Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

O Ponto Onde Há Um Lugar Para Todos

Eu não esperava que nós fôssemos experimentar o que experimentamos na convenção passada. É uma fase muito importante: nós sentimos o que significa quando se diz “nos elevar acima de nós mesmos, dar espaço para o amigo, para o outro em seu lugar, estar integrados uns nos outros, para nos conectarmos”. Nós experimentamos todos os tipos de sentimentos como esses: quando todos nós entramos num ponto e ninguém toma todo o espaço, e graças à auto-anulação, há espaço para todos. O mesmo foi dito sobre o templo sagrado: todo mundo se mantém muito perto numa massa apinhada, mas quando todos tinham que curvar-se, então havia espaço suficiente para todos.

Vivenciamos muitos estados. Primeiro, nós os provamos, e esta prova é muito importante. Desde então, na verdade, isso acompanha a entrada para a fase de transição. Até agora não sabíamos como interpretar, como sentir o nosso estado. Dizemos palavras sem saber o que está por trás delas.

E agora uma sensação foi criada: nós sentimos que estamos de pé ao lado de uma barreira psicológica, perto de uma barreira pela qual nós não podemos passar com nossa própria força, e aqui sem dúvida é necessário a ajuda do Alto. Ela é simplesmente essencial, mas devemos solicitá-la uma vez que a Luz não chega se o Kli não está pronto para ela. [Leia mais →]

Uma Aliança Para A Eternidade

Dr. Michael LaitmanRabash, “Vós Estais Hoje, Todos Vós”: Ele diz, “Eu faço a minha parte e concordo que o Criador vai me dar o que Ele quer, e não tenho nenhuma crítica”. Então ele é recompensado com fazer uma aliança, como mencionado acima. Em outras palavras, a conexão se mantém permanentemente porque o Criador fez uma aliança com ele por toda a eternidade.

Fazer uma aliança com o Criador e os amigos é uma condição muito importante no nosso trabalho, porque acelera principalmente o tempo. O ambiente se compromete comigo e eu me comprometo com o ambiente. Então, mesmo quando o desejo desaparece, eu vou ter que continuar no trabalho. Isto é precisamente o que a aliança se destina.

A aliança é feita para aqueles momentos em que não desejamos nos conectar. Nesses momentos, quando não temos uma inclinação, atração ou a unidade para realizar ações que nos fazem avançar no caminho, o acordo da aliança deve trabalhar, precisamente durante as descidas.

Assim, verifica-se que a pessoa deve agir apesar de tudo. Ela recebe apoio do ambiente, como se investisse dinheiro em algum fundo de antemão, e agora recebe o dinheiro de volta. A aliança é um acordo sobre a responsabilidade mútua.

Quando ele é capaz, ou seja, está em estados de ascensão, ele investe em si mesma, trazendo inspiração a todos e a importância da meta. E quando é incapaz disso, quando está numa descida, recebe de volta o que investiu. Ela funciona como uma bateria, que armazena a energia e depois a libera, de modo que sejamos preenchidos um pelo outro. Ela ajuda a pessoa, como um retificador de corrente alternada, até mesmo mudando estados negativos em positivos, em trabalho positivo, em “corrente contínua”.

“Vós Estais Hoje, Todos Vós” simboliza que as subidas e descidas de cada pessoa, e também as subidas e descidas das relações entre as pessoas, e entre o homem e Criador, tudo isso deve ser “alinhado” para que um estado constante seja criado.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/01/13, Escritos do Rabash

 

Sutilezas De Receber A Fim De Doar

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como pode o desejo de receber trabalhar “a fim de doar”?

Resposta: Ele pode trabalhar se tiver a intenção “a fim de doar”. Nesse caso, ele recebe um desejo de alguém e isso lhe permite doar.

Keter criou o desejo de receber, Hochma. No final desta fase, o desejo sentiu uma centelha de doação, tornou-a sua parte principal, e agora só quer doar.

Assim, Bina foi criada, e suas primeiras três Sefirot (GAR de Bina) são semelhantes a Keter. Assim como em Keter o ponto vermelho (no desenho) determina a essência de Keter, da mesma forma a doação determina a essência de Bina. Como resultado, a criatura se torna semelhante ao Criador e segue Seus exemplos: Keter criou Hochma, e Bina, também, tomou sua metade inferior, as sete Sefirot inferiores (ZAT de Bina) de Hochma.

A questão é saber se ela está recebendo ou doando quando a parte inferior de Bina recebe a Luz de Hochma.

Em geral, trata-se da ação do ponto em si, que sente a doação através desta ação.

A parte superior de Bina é o desejo de doar que visa o Criador: ela quer doar como Ele (↑), e, para fazê-lo, ela recebe (↓). Sua doação está, na verdade, no preenchimento das sete Sefirot inferiores.

Da mesma forma, uma mãe alimenta seu bebê e está feliz por ele, o que significa que é possível preencher os vasos de recepção e com isso doar.

Pergunta: Portanto, como os vasos de recepção em nosso caso se transformam em vasos de doação?

Resposta: Depois que eles são “restringidos”, eles são preenchidos com a Luz de Hassadim: isso já doar “a fim de doar”, Lishma (em Seu Nome). Então, nós podemos usá-los até mesmo para receber “a fim de doar”. Assim, eles se tornam vasos de doação, uma vez que receber “a fim de doar” é doação pura. Esta é a única maneira que a criatura pode doar.

Por outro lado, doar “a fim de doar” não significa que seja a verdadeira doação. É apenas a preparação para a verdadeira doação, e este é o processo de correção dos vasos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/01/13, Escritos do Rabash

Mudar Todos Os Negativos Em Positivos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu posso fazer uma aliança com o Criador, se não O conheço?

Resposta: A pergunta é: Por que só o noivo assina os acordos matrimoniais (Ketubah) e não a noiva? Há uma espécie de compromisso unilateral aqui? O mesmo acontece quando a pessoa assina um acordo com o grupo ou com o Criador.

Isto significa que a minha assinatura no atual contrato é suficiente, uma vez que o acordo do outro lado é certo. Assim, somente aquele que hesita e não tem certeza tem que assinar. Assim, ele é obrigado a assinar o compromisso.

Existe uma força superior, e para revelá-la, deve haver uma força inferior. A força do superior é a doação e a força do inferior é a recepção. A força do inferior deve atingir a plenitude em sua deficiência para se conectar à força superior que é eternamente plena.

A plenitude é atingida na força inferior através da conexão de 10 pessoas, por exemplo, depois de 100, e depois de 1000. Nós sempre adicionamos mais um zero.

A menos que eu me conecte com 10 pessoas, não posso ser chamado de uma “unidade” espiritual, e, a menos que eu me conecte com 100 pessoas, não posso ser chamado de uma segunda “unidade” espiritual, o que significa subir para o segundo nível espiritual. O contador só conta os zeros adicionais, e isso é considerado um salto para o próximo nível.

A fim de estar adaptado à força superior plena, eu devo atingir ao menos a conexão do primeiro 10. Isso significa que eu tenho que me conectar com 10 pessoas, já que de acordo com a nossa natureza interior, nós alcançamos a primeira medida mínima de doação (#1) através da conexão de 10 pessoas com um só coração e uma só alma. Agora, eu tenho a primeira força de doação.

Se eu consigo me conectar com 100 pessoas de uma maneira similar, como um só coração e uma só alma, anulando-me totalmente, eu alcanço a segunda força de doação, o segundo nível espiritual. Desta maneira, eu devo passar pelos 125 níveis.

Para me conectar com eles, eu assino um contrato mútuo. Nós devemos estar conectados de modo que cada um vai se esquecer de si mesmo e se conectar com todos, como um todo. É impossível fazer isso sozinho e temos que ajudar um ao outro. Nós devemos fornecer a todos a grandeza do objetivo, conexão, calor e exemplos positivos. A fim de fazer isso, nós assinamos um contrato, e isso é chamado de aliança.

Cada um de nós passa por estados “+” (positivos) e “-” (negativos), e nós precisamos do negativo para subir ao positivo, para nos “endireitar”. Isso é possível se, enquanto eu estou num estado “negativo”, a sociedade intensifica a minha intenção. Meu negativo cresce e o positivo também cresce; eles aumentam constantemente. Depois de um pequeno positivo, existe um grande negativo, e depois de uma grande positivo há um negativo que é duas vezes maior.

É por isso que eu nunca consigo superar o negativo que recebo e ele sempre me derruba no chão. Eu posso ser jogado totalmente para fora da pista, e posso continuar a trabalhar, mas sem qualquer inspiração e pensamento. Quando eu caio em tal estado negativo, a sociedade tem que intensificar a minha intenção.

É uma coisa boa eu ter recebido tal negativo, já que preciso de um negativo maior; eu devo chegar a sua medida plena para preencher minha medida. A questão é como transformá-lo em positivo. A fim de fazer isso, eu preciso de uma intenção! Se a minha deficiência e a intenção da sociedade se conectam, eu posso mudar o negativo em positivo cada vez, e assim, subir constantemente. Isso é chamado de fazer uma aliança.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/1/13, Escritos do Rabash

O Que Eu Recebo Depende De Mim

Dr. Michael LaitmanRabash, Carta # 29: Mas a pessoa não tem necessidade de trazer os resíduos de fora, como é o caso com a fertilização de uma árvore. Deve converter as impurezas do mundo em revelação, ou seja, dentro do seu sentimento.

Pergunta: O que é “resíduo” para mim e o que é “adubo”?

Resposta: Depende da sua escolha. Você recebe capacidade de decidir se prefere comer a partir de resíduos, ou coisas boas a partir de coisas ruins? E você sempre escolhe entre duas possibilidades, mas gradualmente aponta a escala no sentido da doação. Você não tem a força para anular completamente a recepção, mas de qualquer forma, você avança na direção certa.

Em seu vaso (Kli) há sempre três partes. Na parte superior você pode trabalha para o benefício da doação, na parte média a restrição governa, e na parte inferior é algo que você quer para si mesmo.

A linha direita não pode existir sem a linha esquerda, e a linha esquerda sem a linha direita. Tudo precisa ser diversificado, até que no Gmar Tikkun (a correção final), todo o mal irá agir como bem.

Pergunta: Isto significa que se os amigos criam um obstáculo para mim, eles me dão “adubo”?

Resposta: Depende o que significa para você “obstáculo”. Se os amigos me mostram o quanto anseiam pelo reconhecimento da grandeza do Criador, pelo nível superior, pela adesão, pelo Gmar Tikkun, pela unidade e conexão entre eles, pela revelação da Luz, então, para mim, isso pode ser um obstáculo, uma vez que esta abordagem é odiada pelo ego, mas também pode ser uma motivação que empurra para frente.

A parte superior mostra ao inferior a Luz, Sua doação, e o inferior, ao sentir isso, deve esclarecer se para ele isso é alimento ou resíduo. Está escrito, “Retos são os caminhos do Senhor, neles o justo anda, mas os pecadores tropeçam neles”. Eu posso decidir que a doação para mim é especificamente a Luz que me puxa para frente. Eu quero me aderir a ela e superar a mim mesmo para fazer isso, mesmo que não seja simples recebê-la como alimento. Nesse caso, eu sou chamado de “justo”. Mas se eu não quiser, eu sou chamado de “pecador”.

Desta forma, eu me examino de acordo com o princípio “a pessoa sempre vai ver a si mesma como metade justa e metade malvada”. O superior me dá a Luz e eu posso senti-la como Luz ou escuridão.

Por exemplo, hoje na lição havia muitas pessoas sentadas ali, de mau humor. E eu fiquei muito feliz com isso, porque é assim que a doença é descoberta. É muito bom. Agora o que resta é realizar o tratamento. Mas elas não pensam assim. Elas se sentem doentes.

Ou seja, a pergunta é: tudo depende de como a pessoa decodifica o que recebe. Não há mal no mundo, mas tudo depende de como nós interpretamos o que acontece. Para mim, a Luz, a força da vida, pode ser alimento ou resíduos. A árvore, naturalmente, recebe adubo dos animais, como uma coisa boa, e nós temos que escolher, porque desde o início o “adubo” que chega do superior não parece bom para nós. Essa coisa não parece boa para mim na medida em que parece “excremento”, e não um tesouro…

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/01/13, Escritos do Rabash

No Lugar Certo, Na Hora Certa E Com O Objetivo Certo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o significado das palavras do Criador: “Eu gostaria que eles pudessem me deixar e minha Torá se manteria”?

Resposta: Isso significa que o homem faz os esforços errados, no lugar errado, na hora errada, e pelo motivo errado. Existem muitas condições que devem estar reunidas.

Em primeiro lugar, a pessoa deve organizar um grupo. Sem um grupo a pessoa não sabe como sair do seu ego. Ela pode falar sobre isso com palavras bonitas, mas na realidade, não vai perceber nada.

Além disso, a pessoa precisa ser paciente, entender que este é um processo acumulativo onde todos os nossos esforços são adicionados, os quais nos trarão resultados. É comparável a um medidor, no qual há rodas girando, e num determinado momento, de repente, o número no visor muda e surge um “1” em vez de “0”. Então, mais uma vez as rodas giram por um longo tempo até novamente o número mudar para “2” e assim por diante.

Nós temos que entender que semanas ou meses poderiam passar até que o medidor mude para o próximo número. Mas as semanas não passam se, naquele momento, não investirmos esforços. Aqui, a pessoa começa a entender que não tem força ou desejo, que não é capaz de fazer algo, e só quer abandonar tudo. O corpo lhe puxa para questões vazias, e o principal é não sentir seu estado como sendo difícil.

Nós já entendemos como isso acontece. Aqui, a pessoa precisa encontrar apoio para si, “Apoio da Luz”. Isto significa os amigos que se ajudam mutuamente. Nosso ponto fraco é que não há nenhuma ajuda mútua, e tudo é construído apenas sobre ela. A força está apenas na conexão, e se a conexão parar, ninguém terá força.

A Luz ilumina do outro lado e aumenta lentamente o meu desejo de receber em apenas um grama, e eu imediatamente caio. Eu estou pronto para esquecer tudo, deitar e não fazer nada, apenas para ser deixado sozinho. Pelo menos do ponto de vista físico é proibido deixar-nos cair desta maneira. O ambiente deve colocar pressão sobre mim, eles devem me chamar se eu não for à aula, e eles devem me acordar em casa.

Eu devo fazer esses arranjos com o meu ambiente, de modo que ele atue sobre mim. Também em casa, eu construo tal sistema que não vai me deixar perder a lição matinal. Eu faço o mesmo com os amigos. Eu me preparo de tal forma que a minha consciência vai sofrer se eu não chegar à lição.

Mas eu tenho que preparar tudo isso com antecedência e não no momento da descida. Eu devo me preocupar com antecedência para que algo me obrigue a ir à aula, mesmo quando me falta força. Eu organizo tudo desta forma para que não consiga ficar em casa; caso contrário, o que a minha família vai dizer? Eu não posso dar desculpas a cada dia que não me sinto bem. E os amigos começariam a chamar e perguntar o que aconteceu comigo, aonde desapareci, e isto me envergonharia.

Eu recebo uma carga do coração. Somente estas medidas agirão em mim. Nesses momentos, eu mesmo não sou capaz de fazer nada, mas sinto que preparei um apoio para mim e por isso este também está ao meu favor.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/01/13, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“

Luz E Escuridão: Reavaliação

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Shamati 34, “O Lucro da Terra”: Acontece que todo o sofrimento que ele sente é porque calunia a Providência. Acontece que o que dói nele é que onde ele deveria estar louvando o Criador, dizendo: “Bendito seja Aquele que nos criou à Sua Glória”, ou seja, que as criaturas respeitam o Criador, ele vê que a conduta do mundo é inadequada para Sua glória, pois todos reclamam e pedem que primeiro deva ser Providência aberta, que o Criador conduz o mundo com benevolência. Como ela não é aberta, eles dizem que esta Providência não O glorifica, e isso o machuca.

Isso é tudo o que o machuca, já que por estar num estado de separação, ele não consegue justificar Sua orientação. Isso é considerado odiar o estado de separação. E quando ele sente esse sofrimento, o Criador ouve a sua oração, aproxima-o Dele, e ele é recompensado com a adesão. Isso ocorre porque a dor que ele sente devido à separação, o faz ser recompensado com a adesão e, então, diz-se, “Até onde a Luz prevalece sobre a escuridão”.

Nós já sabemos, compreendemos e sentimos essas coisas. Em cada grau apenas entre dois opostos podemos encontrar as informações corretas de percepção, escolher a qualidade de doação sobre qualidade egoísta do interesse pessoal, e reorientar os critérios de “luz” e “escuridão” da recepção para a doação. Então, nos esforços internos, nas dúvidas, e com a ajuda do grupo e dos estudos, podemos exigir a correção para que a Luz venha e primeiro nos mostre o que “luz” e “escuridão” são na realidade, ao contrário da nossa atual noção, segundo a qual chamamos a satisfação material egoísta de “luz”, e a ausência dela de “escuridão”.

Graças à Luz que Corrige, eu subo acima dessas medidas até as medidas espirituais. Assim, a luz para mim seria distanciar-me de mim e aproximar-me do outro, do Criador. Além disso, esta escala deve se basear na antítese da abordagem anterior. Se antes eu odiava alguém, desfrutando de suas dificuldades e minhas vantagens sobre ela em algo, agora, com a ascensão à propriedade de doação, tudo se torna o oposto: em meus sentimentos ela permanece odiada, mas eu supero a mim mesmo, desfrutando seu bem-estar e dando-lhe prazer, que na realidade se torna a minha realização. Eu desfruto o que aquele que eu odiava desfruta e, em geral, o fato de que ele desfruta. Eu estou feliz por lhe dar prazer, subindo acima do meu ódio por ela.

Cada detalhe desta percepção consiste de muitas nuances, mas em geral, tudo isso só é alcançado pelos esforços do grupo. Junto com os estudos e a Luz que Reforma, nós finalmente chegamos à transformação, a uma revolução interna…

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/01/13, Shamati # 34

Os Únicos Entre Sete Bilhões

Dr. Michael LaitmanEscritos do Rabash, 1984, Artigo 2, “Sobre o Amor dos Amigos”:

1) A necessidade do amor dos amigos.

2) Qual é a razão pela qual eu escolhi especificamente esses amigos, e por que eles me escolheram?

3) Deve cada um dos amigos revelar seu amor pela sociedade, ou basta sentir o amor em seu coração e praticar o amor dos amigos em segredo, e, portanto, não precisa mostrar abertamente o que está em seu coração?

Essas questões são, obviamente, importantes. Na verdade, em geral, eu não sinto qualquer necessidade do amor dos amigos. Onde vou encontrar forças? Como posso me convencer? E o mais importante, onde está a recompensa aqui?

Se me prometessem algo real, talvez eu pudesse me convencer, mas só me dizem que através do amor dos amigos eu vou receber uma recompensa que está acima de todo este mundo: nem dinheiro ou ouro, nem saúde, nem diferentes entretenimentos, mas algo que é muito maior. Mas como eu não vejo essa recompensa, eu realmente não valorizo o amor dos amigos.

Seria melhor se me dissessem: “Ame o seu amigo e você vai se sentir bem”. Se eu dependesse de alguém, por exemplo, que pudesse me tirar da prisão, então eu estaria certamente pronto para fazer tudo por ele, só para que ele ajudasse a escapar. Mas aqui também, eu não vejo nenhuma maneira de sair da prisão, eu não vejo uma recompensa muito grande para o amor dos amigos. Dizem-me sobre o mundo superior, mas por algum motivo eu não o acho tão atraente.

Mais tarde, o Rabash diz que eu escolhi os amigos, e os amigos me escolheram. Mas quando eu realmente os escolhi? E, realmente, eu os escolheria tivesse a chance de escolher entre muitos outros candidatos? Pelo que vejo aqui, eu escolheria um ou dois, não mais do que isso. Portanto, verifica-se que ninguém escolheu seus amigos.

Nós também não escolhemos o professor. Eu tenho certeza que vocês prefeririam alguém mais sólido e respeitável. Portanto, onde está o nosso livre arbítrio?

Parece que pela conexão no grupo eu tenho a sensação de que cada um é tão especial que de toda a humanidade, eu realmente escolho apenas esses amigos. Esta etapa está diante de nós: sentir o amigo, sua alma, chegar tão perto dele que ele se torne o único dos sete bilhões, e o mesmo para cada membro do grupo.

Além disso, o Rabash pergunta se devemos expressar nosso amor por algum meio externo: por exemplo, agir diante do outro, dar presentes um ao outro, etc. Ou se devemos sim trabalhar modestamente, uma vez que o verdadeiro trabalho é interno, enquanto que os “adornos”, como bem sabemos, não valem muito, porque podem vir a ser bajulação, hipocrisia e falsidade. Eu realmente não amo ninguém. Portanto, será que posso expressar algo que não sinto? Afinal, isso é uma mentira.

No entanto, se cada um deles não mostrar à sociedade que está praticando o amor dos amigos, então lhe falta a força do grupo.

Nós temos que entender que somos pequenos e fracos, e uma vez que nos falta a compreensão, somos impressionados por atos externos e por isso temos que usá-los. Cada um deve se comportar de uma forma que os amigos possam ver: ele realiza um trabalho interno sério, faz esforços pelo amor dos amigos, e de fato já alcança um nível elevado. Assim, nós avançar.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalé 24/01/13, Escritos do Rabash

Eu Doo Significa Que Eu Existo

Dr. Michael LaitmanEu sou dividido em duas partes: GE e AHP. A parte mais importante em mim é GE, e nela eu estou num estado fixo.

Por outro lado, eu opero meu AHP apenas pelas necessidades do outro: é como se eu “engolisse” o seu desejo e começasse a servi-lo. A Luz vem de Cima, e eu passo esta Luz para o outro através do meu AHP, que é a única maneira de eu usar o AHP.

No entanto, se o outro não necessita de nada, o meu AHP não existe. Ele é revelado no meu GE, e eu volto ao estado de pequenez, para o estado fixo.

É porque eu realmente não preciso de nada, com exceção do meu GE, e eu preciso dele só para estar pronto para doar aos outros. Em todos os contatos eu imediatamente verifico o que o outro quer, e quando eu encontrar desejos não realizados nele, eu aloco e desenvolvo em mim apenas a parte que irá fornecer o que ele deseja de Cima. Só nessa medida eu opero meu AHP.

Este é o chamado mundo espiritual: eu não existo. Eu só existo na medida em que doo aos outros. Enquanto não há outros, eu não sou nada, um zero. É porque o meu GE não é eu mesmo, ele é apenas o estado de prontidão, busca: quem precisa da minha doação?

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/01/13, Escritos do Rabash

Alérgico Ao Amor

Dr. Michael LaitmanEu tenho que sentir o amigo como uma parte de mim, como a parte principal. Assim como uma mãe sente o bebê como a coisa mais importante no mundo. Ela cuida do bebê mais do que dela mesma.

A fim de fazer isso, eu realizo diferentes ações no grupo que atraem a Luz que Corrige, de modo que ela formará o novo atributo em mim, o atributo de doação. Então, eu descubro o amor em relação àqueles que eu odiava antes.

Existem várias etapas ao longo deste caminho: primeiro eu chego ao grupo e estudo com os amigos. Seria melhor se eu pudesse conviver sem eles, como, por exemplo, se eu pudesse pagar um professor particular para aprender e para que os amigos fossem embora. Mas o professor me diz: “Você precisa deles; na medida em que você se conectar com eles, você será capaz de ouvir o que eu tenho a dizer, senão você vai permanecer surdo”.

Que tipo de condição é esta? Quanto mais conectados nós estamos, melhor compreendemos o professor. Isto é muito estranho… Não há nada igual a isso em outro lugar.

Depois, o professor, juntamente com as fontes, nos diz: “Se vocês se amarem, sentirão o material que estudamos. Vocês não só o entenderão, mas sentirão; vocês descobrirão uma nova realidade na conexão entre vocês. Se vocês se conectarem como os dedos de uma mão, descobrirão a realidade superior, o mundo superior!”.

Isso é estranho! Portanto, o que devemos fazer?

“Experimente”, eles me dizem. Eu começo a tentar, e se realmente tento me conectar com os amigos, sinto uma aversão. Há conflitos e problemas, acusações mútuas sem fundamento, e é impossível superar isto. Isto parece que não é tão fácil. Qual é o argumento? Trata-se de um problema espiritual: se conectar a fim de avançar em direção ao Criador, ou se separar. Essa não é uma discussão sobre questões menores neste mundo, mas o argumento espiritual entre “Moisés” e o “Faraó”.

Como resultado, eu me sinto impotente, e em vez do amor dos amigos, descubro aversão e ódio. Então eu começo a trabalhar mais e mais intensamente.

Se, por exemplo, eu tenho 50 quilos de ódio e cubro-o com 51 quilos de amor, eu adquiro um vaso espiritual. Afinal de contas, nós temos tentado o máximo possível superar o ódio com a ajuda da oração mútua, e, como resultado, agora sentimos o amor entre nós.

Este é o caminho para o mundo espiritual que descobrimos apenas na conexão entre nós: simplesmente não há outro lugar onde isto possa ser revelado. Eu ouço isso repetidamente, até que depois de vários meses percebo que é assim, até aceitá-lo internamente.

Mas agora eu não aceito isso; como um paciente que é alérgico a determinado medicamento, eu sou alérgico ao verdadeiro amor espiritual.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/01/13, Escritos do Rabash