Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Lealdade Para a Coisa Mais Importante

Pergunta: Como é possível manter-se fiel a coisa mais importante e não esquecer a conexão em todas as situações possíveis?

Resposta: Nós temos constantemente a necessidade de lembrar-nos um ao outro sobre isso. Isso é chamado de Arvut, mútua garantia.

Temos que criar uma rede que não permita, que nós, mesmo por um momento, esqueçamos da conexão: ler partes das lições ou artigos várias vezes ao dia, falar, pensar, ouvir as nossas músicas, e estudar, o que significa fazer o que for possível a fim de viver dentro dela. E em paralelo com a nossa atividade diária, trabalho e cuidado da família, dentro de nós precisa existir o anseio pela conexão.

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Parte da Convenção Européia na Alemanha23/3/13, Lição 5

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Esgotando A Força

Rabash, Shlavei HaSulam, Artigo 19: “Vinde ao Faraó – 1”: E sobre isto ele diz: “Vinde ao Faraó”, o que significa que iremos juntos, que Eu também vou com você, para que Eu vá mudar a natureza e eu quero que você pergunte só por Mim, para que Eu possa ajudá-lo a mudar sua natureza e transformá-lo a partir do desejo de receber para o desejo de doar.

Este é um momento muito importante, quando não podemos fazer nada por nós mesmos. Primeiro pedimos por algo global e confiamos em nós mesmos em todos os outros aspetos, esperando gerir por nós mesmos e deixando ao Criador “Sua parte.” Mas quanto mais nós avançamos na subida da escada ou para o êxodo do Egito, antes da subida para o primeiro nível, vemos mais claramente que somos fracos e que não podemos fazer nada certo, nem mesmo uma ação, um pensamento ou uma intenção. Eu realmente cresço mais fraco ao longo do caminho e por isso se diz: “E os filhos de Israel suspiraram por causa da servidão, e clamaram”.

Mas em seguida é dito, “e seu clamor subiu até Deus.” É então que temos uma oportunidade de rezar, de pedir, exigir. Isto é ao que somos levados.

De acordo com o meu progresso, eu cresço mais fraco e a minha oração, o meu pedido de ajuda cresce até atingir um estado em que eu não posso fazer nada, a escuridão e a falta de poder tomam conta de mim e ao mesmo tempo eu chego a um pedido global. Até então, as coisas não se movem.

Então é claro que eu não posso viver sem o apoio do grupo, sem a garantia mútua dos amigos. Eu sinto que eu estou caindo mais: eu perco meus poderes, o objetivo cresce palidamente e não me atrai para prosseguir, a minha motivação desaparece e a inclinação para o mal cresce diante dos meus olhos, enquanto o ponto no coração decresce e nada resta. O Faraó bom torna-se gradualmente mau e vicioso, de tal forma que parece que de nenhuma maneira eu posso estar livre do seu domínio. Então, onde posso encontrar o desejo, a atração, para continuar se não for no grupo?

De um modo geral, eu chego a um estado de desespero e de separação máxima (Δ) entre o estado atual e o desejado. Apesar de eu recusar afastar-me, tenho de sair para a Luz …

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabala de 31/03/13, Escritos do Rabash

A Escolha Entre O Cálculo Do Burro E O Cálculo Do Homem

Precisamos aceitar todos os eventos pacientemente e vê-los de duas maneiras, ao longo de duas linhas, do ponto de vista do julgamento e da misericórdia, de modo a distinguir precisamente entre o que influencia a meu “burro” (minha substância egoísta) e o que podem influenciar o humano em mim. Então vou sentir uma divisão dentro de mim e na medida em que é possível, vou aderir ao humano em mim.

Se de repente eu descobrir que eu fui na parte do burro por algum tempo, eu preciso ficar agradecido por isso em vez de ficar triste com isso. Afinal, é o Criador, que organizou isso sem se perceber, eu fiquei vestido no meu “burro” para que eu novamente inclua os desejos do burro e descubra que eu novamente voltei para os cálculos do burro. De lá, devo subir para o cálculo humano e esforçar me mais e mais para me agarrar a isso com a ajuda do grupo.

Se eu me esquecer sobre o grupo e não tiver para onde levar seu material, seus pensamentos em ordem para anexar e desenvolver a parte humana em mim, o Criador joga me no meu burro novamente. Assim, aos poucos vou construir o humano em mim com a ajuda de duas fontes: o grupo e o burro.

Quando de repente nos encontramos abaixo, dentro da nossa vontade de receber, e, novamente fazemos cálculos materiais pragmáticas, como se não houvesse Criador e um propósito mais elevado, e nenhum caminho espiritual, e apenas a nossa vida ordinária, que não precisamos de arrependermo-nos. Deve-se lamentar apenas um pouco que o Criador jogou-o em um “lugar de sujeira,” no ego fedorento, e o mais importante é tirar conclusões, de afastar essa descida e começar a comparar os estados para compreende-los e senti-los melhor .

Desta forma, estes termos entram mais profundamente na mente e nos sentimentos de uma pessoa que faz um esforço para analisá-los dentro de si. Assim, ela constrói um sistema de controle para si e para os seus estados, e assim ela avança.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabala 03/04/13 , TES

Tome-Me Como Um Exemplo

Pergunta: Como posso me tornar um exemplo para o grupo?

Resposta: Você simplesmente tem que sê-lo. Vamos dizer que a partir de hoje, eu me torno um exemplo para o grupo. Eu sorrio para todos, amo, ajudo, lembro-lhes sobre a importância da meta, e faço o que está escrito nos artigos de Rabash sobre o grupo. Isto é tudo.

Da Lição 5, Convenção Europeia 22/03/13

Um Sistema De Medição Espiritual: O Grupo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é possível verificar de quem você é servo: do Faraó ou do Criador? Como este exame é realizado, intelectual ou emocionalmente?

Resposta: Nós verificamos com a mente o que sentimos em nosso coração. Um coração é todos os desejos de uma pessoa, e eu preciso verificar quem controla meus desejos: o desejo de receber com a intenção “a fim de receber” ou com a intenção “a fim de doar”. O desejo de receber está sempre lá, é a substância da criação, mas eu devo examinar para quem estou trabalhando.

Este exame é feito somente através do grupo. Em nosso mundo físico, não podemos medir nada sem uma escala de medição. Nós precisamos de alguma unidade de medida: um metro, o quilo, Hertz, uma escala de medida com que sejamos capazes de medir e pesar algum fenômeno.

Como eu posso pesar o desejo e a minha intenção que o controla? Isso só é possível dependendo de como eu realizo minha adesão ao grupo e me associo com o todo. Através disso eu posso medir a mim mesmo e mudar alguma coisa dentro de mim. Caso contrário, eu sempre vou ser enganado.

Portanto, “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” é chamada a regra fundamental da Torá, pois controla tudo. Se eu não me colocar corretamente em relação à sociedade, eu não vou ser capaz de ver onde estou. Com minhas medidas, não vou ser capaz de discernir qualquer erro, nem o menor, nem o maior.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 31/03/13

Então O Grupo Vai Absorver Tudo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o significado de aderir ao grupo?

Resposta: Aderir ao grupo é estar com os amigos em todo o processo pelo qual eles estão passando, realizar as tarefas, participar de todos os eventos: estudos, disseminação, tarefas, encontro de amigos, workshops e pagar Maaser. Eu preciso tentar ser um participante útil e ativo em tudo isso. Estas são ações mecânicas de adesão a um grupo, que são visíveis.

Além disto, dentro de mim, eu tento ser incluído nesta imagem chamada “grupo”, desaparecer, fundir-me nela. Eu quero ser absorvido dentro deste conceito de “grupo”, de “sociedade”, para que nada de mim permaneça.

Se eu tento fazer isso de acordo com os meus motivos egoístas, na medida dos meus esforços, eu fico mais perto da Luz, e ela me traz pensamentos sobre isso e mostra como eu sou apto para isso ou não. Então, eu começo a exigir que a Luz me corrija mais. Eu começo a me relacionar com a minha inclusão no grupo de uma forma mais prática, conectando essa inclusão com a Luz que me influencia e me ajuda a entrar no grupo.

Segue-se que quanto mais eu estou incluído nele, mais estados eu começo a discernir: uma inclusão maior ou menor, o quanto eu me esqueço de mim mesmo, quanto mais eu pertenço aos amigos, quanto mais ou menos eu os amo. Somente de acordo com isso eu avalio minhas subidas e descidas, uma vez que não existem outras subidas e descidas.

Assim, junto com todos, eu me volto à Luz superior que faz de nós um todo. Aqui começa o trabalho. Todas as medições e avaliações ocorrem apenas em relação ao grupo, porque sem ele, não há uma correta escala de medição, não há correção com a qual eu seja capaz de me examinar.

Eu não tenho nenhuma indicação e avaliação das minhas emoções, nem em relação ao Criador e nem em relação a mim, se não o fizer dentro do grupo. O grupo é o lugar onde eu sinto, meço e realizo todas as ações espirituais.

Não há outro lugar fora dele! Lá, no grupo, eu preciso descobrir o ódio e o meu ego, todas as minhas características. Tudo o que é descoberto no exterior do grupo não precisa de qualquer correção. Apenas o que é descoberto nas relações entre os amigos, esta é a única coisa que precisamos corrigir. O Faraó, o ego, é a força de rejeição mútua e de ódio descoberta no grupo. Fora do grupo, é toda a vida física do corpo animal.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 31/03/13

Contrações Que Antecedem O Nascimento De Um Novo Mundo

Contractions That Precede The Birth Of A New WorldPergunta: Nós alcançamos o ponto mais baixo do Criador?

Resposta: Nós estamos prestes a sentir o Criador. Nós podemos dizer isso observando o que está acontecendo no mundo e dentro de nós mesmos. Nós nos esforçamos o suficiente, realizamos um grande número de Convenções, incluindo as do deserto. Nós esperamos que esta Convenção atual, a Páscoa na próxima em Israel, bem como os nossos esforços que são direcionados à unidade e conexão mútua sejam a última tentativa e vamos atingir revelação.

Nós não sabemos quando isso vai acontecer. Isso sempre acontece de forma inesperada. É descrito nas fontes originais. De um modo geral, nós estamos de pé na porta da revelação espiritual. Como regra geral, esta sempre emerge da escuridão. A transição para a próxima etapa ocorre sempre semelhante ao êxodo do Egito, no meio da noite, ou ao nascimento de uma criança que vem ao mundo a partir do nada, da escuridão.

Vamos esperar alcançar a revelação aqui e agora. Nós temos que ficar alertas, esperar e desejar que isso aconteça conosco a cada minuto de nossas vidas. Mesmo se isso não acontecer imediatamente, o meu entendimento pessoal e a minha experiência ainda me dizem que isso vai definitivamente acontecer.

De maneira nenhuma eu posso assinalar ou prometer que isso vai acontecer, já que tudo que ocorre conosco depende do mundo inteiro. É por isso que nem eu, nem o maior Cabalista do mundo, somos capazes de prever como e quando isso vai acontecer. Nós somos pioneiros. Os Cabalistas do passado eram individualistas; eles revelaram a espiritualidade entre si, em pequenos grupos, como os discípulos do Rabi Shimon, os estudantes do ARI, Ramchal e o Baal HaSulam.

Agora, é a nossa vez de mudar para o próximo nível. Eu não posso prever com precisão a data exata ou quaisquer condições específicas que vão nos trazer a revelação. No entanto, nós estamos na porta, na véspera de entrar no reino espiritual. Nove meses de desenvolvimento intrauterino se acabaram e o trabalho já começou. Este é o estado em que estamos neste momento. Ele pode durar por um tempo, da mesma forma como uma criança se desloca ligeiramente para trás e para frente, e a mãe sente esse movimento como contrações do nascimento. Nós já estamos nesta fase.

Pergunta: Este é o ponto mais baixo do Criador em relação à humanidade?

Resposta: É o ponto mais distante e, ao mesmo tempo, o mais próximo. Afinal, deve haver uma diferença de potenciais.

Por um lado, “as contrações do nascimento”, uma enorme tensão e tremendos esforços, são inevitáveis. Alguém pode perguntar: o que está acontecendo? Mas nós sabemos do dia a dia que é assim que as crianças nascem. Tudo vai acabar bem.

Pergunta: Como é que vamos sentir a vida deste ponto: individualmente dentro de cada um de nós ou no grupo?

Resposta: Não é mais um ponto. Nós vamos nascer quando nos conectarmos. A conexão entre nós será uma construção constituída por 10 partes, 10 Sefirot: a primeira imagem de um bebê que vai nascer. Esta construção de dez partes tem de ter certa estrutura: uma tensão interna e uma enorme força que conecta todos os desejos antagonistas, egoístas. A união dos opostos cria uma “tensão” onde a Luz superior se torna revelada.

É uma lei da física: a tensão molecular superficial, nada mais que isso! Nós observamos as mesmas coisas em tudo ao nosso redor: na natureza, nas tecnologias. Quaisquer fenômenos naturais são construídos a partir de opostos.

Da Convenção Europeia 22/03/13, Lição 1

Nosso Assassino Número Um É A Nossa Preguiça

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Shamati, artigo 35, “Sobre a Vitalidade de Kedusha“: Assim, é uma correção que cada vez que a pessoa estende algo e tem uma descida, ela deve começar de novo, isto é, ter novos escrutínios. E o que ela tinha do passado caiu em Sitra Achra e ela mantém isso em sua autoridade como um depósito. Depois, a pessoa recebe tudo o que tinha recebido dele todo este tempo.

Assim, podemos ver que tudo o que acontece é em nosso favor. Graças aos desejos que o Criador quebrou e lançou no mar das forças impuras (Sitra Achra), ao outro lado, no desejo egoísta de desfrutar, nós temos a chance de avançar à Santidade, no sentido dos desejos de doar. Esses desejos de receber nos obrigam a atrair mais Luz.

Neste momento, nós atraimos um pouco de Luz, e os desejos de Sitra Achra imediatamente a engolem. Isto acontece repetidamente até que a medida esteja cheia. Então, o ego “vomita” tudo que engoliu e podemos recuperar toda a Luz que conseguimos atrair por um instante, mas fomos incapazes de manter. Assim, Sitra Achra ajuda a pessoa a acumular seu esforço, recolher todas as diminutas Luzes e, em seguida, devolver isso como uma medida completa que lhe permite atingir o nível espiritual.

É por isso que nós criamos os “animais sagrados” a partir das descidas, dos estados que geralmente não queremos, nem gostamos. Mas nós temos que compreender como devemos ser gratos por todos os mecanismos do sistema da Providência superior e especialmente pelo sistema das forças de impureza, que nos governa durante todo o período de preparação, até que nós entramos na autoridade da Santidade, do desejo de doar.

Enquanto a força de impureza nos domina, ela cumpre seu papel com extrema dedicação, que é ainda maior do que a dedicação do sistema de Santidade. Afinal, Sitra Achra deve trabalhar da maneira oposta ao Criador, de forma oposta a Ele. É um “anjo” especial, um sistema único, que segue o comando do Criador, Seu desejo, e executa ações que são opostas à Santidade, conforme o decreto de Cima.

Uma história semelhante é contada numa das cartas do Baal HaSulam: um rei nomeia diferentes vilões para reinar sobre seu súdito que ele decidiu elevar ao posto de primeiro ministro. Para isso, o rei envia seus servos vestidos como criminosos e assassinos, e graças à luta com eles, o escravo fiel cresce cada vez mais.

Todos os “vilões” que tiveram que lutar com ele estão cumprindo o seu trabalho com todas as vicissitudes e crueldade, e com esperteza criativa, só porque é a ordem do rei e não porque seja sua própria vontade. A força de impureza, nossos sistemas internos que parecem tão horrível para nós, funciona da mesma maneira.

Todos os crimes que acontecem no mundo, os assassinatos e quedas, parecem contradizer a vontade do Criador e temos de odiá-las. No entanto, nós devemos entender que não há nenhum mal — não há criminosos no palácio do Rei, e é tudo Seus sistemas que operam a partir de duas direções: o lado bom e o lado ruim. Nós só deveríamos odiar nossa própria preguiça, devido a qual não podemos realizar o nosso livre-arbítrio na escolha do nosso ambiente: o grupo, o único lugar onde somos livres.

Nós não devemos nos queixar de qualquer evento em nossa vida, exceto um: nossa incapacidade em nos apressar na hora certa, em usar o ambiente, e com a sua ajuda, avançar e apressar (santificar) o tempo.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 29/03/13

A Direção Do Pensamento

Dr. Michael LaitmanPergunta: Às vezes, quando estamos trabalhando no grupo, o Criador nos dá uma subida, estados avançados. Como podemos usá-los para avançar os 99% da humanidade?

Resposta: Nós temos que pensar nisso constantemente, porque tudo é resolvido em pensamentos. Nossos pensamentos são as maiores forças do mundo. Se o pensamento está no caminho certo, ele entra no vetor, em conexão com a Luz, e isso é algo que pode mudar o mundo.

A Luz Circundante nos afeta, e pelo nosso vetor nós o fazemos dirigido à Luz. Se acendermos uma lanterna ou um refletor, ambos brilham diretamente. Imagine que podemos fazer o mesmo com nossos pensamentos.

Se você pensar em alguém estando no estado correto, em bons pensamentos, você verá como você vai curar, corrigir, melhorar com isso. Tudo será bem sucedido.

Da Convenção Europeia na Alemanha 23/03/13, Lição 5

Unidade E Um Pouco De Chutzpah

Dr. Michael LaitmanPergunta: Esta noite nós estamos organizando uma aula especial, simbolizando o fim do feriado de Páscoa, da saída do ego. Como precisamos abordar isso com o máximo de solicitação para atravessar a Machsom (barreira)?

Resposta: Isso vem de repente. Ninguém sabe exatamente quando, ninguém pode prever nada. Mas o Baal HaSulam escreve que o tempo da Páscoa é um momento muito importante; em nosso mundo é um momento especial em relação às Luzes Circundantes.

Na verdade, a saída pode ocorrer a qualquer hora, em qualquer dia, mas ao mesmo tempo nós temos que fazer o máximo possível de acordo com a comunicação do ramo físico com a raiz espiritual. Nós temos uma chance, e para isso é exigido um grande esforço cooperativo, bem como um pouco de chutzpah (audácia, ousadia).

– Nós merecemos isso!

– Por quê?

– Porque sim!

Isso é obrigatório. Em relação a isto, diz-se: “Meus filhos Me derrotaram”. Ainda que eu saiba que não mereço isso, apesar de tudo, eu exijo, pressiono, e essa audácia é muito útil, porque mostra que estou indo além dos limites do meu ego. Eu acredito que dependo do Criador e é especificamente Dele que exijo o que quero. Aqui reside não apenas uma explosão emocional, mas um grito deliberado, um assalto necessário em sua direção: “Faça-o!”. É assim que novos Kelim, deficiências adicionais, são despertados em mim.

Pergunta: O que é necessário para construir essa demanda ao longo do dia?

Resposta: É necessário concentrar-se na oposição formada no momento da saída do “Egito”, em conexão e elevação acima do nosso ego individual e coletivo. Em geral, nós exigimos uma demanda com a adição da audácia. E o principal é a união, a unidade. E não se distraiam com nada.

Pergunta: Como a pessoa deve ser audaciosa com relação a este pedido e, ao mesmo tempo, pedir em nome de todos, juntamente com todos?

Resposta: Está escrito que nós deixamos o Egito na escuridão da noite. Isto não quer dizer que é necessário esperar até que fique escuro lá fora ou apagar as luzes em casa. Não, esta é a escuridão do ego, que sentimos dentro de nós, quando nada mais pode nos salvar e não há possibilidade de fuga.

Nós precisamos correr em direção ao centro do grupo, ao amor dos amigos, ao amor do outro. É necessário se concentrar nisso; nós só exigimos a importância disso. A Luz revela os Kelim e os corrige. Tudo decorre disso, exceto o pedido de ajuda.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/03/13, Escritos do Rabash