Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Uma Centelha Que Penetrou Do Andar Superior

Dr. Michael LaitmanTodo o nosso caminho destina-se a sairmos do nosso ego, o único atributo coletivo em que vivemos e que nos tranca dentro desta pequena bola onde sentimos a realidade deste mundo. Para começarmos a gerir a nós mesmos, nós precisamos de outra força além do nosso desejo de desfrutar: o desejo de doar. Com estas duas forças, nós já podemos começar a agir.

Isso significa que não temos a força de doação que vem da força geral, do Criador, do atributo de doação, que é a natureza real. É por isso que a palavra “Criador” em Gematria é “natureza” (em hebraico). E o nosso desejo de desfrutar não existe na natureza, mas é externo a ela.

Todo o nosso trabalho e nosso objetivo é atingir o desejo de doar. Graças a isso, nós somos incorporados ao Criador, adquirimos o livre arbítrio entre essas duas forças, e podemos nos assemelhar a Ele, o que é chamado de nível humano: o nível de Adão.

Nós só podemos alcançar o poder de doação através da conexão no grupo, que é um modelo de como devemos realizá-la. No grupo nós sentimos o quanto precisamos da doação, ou o contrário, como ela é desnecessária para nós e como ela é odiosa, uma vez que é oposta à nossa natureza.

Assim, nós começamos a trabalhar artificialmente e gritamos como crianças que demandam coisas que não merecem. Mas as crianças usam nosso amor paternal e nós ainda cedemos e fazemos o que elas querem, embora saibamos que isso é apenas um choramingar infantil.

A mesma coisa acontece conosco. Se também pedirmos egoisticamente pela doação, embora ninguém precise dela, e “incomodarmos” o superior com nosso clamor: “Dê-nos, dê-nos”, como crianças irritantes, acabaremos recebendo-a pouco a pouco e, gradualmente, seremos impressionados por ela. Além disso, nós somos impressionados por nossas ações e ao agir querendo doar. Assim, no final, nós realmente começamos a desejá-la.

Assim, nós somos impressionados um pelo pela grandeza da doação e espiritualidade, embora realmente não vejamos nada de bom, grande e valioso no desejo de doar, mas sim o contrário. Isto significa que estamos agimos como num teatro, e por esta ação nós nos desenvolvemos; nós estamos numa mentira intencional e é claro para nós que todas as nossas orações são falsas e nossa atitude não é real.

Nós estamos conscientes disso, nós sabemos e declarar isso abertamente, porque essa é a única oportunidade que temos de nos livrarmos do estado em que estamos agora. Por esta atuação, nós construímos a nós mesmos sob as condições do estado atual, a fim de chegarmos à doação a partir do desejo de desfrutar.

A alavanca através da qual podemos fazer isso é baseada numa centelha espiritual, o ponto no coração, com o qual podemos começar a agir. Ele é um ponto minúsculo no coração, que nós percebemos e começamos a desenvolver. Se nós o percebemos como uma extremidade de uma corda, que foi lançada para nós, podemos nos elevar acima do nosso desejo egoísta até o desejo de doar, como se subíssemos pelo teto e penetrássemos no segundo andar através de um pequeno buraco no teto. Depois, com a ajuda desta corda, nós puxamos todo o nosso desejo de desfrutar, que preenche todo o andar inferior e, gradualmente, o transferimos para andar superior: subindo de Malchut à Bina.

A centelha que foi inserida em nós é a centelha de Bina que caiu sobre nós do segundo andar através do buraco no teto. Por aquele buraco nós podemos passar para o segundo andar e depois puxar toda a nossa Malchut de lá.

Deve ficar claro para nós que estamos trabalhando com atributos egoístas. Nós estamos apenas jogando com a doação e não imaginamos que já somos justos. Se nós ainda não sabemos quem realmente somos, nós, sem dúvida, sabemos que a principal coisa é não temer a verdade.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 07/09/12

Como Trabalhar Independentemente Do Resultado

Dr. Michael LaitmanPergunta: Durante a Convenção eu sinto que o grupo é uma pequena parte de algo grande. Como nós podemos manter esse fogo também na disseminação? Como não se esquecer de que há um grupo e que há algo enorme por trás dele e que é a união dos amigos que enche o nosso trabalho de significado?

Resposta: Durante a Convenção nós sentimos uma grande força; olhamos para as telas e vemos os amigos de todo o mundo. Conosco há centenas de grupos e milhares de pessoas sentadas sozinhas que nem sabemos. É claro que isso nos permite sentir alguma coisa, mas temos que tentar receber o combustível de outra coisa – ao avançar a humanidade em direção à revelação.

Na verdade você está perguntando como podemos receber combustível. Obviamente, é a impressão de um grande grupo que primeiro nos abastece; aqui todo mundo me conhece e me incentiva, todo mundo vê o que eu faço, e juntos nós queremos mudar o mundo. Em suma, é o poder do egoísmo que está ativo aqui.

Mais tarde, a escala de valores muda em nós. Você se esforçou, agiu, mesmo egoisticamente, ao querer levar suas crenças e perspectivas ao mundo inteiro e, de repente, você descobre que está sem combustível.

É assim que as Reshimot (reminiscências) mudam. É porque não há nada, exceto o que pode mudar. Nossa Reshimo é o único parâmetro variável, o único fator que muda. E aqui ele muda de forma a permitir-lhe trabalhar de forma não egoísta, não querendo impor sua opinião sobre o mundo, provar que você está certo, e tomar o leme.

A próxima Reshimo permite pensar mais altruisticamente: “A cabeça do ângulo não somos nós e nem eu. Que ninguém saiba, nem mesmo eu, se eu alcançar algum resultado”. Esta abordagem já está mais perto da espiritualidade e essa é a maneira que você está avançado para o Alto.

Um apoio mais intensivo do grupo é necessário aqui. Se você se conectar mais com os amigos, você vai sentir que tem poderes mais puros do que antes, “eu realmente não me importo se o meu trabalho é frutífero. Assim como desportistas, eu não preciso ver o resultado. Eu quero fechar meus olhos e agir apenas numa direção, sem verificar a ‘caixa de entrada’. Eu não me importo quem me influencia e até que ponto ele mudou. Eu sinto que posso levar algo para o mundo, eu estreito a minha conexão com os amigos e vou para fora, e não há nada em resposta”.

Portanto, onde você pode obter o combustível? Afinal, numa situação como esta a pessoa permanece como um motor sem combustível. Ele não tem a força motriz; ele precisa de alguma resposta. Aqui ele começa a exigir internamente: “Eu tenho que me ver na força de doação!”. É como trocar um motor convencional com um motor elétrico, passar da gasolina para eletricidade, para outra forma de energia. Isto é o que você procura, “O desejo de doar deve ser revelado para mim! Se eu não posso trabalhar dentro do meu desejo de receber, eu preciso do desejo de doar!”.

Então, você vai conseguir.

Da Convenção na Itália 30/09/12, Lição 2

Um Inquérito Intensivo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu faço para controlar meus estados? Eles se desenvolvem automaticamente ou posso evocá-los?

Resposta: Eu controlo meus estados quando estou com os amigos, sentado num círculo com eles, discutindo diferentes problemas e opções sobre as conexões entre nós: Quando o ego nos ajuda e quando é que nos distrai? Como podemos atrair os atributos de doação e amor, conexão, garantia mútua, e assim por diante?

Quando nós discutimos essas questões, eu estou involuntariamente em diferentes estados contrastantes, tais como “Eu não quero ouvir um amigo, mas tenho que ouvi-lo”, “ele é superior ou inferior a mim”, “Eu concordo com sua resposta ou discordo”, e assim por diante. Por que eu concordo com ele? Pode ser porque eu simplesmente gosto dele, mas outra pessoa não, então eu não quero ouvi-lo e nem sequer ouvir o que ele tem a dizer.

Portanto, não é apenas o processo, mas a questão em si, as palavras e as interações, em todos os lugares em todos os níveis, quando eu supero o egoísmo e o altruísmo. No final, há uma revelação, um esclarecimento intensivo desses dois atributos opostos dentro de mim.

Além disso, quando estou numa discussão com todos os amigos, eu primeiro intensifico meus atributos e, depois, me expando ao absorvê-los. Assim, a pessoa se desenvolve em muitos aspectos pela integração e a comunicação entre as duas forças opostas.

Da “Lição Virtual sobre Fundamentos da Cabalá” 23/09/12

Encontrando A Força Que Equilibra O Ego

Dr. Michael LaitmanExiste uma necessidade cada vez maior de conexão no mundo de hoje. Por um lado, a conexão integral do mundo é revelada, e, por outro lado, a falta da nossa adaptabilidade é expressa sob a forma de uma crise.

A fim de ajudar as pessoas que têm desejo pelo desenvolvimento espiritual, o que significa pela conexão e unidade, nesta unidade, assemelhando-se à natureza, nós seremos capazes de revelar a força superior que a gerencia, para sentir, ver e aprender a dominar o sistema que nos controla, o chamado mundo superior: por isso nós nos reunimos e queremos nos adaptar gradualmente ao estado de equilíbrio com este sistema, com a natureza. Tal abordagem gradual, passo a passo, é chamada de níveis de ascensão espiritual, uma equivalência espiritual.

Estes são níveis sérios e complexos devemos superá-los e resistir ao nosso ego. É por resistir a ela que conhecemos e atingimos este sistema.

Tal como todos os sistemas no mundo operam por meio de duas forças que se contrariam (positivo e negativo, a contração e expansão, e assim por diante), entre eles existe um mecanismo mecânico, pneumático, elétrico ou outro mecanismo, e estas duas forças são as forças do desenvolvimento e movimento deste mecanismo, e em nossos corpos existem duas forças constantemente opostas. De um modo geral, elas podem ser reduzidas às forças de absorção e secreção. Nós existimos com base nestas duas forças. Elas mais ou menos se contrabalançam ou agem alternadamente nos níveis da natureza, exceto num único objeto em particular: o homem.

O ser humano está sob a influência de uma única força: a força egoísta que controla, administra e governa, e faz o que quer com ele. Não há outra força que seja oposta ao nosso ego, e este é o nosso problema. Portanto, nós não podemos ser equilibrados, sábios e fazer o que queremos, mas constantemente fazemos o que a força egoísta nos obriga a fazer, mesmo que isso possa nos prejudicar.

Olhe para o que está acontecendo no mundo agora! Nós estamos serrando o galho em que estamos sentados. Estamos poluindo o ar que respiramos, cortando florestas, transformando grandes áreas em desertos áridos, fazendo com que icebergs derretam, e causando mudanças desastrosas no clima, de modo que em breve será impossível existir neste planeta. O ritmo desta crise está acelerando de forma ameaçadora, e não podemos fazer nada sobre isso.

Por que a natureza está fazendo isso? Para nos mostrar até que ponto somos manejados por esta força egoísta e quanto carecemos de outra força que se oponha a ela para pelo menos alcançar um equilíbrio. Mesmo que fôssemos totalmente opostos à força egoísta, mesmo que fôssemos altruístas absolutos, não poderíamos existir. Afinal, deve haver uma força de equilíbrio entre essas duas forças, a lei de equilíbrio, a lei da troca correta.

Portanto, nós precisamos da outra força, e nós não a temos. No entanto, ela é encontrada nos inanimado, vegetal e animal da natureza. É o instinto!

O instinto faz com que animais realizem determinadas ações e outros não. Ele os restringe e não os força a executar ações equivocadas. Se um leão vê um leão mais forte, ele recua. Há uma clara cadeia de comando, que verifica a força e a retirada imediata. Isto é, há forças de restrição em relação à natureza e a diferentes fenômenos, não importa o quê. Os animais agem de acordo com o princípio simples do ego animal comum que é equilibrado pelo instinto de proteção.

Nós não temos isso. Nós somos privados dele, mas precisamos adquiri-lo, pois, caso contrário, vamos nos encontrar numa condição que ameaça a nossa existência!

A sabedoria da Cabalá é revelada em nossos tempos, para que, de alguma forma, sejamos capazes de adquirir esta segunda força que restringe e equilibra o nosso ego. Ela é oposta ao ego. Ela é chamada de altruísmo, a força de doação, a força do amor.

Se pudermos descobrir esta força na natureza e, de alguma forma, perceber ela dentro de nós e começar a mutuamente equilibrar as duas forças, poderemos ter certeza que de que nossa existência será segura, confortável, boa e desejável. Caso contrário, o nosso desenvolvimento futuro será simplesmente desastroso. Dia após dia, nós vemos como estamos perdidos no ego e que ele vai começar a nos consumir, enquanto estivermos vivos e, no final, nos deixar sem esperança de sobrevivência.

É por isso que realizamos Convenções. Nós fazemos isso para adquirir a força que se opõe ao ego, para tentar equilibrar as duas forças opostas dentro de nós, e para atingir o ponto médio onde podemos ser livres – com livre arbítrio, liberdade de escolha – para que possamos gerir a nós mesmos e avançar. Isto é o que queremos alcançar.

Da “Lição Virtual sobre Fundamentos da Cabalá” 23/09/12

O Maravilhoso Atributo Do Equilíbrio

Dr. Michael LaitmanCada Congresso é certo marco, certo nível em nossa subida para a espiritualidade; nós gradualmente começamos a sentir o que se entende por unidade, conexão, adesão e o que o nosso desenvolvimento exige de nós.

Durante os workshops, as aulas, e especialmente durante os Congressos, cada vez, nós avançamos para outro nível que nos faz avançar em direção a uma grande força, a força altruísta da natureza.

De dentro dela, por sua vez, nós começamos a perceber o nosso ego. Nós começamos a compreender o significado de nossa natureza através do nosso controle da nova força de altruísmo e a começar a alcançá-la e revelar o seu sentido contraditório, a profundidade interior da força altruísta. Nós vemos como essas duas forças são grandes e maravilhosas, se usadas corretamente. Ao estudar ambas as forças ao mesmo tempo, com a sua ajuda, nós começamos a ver a profundidade da natureza: seus componentes inanimado, vegetal e animal, e também os próximos níveis da natureza.

Como podemos crescer ainda mais, continuando a desenvolver estas duas forças em equilíbrio? As forças do egoísmo e altruísmo vão continuar a crescer em nós. Mas o que há além do horizonte, isto é, além do nível de “Adão (homem/humano)”?

Vamos supor que nós equilibramos tudo isso dentro de nós e em nosso nível animal chegamos a um estado em que controlamos completamente a nós mesmos, que todas as nossas ações são totalmente equilibradas, racionais, e encontram-se no que chamamos de linha do meio. Existe uma continuação do crescimento?

Aqui nós realmente revelamos o atributo maravilhoso, o equilíbrio dessas duas linhas. Se você atingiu o equilíbrio, então ambas as linhas começam a levá-lo, como as pernas, alternadamente: desta vez a força negativa (egoísmo) cresce, e da próxima vez a força positiva (altruísmo) cresce, e assim alternadamente, como duas pernas, você avança um passo após o outro. Junto com isso, o seu crescimento não é limitado. Tudo depende apenas de você.

Da “Lição Virtual sobre Fundamentos da Cabalá” 23/09/12

O Colete Salva Vidas Para Aqueles Se Afogando No Mar Do Egoísmo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Ultimamente, eu tenho perdido todo o interesse e desejo pela espiritualidade. Eu me afastei do grupo, mas o grupo não se esqueceu de mim e continuou a cuidar de mim com amor constante. É por isso que, apesar de tudo, eu decidi vir para a Convenção em Roma, e fiz um enorme esforço para fazê-lo. E agora aqui, eu sinto vergonha diante dos meus amigos, que mais uma vez me levaram em seus braços, e eu tenho experimentado o amor de meus amigos com uma nova força ao longo destes dois dias. Mas o que eu preciso fazer para me certificar de que não me distanciei novamente após o Congresso? Eu tenho muito medo disso.

Resposta: Eu sinto muito por tudo o que você experimentou. Mas não há outro caminho, exceto aceitar que tudo vem de uma fonte, e nós precisamos ser gratos pelas coisas boas e ruins. Eu sou muito grato por seus amigos que trabalharam tão duro e foram capazes de trazê-lo de volta. Eu espero que, de hoje em diante, todos vocês vejam somente bondade e misericórdia, amor e carinho, que esperam por você.

Mas, ainda assim, não importa o que aconteça, você precisa se agarrar ao grupo com toda a sua força, porque ele é o colete salva-vidas atirado ao mar para aqueles que estão se afogando. Não temos mais nada para agarrar.

E, acredite, vocês ainda vão ver todo o país se agarrando ao seu grupo como se fosse um colete salva-vidas. Assim, tornem-se mais fortes, ajudem uns aos outros, e continuem. Desejo-lhes sucesso!

Da 5ª refeição na Convenção Italiana 30/09/12

Partes Da Minha Alma Estão Vagando Pelas Ruas?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como posso manter o trabalho espiritual tão fortemente quanto possível em minha vida diária (na rua, no transporte público, etc.)?

Resposta: Eu tento olhar tudo através do sistema de conexão, do sistema de realização mútua. Eu gostaria de saber se através de tudo o que aparece diante de mim eu vou ver a cooperação mútua entre as duas forças opostas que retratam imagens diferentes para mim.

Se eu estou num círculo num workshop e há nove amigos diante de mim, parceiros, mas também concorrentes de certa forma, para quem vou dar a melhor resposta e que irão responder com menos precisão, como podemos completar um ao outro, como podemos jogar juntos, a fim de encontrar as respostas certas? Há muita proximidade e oposição aqui.

Se eu estou na rua, por que não posso ver um parceiro idêntico em todos que evocam certos sentimentos em mim? Não faz diferença se é a favor ou contra, o que importa é a forma como eu respondo a isso. Eu posso responder a ele como a alguém que está muito perto de mim? Meu ego não me deixa. Se eu pudesse olhar para ele de forma diferente, eu gostaria de ver uma pessoa muito próxima e querida e eu imediatamente mudaria a minha atitude para com ele.

Nós temos que jogar com isso ativando o botão de partida da recepção e doação, constantemente esclarecendo as nossas relações com os outros. Então, você vai se tornar mais flexível e vai adquirir uma atitude mais suave em relação à vida e o mundo.

Mas, no geral, é claro que você quer ver a força governante através desta atitude, que apresenta todo esse quadro para você e o projeta a sua frente para que você veja a revelação do Criador, de modo que por trás dessa imagem você veja a força governante.

Da “Lição Virtual sobre Fundamentos da Cabalá” 23/09/12

O Grupo É O Contato Íntimo Entre Almas

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que nós consideramos ser o grupo?

Resposta: O grupo pode ser considerado as 10 pessoas com as quais eu me sento e analiso o nosso relacionamento.

O grupo também pode ser considerado as dezenas de grupos que participam das Convenções. Por exemplo, havia 120 ou 130 grupos na Convenção. É também uma espécie de grupo, trabalhando junto numa única tarefa, uma única questão, e é por isso que, nesse sentido, todos os participantes tiveram os mesmos pensamentos, as mesmas perguntas, e têm o mesmo objetivo. O fato de que eles falavam línguas diferentes não importa, porque eles fizeram a mesma coisa: interagiram, ajudaram um ao outro, estavam num campo.

Nossos campos sensoriais e mentais se cruzam, eles trabalham juntos: esta é a nossa forma de interagir com o outro. Além disso, não há nenhuma lei de separação nestes domínios, ao contrário de qualquer campo físico, que diminui de acordo com o quadrado da distância; quando você se afasta dois metros, a tensão, a luz, ou qualquer tipo de raio se torna quatro vezes menor. Mas aqui, não. Os campos dos desejos não diminuem com a distância.

Por esta razão, quando um indivíduo está em Boston, outro está no Alasca, um terceiro no Kentucky, e um quarto na Austrália, eles ainda formam o grupo juntos se forem capazes de ter um contato interno, o que nós temos experimentado parcialmente durante os seminários na Convenção. Se eles já experimentaram este contato, se eles são capazes de recriá-lo, revivê-lo internamente, como brasas que se acendem novamente, então as “distâncias”, todas as perturbações que surgem, irão ajudá-los a superar as interferências em relação a este estado e estar num bom nível espiritual.

Da “Lição Virtual sobre os Fundamentos da Cabalá” 23/09/12

A Dança Que Dura A Eternidade

Dr. Michael LaitmanEu estou muito satisfeito por termos começado a compreender a grandeza da força altruísta através da conexão entre nós, porque, em geral, esta é a única oportunidade para dominá-la. Isso acontece quando estamos juntos no grupo e começamos a tentar, de alguma forma, recriar e cultivar o estado de doação, amor e respeito mútuo entre nós. Quando nós estamos em garantia e união mútua, então, gradualmente, começamos a sentir o que esta adesão pode nos dar e como ela é incomum.

Com base na minha prática, eu acho que a coisa mais importante é sentir algo sobrenatural, especial, o que emerge na pessoa. Dentro dela, o sentimento, a propriedade que não lhe era familiar antes, começa a ser formada. Ela sabe que isso só pode existir dentro da conexão com os outros

Então, essa propriedade pode gradualmente desaparecer, como na névoa, esfriar, dissolver, mas a pessoa ainda mantém o registro das informações desse estado, a chamada Reshimo. Ela ainda vai se esforçar por isso, vai saber, entender e lembrar. No entanto, isso não é suficiente; é preciso agitar esta propriedade constantemente e alimentá-la, como qualquer órgão do corpo que cresce, qualquer propriedade, se cuidarmos dela o tempo todo. Se nós a agitarmos repetidamente, ela mostra as suas novas propriedades, novas conexões; não é como costumava ser. Quando a fazemos surgir da obscuridade onde ela estava perdida, nós descobrimos suas novas dimensões.

É por isso que caminhos, graus e estados inexplorados estão diante de nós. E neste caminho, nós certamente veremos muitas vitórias, subidas, decepções, e o que parece perdas. De tudo isso, com o nosso esforço constante, com certo número de workshops e Convenções, vamos chegar a um ponto em que essa força que se manifestará em nós se tornará tão claramente sentida e alcançada por nós, tanto em nosso poder, que iremos controlá-la. Vamos começar a interagir com ela e senti-la como dois parceiros sentem um ao outro na dança.

Essa ação mútua entre a pessoa, a força de doação e a força de recepção (o homem é a linha do meio), é o estado que eu espero sejamos capazes de alcançar na próxima Convenção, e talvez ainda mais cedo. Tudo depende de quão intensamente nós seremos capazes de desenvolver em nós mesmos os estados que temos vivido e não os esqueçamos. Portanto, tudo está diante de nós.

Da Lição Virtual 23/9/12

Uma Válvula No Coração

Se nós nos preparamos para a descida, podemos dizer agora que temos feito muito, que estamos preparados para isso. Mas já descobrimos que ela é mais forte do que nós. Nós a detemos tanto quanto podemos com o poder que construímos com antecedência, e mesmo assim, por um momento não conseguimos mais segurar e ela acontece. Mas também agora já poderemos clarificar os nossos pontos fracos e entender por que isso aconteceu.

O Criador “faz-nos viajar” a algum lugar, mas porquê? Ele pode querer nos mostrar deficiências em um nível diferente, mais avançado, mais profundamente na criação. Mas não aprendemos nada e simplesmente sentimo-nos mortos.

Na verdade não há ascensão sem uma descida, por isso temos de permanecer leais a uma e a outra, como as células de um organismo no qual cada célula é responsável por todas as outras e se todas estas células também não foram responsáveis, esta irá morrer.

Pode ser como um tubo de oxigênio entre nós. O tubo atinge-me depois de ter passado por mil amigos antes, e ninguém sabe quem eles são exatamente. Qualquer um pode desligar a torneira sem que alguém perceba e o oxigênio não vai chegar a mim e por isso vou morrer.

A torneira é a nossa falta de atenção, falta de desejo. Esta pode abrir a válvula de forma mais ampla ou fechá-la, mas tudo depende do desejo do amigo em relação a mim: Será que ele pensa sobre mim e sobre todo o sistema? Se ele acrescenta tal deficiência, a válvula abre, e se ele diminui a deficiência e esta desaparece, a válvula fecha-se, entope a tubulação, e todos nós morremos.

Entendes que todos morrem por causa de ti? É tudo por causa da válvula do teu coração estar fechada. Pede ao Criador para te ajudar, para se tornar teu parceiro se os amigos estão mortos e não te podem ajudar. Vira-te para o Criador para te ajudar como a um outro ser humano. Pelo menos Ele pode ser como um ser humano.

Pergunta: Será que nos podemos voltar para o Criador como a um ser humano?

Resposta: Não estás com medo de amaldiçoá-Lo, estás? Então, por que não podes voltar-te para Ele como se fosse um outro ser humano para que Ele vai intervir e ajudar-te? Tu achas que isso é proibido.

Vira-te para Ele e diz: “Eu estou-te pedindo para Tu me ajudares! Vamos para o grupo juntos e reaviva os mortos para que eles serem ressuscitados! “Diz isto várias vezes ao teu coração e vais ver como é útil.

O Criador está pronto para trabalhar e para colaborar contigo em tudo. Não há nada que impeça isso. Tu podes voltar-te para Ele, a qualquer momento, com qualquer demanada.

Sabemos que o pedido a Ele deve ir através do grupo pois, caso contrário ele não será ouvido, mas é quando o grupo está pronto para responder-te e trabalhar mutuamente contigo. Se não tiveres escolha, vira-te diretamente para o Criador, a fim de ires com ele para o Faraó. Não esperes por aqueles que estão ocupados com as panelas cheias de carne e que estão cheios de cebola e alho.

A partir da 3 ª parte da Lição Diária da Cabala 24/09/12, O Estudo das Dez Sefirot