Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Não Temos Medo De Nenhuma Data

Dr. Michael LaitmanPergunta: Atualmente toda a Internet está cheia de prognósticos de que alguns eventos desagradáveis ocorrerão em dezembro de 2012. O que a Cabalá diz sobre isso? Por favor, tranquilize o mundo!

Resposta: Como posso te tranquilizar?

Eu acho que tudo depende de nós, inclusive você. Eu não vou te acalmar, mas completamente o oposto, porque nós realmente existimos numa liberdade de escolha muito acentuada e dezembro e todo o ano seguinte depende de nós. Além disso, esses estados, que teremos que passar, são totalmente determinados apenas pelo nosso grupo mundial e por mais ninguém.

Assim, eu não tranquilizarei nenhum de vocês. Pelo contrário, vocês têm que sentir muito claramente que o mundo inteiro depende de vocês. Vocês tem que perceber isso conscientemente, o que significa que precisam ter uma atitude séria para a nossa tarefa, uma constante aspiração mútua em seus corações.

Vocês sentem como os nossos corações estão se unindo mais e mais numa bola? Só isso vai salvar a nossa situação e torná-la maravilhosa. Será maravilhosa no sentido de que vamos lembrar que temos que estar mais próximos e mais unidos até reunirmos todo o nosso coração. Então, não vamos ter medo de qualquer calendário.

Da Convenção na Georgia 06/11/12, Lição 3

A Inveja Que Nos Ajuda A Avançar

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você diz que a inveja nos ajuda a avançar. Eu não entendo para que precisamos da inveja.

Resposta: Eu invejo a todos. Ontem, quando as pessoas cantavam durante a refeição, eu realmente as invejava: “Por que não posso cantar assim?”. Ou quando alguém entende rapidamente o material que estudamos, eu também o invejo: “Por que ele consegue fazê-lo e eu não?”. Esta inveja é ruim?

Imagine que existam pessoas aqui que parecem estar num nível muito mais alto do que você; é muito bom que elas tenham atingido algo. Mas eu não? Como pode ser isso? Como elas podem e eu não?

Você pode dizer: “Portanto, você também não quer que elas atinjam este nível”. Não, eu quero que elas avancem ainda mais, mas eu quero avançar com elas, o que significa que é a inveja positiva que me puxa para frente. Eu não quero trazê-las para baixo, eu quero segui-las para frente; este é um ponto muito importante.

A inveja geralmente significa que eu não quero que o outro tenha o que eu invejo nele, mas para nós a inveja é diferente: significa que eu quero a mesma coisa que invejo.

Pergunta: Eu nunca invejei ninguém. Como posso invejar um amigo quando sei que o Criador lhe deu um determinado atributo? Suponha que haja um computador bom e um computador ruim que não pode ser bom, é assim que o Criador fez isso.

Resposta: Não, você está se acalmando com isso, porque você é preguiçoso. Agora você tem que sentir pena que você é preguiçoso.

Pergunta: Sim, eu sou preguiçoso. Eu entendo que este é o meu atributo e não há nada que eu possa fazer sobre isso, então eu digo ao Criador: “Essa é a maneira que nós somos, a maneira que você nos criou. Portanto, o que você quer de nós?”.

Resposta: Em primeiro lugar, todas as perguntas que uma pessoa faz são legítimas e certas, uma vez que derivam do seu desejo; não há nada que possamos fazer sobre isso. Mas todo o grupo deve evocar todos os outros, caso contrário, eles vão continuar a dormir. Aqui nós temos que jogar.

Por que organizamos diferentes jogos agora? Porque eu tenho que mostrar aos amigos que estou num nível mais alto do que eles, e que há outra coisa em mim: “O que, você ainda não sabe? Eu já sei isso”, etc. Nós temos que provocar um ao outro e dar a entender que há algo de grande na espiritualidade, pois, caso contrário, não iremos nos mover. O Criador permanecerá oculto até que O descubramos por nossa equivalência de forma. Portanto, não há nada que possamos fazer. Temos que invejar um ao outro.

A inveja é um atributo essencial. Tudo é criado por uma razão. Sob nenhuma circunstância você deve suprimir alguma coisa em você. Você deve sentir inveja.

Da Convenção na Georgia 06/11/12, Lição 2

O Mistério Da Nossa Liberdade

Dr. Michael LaitmanUm ser humano (Adão) é uma nova ação, uma nova criação desenvolvendo-se de acordo com o programa interno, inerente na “gota de sêmen” primordial. A este programa, à forma dada pelo pai, o material da mãe é adicionado. Assim, o programa começa a ser realizado, manifesta-se, e o material assume a forma de um ser humano.

Uma pessoa nasce de uma mãe como um animal. No entanto, nós falamos da nossa estrutura interna, como geramos a nós mesmos espiritualmente. E aqui há uma condição especial diante de nós: nós mesmos temos que criar a nossa forma.

Pergunta: Mas um animal não é capaz disso?

Resposta: Um animal continua sendo um animal. Ele não pode se tornar um ser humano. Ele é a base a partir da qual ele se forma. Em geral, a natureza inanimada, vegetal e animal é a plataforma acima da qual podemos construir a forma humana.

Pergunta: Quem pode construí-la?

Resposta: A “gota de sêmen”, que se situa acima do nível animal. Ela contém tudo, exceto o material. Mas quando o material é adicionado a ela, a forma necessária não aparece automaticamente como no mundo animal; nós mesmos temos que encontrá-la. No mundo espiritual, a pessoa cria a si mesma com a ajuda do Criador.

Inicialmente, eu não conheço a minha futura forma espiritual. Eu deveria querê-la, procura-la e tentar, indo na fé acima da razão, tanto quanto posso. Eu atuo, lutando por algo que parece ser a doação para mim, e esses esforços de repente me levam a uma “descoberta”, uma nova forma. Sim, eu estava pensando nisso o tempo todo, mas ainda não podia imaginar o que seria na realidade. Agora, quando a forma de doação está vestida em mim, eu a atinjo.

Como é que eu a obtive, sem saber exatamente para onde ir? É por isso que é chamado de “descoberta”: é uma surpresa para mim, não um resultado esperado.

Pergunta: Portanto, qual é a minha livre escolha?

Resposta: A sua livre escolha está em buscar esta forma com a ajuda do ambiente, por todos os meios possíveis. Ou seja, o ambiente constrói meu estado futuro, criando a sua forma de acordo com o princípio de uma matriz que exerce pressão sobre um lingote de estanho de ambos os lados, dando-lhe a forma desejada. Eu sou o lingote, o material inicial, situado entre as duas partes da prensa: o grupo é um lado, e o professor e os estudos são o outro.

E o fato é que eu me coloco sob esta prensa. Eu estou pronto a aceitar diversas formas e só querer anular a mim mesmo, como um lingote que pode receber qualquer forma. Assim eu adquiro a forma humana.

Pergunta: Onde está a liberdade aqui?

Resposta: É impossível ser apenas livre; se você é livre, significa de alguma coisa. Na realidade, você só pode ser independente da inclinação ao mal. É por isso que o Criador criou primeiro a inclinação ao mal – orgulho, auto-importância e outras qualidades egoístas, em relação às quais podemos verificar a nós mesmos: Quanto você pode anulá-los, sacrificá-los, a fim de tomar qualquer forma que o professor, os estudos e o  grupo exigem de você? Se você aceitar a sua “pressão”, o Criador preenche esta nova forma com o espírito da vida. E se não, não.

Quando você deseja abandonar o grupo, mas ainda decide ficar, então você vai em direção à livre escolha. A escolha significa subir acima da inclinação ao mal. Então, você vai se sentir realmente livre.

Mas agora o tempo ainda não chegou. É possível deixar um bebê que mal aprendeu a andar escolher? Ele vai quebrar alguma coisa. É impossível criar uma realidade da liberdade imediatamente, quando você tem todas as qualidades que se opõem ao Criador e tem a oportunidade de concordar ou discordar Dele.

No entanto, hoje isso não é necessário. Aos poucos, você percebe que agora não tem escolha, enquanto está sob o domínio do desejo egoísta. Só ele age em você, e você não tem mais nada, nenhuma outra força para resistir ao egoísmo em alguma coisa e suportando-o em outra coisa. Você ainda precisa avançar, estudar e atrair um monte de Luz que Reforma, a fim de adquirir a segunda força.

No final, encontrando-se entre duas forças, você obtém todo o mundo, valores completamente diferentes, um novo entendimento. Daí vamos falar da livre escolha.

Não é por acaso que o direito de votar é dado aos 18 anos e não antes. Imagine se crianças de 10 anos de idade pudessem votar. Daí, os candidatos afirmariam na TV sem qualquer constrangimento: “Eu vou lhes dar doces! Estou disposto a dar a todos abaixo de 18 anos a última geração de smartphones!”.

Em geral, vemos que a vida cotidiana não oferece liberdade à pessoa. E não há tal desejo. Hoje, você não acha que precisa de escolha, porque sente que está livre. Você não sente que o Criador controla você totalmente.

E é por isso que Ele ensina: Primeiro, Ele lhe dá o desejo egoísta e coloca obstáculos no caminho para a sua realização, como se alguém o impedisse. Você não entendeu ainda que tudo vem de uma fonte, e que é o que lhe é ensinado.

Pergunta: Como podemos acelerar este processo?

Resposta: Jogando com o ambiente correto, com o grupo. Substitua um relacionamento vago com o Criador por um relacionamento real com o grupo. Você pode fazer isso. Se você quiser com a ajuda de ambiente mudar a forma como o Criador trata você, você tem a oportunidade. Em vez do Criador, aceite o grupo como um fator de influência e você poderá controlar a sua vida livremente.

Nós ouvimos isso, mas ainda não sentimos. Não tem problema, a consciência virá em breve…

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/11/12, Escritos do Baal HaSulam

A Humanidade É Um Grupo

Dr. Michael LaitmanPergunta: É possível perceber a humanidade e a sociedade como um grupo, uma vez que você começa a sentir gradualmente a espiritualidade?

Resposta: Em geral, é assim que deve ser. No futuro, isso é o que vai acontecer.

Quando falamos sobre a humanidade global, sobre a sua integralidade, entendemos que ela é um conjunto integral. Somente a partir do todo geral podemos diferenciar os 99% das pessoas que estão no grupo, mas que não entendem por que e com qual finalidade; elas vieram para o grupo porque foram levadas para lá, o que significa que nasceram para este mundo e estão lá a contragosto.

Nós temos que gradualmente despertá-las para participar mais ativamente. Isso significa que, na verdade, toda a humanidade é um grupo.

Da Convenção na Georgia 06/11/12, Lição 2

Uma Imagem Ilusória Que Se Dissolve

Dr. Michael LaitmanPergunta: Às vezes, há um sentimento no grupo que todos nós entendemos e sentimos certo fenômeno, mas de repente sentimos confusão em nossas mentes e pensamentos, uma espécie de estupor, e há a sensação de que estamos nos desenvolvendo muito lentamente. Por que isso?

Resposta: Por que estamos constantemente esquecendo nossa meta enquanto estamos no grupo, por que nos conectamos e depois tudo desaparece, por que as imagens do mundo ocultam a verdadeira imagem em que devemos ver que tudo ao nosso redor é o nosso desejo e que temos que nos conectar para descobrir o Criador nela? Por que nos desligamos da verdadeira imagem do mundo e a imagem ilusória e imaginária que vemos oculta a espiritualidade de nós? Por que o nosso mundo é mais forte do que o mundo espiritual?

É tudo porque você não se concentrou junto com o grupo na conexão.

Se você faz esforços sozinho, você não pode alcançar nada com isso. Você só pode ter sucesso quando nós ajudamos um ao outro para que a imagem de conexão se torne uma imagem espiritual, que irá adquirir vida, adquirir Luz nela, e vai nos mostrar que é a única imagem verdadeira do mundo.

A imagem externa que você vê agora vai, de repente, perder sua intensidade e sua influência sobre você e irá gradualmente desaparecer. Você sente que tudo o que está acontecendo aqui é como um sonho. Eu dirijo em algum lugar, vou dormir, acordo, vou trabalhar, vou a algum lugar, tudo isso de repente começa a desvanecer. De repente você começa a ver que tudo isso deriva de seus atributos e isso deixa de ser tão real, claro e vivo e fica confuso e nebuloso.

A mesma imagem que está focada na conexão que você imaginava antes, agora se torna real e nela você descobre novos estados. É essa imagem que se torna a mais importante, o que significa que você começa a sentir que os sinais estão vindo da Providência, do nível superior.

Assim, você muda gradualmente um atributo por outro.

Da Convenção na Georgia 06/11/12, Lição 2

O Que É Um “Grupo”?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Em que condições nós podemos ver que um grupo existe e que se dirige à meta?

Resposta: Um grupo que está na direção da meta é um conjunto de pessoas para as quais existe apenas uma meta. Elas sabem o que ela é, percebem-na entre elas, e a sentem. Elas estudam juntas a partir de fontes Cabalísticas; elas se analisam de acordo com estas fontes, e trabalham na conexão de seus pontos no coração, o que significa que a principal coisa para elas é a conexão, à medida que ignoram todos os outros atributos. Se a pessoa anseia pela unidade, a fim de revelar o Criador, é o suficiente para ela ser minha amiga, mesmo que ela possa ser uma pessoa desagradável em todos os outros aspectos; isso não faz diferença. Aos poucos, todos nós entendemos como nos ajustar uns aos outros e nos aproximar.

Um grupo é um conjunto de pessoas que entendem que, a fim de alcançar o Criador, devem trabalhar em si mesmas, estudar e levar certo estilo de vida. Elas têm que se encontrar regularmente e estar tão fortemente conectadas que isso constantemente levará à conexão e unidade.

Se elas apenas alugam um local e se reúnem lá, isso não significa que elas já são um grupo. Elas se encontram fisicamente, leem juntas, e depois seguem seu próprio caminho. Isso faz delas um grupo? De acordo com a sabedoria da Cabalá tudo é determinado pelo despertar interno e não pelos corpos físicos.

Um grupo refere-se ao anseio dos pontos no coração em se tornar um todo. Só então ele é chamado de “grupo”. Então, nós ainda precisamos trabalhar muito nisso.

Mas quando todas as pessoas anseiam juntas por uma meta, entendendo que somente assim vão se conectar acima de todas as diferenças, elas exibem o atributo do Criador e, com isso, superam a quebra: daí elas se tornam um grupo.

Assim, verifica-se que todos os nossos atributos contrastantes estão num único desejo egoísta. É como se todos os desejos egoístas que são opostos aos nossos, que estão em contraste um com o outro, estão agora num saco. Nós restringimos nossos desejos, colocamos uma Masach (tela) acima destes atributos e concentramos nossos pontos no Criador, em equivalência e doação.

Acontece que nossos desejos egoístas conectados ficam embaixo, enquanto as nossas intenções de nos conectar e desejar o Criador, de nos assemelhar a Ele, e nos tornar igual a Ele, estão acima deles. É assim que a alma, que significa o Partzuf coletiv0, é criada.

A alma é única. Não há muitas almas. Há apenas um vaso para todos. Se nós o criamos, de repente descobrimos que ele já foi criado! Nós só tentamos descobri-lo e por nossas tentativas de repente descobrimos que já existimos nele. Isto é porque toda essa criação já existe, enquanto a quebra ocorreu apenas em relação à nossa consciência. Quando nós desejamos avançar, nós subimos acima do nosso sentimento atual.

Da Convenção na Georgia 06/11/12, Lição 2

A Humanidade Vai Mudar. O Que Acontece Com Um Eremita Numa Caverna?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Suponha que as pessoas jogaram por um tempo e, no processo de estudo integral, a humanidade muda. Sentado em algum lugar numa caverna está um eremita que não sabe disso. Como podemos avançar sem ele?

Resposta: Não faz diferença. Ele vai sentir isso. A distância não importa.

Pergunta: Será que ele vai sentir isso e correr para esse grupo?

Resposta: Ele irá se conectar com o mundo de acordo com seu estado e posição. Ele não tem que correr para lugar algum, mas pode continuar a viver numa ilha deserta, ou na tundra, ou numa caverna no Himalaia, mas ele vai sentir que o mundo está mudando de acordo com as mudanças nele. Afinal, a Luz opera em toda a humanidade. Se há uma massa crítica, todos sentem as mudanças.

De KabTV “Conversas com Michael Laitman,” 03/10/12

O Inimigo Que Une

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que devemos fazer no grupo integral quando uma pessoa nociva surge e o moderador tem que afastá-la? Devemos deixá-la no grupo?

Resposta: Nós só podemos deixá-la ficar se ela consegue causar danos úteis, pois acima deles podemos esclarecer nossa conexão e o nosso amor: “Como devemos nos portar diante dela?”. Sem um inimigo é muito difícil se unir; o inimigo une. Portanto, em geral, temos que ver e apoiar tal estado de destruição, mas até certo limite.

Eu acho que o grupo vai perceber a vantagem nisso e ver que tudo acontece sob a influência da natureza que, intencionalmente, funciona dessa maneira. Assim como temos que subir acima do ego interior que cresce em nós, também temos que superar o crescente ego externo.

Pergunta: Será que isso significa que devemos educar essas pessoas, lidar com elas e não expulsá-las?

Resposta: Não lidar com elas, amá-las! Honrá-las por nos ajudar a avançar.

De KabTV “Conversas com Michael Laitman,” 03/10/12

Novatos E Veteranos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando pessoas novas chegam ao nosso grupo, nós temos um problema em nos comunicar e conectar com elas porque já nos sentimos diferentes…

Resposta: Eu entendo. Não há nada a ser feito. Os novatos irão gradualmente se aproximar de vocês. Façam algum trabalho juntos, convide-os para vários eventos; isso vai gradualmente passar. Só se o grupo atingir uma massa crítica, não vai haver muita diferença e os novatos entrarão nele facilmente. O grupo não vai sentir que novas pessoas se juntaram a ele. Para fazer isto, deve-se criar uma massa crítica séria, por exemplo, 20 membros permanentes do grupo. E quando ela gradualmente incluir os novatos, isso não será sentido em demasia: os novatos podem facilmente se esconder e os veteranos podem facilmente ignorá-los.

Da Convenção na Georgia 06/11/12, Lição 2

O Que Eu Valorizo Num Amigo?

Dr. Michael LaitmanAmor dos amigos significa que eu não amo qualquer um deles. Naturalmente, eu quero dominar todos eles, de modo que eles me sirvam e façam o que eu quero. Para que eu preciso deles? Seria melhor se eles não existissem.

Esta é a atitude “normal” para com os outros. Amor dos amigos significa que não importam seus atributos, problemas mentais e físicos ou seus sucessos; o que importa são apenas seus pontos no coração. São estes pontos que eu amo, e não tenho que amar o resto.

Em geral, mesmo o gênero de uma pessoa não importa; nós devemos abandonar e nos afastar das aparências externas, tanto quanto possível. Então, todos os outros fatores de repente começam a se complementar.

Porque não nos complementamos nos pontos do coração, conectamos os pontos e lá entramos num acordo. No momento em que conectamos os pontos no coração, de repente, todos os nossos atributos típicos, que são totalmente diferentes, começam a se conectar como engrenagens. É assim que dois discos no sistema de embreagem do carro se aderem e todo o mecanismo começa a girar em sincronia. Se conectarmos os pontos no coração e subirmos acima de todos os outros atributos, ignorando-os, podemos nos conectar. Como isso acontece? Eu amo e respeito os anseios do amigo pela unidade e anseio pelo Criador. Eu acho que ele é melhor do que eu nisso, que é maior do que eu e que anseia mais do que eu. Assim, eu vejo meus amigos como os “maiores em nossa geração”. Se eu elevo o valor do amigo de acordo com o principal, ignorando seus atributos corporais, fico mais perto dele e “me coloco” abaixo dele. É assim que nos conectamos.

“O amor de amigos” é a conexão em um todo, em seus pontos de conexão. “Cada um deve ajudar o amigo” nisso. Eu posso fornecer diferentes serviços para os meus amigos no grupo e ajudá-los a resolver os problemas corporais, mas somente se formos verdadeiramente partes de um grupo que tenta conectar os nossos pontos. A sabedoria da Cabalá é muito rigorosa sobre a simples ajuda mútua. Por quê? Uma vez que exige a intenção da pessoa! Aqui eu tenho que esclarecer as coisas profundamente e com precisão para mim mesmo: Para que estou fazendo isso? Não é porque eu sinto pena ou fico desconfortável com alguma coisa, etc. Eu atinjo outro estado: faço alguma coisa porque assim chegamos à unidade, e só por essa razão.

Da Convenção na Geórgia 06/11/12, Lição 2