Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Quando A Sepultura Fica Cheia

Baal HaSulam, “Matan Torah (A Entrega da Torá)”: Na verdade, sabemos que, por essa razão, a Torá não foi dada aos nossos santos pais, Abraão, Isaac e Jacó, mas foi retida até ao êxodo do Egito, quando eles saíram e se tornaram uma nação inteira de 600 mil homens de 20 anos de idade ou mais. Em seguida, a cada membro da nação foi perguntado se ele concordava com esse trabalho exaltado. E uma vez que todos e cada um na nação concordaram com isso no coração e na alma, e disseram: “Faremos e ouviremos”, depois tornou-se possível manter toda a Torá, e o que antes era impossível se tornou possível.

No início todos participam individualmente no grupo e não por vontade própria, mas por obrigação. Vemos que respeitar nossas obrigações para com os nossos amigos é seguir a opção de ser atencioso com todos e seguir o caminho espiritual. Até que ponto uma pessoa entende que seu avanço depende totalmente de sua cooperação mútua e sua conexão com os outros, na elevação acima de seu ego, acima de sua fraqueza e sua preguiça? Será que ele pelo menos procura os poderes da cooperação geral e do trabalho geral?

Se mantivermos essas condições, então, de um conjunto de pessoas comuns forma-se um grupo. Então, como no exílio no Egito, experimentamos diferentes períodos, bons e maus, nós trabalhamos duro e temos que transformá-lo em santo trabalho para o Criador. Aqui tudo depende de quanto as pessoas conseguem identificar o local em que elas possam cumprir a meta.

Não pode haver um êxodo do Egito a menos que encontrem a deficiência em si que lhes permita unir-se mais de perto. Isto porque a saída da escravidão egoísta é dores de parto, quando eu simplesmente tenho que chegar à conexão, quando estou melhor morto do que vivo. Então, eu entendo que eu estou enterrado no meu desejo, em meu ego, como num túmulo. De lá, eu nasço para a Luz, mas só se eu me conectar com outras pessoas. Esta é a única maneira do nascimento poder ter lugar. Então eu alcanço a entrega da Torá, o que significa que eu chego à instrução, o guia, a conexão com os outros.

Não pode haver qualquer outro tipo de trabalho e não pode haver um êxodo do Egito, se eu não gritar que eu quero servir o Criador. É com este desejo que Moisés se vira para o faraó: “Quero trabalhar para o Criador, para me conectar em garantia mútua” Por isso, eu tenho que sair do ego, superá-lo, escapar de Faraó. É uma obrigação, uma vez que o próximo nível é tão desejável, tão necessário, que eu sou como um embrião em desenvolvimento que não pode mais ficar no ventre de sua mãe e deve nascer.

Baal HaSulam escreve sobre isso no artigo “E isto é para Judá”, dizendo que o resgate futuro já está revelado no nível anterior, no exílio. A diferença entre o exílio (Galut – גלות) e redenção (Geula – גאולה) é a letra “Aleph” (א), que simboliza o Criador, o campeão do mundo. O Criador não pode ser revelado no exílio (Galut) uma vez que não pode haver um vaso corrigido aí. É porque você ainda está no seu ego, mas quando você subir acima do seu ego, ele é chamado o êxodo do Egito, e depois de adquirir o primeiro vaso espiritual, então você pode revelar o Criador.

Da 4 ª parte da Lição Diária da Cabala 24/09/12, “Matan Torah (Entrega da Torá)

É Agora Ou Nunca

Dr. Michael LaitmanImagine que você vem para a aula e seu braço dói muito; você vai pensar na dor o tempo todo, é claro. Ela irá interferir em seu estudo e irá causar grande desconforto. Você não vai saber como se livrar desta dor e não será capaz de esquecê-la.

A questão é como nós devemos sentir a mesma dor por não ter atingido ainda o fim da correção, por não ter atingido a nossa meta final? Eu não quero esperar um único dia! Se isso é tão importante para mim, eu estou ardendo de impaciência, como um bebê: eu quero agora e imediatamente!

O problema é que eu não quero o que eu deveria querer. Onde eu posso obter o desejo correto? Esta é uma razão para a oração.

Eu não vejo nenhuma pressa para me conectar com os amigos e alcançar o amor ao próximo, a fim de alcançar a meta espiritual. Estes são problemas acima de outros problemas que definem muitos obstáculos diante de mim, um após o outro. Se eu realmente quisesse alcançar a meta, eu amaria os amigos; afinal, ela é inatingível sem eles. Mas a questão é que eu não preciso desta meta: Será que alguém quer dar? Assim, eu não preciso dos amigos e não quero pagar pela meta do amor ao próximo. Isso tudo parece muito distante, nebuloso e irreal. Eu sento na frente do livro durante a aula pensando: “O que estou fazendo aqui?”.

Portanto, nos recebemos uma ferramenta chamada de Torá, na qual há a força que nos leva à meta. Para nós, este é o nível superior do qual a força chamada a Luz vem e nos puxa para frente. É nisso o que nós temos que pensar durante a aula, assim como você pensa no braço que dói e que pretende curar.

Não importa o que você esteja lendo no momento, você tem que pensar na sua “doença” e sonhar com a cura. Se você não tem uma deficiência para isso, peça que ela seja dada a você, conecte-se aos amigos, verifique que desejos que elas têm.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/09/12, O Estudo das Dez Sefirot

A Magnitude Dos Desejos Espirituais

Dr. Michael LaitmanPergunta: Onde está a fronteira entre a supressão dos desejos materiais e a obtenção dos desejos espirituais?

Resposta: Nós não suprimimos nossos desejos! Nós apenas os discutimos e imediatamente atribuímos mais peso, grandeza, ao nível imediatamente superior dos desejos, aos que nos levam à unidade e integridade, uma vez que eles são muito mais importantes, melhores, mais elevados, superiores e valorizadas do que as nossas inclinações egoístas. É por isso mesmo que os nossos desejos egoístas são aparentemente de um tipo positivo, como querer ouvir certo tipo de música, ou ler algum tipo de literatura, ou ir ao balé, ou assistir a um jogo de futebol, ou ir a um clube, ou comer um tipo especial de alimentos, o que quer que seja.

Em outras palavras, nesta fase, com a ajuda do grupo, eu tenho que receber uma impressão muito séria e forte de que estes padrões coletivos integrais e globais são de um nível superior. Eles não são um nível acima, mas incomparavelmente mais avançados do que os nossos desejos instintivos animais acima mencionados, que a natureza automaticamente despertou dentro de nós, e que nós, como escravos, tentamos realizá-los rapidamente.

Da Discussão sobre Formação Integral 01/03/12

A Conexão Entre Nós Consiste De Dez Sefirot

Dr. Michael LaitmanNão basta simplesmente se conectar com as centelhas dos nossos amigos. Nós também temos que estudar; o conhecimento vai nos moldar e ensinar como nos conectar com as centelhas. Até agora, não temos ideia de como nos unir, já que não estamos familiarizados com o sistema espiritual. Assim, nós lemos sobre ele, ouvimos e estudamos. Nós aprendemos que temos que nos conectar e formar um sistema que consiste de 10 Sefirot, Partzufim, mundos, Luz Circundante e Luz Direta. Todos estes nomes descrevem a conexão que precisamos alcançar entre nós.

A principal coisa é ajustar-nos para receber ajuda do Alto. Não basta apenas pensar em se conectar com as centelhas dos nossos amigos; nós precisamos de alguém que nos unirá juntos. Nós temos que apelar à força superior para que Ela faça esse trabalho para nós. Nós levamos a nossa conexão quebrada à força superior e reclamamos de nossa incapacidade de nos unir. É semelhante a um bebê chorando que se aproxima de sua mãe e pai com um brinquedo reclamando que não consegue fazer nada porque o brinquedo está quebrado e não funciona mais.

A Luz superior propositalmente quebrou o vínculo entre nós, para que pudéssemos exigir que ele fosse restaurado. Quando alguém apela para a força superior com este pedido, juntamente com seus amigos, isso significa que já está dentro do sistema corrigido. Isso é chamado de “Israel, a Torá e o Criador são um”.

Israel representa todos nós, aqueles que estão orientados “diretamente ao Criador” (Yashar-El). A Torá é a Luz que buscamos a fim de sermos reunidos novamente. Nós estudamos suas ações com os livros. O Criador é a força superior, a fonte da Luz que retorna à benevolência e nos reúne de volta juntos. Isso explica porque isso se chama retornar à fonte do bom estado que existia antes da quebra. É assim que atingimos a correção.

Neste ponto, nós temos que esclarecer numerosas fases, embora tenhamos que entender que a pessoa é totalmente incapaz de fazê-lo por conta própria, porque ela vai sempre tender a trabalhar internamente e presumir que tem poder suficiente e qualidades para apelar ao Criador e gritar para Ele por conta própria.

Mas, eu nunca vou ser capaz de me dirigir ao Criador sem apresentar o vaso quebrado que consiste de pelo menos 10 amigos que querem se reconectar. Eu serei um deles. E se existem amigos que entendem que precisam se conectar, a fim de revelar o Criador, e se eles tentam apelar ao Criador, para que reine a doação e o amor entre eles, isso acontece.

Da Discussão na Refeição em Comemoração ao Rabash, 20/09/12

A Garantia Mútua É A Condição Para O Nosso Nascimento Espiritual

Dr. Michael LaitmanGraças à garantia mútua a pessoa chega a um estado em que sente que todos a apoiam, a fim de fornecer-lhe tudo o que ela precisa. Em seguida, ela pode pensar nos outros. É somente sob esta condição que ela se eleva acima de seu ego.

Não há outras forças. O ego é a única força que nos domina e apenas num grupo podemos neutralizá-lo.

Se o grupo não neutralizar e anular o meu ego, eu nunca serei capaz de fazer isso sozinho. Eu serei sepultado nele para sempre e não poderei nascer, sair dele. A garantia mútua é a lei da vida para mim, é a condição prévia para o meu nascimento espiritual.

A menos que eu receba do grupo o sentimento seguro de proteção integral e de provisão de tudo o que preciso, eu não serei capaz de elevar-me acima de mim. Na verdade, é a garantia mútua que dá nascimento a este sentimento em mim, e não depende mais de mim. Se os amigos me influenciarem por sua garantia mútua, eu não vou parar de pensar neles de forma alguma. É assim que funciona.

É como um bebê nos braços de sua mãe, que sente que não tem problemas. Ele se sente instintivamente seguro, e que será suprido com tudo o que precisa. Assim é como eu devo me sentir, como um bebê nos braços do grupo, que sente que todos os seus problemas sumiram, todos os pensamentos, ansiedades e perguntas.

Não há nada que esteja conectado a mim; é como se eu estivesse flutuando no ar. A partir de agora eu posso começar a pensar nos outros.

Nós estamos falando de leis imutáveis, de forças que atuam sobre nós. Não é minha fantasia ou um palpite. Se a força da garantia mútua age em mim, eu me desapego, e não faz nenhuma diferença se eu quero ou não. Se os amigos agem em mim com esta força, eu estou livre da dominação do ego. A partir desse instante eu posso pensar nos outros.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/09/12, Escritos do Baal HaSulam

Não Nos Faça Transportá-lo Numa Maca!

Dr. Michael LaitmanSe você não realizar a ação correta durante a descida, você está criando uma dupla Machsom (barreira) diante de você. Você deve superar uma Machsom durante a revelação de um novo vazio, mas você adia e diz que não estava em seu poder fazer isso. Agora, você terá que esperar até que o Criador se volte para você mais uma vez, o que significa que novas condições para corrigir esse fenômeno serão reveladas em você novamente, mas de forma diferente. O Criador muda um anjo, uma força, por outro e dá à pessoa outra chance de avançar.

A pessoa coopera dentro de um sistema pleno onde ela tem que completar a sua parte, que depende exclusivamente dela, para garantir a existência de todo o sistema e avançar em direção à meta. Esse movimento ocorre em todo o sistema, onde cada parte é estimulada e depende das outras, de acordo com a ordem de correção de baixo para cima, na cadeia das Reshimot (genes informativos).

O que vai acontecer à pessoa que não realiza suas Reshimot? Outros terão que fazer seu trabalho. Então, a pessoa prejudica a todos seriamente se não realiza as tarefas que lhe são reveladas. Com isso ela prejudica todo o sistema, todo o grupo. Ela não permite que o grupo avance e o faz trabalhar em correções extras a fim de completar o que ela não pôde fazer. Eles têm que levá-la em suas costas, como numa batalha, quando você tem que levar um soldado gravemente ferido numa maca. É uma situação muito triste para o grupo.

Uma vez que todo o sistema é pleno, e o surgimento das Reshimot determina quem deve atuar primeiro e quem deve atuar depois, e como estamos conectados uns aos outros, todas as nossas ações dependem um do outro e se completam. Por não realizar sua tarefa a tempo, você imediatamente condena a si mesmo e o mundo inteiro, em vez de julgar a si mesmo e o mundo à balança de mérito. Você está em pé sobre a balança inclinando-os para um lado ou para o outro, sendo responsável por todo o mundo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/09/12, Escritos do Baal HaSulam

Você E Eu E Todo O Mundo Também

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nos workshops nós nos sentamos juntos e trabalhamos na cooperação entre nós, mas o que eu tenho que sentir durante o dia, quando não estou em interação com os amigos?

Resposta: Imagine que você está sentado com eles, num círculo de dez homens. Como você vai senti-los, como você vai mutuamente cooperar com eles? Por que você faria isso dessa forma? Continue esclarecendo as relações entre vocês e não pare as discussões, já que este é o padrão da alma, que mais tarde vai crescer durante todo o caminho a Ein Sof (Infinito). Isso é tudo. É lá, nas relações que você esclarece, que você descobre todas as dez Sefirot, toda a rede dos mundos; está tudo lá entre vocês.

Tomemos a conexão mútua entre eu e você e o sistema geral, por exemplo. Se nos unirmos, eu irei alcançar Ein Sof, o que significa que não há fronteiras entre nós, que estamos juntos.

Agora existem cinco mundos nos separando: Assiya, Yetzira, Beria, Atzilut e Adam Kadmon. Por ficar mais perto de você, eu vou até os níveis desses mundos até reduzir a distância para zero e entrar no mundo de Ein Sof.

Tudo começa e termina aqui, na conexão entre as almas. Isso é tudo. A maravilha é que se você estiver realmente diminuindo a diferença com outra pessoa, sem mentir para si mesmo, então você também está se aproximando de todos os outros bilhões. É exatamente a mesma coisa.

É porque estamos num sistema integral, analógico, e assim todas as conexões se concentrarão na conexão entre você e eu. Todo o sistema irá se exibir entre você e o amigo de quem você deseja se aproximar.

Um sistema analógico é como uma imagem holográfica: cada detalhe nele é feito de todos os outros. Como resultado desta plenitude, você terá que corrigir todo mundo e determinar sua atitude para com todas as almas, a fim de se conectar com o seu amigo mais próximo.

Portanto, não abandone a imagem da união geral; permaneça nela, continue nos workshops e você terá sucesso. É o workshop que lhe oferece trabalho mútuo. Os amigos podem despertá-lo e fazer você ver quão importante é o objetivo, e fornecer a você combustível. Eles o ajudam e você os ajuda. Você quer e tem que justificar o amigo, não importa o que ele pareça a você, e você deve continuar este trabalho, tanto quanto possível, mesmo internamente, com outras pessoas.

Pergunta: Portanto, para que eles existem? Por que eu deveria gastar toda a minha vida num círculo de amigos? Seria possível que os outros fossem apenas interrupções que devo ignorar?

Resposta: Não, você também deve trabalhar com eles, mas de forma diferente. Você tem que aceitar todas as condições externas como correções da alma, as correções das conexões com outras pessoas. Mesmo se você trabalha como um guarda florestal no mato, onde não existem pessoas, você ainda tem que esclarecer suas relações mútuas com a humanidade: “Por que estou fazendo isso?”. Com isso, você está “sentindo” e esclarecendo a sua própria alma.

Em cada situação neste mundo, nós temos que ver a rede pela qual entramos na espiritualidade. Você não pode se afastar de todos e ficar apenas com o grupo. De uma forma ou de outra, nós temos que estar conectados com o mundo inteiro e especialmente em nossos tempos, quando temos que corrigir o mundo inteiro.

Portanto, você tem que trabalhar, tem que casar, tem que estar conectado com o mundo e incluído no sofrimento dele. Então, como se diz, você será recompensado com o conforto do público.

Além disso, se você se voltar às pessoas a fim de levá-las ao método de correção, seja qual for a forma, você está suficientemente incorporado nelas através disso, para que você possa continuar o trabalho interno. É simplesmente uma oportunidade maravilhosa sair de você mesmo e entrar nas massas, a fim de incluí-las mais tarde no processo de correção da conexão entre nós.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/09/12, Perguntas e Respostas

Um Bom Lugar No Andar Superior

Dr. Michael LaitmanO grupo é meu Criador. Se nós estamos numa conexão corrigida e, de repente, eu caio desta conexão e fico fora, sozinho, então uma diferença é criada, uma diferença (Δ) entre eu e a união geral. Assim, para mim, essa conexão é o nível superior, o Criador, meu salvador. Assim, eu me volto a Ele, oro, e peço que Ele me leve de volta. Eu quero estar integrado Nele, aderir-me a Ele.

Os Cabalistas nos dizem que houve uma descida dos mundos, desde o mundo de Ein Sof (Infinito) até o nível deste mundo, e agora eu preciso retornar gradualmente através da ascensão dos níveis. Mas eu não sei nada sobre isso. Eu só sei uma coisa, que existe eu e meu superior. O que é o superior? Eu também não sei. Para mim ele é ilimitado. Eu não o entendo nem o sinto. Só sei que há algo superior acima de mim.

Eu tenho uma única maneira de imaginar o superior para mim mesmo, e essa é a forma do grupo, uma vez que ele é um sistema completo, onde todos estão conectados entre si (Σ). Acontece que este é o meu nível superior de acordo com suas propriedades e definição.

Então, você pergunta, “Onde está o Criador, a força superior, a Luz?”. Na verdade, dentro deste sistema o Criador é revelado, a força superior. Eu O sinto lá. Esta Luz é descoberta em nossos Kelim (desejos) como impressão nos atributos que eles adquiriram.

Quando nossos desejos começarem a se conectar em todos os tipos de conexões, impressões que nós chamamos de Luz irão aparecer neles, mas não é a Luz em si, mas certo tipo de vibrações na alma que Ela atrai. Você mede essas vibrações e as determina como a Luz de Ruach. E outras vibrações já serão a Luz de Neshama ou a Luz de Haya.

Eu só alcanço a mim mesmo, mas a partir das ações do Criador em mim, eu O conhecerei. O que eu sinto dentro da conexão, eu dou o nome de ‘Luz’ e ‘mundo superior’. O que eu sinto fora da conexão é chamado de ‘mundo inferior’ e meu ‘eu’.

O grupo não são os rostos que eu vejo na minha frente, mas seu modelo interno, nossa conexão, que existe invisível aos meus olhos. Há um grupo que está em união e no estado de Gmar Tikkun (a correção final) e existe a imagem que eu vejo, os seres humanos como tais.

O que eu vejo depende de mim. Mas, na verdade, o grupo existe numa forma corrigida; eu preciso acreditar nisso com a fé acima da razão. O Criador diz: ‘Eu trouxe você a um bom lugar. Você precisa se ajustar a ele, se conectar a ele, curvar sua cabeça diante dele. Eu trouxe você para um lugar onde Eu serei revelado, se você aceitar isso!”.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 16/09/12, O Estudo das Dez Sefirot

O Amor Não É O Que Nós Pensamos

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Matan Torá (A Entrega da Torá)”: É porque, na verdade, com relação a uma pessoa que ainda está dentro da natureza da Criação, não há diferença entre o amor por Deus e o amor por seu companheiro. Isto é porque qualquer coisa que não seja ele é irreal para ele.

Eu não posso sentir os outros. Eu os sinto na medida em que dependo deles. Em outras palavras, eu realmente não sinto os outros, mas sinto minha dependência deles, o quanto eu posso perder se algo acontecer com eles.

Esta é a única maneira de calcular tudo. Mesmo a mãe sente o quanto ela pode perder se o bebê tiver algum problema. Esta é a escala que chamamos de “amor”.

“Eu te amo” significa que eu dependo de você. Então, não é de forma alguma o amor espiritual, mas o amor corporal. Eu gosto de alguém e temo que algo possa acontecer com ele, pois, caso contrário, eu vou sofrer. Eu amo alguém com quem me sinto bem. Ele pode ser o meu filho que me dá prazer.

Nós, porém, estamos falando de algo que é totalmente diferente: sobre como, do amor pelas criaturas, chegamos ao amor pelo Criador. Apesar de usarmos o exemplo do amor de uma mãe em nosso mundo, nós não sabemos realmente o que significa o amor no nível “humano”.

Nós temos que desenvolver um tipo totalmente novo de amor. A palavra em si é enganosa, e nós temos que ter o cuidado de não cometer erros. Trata-se de uma relação e de um discernimento totalmente diferente, sobre a doação que vai de mim para fora, para alguém que está fora de meus sentimentos.

Hoje, eu sinto todos. Eu sinto o que está acontecendo no mundo, e é apenas de acordo com o cálculo de ganhar ou o medo de perder. O desejo de receber está à procura de fontes de prazer e fica longe do que possa prejudicá-lo.

Estas são as únicas coisas que entram em mim, mas eu não sinto nada, isso não faz parte do meu prazer ou sofrimento. Isto porque o meu “material sensível” é o desejo de desfrutar. É a Masach (tela) onde as imagens da minha realidade são refletidas. Em tal exibição, eu só posso ver coisas que estão dentro da faixa de meu interesse, o que poderia me trazer benefício próprio ou dor e sofrimento.

Há coisas que eu não sinto, porque não me causam prazer ou dor, como diferentes campos, ondas, raios-X, e assim por diante. À medida que nos desenvolvemos, nós reconhecemos mais coisas a que devemos prestar atenção, porque elas podem ser benéficas ou prejudiciais.

É o mesmo quando se trata do amor dos amigos. Nós não sabemos o que significa e não o sentimos em nossos sentidos. Com o que podemos compará-lo? É ruim quando você é amado? Não é o amor dos amigos em relação a mim, mas meu amor para com eles, quando eu me entrego totalmente a eles, cuido deles, me preocupar com eles, os ajudo, e doo a eles.

Quem precisa de tal amor em nosso mundo? Se eles me amassem e me servissem, seria outra questão: “Eu estou pronto para receber o seu amor. Vá em frente; quem é o primeiro?”.

No entanto, nós estamos falando de uma transição para o nível do amor ao Criador, da garantia mútua. O objetivo da criação é amar ao amigo (próximo). Através disso, nós podemos desfrutar a doação, mas só a doação a fim de não desfrutar. Nós estamos doando contra o desejo, superando-o.

Portanto, nós devemos prestar um pouco mais de atenção no sentido correto do nosso trabalho em grupo. É impossível interpretá-lo de acordo com as imagens em nosso mundo. Proximidade, amor e conexão são conceitos que existem acima da superação, acima da Machsom (barreira). Até então, eu não vou superar nada, mas estou simplesmente passando pelo período de preparação.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/09/12, “Matan Torá (Entrega da Torá)”

Mover-Se De Um Ataque Para Uma Guerra Diária

Dr. Michael LaitmanÉ muito importante participar das Convenções e reuniões que temos, já que este ataque realmente avança a pessoa e lhe permite chegar mais perto e se conectar a outros.

Há pessoas que ainda acham muito difícil sentar-se com outros, e elas contam as horas até que tudo isto finalmente acabe e elas possam ir para casa. Mas é importante sentir até mesmo tais situações profundamente, já vez que é uma boa forma de aprender. Nós devemos apenas tentar não ficar presos neste estado por um longo tempo e avançar o mais rapidamente possível. Tudo é determinado de acordo com a forma como você se subjuga diante do ambiente.

Não devemos pensar que estamos avançando apenas durante esses ataques, quando estamos sob a influência do poderoso ambiente, subjugando-nos diante dele, já que não temos escolha. É possível avançar ainda mais rápido durante a lição diária habitual. Em cada lição uma luz muito forte nos é revelada, ainda mais forte do que durante a Convenção.

A questão toda é que durante a lição nós não conseguimos manter a mesma nitidez dos sentidos e a devoção na mesma intensidade. Durante as Convenções, as ações especiais, as condições especiais e a sensação do ataque, nos influenciam. Durante a lição é uma guerra contínua.

Nós temos que construir o poder durante a Convenção, o poder que atingimos durante o ataque, mas depois temos que cumpri-lo no dia a dia e entender que estas são as verdadeiras condições da guerra. Durante a lição nós estamos numa guerra diária, até que, finalmente, chegamos à verdadeira oração.

Eu tenho que constantemente examinar a mim mesmo e constantemente manter as três condições da oração. Não há nada, exceto uma oração, um pedido, que inclui a sensação de como o Criador é grande, uma autoanálise para saber se eu fiz tudo que foi possível, e se estou realmente dedicado à meta com toda a minha alma e a valorizo mais que a própria vida. A fim de fazer isso eu tenho que constantemente examinar a mim mesmo, já que tudo que está conectado é a essência da minha atitude para com o superior, o nível superior, o sistema unificado.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/09/12, Shamati # 209