Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Coisas Que Não Devemos Desistir

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos chegar ao ponto mais profundo, a partir do qual podemos nos elevar acima do ego? Qual é esse ponto?

Resposta: Este ponto é o meu “eu”. O que pode ser mais precioso para mim em toda a realidade que o meu “eu”? Nós ainda não estamos cientes de como é extremo o nosso egoísmo, a tirania egoísta. Nada pode se comparar a ela.

O nosso erro é que geralmente comparamos e medimos tudo de acordo com os conceitos físicos, animais, corpóreos da vida e da morte. Isso diminui drasticamente as nossas “expectativas”, e, muitas vezes, sob a pressão dos problemas, a pessoa está inclusive pronta para desistir da vida, que lhe parece inútil em relação ao seu sofrimento. Muitos estão prontos para pôr fim a suas vidas por causa do padrão errado, por causa de uma perspectiva “animal” da vida…

Mas se você mede sua vida em relação à eternidade e a plenitude, você não pode desistir dela. Você não pode abandoná-la, já que seu verdadeiro “eu” está escondido aqui, a coisa mais preciosa que você tem, embora você ainda não o tenha revelado e não tenha como compará-lo com o padrão real, com a vida eterna, com a eternidade e o poder da criação real, e nem com a vida corpórea no nível do nosso mundo.

Pergunta: Eu preciso de um ambiente forte e seguro onde possa “mergulhar”, a fim de desistir do meu eu egoísta?

Resposta: Nós devemos entender que, em geral, apenas a Luz que vem de Cima pode nos ajudar aqui. Entretanto, nós realmente não percebemos isso e vivemos numa mentira, medindo tudo em relação à vida corpórea. Quando nós começarmos a medir tudo de acordo com o padrão espiritual, vamos descobrir profundezas terríveis, nas quais a abnegação pessoal é totalmente impossível.

Então você verá que é necessária a intervenção da força superior que está acima de você. Você vai finalmente entender que há espaço para a autoridade superior. Você vai ter essa sensação pela primeira vez, e isso já é um novo passo no caminho.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/04/13, “Introdução ao Livro do Zohar

O Criador Só Concede Um Empréstimo A Quem Tem Fiadores

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Paz”: Ela acredita que este mundo não é como uma loja aberta, sem um dono, mas que há um dono presente, um lojista, que está em sua loja e exige de cada cliente o preço justo para as mercadorias está tomando da loja…

Tal pessoa é considerada como alguém que deseja tomar emprestado. Assim, antes mesmo que ela estenda a mão para tomar deste mundo, que é a loja, ela toma isso como um empréstimo, para pagar o seu preço.

Pergunta: O que é este empréstimo?

Resposta: O empréstimo é um conjunto de forças, pensamentos e ações, devidamente organizados a fim de doar. Esta “ordem individual” é exatamente o que você tem que fazer em seu estado. Você recebeu tudo o que é necessário, um pacote completo.

No entanto, o problema é que você já deixou este estado. Você já quer “debitar”, roubar parte deste empréstimo. Bem, isso acontece em geral. Algumas organizações exigem um orçamento para fins nobres, e depois fazem negócios “obscuros”.

Eu não acuso ninguém; nós só temos que tirar uma conclusão disso. Esta é a forma como a pessoa é construída. Esta é a nossa natureza, e isso acontece em todos os lugares do mundo, em cada nação. Isso acontece mesmo quando alguém fala com entusiasmo; ele tem certeza de que está verdadeira e simplesmente lidando com os meios à sua disposição. No entanto, um desejo diferente vem junto com um uso diferente. É natural que quando uma pessoa recebe milhões, seus desejos se agitam.

Geralmente, o roubo e a corrupção são coisas naturais; eles sempre existiram. No passado, os líderes não precisavam levar alguém em conta e faziam o que queriam, mas hoje algumas coisas vêm à tona, ainda que nós ainda não entendamos onde encontrar a correção.

O problema é apenas a falta de um ambiente que irá apoiar e manter você no estado certo. Se o ambiente fosse forte o suficiente, você usaria corretamente o empréstimo, que vem em resposta a um pedido que foi aprovado. Você não é culpado, você simplesmente não está conectado ao ambiente certo, o que seria a única coisa que manteria a abordagem certa para você.

Portanto, é necessário primeiro criar o ambiente certo. Sem isso, não há nenhuma chance. Isto é assim, mesmo que a pessoa apresente um pedido verdadeiramente justificado e receba os meios corretamente. Alguns anos se passam, e eles descobrem que ela tem contas secretas no exterior ou investimentos imobiliários ou qualquer outra coisa. E nós mesmos somos os culpados. Nós não investigamos todas as condições, não no momento em que o empréstimo foi aprovado, mas no momento em que foi recebido.

Por outro lado, na espiritualidade, não há erros como estes. Se você não prepara o ambiente, o seu pedido simplesmente não é aceito. Você pode bater na porta quanto quiser, mas ninguém vai abri-la para você.

Pergunta: Isso significa que sem amigos que sejam fiadores para mim, não posso receber nenhum empréstimo?

Resposta: Certo, isso é porque você pretende fazer isso desde o início com condições inadequadas.

Pergunta: Ou seja, o meu pedido para receber um empréstimo precisa passar pelo grupo?

Resposta: Sim. Eu quero tanto ajudar os amigos, uni-los, vê-los como um corpo, que eu tenho que fazer alguma coisa. Com isso, eu supero a dor através do grupo. Não se trata apenas de uma “transição”, mas sim do desespero absoluto que me dilacera. Eu sou como uma mãe que sofre porque não pode alimentar seus filhos. Eu busco ajuda com isso e, assim, recebo o empréstimo.

No entanto, este não é um empréstimo em nossos termos. O Criador quer ajudar os amigos. Portanto, isso se refere à Torá. Eu recebo a Luz que Reforma e a Luz que enche os Kelim. Eu recebo essa condição onde realmente tenho um desejo, um desejo de doar. Eu estou fervendo, mas não sei o que fazer. Então, tudo vai ser organizado para mim: eu vou receber o entendimento, os Kelim, os meios, e tudo o que for necessário.

Pergunta: Portanto, como eu peço? A quem posso recorrer?

Resposta: Este é o meu apelo interno. Nem todo mundo está preparado para expressar o amor interno e ardente. Às vezes, é o oposto. De fora, parece desprezo.

O amor não explode como a lava de um vulcão. É o oposto. De acordo com a fonte espiritual, ele sempre vem com limitação, ocultação, com coberturas e modéstia. Não espere beijos e abraços dos amigos. O amor arde internamente, e fora de nós é uma tela e a Luz refletida, ou seja, algo completamente oposto. Afinal de contas, a tela com a Luz refletida é construída acima do desejo egoísta, escuro e sombrio da morte. Portanto, o amor é sempre coberto com modéstia. A tela em si é ocultação.

Portanto, nós voltamos ao empréstimo do Criador. Eu recebo Dele o poder de doar ao grupo. Eu ajudo os amigos, uno-os de forma que eles vão se unir com todo o coração, e eu sinto que o Criador se revela na conexão entre eles, com rosto risonho e feliz.

Essa é toda a realização da ação. Seus poderes atuam em mim dentro e fora. Ao construir o vaso, eu vejo essas forças quando Ele é revelado. Portanto, o que eu fiz por mim mesmo? Em suma, eu preparei um lugar para esta revelação.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabaláa 19/04/13, “A Paz”

A Mãe É Sempre Boa

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que dizem que a imagem deste mundo é fictícia e não real?

Resposta: A imagem do mundo que aparece diante de nós é fictícia e não real porque o Criador é sempre bom e benevolente para nós. No final, a criatura vai revelar o amor do Criador em tudo. Por enquanto, não tendo escolha, Ele deve nos apressar a desenvolver-nos e até mesmo ameaçar, pressionar e confundir-nos.

Nós fazemos a mesma coisa com as crianças, pois, caso contrário, elas não vão se desenvolver. É por isso que o Criador nos trata da mesma maneira. O problema é que nós não vemos quem está cuidando de nós e não sabemos o plano da criação.

Um bebê também não entende o que está acontecendo. Ele não percebe que seus pais estão lhe dando exercícios; para ele, é simplesmente um jogo. É só quando a mãe ou o pai começam a pressioná-lo que ele presta atenção a eles e começa a gritar que a mãe é má!

Eu nunca ouvi uma criança gritando que a mãe é boa. Ele toma isso como certo, pois é óbvio que ela deve servi-lo. Quando, de repente, ela faz algo contra a sua vontade, ele se ressente.

Assim, nós devemos entender que a única maneira de avançar é por meio de exercícios que não são muito agradáveis e que só vão ficar mais complicados. Tudo depende da nossa preparação e da nossa capacidade de reconhecê-los. Na verdade, nós recebemos exercícios a cada instante, e podemos estar constantemente em processo de esclarecimento. No entanto, a pessoa não faz o esforço correto, e assim, os estímulos do Criador se acumulam e são sentidos, por fim, como um duro golpe.

É como se você tivesse queixas sobre alguém, mas restringe-se e sofre. Você acumula raiva e frustração dentro de você, em vez de esclarecer de forma fácil e imediata as coisas no momento em que elas surgem. No final, você perde a paciência e explode, e isso acontece de repente e de forma inesperada e aqueles ao seu redor não entendem o que está acontecendo.

Portanto, é melhor não chegar a tal explosão, mas estar ciente do que está acontecendo o tempo todo. Isso só é possível através da garantia mútua, quando todo mundo pensa nisso e lida com isso, quando todo mundo quer apoiar um ao outro. Na verdade, nós estamos construindo o vaso geral da alma. Uma pessoa não tem nada que seja privado na espiritualidade.

A solução está apenas na conexão, e isso tem a ver com o que eu penso sobre os amigos e sobre a conexão entre nós. Esta é a única coisa que temos que corrigir, uma vez que esta é a forma como a nossa alma é construída.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/04/13, Escritos do Baal HaSulam

No Meio Do Fogo Cruzado

Dr. Michael LaitmanEscritos do Rabash, Volume 2, “O Que é a Proibição de Saudar Outro Antes de Saudar o Criador, no Trabalho”: A parte mais difícil do trabalho é a ordem do trabalho que consiste em duas coisas que se contradizem, e é difícil entender como ambas podem ser verdadeiras, quando atribuímos o trabalho ao Criador, acreditando que o Criador aceita o nosso trabalho, não importa como nós o vemos.

Isso significa que não importa se a pessoa trabalha pela grandeza da razão e do entendimento, se ela atribui o trabalho ao Criador, o que significa que ela trabalha com a intenção “a fim de doar”, o Criador aceita de bom grado o seu trabalho. Isto significa que a pessoa tem que seguir a linha direita, que é considerada a plenitude, orar ao Criador, e agradecer-Lhe, mesmo que ela não encontre nenhum desejo de espiritualidade nela. Caso contrário, como ela pode agradecer ao Criador e dizer que o Criador ouve o que ela diz a Ele?

Se ela consegue agradecer ao Criador, ela sente alegria, e de “Lo Lishma (não em Seu nome), ela chega a Lishma (em Seu nome)”, e, portanto, se eleva de seu estado de plenitude. Como a gratidão que ela sente em relação ao Criador faz a pessoa sentir que é plena, e conforme a alegria que sente, ela continua, ela é capaz de subir ao próximo nível.

O estado em si não muda, é constante. Apenas a atitude da pessoa em relação a ele muda, a sua percepção dele, e isso acontece na medida em que ela esclarece e interpreta corretamente este estado, sua reação ao estado constante em que ela existe o tempo todo.

Novos Reshimot (registros espirituais) são revelados nela cada vez, e ela julga a Luz superior, o nível de doação que lhe é revelado. Portanto, ela está constantemente passando por mudanças internas, o que significa que a sua avaliação dos atributos, como doação, conexão e amor, de todos os atributos que pertencem à espiritualidade, à ideia do Criador, também muda.

Isto é revelado nos desejos (vasos) quebrados ou parcialmente corrigidos da pessoa e, portanto, todas as mudanças ocorrem apenas internamente. Portanto, tudo depende de como ela corrige seus vasos e os aproxima da Luz. Tudo depende da equivalência de forma, na medida em que os Reshimot, que são constantemente revelados, correspondem à Luz. A única maneira de torná-los equivalentes à Luz é através do ambiente, que serve como um adaptador entre os Reshimot que são revelados e a Luz.

Se a pessoa usa corretamente o ambiente e seus Reshimot, ela pode chegar à adesão com a Luz muito rapidamente em cada estado. Então, ela pode sentir que seu estado é bom. É claro que ela faz isso não para se sentir bem, mas para se parecer com a Luz e desconectar-se das análises egoístas, para se tornar verdadeiramente quem doa. Aqui ela sobe os níveis de consciência, da compreensão, e da valorização da Luz.

Nós devemos amarrar essas duas sensações juntas, os dois fatores que se contradizem, a contradição que descobrimos, e isso só é possível quando a pessoa transcende a si mesma. Por um lado, tudo é “contrário” à doação, e por outro lado, tudo é “a favor” dela, e a pessoa não sabe o que fazer. Este é o mundo; é assim que a pessoa é internamente. Portanto, como podemos amarrar esses dois opostos? É impossível, a menos que um terceiro fator venha e decida entre eles. Isso exige estudo e muita experiência, para que a pessoa entenda que esta é a única maneira de avançar.

Por um lado, ela sente um desamparo absoluto, tensão e não entende como pode sair desse estado e ser salva da ameaça do “Faraó”. Por outro lado, ela entende que não há espaço para tais estados no amor e na doação, onde tudo tem que ser agradável, bom e perfeito!

O mundo está dividido em dois exércitos: as forças do mal (conflitos, ódio e separação) estão enfrentando as forças boas e positivas (da conexão e do amor), e não há nada entre elas. Tudo isso é para que o terceiro participante venha e decida entre elas. Somente o Criador pode fazer as pazes entre as duas partes hostis, que é chamado, “Meus filhos Me derrotaram”. Diz-se: “Aquele que fizer as pazes no Céu vai trazer a paz para nós”. Isso já é um trabalho em três linhas.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 19/04/13

Avançar Rumo À Igualdade É Avançar Para Cima

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como o grupo pode doar de forma prática a cada membro, de modo que ele seja capaz de aceitar cada estado como bom e benevolente?

Resposta: Isso só é possível se o grupo pensa em todos inequivocamente, e não existe qualquer separação. Nós temos que ter muito cuidado com isso e aspirar por uma atitude igual para todos.

Eu não estou falando sobre uma divisão de acordo com ocupações profissionais, ou de algumas reuniões de trabalho, pois isso não tem nada a ver com o trabalho em grupo. Deve haver igualdade total, quanto ao que pertence ao grupo. É uma condição muito importante: avançar em direção à igualdade é avançar para cima.

Suponha que você queira organizar um evento que vai ajudá-lo a se conectar, e você convida quinze pessoas. Claro que você as escolhe de acordo com seu ego. Por que não convidar outras pessoas? Porque você as valoriza menos e sente que elas estão mais distantes de você. Assim, verifica-se que, em vez da conexão, você causa separação.

Há pessoas no grupo que são silenciosas e não dominantes, e por isso nós tendemos a esquecê-las, já que o nosso ego não as reconhece. Se você organiza uma reunião extraordinária especialmente para o seu grupo de trabalho, que reúne pessoas de acordo com a sua profissão, isso é normal. Mas se você apenas escolhe as pessoas com as quais deseja estar junto, então você deve ter muito cuidado para não prejudicar a conexão. Tenha cuidado com isso, já que o seu futuro depende disso.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/04/13, Escritos do Rabash

Ceder Ao Domínio Dos Amigos

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 44: Quando ela começa a mergulhar na Torá e mandamentos, mesmo sem qualquer intenção, ou seja, sem qualquer amor e temor, como convém ao servir o rei, mesmo em Lo Lishma, o ponto em seu coração começa a crescer e revelar sua ação.

Quando o ponto no coração desperta numa pessoa, ela chega a um ambiente em que é provida com todas as condições para o seu desenvolvimento espiritual interior. Diz-se que “o Criador coloca a mão da pessoa no bom destino e lhe diz: escolha”. É exatamente aí onde reside seu livre arbítrio: avançar ao centro do grupo e através do grupo ao Criador.

Então, a pessoa começa a entender o sistema, a “cozinha” onde tudo é “cozinhado”. Daquele ponto em diante, se ela procura se concentrar corretamente na meta usando a influência do ambiente, subjugando-se ao ambiente e ansiando pelo Criador através dele, então seu ponto no coração se expande e cresce.

Aqui a sua participação básica, com a intenção que ainda não está destinada à doação pura, é suficiente. Mesmo se a pessoa ainda não se lamenta por isso e não consegue pensar nisso seriamente, já é um começo. Se ela já tem um “ponto no coração” e, mais importante, já está incorporada no ambiente certo que a influencia, isso é desenvolvimento.

Mesmo atos sem um objetivo podem purificar o desejo de receber, mas apenas no primeiro grau chamado de “inanimado”.

A pessoa ainda não tem as intenções certas e ainda não consegue ver a si mesma como alguém que doa, mas pode, ao menos, optar por “abaixar a cabeça” com todas as suas forças, anular a si mesma, e, assim, avançar. A grandeza do nível inanimado é a sua capacidade de se submeter perante o grupo e o estudo. Este nível termina quando a pessoa se anula totalmente diante do que foi revelado a ela no nível atual. Este é o clímax do nível inanimado.

Depois, no nível vegetal, tudo muda: se antes ela só tinha que se conter enquanto se elevava acima do seu ego, agora ela tem que se abrir o máximo possível. Tal modificação é típica em cada transição de um nível para o outro.

Pergunta: Então, verifica-se que o nível inanimado não é tão “grosseiro” como se pode pensar?

Resposta: Eu posso não compreender ou sentir nada, e posso não ser capaz de participar na verdadeira doação, mas eu preciso reconhecer a falta de sentimento, de mente e da atitude certa, a falta de qualquer coisa espiritual. Eu estou 100% fora da dimensão da doação. Portanto, como posso entrar nela?

Para fazer isso, eu tenho que anular tudo o que desperta dentro de mim. Eu não excluo e não encubro meus atributos, mas sei que não posso entrar na espiritualidade com eles. Então, eu me agarro ao domínio do ambiente. Eles me dizem para juntar alguma coisa, e eu faço isso sem entender o que significa. Dizem-me para ler, para estudar, e assim, eu leio e estudo. Eles me dizem para fazer alguma coisa, então eu faço. Eu faço isso especificamente porque me disseram para fazer. Em outras palavras, eu me subjugo perante o grupo e o estudo com todas as minhas forças. Eu aceito este domínio como se abandonasse a mim mesmo, avançando assim em direção à correção do meu nível inanimado.

Afinal de contas, o meu nível inanimado não pode se mover por si só. Portanto, a única maneira de fazer isso é ter amigos que me movem de fora. Para isso, eu tenho que estar em suas mãos.

Nisto ninguém tem quaisquer obstáculos. Todo mundo é capaz de realizar essas ações em si mesmo. A pessoa só se anula perante os outros e depende apenas disso. A anulação pessoal a coloca automaticamente em suas mãos. Mais tarde, será solicitado que ela realize ações baseadas na interdependência e cooperação, mas no nível inanimado ela só tem que renunciar a si mesma. O desejo cresce, as interrupções aumentam, há maior confusão junto com controvérsia, e a resposta para tudo isso é a anulação pessoal. É preciso abaixar sua cabeça repetidas vezes e, assim, avançar. Esta é a primeira fase no nosso caminho.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/04//13, “Introdução ao Livro do Zohar”

No Suco Azedo Do Egoísmo

Baal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar,” Itens 29-30: … Isto é considerado como estar sob a Sitra Achra e as Klipot, cujo papel é o de expandir e aperfeiçoar o desejo de receber e torná-lo exagerado e desenfreado de qualquer maneira, para fornecer à pessoa todo o material que ela precisa para trabalhar com ele e corrigi-lo.

Na nossa evolução, nós passamos pelos quatro estágios dos desejos que pertencem a este mundo, inanimado, vegetativo, animado e falante. Cada passo seguinte é “mais íngreme” do que o anterior.

Posteriormente, um nível totalmente novo de desenvolvimento começa com o que o desejo de receber aspira à correção. Quanto mais esforços aplicamos, quanto maior é a nossa aspiração à unidade e ao amor, mais perversidades revelamos em nós mesmos.

É mais um processo qualitativo, durante o qual nós adquirimos toda a “espessura” (Aviut) dos desejos nos quatro mundos de ABYA, de acordo com os esforços que aplicamos. Assim, chegamos ao ponto mais alto em que toda a inclinação ao mal já se manifesta dentro de nós.

Embora a “inclinação ao mal” esteja vestida com o seu desejo de receber no momento do nascimento, ela só começa a despertar depois dos 13 anos, e, em seguida, a pessoa começa a entrar no sistema dos mundos puros…

A pessoa  já tem um enorme e exorbitante desejo egoísta, dentro do qual existe um ponto no coração. Ele está ligado à Luz e é por isso que começa a agir. Assim, depois de “13 anos” de aquisição da totalidade do desejo de receber em prol de receber, o ponto no coração (*) e sua conexão com a Luz Circundante desperta. É como se nós inflássemos o balão de nosso desejo, atingindo o nosso ponto através dos mundos impuros ABYA – e, em seguida, ele desperta.

Até então, ele não vem à tona a partir da profundidade. Naturalmente, só podemos corrigir os defeitos que já se manifestam em nós. E vice-versa, enquanto eles estão expostos, por que nossos pontos no coração apareceriam?

Quando a pessoa obtém um excessivo desejo de receber espiritual, ela deseja devorar, para o seu próprio prazer, toda a riqueza e prazeres no próximo, eterno mundo, que é uma posse eterna.

Somente se aspiramos a unidade podemos revelar quão perverso de fato somos. Tentamos ser simpáticos e agradáveis, mas cada vez sentimos que somos verdadeiramente indiferentes, esquecidos, descuidados, e insensíveis. Às vezes, até admitimos para nós mesmos que podemos desfrutar do sofrimento de outras pessoas. Não é assim?

Esta é a nossa natureza, nosso desejo egoísta regular, com a qual nascemos e vivemos. Anteriormente, esta estava escondida na “sombra”. Neste momento, quando nós nos esforçamos para unir-nos com outras pessoas e ser gentis com elas, começa a manifestar-se em nós. No entanto, não é ainda a espiritualidade, nem a genuína doação; ainda estamos apenas tentando alcançá-las.

Então, a próxima etapa acontece. Antes de chegar os “13 anos de idade”, tudo o que fizemos foi tentar sair do nosso egoísmo e revelar a inclinação ao mal dentro de nós, ou seja, a nossa falta de vontade de mudar e as quedas constantes em um egoísmo ainda maior. No entanto, neste momento, nós paramos de tentar e começamos a agir, a fim de alcançar a doação. Essas ações demonstram a grandeza do Criador para nós: eternidade, perfeição do universo, e a própria Luz.

Este é o ponto em que um desejo egoísta de “roubar” tudo para o seu próprio benefício desperta: “Posso roubar a eternidade? Posso reinar?”. Nossas ações que são orientadas para doação absorvem grande quantidade de Luz. Este é o momento em que tropeçamos.

É uma condição muito especial, “suculenta”. O desejo que adquirimos esforça-se pela Luz superior, e é um bilhão de vezes maior do que tudo o que nos foi revelado antes.

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Da 4 ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/3/13, “Introdução ao Livro do Zohar

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Familiaridade Com A Inclinação Ao Mal
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Uma Bolha Na Bela Face Da Criação

Pergunta: Pode um mau pensamento ser equiparado à calúnia?

Resposta: A humanidade é como um tumor maligno dentro do corpo saudável da natureza. O corpo consiste dos níveis inanimado, vegetal e animado deste mundo, que estão em completa harmonia com a natureza em geral, e sob seu controle, que não deixa espaço para a liberdade de escolha. É por isso que esses níveis não podem ser responsabilizados por nada, uma vez que obedecem totalmente aos instintos naturais.

A natureza egoísta age dentro dos seres humanos e os motiva. Isso nos torna diferentes dos outros seres, uma vez que temos uma tendência a prejudicar os outros. Não há nenhuma outra criatura neste mundo (uma pedra, uma planta ou um animal) que prejudique os outros, exceto os seres humanos. As pessoas gostam quando os outros se sentem mal. Isto é o que é chamado de maldade humana.

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Água Viva De Um Poço Comum

Pergunta: Como é que construímos a intenção correta em nós?

Resposta: A intenção é o resultado do trabalho da pessoa, o resultado da Luz que o influencia, como uma reação aos seus corretos esforços para ser incluído no grupo, da sua intenção de adquirir uma intenção em prol da doação. Somente a Luz lhe pode dar essa intenção, o seu poder.

Quando a Luz ilumina o centro do grupo, todos estão ligados a esse centro como a um poço de água viva, e então todos e em conjunto recebem a Luz que Corrige. Desta forma, graças à intenção, nós corrigimos o desejo de modo que este esteja sob o controlo da intenção. Isto é chamado o povo de Israel a conquistar a terra, ou seja, o poder da intenção.

Este é o trabalho no grupo e durante o estudo, onde todos tem a intenção de atrair a Luz que Reforma. Este é um trabalho contínuo para atrair a Luz para o centro do grupo, para a conexão entre nós, a nossa prontidão para sermos um. Graças à iluminação que vem nossos vasos de receção são expandidos “620” vezes. Isto é, corrigindo a cada e todos os passos, cada pequeno desejo, com a intenção de doar, estamos a construir um imenso desejo que contém muitas distinções. Cada parte cresce 620 vezes.

O centro do grupo é a Shechina, a nossa conexão como uma pessoa com um coração. Este não é um capricho nosso, mas a condição do estatuto espiritual, que nos exige este tipo de conexão de modo a ser correspondente à Luz. Assim, para o grau de esforço que investimos, a Luz vai agir em nós e irá ajudar-nos a que realmente nos conectemos.

No momento em que alcançarmos o primeiro mínimo grau de conexão, começamos a descobrir a Luz dentro de nós. Isso é chamado de atravessar o Machsom (a fronteira para o mundo superior), o nascimento para o mundo espiritual, ou seja, a um estado de absoluta doação para todos e de todos nós para com o Criador

A Luz realiza correções, enquanto a nossa tarefa é exercer o esforço.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/04/13, Escritos do Baal HaSulam

As Duas Faces Da Luz

Baal HaSulam: “Os Escritos da Última Geração”: É um facto que Israel é a mais detestável de todas as nações quer se trate por motivos religiosos, por causa da raça, por causa de… ou por causa de cosmopolitismo, etc. É por causa ódio precede todas as razões, mas todo mundo soluciona o seu ódio de acordo com a sua própria psicologia.

Uma vez que a nação de Israel era como um homem com um só coração, e, portanto, embora estejam dispersos por todo o mundo atual, as nações do mundo, tratam-nos como um todo. No mundo, essa atitude é originalmente enraizada entre o desejo de receber e a intenção para o bem da doação, e nós temos que corrigi-lo apenas sobre os níveis espirituais.

Não pode haver qualquer correção no nosso mundo. Embora haja tentativas de “mediação” entre nós e os nossos vizinhos palestinos, Turquia ou outros, não há como esses problemas possa ser resolvidos no nível do nosso mundo. É porque a nossa situação aqui é apenas o resultado de uma ação que nasce do Alto.

Esta é uma das leis fundamentais. Existe apenas um desejo imóvel para receber neste mundo. A única coisa que o pode movimentar é a Luz, a força da vida.

Quando a Luz vem a seu tempo ela traz problemas e mal (1). Por quê? É porque ele é então revelado através do seu posterior. Mas se a Luz chega como resultado do nosso pedido de correção (MAN), é revelado como o boa e benevolente Luz Circundante (Ohr Makif, OM).

Assim, a única diferença é até que ponto podemos avançar em direção ao objetivo mais rapidamente do que as forças que vêm de cima. O nosso livre arbítrio é entre essas duas opções.

Então, simplesmente não existem meios eficientes no nível deste mundo. As conversações a todos os níveis, da política, da ONU, e assim por diante são todas inúteis. Na verdade, tudo é o resultado da ação da Luz Superior que influencia diferentes fatores no nosso mundo de acordo com a primeira opção.

Não importa quantas decisões são tomadas em cimeiras e congressos, a Luz realmente determina tudo. Essencialmente, os políticos são marionetes, e a única coisa que é realmente eficaz é o nosso pedido de correção, o que levantamos antes que a força negativa surge. Só então a força negativa será alterada para uma positiva, afinal, queremos ser corrigidos sem aguardar problemas.

Então, como é que vamos alcançar esse pedido? Fazemo-lo com a ajuda do grupo e do estudo (a oração). O grupo nos une num só corpo, uma embarcação, e orando durante a lição conectamo-nos à origem da Luz, ao Criador.

 

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/04/13, “A Nação de Israel”