Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Como O Cego Pode Encontrar O Caminho Certo?

Pergunta: Nós sabemos que todos nós somos egoístas. Nós fomos trazidos ao grupo pela consciência de que não podemos viver assim. No entanto, ainda não temos uma compreensão do objetivo, não há curso, somos como cegos. Como pessoas cegas podem mostrar o caminho umas às outras?

Resposta: A pessoa avança de acordo com seus desejos. Quando eu realmente quero, eu avanço. Se eu me sinto bem no momento atual, não me movo, mas permaneço lá. Se for bom lá, eu vou me sentar, e não pensar em mais nada: eu não vou ter nenhum pensamento, nenhum movimento, nada. Assim que eu me sinto mal, então há movimento para um estado melhor. Esta é a única maneira de eu avançar.

Se nós estamos num grupo, aprendemos e fazemos algumas ações, nós pensamos que isso é o suficiente; nós não temos inclinação para seguir em frente, todos os dias é a mesma rotina, tudo é igual. Como podemos nos forçar a seguir em frente? [Leia mais →]

Não Se Preocupem Com As Massas Agora, Trabalhem Em Si Mesmos!

Pergunta: O nosso grupo existe há três anos. Antes, as pessoas entravam e saiam do grupo, até que o grupo finalmente se formou. Agora estamos em um ponto em que não há mais um influxo de novas forças. Pode a razão para isso ser que estamos tão habituados um ao outro, sentimos e sentir o outro como membros de uma família e nos sentimos tão bem juntos que não queremos deixar ninguém mais entrar?

Resposta: Isso pode acontecer. Eu não estou totalmente familiarizado com a situação para lhe dar uma resposta. Mas tudo tem seu tempo, então não se preocupe. Vocês devem usar este tempo para estudar mais e fortalecer-se. Eu não acho que agora é a hora de realizar ampla disseminação. Pelo que eu sinto, a situação aqui ainda está muito letárgica. É melhor esperar. Por enquanto vocês devem trabalhar para melhorar sua conexão conosco, tentar trabalhar mais nos materiais, traduzir livros e adaptar o material para a população local. Talvez vocês sejam capazes de escrever artigos na Internet ou em pequenos jornais. Talvez vocês possam adaptá-los à população local. Eu não acho que muitas pessoas vão se juntar a vocês agora. Afinal, um ponto no coração se revela apenas quando uma pessoa chegou a certo nível de desenvolvimento egoísta, e isso ainda não aconteceu aqui. Portanto, vocês devem trabalhar mais em si mesmos.

Da Convenção na Georgia 06/11/12, Lição 2

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O que nos impede de conetar?

O que nos impede de conetar?

Pergunta: Se nós estamos prontos para encontros várias vezes por semana para ler e discutir coisas, o que nos impede de conetar com os amigos?

Resposta: O vosso egoísmo. Ele vai crescer a cada dia, e vai encontrar falhas cada vez maiores nos seus amigos para que diariamente os veja com maior aversão.

Pergunta: Será que eu não sei qual é a razão para isto?

Resposta: Podem haver imensas razões. Você não acredita em mim? Daqui a um ano nós perguntar-vos-emos e vocês nos dirão como estão a fazer.

Há alturas em que as pessoas são simplesmente indiferentes. Você vem, estuda, parece ser necessário, útil, e depois de se habituar a isso você simplesmente para de perceber os demónios por um tempo.

Então, conforme você trabalha com eles, você sente criticismos em relação a eles; você encontra pontos maus em toda a gente, até que atinge a verdadeira repulsa e alienação.

Mas o verdadeiro ódio aparece quando as pessoas estão a trabalhar seriamente na conexão. Então o verdadeiro ego aparece e é fortemente revelado. É aqui que o trabalho real começa a sério.

Da Convenção da Geórgia 06.11.2012, 2ª Lição

Para não desperdiçarmos o nosso tempo

Pergunta: No nosso mundo há leis que temos de cumprir. Como posso verificar a minha intenção praticamente para ver se ela é egoísta ou se é a intenção correta?

Resposta: Como posso verificar de forma prática a minha intenção e avançar? Você tem razão, o mais importante é a intenção, mas não vai conseguir por si avançar, eu não conheci ninguém que estudasse a Sabedoria Cabala sozinho. Você tem que estar ligado a nós. Sem um grupo, um professor, amigos e assistência, você vai simplesmente desperdiçar muito tempo. Por isso para começar, leia o material dos principiantes. Mas se realmente está no momento de como posso eu mudar a minha intenção, isso já é nível superior e já é realmente muito sério.

É puro desperdício de esforços e está a confundir-se a si mesmo com isso e precisará de muito mais tempo para sair dessa confusão. Você deve estar ligado connosco. Nós estamos preparados para qualquer situação, em qualquer linguagem, Inglês, Georgiano, Russo Hebraico, qualquer que seja a linguagem que você queira. Os nossos livros estão publicados em 27 línguas.

Da Convenção da Geórgia 05.11.2012, 1ª Lição

Filtre Tudo Que É Redundante

Dr. Michael LaitmanOs Cabalistas determinaram as leis do grupo a partir de sua própria experiência. A finalidade de criar um grupo é conectar e se tornar como o Criador. O grupo é formado quando pessoas que querem atingir esse estado se juntam, e é claro, o grupo deve entender por que ele existe. Ele inclui novos membros que não entendem ou percebem isso ainda, mas num tempo muito curto, vamos explicar porque existe um grupo, e sem forçar, gradualmente levá-los a este estado.

O grupo deve ser unificado, e não deve haver distorções. Não é uma empresa com gerentes e trabalhadores que são subordinados a eles. Não há tal coisa num grupo que estuda Cabalá; tudo é coletivo.

Nós criamos diferentes comissões que servem e ajudam, apoiam e organizam o grupo, o estudo, as férias, as refeições, etc. Tudo isso deve estar precisamente adaptado à unidade básica de cada indivíduo e do coletivo. Apesar de sermos diferentes, temos de ser totalmente iguais, um é sábio e outro é tolo, não faz diferença. Todos são naturais à medida que são essenciais nessa forma específica.

Imagine um mecanismo com algumas de suas partes se movendo rápido e outras se movendo lentamente, algumas estão se movendo para a direita ou para a esquerda e outras estão girando em torno de um eixo. Todas têm seu próprio papel e o principal é que todas devem fazer o seu melhor para a unidade geral. As outras condições do grupo são criadas como resultado.

A principal condição é a ajuda mútua e é isso que nos leva à conexão entre nós, uma vez que uma única pessoa não tem nada para corrigir. Cada um de nós é um todo absoluto e não há nada corrupto, exceto uma coisa: a conexão com os outros. É por isso que eu não presto atenção ao caráter de uma pessoa, a sua forma externa, a seus hábitos asquerosos, nada. Tudo isso não me diz respeito. Eu uso um “filtro” e não vejo tudo isto; alguém é ruivo, outro é chato e alguém me irrita e me afasta da maneira que quiser, mas eu não me importo. Atrás do meu “filtro” eu tenho que ver uma única coisa: a atitude da pessoa em relação à conexão e unidade, pois esta é a única coisa que temos que corrigir nela. Se ela trabalha nisso, ela é minha amiga, e se não o faz, é um estranho para mim.

Não devemos tentar mudar algo em nós, exceto a conexão com os outros; isso é muito importante. Nós desperdiçamos muito tempo e energia nisso. Nós devemos parar de lidar com o que é desnecessário, uma vez que só quebramos e danificamos a nós mesmos dessa maneira. Você tem que ficar do jeito que você é, você não deve perder nem um grama de energia nisso, apenas investir na conexão.

Quando isso fica claro, o trabalho torna-se suave e mútuo, torna-se uma refeição, um anseio pela reciprocidade e o amor. Não devemos prestar atenção a qualquer outra coisa. Há apenas uma condição: a conexão entre nós, e o grupo deve constantemente concentrar sua atenção nisso.

Nós temos um longo caminho a percorrer e, no início, muitas distorções, mal-entendidos, irritações, explosões, etc., podem ocorrer. Mas só há uma coisa importante: se a pessoa realmente anseia por unidade. Se ela tenta aumentar esse desejo em si, então eu tomo para mim todos os seus outros problemas e a ajudo.

Da Convenção na Georgia 06/11/12, Lição 2

A História Da Conexão Entre Nós

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos nos ajustar a uma força, a uma Luz, e não sair deste caminho?

Resposta: Isso só é possível através da adesão mútua dos amigos que querem esclarecer tudo apenas com relação à conexão entre si. Toda a Torá é a história dessa conexão e nada mais do que isso.

Aos poucos, nós conhecemos o desejo de receber, que a princípio parece ser bom; isso é chamado de “sete anos de saciedade” no Egito. Então, nós descobrimos que o nosso desejo é ruim. Isso é evidenciado pelas cidades de Piton e Ramsés. A posição do ego não muda, e se você se identifica com ele, você vive uma vida confortável. Mas se você se identifica com Israel, é ruim, já que o ponto que não deixa você descansar aparece e obriga-o a separar-se da atitude anterior. Assim, você não muda a realidade, mas apenas a divide e prolonga de acordo com o seu ego ou de acordo com a Luz.

Primeiro você determina que os desejos e pensamentos que lhe separam de sua propriedade são ruins. Esta abordagem é chamada de “a opinião dos latifundiários”. Depois, o mal se torna algo que separa você do Criador e isso é chamado de “a opinião da Torá”. Essas duas opiniões são opostas entre si, e a Torá nos diz como a pessoa se move de um mundo para outro. Se a pessoa determina que tudo deve existir dentro do desejo de receber, é um estado chamado de “este mundo”, o que significa o nível atual. A partir deste ponto a pessoa se move para o “outro mundo”, para o próximo estado onde tudo tem que existir no Criador.

A história do êxodo do Egito é a história geral que se repete de tempos em tempos, cada vez numa qualidade diferente, num novo nível de percepção que revela camadas mais profundas e expõe detalhes menores e uma avaliação mais precisa. Nesta história nós abandonamos o Egito, mas ainda estamos muito longe do ponto final. O Egito retorna para nós durante a peregrinação no deserto. Em outras palavras, ele retorna para nós num nível mais alto, à medida que você vê e vive o “filme”, ​​mas numa “resolução superior”. Isto ocorre junto com diferentes guerras e problemas. Tudo retorna e descobre detalhes mais sutis do nosso esclarecimento.

Tudo sempre gira num triângulo: “Eu – o grupo – o Criador”. Nós esclarecemos o ponto de unidade, a adesão entre o grupo e eu. Eu sou o vaso e o Criador é o preenchimento. Em seguida, nós examinamos o que nos perturba e o que nos ajuda. Nós estamos constantemente esclarecendo isso; nós esclarecemos os atributos necessários a cada segundo, a fim de corrigi-los e conectá-los. Com isso nós subimos a escada espiritual. Então, se você está procurando a maneira mais eficiente, só existe um lugar onde você deve se concentrar.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/10/12, Escritos do Rabash

Jogando Com Um Elástico

Dr. Michael LaitmanEu acho que já podemos avançar para o próximo nível, para um novo sentimento. A sensação é de que estou no grupo, em unidade, num conjunto de amigos, e se eu sentir que sou empurrado para fora, é a inclinação ao mal.

Assim, o Criador joga comigo: Ele me afasta do grupo, como se me puxasse como um elástico, de modo que eu queira voltar e implore a Ele: “O que você está fazendo?!”. Abandonar a unidade a cada vez é mais fortemente sentido em mim, e eu grito: “Não faça isso! Traga-me de volta!”. Por mais estranho que possa parecer, tais estados ligam a pessoa ao Criador. É nesta ação de contrastes que eles me permitem ver que Ele está jogando comigo através da inclinação ao mal. O Criador disse a Moisés desde o início, “Vinde ao Faraó”.

Agora eu também sinto que estou no centro do grupo, enquanto Ele “puxa o elástico para trás”, puxando-me para fora de lá. Ele me dá a sensação correta, e eu imediatamente respondo e sou atraído de volta. Então, mais uma vez Ele me puxa para fora, e eu respondo novamente. A questão é o quão sensível eu sou à atração e em que medida posso resistir sempre que isso acontece?

Eu começo a jogar, e a inclinação ao mal se torna uma “ajuda contra” mim. Eu aprendo com Suas ações à medida que Ele revela meu mal e me puxa para fora do círculo de amigos. No final, o Criador me revela a extensão do centro, toda Malchut em diferentes ângulos e discernimentos. Eu jogo com Ele de tempos em tempos, me comportando de maneira diferente a cada vez. A principal coisa é que eu identifico Seu jogo em tudo que acontece. A inclinação ao mal é a força que devemos adquirir como a base acima da qual descobrimos o Criador; onde mais podemos revelá-Lo?

Portanto, toda vez que Ele me puxa para fora do grupo ao qual estou conectado, a saída fornece-me novos “motivos” para o trabalho, onde o Criador e eu podemos compreender e sentir um ao outro como parceiros num jogo. Neste jogo nós podemos ser rivais, inimigos ou amigos. Os estados e as relações mudam numa seqüência de conexões e acessórios. Nós jogamos, e isso não é apenas um jogo, é o jogo da vida.

Pergunta: Para continuar com um jogo a pessoa precisa de certa recompensa…

Resposta: Antes de tudo, use a inveja. Se eu parar o jogo, vou ficar para trás. Esse incentivo é muito claro e simples. Não é por acaso que se diz que a inveja, a luxúria (cobiça), e a honra tiram a pessoa deste mundo. Eu devo ser como os outros. Eles são mais avançados do que eu, eles estão em doação e eu não sou nada. Todo mundo tem estes impulsos simples.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/10/12, Escritos do Rabash

Em Antecipação À Convenção Siberiana

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós estamos passando por um período de maior trabalho interno no grupo, e alguns de nossos amigos tiveram a impressão de que nesta conexão nós podemos reduzir significativamente o nosso trabalho de disseminação e nos dedicar mais integralmente ao trabalho interno.

Resposta: Todo o nosso trabalho consiste de dois opostos. O Rabash escreveu em seus artigos que o problema é que nós estamos aparentemente cortados dentro de nós, divididos em interno e externo. E o mundo ao nosso redor parece dividido em interno e externo. É por isso que é necessário entender como estar em contato com ele.

A este respeito, nós geralmente dedicamos mais tempo à nossa unidade interna e, em seguida, deixamo-la um pouco de lado e nos ocupamos com a disseminação. Tudo depende da condição do nosso ambiente.

Agora nós estamos nos preparando para uma grande Convenção na Rússia. Esperamos que centenas de nossos amigos participem, aqueles que jamais tiveram sequer uma conexão visual direta com a gente.

Eu vejo essa Convenção como muito importante e é por isso que a unidade que temos que alcançar lá naturalmente detém toda a nossa atenção. Assim, embora a disseminação externa seja importante para nós, a interna é mais importante.

Assim, nós estamos nos movendo. Como o pulsar do coração, todo o nosso trabalho se move através da inspiração-expiração, e o mundo inteiro está neste movimento. Compressão e expansão alternando-se mutuamente, e assim nós avançamos: ao longo das linhas esquerda e direita. Tudo é organizado alternadamente.

Portanto, não feche completamente qualquer uma destas linhas. Às vezes, nós só temos que mudar o foco de uma parte para outra, da interna para externa e vice-versa. De qualquer forma, vocês não precisam entrar em pânico por pararmos a disseminação externa e, mais importante, a disseminação interna.

Ainda assim, na véspera da Convenção, nós temos que tentar nos preparar ainda mais para ela, ou seja, unir e tentar trazer para a Convenção todos aqueles que estudam com a gente em vários lugares, especialmente na região da Sibéria, do Extremo Oriente, das partes do sul da Rússia, e países adjacentes.

Aproveitando a oportunidade, eu gostaria de salientar mais uma vez a importância desta Convenção e convidar a todos os indivíduos, todos os céticos, e aqueles que se comunicam no espaço virtual em diferentes partes das intermináveis extensões da Sibéria e dessa região. Espero que todos encontrem forças, meios e tempo para se encontrar com a gente.

Existe ainda várias pessoas que estão em algum lugar sozinhas, muito longe umas das outras, e é desejável que frequentem nossas Convenções, ao menos uma vez. Espero que tenham essa oportunidade. Deixe que elas se conectem, pelo menos com os organizadores das Convenções, e mesmo que não participem, elas devem escrever para nós de modo que saibamos onde estão. E se, de repente, decidam vir depois de tudo, nós podemos ajudá-las.

Da Lição Virtual 28/10/12

Um Campo De Jogo

Dr. Michael LaitmanUma réplica do último nível espiritual quebrado é revelada em nós como o mundo corpóreo, que sentimos com os nossos cinco sentidos. Ao mesmo tempo, tanto a matéria quanto os sentidos são imaginários, e representam contornos espirituais, como uma imagem numa parede. A imagem é antiga, mas não é real. A realidade existe por trás da parede e há apenas uma projeção na parede.

As pessoas assistem filmes e experimentam diferentes sentimentos. Isso é real ou não? Estas são apenas reações e impressões. É como se estivéssemos vivendo em um filme que está sendo projetado para nós.

Mas, além do filme, eu não vejo nada e não sei de nada. Toda a minha vida ocorre nele e passa por ele; por isso, todos os meus sentimentos refletem este filme. Minha visão, minha audição, meu olfato e tato, são todos refletidos neste filme.

Hoje nos são mostrados filmes tridimensionais, que apresentam uma realidade ainda maior. Não é nenhum segredo que uma pessoa pode ser colocada numa determinada esfera e ser mostrado que essa é a sua vida; se ela se acostumasse com seu pequeno mundo, seria difícil provar-lhe que existe uma realidade externa, “Aqui há seres humanos, e aqui está a terra, e aqui estão as estrelas, tudo está no seu lugar…”. Ela não deixa os limites desta esfera em seus sentidos. Para ela, não há nada além dos limites de suas atuais sensações. Ela não sente a deficiência de algo em certo sentido extra ou que a sua realidade é inferior.

Hoje, eu também, usando meus cinco sentidos, percebo apenas o que está dentro da minha esfera. Onde está o sentido extra, um vaso que não pode ser preenchido por nada que exista aqui, não importa o quanto eu tente? A deficiência extra é chamada de “ponto no coração” (•) e se destina ao que está fora de nosso universo. Quando uma pessoa sente esse desejo, ela não encontra o seu lugar; ela começa a procurar e, no final, nos encontra. Nosso objetivo é conectá-la com o mundo exterior. Ela precisa sair, fora da “cerca” e se livrar dela.

A questão toda é que a nossa esfera é construída como uma réplica do mundo superior, e ambos são semelhantes. Nós só devemos usar o que está aqui corretamente. Eu levo minha centelha, o ponto no coração, e a insiro nas relações mútuas com os amigos, como se quisesse amá-los. Então eu vejo que realmente não quero isso, mas a deficiência já foi criada, e a centelha já tem um sentido e posso exigir a correção.

Portanto, o principal é inserir minha centelha no “campo de jogo” e me forçar a jogar de acordo com as regras. Através desse jogo eu adquiro uma mente real e a deficiência correta. Assim, a partir de um modelo de demonstração, de uma forma similar paralela, eu posso passar para o mundo real.

Este mundo é apenas um “campo de jogo” imaginário e só a centelha é real. Este minúsculo “ponto no coração” é uma parte Divina de Cima, e se eu usá-lo corretamente no jogo, eu sou bem sucedido e cresço.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/11/12, O Estudo das Dez Sefirot

Seguir A Sabedoria Ou A Luz?

Dr. Michael LaitmanRabash, Shlevei HaSulam (Os Degraus da Escada), Volume I, Artigo 12, “O que é a Torá e o Trabalho no Caminho do Criador”: Acontece que a pessoa tem que fazer um grande esforço antes de começar a estudar, de modo que seu estudo dará frutos e bons resultados. Isso significa que o estudo deveria trazer-lhe a Luz da Torá, que pode reformá-la.

Primeiro nós temos que desenvolver o desejo correto; na verdade, isso é indispensável. A pessoa chega à sabedoria da Cabala apenas com um “ponto no coração”, que não tem qualquer direção. Ela não sabe aonde chegou ou onde está, como uma gota de sêmen no útero. Neste caso, é o grupo que faz o papel do útero, e tem que “formatar” a pessoa, dar-lhe uma forma, e exercer influência. Não devemos esperar que ela atue corretamente. Nós devemos ter cuidado se ela “se exibe”, já que a exibição deveria ser do grupo.

Há aqueles que chegam cheios de energia e começam a trabalhar, para eles é realmente uma abordagem positiva, mas não é definitivamente na direção certa. E onde se pode encontrá-la? A partir de suas ações egoístas? A pessoa não teve sequer a chance de descobrir a inclinação ao mal e ainda está num nível inferior.

Portanto, o grupo deve delicadamente controlar o novo aluno, a fim de dar-lhe a forma correta, a direção certa. E quando a pessoa sente que “rédeas e freio” são colocados sobre ela, ela é obrigada a aceitá-los já que não tem outra escolha. O grupo deve controlar todos.

Os amigos devem buscar a inclinação ao mal e a falta de conexão. Nós ansiamos pela conexão; nós esclarecemos em que medida os nossos parâmetros qualitativos e quantitativos estão corretos; se isso atende às nossas necessidades e nos satisfaz, até que descobrimos a forma do Criador na conexão.

Nós atravessamos os níveis de Nefesh, Ruach, Neshamah, Haya e Yechida em cada um dos 125 graus. Em busca de conexão, nós descobrimos uma deficiência e atraímos a Luz que Reforma durante o estudo. Assim, o estudo torna-se intencional e eu me analiso constantemente, não de acordo com o quanto entendo ou não, ou como isso é interessante ou não. Isto não tem nada a ver com o que fazemos. O estudo é um tempo de cura, um tempo de esclarecimento, um momento de atrair a Luz da correção. Tudo isso está de acordo com a nossa deficiência, que descobrimos durante a preparação para a lição. Nós descobrimos isso durante as reuniões de amigos e em nossas ações coletivas e daí chegamos à lição com a demanda pela Luz que Reforma.

Nesta demanda nós somos diferentes do resto do mundo. As pessoas sentem que são justas; elas não exigem a Luz que Reforma, estão satisfeitas com o que fazem, como todos aqueles que nem pensam nisso. Nós precisamos constantemente avaliar a nós mesmos de acordo com a deficiência pela Luz e a Luz em si.

Quando eu cheguei ao Rabash, perguntei a ele depois de alguns meses: “Qual é a principal coisa com respeito a trabalhar com o livro? Onde está descrita a essência do nosso mundo durante a lição matinal?”. Então, ele me mostrou o item 17 da “Introdução ao TES”, onde se diz: “E assim a pessoa que estuda compromete-se antes de estudar a fortalecer sua fé no Criador e Sua Providência em castigo e recompensa”, já que isso é importante. O nosso único trabalho é preparar o desejo de mudança através do esforço no grupo. No geral, nós descobrimos que não podemos fazer isso e é só lá que devemos realizar a correção. Com este reconhecimento, chegamos ao estudo de novo.

Assim, enquanto estudamos, descobrimos uma deficiência e, por outro lado, somos corrigidos e curados.

Portanto, nesse sentido “a pessoa deve fazer grandes esforços antes de começar a estudar”. Se não conseguimos alcançar os resultados certos, então devemos verificar se chegamos para estudar com a intenção correta. Caso contrário, nós estudamos a fim de adquirir conhecimento de um determinado livro, em vez de atrair a Luz, como é exigido da Torá.

Portanto, há “sabedoria” e há “Torá”. E uma pessoa que simplesmente quer saber o que está escrito no livro lida com sabedoria, e uma pessoa que busca a correção e quer mudar a si lida com Torá, com o verdadeiro método. Esta é toda a diferença…

Da Preparação para a Lição Diária de Cabala 04/11/12