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Uma Receita Para Adesão: Não Se Esqueça De Adicionar A Luz

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Shamati, artigo 25, “Coisas que Vêm do Coração”: Em outras palavras, todos os conceitos que ele constrói seu edifício, dizendo que a pessoa deve sempre seguir o caminho do Criador, fundamenta-se na Dvekut (adesão) com seu professor. Assim, se ela perde a base, todos os conceitos são impotentes, uma vez que agora vão sentir falta da base.

Assim, a pessoa não deve contar com a própria mente, mas se apegar mais uma vez aos livros e autores, pois apenas isso pode ajudá-la e nenhuma esperteza e intelecto, pois eles são sem vida.

Pergunta: O que é adesão?

Resposta: Em geral, adesão é quando duas pessoas têm os mesmos desejos, os mesmos pensamentos e os mesmos valores. Nesse caso elas se “aderem” uma na outra.

A questão é como duas pessoas que são tão diferentes podem se juntar? Elas são diferentes em todos os sentidos e não se corresponderem de forma alguma. Não pode haver perfeita adaptação na natureza. Portanto, podem elas alcançar a equivalência e se tornar “aderidas” uma à outra?

Se cada lado se eleva acima de si mesmo e não deseja usar seus atributos para si, mas sim dá ao outro tudo o que está nele, e o outro também quer se elevar acima de seus interesses pessoais e agir em favor do outro, então ambos se assemelham. De que forma? Em dação, doação, o que significa que estão “aderidos”.

Como isso pode ser alcançado? Eles não podem fazer isso por conta própria. A Luz é necessária aqui para conectá-los. Isso significa que, para se juntarem, duas pessoas precisam do Criador entre elas. É um tipo de “sanduíche”, com a Luz no meio, e isso é chamado de unidade espiritual. Você também pode comparar isso a um pequeno haltere.

Pergunta: Portanto, como podemos atrair a Luz para que a adesão seja realizada?

Resposta: Em primeiro lugar, cada um tem que se elevar acima de si mesmo e se perguntar: “por que eu deveria me aderir a alguém? O que é adesão? Será que quero me conectar com os outros para conseguir alguma coisa neste mundo, como no socialismo? Ou eu quero isso para atingir o Criador? Quem é o Criador?”.

Em suma, a fim de atingir a ação mais simples, eu tenho que renovar todo o sistema, já que há não meio caminho na espiritualidade; tudo nela é integral. Assim como numa imagem holográfica onde para mudar uma pequena linha eu preciso da escala certa para mudar toda a imagem.

Portanto, cada pergunta que temos realmente inclui tudo nela. Se você perguntar o que temos que fazer, a resposta é simples: tudo. Nós precisamos esclarecer quem o Criador é, por que precisamos disso, o que é o ato da criação, o que é livre arbítrio e o que é “cada um deve ajudar o seu irmão”, o que o grupo é, etc. Tudo deve ser incluído nisso. Nós podemos ver esta imagem em diferentes resoluções, mas de uma forma ou de outra, tudo está nela.

Pergunta: Nós podemos nos elevar acima do nosso desejo de receber “redondo”, geral, como num balão de ar quente, e manter este estado geral entre nós?

Resposta: Cada um de nós é um egoísta e a espiritualidade é o que está entre nós, nos conectando e nos unindo.

O que eu sinto dentro de mim agora é chamado de “este mundo”, e o que sinto entre nós é chamado de “mundo superior”.

Se você e eu estamos próximos um do outro e diferimos apenas por uma medida (1), eu sinto a Luz de Nefesh. Se a diferença entre nós é duplicada (2), eu atinjo a Luz de Ruach entre nós, já que agora eu venci uma distância maior. Por um lado, nosso ego cresce e nos separa; mas, por outro lado, nos aderimos um ao outro, apesar do ego, e por isso atingimos uma intensidade maior.

Nossa missão é manter este estado e constantemente voltar a ele, e se você quiser, pode tomá-lo sobre si mesmo. O que mais você tem que fazer neste mundo, exceto isso? Tome uma decisão para onde a sua vida deve fluir e se você quer que ela flua na dimensão espiritual. Eu não posso ditar isso para você. Na Convenção de Aravá eu lhe dei um exemplo do que você deve fazer. Se você quiser realizar isso, faça-o, e os resultados serão de acordo com esta realização.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/01/13, Shamati 25

Saindo Do Nevoeiro

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu acho que nós provamos na Convenção de Aravá que tudo é possível. O que vem por aí?

Resposta: O problema é o seguinte: neste mundo, quando eu vejo uma meta e ela é importante aos meus olhos, eu tenho bastante energia e vigor para atingi-la, mas se a meta não é óbvia, ou não é importante, eu não tenho nenhuma força para o trabalho: “Realmente, por que eu deveria trabalhar duro?”.

No final, o nosso problema é reconhecer a importância da meta. Esta importância é propositalmente diminuída para que criemos uma nova importância cada vez, de modo que haverá uma nova criação para nós, um novo mundo espiritual, tudo novo.

E, com os amigos, nós mesmos precisamos construir isso. Eles precisam me dizer como o caminho espiritual é importante, mesmo que eles próprios não sintam isso. Mas nós estamos comprometidos uns com os outros, e isso é chamado de Arvut (garantia mútua). Isso significa que precisamos constantemente dizer uns aos outros como isso é importante, como uma mãe ou avó conta a mesma história para a criança na hora de ir dormir.

Diga-me, o que houve de especial na nossa Convenção? Quais foram suas impressões mais profundas? Havia ali algo tangível? Não. Você recebeu algo em sua mão? Não. Você sentiu, ouviu, viu ou provou a espiritualidade? Não. Realmente não havia nada lá, simplesmente “você foi preenchido com ar quente” como um balão, e a partir de seu enchimento, você começou a voar para cima. Essa foi toda a sua Convenção.

Portanto, o que está impedindo você de fazer isso agora? Por que você não pode subir ainda mais alto? Especificamente agora quando você sente um peso e falta de interesse, quando aparecem todos os tipos de cálculos para você e você começa a pensar de forma mais “realista” — especificamente agora, comece a agir.

Pergunta: Na Convenção, nós como que batíamos a cabeça contra a parede tentando alcançar algo impossível, até descobrirmos que é possível, embora num nível mínimo. E isso significa que tudo é possível.

Resposta: Excelente. Agora continue. Mas não pense que uma sensação espiritual foi revelada a você num grau pequeno para lhe dar uma base sólida para novas medidas. O oposto é verdadeiro, seu coração vai ser sobrecarregado, dificuldades serão adicionadas, você será forçado a esquecê-la, como se ela absolutamente não existisse. Eles vão tirar de você todo o “pagamento antecipado”, caso contrário ele vai se transformar em uma base egoísta para o avanço: “vale a pena avançar, uma vez que é agradável e maravilhoso. Eu quero esse tipo de vida”. Isso não é espiritual, mas Klipot (cascas). Anteriormente, isso não estava lá, e agora aparece. Obviamente, também é uma realização, mas não a que você esperava.

Em suma, continue. É especialmente agora que começamos a trabalhar com discernimentos espirituais: um pouco de virtude, um pouco de auto-anulação, importância… nós passamos o período mais difícil e agora cada vez haverá algo real, concreto. Você vai sentir essas coisas, “em sua mão,” você vai “prová-las”, você vai senti-las como um peso interno, como resistência. Dentro de algum tempo, você mesmo começará a medi-las.Nós passamos a fase mais difícil, onde não sabíamos onde estávamos, o que estava acontecendo, como um bebê que recém nasceu e ainda não ouve, vê ou responde… e agora começa a nova etapa.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/01/13, Shamati 213

O Grupo Está “Puxando” Todos Para Frente

Dr. Michael LaitmanPergunta: Num dos workshops do Congresso de Arava houve uma pergunta sobre o ponto sem retorno que nós temos que passar no caminho. Como é que vamos passar por ele: individualmente ou em conjunto com todo o grupo?

Resposta: Conforme avança, o grupo unido supera todas as etapas do caminho. Embora todos possam experimentar um estado particular no seu nível, na verdade, todos nós vamos juntos.

Pergunta: Então, é possível que o grupo vá “arrastar-me” através de um determinado estado?

Resposta: O grupo não age seletivamente, escolhendo ele e só ele; ele “puxa” todos para frente. Ninguém avança sozinho; todo o nosso caminho é através do grupo. Não importa o quanto a pessoa investe, ela ainda “come” o que os outros comem. Pode ser em menor grau, mas ela ainda se move junto com todos os outros. Portanto, todo mundo passa o Machsom; todo mundo sai do Egito, incluindo as “crianças”, “mulheres”, “homens” e “idosos”.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/01/13, Shamati 213

As Portas Estão Se Abrindo Para Todos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a relação entre quantidade e qualidade de um Congresso? Quando há mais de nós, como isso se reflete na qualidade?

Resposta: Hoje, considerando o estado em que o mundo se encontra e o que se expões diante de nós, é nosso dever admitir a todos e nesta ampla audiência nos preservar como o núcleo. Nós precisamos dos dois fatores juntos.

Não podemos botar para fora aqueles que não frequentam as aulas diariamente, não pagam Maaser, e assim por diante. O Congresso não será mais poderoso por causa disso. Nós devemos ser guiados pelo que a natureza nos demonstra. O Criador abre as portas para todos, embora o público não esteja com pressa de entrar. Eu espero que no próximo ano, as pessoas possam “digerir” e entender os acontecimentos dos últimos anos, incluindo a crise, o desespero e o resto. Leva tempo: uma pessoa lê algo, ouve sobre algo e, pouco a pouco, isso se instala nela até que ela vê como o mundo se torna “mais frio”, e “se dissipa” sem mais para oferecer.

Eu espero que neste ano, juntamente com a disseminação mais ampla, sejamos capazes de realizar algo…

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/01/13, Shamati 213

Perder O Seu Eu Material

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nos tornamos um Partzuf inferior que se anula diante do superior e pede para ser criado no mundo espiritual durante o Congresso?

Resposta: Nosso Partzuf superior é o grupo e somente lá o Criador se revela. Nós transformamos o grupo em Malchut, a Shechina, enquanto o superior para ela é Zeir Anpin, o Criador. Nós precisamos induzir o estado de que dentro da nossa conexão se revela a força superior.

Isso é bastante factível e muito provável de acontecer. A iluminação deste estado certamente será concedida a nós, e nós já a estamos recebendo, todos de acordo com seus graus. Mas quando nós realmente nos conectamos, em vez de uma iluminação pessoal, nós revelamos a Luz.

Ela também será revelada a cada pessoa no grau que ela alcançou a união e se esforçou.  Mas será uma parte bem definida da Luz e não alguma iluminação externa. Eu estou confiante de que não só no Congresso dos homens, mas também no das mulheres podemos sentir tal iluminação. A anulação do nosso grupo diante do superior significa que todos renunciam completamente com força máximo para o bem da união e da inclusão em todos os outros, e nós vamos perder o nosso eu material lá e existir unicamente sob a influência espiritual.

Nós estudamos no artigo “600.000 Almas” que há uma única alma. Todos alcançam somente ela, e se conectam na mesma alma. Na verdade, não há nenhuma divisão e somente a força da quebra nos causa dor agora, porque achamos que cada um de nós tem sua própria alma pessoal. Nós só podemos imaginar isso porque ainda não atingimos a completa realização e permanecemos na confusão, névoa e perda de consciência. Portanto, no Congresso, nós queremos nos conectar com esta alma única.

Da 3ª Parte da Lição Diária de Cabalá 10/01/13, Talmud Eser Sefirot

A Porta Para O Território Do Criador

Dr. Michael LaitmanA coisa mais incomum na sabedoria da Cabalá ocorre quando um iniciante ouve a mensagem sobre “amor, união e inclusão mútua”, que é totalmente contrária aos nossos desejos naturais. No início, a Cabalá nos parece uma ciência convencional, dura: “Eu quero entender o sistema, estudar fenômenos por trás da fachada da natureza, compreender a força superior e os princípios do seu trabalho, aprender as leis do universo e encontrar as causas ocultas da história…”. Em outras palavras, a pessoa tende a estudar fórmulas concretas, e, em seguida, ela descobre que é tudo sobre o amor.

Há alguém que aborda seriamente este assunto? Hollywood? Pessoas sérias estão sentadas em Wall Street, enquanto que o amor é um domínio para companheiros estranhos e “boêmios…”.

Demora muito tempo para começar a entender a mensagem do amor. Levam-se anos para fazer essa informação “mergulhar sob a pele” e atingir o coração. Nosso egoísmo não está disposto a aceitar coisas como o amor, nem permite a mensagem de que somente através da união nós revelamos uma nova realidade e que somente devido ao amor que nós subimos ao nosso estado mais elevado, nos tornamos mais bondosos e revelamos novos mundos. Nossa experiência material não fornece todos os exemplos acima, nem prova estas declarações de forma alguma.

Algumas pessoas são mais propensas a aceitar essas ideias; para outras, essa mensagem é realmente difícil de apreender. Depende da disponibilidade de nossas almas e da “profundidade” do desejo (Aviut). Isso também requer persistência, diligência e uma sensação de absoluta necessidade para atingir esse estado. Se ambos os fatores, uma forte rejeição e uma atração irresistível, nos obrigam a permanecer no nosso caminho, a qualquer preço, então, mesmo antes de chegarmos ao amor, ainda descobrimos que tudo depende de nossas qualidades. A Luz superior nos influencia e provoca várias impressões em nós; assim, nós começamos a perceber que nossas mudanças internas fecham ou abrem a imagem do mundo superior para nós.

Algo “clica” dentro de nós e começamos a ver muito mais e ter sensações mais aguçadas do que nunca. Nós continuamos penetrando a estrutura da realidade; nós adquirimos uma compreensão mais clara e mais ampla dela… Tudo depende do nosso coração. É o lugar onde podemos sentir e distinguir entre tudo e todos  o que está dentro do campo de nossa visão e sensações.

Em seguida, fecha-se a “porta”, como se uma nuvem negra descesse sobre nossos sentimentos e intelecto, e agora novamente, nós paramos de compreender e sentir qualquer coisa, como se estivéssemos andando num sonho e dificilmente conseguíssemos lidar com nossas responsabilidades. O tempo passa, a porta se abre novamente e, em seguida, ela se fecha novamente. Assim, gradualmente, nós começamos a perceber que tudo depende do nível de abertura ou fechamento de nossa mente e sentidos.

Então, nós penetramos mais fundo no núcleo do mecanismo que fecha e abre as portas. Depois de passar por todos esses estados muitas vezes, nós percebemos que a “porta” nos leva não apenas para algum lugar fora de nós, mas para os outros. Quando nos sentimos extremamente perto deles, nossos olhos e ouvidos se abrem e avançamos. Quando estamos longe deles, tudo se fecha.

Esta é a maneira que a Luz nos afeta, formando gradualmente a conexão entre nossos sentimentos e mente, e pela construção de nossa atitude para com os nossos amigos, adicionando mais cuidado mútuo, sensações de aprofundamento e abertura para o outro, tornando-nos familiarizados com o mundo superior e o estado superior. Nesta fase, a pessoa percebe que este mundo não é um lugar nas nuvens, nem que está atrás do horizonte, mas que está concretamente em nossas sensações: quanto mais nos abrimos aos outros, mais alto podemos subir.

Gradualmente, nos aproximamos dos “limites” e começamos a distinguir os detalhes do nosso desejo de receber. Nós o separamos em etapas e níveis; em vista disso, construímos os desejos perto da mente.

Isso leva tempo. Nós temos que nos incluir no grupo tanto quanto pudermos; literalmente “nos atiramos” no grupo como no mar; “nos perdemos” nele, nos dissolvemos em nossos amigos. Devido a este tipo de “auto-aniquilação”, a pessoa se “impregna” nos outros e percebe que “não importa o que conseguimos com esta conexão e inclusão mútua”. Tudo o que vem de nossos amigos é o território do Criador. Tudo o que está em mim é o território da inclinação ao mal, o “anjo da morte”.

Quando ela percebe tudo isso, surge a exigência de “amar os amigos”. Ela sente que precisa deles e se esforça para se relacionar com eles como se estivesse muito perto deles, como uma mãe que abraça permanentemente seus filhos internamente, a fim de protegê-los do perigo.

A partir de agora, fica muito mais fácil avançar, pois a pessoa já construiu seu caminho corretamente: ela já sabe que tudo está dentro dela, dentro de suas sensações, em sua atitude para com seus amigos e próximos, que na verdade são as partes de sua alma. Ela entende que, em vez de ver a externalidade na forma da natureza inanimada, vegetal e animal, ela tem que observar detalhes “externos” que são produzidos pela sua mente e sentidos, como algo que pertence a ela, mas que ao mesmo tempo está separado por uma “nuvem” e “poeira” que cobrem a sua percepção do mundo. Isso significa que ela deve retornar a uma imagem clara, mesmo que haja uma confusão criada pela inclinação ao mal; ela tende a se fundir com a imagem correta do mundo e se torna uma sensação unificada e intelecto.

Esta é a essência do nosso trabalho. Se conseguirmos fazê-lo, subiremos gradualmente a escada dos mundos. Conforme a nossa capacidade de retornar nossas partes “externas”, nós as sentimos como sendo preenchidas com a Luz superior.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/01/13, “Amor dos Amigos”

Após A Convenção: Sob O “Fardo” Do Criador

Dr. Michael LaitmanAgora, depois da Convenção “Chama no deserto”, nós vamos passar por muitos estados. Nós alcançamos certo nível de conexão, união, desapego da matéria, a importância de nos anular diante dos amigos, diferentes discernimentos espirituais internos que estão perto de um nível espiritual real.

Nós não temos nenhum controle sobre o processo que estamos passando, e avançamos de acordo com a ordem das Luzes e vasos. Nós estamos entre eles como entre um fardo, e diferentes forças agem constantemente em nós, avançando-nos em direção à meta, conforme o nosso entendimento, concordância, vontade e apoio de sua ação.

No final, todo o trabalho do “fardo” é apenas de acordo com a nossa concordância, que pode estar sob a influência e pressão dos sofrimentos, ou com a ajuda da Luz que Reforma. Nós não fazemos nada por nós mesmos; o trabalho é chamado de “obra de Deus”, mas nós temos que concordar com as ações e querer que isso ocorra, embora seja contra a nossa natureza básica.

Como o trabalho é contra a nossa natureza e o sentimos como muito difícil, contra a nossa vontade, ele nos permite ser livres, ter livre arbítrio e transcender nossa natureza.

Agora, depois da nossa Convenção, nós passamos por estados muito especiais, e devemos usá-los o mais rápido possível para superá-los alguns passos à frente. Portanto, estes dias são muito importantes para quem participou da Convenção de forma física, mental e virtual. Agora nós temos que processar corretamente tudo que recebemos na Convenção, tanto quanto pudermos, e continuar rapidamente o nosso avanço.

O processamento dos estados está em esclarecer a importância que atribuímos a eles. É importante que de alguma forma descubramos a conexão com o Criador, com o espaço espiritual, com o auto-desprendimento, com o novo espaço onde possamos realmente viver e após o qual há uma abertura, e se eu nasço lá, eu nasço numa nova realidade, em alguma matriz, numa nova dimensão; ou será que afundo na corrente da vida ordinária e volto à minha vida animal normal?

É muito importante se elevar acima de nossa matéria, acima do desejo de receber que realmente nos puxa “pelos pés” de volta ao abismo do ego, no momento que queremos subir um pouco. No entanto, temos que tentar subir.

Este esforço só pode ter êxito se agirmos juntos, como na Convenção, onde só alcançamos um novo nível graças à conexão pela qual temos recebido forças de Cima e sentido que há algo acima da natureza.

É assim que devemos continuar agora, de modo que todas as formas do desejo e dos pensamentos egoístas que cruzam nossa mente serão imediatamente incorporadas à nova subida. Então, nós vamos constantemente, a cada minuto, subir mais e mais e não vamos esperar até que todos estes despertares que o Criador está nos enviando na forma de “endurecimento do coração” como complemento ao desejo egoísta, como pensamentos estranhos, desfoque e fadiga, sejam adicionados a uma “grande conta”. Dessa forma, teríamos que passar por eles através do caminho do sofrimento e diferentes golpes.

Pelo contrário, a cada momento nós temos que avançar mais e mais e, assim, “um centavo é adicionado a outro e eles formam uma grande conta”. Nós não devemos esperar até que estes “centavos” se acumulem por si só, pois isso é muito mais difícil e desrespeitoso aos olhos do Criador. Aos olhos do Criador é respeitoso quando você não O deixa.

Portanto, ao ler O Zohar, nós temos que nos conectar e pensar em como receber ajuda de Cima, para não se separar do grande apreço que sentimos pela auto-anulação, conexão, amor, auto-desprendimento e adesão ao Criador.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/01/13, O Zohar

Não Pela Sabedoria, Nem Pela Força, Só Com Paciência

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“, item 141: Eu não me encontro em nenhum lugar senão Torá. “Portanto, guarde a Torá e Me busque lá, e a Luz nela corrigirá você e você me encontrará”, como está escrito: “Os que Me procuram Me encontrarão”.

Isto é o que tentamos fazer, nos esforçando para nos conectar como um homem em um só coração, atingindo a garantia mútua e o “ama ao próximo como a si mesmo”, ao mostrar a nossa disponibilidade para tal conexão durante o estudo. Então, em cada momento, nós revelamos o quanto somos incapazes disso, e depois, tentamos novamente, apesar de tudo, pensar na unidade e conexão.

Nós esperamos que o nosso estudo e a conexão nos ajudem a revelar o Criador, a fim de Lhe dar prazer. Isto se torna a oração durante o estudo, uma ação de correção, e nos aproxima da meta. Se os amigos tentam se conectar da forma correta, elevam seus pontos no coração acima de seus ego, se livram do seu controle, e os conectam, o que acontece durante a lição, a qual fala sobre tais estados, então nisso nós atraímos a Luz que Reforma. E este é realmente o nosso esforço.

Sempre haverá cada vez mais perturbações. Por isso, nós precisamos fortalecer um ao outro, e é exatamente aí, quando o desespero vem e grandes obstáculos aparecem no caminho, que a pessoa fica impotente diante deles, não sabe o que fazer, quer escapar, fica cansada e cai, adormece ou o oposto, fica com raiva e não consegue suportar este estado. Mas precisamente estes estados são os mais benéficos para a adição de uma gota a mais de trabalho, outro grama de esforço, pelo qual atraimos a Luz sobre nós.

Aquele que não se desespera e não desiste é o que tem êxito. Aqui, nem sabedoria, nem a força vão ajudar, apenas paciência. O tempo fará isto.

O “tempo” simboliza inúmeros esforços que a pessoa faz em cada momento, até mesmo os menores. Estes esforços se acumulam, se conectam, e no final, trazem a solução.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/01/13, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“

Não Negligencie A Rotina Diária

Dr. Michael LaitmanPergunta: Durante a Convenção de Arava o nosso grupo recebeu um novo e imenso nível. Agora nós temos que nos agarrar a ele e mantê-lo, e isso requer repulsões. Mas, por outro lado, de acordo com o exemplo que o Baal HaSulam traz, para saltar sobre a mesa você precisa saltar acima dela. Portanto, qual é o próximo ponto “acima da mesa” no qual devemos concentrar nossos esforços?

Resposta: Esta semana todos vão voltar para casa e nós vamos voltar a nossa rotina diária. Para mim, pessoalmente, a rotina diária é o principal; as Convenções são resultado dessa rotina. Dia após dia, nós vamos trabalhar cada vez mais forte em nós mesmos, abrindo o que atingimos agora e nos preparando para a nova revelação. Este é o nosso trabalho.

A Convenção em si não é trabalho. Nós fizemos essas grandes preparações e, portanto, conseguimos. Parte desse sucesso foi a Convenção das mulheres. Além disso, recolher dinheiro para a nossa nova casa e se unir em torno deste problema criou uma força surpreendentemente poderosa. É claro, não podemos esquecer os Congressos em Kharkov e Novosibirsk.

No final, nós podemos ver que temos amadurecido. O mundo está avançando mais rápido ladeira abaixo, enquanto nós estamos subindo de acordo. Aqui nós temos que manter estruturas claras: assistir às aulas diárias, ler o meu blog seletivamente, participar dos workshops e disseminar.

O principal é o autoexame e o relato pessoal: a pessoa deve verificar constantemente a si mesma e a sua conexão com o grupo.

Neste contexto, durante as aulas e workshops, nós estamos esperando novos estados e problemas cada vez mais profundos. Hoje durante a aula e o workshop nós já vamos continuar o que começamos durante a Convenção de Arava.

Neste tipo de trabalho, nós enchemos o vaso gota a gota, até “saltarmos” para o próximo nível, e, assim, sucessivamente. Não negligencie estas adições diárias que se acumulam “centavo por centavo”. Não há outro caminho. Com isso nós descobrimos muitos vasos, desejos, internamente. Mesmo que pareça que nada acontece, o resultado desses esforços, de fato, será descoberto mais tarde.

O mesmo acontece com uma criança que tem que passar por diferentes estados no ambiente humano. Se ela não tem um ambiente como esse durante os primeiros anos de sua vida, nada vai ajudar depois: Não importa o quanto você investe nela, ela nunca será um ser humano. Diferentes exemplos diferentes de crianças-Mogli provam isso. Como pode ser? A questão é que ela não desenvolveu seus desejos na hora certa.

Nós também estamos lidando com coisas que são essenciais no nível atual do nosso desenvolvimento, e por isso temos que dedicar tempo para estudar e para as mudanças internas, tentando valorizar cada momento neste trabalho.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/01/13, Shamati # 26

Não Fique Na Descida Por Mais Um Instante

Dr. Michael LaitmanSe eu experimento uma descida real, na própria carne, por mais de um instante, então é sinal de que não faço o esforço correto! Eu devo cair até o fundo por um instante, como o Rabi Shimon, que mudou de um grande sábio para um simples vendedor do mercado. Mas esta descida não deve durar mais do que um instante; é o suficiente. Então, eu preciso começar a usar a conexão com o ambiente, a garantia mútua, e todos os meios que preparei com antecedência.

No momento da descida, quando eu caio para o fundo da onda senoidal, eu não posso fazer nada, eu fico morto. A partir desse buraco, as provisões acumuladas nas baterias do grupo precisam me puxar para fora. Porém, no momento em que eu sair um pouco da descida mais profunda, a partir do estado de morto, de “baixo”, eu devo subir por mim mesmo, tanto quanto for capaz de participar por mim mesmo deste trabalho.

Se eu subi um ou dois milímetros do estado mais inferior, então já posso gritar. Se eu subo três milímetros, já posso gritar ainda mais alto, etc. Eu não estou autorizado a esperar o tempo passar por si só! Eu tenho que tentar subir, não importa o quão difícil possa parecer. É especificamente aqui, na parte inferior da onda senoidal, na saída da descida, que devo investir mais esforços. Ela vai mostrar que eu realmente estou longe da meta.

O principal esforço está no esclarecimento, na autoanálise: para quê, por que, qual é o objetivo, quem pode me ajudar, onde está a Luz que Reforma, como posso usar a Luz? Eu não vou me tirar da descida. Eu sei que “um prisioneiro não pode se libertar da prisão”. Só a Luz pode me ajudar, e eu procuro por ela.

O problema é que nós tentamos nos corrigir por nós mesmos. Deve ficar claro que isto é impossível. Mas se eu sei que a Luz pode fazer isso e que ela age de acordo com os meus esforços, de acordo com a minha equivalência de forma com Ele, então eu começo a trabalhar mutuamente com ela, como parceiros. Eu só preciso me preparar cada vez, para que a Luz atue em mim, e ela atua. E novamente eu me preparo, e novamente ela atua.

Dessa forma, nós trabalhamos alternadamente juntos, e eu já tenho uma linguagem comum com Ele, compreensão e proximidade, apesar de estarmos em oposição um ao outro. Eu faço alguma coisa e Ele também faz algo em resposta. Desta forma, nós começamos a nos entender e nos conectar.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/01/13, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”