Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

No Momento Crítico, Você Recebe Um Segundo Fôlego

Dr. Michael LaitmanPor favor, saibam que se vocês forem sozinhos, vocês nunca vão ter as forças necessárias. O mesmo caminho que é possível atravessar em um ano levará 15 anos para atravessar, e, no final, vocês não vão chegar a nenhum resultado, exceto reconhecer que precisam do grupo.

No entanto, se eu trabalhar corretamente com o grupo, sempre que houver uma descida, ele irá me despertar. E não necessariamente através de métodos físicos óbvios, mas isso vai vir de cima, como um despertar interno, depois que me juntei à conexão com o grupo. No momento em que sou capaz disso, eu constantemente penso nisso: Como posso alcançar a conexão onde há o meu lugar exato, no qual eu me incluo como num “quebra-cabeça”? Eu quero sentir o meu lugar neste quebra-cabeça e constantemente pensar nisso, apenas na conexão. Afinal, este é o lugar com o qual eu associo a futura revelação do Criador, que nos conecta.

Se eu investir constantemente meus esforços nisso, não há como eu cair e ficar sem forças. Meus amigos vão me ajudar.

Imagine que, como um elemento de um mecanismo, eu sou a parte que está incluída num sistema. Eu sempre insiro essa força dentro deste sistema, o desejo de se conectar, ao despertar os outros. E, em certo momento, eu morro; neste elemento, o ego de repente cresceu, e não pode mais fazer nada, ficando parado como um carro com um pneu furado. Depois, na medida em que eu “inflei” os outros, eles agora começam a trabalhar em mim.

Em nosso corpo os processos são os mesmos; todo o tempo há subidas e descidas, contrações e expansões, absorção e emissão de várias substâncias em diferentes sistemas. Assim, o corpo age constantemente, e isso se chama “estar vivo”.

Viver significa que há um tempo para dar e um tempo para receber. Esta é a forma como cada célula do corpo funciona, grande ou pequena. Se eu não fizer isso, não haverá qualquer tipo de vida. Eu posso receber o despertar de cima, mas apenas para despertar a mim mesmo e fazer com que eu volte novamente a trabalhar com o ambiente. O ambiente é como uma bateria para os meus esforços, que, depois, voltar para mim.

Primeiro, eu preciso fazer tudo ao meu alcance. Eu não posso dizer que agora estou numa descida e esperar até que o grupo me dê forças. De qualquer forma, eu preciso me esforçar de acordo com a quantidade de força que me resta, e depois começar a receber as forças dos amigos. Eu só não posso cair em seus braços com antecedência.

Vocês vão ser convencidos de sua experiência que trabalha especificamente neste caminho, e enormes acumulações de força serão reveladas a vocês. Tomem o quanto quiserem. É como em uma longa corrida, quando suas forças se foram, mas vocês continuam a correr de qualquer maneira, e depois passam o ponto crítico, quando recebem um segundo fôlego.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/09/12, Escritos do Baal do HaSulam

125 Velocidades De Transmissão


Hoje nós queremos criar uma união ainda maior entre nós. O período de preparação, que durou alguns anos, acabou. No passado nós não levaríamos esse desafio a sério. Hoje as condições externas do mundo, as condições internas em Israel, as condições internas no grupo e as condições internas em todos são, de certa forma, adequadas para “mudar para uma velocidade mais alta”. Chegou a hora.

Pergunta: Nós já começamos esta aceleração?

Resposta: Algumas pessoas ainda estão em “ponto morto”, enquanto outras estão avançando conosco. Cada um determina com que velocidade avança por si mesmo.

Pergunta: Pode uma pessoa medi-la?

Resposta: Ela não pode medi-la; no entanto, tudo está em suas mãos. Quanto ela está unida com o grupo, com o professor, com nossas ações comuns? Algumas pessoas ainda estão dormindo, enquanto outras colocam todos os seus esforços para entrar no processo, e no dia a dia sentem os “extras”. Tudo depende do grau de concordância com este processo contra o desejo da pessoa. Assim, não olhe para as brechas dentro de si mesmo, mas em vez disso, você deve agir.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/10/2012 – Talmud Eser Sefirot

Viver Para O Corpo Ou Para A Alma?

Dr. Michael LaitmanApós a quebra, sob a influência dos genes informativos (Reshimot), os desejos quebrados passam por diferentes estados, separados da espiritualidade nos níveis inanimado, vegetal e animal da natureza. Assim, eles entendem gradualmente seu estado até finalmente atingirem o nível humano.

Depois, eles começam a entender que algo os trouxe para o nosso mundo, num estado onde eles se sentem num desejo especial chamado “corpo”. É como se uma partícula do mundo superior fosse lançada para baixo e imergisse em algum líquido no qual ela permaneceu.

Agora a pessoa se depara com um dilema: será que ela deve trabalhar para este mundo, para acrescentar, para benefício do corpo, ou ela deve trabalhar para a alma? Ela tem que escolher uma das opções.

Evidentemente, a escolha não depende da pessoa, mas sim deriva das reencarnações pelas quais ela passou nos níveis inanimado, vegetal e animal da natureza, onde ela examinou seu estado. A alma que se aproximou de sua realização é chamada de “alma grande”, e com ela a pessoa já pode decidir agir em benefício da alma e não do corpo.

A fim de agir em benefício da alma, a pessoa precisa que todo este mundo a ajude a alcançar o temor do Criador. O temor é um vaso espiritual, um desejo de doar. A iluminação de Cima, chamada de “Luz da alma”, é vestida nesse desejo, ou mais precisamente, na intenção que é construída acima dele.

Esta intenção é construída a partir da profundidade do desejo (espessura, Aviut), da Masach (tela) e da Luz de Retorno: que compõem o vaso espiritual de uma pessoa. Claro que isso só é possível de desenvolver a partir deste mundo, quando nós subimos dele até a altura de 125 degraus.

As pessoas que alcançaram esta realização, de acordo com suas Reshimot, se juntam. A Luz superior age em todos igualmente, mas se os genes informativos são revelados, as Reshimot que estão prontas para essa correção se aproximam umas das outras aspirando a se conectar. Como resultado, a pessoa chega a um grupo em nosso mundo.

Mas depois que ela chega a um grupo outra lei começa a agir nela, que lhe permite o livre-arbítrio. Afinal, todas as Reshimot foram realizadas no desejo da pessoa.

Mesmo que se diga, “Eu sou o primeiro e Eu sou o último”, e, “não há outro além Dele”, a preparação para esta revelação, para o reconhecimento da grandeza do objetivo espiritual a partir da escuridão do exílio, isso está totalmente nas mãos da pessoa.

Aqui nada pode ser feito. Se esta carga parece pesada ou leve para a pessoa, depende da altura da meta e quanto a pessoa valoriza a quem ela serve.

Se ela desrespeita o professor, o grupo e o Criador, nada pode ajudá-la. Afinal, estes três componentes são inseparáveis e supremos para a pessoa. Se ela não os valorizar, ela acabará por se desviar do caminho e deixará o desenvolvimento espiritual.

Se ela trabalha nisso, à medida que se esforça o máximo possível para que isso a salve, isso a ajudará a depreciar o seu ego, sua mente corpórea e sua experiência de vida que parece ter algum valor. Isso é revelado como totalmente inútil diante dos novos estados pelos quais ela tem que passar, mas também a capacitará e lhe dará combustível para avançar nesse caminho.

Isso só é possível se a grandeza da meta, o grupo, o professor e o Criador são mais importantes para a pessoa do que seu egoísmo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/10/2012, Escritos do Rabash

A Razão Pela Qual Estamos Aqui Reunidos

Dr. Michael LaitmanO objetivo da sociedade é nos elevar ao nível humano. Isto é possível apenas pela grandeza do Criador, que não vemos em nossa escuridão. Mas é no escuro que nós podemos estabelecer novos valores entre nós que não tenham bases egoístas.

Nós sabemos que esses valores são totalmente injustificados, pois caso contrário eles se originariam do nosso ego. Mas a base espiritual está acima do ego, como a Sefira de Yesod, que está acima da Sefira de Malchut. Portanto, tudo depende da base que nós escolhemos: é apenas pó, que é totalmente inanimado ou pó da terra (Adamah) que já se assemelha (Domeh) ao superior, como um homem (Adão), semelhante ao Criador?

Tudo depende de nossas prioridades e no que consideramos ser importante. Nós começamos jogando com a importância do Criador, do professor, do grupo, do estudo e do objetivo, e isso se torna um jogo mais importante e sério no grupo. É porque em nosso ego, nosso desejo, só vemos escuridão. O ego cresce constantemente, aumentando assim a escuridão. Mas, em cima desta escuridão, nós desenvolvemos a grandeza do nosso objetivo comum, todos no grupo recebem combustível e energia para avançar através da escuridão.

Isso significa que em vez de avançar pela vara que nos empurra por trás, nós escolhemos ser puxados pela frente em direção à grandeza do superior, à grandeza do atributo de doação, da ajuda mútua, da conexão, do amor e de todos os valores supremos que são específicos à natureza do Criador.

É com esta finalidade que o grupo Cabalístico se baseia, e como tal, ele deve manter constantemente seu objetivo, sua base, com mais e mais precisão. Os membros do grupo Cabalístico são heróis em qualidade não em quantidade. Só quem realmente pode avançar neste caminho deve se juntar a ele. Aí reside a nossa força, pois queremos alcançar a maior equivalência possível com a Luz, para crescer em altura e não em largura.

Por isso nos reunimos aqui — para estabelecer uma sociedade onde cada um de nós segue o espírito de doar ao Criador. E para conseguir doar ao Criador, devemos começar a doar ao homem, o que é chamado de “amor ao próximo”. (De “O Propósito da Sociedade”, Rabash)

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/10/2012, Escritos do Rabash

Cada Aula É Um Contato Com Ein Sof (Infinito)

Dr. Michael LaitmanSe durante a aula você mantivesse a intenção certa, você sentiria um grande preenchimento (satisfação) espiritual durante este tempo. É tudo de acordo com o desejo do cliente: o que você quer é o que você recebe. Uma grande Luz é revelada durante a aula e é uma pena se você não usá-la.

Um preenchimento espiritual indica que o seu desejo anterior, cru, está sendo atraído à espiritualidade, como  GE. Em seguida, ele se conecta com os desejos dos outros, com AHP, que retratam o Criador para mim para que eu possa senti-Lo. Isto é o que me preenche; eu sou preenchido com doação. Assim como uma mãe que é feliz quando seu bebê come, limpando suas bochechas redondas com prazer. O fato de que ela o preencheu é sua satisfação.

É a mesma coisa comigo; eu não tenho outro objetivo na vida, exceto preencher (satisfazer) os amigos. Preenchendo-os, eu preencho o Criador. Eu uso os meus vasos para preencher suas necessidades, para oferecer-lhes o que eles querem. Eles querem avançar à meta, sentir a sua grandeza, e eu lhes dou isso. Eu só os evoco positivamente: aumentando a grandeza da meta e do Criador, ao agir como a Luz com relação aos vasos.

Você deve deixar a lição com grande alegria por ter estado em contato com o sistema eterno e infinito, em contato com o Criador. Mesmo que este contato não seja claro e verificável, eu ainda saio com um plano do que vou fazer a partir deste momento em diante. Nós devemos renovar o plano fixo a cada vez, de modo que ele seja relevante para cada dia específico. Eu tenho que decidir o que vou fazer todos os dias até a próxima lição.

Eu mudo o meu plano de acordo com o novo despertar, a nova atitude, tanto a física quanto a interna. Experimente e você vai ver que é uma mudança variada, que acontece de uma forma diferente a cada vez. Cada dia é diferente do outro e não como parece hoje. Nós ficaremos impressionados com cada ponto de nosso avanço, como se cada vez fosse o mundo inteiro.

Eu devo passar todo o despertar pessoal que recebi durante a lição para a sociedade, de modo que ele vai crescer até o tamanho de toda a sociedade. Eu quero passar tudo isso na forma de minha gratidão e amor para com o Criador. Se eu fizer isso, ele vai voltar para mim e aumentar ainda mais o meu desejo, o despertar será maior, a fim de doar aos amigos novamente.

Este trabalho está nos pensamentos e no nosso desejo. Eu não preciso correr atrás de cada amigo tentando acordá-lo fisicamente. Internamente eu devo simplesmente explodir e externamente preciso trabalhar com muita calma para não prejudicar os amigos. Externamente, eu tenho que me vestir no estado do amigo, em seu desejo, a fim de fazer o que é bom para ele e não o que eu quero.

Mesmo internamente, depois você vai se relacionar consigo mesmo e trabalhar com os vasos dos outros, porque você vai tratar a si mesmo apenas como uma máquina que serve os outros. Você não terá nenhum outro interesse em si mesmo.

Como você pode verificar se está trabalhando corretamente? Se você quer despertar a grandeza da meta no grupo – a doação geral e o amor no grupo, em toda a humanidade e o amor do Criador para se deleitar nele e fazer os outros felizes – isso é suficiente para testar. 

Da 3ª parte Lição Diária de Cabalá 05/10/12, O Estudo das Dez Sefirot

Uma Premonição Da Doação

Dr. Michael LaitmanNós tentamos realizar atos mútuos de doação e falamos sobre o amor entre nós, embora ele não esteja lá. No entanto, ainda falamos sobre doação, sobre o amor do Criador, sobre a adesão a Ele, sobre a adesão entre nós, sobre conexão e unidade, em suma, sobre o vaso corrigido. Após a quebra do vaso geral, falamos sobre a sua correção. Antes havia uma alma, e falamos sobre a reconexão das almas individuais em uma única.

Estas conversas nos permitem ficar impressionados uns com os outros tanto qualitativa como quantitativamente, e, gradualmente, todos os nossos esforços se unem num todo. No final, nós criaremos um estado do qual seremos capazes de gritar, o que significa elevar uma oração coletiva. Quando as pessoas se reúnem, mesmo que sejam poucas, elas têm muitos vasos e discernimentos e assim elas elevam uma “oração de coletiva”.

Mas esta oração deve ser destinada a uma Fonte, um objetivo, para ser uma. Eles querem receber o atributo de doação mútua, o que eles imaginam como um valor supremo, como parte de seu ambiente. Este atributo, a força que gera e revive tudo, é chamada de Criador, e eles querem que ela seja revelada entre eles de acordo com os esforços que fizeram.

O atributo de doação não está em algum lugar do lado de fora. Portanto, se os amigos tentarem, ele será revelado dentro, entre eles. É como se isto viesse a nós de duas direções: por um lado não há vaso, e por outro lado não há Luz, mas quando os amigos tentam ficar juntos o máximo que podem, num determinado ponto, tanto o vaso quanto a Luz são criados simultaneamente. Eles não podem existir separadamente.

Nós trabalhamos pedindo, através de uma oração comum, e assim nos aproximamos desta revelação, a revelação dentro de nós do atributo de doação e amor, que é o Criador.

Aqui é importante lembrar que, durante a fase de preparação, nós não descobrimos o verdadeiro atributo, mas a necessidade dele. Nós não sabemos de antemão o que é este atributo. É como se quiséssemos adquiri-lo e, em seguida, quando ele é revelado, ele acaba por ser uma verdadeira surpresa e muito longe do que pensávamos que seria. Isto é porque se trata de algo que não faz parte da nossa natureza.

Nós só precisamos do sentimento de necessidade, para que possamos antecipar e ter uma premonição disto. Mesmo que isto não reflita a realidade futura, a pessoa ainda tem que imaginar o próximo estado através deste jogo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/10/12, Escritos do Rabash

Mobilização Geral

Dr. Michael LaitmanSó a nossa persistência em sentir a necessidade de conexão pode nos salvar. Pare de brincar com outras coisas na esperança de que alguma coisa vai mudar com o tempo, o suficiente para lidar com outras coisas. Todas as atividades relacionadas são necessárias apenas para apoiar o principal: a compreensão da necessidade de conexão.

Aqui deve haver um incessante esforço coletivo até conseguirmos. Não devemos fugir ou desviar deste objetivo em qualquer outra direção. Tudo o que fazemos é apenas para reforçar nossos esforços em conectar. Devemos sentir a preocupação que vai de coração a coração, até que tenhamos sucesso. Não há concessões aqui e as condições são conhecidas: a satisfação constante das Reshimot (genes informativos) de acordo com o princípio de “eu trabalhei e encontrei”. Se nós podemos, nós superamos, e se não podemos, não superamos. Este deve ser um objetivo claro diante de nossos olhos e nós devemos nos mobilizar para a missão.

Há novos alunos que não compreendem ainda e não sentem total desespero; há alunos antigos que cresceram muito fracos e se viram presos à rotina. Mas, no geral, nós temos que reforçar um ao outro. A oração só pode ser pela conexão; caso contrário, ela não é ouvida. Se não ansiarmos pela conexão, pela doação mútua, pela doação ao Criador, então tudo o resto é “poção da morte”. Nós devemos esclarecer isso exaustivamente.

O principal é a preocupação geral. Mesmo se eu não sinto a preocupação em meu coração, eu ainda devo mostrar isso aos outros. Mesmo se agora eu não me sinto entusiasmado com o objetivo da criação, eu ainda devo agir perante os outros. Caso contrário, eu não devo fazer parte da sociedade.

Esta deve ser a principal condição: a pessoa está na sociedade para fortalecer os corações dos amigos no caminho para alcançar a meta através do aumento da importância e da grandeza da meta. Se ele não faz isso, não há espaço para ele aqui. É melhor que algumas pessoas alcancem a meta, pois caso contrário qual a utilidade dos milhões que nos rodeiam, se eles não alcançam nada e se a força espiritual não governa o nível corporal?

Portanto, a sociedade deve exigir de todos: ou você mantém sua obrigação no fortalecimento dos amigos, bem como na grandeza da meta, da conexão, ou saia. Só isso.

Quanto aos iniciantes, a missão também deve ser esclarecida a eles na medida em que eles possam percebê-la, uma vez que não há nada mais.

Muitos anos se passam até que a pessoa começa de certa forma a ouvir e perceber a mensagem. Mas nós acumulamos suficiente experiência, poderes, conhecimento das fontes e esforço para cumpri-la. Além disso, a realidade externa exige que façamos isso.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 05/10/12

A Simples Lei Da Revelação

Dr. Michael LaitmanTudo é muito simples: o Criador é revelado na conexão entre nós. Portanto, eu deveria procurar durante todo o dia onde posso trabalhar na conexão entre nós. Onde estão os fios que posso esticar a fim de nos conectar? Entre quem eles deveriam ser esticados, entre quais desejos? Como devo conectar todos, e por quê? Qual é o trabalho que tenho que fazer?

Diz-se que o Criador é revelado na conexão entre nós. Se há dez pessoas, é o suficiente. Nós só temos que nos conectar, e Ele será revelado. Porém, será que eu dei algum passo concreto em direção à conexão? Nós só falamos da conexão, e o Criador não é revelado. Então, o que devemos fazer? Continuem até que o Criador seja revelado.

É uma lei! Ele certamente vai ser revelado assim que a correta necessidade por uma conexão compatível com Ele surja e seja suficiente para o primeiro nível da revelação: Nefesh de Nefesh. Ou vamos revelar a relação oposta, o oposto de Nefesh de Nefesh. Assim, nós temos uma indicação de que o desejo de se conectar ocorreu e foi revelado de forma oposta, e vamos gritar para que o Criador nos corrija.

Este protesto surge automaticamente, uma vez que uma ação leva a outra. Portanto, quando nós clamarmos, o Criador corrigirá a conexão entre nós e será revelado. A parte quebrada será revelada a nós na forma mais grosseira de separação entre dez pessoas. Então, nós vamos descobrir uma quebra cada vez mais delicada.

Primeiro, nós descobrimos a quebra na sua forma mais primitiva: 10 partes grandes de egoísmo, opostas uma a outra tentando arrancar uma a outra em pedaços com seus dentes, em vez de conectar, e agarrando com seus dentes, como engrenagens. Então nós pedimos pela correção e nos conectamos mais grosseiramente, e assim a Luz de Nefesh de Nefesh é revelada. Esta já é a revelação do Criador à criatura.

Esta é uma forma muito grosseira de conexão, que somos capazes de realizar no momento, 1/125 da conexão. Em seguida, a mesma coisa ocorre, mas a resolução é maior. Há as mesmas 10 Sefirot, mas nós penetramos mais profundamente nelas, descobrindo mais e mais partes individuais.

O principal é descobrir as dez primeiras Sefirot, o primeiro nível, porque é assim que você nasce e assume uma forma espiritual. Então, desta forma, você já começa a melhorar. A parte mais difícil é superar o primeiro nível.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/10/12, Prefácio ao Livro do Zohar

Todos Giram De Maneira Independente

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que devemos fazer para que o coração decida se conectar? Nós decidimos nos conectar tantas vezes, mas não sabemos como começar.

Resposta: Nós devemos construir sistemas que não nos deixarão escapar. Imagine que precisamos guardar um rebanho muito grande onde há muitos animais: vacas, veados, bois, ovelhas, etc. Nós temos que saber como tratar cada tipo de animal: alguns precisam de cães de guarda, e outros precisam de pastores, e outro tipo precisa de uma cerca para que não fuja.

Nós devemos prover cada tipo de animal com o tipo certo de alimento: alguns precisam de grãos, outros de grama, e todos precisam de água. Eu tenho que cuidar de todas essas coisas. Da mesma forma, eu também tenho que cuidar do grupo e dar tudo o que ele precisa para que não escapemos, e sim tenhamos êxito sucesso e alcancemos de forma segura nosso objetivo.

Nós temos que pensar em tudo isso. Esse é o nosso trabalho. Nós temos que alcançar as primeiras dez Sefirot, o que significa o mínimo de conexão entre nós. Mesmo que ela seja egoísta e oposta à espiritualidade e à santidade, já é uma conexão. Agora nós estamos simplesmente separados um do outro, e ninguém pretende se conectar com os outros de forma alguma. Nós somos como engrenagens que não se conectam ao girar de maneira independente.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/10/12, Prefácio ao Livro do Zohar

Vendo O Mundo De Ein Sof (Infinito) Por Trás Das Palavras Simples

Dr. Michael LaitmanConectar-se com um amigo não significa seguir sua mente. Quando eu me subjugo e ouço o que ele diz, não é para depois fazer o que ele diz. Eu tenho que dominar o meu ego, mas isso não significa que tenho que aceitar o seu conselho.

Eu me subjugo diante da conexão interna entre nós. É uma coisa totalmente diferente. Eu ouço o que ele diz, e tenho que aceitar isso como algo vindo do maior em nossa geração, diante do qual eu me subjugo, descobrindo lá o seu nível interno, onde ele está em sua altura espiritual. Ein Sof é parte de cada um de nós; eu realmente me subjugo diante deste nível espiritual em minhas relações com o amigo, mas não no que diz respeito às suas opiniões corporais.

Isso é algo muito sutil. Nós não compreendemos que todos os mundos existem nas relações entre nós, incluindo o verdadeiro mundo de Ein Sof.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/10/12, Prefácio ao Livro do Zohar