciso brincar, mesmo agora, sem ter vergonha do fato de não saber ou entender quem eu sou, qual a necessidade do grupo, e assim por diante. Nós temos que fingir e brincar, e depois vamos alcançar tudo.

Nós somos como uma criança que faz um esforço e evoca a mesma Luz superior; afinal, a mesma força desenvolve todos nós. Somente que agora nós queremos que ela desenvolva o próximo nível em nós com base no exemplo que tiramos da natureza superior, e não do nosso mundo.

Da Convenção de Vilnius 23/03/12, Lição 2

Atrás De Cada Homem De Sucesso Há Uma Mulher

Dr. Michael LaitmanPergunta: As mulheres devem agir como se os homens já estivessem na qualidade de Lishma (intenção altruísta)?

Resposta: Não! As mulheres não devem pensar que os homens já estão em tal nível. Elas devem vê-los como crianças: todos nós estamos participando deste jogo juntos. Elas tratam os homens como uma mãe trata seus filhos, e como uma mulher que envia seu marido para trabalhar.

Diz-se que há uma mulher por trás de cada homem de sucesso, e isso é realmente verdade. Não pode ser de outra maneira. Então, nós queremos ser homens de sorte!

Da Convenção de Vilnius 23/03/12, Lição 2

Uma Teia De Conexões

Dr. Michael LaitmanPergunta: Sempre deve haver uma conexão entre um homem e uma mulher. Quando eles são um filho e uma mãe, essa conexão é do amor do filho pela mãe e o amor da mãe pelo filho. Quando eles são marido e mulher, essa conexão é o amor da mulher pelo homem e o amor do homem pela mulher. Quando estes são amigos que compartilham uma única aspiração e objetivo, é necessário que haja solidariedade e amizade entre eles. Que tipo de conexão nós devemos ter?

Resposta: Em nosso mundo, a conexão entre uma mãe e um filho, ou um homem e uma mulher, e assim por diante, vem por estarmos no mesmo nível egoísta, tentando alcançar algo nele. Só existem dois de nós: o marido e a esposa ou a mãe e o filho.

Porém, no nosso caso, existem três: homens, mulheres e a superior força, o Criador. Nele, nós três nos unimos no amor mútuo. Nunca são dois de nós que se conectam! Esse não é o amor animal ou a dependência física. Ele nos une apenas porque temos um objetivo, e nele, todos nós nos conectamos num todo comum. É por isso que este é um sentimento completamente diferente, que não tem nada em comum com a atração animal de um pelo outro.

Perdoem-me dizer isto sobre os sentimentos de uma mãe por seu filho, por exemplo, mas, basicamente, isso é o que existe no nível animal.

Mas aqui só o Criador, e ninguém mais, nos obriga a ter essa conexão. Somente o Criador, porque nós exigimos que Ele se manifesta entre nós. Nós seríamos totalmente estranhos sem Ele. Em outras palavras, cada vez que há uma relação entre eu e meu amigo, homem ou mulher, eu imagino a revelação do Criador entre nós.

Da Convenção de Vilnius 23/03/12, Lição 2

Esforce-se E Você Vai Encontrar!

Dr. Michael LaitmanPergunta: A transição para um novo nível deve ser consciente. O que exatamente precisamos fazer para tornar as ações conscientes?

Resposta: Não há nada específico que possamos fazer para tornar a nossa transição, nossas ações e nossa jornada conscientes. Só podemos esperar que as mudanças aconteçam dentro de nós sob a influência da Luz superior. Meus esforços apenas evocam a Luz superior, a energia superior, que me afeta.

Mesmo agora eu não sei o que vai acontecer comigo no momento seguinte, mesmo na minha vida normal. Tudo isso vem de fora e é revelado de Acima a cada momento da minha vida.

O mesmo ocorre com o trabalho espiritual. Eu me dirijo à qualidade de doação, mas ela deve vir e me afetar, e depois eu vou começar a entender o que está acontecendo comigo. Eu mesmo só posso contribuir para a minha aspiração, mas eu sou incapaz de compreender.

Aqui, nós precisamos estar conscientes do fato de que a nossa direção para cima, para frente, é sempre acompanhada de uma pergunta, um desejo para que ela realmente aconteça. A Luz superior vem do Alto e dá a resposta. Ela nos dá a resposta, já que nada pode vir de nós. Eu só espero que a Luz superior se manifeste dentro de nós.

Uma vez que não temos suficiente questionamento, desejo e impulso, a Ohr Makif (Luz Circundante) não se manifesta suficientemente. É semelhante à primeira parte da Luz em sua intensidade de desejo surgir em nós? Isto é o que importa.

Alcançar este nível significa que estamos atingindo o limite de nossa pergunta, a nossa aspiração, o nosso desejo. Então, encontramos a resposta de imediato. A Luz sempre age de uma maneira discreta, como dentro de um átomo. Quando um elétron passa de uma órbita para outra, ele libera uma quantidade de luz. Para elevá-lo a uma órbita, ele precisa ser carregado com uma quant de luz. Depois, ele se eleva, cai novamente, e libera uma quantidade de luz, e assim por diante, de acordo com o princípio do laser. A natureza é a mesma em toda parte. É por isso que o mesmo princípio age aqui.

Nós temos que subir ao nível do limiar.

Agora nós estamos num nível e continuamos a saltando para alcançar o segundo nível, mas não o estamos atingindo ainda. Estamos constantemente deslizando, perdendo este nível, tentando subir novamente, e mais uma vez nós o perdemos. Como podemos pular e subir para o próximo nível? Assim que subirmos a ele, vamos deixar de descer ou cair.

Digamos que você está tentando saltar uma mesa. Você pula metade, três quartos do caminho, ou um quarto do caminho. Toda vez, você cai de volta para o chão. Uma vez que você conseguir pousar sobre a mesa, você vai permanecer lá.

Isto é o que precisamos fazer. Não estamos dispostos a aceitar nada menos do que isso.

Da Convenção de Vilnius 23/3/12, Lição 2