Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Nós Não Ouviremos Até Que O Façamos!

Rabash, “Faremos e Ouviremos (2)”: … E uma vez que uma pessoa deve anular a sua razão e os seus pensamentos perante o Criador, ela deve-se habituar do lado de fora. Isto é chamado de “fazer”, o que é chamado de ” faremos” E todas essas anulações permitirão anular a sua razão e os seus pensamentos perante o Criador.

Assim, verifica-se que aquele que tem mais conhecimento tem mais trabalho em anular-se perante o Criador. Mas aquele que é um tolo não precisa de anular a sua razão, uma vez que ele não a tem. Daqui resulta que o único mérito da razão é que cada um tenha algo a anular, e esta é a única razão pela qual se deve aspirar por conhecimento. E aquele que não está pronto para isso, é melhor que não tenha conhecimento nenhum .

Isto é chamado de “A sua sabedoria é mais do que as suas obras.” Isto significa que ele tem mais conhecimento do que aquele que ele pode anular, uma vez que a anulação é considerada feita (é considerada uma ação) e não ouvida. “Ouvir” significa entendimento, e a ação é apenas pela força, sem razão. Isto é chamado de “Faremos e ouviremos”. Portanto, se ele tem o poder de fazer (de agir), ele será capaz de ouvir porque se baseia na fé e não no conhecimento.

Devemos atingir um estado no qual possamos controlar, pelo menos, algumas das nossas sensações e nossa mente. Se o meu coração e a minha mente estão sob a minha autoridade, nas minhas mãos, eu serei capaz de usar apenas a parte dos meus desejos e das minhas intenções nas quais posso doar e não receber para mim (em meu benefício/proveito).

Claro, isto não é fácil, mas devemos tentar alcançar este propósito. Isto significa que um homem está montado num burro (Hamor), o que significa que ele controla e gere o seu material/posses (Homer). Isto significa que ele controla a sua importância e permite que os seus pensamentos e desejos operem apenas num tal nível de qualidade e quantidade que constrói a partir deles a forma de Adam (o Homem), que é semelhante (Domeh) ao Criador. Ele faz isto para que todos estejam em doação e em amor ao próximo, para além dos seus interesses egoístas.

Ele usa os pensamentos e os desejos que visam ao seu auto benefício apenas para as necessidades básicas e apenas se ele eventualmente tem a intenção de os santificar, para que estejam ” em doação” no próximo estado.

Se uma pessoa não se desprender deste estado (se uma pessoa se mantiver neste estado), é chamado de “faremos e ouviremos”, e significa trabalhar com a “fé acima da razão”. É claro que é impossível uma pessoa fazer isto imediatamente depois de ouvir falar sobre isto, se é que uma pessoa ouve sobre esse tipo de trabalho de todo.

Leva muito tempo para se estar sob a influência da Luz na fase de preparação para que a Luz ajude uma pessoa a entender tudo o que acontece na sua mente e no seu coração. Eventualmente, ela começará a diferenciar entre as ações e as intenções, entre a recepção e a doação.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá de 22/04/13, Escritos do Rabash

O Que Depende De Nós?

Pergunta: Como podemos ampliar a influência da Luz sobre nós durante o estudo? O que exatamente depende dos alunos?

Resposta: Nós só estudamos sobre o que depende de uma pessoa. O que não é trazido a efeito pela pessoa não nos diz respeito, e não podemos compreendê-lo por enquanto.

Depende de uma pessoa vir para o grupo, estar entre os amigos, preparar-se para a aula e conectar-se à aula junto com os amigos, para que todos possam perceber que precisam de sentir o que estudam. Este é o significado da lição, e só podemos senti-lo na conexão entre nós.

Isto significa que os livros falam-nos sobre a conexão entre os amigos que querem desesperadamente se unir sob a influência do estudo, da Luz, de modo que através deste, possam alcançar o Criador ou a sua alma geral coletiva, na qual eles irão descobri-Lo. Este é o significado da nossa existência, do nosso desenvolvimento, do estudo, e de todas as nossas atividades.

A fim de fazer isto, temos que estudar os artigos de Baal HaSulam e Rabash sobre a conexão dos amigos no grupo, sobre como o estudo deve ser realizado, e sobre como devemos nos conectar em nossos pensamentos e intenções. É realmente muito simples: uma pessoa, um grupo e o Criador que é revelado no grupo. E isso é tudo. Apenas a concentração geral correta pode gerar o resultado desejado.

Da Lição Virtual 21/04/13

O Embrião Da Próxima Fase

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que o avanço espiritual sempre vem ao sentirmos uma carga maior, apesar de trabalharmos no grupo e na realização do método?

Resposta: Como você pode avançar se não sente uma carga maior, se não tem o ego, se não sente que precisa corrigir alguma coisa? Como é que vamos subir? Onde está a massa que você deve corrigir, a massa da qual você deve esculpir sua forma que é semelhante ao Criador?

Isto significa que o ego que recebemos ao nascer, e que cresce em todos os níveis, é a matéria da qual formamos a alma. A alma é o mesmo ego, feita de uma forma que se assemelha ao Criador. Se em vez de engolir tudo no ego, eu tento passar a Luz superior através de mim para todo mundo, o ego torna-se a matéria espiritual, uma Masach (tela) e a Luz refletida. É então que a alma é formada a partir dele. Nós aprendemos sobre isso no “Prefácio à Sabedoria da Cabalá” e no Talmud Eser Sefirot.

O Criador criou o desejo para que pudéssemos trabalhar com ele corretamente. O desejo cai na intenção egoísta. Ao mudar a intenção para uma intenção oposta, altruísta, uma intenção com a ajuda da Luz, nós usamos esse desejo para doar. Ela deve se desenvolver constantemente em nós, para que subamos o tempo todo e nos tornemos mais semelhantes ao Criador. Assim, sem as constantes “quedas” no ego e as correções que as seguem, não podemos subir.

Da mesma forma que andamos sobre duas pernas, pisando alternadamente no pé esquerdo e no pé direito, há também uma ação e uma ação oposta em nosso trabalho. Não pode ser de outra forma em nosso mundo, pois uma força e a outra força só podem ser opostas a Ele. Como ela pode ser criada semelhante ao Criador, ou seja, para levar a criatura a um estado em que esteja no mesmo nível, com o mesmo status, como o Criador? É por isso que a criatura foi criada a partir da matéria que adquire a forma do Criador, Sua imagem, a forma oposta a Ele. A descida de uma pessoa é como uma subida; ela já é o embrião da próxima fase.

Da Lição Virtual 4/21/13

Submeter-se Voluntariamente A Uma Operação

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 45: E essa Luz de Nefesh é chamada de ‘a Luz do santo inanimado no mundo de Assiya’. Isso é porque ela corresponde à pureza da parte inanimada do desejo de receber no corpo do homem. Ela brilha na espiritualidade como a categoria inanimada na corporeidade (ver item 35), cujas partículas não têm movimento individual, mas apenas movimento coletivo, comum a todos os itens uniformemente. Assim é com a Luz do Partzuf Nefesh de Assiya : embora existam seiscentos e treze órgãos nele, …essas mudanças não são aparentes nele, mas apenas uma Luz geral, cuja ação envolve a todos de forma igual, sem distinção de detalhes.

O nível inanimado está disposto a desistir do seu desejo e a estar sob a Masach e a restrição, na escuridão, em ocultação. É como se ele não existisse, segurando-se apenas numa coisa: na adesão com o Criador, a adesão que ele é capaz de realizar, ou seja, a mínima adesão.

Acima desse estado existem os níveis de auto-anulação ativa perante o Criador que o nível inanimado é incapaz de implantar. No entanto, ele é capaz de realizar a adesão passiva dentro dos limites de suas capacidades, e não depois do auto-benefício.

Como todos nós sabemos, há uma grande variedade de formas diferentes no nível inanimado: desde as formas mais simples até as mais complexas, como os corais, que são o elo entre os níveis inanimado e vegetal. Há uma diferença entre ouro e diamantes, um diamante é diferente do cobre… Além disso, o nível vegetal pertence ao solo, no qual as plantas crescem. De onde vêm todas as diferenças entre estas formas de matéria? A diferença está nos níveis de Aviut (espessura), nas “camadas” do desejo, que a pessoa deve desistir a fim de permanecer na adesão com o Criador.

É assim que a pirâmide da matéria é construída em nosso mundo: não há falta de “cascalho”, mas há poucos “diamantes”. Carvão queimado em centrais elétricas e diamantes são realmente feitos do mesmo material, mas diferem em qualidade. A diferença está no desejo de receber do nível inanimado, e quando nós o abandonamos, nós nos aderimos ao Criador num nível mínimo.

Não é um nível simples, e ele começa a partir da auto-contenção, auto-anulação, restrição. Esta é a qualidade do primeiro nível espiritual.

Pergunta: O nível inanimado também se desenvolve e evolui em nosso mundo. Como é que isso concorda com a auto-anulação absoluta?

Resposta: A evolução ocorre como resultado de uma força externa, e não desde dentro. Em geral, o nível inanimado “vive” a sua vida. Os átomos, as moléculas, os cristais e as vibrações – a totalidade do universo está em movimento contínuo. “Inanimado” não significa “equilibrado”. O equilíbrio final só será alcançado no final da correção.

Por enquanto, o desequilíbrio evoca movimento na matéria inanimada: ela não cresce, mas se “apega” ao estado estável de acordo com o programa de auto-preservação. Assim, os movimentos e as mudanças no nível inanimado são destinados a mantê-la no nível inanimado.

Tomemos o exemplo da energia radioativa, que determinada matéria precisa para permanecer estática. O vento sopra, vulcões entram em erupção, e a natureza inanimada precisa de tudo isso para estar mais equilibrada e preservar a si mesma num nível que seja o mais imóvel possível. A ação, neste caso, não está de acordo com o seu objetivo.

Pergunta: Existe “reconhecimento do mal” no nível inanimado?

Resposta: No nível inanimado do mundo espiritual existe tudo. É um plano único geral, parte de Malchut do Infinito. Tudo acontece e se desenvolve a partir daqui. Sem a natureza inanimada não haveria nada, é a base de tudo. Tudo o que acontece nos próximos níveis (vegetal, animal e falante), acontece graças às conexões especiais dos elementos inanimados.

A vida em si é construída no contato entre as partes fixas. Elas não podem se conectar de forma independente, mas a força vem do Alto, e graças a esse acréscimo, uma coleção de materiais separados torna-se um metabolismo que chamamos de “vida”. Da mesma forma, um acréscimo de Luz cria o nível animal acima do nível vegetal, e o nível falante acima do nível animal.

Pergunta: Qual é a principal condição para a ascensão do nível inanimado para o nível vegetal?

Resposta: A pessoa termina o seu desenvolvimento em todos os 613 desejos do nível inanimado, os cobre através da restrição, da anulação, e permanece em adesão. É como uma gota de sêmen se adere ao útero da mãe, enquanto se encontra no nível inanimado.

Neste estado você está pronto para o Criador acompanhá-lo e realizar uma “cirurgia” em você, o que chamamos de “a transição para o nível vegetal”. Uma Luz adicional é necessária para isso, e isso é muito difícil de suportar: “Faça qualquer coisa, mas não isso…”. Para receber essa Luz adicional e entrar na vida espiritual, você tem que abrir mão de si mesmo, elevar-se acima dos conceitos de vida e morte que podemos imaginar hoje, e começar uma nova vida que está totalmente desconectada de você.

Pergunta: Portanto, a matéria original que o Criador criou permanece a mesma, e o que determina tudo é a Luz adicional, uma doação adicional? O nível de desenvolvimento é mais elevado se houver mais doação? Nós temos que atrair a Luz consciente e voluntariamente no nível falante?

Resposta: Isso é chamado de criar um pedido de correção (MAN). Esta é a única coisa que falta. Eu estou pronto para o Criador “agir” em mim, eu concordo com isso e quero. Ele simplesmente realiza o meu desejo para que eu possa me aderir a Ele.

Pergunta: Nós queremos entrar no nosso primeiro nível, no nível inanimado durante a Convenção no próximo fim de semana?

Resposta: Você não será capaz de entrar no nível inanimado no que diz respeito ao Criador, se não fizer isso com relação ao amigo. De forma alguma. Eu repito, a questão principal aqui é a auto-anulação.

Daí, no nível vegetal, nós vamos subir ainda mais e vamos aprender a nos anular em movimento. Por exemplo, no nível inanimado eu  anulo diante dos amigos “a importância de mil dólares” e me apego a essa norma, e no nível vegetal eu gradualmente acrescento a ela.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/04/13, “Introdução ao Livro do Zohar

Confiar No Grupo Sem Reserva

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa “colocar-se totalmente nas mãos do ambiente”?

Resposta: Isso significa sentir, perceber que o meu futuro está ligado ao grupo. Eu tenho que estabelecer relações com os amigos, eu tenho que me integrar neles. Quer eles queiram ou não, eu tenho que estar lá dentro, bem no centro, e é isso. Eu tenho que me dissolver neles, e mesmo que eles não sintam isso, não importa. Eu tenho que ser como um embrião no útero, um bebê em suas mãos – de qualquer maneira e a qualquer custo que eles peçam. Não há dúvida sobre o preço: o que quer que eles me digam, eu o farei.

Assim, eu estou começando a perceber o que significa a auto-anulação. E isso me ensina a chegar ao ponto da Machsom .

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/04/13, Escritos do Baal HaSulam “O Arvut (A Garantia Mútua)”

Uma Pergunta Que Leva Você Ao Criador

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”: “Quando todos em Israel forem responsáveis uns pelos outros. [Em outras palavras, cada indivíduo for completado pelos outros]. Porque a Torá não foi dada a eles antes que todos respondessem se concordavam em tomar para si o preceito de amar os outros na medida completa, expressa nas palavras: ‘Amai ao próximo como a ti mesmo’“.

Aqui vemos a descrição da situação, quando cada um sente que a principal pergunta surge nele. Todo mundo se pergunta: “Será que eu realmente concordo em amar ao próximo?”.

Esta é a questão principal e determina toda a minha vida. Afinal, eu não quero continuar vivendo neste “clube de interesse”; eu estou aqui para alcançar algo. Eu estou aqui o tempo todo, e coloco um monte de dinheiro e energia nisso, embora pudesse ter sucesso em muitas outras áreas. Na verdade, existem muitas pessoas muito talentosas aqui que podem ter tudo o que o mundo pode oferecer, mas desistiram das recompensas deste mundo, e sentam-se nas aulas imóveis. É isso mesmo? Este é o caminho no qual a pessoa deve viver a sua vida?

Portanto, nós temos que fazer persistentemente essa pergunta sobre o amor: “Quando ele finalmente surgirá?”. “Quando é que a necessidade de amar o outro como a mim mesmo vai me agarrar pela garganta?”. Por que eu preciso analisar a situação atual do quanto eu amo a mim mesmo agora e como me relaciono com os outros?

Afinal, eu me vejo como parte da nação de Israel, o que significa aqueles que querem alcançar Yashar-El (direto ao Criador), para ser semelhante a Ele por ações de doação. Esta é a única maneira que nós podemos alcançar a adesão com Ele, que é o propósito da criação. O que eu posso dar a Ele? A única chance que eu tenho de aprender o atributo de doação Dele é ser como Ele em minha atitude para com os outros. Eu tenho que descobrir que Ele ama a todos e doa-lhes. Então, agindo da mesma forma em relação aos outros, eu me torno como Ele, estou em adesão com Ele, e O evidencio em minha ação que realiza o amor ao próximo.

Isso significa que todos em Israel tomam para si a responsabilidade de cuidar e trabalhar por cada um dos membros da nação, e de satisfazer todas as suas necessidades; nada menos do que a quantidade impressa neles para cuidar de suas próprias necessidades.

Esta já é a medida da minha atitude para com o amigo: preocupar-me com ele tanto quanto eu me preocupo comigo. É semelhante à forma como a mãe constantemente se preocupa com o seu bebê. Até eu chegar a isso, eu não cumpro a meta de Israel, não tenho a mínima equivalência de forma com o Criador, e permaneço no nível “animal”. Mas se eu me preocupo com os outros mais do que comigo, eu sou chamado de “humano”.

Pergunta: O que é a “nação de Israel”?

Resposta: Trata-se de pessoas que têm que alcançar a adesão com o Criador. De forma prática, eu as identifico por sua capacidade de agir mutuamente, de fazer esforços mútuos. Com quem eu posso estar diante do Monte Sinai? Com todo o respeito, não é com os membros do parlamento e nem com os meus vizinhos, mas com pessoas que me entendem e que estão prontas para avançar comigo no caminho das concessões mútuas e da conexão mútua, a fim de descobrir a força superior nele e dar satisfação. No momento, elas são a minha “nação”.

Mais tarde, esse conceito vai se expandir e envolver todo o mundo.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/04/13, Escritos do Baal HaSulam “O Arvut (A Garantia Mútua)”

O Amor Que Não Nos Deixa Sozinhos

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Talmud Eser Sefirot (O Estudo das Dez Sefirot), parte 1, “Reflexão Interna”, Item 12: Diz-se: “Ele é Um e Seu Nome é Um”. “Seu nome” representa Malchut do Mundo do Infinito, ou seja, do desejo de receber, uma parte orgânica inseparável da realidade que foi originalmente incluída no pensamento da criação.

A Luz descende através de cinco fases: da fase zero à fase quatro (Malchut do Mundo do Infinito). Este processo pode ser apresentado como uma progressão sequencial ou na forma de círculos concêntricos. Em ambos os casos, a principal coisa é o progresso. A cada passo, a revelação da Luz se torna mais intensa, o desejo se manifesta e fica mias esclarecido, ele sente e alcança mais.

Como resultado, a quarta fase recebe a Luz do Infinito sem limitações. Em outras palavras, a criatura deseja receber toda a Luz que não se restringe por nada, nem por falta nem por excesso. É um estado ideal que pode ser descrito como dar um copo de água para um homem sedento. Um copo é exatamente o que ele precisa para satisfazer sua sede, nem mais e nem menos. A quantidade de água é suficiente para saciar sua sede. Não sobra nada, nem há necessidade de mais água.

Isso é o que o Criador preparou para nós: um estado permanente de “Malchut do Mundo do Infinito“, que nós temos que atingir neste momento de nossa evolução. Para isso, nosso desejo deve coincidir exatamente com a Luz e ser acompanhado pela intenção correspondente, em união, em perfeita harmonia.

Em geral, trata-se do processo de estabelecer relações corretas entre o Criador e a criatura. É porque a quarta fase percebe tudo o que está acontecendo com ela; ela sente que recebe a Luz, ela percebe a atitude do Criador. Tudo isso é dado para a criatura, com exceção de sua própria reação ao que está acontecendo. O Criador dá ao desejo de receber tudo o que Ele originalmente concebeu, preenche-o completamente com sentimento, atitude e bondade. Tendo recebido tudo isso, a quarta fase torna-se fechada em si mesma e começa a se desenvolver nesta base, pois agora tem todos os três parâmetros necessários:

• O desejo de receber;

• O desejo de agradar, ou seja, o amor e a boa atitude do Criador;

• O prazer que o preenche.

Em outras palavras, existe eu que se esforça para receber, existe o prazer que eu recebo, e existe a sensação do Doador amoroso. Estes fatores começam a trabalhar dentro de mim. Se eu não sentisse o amor do Criador, eu poderia simplesmente continuar me divertindo sem limites. Porém, o amor “estraga tudo”: aparentemente, além de prazer há algo que requer a minha resposta. Ele não “me deixa sozinho”, e eu começo a jornada.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/04/13, TES

Missão Impossível?

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Arvut (Garantia Mútua)”: Isso significa que todos em Israel tomam para si a responsabilidade de cuidar e trabalhar por cada um dos membros da nação, e de satisfazer todas as suas necessidades, nada menos do que a quantidade impressa neles para cuidar de suas próprias necessidades.

Uma abordagem como essa soa como algo fora da realidade. Portanto, apesar de tudo, como é possível perceber isso? Se esta condição já está prevista na criação, significa que, quer queiramos ou não, vamos ter que cumpri-la.

Em geral, há muitas coisas que fazemos contra a nossa vontade, mesmo que às vezes ingenuamente supomos que queremos. Mas qualquer pessoa inteligente é capaz de discernir o que resulta da natureza que desperta em nós todos os tipos de impulsos, pensamentos e desejos, sem pedir nossa opinião. Nós não decidimos sobre eles antes, mas só os descobrimos dentro de nós mesmos post factum.

Hoje nós já vemos isso no final, o sistema irá nos obrigar a nos assemelhar a ele. Nós devemos tremer de medo como se estivéssemos diante da erupção de um vulcão, algo que não pode ser evitado, e fugir dela? Ou podemos fazer algo, apesar de tudo?

Seja qual for o caso, os Cabalistas dizem que nós precisamos da garantia mútua. E se olharmos para o mundo inteiro, nós veremos que provavelmente não teremos outra escolha. Se começarmos a nos opor a isso, nós só despertaremos todo o nosso ego  e, no final, acabaremos com toda a terra. Afinal, ninguém pensa que é capaz de se unir verdadeiramente. Aos nossos olhos isso parece impossível; é simplesmente mais fácil morrer. Mas não conseguiremos sequer “sair” disso facilmente…

Portanto, se esta condição está diante de nós, é sinal de que devemos aprender a perceber isso através da aceleração. Já está claro que esse caminho vai nos salvar de sofrimentos que são piores do que a morte, uma vez que são derivados de algo que eu mais odeio, algo com o qual não estamos preparados para concordar.

Assim, é necessário considerar todos esses princípios aparentemente irreais: amar ao próximo como a si mesmo, responsabilidade mútua, amor fraternal, e ser como um homem com um coração. Afinal de contas, a solução está escondida aqui: não é apenas uma maneira de evitar problemas para sair do caminho do sofrimento, mas sim, uma possibilidade surpreendente reside aqui – nós sequer pensamos que, por enquanto, por meio do amor ao próximo, o mundo eterno vai ser revelado a nós…

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/04/13Escritos do Baal HaSulam “A Garantia Mútua”

Hipocrisia Ou Um Jogo?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Uma parte significativa do nosso trabalho interno é fingir que já estamos no nosso próximo estado. Isso é extremamente importante para nós. Ao mesmo tempo, as pessoas são surpreendidas por estereótipos que são hipócritas e falsos. Como podemos trabalhar com isso?

Resposta: Por favor, não trabalhe com isso! Por exemplo, eu olho diretamente em seus olhos e digo: “Anatoly, não posso sequer imaginar que te amo muito”.

Em outras palavras, nós fingimos que já estamos no nosso próximo estado, como crianças que brincam que são adultos e, assim, crescem. Ao mesmo tempo, nós desencadeamos poderosas forças da natureza integral e indivisível que nos elevam de acordo com o mesmo princípio que eleva as crianças. Ao jogar este jogo, nós nos aproximamos da natureza.

A criança aprende automaticamente como um macaquinho: você faz algo e ela imita a mesma coisa. Por que não podemos agir da mesma forma?

Aprenda com a natureza! No entanto, não pegue dos níveis humano ou animal, mas sim da natureza vegetal. Nesta fase, tudo antecipa e aspira ao próximo estado. Essa é a razão pela qual as plantas crescem. É exatamente assim como qualquer célula viva se desenvolve: aspirando ao seu próximo estado.

Isso acontece porque o AHP do Superior costumava estar em Galgalta ve Eynaim do inferior esta é a forma como tudo desceu. É por isso que quando nós aspiramos ao próximo estado, descobrimos o AHP dentro do nosso Galgalta ve Eynaim, isto é, em nossa parte superior nós discernimos o estado mais elevado. É isso aí! Nós não nos sintonizamos com o superior, mas sim tentamos penetrá-lo, uma vez que ele já está dentro de nós.

Pergunta: Ainda assim, como é que eu me identifico com o que fazemos, se eu vejo isso como falso?

Resposta: Trate-o como um jogo. Nós estamos jogando! Somos atores! Eu só posso pressionar o botão “Amor” porque o Rabash escreve em suas obras que “todo mundo tem que amar, respeitar, e curvar-se diante do grupo, e senti-lo como algo grande”? Isso não é para mim. No entanto, se eu fizer um esforço, isso vai acionar a Luz Circundante, que por sua vez irá instigar a minha próxima condição interna que já está presente dentro de mim, e que agora começa a substituir o meu estado atual. É um princípio físico simples. Não há milagre aqui. Nós temos que explicar isso aos outros muma escala maior.

Nós não temos outra escolha. O Criador exige isso de nós através do mundo que Ele nos mostra. Nós temos que aceitar este desafio e responder a esta oportunidade única concedida a cada um de nós. Nós temos que aproveitar essa oportunidade, dar as mãos um ao outro, chegar mais perto, abraçar, conectar nossos corações e cérebros, e assim romper em direção ao próximo nível de existência.

O mundo superior se revelará a nós dentro de nossa unidade. Nós vamos sempre ter isso em mente, e então o conhecimento teórico que temos estudado por muitos anos vai ser revelado em nós. Eu espero ver todos vocês nesse nível. Basta tentar!

Da Lição Virtual sobre Fundamentos de Cabalá 07/04/13

Um Avaliador Objetivo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu posso obter a resposta do grupo para minhas tentativas de me anular perante os amigos? Há uma indicação de que o trabalho foi feito?

Resposta: Você aceita as suas opiniões, desejos e pensamentos, mas, ao mesmo tempo, faz uma distinção e eles não o dominam. Você percebe sua “imagem” cumulativa (pensamento-desejo-intenção) e começa a classificar os dados: Quais são os critérios segundo os quais eu julgo a mim mesmo e eles? Como eu faço para conectar as duas partes, separá-las ou colocá-las juntas, uma em cima da outra? De acordo com que plano?

Como posso satisfazer a minha percepção? Como posso me conectar corretamente ao ambiente? Como posso ter certeza que com o resultado deste esclarecimento, de se tornar igual a eles em meus pensamentos, desejos e intenções, eu não vou enganar e mentir para mim mesmo? Como posso ser um especialista, um verdadeiro analista, um “avaliador”? Quais as ferramentas que eu tenho para medir as coisas? Afinal, o que importa é que eu devo ser neutro. Mesmo que eu veja fraude, eu devo ser o mais objetivo que eu puder no que diz respeito aos detalhes.

Portanto, sem ter outra escolha, você precisa do Criador. Tudo está diante de você, exceto uma coisa: você não sabe como começar. Você não tem certeza de que ângulo você está olhando, você não entende o que controla você, ou o que obriga você a chegar a certos julgamentos e a outros não…

Esta questão sobre si mesmo já é um bom sinal. Embora seja uma situação desagradável e você se sinta confuso, você não precisa olhar mais para fora e não atribui qualquer significado às condições externas, mas sim, você vira sua visão para dentro, tentando examinar sua essência que determina todos os seus pensamentos, decisões, e seu julgamento.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/04/13, “Introdução ao Livro do Zohar