Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Alcançando O Mundo Através Da Lente Do Grupo

Dr. Michael LaitmanEu tenho que atribuir todos os poderes que recebo a uma fonte, de modo que, agindo em conjunto com eles, eu vou ser capaz de analisar a mim mesmo e ao mundo inteiro e, em seguida, começar a agir no sentido oposto, em direção à fonte por mim mesmo.

Existe eu e esta fonte superior, e entre nós existe o mundo inteiro. Mas o mundo inteiro pode ser reduzido às dimensões de um grupo, de modo que seja mais claro para mim como eu deveria trabalhar com ele de forma mais eficaz. Então, eu não tenho que esclarecer a minha atitude para com o mundo inteiro, com toda a realidade, mas o grupo é suficiente agora. Toda a realidade é focada para mim neste grupo, como através de uma lente.

Se eu trabalho com outros nove amigos com respeito ao Criador, como através de uma lupa, então, nesta lente, eu foco o mundo inteiro, toda a visão do universo: de mim para o Criador e de volta a mim. Esta é a forma como a lei, que diz que o geral e o particular são iguais, age. É por isso que a criação infinita, com um número infinito de Partzufim e mundos, concentra-se em 10 Sefirot que eu determino, por meio das quais eu me identifico com ela. Toda a realidade está agora concentrada numa seção em particular, que eu escolhi.

Esta é uma grande ajuda para nós e ela é possível graças à quebra. Antes da quebra não havia geral e particular, que só aparecem após a quebra. Graças a isso, nós podemos obter melhores resultados ao atingir o geral através do particular.

De uma Palestra sobre Trabalho Interno 30/09/12

Sinta-se Como Um Convidado Bem-Vindo

Dr. Michael LaitmanNem todo mundo consegue atravessar os primeiros estágios da preparação para o caminho espiritual e se manter nela. Muitos deixam o grupo, o caminho espiritual, e o processo de mudança interna. Eles voltam para o mundo exterior e retornam à vida dos latifundiários ao parar o desenvolvimento do ponto no coração, que os torna convidados do Criador – o Anfitrião do Universo.

Como nós sabemos, “a opinião da Torá é oposta à opinião dos latifundiários”. Se a pessoa tem a opinião da Torá, ela sente que é um convidado e o Criador é o anfitrião. Por isso ela quer mudar a si mesma para se parecer com o anfitrião.

Isso é chamado de ter a opinião da Torá, colocar a meta diante dela para estar em doação e, consequentemente, determinar seus estados.

Os primeiros estados, as subidas e descidas que passamos, estão desconectados de nossa mente e sentimentos comuns. A pessoa vê que muda completamente. Pela primeira vez ela começa a sentir que algum domínio estranho a governa. Esta singularidade é típica das mudanças que sentimos no processo do nosso desenvolvimento espiritual interior.

De repente, a pessoa sente que está sob o controle de alguma força estranha. Antes, ela nunca tinha esse sentimento em sua vida cotidiana. Ela sempre via claramente quem queria dominá-la, o que significa que elas eram forças externas. Aqui, no entanto, pela primeira vez ela sente que alguma força desce e a toma, a amarra desde dentro e a controla.

É um sentimento muito especial. Lembro-me do espanto que senti quando senti isso pela primeira vez. É um sentimento muito desagradável e incompreensível até que a pessoa começa a se acostumar com ele e a reconhecer essa ação como obra do Criador sobre si. Então, ela já está preparada para determinar que isso é assim e concorda com isso. Em seguida, ela começa a evocar sozinha este sentimento e a espera-lo, como você espera um encontro e uma conexão com alguém que ama.

Ela começa a valorizar a obra do Criador nela e a esperar que isso deva acontecer a qualquer minuto. Ela aprecia as verdadeiras ações do Criador e não suas qualidades e como elas são sentidas em seu desejo egoísta, que ainda não está corrigido. Isso significa que ela não se importa que estado ela atravessa; o que importa é que o Criador deve agir nela tanto quanto possível.

É por isso que ela ora. Ela pede para passar por tantas mudanças quanto possível de acordo com o desejo do Criador, já que tudo o que o Criador faz é para o bem. Assim, seu sacrifício pessoal é medido conforme ela se identifica com as ações do Criador e as espera, sua escravidão voluntária ao Criador, e o poder de sua oração.

Por enquanto estas são apenas as primeiras fases do trabalho espiritual. Então, começa um trabalho mútuo mais controlado com o Criador, na doação mútua. A pessoa já sabe como receber os poderes para isso e como trabalhar com eles mais tarde, como iniciar um diálogo com o Criador. Então, ela começa a trabalhar mesmo com o seu desejo de receber, ao sentir os mesmos gostos que o anfitrião e, sentindo como o Criador saboreia as refeições e como ela mesma a prova.

Todo este caminho começa com subidas e descidas iniciais onde a pessoa se acostuma com o domínio de uma força estranha sobre ela.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/10/12, Shamati # 21

Cinco Segundos Da Vida Por Dia

Dr. Michael LaitmanOs amigos devem se certificar de que eu não caia e devem pensar constantemente em mim. Eu tenho que pagá-los por isso, porque eles também precisam deste tipo de apoio. Somente se nos preocuparmos uns com os outros, não vamos cair ou esquecer a meta. Nós vamos nos manter juntos.

Nós não temos nenhuma chance de conseguir qualquer coisa se não apoiarmos uns aos outros. Se não fizermos isso, não vamos sair do ego. Esta é a garantia mútua.

Se eu não consigo pensar nos outros, isso significa que eles não pensam em mim. É tanto a causa quanto o efeito que existem simultaneamente sob a condição de nosso pacto mútuo coletivo. Portanto, o Criador reside nele e, cumpre o nosso pacto. Sem isso, nós vamos, sem dúvida, esquecê-lo e começar a ter cálculos estranhos, supondo que avançamos e anos podem se passar sem nos levar a nada.

A pessoa não pode continuar no caminho certo sozinha. Você sabe quantos momentos podemos contar durante todo um dia inteiro em que realmente avançamos: 3 a 5 segundos, no máximo! Eles são tão poucos, porque cada um de nós não tem o apoio externo.

O vaso do meu desejo é externo a mim e eu tenho que me esforçar em anexá-lo a mim. Se nós não agimos desta forma com relação aos outros, nós não agimos corretamente e, portanto, não atraímos a Luz que Reforma, porque ela atua apenas dentro do nosso trabalho mútuo. Ela vem em resposta ao nosso anseio.

Se não houver tais anseios, a Luz em torno de nós espera passivamente. “Sua honra preenche o mundo”, mas nós temos que ativá-la. Nós temos que manter essa condição principal: a garantia mútua que é feita da nossa interdependência coletiva um no outro e da obrigação de todos. Sem isso ninguém pode ter êxito, mesmo se avaliarmos isso de um ponto de vista egoísta, e ainda mais se disser respeito às intenções elevadas.

Da Palestra sobre Trabalho Interno 30/09/12

O Que Você Está Fazendo Aqui?

Dr. Michael LaitmanPergunta: É importante combinar as pessoas nos grupos da educação integral de acordo com suas propriedades?

Resposta: Eu não diria que devemos igualar as pessoas de acordo com suas propriedades. Afinal, as características podem ser completamente diferentes, e nenhuma qualificação importa lá.

O que importa é a chamada “atitude limar”, a preparação para o que estamos fazendo. Alguém já pode ter realizado certos cursos, se submetido a alguma superposição integral com outras pessoas, enquanto outro pode não saber do que estamos falando. Ele foi trazido de fora e se espanta, tentando recuperar o fôlego: “O que o resto do povo está fazendo aqui?”. Isso não deve acontecer: Eles simplesmente não entendem um ao outro. As pessoas devem estar aproximadamente no mesmo nível de acordo com a sua preparação integral.

A experiência integral deve ser semelhante.

Nós devemos saber de antemão que no grupo de 12 pessoas há, digamos, cinco que estão mais ou menos preparadas, que sentem e já sabem o que está acontecendo. Então, elas incluem todo o resto dentro de si à medida que os inclui e leva junto com elas. Em seguida, o trabalho em conjunto começa.

Da Discussão sobre Formação Integral, 03/03/12

Uma Ferroada Da Luz

Estamos dentro de uma força chamada de Criador (Boreh). Já que nós não o alcançamos ainda de acordo com o princípio de “vir e ver” (Bo – reh), nós damos nomes diferentes de acordo com a medida atual de sua revelação para uma pessoa.

Eu estou neste campo de força juntamente com todas as pessoas. A questão é como posso induzir a sua influência? Na verdade, este é um trabalho de todo homem: Como posso despertar essa força, para que possa levantar-me?

Descemos a partir da altura espiritual para o “nível zero” de propósito, e agora cabe a mim subir de volta para a mesma altura. A fim de fazer isso, eu tenho que despertar a Luz que Corrige sobre mim. Não há outra força que pode elevar-me para a espiritualidade. Eu só tenho os meios que existem no meu nível. O Criador me acorda do sonho com primeira “ferroada”, e então eu tenho que processar o que me despertou internamente por meios especiais: o grupo , o estudo , e o professor . [Leia mais →]

Crescendo No Grupo

Nossa principal força é o ego. Com exceção do ego existe apenas um pequeno ponto no coração de todos e temos que conectar estes pontos. Se nós os conectarmos em um grande ponto, vamos sentir interiormente o mundo espiritual. Então, tudo vai estar junto: eu, o grupo, e a força superior.

Por outro lado, o ego quer empurrar todos os nossos pontos para longe uns dos outros. É realmente esperado que este nos empurre na direção oposta da conexão, e é por isso que é chamada de “ajuda contra”.

Como devemos construir um ambiente que nos ajude a complementar os pontos no coração e as nossas forças egoístas, para que juntos nós possamos nos conectar em um grande ponto maravilhoso? Apesar das interrupções do ego, pela sua utilização, nós queremos conectar os nossos pontos no coração em um ponto. Como podemos usar o poder do ego para atingir este objetivo?

A questão é que eu não sei o caminho para o mundo espiritual. Para mim, é um ponto de interrogação escondido de mim. Como posso revelá-lo? Como posso me concentrar corretamente? Com a ajuda do grupo, eu uso o meu ego no sentido oposto; este torna-se um “companheiro” (Ezer Ke Negdo) e ajuda-me a concentrar-me com precisão na espiritualidade, no Criador. Isto só é possível no grupo quando trabalho com o ponto no coração, a fim de transformar o ego na direcção oposta, (a linha tracejada verde no desenho). Então, em vez de me puxar para baixo, o ego vai me dirigir corretamente, para que eu possa entrar no mundo espiritual.

Assim, existe apenas um ego e um ponto no coração de uma pessoa, e com a ajuda do grupo, nós alteramos o ego e encontramos o caminho para, a cada tempo, avançar no sentido oposto.

Na verdade, não é apenas sobre o desejo egoísta de receber coisas diferentes em nosso mundo. É um ego especial destinado somente contra a conexão, contra o ponto coletivo no qual eu descubro o mundo espiritual. É por isso que eu ignoro todos os desejos e os pensamentos que não estão relacionados com a conexão. Em vez disso eu trabalho no grupo tentando me conectar com outros e eu descubro como eu sou oposto: eu não quero nada do tipo, eu odeio os amigos e não posso sequer pensar em me conectar com eles. É esta repulsa que é o verdadeiro ego oposto à conexão. Tudo o resto não importa.

O grupo tem aqui um papel fundamental: aumenta a importância da unidade aos meus olhos e constantemente estimula e obriga-me a mantê-la. Apenas o ambiente (Sviva) leva-me para o desconhecido, servindo como um modelo que me ajuda a subjugar-me e e a manter-me conectado internamente. O ambiente realmente me leva à conexão.

Assim, nós realmente ascendemos ao primeiro nível (passo 1) acima da Machsom (barreira) quando viramos o nosso ego inteiro, toda a rejeição, resistência à conexão e unidade, para a direção oposta – para a força da conexão e unidade. Este é o significado de “ajuda contra”.

Em seguida, passamos para o segundo nível. Aqui, o ego é revelado novamente, mas desta vez maior do que antes, uma vez que já pertence ao próximo nível (passo 2). Aqui eu tenho a opção da unidade com a ajuda do grupo, onde o ego começa a mostrar-se novamente. Se não me sinto atraído para a unidade, eu não o descubro.

É por isso que estranhos não entendem de que ego nós estamos a falar. O ponto é que não é apenas sobre as relações humanas, não se trata de boas ações e intrigas. As pessoas acreditam que tratar os outros mal é o egoísmo e outros que tratam bem é o altruísmo. Nós julgamos apenas pelo ponto de unidade. Portanto, depois de eu descobrir o primeiro nível, eu quero continuar e me conectar ao grupo. Eu descobri o ego no segundo nível (Ego2), e trabalho contra este e subo para o segundo nível. No conjunto existem 125 destes níveis no caminho.

No final, eu chego à unidade perfeita, com toda a humanidade, estamos todos juntos em um ponto chamado de “gota da unidade”.

Que tipo de ambiente deveria ser de modo a permitir-me descobrir o ego correto, para separá-lo do ego animal deste mundo, e transformá-lo em uma força motriz? Como deve o ambiente influenciar-me para que eu possa atingir a meta?

Além disso, como devemos usar nossas convenções, quando nos influenciamos mutuamente, de modo que esta conexão poderosa permita que cada um de nós descubra o ponto de unidade: “Onde ele está? O que devo fazer para alcançá-lo? Como faço para entrar no mundo superior? Como posso descobrir isso? ”

Como devemos nos preocupar com todos os outros, a fim de lhes permitir chegar a este ponto interno (o centro do grupo), o nosso “útero” (Rechem)? Afinal, entramos no grupo como se entra no ventre de uma mãe, e desenvolvemo-nos como um embrião. Como podemos preparar esse “envoltório” para cada um de nós, no qual cada um vai desenvolver-se como se a partir de uma gota de sêmen?

Da Convenção na Itália Primeiro dia, 28/09/12, Workshop 1

Passando Pela Convenção

Pergunta: Como deve um novo estudante que se junta ao grupo ser acordado para o correto tipo de trabalho?

Resposta: O grupo leva-o a determinadas acções e dá-lhe uma hipótese. Não é por acaso que vivemos aqui e não numa diferente realidade. No mundo de acções podemos existir até mesmo no nível “animal”, desligados da espiritualidade, que construímos acima de nós. Acima dos meus atributos correntes, eu crio gradualmente a imagem do ser humano. Eu construo-a pela ligação com os amigos e pela criação da força do criador entre nós. Estas são acções espirituais internas que estão acima do actualmente nós.

Entretanto nós ligamo-nos ao nível corporal sem intenções espirituais, e ai nós construímos o ambiente. Nós temos a infra-estrutura necessária para o fazer, que é “este mundo” do qual começamos a avançar espiritualmente. Nós temos aqui uma rara oportunidade: Por um lado, esta base é de uma forma adaptável ao mundo espiritual, e por outro lado, permite-nos existir sem qualquer adaptação ao mesmo. A realidade que vejo e sinto nos meus cinco sentidos corpóreos é na verdade uma prenda preciosa: Eu estou à beira de uma acção espiritual aqui, um ascendente espiritual, e ao mesmo tempo eu posso influenciar espiritualidade.

Pergunta: E o que posso eu fazer, se estiver no lado oposto e inclinado para o distanciamento? Por exemplo, a convecção está a aproximar-se, e eu não quero ir? Esta é a quebra?

Resposta: É claro. O que mais é, a falta de desejo de ir á convenção ainda não é a mais forte interrupção.

Se você fosse convidado para uma festa de que gosta e que alegremente se junta, desde que os sabores que gostas, das performances e tudo o que “explode” o seu ego está à espera que vá lá, então você correria quando recebesse a primeira chamada.

Aqui, no entanto, você avança espiritualmente, e então você sente que a convenção é o lugar para se esforçar. É aqui que a rejeição acontece: subitamente você fica preguiçoso, e sente desrespeito, e “algo mais importante” surge e existem outros cálculos… tudo isto é resultado da Luz que ilumina para si, por isso é uma coisa boa, mas use-o onde você vê o local para trabalhar.

Quanto mais nós avançamos, mais nos sentimos dessa forma. Assim você verá que há cada vez menos pessoas entre nós. Agora vamos supor que quanto mais avançarmos, mais seremos, mas de facto não é assim.

Em 2007 eu fiz uma tournée por dez cidades da América, e havia cerca de 600 pessoas em cada palestra que eu dava, e 2000 pessoas em Nova Iorque. Hoje, porém, há cerca de 50-100 pessoas.

E porquê é assim? Porque nós avançamos tal como o público avançou. As pessoas não estão da mesma forma atraídas pelo mundo da Cabalá, em si. Elaes compreendem mais e sabem que se trata de trabalho interno. Graças às Luzes que estão mais próximas agora, elas compreendem algo novo e no geral não querem vir às convenções.

Restou uma pequena minoria, e essa são as pessoas que irão completar a correcção. Todos os restantes juntar-se-ão aos “pioneiros” de alguma forma, mas apenas pela via dos sofrimentos. Muito poucos são os que avançam pela Luz, os outros avançam pelos sofrimentos…

Retirado da 4ª parte da Lição Diária de Cabala 04/10/12, Escritos de Baal HaSulam

Por Trás Da Tela Dupla

Dr. Michael LaitmanPergunta: Não basta apenas saber que tudo chega a mim do Criador. Nesse caso, eu posso estar gostando dessa “imagem”, sem fazer nenhuma pergunta. Por outro lado, se eu tenho uma pergunta, eu supero todos os obstáculos, já busco uma resposta.

Resposta: Isso mesmo. A pessoa deve verificar-se constantemente.

Baal HaSulam escreve sobre isso no artigo, “Ocultação e Revelação da Face do Criador”: A pessoa ora e faz a caridade por seus problemas, mas não é de modo algum atendida…

A pessoa se verifica e vê que não consegue nada. No entanto, ela ainda está conectada ao Criador, pois, caso contrário, ela não iria orar a Ele e fazer caridade.

E exatamente quando ela para de orar por seus problemas, ela é atendida. Sempre que ela supera, acredita na Providência, e melhora suas obras, a sorte se afasta dela e ela cai para trás sem piedade.

A pessoa pode fazer sérios questionamentos, tentar fazer tudo da maneira certa, e ver os resultados opostos. Este estado é chamado de “ocultação dupla”.

E quando ela nega e começa a piorar as suas obras, ela se torna exitosa e fica muito aliviada. Ela não encontra seu sustento nas boas maneiras.

A pessoa pode avançar por caminhos tortuosos e estar rodeada de criminosos de sucesso. Então, o bom ambiente parece ser um ambiente pobre, estúpido e desprovido.

Quando a Providência organiza as coisas desta maneira para uma pessoa, isso é chamado de “ocultação dentro da ocultação”.

No entanto, ela entende isso e está ciente do que está acontecendo. Assim, depois de todas as investigações e tentativas, a própria pessoa determina com clareza e precisão qual ocultação ela está em relação ao Criador: se é uma ocultação simples ou uma ocultação dupla.

Nós devemos fazer isso a cada minuto e em cada situação. Isso é possível. Baal HaSulam nos dá instruções claras sobre como chegar ao estado real, à verdadeira conexão com o Criador.

Quando a Providência organiza as coisas desta maneira para uma pessoa, isso é chamado de “ocultação dentro da ocultação”. Isso porque daí a pessoa cai sob seu peso e não consegue continuar a reforçar a crença de que suas dores vêm do Criador por algum motivo oculto. Finalmente, ela falha, se torna herege, e diz que o Criador não está cuidando de suas Criações.

Isto não é nem ocultação dupla, já que o Criador está totalmente ausente da imagem do mundo.

E tudo que exala, exala pelo destino e pela natureza cega. Isto não é nem ver as costas.

Portanto, quando eu desperto, eu imediatamente começo a verificar a mim mesmo e o estado em que me encontro. Certamente, a pessoa pode dizer algumas bênçãos automaticamente ou cantar uma canção, mas, no geral, a escala não deve ser as músicas ou bênçãos que outras pessoas tenham composto, mas a sua própria.

Assim, aos poucos, eu vou entender que, no final, tudo depende da influência do ambiente. Então, eu descubro que tenho que me submeter ao ambiente, porque isso é o que me puxa para frente através da ocultação dupla e da ocultação simples até a revelação do Criador. Apenas a auto-submissão diante do grupo me traz a Luz que Reforma.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/10/12, Escritos do Baal HaSulam

Pare De Dar Dicas

Dr. Michael LaitmanNão importa o que aconteça na minha vida, eu preciso entender que tudo vem da força superior que, sem dúvida, controla tudo. Mas até agora ela não se revelou para mim dessa maneira, mas em ocultação, e assim eu sofro.

O Criador é bom e benevolente, mas Ele é revelado para mim depois de passar por um “filtro” que transforma tudo que é bom em algo ruim e desagradável. Eu chamo a espessura deste “filtro” de “ocultação simples”. Além disso, o Criador pode colocar outro “filtro” e me enviar a uma “ocultação dupla”, que é muito pior.

Portanto, como eu posso me livrar do véu que transforma a bondade do Criador em mal? Para fazer isso, eu peço: “Corrija-me! Mas não de modo que eu me livre dos sentimentos desagradáveis; pelo contrário, eles me ajudam, e me estimulam. Sem eles eu sequer pensaria em outra coisa. Eles me concentram em Você, na fonte de algo que parece ruim. Portanto, eu estou pedindo ajuda para não sentir que algo de ruim venha de você”.

Eu não quero estar por trás do “filtro”, mas diante dele, em contato direto com você. Não para me sentir bem, mas para conhecê-Lo melhor. Quero abençoá-Lo, mas agora, como eu não tenho escolha, eu O amaldiçoo. Meu corpo grita por causa disso, “Eu me sinto mal e amaldiçoo a fonte do mal. Mas você me deu a sensação de que o mal vem de você. Você está brincando comigo usando dicas, metade reveladas e metade ocultadas. Mas eu não quero Lhe amaldiçoar mais”.

Pergunta: Onde está o grupo aqui? Eu também posso pedir tudo isso sem o grupo.

Resposta: Tente. Se você começar, você ficará confuso e descobrirá que o verdadeiro pedido só é possível no grupo. Lá você está protegido de cometer erros, lá você realmente recorre ao Criador por correção, apesar de seus bons e maus desejos. No final, o grupo permite que você veja claramente o que pedir, o que você realmente quer e a quem você realmente recorre. Essa é a idéia.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/10/12, Escritos do Baal HaSulam

Um Presente Do Criador Na Forma De Obstáculos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como devemos perceber os obstáculos corretamente, a fim de fortalecer nossa conexão e manter este estado, apesar deles?

Resposta: Nós precisamos superar os obstáculos. Sem dúvida, haverá problemas e também obstáculos, mas isso depende de como olhamos para eles. Se você está pronto para eles antes e compreende que ao transcendê-los você realmente sobe, então você não os cria de propósito, mas os aceita preparado e prepara o grupo, o ambiente, para eles com antecedência.

Eu me lembro como eu me preparei para uma operação. Eles não prometeram resultados positivos, mas eu fui para a operação com paz interior, como se eu me estudasse de cima. É muito interessante. Tudo depende de como você se prepara para os obstáculos. Depois de tudo, eles lhe dão uma subida, e sem eles não seríamos capazes de subir.

O que é um obstáculo? É aquela mesma força egoísta que constantemente me empurra para frente. Aqui, o Criador decide ajudá-lo. Ele pega de volta este ego e você fica completamente sem energia. Não há nada a fazer agora, para onde ir, nada é atraente, não há motivação para nada. Seria bom se fosse possível ir dormir e não acordar. Mas não, isso não é uma opção.

É uma sensação de completa impotência, e não apenas desamparo, mas uma completa falta de desejo, vazio interior, e é dado a você apenas para preencher o vazio com a força do altruísmo e não do egoísmo. A força que motiva você a avançar é tomada de você de propósito: assim você recebe um presente.

Agora o grupo precisa para lhe dar algum tipo de empurrão para frente, pelo menos um pouco, e daí você vai para frente. Isso significa que você precisa trabalhar com o grupo antes, ajudar, investir nele como num banco, e então, quando você não tiver força, você poderá tomar dele e avançar.

Da Lição Virtual sobre Fundamentos da Cabalá 23/09/12