Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Os Workshops São O Meio Mais Rápido Para Avançar

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que nos ganhamos com os workshops?

Resposta: Os workshops permitem esclarecer os tipos de conexões entre nós.

Pergunta: Será que eu realmente descubro uma falta de conexão com os amigos ou é o contrário?

Resposta: Ambos. Através das perguntas no workshop, eu esclareço onde estou e o que eu sou, e o que me falta para atingir o que desejo.

Juntamente com nove outros amigos, eu começo a esclarecer a questão que nos foi feita e penetro suas opiniões e pensamentos, tais como o que eles pensam sobre o mesmo tipo de conexão ou o tipo de esclarecimento. Através disso, eu já estou em contato com eles. Já vejo até que ponto nós nos “conectamos”.

Nós somos todos diferentes, e nos workshops esclarecemos como devemos nos conectar. Isso é possível? Com quem devo me conectar? Eu concordo ou discordo?

Eu constantemente construo as formas de conexão entre nós. Este é o workshop, e ele já esclarece e revela esta rede coletiva. Assim, eu tenho uma tarefa dupla:

• Por um lado, eu tenho que ver os amigos como grandes, para que eu possa baixar a cabeça diante deles e ser pequeno entre eles. Comparado a eles, eu sou um zero, enquanto todos eles são o número um com vários zeros depois dele. Dessa forma, eu sou incorporado neles e me torno um “embrião espiritual”.

• Por outro lado, eu devo ser um, ou dez, ou cem, e eles devem ser os zeros. No entanto, “zeros” neste contexto significa o quanto eu posso doar a eles e que ajuda e apoio posso dar a eles.

Portanto, a linha do meio é criada entre os dois extremos que os equilibra (=•=). Assim, o ponto de equilíbrio é criado, no qual chegamos a um denominador comum. Cada um respeita os outros tanto quanto pode, cada um se humilha perante os outros tanto quanto pode e, ao mesmo tempo, está pronto para elevar a meta e o trabalho aos seus olhos.

Tudo isso está nos nossos pensamentos quando eu estou com os amigos, e nós discutimos as questões do workshop. Eu os ouço e acho que um fala bobagem, outro não entende a pergunta, e um terceiro fala de forma lógica em vez de emocional. O quarto parece falar direto ao ponto, mas eu me ressinto do fato de que suas palavras são mais profundas e mais sábias do que as minhas.

Assim, eu começo a trabalhar mutuamente com os amigos e experimento diferentes estados, e isso é ótimo. Nós só precisamos levar a sério o que está acontecendo. “Eu vim aqui para me conectar a fim de lhes transmitir a minha energia e receber o poder de todos. Esta hora e meia é o momento mais benéfico para mim”.

Claro, eu vejo como os pensamentos estranhos me jogam em direções diferentes e como a minha resistência interna não permite que eu concorde com os amigos. Ótimo! Eu não vou encontrar uma oportunidade para um esclarecimento mais intensivo e para trabalhar numa maior “frequência”.

É uma pena que durante os workshops existam aqueles que trocam palavras como políticos, outros que usam diferentes expressões do banco que têm em sua memória, e outros se tornam psicólogos e analistas. O principal, aqui, é o sentimento que eu experimento no meu coração.

Nós devemos aprender com os desejos infinitos do ego, uma vez que ele é um “ajudante”. Nosso ego é um “anjo” nas mãos do Criador, através do qual Ele nos evoca. Então, eu preciso ver como o Criador não me deixa nem um momento de descanso, e como Ele evoca o meu ego repetidas vezes de forma diferente, a fim de permitir que eu avance tão rápido quanto possível.

Os workshops são o momento mais útil, mas, se começarmos a ter todos os dias, a frequência vai cair imediatamente, e isso vai se tornar um fardo, trabalho duro. Nós podemos pensar que é uma boa ideia continuar a Convenção por mais uma semana ou duas, ou um mês ou dois, até conseguirmos, até subirmos ao nível espiritual, mas nós somos fracos. Nós podemos esperar por mais um dia ou dois, mas não mais do que isso.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/09/12, Perguntas e Respostas

Para Cima No Balão Da Garantia Mútua

Dr. Michael LaitmanNós ainda não somos capazes de prover um ao outro com a força constante da garantia mútua, e às vezes entramos nesta condição e depois saímos dela. No entanto, nós devemos tentar minimizar o estado de saída, aqueles momentos em que voltamos a ficar preocupados conosco mesmos e nos afogamos no desejo de desfrutar. Tentem sair desse estado rapidamente, e encontrar apoio que os ajudarão a superar as preocupações convosco mesmos.

Cuidar de si mesmo parece bastante justo e justificado para nós. Nós nos sentimos inseguros e incertos sobre a recepção de nossas necessidades. No entanto, acima desse sentimento, deve haver a força da confiança chamada força da fé, a força de doação.

Talvez, a pessoa se encontre em situações muito perigosas e assustadoras. Elas não devem ser encobertas. Em vez disso, a pessoa deve exigir a força de cobertura acima delas de si mesma, do grupo, e do Criador para que não haja um vazio que precise ser preenchido com as necessidades e as coisas além do necessário, e a pessoa constrói esta cobertura, a tela, acima deste sentimento de falta e de vazio.

Ela deveria tentar fazer isso o mais rápido possível, nessas situações, nesses momentos da vida, quando a força da garantia mútua, a proteção, desaparece. Nós podemos mostrar a nossa dedicação à meta nesses momentos.

Nós não somos responsáveis pelos momentos de descida, e você não deve se arrepender que caiu, perdeu a confiança e a fé na doação e na garantia mútua. O Criador constrói novos vazios em nós, porque nenhum momento é igual ao outro.

Nós devemos dar graças que, agora, acima de seus sentimentos de insegurança, você pode construir uma conexão e doação ainda maior para fortalecer estes conceitos, de modo que eles se tornem telas fortes e protetoras para nós. A correção final significa preencher todos os momentos de descida, todos os espaços vazios que se abrem devido à revelação de um maior egoísmo, com a força da garantia mútua e confiança proveniente da doação, da adesão.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/09/12, Escritos do Baal HaSulam

Usando O Ambiente Como Fonte Da Força Superior

Dr. Michael LaitmanAs três condições de uma oração são as condições que nos permitem unir com o próximo grau: GE do inferior com o AHP do superior. Elas demonstram a lealdade da alma que é necessária e a decepção com suas próprias forças, dedicação ao Superior, fé na grandeza do superior, e o sentimento da própria inutilidade que permite anular a si mesmo.

Isso se refere à fé na grandeza do Superior, que depende totalmente da influência do ambiente. A pessoa é incapaz de alcançar isso por conta própria. A necessidade do Superior só depende do ambiente, porque a pessoa é incapaz de desenvolver sozinha a necessidade doar. Este é um objetivo abstrato que contradiz sua natureza, e é por isso que só pode vir do ambiente que a governa.

Só o ambiente pode me dar a força que me permitirá subir acima de meu corpo e decidir que a morte é melhor do que a vida sem a qualidade de doação, sem uma sensação espiritual, de modo que eu concordaria em doar em vez de receber, não mais que querendo continuar vivendo no meu egoísmo. A capacidade de realizar estas três condições depende de lealdade da pessoa ao seu ambiente, da capacidade do ambiente de convencê-la desses valores.

Ela é incapaz de desenvolver sozinha esta atitude, e, mesmo que mental e logicamente ela entenda que os livros declarem que tais são as condições do mundo espiritual, ela ainda não será capaz de aproximar-se deles. O ambiente recebeu o poder de influenciar-nos, a fim de ajudar-nos a atingir o sistema perfeito, a qualidade de doação, para sairmos de nós mesmos e nos conectarmos com outras almas quebradas.

É fato conhecido que, quando entra na turma errada, a pessoa que antes era boa e bem-educada, num curto período de tempo se torna uma criminosa, e ela mesma se torna a pior de todas elas, uma vez que usa a educação que recebeu para o pior. Por outro lado, um bom ambiente pode corrigir um criminoso anterior, mesmo que isso seja mais difícil de fazer.

O que há de especial num ambiente que se esforça em direção à meta espiritual e à conexão é que a Luz de um grau superior o ajuda. Ela executa a verdadeira ação de elevar-nos do plano em que já existimos.

Nós queremos nos conectar para nos tornar como o grau superior, e é por isso que atraímos a Luz que Reforma. A equivalência com o grau superior representa uma grande conexão entre nós e, quando queremos nos conectar com o objetivo de agradar o Criador, para materializar Seu desejo de Se revelar às criaturas, a nossa conexão recebe um poder sobrenatural do grau superior.

Esse poder depende de nosso impulso em conectar, apesar do fato de não sermos capazes de alcançar isso. Na vida regular, é muito fácil se conectar em prol de um objetivo egoísta. Há unidade e lealdade absoluta numa máfia criminosa, mas nós não somos capazes de realizá-la, e, naturalmente, não seremos capazes de fazê-lo até que a Luz nos corrija.

No entanto, nós só atraímos a Luz que Reforma com um desejo único de alcançar isso. O grupo se torna a fonte da força superior, que tem um efeito indireto como a Luz Circundante. Esta ainda não é a Luz Direta de um nível espiritual, mas, repetidas vezes, quando a Luz Circundante nos influencia em resposta às nossas tentativas de conexão, ela nos ajuda pouco a pouco, construindo gradualmente a nossa conexão.

Desta forma, através de nossos esforços mútuos quando agimos abaixo e a Luz age de cima, nós finalmente atingimos o primeiro contato com Ele. Esta Luz veste o nosso vaso, e nós revelamos o nosso primeiro grau espiritual.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 23/09/12, Shamati # 209

Reconstrução Interna

Dr. Michael LaitmanO riso durante as discussões em grupos integrais é um bom estado que leva as pessoas a compreender o fato de que somos todos animais. Nós podemos nos abrir completamente a todos. Eu não me fiz dessa maneira, a natureza o fez, e se você tem um problema com isso, então o problema está em você, porque você não consegue entender que todos nós somos apenas animais. A única coisa que eu deveria me envergonhar é que não estou usando totalmente a minha oportunidade de subir ao estado integral, às coisas que estão em meu poder no nível “humano”, e tudo o resto não é “eu”.

Em geral, o “humano” é o espírito acima do “animal” porque ele não tem uma manifestação corpórea. O humano em nós é o nosso conteúdo interior. Por esta razão, enquanto o meu conteúdo interno, chamado humano, não prevalece, processa e inclui todos os meus instintos, funções, desejos e pensamentos animais, eu devo, de alguma forma, contê-los um pouco.

No entanto, de modo geral, eu devo revelar e examiná-los num grupo, porque não tenho outro instrumento. O grupo é um laboratório onde podemos nos abrir completamente, como uma criança deitada diante de sua mãe. Quem é ela e o que é ela? É apenas um pedaço de carne, mas ela faz tudo o que precisa fazer com a criança para o seu crescimento e funcionamento. O mesmo deve acontecer no grupo.

Quando nós temos uma compreensão sóbria e sensata disso, e temos uma atitude adulta em relação ao que está acontecendo conosco e o que precisamos fazer com nós mesmos, então já estamos num estado onde a natureza está trabalhando conosco, guiando, crescendo, e nos desenvolvendo no caminho da evolução. Então, isso é necessário.

Eu acho que a pessoa pode se abrir completamente no grupo completo, e, naturalmente, o grupo precisa estar preparado para isso. Se eles interagirem constantemente desta maneira entre si, eles vão conseguir. A vergonha desaparecerá. Não há estado de “vergonha!”. Você só deve se envergonhar de uma coisa: deixar de subir e elevar os outros. A reconstrução interna de toda a escala de importância dos pensamentos, sentimentos, desejos e a reavaliação de valores, tudo acontece muito rápido.

Da Discussão sobre Formação Integral 05/03/12

Um Homem Com Mil Faces

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nos grupos integrais há discussões na forma de tribunais. O nós devemos alcançar como grupo no final deste tipo de julgamento?

Resposta: O julgamento deve ser baseado de forma muito mais rigorosa, precisa e mais claramente diferenciado, para que mais tarde você possa classificá-lo como um registro de julgamento, que você entende o que aconteceu, o que temos agora, e o que vai acontecer.

Cada pessoa deve avaliar o grupo e a si mesma a partir do nível “humano” e do nível de seu egoísmo, isto é, da perspectiva de uma série de papéis, como o de juiz, da defesa, do júri, e de um observador, um ouvinte, e da vítima, o lado lesado.

Há muitos papéis em cada um de nós, porque cada pessoa é constituída por todos os outros. Por exemplo, existem cinco partes interpretando papéis num grupo. Isto significa que cada pessoa deve encontrar estes cinco níveis dentro de si, e, em cada nível, deve sentir como ela considera esta situação à medida que se separa de todos os outros.

Então, ela chega à conclusão de que, em geral, não há ninguém para julgar e nada para julgar. Ela entende quem pode julgar e quem pode justificar, e tudo o que fazemos só tem o direito de existir quando persegue um único objetivo: a conexão.

Quando a pessoa é capaz de mudar suavemente as faixas – como um regulador, para ir de um nível para outro – então ela realmente se torna internamente suave e integral. Ela ativa todas as suas qualidades, começando com as qualidades mais baixas, animais, e terminando com as qualidades mais altas, que se originam apenas nela, e, desta forma, ela avança.

Da Discussão sobre Formação Integral 05/03/12

Mais Importante Que A Própria Vida

Dr. Michael LaitmanEm grupos de aprendizagem integral, as pessoas experimentam sérias alterações durante o curso das discussões. É possível dizer só de olhar para elas, o desenvolvimento feroz que elas estão passando. Afinal, o material que estão estudando não é um simplesmente um material simples. Quando trabalhamos com ele, nós evocamos as forças da natureza ocultas em nós. Quando falamos do nível seguinte, as forças desse nível, neste campo, interagem conosco e constantemente evocam fortes reações e mudanças turbulentas. As pessoas sofrem vários e sérios processos internos.

E quando elas se separam, elas sentem o quanto não têm esse tipo de comunicação. É por isso que é necessário manter esta conexão virtual que elas conseguem criar entre si. Isto é muito importante, porque é semelhante a partir com algo grande, algo que, gradualmente, se torna um pouco mais importante do que a própria vida.

Quando os grupos começam a viver essa vida interior, eles se conectam a uma nova fonte, o próximo nível de existência. Então, esta separação do grupo pode ser percebida pela pessoa como algo muito dramático, e nós também temos que pensar em amortecer o processo de sua separação ou em dar-lhe um substituto, caso contrário, a pessoa vai se sentir como se estivesse morrendo.

Da Discussão sobre Formação Integral 05/03/12

Como Vencer A Luta Com Você Mesmo?

Dr. Michael LaitmanUma pessoa luta batalhas cruéis no caminho para alcançar a meta de criação, ataca e luta contra os problemas. É tão duro alcançar esta meta e, de fato, é praticamente impossível, uma vez que é contra a nossa natureza. Não podemos transcender a natureza; não temos poderes para isso.

Uma pessoa só pode trabalhar na faixa das oportunidades que lhe foram dadas. A meta que estamos buscando, tentando descobrir o mundo espiritual e alcançar equivalência de forma com o Criador, está acima de nós e é oposta aos nossos atributos, de modo que a pessoa simplesmente não consegue fazer isso.

Portanto, o Rabash diz que um grupo unido de pessoas deve se reunir, em um só lugar, sob a liderança de um homem, sob a influência do Alto, do professor, do Criador, do grupo, e de todos os seus membros. Só então seremos capazes de tomar medidas para mudar a nossa natureza.

Não é tão ruim que não possamos mudar a nós mesmos. O problema é que, apesar de tudo, estamos sempre tentando alcançar a meta por nós mesmos: ficamos com raiva, pressionamos, e agimos como se estivéssemos acostumados a isso no mundo – atacando de repetidamente, fazendo um esforço coletivo. Pensamos que vamos lutar e vencer.

Mas não podemos ter êxito e ganhar desse jeito. No final, teremos de chegar a um estado em que realmente queremos a meta desejada, mas não podemos alcançá-la. Este é o reconhecimento que deveríamos alcançar.

Nós temos que lutar, tentar, mas quanto mais dizemos uns aos outros que precisamos de ajuda do Alto, menos energia perderemos em vão.

Por que devemos lutar em vão contra este monstro, que é a nossa natureza egoísta? Nós não seremos capazes de vencer o ego pelas nossas próprias forças, uma vez que elas também decorrem do mesmo ego. É impossível vencer o ego com poderes egoístas; a pessoa está enganando a si mesma!

É por isso que nos foi dado o grupo. A pessoa começa a entender que, enquanto ela lutar sozinha, ele vai ficar no mesmo sistema, no vaso único, em seu próprio casulo. Ela vai girar em torno de si como um cão perseguindo o próprio rabo e nunca vai quebrar este círculo fechado.

Se ela entende isso, ela começa a olhar para o grupo. Pode ser que ela esteja no grupo há um longo tempo, mas não tenha consciência de que este é um ambiente que lhe foi dado para ela trabalhar. Ela pensava que estes eram apenas amigos com quem ela jantava e estudava como é aceito em nosso mundo. Mas, no final, ela se desespera de suas próprias forças e entende que precisa da ajuda do Alto.

Ela não vê o Criador e não sabe como se dirigir a Ele. Ela não sabe se o Criador ouve seus pedidos ou não, e se Ele responde. Talvez ela esteja apenas gritando no deserto, desperdiçando seus esforços e atormentando seu coração. Mas ela não sente que isso conduza a algum resultado.

Quando ela entende que está perdida sem o apoio dos amigos, ela realmente precisa de um grupo.

Caso contrário, nada irá ajudá-la e ela vai acabar sua vida como o animal que nasceu. A partir desse momento ela começa a olhar para o seu ambiente de forma diferente. Ela entende que ele foi dado a ela por uma razão, e que o Criador lhe trouxe ao seu bom destino e lhe disse: “Pegue!”.

Da Palestra dedicada ao Dia em Memória do Rabash 20/09/12

 

Uma Oração Pelo Inatingível

Dr. Michael LaitmanA diferença entre as nossas ações reside apenas em saber se elas levam ao Criador ou não. Nós não podemos revelar o Criador se todos não estiverem conectados em primeiro lugar, uma conexão sem quaisquer diferenças, pelo bem-estar geral de todos.

Eu deveria sentir que não existo mais como indivíduo; eu só realizo essas ações e esqueço de mim mesmo. Eu nem sequer vejo ou sei o que fiz. Eu não preciso disso, pois caso contrário eu posso começar a desfrutar meus méritos e procurar maneiras de me justificar.

De certa forma, isso reflete o que é a doação. Naturalmente, é impossível alcançar tais atributos. Quando nós esclarecemos isso para nós mesmos, descobrimos que a doação é inatingível e, gradualmente, começamos a perceber que ela deve vir até nós de fora.

Quanto mais nós tentamos mais vemos que não podemos fazer isso, e por isso se torna mais claro que apenas a força superior pode nos ajudar, algo irreal. Então, nós exigimos que isso aconteça. Isso já é uma oração.

Da Palestra antes da Convenção de União 20/09/12

 

Do Egoísmo Ao Amor É Uma Parada Ascendente

Dr. Michael LaitmanO único meio para o avanço espiritual é trabalhando no grupo, graças ao qual nós esclarecemos se queremos nos conectar um com os outros. No final, nós descobrimos que não podemos nos conectar, nem sequer queremos, e rejeitamos totalmente a conexão mútua.

Toda a nossa natureza se revolta contra tal conexão. Nós estamos prontos para tolerar qualquer coisa, exceto isso. Há relações que nós apreciamos e queremos, mas a conexão com os amigos, uma conexão mútua onde cada indivíduo serve o geral, o nosso coração nunca vai concordar com isso.

Somente tal relação mútua é chamada de “conexão”, onde cada um é como um componente num circuito elétrico, ou num motor. Assim, em cada sistema integral, cada componente é parte do sistema e tem que realizar o seu trabalho e manter suas obrigações para com as outras partes.

A fim de fazer isso, é preciso anular o ego. As pessoas cujo ego não é tão desenvolvido estão prontas para estar com as outras, e é fácil para elas estar próximas, sentir as outras, ser amigas. No entanto, quanto mais a pessoa se desenvolve, mais o seu ego cresce e mais difícil ela acha se conectar com as outras. Afinal, ela não sente que tem amigos.

Antigamente, mesmo algumas décadas atrás, as pessoas se sentiam perto umas das outras, mas hoje todo mundo vive por si. Nós nem percebemos como todos estão fechados em seu nicho. Nós nos escondemos atrás da tela do computador e chamamos isto de relacionamento. Sentimo-nos melhor assim, mais confortáveis! Toda a humanidade é assim agora.

Existem diferentes métodos para fazer as pessoas se conectarem, que se baseiam principalmente no nazismo, fascismo e fundamentalismo. Esses métodos são destinados a despertar o sentimento de solidariedade nas massas. Em certa medida, eles impedem seus desenvolvimentos psicológicos e por isso é mais fácil de manipulá-las.

Porém, no desenvolvimento espiritual há duas abordagens opostas que estão integradas. Por um lado, a pessoa tem que ser muito desenvolvida, um grande individualista. Cada um deve sentir que está totalmente isolado e que não pertence a mais ninguém. Isso é tão importante que parece como se ele não pertencesse a este mundo.

Por outro lado, nós somos obrigados a nos conectar de forma tão poderosa que todos devem se anular totalmente contra seu desejo de anular os outros. É a exigência mais irreal que pode existir em nosso mundo, e é contra a tendência do desenvolvimento humano. Afinal, à medida que o ego se desenvolve as pessoas se tornam cada vez mais distante uma das outras. Todo mundo se afasta dos outros e se escondem atrás de seu computador, seu celular, ou em casa.

Todo mundo vive no nicho que criou para si mesmo. De repente, ele é obrigado a fazer o contrário: deixar seu nicho e se conectar em seu coração e alma. Aliás, nós temos que fazer isso não por sermos forçados, mas querendo isto por nós mesmos! Afinal de contas, nós descobrimos que essa unidade é o valor mais alto.

Não há nenhuma vantagem nisto, mas este é o lugar onde está a verdade. Por isso, é muito difícil abordar os valores de doação e amor, se internamente em nossos sentimentos, não encontramos uma justificativa para isso.

Mas este é o princípio segundo o qual o mundo espiritual funciona! Para adquirir estes valores, que são totalmente opostos aos nossos valores atuais, nós temos que recrutar a ajuda da força superior. Assim, ela irá nos influenciar e nos mudar.

Nós temos que pedir isso durante o estudo. Afinal, nós estudamos as ações que ocorrem num nível mais alto – ações de doação, de amor e conexão – trabalhando nos sistemas das almas. Não se trata de um sistema mecânico sem emoção, mas um sistema vivo no qual a mente e os sentimentos agem de acordo com a lei da garantia mútua.

Nós estudamos as relações entre os nossos desejos, que estão em doação mútua, e queremos nos assemelhar a eles, o que significa estudá-los, conectar a eles e entrar no mesmo estado. Assim, somos atraídos a este estado e estimulamos a influência da força chamada “Luz que Reforma”.

Nós temos que pensar e estudar esses estados superiores, sobre como nossos desejos egoístas agem com lealdade na doação mútua.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/09/12, O Zohar

O Egoísmo É A Força Que Se Opõe À Unidade

Dr. Michael LaitmanNós só consideramos egoísmo quando as pessoas do grupo se repelem, e não quando uma pessoa está tentando alcançar a posição mais confortável e vantajosa, querendo vencer numa sociedade comum. Este último é o egoísmo normal diário.

Aqui nós queremos dizer o egoísmo social, quando um estado desejável é definido precisamente no grupo, quando o objetivo é se aproximar mais e subir acima das propriedades e desejos naturais da pessoa, quando ela tem que subir acima de si mesma e entrar no desejo comum integral, onde ela não será “eu”, mas sim “nós”, e seu “eu” será anulado e reprimido, permanecendo na parte inferior, enquanto o “nós” será cultivado. Em tal estado, a oposição interna da pessoa com esta aspiração é chamada de egoísmo.

Isto é, o egoísmo é uma força que se opõe à unificação do grupo.

Da Discussão sobre Formação Integral 04/03/12