Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Independência No Mundo Global

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que você pode dizer sobre o Dia da Independência que a nação de Israel está comemorando?

Resposta: Se estamos falando de Israel, nós não somos independentes. Ao contrário, dependemos totalmente dos nossos vizinhos, dos EUA e de todo o mundo. Em geral, hoje, nenhuma nação é independente. Pelo contrário, vemos quanto todas elas dependem umas das outras.

Portanto, qual é a verdadeira independência? Ela significa que alcançamos uma boa unificação entre nós. Quanto melhor essa unificação, mais independente cada um vai se sentir dentro dela. Se alguém tem boas relações com os outros, eles não o obrigam a fazer algo que não queira fazer, e ele também se comporta assim com eles. Portanto, logicamente, todo mundo é independente e, mesmo assim, interconectado.

Hoje já somos incapazes de cortar os laços entre nós. O mundo tornou-se como um sistema fechado, todas as suas partes estão conectadas e é impossível romper esta ligação, mesmo com a ajuda das guerras mundiais. A dependência mútua permanecerá e só crescerá.

Então o que vamos fazer? A resposta é a mesma: apenas uma boa conexão entre nós, nos dará um sentimento de independência, mesmo que todos nós dependamos totalmente uns dos outros como células ou órgãos num corpo. Só é possível sentir-se independente quando há um equilíbrio mútuo, quando entendemos que pertencer ao sistema é uma busca constante de harmonia e complementaridade entre nós.

Uma pessoa saudável não sente seu corpo. Um corpo saudável torna possível que nós possamos agir em pleno vigor, sem quaisquer limites. Numa boa conexão nós também vamos nos libertar das limitações e encontrar a nossa independência. Esta é a única possibilidade; simplesmente não há outra.

Se alguma nação supõe que, elevando-se acima das outras, se tornará mais independente, o oposto é verdadeiro: ela se torna mais dependente de todas. O melhor exemplo são os Estados Unidos, que estão imersos em vários conflitos e confrontos e são incapazes de sair de um emaranhado de problemas. Esta “preocupação com o mundo” custa aos Estados Unidos muitos bilhões, e eles não conseguirão se livrar disto até entenderem que é necessário corrigir os relacionamentos com todo mundo. Isto é exatamente o que os Estado Unidos, como uma grande potência, devem cuidar. Ou seja, os americanos têm que introduzir a educação integral ao mundo. Caso contrário, eles podem esperar problemas do mundo inteiro.

Na verdade, o mundo inteiro é uma família, e em cada boa família há um cabeça que se preocupa com todos e cuida deles. Esta é uma regra simples.

Baal HaSulam escreve em seu ensaio, “Paz no Mundo”:

“Não se surpreenda se eu misturo o bem-estar de um determinado coletivo com o bem-estar do mundo inteiro, porque, na verdade, já chegamos a tal ponto que o mundo inteiro é considerado um coletivo e uma sociedade. Isto é, como cada pessoa no mundo atrai a essêcnia de sua vida e seu modo de vida de todas as pessoas do mundo, ela é forçada a servir e cuidar do bem-estar do mundo inteiro…

Nós não devemos mais discutir algo que é do conhecimento de todos, e o que foi mencionado acima é apenas para mostrar a desvantagem, o que precisa de correção, e é por isso que cada indivíduo vai entender que o seu benefício pessoal e o benefício do coletivo são a mesma coisa. Com isso, o mundo chegará à sua completa correção”.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/04/13, “A Nação de Israel”

Tudo É Alcançado Pela Equivalência De Forma

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 41: Tenha em mente que a realidade de todos o mundos é geralmente dividida em cinco mundos, chamados: a) Adam Kadmon, b) Atzilut, c) Beria, d) Yetzira, e e) Assia.

Esses “mundos” são os níveis da minha proximidade interna com o Criador, com a doação. É como se eu olhasse através do prisma deles. Ao mesmo tempo, eu posso aceitar a doação em certo nível de Aviut (espessura), de zero a quatro. Em geral, estes são todos os níveis de realização até a adesão total.

Pergunta: Para que nós precisamos desses mundos, dessas ocultações?

Resposta: Para que descubramos gradualmente o Criador de acordo com a nossa equivalência de forma com Ele. É uma lei: cada fenômeno na realidade só pode ser alcançado de acordo com uma equivalência de forma. Enquanto eu, de acordo com a minha natureza egoísta, sou externo a ele e não sou compatível com ele, eu não posso senti-lo. Quando o ponto no coração desperta em mim, eu começo a sentir minha oposição ao Criador, e posso crescer, aumentar meu ponto e minha proximidade com Ele. Mas até então, eu estou desconectado Dele pelo meu ego: Ele é doação total e eu sou recepção total, e eu não tenho nenhuma conexão com Ele. É assim que funciona a lei da equivalência de forma.

Pergunta: Podemos dizer que os níveis de equivalência refletem minha sensibilidade para com os outros?

Resposta: Sim. Minha atitude para com os outros ou para com o Criador é, na verdade, a mesma coisa. O mais importante é a direção de mim para fora.

Nós devemos entender que estamos num estado chamado “mundo de Ein Sof (Infinito)”, ou “Malchut de Ein Sof“. Mas nós estamos separados por cinco níveis de opacidade dos sentidos. Masachim (telas) especiais os enfraquecem como filtros que são vestidos na percepção do mundo de Ein Sof. Como resultado, nós sentimos apenas o “mundo externo”, embora tudo realmente aconteça dentro.

A realidade é fixa, mas ela é descrita para nós sob a forma deste mundo. A única diferença é a imprecisão, no embotamento dos sentidos.

Pergunta: Como podemos aguçar nossos sentidos?

Resposta: Depende da sua sensibilidade para com os outros em sentir o outro e se eu posso sentir que ele é tão importante como eu sou. Portanto, diz-se: “Ama o teu amigo como a ti mesmo”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/04/13, “Introdução ao Livro do Zohar

Os Atores E Os Espectadores

The Actors And The SpectatorsPergunta: Por um lado, eu devo corrigir minha atitude para com os amigos, não importando como percebo a relação deles em relação a mim, mesmo que pareça que eles me odeiam. Mas, por outro lado, eu não posso aspirar à correção se não recebo suporte e garantia dos amigos. Como essas coisas funcionam?

Resposta: É necessário ver a realidade assim: existe Malchut do mundo Infinito e toda ela sou eu. Malchut é dividida em duas partes: agora eu sinto um lado como eu mesmo, e o outro lado como aquilo que está fora de mim. Ainda que, na verdade, estes sejam Kelim (desejos) externos, próximos e distantes, constituindo um complexo sistema de várias relações entre eles e até mesmo entre eu e eles. Todo este sistema, tudo o que me parece como “eu” e “eles”, na verdade é, de fato, eu mesmo. Tudo isso junto é meu. Mas, neste momento, eu preciso ver uma imagem dupla: minha própria parte e a parte que é oposta, contrária a mim.

Além disso, existe um Criador que constrói este estado. Para quê? Para desenvolver minha mente e sentimentos. Afinal, eles são desenvolvidos somente através do trabalho entre nós, ou seja, entre eu e os outros.

Se a imagem da realidade fosse inteiramente retratada dentro de mim, eu estaria abaixo do nível inanimado. É porque mesmo o inanimado sente o ambiente, enquanto eu seria apenas um ponto de matéria primordial. Eu ficaria ainda mais distante do nível vegetal, que sente o ambiente mais fortemente, consome, absorve e excreta substâncias e se reproduz; em suma, vive, mesmo que pague por isso com a sua morte. Isso é ainda mais relevante em relação aos níveis animal e falante. Pessoas não apenas interagem, elas superam grandes distâncias, descobrem novos meios de comunicação e fazem esforços extraordinários para transcender tempo e espaço.

Portanto, tudo é medido de acordo com a força da conexão entre uma determinada criação e seu ambiente. A intensidade do nosso desenvolvimento depende da quantidade e capacidade de conexões entre nós, em outras palavras, da interdependência, garantia mútua e integração reveladas em todo o mundo.

É impossível alcançar o Criador se não vejo todos como opostos a mim e opondo-se a mim, odiados por mim e me odiando. Em cada detalhe eu devo me elevar acima da habitual abordagem superficial para um nível superior. Eu preciso pedir ajuda ao Criador e construir um apoio num grupo, imaginando-o como parte minha.

Na verdade, o mundo inteiro, todas as pessoas, animais e plantas, tudo no nível inanimado da natureza, o universo inteiro, é minha alma. Mas eu estou separado dela pelo poder da imaginação que o Criador inseriu em mim e assim não posso perceber a proximidade entre nós. Isso é demais para mim.

Mas os Cabalistas sugerem que eu use um grupo, uma pequena parte do mundo que posso imaginar como minha alma. Isso significa que eu preciso me aderir aos meus amigos com meu coração, unir-me a eles, e trazer estes Kelim (desejos) de volta para mim, ao contrário do poder da minha imaginação que os retrata como estando fora de mim.

Compreensivelmente, eu não posso fazer isso sozinho; a Luz superior é necessária aqui. Ela me separou destes Kelim. Portanto, deixe-a corrigir agora a minha “visão” atual e trazê-la de volta para dentro. Assim, eu vou sentir que estou recebendo de volta a minha alma. Eu mergulho nos amigos, fundo-me neles ou os abraço e os coloco dentro, não importa como dizer isso. A principal coisa é fazer com que isso aconteça: união , unicidade, garantia. Conforme eu construo uma conexão mútua entre nós, até esse grau eu sinto o que é sentido na alma: a revelação do Criador.

Sobre o período atual, a nossa época, um pequeno grupo não é suficiente. Nós precisamos nos conectar com os grupos espalhados por todo o mundo e, em seguida, com todo o mundo. Esta é a tarefa que recebemos.

Em sua essência, a geração atual está pronta e é chamada para corrigir toda alma compartilhada. Isto é evidente a partir da crise mundial, do despertar do povo e da correção contínua em todos os tipos de lugares.

Mas a coisa mais importante que precisamos entender é que o grupo é a alma. Mesmo que na realidade a alma inclua todos os níveis, todos os mundos, Malchut do Infinito, pelo menos agora nós devemos nos concentrar em nós mesmos, nos membros do grupo. Um amigo é alguém que trabalha juntamente comigo e quer chegar à união como eu, para que nenhum “vácuo”, nenhuma separação, nada permaneça entre nós. Exatamente desta forma nós temos que definir e marcar os limites do grupo.

Nesse caso, se há centenas de milhares de nossos partidários no mundo, o grupo mundial pode contar apenas com algumas centenas de pessoas, aqueles que entendem a ideia, trabalham nela sem questionar e usam sua resistência natural para criar uma conexão ainda mais forte. Afinal, tudo contém seu oposto, o que torna possível a sua própria existência. Assim, nós precisamos ficar felizes quando os defeitos são descobertos — afinal, o amor é revelado acima deles.

Alguém que é capaz e está pronto para trabalhar dessa forma é chamado de “amigo”. E os outros, nesse meio tempo, são “espectadores”… Claro, eu não subestimo ninguém — todos devem examinar onde estão.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/04/13, Escritos do Rabash

Quem Está Gerenciando O Mundo?

Dr. Michael LaitmanComentário: Não muito tempo atrás, o presidente de Israel, Shimon Peres, expressou ideias que são semelhantes às que temos falado há anos: sobre a limitação da jornada de trabalho, substituição das horas de trabalho por estudo, educação através da Internet, educação baseada na conexão entre professor e alunos…

Resposta: Nós determinamos o que o mundo vai pensar. O problema é que estamos atrás, corrigindo-nos para que os nossos bons pensamentos penetrem as mentes da elite. Eles permeiam lentamente e as pessoas começam a falar direto ao ponto, mas não basta: nós temos que nos apressar.

De qualquer forma, é assim que as coisas acontecem: nossos pensamentos, desejos e ações são revelados nos outros internamente, e as pessoas começam a pensar da mesma maneira, sem nem mesmo saber por quê.

Quando as nações do mundo culpam os judeus por trazer o mal ao mundo e até mesmo por secretamente gerir o mundo, as reivindicações que começam inconscientemente são parcialmente justificadas e parcialmente não. As nações estão erradas em pensar que os judeus são maus, mas elas estão certas em pensar que a realidade é de fato disposta como uma pirâmide: é a partir do nível de GE que as Luzes chegam ao AHP e determinam todas as suas ações.

O livre arbítrio é apenas no nível final da última fase, e somente aqueles que o atingiram, e de quem o futuro do mundo depende, o têm. Assim, eles são responsáveis ​​por isso e recebem mais golpes do que outros. Esta é a forma da criação.

A “troca de ideias” irá gradualmente tornar-se mais comum e importante, e por isso nós temos que tentar estabelecer os nossos pensamentos de forma que mesmo os “maiores vilões” receberão o bom e correto “conteúdo interno” de nós.

É porque nós somos responsáveis ​​por eles, e o que acontece com eles também depende de nós. Se alguém expressa idéias erradas ou prejudica o mundo, é uma indicação dos meus defeitos que ainda não corrigi, embora tivesse a chance.

Nós poderíamos ter evitado todo o mal do mundo. O Criador é bom e benevolente e Ele nos permite estabelecer as coisas corretamente e administrar as coisas. Se não o fazemos, então, infelizmente, acontecem coisas muito indesejáveis. Portanto, nós temos que ser mais responsáveis.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/04/13, “Introdução ao Livro do Zohar

Quando Tudo É Para O Melhor

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 42: Como já esclarecemos com o inanimado, vegetal, animal e falante corpóreos neste mundo (Itens 35-38): as três categorias (inanimado, vegetal e animal) não se expandem por si mesmas, mas apenas a quarta categoria, que é o homem, pode desenvolver e subir através delas. Portanto, o seu papel é apenas servir ao homem e ser útil a ele.

O mesmo ocorre em todos os mundos espirituais. As três categorias (inanimado, vegetal e animal) surgiram apenas para servir e ser útil à categoria falante, que é a alma do homem. Portanto, considera-se que todas elas cobrem a alma do homem, ou seja, o servem.

Portanto, nós estamos no centro de toda realidade. Tudo é designado para o desenvolvimento da alma do homem, a fim de levá-lo ao bem, o que significa levá-lo à totalidade dos meios mais eficientes. É por isso que toda a realidade foi criada e é para isso que serve o seu software. Portanto, nós temos que avançar da melhor maneira interna possível em direção ao melhor estado.

No entanto, há um problema quando se trata de nossa participação no processo. Por isso, cada um de nós, e todos nós juntos, nos vemos num estado imperfeito em todas as fases do nosso desenvolvimento. No estado completo, nós poderíamos sentir a nós mesmos no mundo de Ein Sof (Infinito) a cada passo do caminho, se usássemos os meios que nos foram dados corretamente. Nós poderíamos implantar a fase atual que nos encontramos e não sentiríamos quaisquer limitações, assim como em Ein Sof, quando o Criador é revelado em todo desejo. Mais tarde, camadas adicionais são reveladas, no momento em que o desejo é perfeitamente corrigido por toda a Masach (tela) e toda a Luz.

Assim, nós não precisamos sofrer o “caminho todo” esperando o final da estrada, o fim da correção. Se nos satisfizermos corretamente agora, vamos sentir que ninguém pode nos prejudicar e que não há ninguém cruel no palácio do rei, mas apenas o Criador, que preenche todo o mundo. É assim que ocorre em cada nível. Além disso, vamos também perceber as descidas como subidas. Então, sobre o que é dito: “A escuridão vai iluminar como a Luz”.

No entanto, na realidade, nós não chegamos à aceleração máxima e avançamos, via de regra, na linha do “meio”, recebendo alguns golpes relativamente fracos e tentando se alinhar com a linha do meio…

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/04/13, “Introdução ao Livro do Zohar

O Grupo: A Adição De Tom E Volume

The Group: The Addition Of Hue And VolumeEscritos do Rabash, “O Que Procurar na Assembleia de Amigos”: Não faz diferença se o amigo está difamando-a e certamente deve odiá-la. Em vez disso, a pessoa que deseja adquirir o amor dos outros precisa da correção do amar ao outro.

Portanto, quando a pessoa se esforça e julga-o a uma escala de mérito, é uma Segula (remédio/força/virtude), onde pelo trabalho que a pessoa faz, chamado de “um despertar de baixo”, ela recebe a força do Alto para ser capaz de amar a todos os amigos, sem exceção.

Comentário: Na nossa realidade, nós sempre precisamos cooperar e ajudar uns aos outros. Digamos, se eu quero comprar um carro de alguém, essa pessoa precisa concordar com isso. Mas aqui se vê que, se um amigo me odeia, eu não preciso de sua participação, do seu trabalho: eu posso, no entanto, alcançar o amor do outro se eu deseja-lo…

Resposta: Tudo isso é correto, já que o meu vaso quebrado está inteiramente nas mãos do Criador. Em nosso mundo, nós fechamos o negócio entre nós. Mas se eu quero mudar a mim mesmo em relação ao Criador, então eu estou tendo o meu negócio com Ele e não com o mundo. Então, para mim o mundo é um indicador, um critério da situação e nada além disso. Eu dependo do Criador, que me dá uma imagem em particular, permitindo-me compreender e sentir que o mundo muda se eu mudar a mim mesmo e que tudo depende do “observador”. Portanto, cabe a eu me voltar ao Criador: Ele me ajuda derramando um pouco mais da Luz superior, e então eu mudo.

Pode ser que eu peça alguma coisa dos amigos, mas só se eu entender que eles também estão sob o controle do Criador. Neste caso, quando eu me volto a eles, eu também estou me voltando a Ele.

Afinal, voltar-se diretamente ao Criador ainda é uma abstração para mim, que eu não consigo manter. Entretanto, quando trabalho com os amigos, eu também preciso mantê-Lo internamente, dentro do meu coração. Por outro lado, no grupo eu sou impressionado pelos pensamentos, desejos e emoções. Aqui eu passo por uma cadeia infinita de estados, sinto raiva, ódio, inveja, desejo, honra, controle e êxtase… Em relação a essa diversidade, a relação com o Criador parece inútil, pálida e incolor, e ainda não evoca quaisquer sensações.

É lógico que, graças ao grupo, eu adquiro a possibilidade de trabalhar no nível corpóreo deste mundo, que eu tenho uma infinidade de sensações e matizes de percepção, que se reúnem em diferentes formas e imagens. O “mundo físico” é apenas um conceito, enquanto que, basicamente, nós estamos falando das mesmas forças espirituais, só que aqui elas adquirem volume e intensidade aos meus olhos, sendo organizadas na escala do monstruoso ao belo.

Tudo isso me influencia, em vez da influência espiritual direta, e por esta razão eu sou capaz de trabalhar com os amigos de forma mútua, entendendo que estes são realmente os poderes do Criador. Os Cabalistas nos ensinam a vê-Lo por trás de cada amigo e também por trás do mundo inteiro. Como resultado da cooperação, eu me calibro e me corrijo, voltando-me para pedir ajuda. Há alguém a quem eu amo e alguém a quem eu odeio, alguém a quem eu vejo dessa maneira ou de outra. Por quê? Por que é bom para o meu ego? Ou que, alterando a minha relação com os amigos, eu posso doar a eles, e através deles ao Criador, pois realmente não há outro além Dele.

Portanto, aqui, no âmbito da estrutura dessa imagem, eu tenho a possibilidade de utilizar-me corretamente, de modo a estar no processo de correção o tempo todo. Enquanto isso, eu me corrijo, e para os outros eu só posso dar explicações como um professor ou recomendações como um amigo, nada mais do que isso. Nosso principal trabalho é a correção pessoal.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/04/13, Escritos do Rabash

A Única Obra Do Adaptador Espiritual

Dr. Michael LaitmanNa espiritualidade, um ser humano é a parte que coordena entre o Criador e os seres criados. Ele também é chamado de “Israel”, o que significa direto ao Criador (Yashar-El). Diz-se: “Você é chamado de Adam (humano) e não de ‘nações do mundo'”. Afinal, o Masach (tela) que eu forneço a toda a humanidade é o verdadeiro “eu”, o ser humano em mim. Eu pego a Aviut (espessura) das “nações do mundo”, mais a Luz do Criador, e tenho que construir um Masach em relação a elas.

O objetivo de cada Partzuf superior é ser um “adaptador”, um “conector”, a transição que nada tem de seu próprio, exceto a adaptação às necessidades dos outros. Este é o meu trabalho, a minha designação. Quem tem um ponto no coração tem que fazer isso, isso é o que estudamos.

Pergunta: O que nós superamos com isso?

Resposta: Nós temos que superar as interrupções que nos impedem de ajudar o mundo e com isso dar satisfação ao Criador. De acordo com a fábula, Ele, na verdade, queria dar a Torá (o método de correção) às “nações do mundo”, e a nação de Israel recebeu-a apenas como um ponto de transição, como um adaptador e um conector. As nações do mundo têm os vasos, as Luzes estão acima, e a nação de Israel, aqueles com os pontos no coração, tem que se adaptar entre eles. Assim, verifica-se que nós somos o Partzuf superior, o adaptador, ou em outras palavras, um Masach e a Luz de Retorno.

Nós só precisamos nos esforçar e nada do mais que isso. Nosso desejo é pequeno em comparação com o desejo das nações do mundo, e por isso está escrito: “Vocês são poucos entre as nações”. Nós somos poucos não quantitativamente, mas em relação ao desejo de receber, já que a nossa Aviut pertence ao nível de Bina e nós adquirimos todos os acréscimos após a quebra. Nossa única designação é servir Malchut, o que significa os desejos das nações do mundo, e construir o Terceiro Templo a partir deles. Nós vamos ter que satisfazer todos os desejos e as paixões espirituais que serão reveladas neles.

Assim, está escrito: “A sabedoria das nações do mundo: acredite; a Torá nas nações do mundo: não acredite”.  Os vasos têm que receber a Luz de Hochma, e a Torá é o método de correção que existe apenas entre a nação de Israel, que é designado para evocar a Luz que Reforma, para corrigi-los, para calcular coisas com relação ao Masach, e para trazer às nações do mundo a Luz de Hochma. Nós estabelecemos a conexão e o sistema, e as nações do mundo fornecem os desejos.

Pergunta: Esta missão não parece ser muito difícil. Nós só temos que passar alguma coisa às nações do mundo, como mensageiros; o que há de tão duro no trabalho deste “adaptador?”.

Resposta: Em primeiro lugar, no nível dos antepassados, nós quebramos a partir dos vasos de AHP, ou seja, saímos da Babilônia depois de termos corrigido os nossos vasos que pertencem a GE. Depois, no nível dos filhos nós corrigimos o nosso AHP através dos exílios, especialmente o exílio no Egito, e adquirimos um vaso inteiro, mas suas duas partes são nossas, uma vez que pertencem ao nível de Bina, e isso não é o suficiente. Assim, após o êxodo do Egito, a conquista da Terra de Israel e a construção do Templo, todo o nosso vaso foi quebrado e caiu ao nível das nações do mundo, para o quarto e último exílio.

Agora nós temos que começar a corrigir as coisas, mas não a correção que havia antes. Assim, nós não passamos pela quebra, e hoje temos que extrair nossos “vasos” das “nações do mundo”. Isso já é uma grande quantidade de trabalho. Além disso, os representantes das nações do mundo também se juntam a nós.

Primeiro nós temos que reconstruir a nós mesmos como o vaso único que costumávamos ser, e depois começar a trabalhar com as “nações do mundo”, visto que a conexão já existe desde os dias do exílio. Assim, mesmo que nós comecemos a nossa auto correção agora, ela é passada a  eles, e, assim, não apenas nós reconstruímos a nós mesmos, mas também incluímos a todos na correção e subimos para níveis muito mais elevados.

Quando Israel se eleva novamente, as nações do mundo imediatamente o seguem e têm a quem pedir, para o verdadeiro AHP e não para o AHP “não desenvolvido” de Bina .

Assim, o papel de “Israel” é pegar a deficiência das “nações do mundo” e, com isso, subir ao Criador e preparar o vaso da Shechiná (Divindade) para ela. Ele é construído dos diferentes desejos das nações do mundo, não importando o quão prontos eles estejam. O principal é que eles sintam que a satisfação do Alto passa por nós. Em seguida, eles são capazes de aderir a nós e recebê-la.

Assim, nós damos satisfação ao Criador. Visto que é para elas que Ele prometeu dar a Torá, aos verdadeiros vasos de recepção, nós somos apenas os meios para a correção desses vasos.

Portanto, fica claro como é importante disseminar em todo o mundo. A “Torá” é um sistema geral inseparável ​​que se revela em toda parte. Acontece que nós estamos conectados numa rede e não podemos fugir e escapar dela. Esta rede, a conexão entre as pessoas, é a “Torá”. Ela existe em todos os níveis até a conexão absoluta, quando todos se tornam “como um homem em um coração”. A Torá é o vaso geral e a Luz geral nela é chamada de “Criador”. Hoje nós devemos corrigir o desejo de receber, a fim de nos conectar acima dele na doação mútua ao Criador.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/04/13, O Zohar

As Difíceis Lições do Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: A pessoa que começa a estudar o método integral passa por estados difíceis, visto que seu ego recebe golpes. Se esses estados são necessários, por que isso acontece dessa forma?

Resposta: Você não pode deixar o ego ou o Faraó se você não sentir os golpes. É por isso que dizemos que o Faraó aproxima os filhos de Israel do êxodo do Egito, como está escrito: “O Faraó aproximou os filhos de Israel de nosso Pai Celestial”. Eles sentem os golpes em seu ego e compreendem que não podem ficar nele, e não conseguem deixá-lo. Assim eles se sentem impotentes, dizendo: “Então, o que podemos fazer?”. Então, eu sinto mais um golpe e outro, e percebo que preciso do Criador, pois só Ele pode me tirar de lá, segurando a minha mão.

Em seguida, eles se conectam ao Criador e avançam se não deixam a educação integral e entendem que tudo é feito, em primeiro lugar, para eles e não para educar ninguém.

Quando eu recebo golpes e balanço internamente sem saber para onde correr, apenas o grupo pode me ajudar. Se ele me envolver e me aquecer, não temerei os golpes. Eu imediatamente começo a entender que preciso me aderir ao grupo. Eu preciso da garantia mútua. Eu preciso do Criador, e, assim, eu descubro tudo automaticamente. Um pequeno “ai!”, uma pequena picada, e eu já entendo tudo. No entanto, isso é apenas se você está circundado de amigos, incluindo as mulheres.

Os homens começam a entender que precisam do apoio das mulheres, especialmente da estabilidade. As mulheres contribuem para suavizar as coisas.

Da Lição Virtual 07/04/13

Extinção De Todos Os Problemas Juntos

Dr. Michael LaitmanPergunta: A comunidade das mulheres às vezes carece de calor e apoio mútuo. Consequentemente, as relações entre as mulheres não são sempre gentis. O que podemos fazer sobre isso?

Resposta: Em primeiro lugar, isso é natural para as mulheres. Há uma competição natural entre elas, ao contrário de uma competição artificial entre os homens. Com os homens deve haver alguma razão específica para eles começarem a competir entre si. Enquanto com as mulheres, não é desta forma: o conflito entre elas é ditado pela natureza, e, portanto, temos constantemente que acalmá-las.

Dentro de nós, homens, as mulheres extinguem os problemas associados com o avanço. Enquanto que, dentro das mulheres, nós temos que bloquear os problemas associados ao retrocesso, porque quando várias disputas surgem entre elas, significa andar para trás. Os conflitos entre os homens geralmente vêm por causa de oscilações causadas pela influência da Luz, da sensação do avanço espiritual quando a influência superior colide com o nosso egoísmo, mas não porque eles são contrários entre si. Os conflitos das mulheres resultam de suas interações no nível corpóreo. Assim, nós, homens, temos que ajudá-las nisso, enquanto elas têm que ajudar os homens.

Da Lição Virtual 04/04/13

O Coração Ardente do Grupo

Rabash, “Deve-se sempre vender as Vigas de sua casa:” Preferivelmente, eu realmente quero o amor dos outros. É por isso que eu estava interessado em estabelecer esta sociedade, por isso gostaria de ver que cada um e todos estão envolvidos em amor pelos outros, para que, através dele, o pouco de força que eu tenho no amor pelos outros pudesse aumentar e eu teria a força para me envolver em amor pelos outros com mais força do que eu por mim mesmo. Mas agora eu vejo que eu nada ganhei, porque eu vejo que nem mesmo um está fazendo o bem. Assim, seria melhor se eu não estivesse com eles e não tivesse aprendido a partir de suas ações.

Para isso, há a resposta que se uma sociedade está estabelecida com determinadas pessoas , e quando elas se reuniram, deve ter havido alguém que desejava estabelecer especificamente este “grupo“. Assim, ele arrumou estas pessoas por ver que elas eram adequadas umas para as outras. Em outras palavras, cada uma delas tinha uma centelha de amor pelas outras, mas a centelha não podia acender a luz do amor a brilhar em cada uma, então elas concordaram que, unindo-se, as centelhas se tornariam uma grande chama.

Um grupo não é apenas um conjunto de pessoas que se reúnem para estudar juntas, como em um determinado curso. Este encontro é chamado de um grupo Cabalístico no momento em que essas pessoas sentem uma necessidade real de uma conexão interna, a fim de descobrir o Criador no grupo e desta forma trazer contentamento para Ele. [Leia mais →]