Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Um Dilúvio Que Me Ajuda A Sair De Mim Mesmo

Dr. Michael LaitmanUm monte de trabalho é necessário para alcançar o atributo de Bina, o que significa alcançar a liberdade. Assim, a pessoa precisa de um grande apoio do ambiente, a fim de sentir constantemente a grandeza e a importância da meta.

O Criador pode endurecer o coração do Faraó na linha esquerda e enviar perguntas à pessoa como: “Quem é o Senhor que eu deveria ouvi-Lo?” e “Qual é o trabalho que você está fazendo?”, de acordo com o quanto ela permite este apoio. Todas estas questões, dúvidas e problemas assumirão cada vez mais o controle da pessoa, até se tornarem as ‘águas do dilúvio’, que estão prestes a afogá-la.

Então, ela vai ter que procurar refúgio, e a partir do medo e com a ajuda do ambiente, ela vai, finalmente, chegar à conclusão de que só pode ser salva na arca. A arca significa a doação incondicional, que é o único lugar onde ela pode se esconder do dilúvio.

“A pessoa pode sentir plenitude constante desde que esteja contente com o seu destino”. Mas ela não se esconde na arca a fim sentir paz e se contentar com menos. Suas análises estão acima do seu ego, acima do seu desejo de receber. Ela não leva em conta o que vai acontecer com o seu ego, com seus desejos, com a sua vida. Todas as análises estão acima disso: só para se conectar, unir, ou seja, com aquilo que está fora de sua pele, além de seus interesses egoístas.

Mas tudo isso acontece se a pessoa avança de forma persistente e, no final, chega à conclusão de que precisa de uma arca, que deve subir acima dos cálculos egoístas. As águas do dilúvio, as questões “Quem?” e “O que?”, todas vêm para ajudá-la a se desligar dos cálculos dentro de seu ego e para determinar uma conexão com o ponto interior do grupo.

A fim de fazer isso, ela precisa da ajuda do Criador, a quem ela se vira com uma oração, para avançar e se conectar mais fortemente ao grupo. “Muitas centavos acumulam uma grande soma” em todo este trabalho, por “sete anos de fome”. Mas isso é apenas se a pessoa os recolhe conectando todos os obstáculos e todo o seu esforço numa meta, constantemente tentando cumprir corretamente as condições que são reveladas a ela. Então, é possível dizer que ela está avançando.

Assim como a história de Noé, que não alcança a redenção imediatamente e de uma só vez. É uma longa história sobre como a pessoa constrói a arca, como chega à decisão de que tem que construir uma arca onde recolhe todos os seus atributos, todos os níveis de seu desejo, e somente quando todos os desejos e a arca estão organizados, ela pode se esconder na arca.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/10/12, Escritos do Rabash

Quando Tudo Está Bem

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos transformar os vasos de recepção em vasos de doação?

Resposta: Nós criamos uma variedade de formas diferentes de metais. Criamos engrenagens, grades, barras, etc. Nós também trabalhamos com o desejo de receber de acordo com o mesmo princípio, embora ele nunca doe por si. Em termos Cabalísticos “vasos de doação” são vasos de recepção que podem doar quando agem de um modo especial. Em outras palavras, eles assumem uma forma especial. Afinal de contas, eles não podem fazer nada, exceto receber.

Portanto, a recepção é melhorada de tal forma que se tornará como doação.

Hoje, quer eu goste ou não, a minha intenção continua sendo egoísta. Para corrigir isso eu preciso de uma força especial externa. Para isso, nós estudamos a fim de evocá-la.

Eu não posso mudar nada por mim mesmo, e por isso eu não me preocupo com os meus desejos, pois eles vão se desenvolver de acordo com o plano. Eu não tenho que me preocupar se meus vasos estão cheios e se eles são o que há neles e quanto. Aqui está tudo bem, e eu estou apenas preocupado com a intenção, com a direção dos meus pensamentos. Eu diferencio entre a ação e a intenção e só na minha intenção eu estou constantemente aderido à meta. Enquanto eu mantenho o mesmo foco, não importa o que eu faça, eu estou corrigido e está tudo bem comigo. É por isso que se diz que a pessoa está onde os seus pensamentos estão.

100% de uma intenção para doar me garante 100% de correção. A intenção é que conta e não a ação. Assim, mesmo se eu roubar e destruir, eu roubo e destruo partes do meu desejo egoísta, a fim de realizar atos de doação. A pessoa não é responsável por seus atos; é a intenção que determina tudo.

O problema é que, quando olhamos para o outro, nós vemos ações e não intenções. Mas este problema nos traz a correção. Eu tenho que subir ao nível da conexão mútua, a fim de julgar os outros de acordo com suas intenções e não suas ações. Isto nos obriga a ser Cabalistas. Não há outra escolha; caso contrário, não conseguimos nos conectar corretamente. Os desastres estão aumentando; então, onde está a minha influência no superior?

Pergunta: Se a intenção é a mesma forma que está vestida na matéria do desejo, como vamos corrigi-la?

Resposta: Com a ajuda da Luz que Reforma. Nós tentamos agir em doação, tentamos nos conectar e nossos fracassos revelam a necessidade da Luz.

Afinal, há uma parte de Galgalta Eynaim (GE) em cada pessoa. Como resultado, algumas pessoas são atraídas para a Luz, e esta atração é revelada nelas quando surge a pergunta “Qual é o sentido da vida?”. Elas querem saber, descobrir o segredo da vida. Tais pessoas são especialmente egoístas. Elas estão muito longe de ser agradáveis e são até mesmo muito nojentas e não se preocupam com este mundo. Elas o desrespeitam e não estão satisfeitas com o seu “disparate”. Em suma, as pessoas que não são boas alcançam a sabedoria da Cabalá. Afinal, um grande desejo suprime pequenos desejos. No final, a pessoa arde por causa de uma única coisa: ela quer saber por que deve continuar a viver.

Além disso, ela pode estar preocupada com altas questões filosóficas, como: “O que é o universo? Por que tudo isso existe?”. Em outras palavras, ela sente que está sufocada aqui e não consegue suportar.

Tudo isso é causado pela parte de GE que despertou e está por enquanto em AHP, aumentando-a e forçando a pessoa a procurar, obrigando-a a se abrir a tudo, tentando “engolir” toda a realidade, incluindo o Criador .

Então, graças a suas ações no grupo e ao estudo, a pessoa começa a apreciar e classificar corretamente todos esses fenômenos e, em seguida, ela se aproxima da correção.

Além disso, isso depende da raiz de sua alma, da qualidade de seu GE. Alguém pode ansiar por conhecimento global de acordo com suas Reshimot (genes informativos). Afinal, certas Reshimot eram antes muito elevadas, e caíram tão fundo que exigem muito trabalho. Essas pessoas não têm êxito de imediato, mas depois de décadas conseguem ascender, enquanto outras não.

De qualquer forma, “Aquele que é maior do que seu amigo, o seu desejo é ainda maior”. É disso que depende o número de ações de correção que ela deve realizar.

De qualquer forma, as partes de GE e AHP estão inicialmente em todos, incluindo as nações do mundo. Afinal, todos nós atravessamos a quebra inclusive na antiga Babilônia. A crise também foi revelada como é hoje, e como resultado, apenas um pequeno grupo saiu da multidão: a nação de Israel. Agora, quando todos os outros “babilônios” estão sofrendo, não tendo escolha, eles vão ter que se corrigir juntamente com este pequeno grupo, a fim de finalmente deixar a Babilônia. Então, todo mundo vai ser chamado de “Israel”, que significa “direto ao Criador” (Yashar-El).

Não se trata de uma nação, mas de se assemelhar ao Criador. A diferença é a ordem das coisas: alguém começa o processo e alguém continua. Cada um faz a sua parte, e, no final, todos corrigem a quebra de Babel.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/11/12, O Zohar

Cada Dia Novamente Com O Copo Vazio

Dr. Michael LaitmanTodo o nosso trabalho é dividido em pequenas partes que precisamos unir. Elas aparecem na sequência das Reshimot (genes informativos) que são reveladas, que temos que realizar. O papel de um homem é não se esquecer disso e tentar organizar o seu ambiente de modo que este irá constantemente despertá-lo e ajudá-lo a superar mais e mais obstáculos severos.

Ele precisa entender que a cada momento nós executamos uma nova ação e nunca repetimos o mesmo ato. Embora possa parecer que os mesmos problemas se repetem, é porque nesse meio tempo não sentimos as novas distinções em cada despertar.

Mas diz-se que nenhum momento se assemelha a outro. Assim, temos que acreditar que a cada vez trabalhamos em novas propriedades e as corrigimos. Se a cada momento nós as unimos ao grupo e dentro dele elas são direcionadas ao Criador, à adesão e correção via conexão, então assim realizamos nossas Reshimot.

E todo esse trabalho é feito por meio do fortalecimento e esclarecimentos, que se opõem aos nossos sentimentos e mente, através do constante fortalecimento do ambiente, para torná-lo mais forte, pressionando e exigindo. Se sempre nos prepararmos para as novas condições a serem superadas, isso vai nos levar ao momento seguinte; então, todos esses momentos irão se conectar e se juntar numa grande soma.

No final, todos os centavos resultam num grande tesouro. Como a parábola Cabalística onde um homem entra várias vezes no tesouro do rei com um copo pequeno, enche-o com moedas de ouro e sai. Mas o guarda que está na entrada derrama seu copo de moedas a cada vez e deixa o homem com o copo vazio. Mais uma vez ele volta ao tesouro e, novamente, o guarda derruba as moedas que estão no copo.

Isto é repetido vezes até que ele se desespera completamente. Não que ele se desespere com o trabalho em si, porque cada vez que entra no tesouro, ele acredita que é a última tentativa e que vai ser bem sucedido. Mas simplesmente o tempo atribuído a ele acabou e não depende dele, e de repente lhe foi dito: “Todo o ouro que você tirou e derramou, agora pertence a você”. Todos os centavos, todos os esforços, unidos numa grande Masach (tela), e todas as gotas de Luz fundem-se numa grande Luz.

Assim, o nosso trabalho é feito em partes; do contrário, não teríamos a força para executar tudo de uma vez. Assim, centavo por centavo acumulam-se numa grande soma. E o principal é o ambiente que está constantemente em guarda e nos lembra do nosso compromisso de juntar todos os momentos num único objetivo.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 31/01/12

O Peso De Uma Mala Depende Do Seu Dono

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Entrega da Torá”, item 8: …Isto porque há uma lei natural de que o receptor sente vergonha e impaciência ao receber presentes do doador como resultado de compaixão e piedade. …

E esta é a razão pela qual Ele preparou para nós o esforço e o trabalho em Torá e Mitzvot, para produzirmos nossa exaltação por nós mesmos, porque o deleite e o prazer que chegam até nós vêm Dele, ou seja, tudo o que está incluído na Dvekut (adesão) com Ele, será tudo nosso, que chegou até nós através de nossos próprios esforços. Então, vamos nos sentir como os donos, sem o que não pode haver uma sensação de plenitude.

Vergonha é uma medida que define as relações entre nós. Se a pessoa não sente vergonha, ela não tem nada a corrigir, uma vez que não vê grandes diferenças entre si e o Criador. Portanto, é melhor revelarmos vergonha e sermos constrangidos por uma comparação entre nossas propriedades de recepção com Sua doação.

A questão é, se a pessoa deixa de receber, isso significa que ela neutraliza a vergonha. Por exemplo, eu visito um amigo e vejo uma mesa generosamente posta esperando por mim, mas eu recuso o banquete, “Não, não, obrigado. Eu estou cheio. Eu estou de dieta”. É possível que atuemos da mesma forma na espiritualidade, a fim de diminuir o sentimento de vergonha? Ao agir assim, nós negligenciamos o Criador, como se não nos importássemos com Suas indulgências.

Afinal, o que, de fato, podemos receber? É a Luz de NRNHY? Para ser honesto, ela não nos enche de prazer. NRNHY é a Luz que vem de nossa compreensão da magnitude do Doador.

Tudo o que sempre recebemos dela é uma pequena centelha da qual se originou o desejo de receber prazer. O desejo de receber é composto por um ponto preto, a ponta da letra Yod, e na Luz encontra-se uma centelha que criou o ponto negro.

O resto é desencadeado por nossa consciência da grandeza do Criador, quando nós apreciamos isso, elevamos aos nossos olhos. É por isso que devemos sempre nos lembrar de que precisamos aspirar a Sua grandeza.

Se alguém é realmente importante para nós, estamos prontos para “carregar sua mala”. Quanto mais importante esta pessoa for aos nossos olhos, mais pesada é a mala que estamos prontos para carregar. A princípio, a mala parece muito pesada para nós, “Por que eu a carrego em primeiro lugar? Por que estou fazendo isso?”.

No entanto, se nos damos conta de quão imprescindível é o dono da mala, nós a carregamos com facilidade. É uma honra e um privilégio servir esta pessoa importante! Nós ainda estamos dispostos a pagar pelo direito de carregar a sua mala.

Como resultado, dedicamos toda a nossa vida ao Criador. O que recebemos em troca? Nada. Afinal, uma centelha e um ponto negro constituem a base de tudo que existe.

Pergunta: Existe alguma analogia com a vergonha genuína no trabalho que fazemos?

Resposta: Sim, isso pode ser aplicado a vários tipos de vergonha que experimentamos diante dos nossos amigos. Nós temos medo de que eles descubram que somos ignorantes ou que ainda estamos sendo egoístas.

É uma vergonha primitiva, egocêntrica. Há também uma vergonha espiritual causada pela nossa incapacidade de contribuir com nossa parte, reconhecendo que não estamos apoiando nossos amigos da maneira que deveríamos elevá-los. Eles dependem de nós, de modo que nos sentimos envergonhados por sermos incapazes de realizar essa tarefa.

Pergunta: Deve o grupo instigar esse tipo de vergonha em seus membros?

Resposta: O grupo deve nos provocar e promover o nosso crescimento, ensinando-nos a respeitar a vergonha, uma vez que ela demonstra uma deficiência no desejo de receber. Se prazeres e aflições são condicionados por uma realização ou um vazio dentro do nosso desejo, então maus ou bons estados refletem no sentido de vergonha ou, pelo contrário, na realização da grandeza do Criador.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/10/12, “Matan Torá (A Entrega da Torá)”

Encurtar o caminho para o Criador

Depois de todos os esforços que uma pessoa faz, ficando confuso, correndo para trás e para à frente e depois relaxando, tentando fazer algo em grupo ou sozinho, no estudo, na disseminação externa, depois de todas essas tentativas, de todos esses esforços se concentrando em um ponto chamado um pedido , uma oração, a elevação de MAN, uma exigência. Este pedido, que é uma necessidade urgente de ajuda, cria o primeiro contato entre uma pessoa e o Criador, pois, como resultado de todos os esforços, tanto consciente como inconscientemente, ele invoca para si a influência da Luz. Nós fazemos tudo devido a carência, desejo, não importa de que tipo, se é a favor ou contra, negativo ou positivo, há apenas um desejo, uma carência e com isso agimos. Assim, cada vez que descobrimos uma carência nova, uma nova necessidade de preenchimento, evocamos e convocamos a Luz, uma vez que elas estão intrinsecamente ligadas. Então, inicialmente evocamos a Luz, e então ela opera.

Assim, por diferentes ações, só precisamos encurtar o caminho. O que queremos dizer com “encurtar?” Se operamos com a intenção correta, as mudanças em nós ocorrem muito mais rapidamente e aumentam a frequência das nossas mudanças. Não podemos pular mil Reshimot (genes espirituais informativos), falhá-las e depois pular outros milhares de novo, e assim, ir saltando ao longo do eixo do tempo. Nós só podemos “correr” todas as Reshimot pelo processamento de cada uma delas, mas se eu operar propositalmente em conjunto com o ambiente que me apoia, organiza e pressiona , eu processo as Reshimot rapidamente.

Eventualmente, nós alcançamos a carência correta, que, de acordo com a sua intensidade e caráter, são “Reshimot de cobertura” e “Reshimot de espessura.” “Reshimot de cobertura” não são dentro, já que são sempre num nível superior, mas eu entendo-as mais ou menos, eu imagino o estado que eu quero alcançar com a espessura suficiente. Se estas Reshimot são mais ou menos adaptadas ao estado de conexão, para o contato com o Criador, então acontece.

Cumprir as Reshimot mais rapidamente ocorre durante o estudo das fontes, como se diz em muitos artigos que é desejado transformar o estudo em uma oração. Normalmente, todos os esforços são revelados em uma pessoa durante o estudo e as condições mais eficientes são durante a leitura de O Livro do Zohar.

Se uma pessoa pensa sobre sua correção na conexão com o grupo, a fim de incorporar no mesmo, para se perder nele, para transformá-lo em um desejo geral de revelar o Criador e através disso dar-lhe contentamento, O Zohar é muito útil no cumprimento das Reshimot neste sentido da forma mais rápida.

Da 2 ª parte da Lição Diária de Cabala 31/10/12, O Zohar

Material Para Avançar

Dr. Michael LaitmanPergunta: À medida que o egoísmo continua crescendo em todos os grupos de educação integral, será que os líderes devem explicar a inevitabilidade desse processo: discussão, fazer as pazes, depois brigar de novo?

Resposta: Claro! Todo o trabalho do grupo e seu avanço de um dia para o outro é impossível sem se elevar acima do ego. O egoísmo crescente é o material acima do qual construímos a nós mesmos. E tal é a natureza desse trabalho.

Graças a Deus nós estamos discutindo hoje; isso é ótimo! Agora devemos tentar subir acima disso. Vamos continuar a subir enquanto caímos e esclarecemos no caminho.

A tendência deve ser sempre subir, só subir! E nós devemos examinar todas as descidas, torturas e conflitos, porque senão poderíamos ficar presos neles para sempre, em constante atrito.

Pelo contrário, nós precisamos realmente analisá-los para ver se nos fazem avançar: somente nesta luz, nessa direção. Todo o nosso egoísmo surge em nós para que possamos superá-lo à meta acima.

De KabTV de “Conversas com Michael Laitman”, 03/10/12

Meu Papel No Grupo

Dr. Michael LaitmanComentário: Parece-nos que as pessoas em um grupo se reúnem por coincidência. Mas, na realidade, não é uma coincidência e cada uma tem um papel único, que corresponde a certa Sefira, certa qualidade.

Resposta: Com certeza! Contudo, isto não importa para nós agora. O que mais importa é que as pessoas se conectem. Não importa qual é o papel de quem, porque todos se completam. Em um sistema integral, mesmo um pequeno parafuso carrega o mesmo significado que todo o sistema, porque sem o parafuso, o sistema não funcionará.

Pergunta: Portanto, a pessoa não percebe ou entende qual é o seu papel exatamente. Mas você pode fazer uma análise dos grupos?

Resposta: Qual seria o motivo disso, porque sem a minha participação sincera e voluntária você não consegue me obrigar a fazer algo? Apenas uma realização interior da participação realmente voluntária e livre neste sistema vai lhe dar um estado de liberdade e perfeição. Não há nada que você possa fazer contra um rato ou contra qualquer pessoa.

Portanto, não importa como você examina este sistema, a única coisa que você pode fazer é fortalecer a educação. Esta é a única coisa que pode elevar as pessoas e uni-las ainda mais. É claro que diferentes pesquisas serão feitas. Mas, basicamente, nós devemos entender que apenas este tipo de ação é bom.

De KabTV “Conversas com Michael Laitman” 03/10/12

Sobre Sofrer Muito E Pouco

Dr. Michael LaitmanA entrega da Torá, ou seja, o método de correção, não é um evento único, mas um processo constante; cada um que sente a necessidade de correção recebe o método de correção. Foi dito, “Eu criei a inclinação ao mal, e criei a Torá como um tempero para ela”. O critério é simples: se a pessoa quer se corrigir e descobre que seu desejo é ruim, que é a inclinação ao mal, então um clamor interno dirigido à correção nasce dentro dela visando à necessidade da correção para se livrar do mal.

Nós naturalmente tendemos a sempre nos livrar do mal que está dentro de nós. O ponto central aqui é se a pessoa realmente sente isso? Ela está disposta a suportar a sensação ruim, apesar das inúmeras possibilidades de neutralizar esse sentimento e evitar a demanda de correção?

E pode ser o contrário, suavizar a situação ao evitá-la, dizendo: “Depois de tudo, isso não é tão ruim. Eu não sou pior do que os outros. Por que eu me importo com isso, afinal?”. Há um monte de “caminhos de diversificação” que ajudam a pessoa a fugir do sentimento ruim, pois este é muito desagradável e envolve grande dor emocional para revelar o quão mal eu sou.

Portanto, a pessoa precisa de uma grande ajuda e apoio, que irá fornecer-lhe um apoio seguro. Ela atinge o reconhecimento real do mal através disso; ela vai gritar por falta de escolha, e junto com isso, não foge do caminho. Então ela realmente precisa da Torá.

Como a pessoa pode chegar a um estado em que está realmente “algemada” e não pode fugir do sofrimento, tão fortemente que receba do Alto a Luz que Reforma? Isso pode ser feito através de uma agonia muito grande, pelo caminho do desenvolvimento chamado “No devido tempo”, o caminho do sofrimento. Estes sofrimentos vêm de um nível corporal e nos obriga a um trabalho espiritual. A diferença entre estes dois níveis é tão grande que o sofrimento é muitas vezes mais poderoso que o caminho da aceleração que permite reconhecer a necessidade da Torá no trabalho espiritual.

Neste trabalho espiritual, nós começamos a usar a Luz que Reforma e examinamos a nós mesmos a partir do grau espiritual. Nós reconhecemos a necessidade de correção não porque temos uma vida ruim, mas porque nós mesmos ansiamos por isso. Assim, o sofrimento tem uma forma diferente: espiritual e não corporal. Portanto, de acordo com isso, a sua qualidade é muito mais elevada, a sua dor é muito mais profunda, e a intensidade é tal que a pessoa é capaz de tolerá-la.

A singularidade da sabedoria da Cabalá é que ela explica como progredir no caminho muito rapidamente, sentindo um pouco de sofrimento quantitativamente, mas qualitativamente maior. Assim, nós podemos encurtar o caminho, podemos dividir o sofrimento com os amigos e passá-lo a eles em pequenas quantidades. Há muitas vantagens em seguir o caminho da Torá em relação ao caminho do sofrimento. Ela nos permite ascender a um diferente nível qualitativo de progresso.

Hoje, quando o mundo inteiro está afundando sob os problemas do caminho do sofrimento, nós queremos mostrar às pessoas e a nós mesmos como avançar no caminho da Torá. Nós estamos na cabeça, como proprietários do método, e eles depois de nós, até que todos nós cheguemos à bela meta.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 28/10/12, ” Matan Torá (A Entrega da Torá) “

Há Sempre Um Critério Para O Avanço

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos nos certificar de que estamos firmemente apoiando nossos amigos com nossas intenções? 

Resposta: Devemos constantemente verificar nossa atitude para com o grupo. Não há nada mais que eu possa verificar. O curso correto sem desvio, o ritmo do avanço — todos são medidos com relação à minha atitude para com os amigos. 

Eu não tenho que verificar e examinar milhares de parâmetros e discernimentos, enlouquecendo entre vários medidores e mostradores como num cockpit, onde os olhos devem seguir um monte de instrumentos. Somente com o tempo é que um piloto treinado capta a imagem completa e reconhece um problema. É por esse motivo que os indicadores dos pilotos são analógicos com flechas que apontam e eles não recebem monitores digitais. 

Na espiritualidade é diferente. Lá, apesar os vários discernimentos que agem em você, você tem que trazê-los para a mesma escala, para um critério: para o ambiente. Eu alcanço uma adesão cada dia mais forte com o grupo, até chegar à implantação da adesão, e atinjo o próximo nível e construo a mim mesmo. 

Eu me uno várias vezes ao grupo e entro nele como na arca de Noé. Eu tento me colocar sob a influência dos amigos tão fortemente quanto posso. Ao mesmo tempo, eu posso criticá-los, mas só se isso aumentar a minha devoção a eles. Assim, primeiro eu tenho que determinar o ponto de adesão, como uma gota de sêmen no útero da mãe. 

Em seguida, quando o contato é estabelecido, a “carne” é criada em torno da gota de sêmen, porque o desejo egoísta é constantemente adicionado. Há problemas, críticas e confusões internas, mas eu só me permito abrir essa “caixa de Pandora” se estiver no controle da situação e usá-la para chegar à adesão. 

Assim, o embrião espiritual cresce, ao permitir que todos os seus desejos participem da adesão, acima dos próprios desejos, acima da razão, e em contraste com seus desejos. Por um lado, os desejos estão queimando internamente, opondo-se à anulação, e por outro lado, ele exige esta autoanulação, a adesão.

De acordo com seus poderes, ele equilibra esses dois estados extremos na linha do meio e isso proporciona o crescimento do “corpo”. Isto é porque o “corpo” já é, basicamente, um resultado, uma linha média, Tifferet. 

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/10/12, O Zohar

Uma Verificação Para A Devoção Altruísta

Dr. Michael LaitmanA grandeza do Criador é um assunto muito complicado. É claro que não podemos nos mover sem sentir Sua grandeza, mas não queremos que ela seja como em nosso mundo, quando faz parte de nossa natureza respeitar uma pessoa importante. 

A importância depende do ambiente. Se as pessoas ao meu redor respeitam alguém, eu também respeito. Mas se as pessoas ao meu redor desrespeitam alguém, eu, sem dúvida, também desrespeito. Isso depende apenas da sociedade que me impressiona. Eu decido de acordo com a opinião da sociedade quem é importante e quem não é. 

Naturalmente, eu estou sempre pronto para servir a uma pessoa importante. Só depende de quão importante ela é aos meus olhos, se concordo em carregar sua mala, que pesa 10 kg ou 100 kg, trabalhar para ela por um dia ou por uma vida inteira. Mas estes são motivos puramente egoístas. Se o Criador nos revelar sua grandeza, nós trabalharemos de bom grado para Ele, tal como para uma pessoa muito importante, por causa do desejo egoísta. Não seria a fé acima da razão nem a intenção a fim de doar, mas o ego ordinário, uma vez que vou trabalhar pelo prazer que recebo de pertencer a uma grande personalidade. 

É um prazer servir uma grande pessoa; esta é a nossa natureza. Nesse caso, nossa máquina funciona com combustível normal e não executa qualquer trabalho espiritual. Isto é porque o trabalho espiritual está acima de qualquer pagamento que o desejo obtenha como compensação. 

Portanto, o Criador não pode nos revelar Sua grandeza se Lhe pedirmos isso, colocando a grandeza do Criador como condição para o nosso trabalho. Porque daí iríamos obter a mesma situação como em nosso mundo. Eu subestimei alguém e o desrespeitei e, de repente, a sociedade me diz: “Você não sabia que grande homem ele é? Como ele é inteligente, rico e influente?”. Então, eu imediatamente começaria a respeitá-lo e estaria pronto para servi-lo. 

O Criador está oculto e não revela Sua grandeza para nós, a menos que nós, com a ajuda do grupo, do professor e do estudo, nos preparamos para verdadeiramente desejar a doação, e somente se precisarmos da força do Criador, de Sua grandeza, para alcançar a doação, nós a recebemos. 

Isto significa que a doação deve estar em primeiro lugar, e apenas “em prol da doação” devemos querer sentir a grandeza do Criador. Apenas neste caso nós iremos revelar a grandeza do Criador, com base no que é importante para nós, a importância da doação. 

A pessoa precisa preparar uma deficiência muito especial chamada três linhas. Vamos descobrir mais sobre este ponto muito importante, mas é bom que nos aproximemos dele. É uma condição muito sutil, mas fundamental, saber separar onde os motivos egoístas estão escondidos e onde está a verdadeira doação com relação à grandeza do Criador. 

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 30/10/12