Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Todo Um Grupo De Dez

A Whole Group Of TenVocês vão alcançar tudo dentro dos “dez”, que é um grupo composto de dez amigos que trabalham na conexão entre si (um exercício que realizamos atualmente), e não apenas através do estudo do Zohar ou O Estudo das Dez Sefirot. Vocês não sabem como tudo vai ser revelado, mas será revelado.

Pergunta: Como eu devo agir no que diz respeito ao meu “dez?”

Resposta: Às vezes, eu tenho que verificar a mim mesmo com relação a esse dez, este Minian (quorum de dez). Às vezes, eu tenho que ver esse Minian como uma pessoa, às vezes eu tenho que me ver acima dos dez e doar aos outros, e às vezes eu tenho que ver que sou inferior a eles e estar sob sua influência.

Às vezes nós sentimos que estamos juntos, como num campo de força, onde estamos igualmente incorporadas um no outro e cada um é feito de todos os dez. Quando cada um de nós já é feito de todos os dez e é incorporado em todos os dez mais uma vez, torna-se 10 x 10, isto é, 100. Os 100 são incorporados nos dez e se tornam novamente 1000, e assim por diante. No final, nós preenchemos esta área tão densamente na nossa incorporação mútua que ela se torna uma superfície sólida e completa, sobre a qual nós revelamos o Criador.

Eu posso imaginar que sou eu quem traz a deficiência aos dez e os outros se preocupam comigo como ZAT (sete Sefirot inferiores) de Bina. Eu estou neles como no útero de uma mãe e os obrigo a atrair a Luz que Corrige sobre mim para que eu possa me aderir a eles com mais força, doar-lhes e ajudar.

Eu também posso descobrir essa atitude nos dez quando todos se conectam num todo. Depois que eu dou a lhes e recebo deles, eu alcanço esta unidade com eles, sentindo que não só nós compartilhamos tudo, mas eu também espero revelar o Criador como resultado desta união e desta parceria. No momento em que os “dez” atingem o conceito de Minian (a conexão de dez pessoas), eu revelo o Criador nele.

Diz-se: “Eu vim e não havia nenhum homem”, o que significa que a plenitude onde o Criador é revelado estava faltando. Portanto, o Criador diz: “Eu vim e não havia nenhum homem”. “Homem” é a imagem na qual o Criador pode vestir.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/05/13, TES

Preocupações Do Embrião

The Embryo's WorriesRabash, Shlavei Hasulam (Degraus da Escada), Artigo 38, “O Que um Copo de Bênção Deve Estar Cheio, na Obra”: Uma vez que é um trabalho duro superar constantemente a si mesmo e anular-se diante do superior, de modo que o superior fará o que quiser. Isto é chamado de Ibur, o estado de pequenez que é mais restrito.

Por um lado, é um estado de pequenez (Katnut), o estado de um “embrião”, o nível mais baixo possível, e por outro lado, é um estado de grandeza (Gadlut). A questão aqui é em que nível eu permaneço como um embrião. É porque a fase de Ibur (concepção) inclui todos os estados e todos os níveis. Só depois é que passo para os níveis de Yenika (sucção) e Mochin (mente), quando eu já trabalho com o meu desejo a fim de doar, continuando na mesma direção da autoanulação que está no nível do embrião. No entanto, eu já me anulo, não só restringindo-me, limitando o meu desejo, mas também em usando-o a fim de doar, na mesma direção que eu comecei a usá-lo inicialmente.

Assim, o nível de embrião, que é a base de tudo, é grande e único. Desta forma, o futuro ser humano continua a sua fase embrionária, mas ele já a usa de forma diferente. De um jeito ou de outro, nós estamos constantemente nos anulando diante do Criador, diante da Luz superior, de modo que ela vai nos mostrar a nossa natureza e nos dará mais força.

Anular-se diante do superior significa subir acima do meu eu atual e assumir a sua forma. “Embrião” (Ubar – רעֻבָּ) é um estado estático de quem passa (Over – עוֹבֵר) de um estado para outro. Além do mais, ele se move sentindo raiva, e contra os seus desejos naturais, uma vez que sempre esclarece e supera a si mesmo sob pressão.

No início, este caminho parece muito difícil e inatingível. É possível viver assim? É claro que é impossível se tivéssemos que agir sozinhos. Mas o Criador criou a quebra dos vasos para nós, e nós podemos trabalhar num estado de um embrião com a ajuda do ambiente, e não sozinhos. Nós estamos rodeados de amigos e trabalhamos com eles. Assim, nosso trabalho é dividido em muitas partes de acordo com os nossos esforços, e cada parte se junta aos outros. Por fim, nós juntamos os esforços adequados para o estado de Ibur, e finalmente o aceitamos.

Portanto, nós devemos entender que a parte mais difícil não é a autoanulação, mas a unidade e a conexão do grupo. Se eu me juntar os amigos, eu vou ter o poder de me tornar um embrião.

Da Convenção dos Homens “O Próximo Passo” 26/04/13, Lição 2

A Doçura Tortuosa Da Dor

Dr. Michael LaitmanComentário: Ao longo do caminho espiritual nós descobrimos o mal do ego. No entanto, isso também é agradável, já que aspiramos por algo mais.

Resposta: Se eu gosto da dor, mesmo que isso também me ligue ao Criador, é impureza, chamada de Klipa (casca), que protege a fruta até que ela amadureça. Ela me protege de modo que eu ainda vou manter a conexão com o Criador, mas ainda não é o estado correto. Afinal de contas, a doçura desta dor é uma revelação certa do Criador. Eu sinto que a dor vem Dele, pois caso contrário, Ele não pode chamar a minha atenção. Se eu concordar com essa doçura egoísta e apreciá-la, isso significa que eu estou na impureza.

A questão é o quanto eu posso suportar a dor no estado atual e, ao mesmo tempo, compreender que ela é essencial, a fim de manter a conexão com o Criador. Como eu posso não cair no prazer por essa dor? Como eu posso parar quando estou em contato com ela e entrar imediatamente no caminho certo?

Afinal de contas, eu sou atraído para a doçura. Eu desço e sucumbo à desonestidade do ego, o que me atrai como uma cobra com a doçura desta dor proposital. Diferentes religiões e crenças baseadas no sofrimento do justo se originam disso.

Pergunta: Como eu posso me concentrar no caminho certo?

Resposta: Eu peço ajuda ao Criador que é bom e benevolente. Ele quer que eu me sinta bem na conexão com Ele, e que o bem vai me levar a Ele, mas como eu posso fazer isso?

Se eu sinto vazio, ameaças, problemas e escuridão em meu desejo egoísta, então, como resultado do meu desespero, o meu desejo de receber procura a fonte do mal, mesmo que ela seja o Criador. Ela me lembra de alguma causa superior preliminar de onde tudo se origina.

No entanto, o que devo fazer se eu gosto, se meu desejo é completo, se eu sinto que o mundo inteiro está aos meus pés? Minha vida está muito bem, e estou plenamente satisfeito, e nada nem ninguém me ameaça. Eu tenho infinitas barras de ouro no meu depósito. Eu sou saudável, cheio de energia, e tenho algo no que investi-los.

Ao mesmo tempo, tudo isso oculta o Criador de mim e exclui qualquer pensamento sobre Ele. Se a dor e o vazio me empurram em direção a Ele, o prazer me mantém longe Dele.

A questão é: Como eu prefiro avançar, pelo caminho da dor ou pelo caminho do prazer? Afinal, neste estado, o caminho mais difícil é o do prazer que me “encerra” e elimina todas as opções. Como eu posso pensar na força superior, quando não me falta nada na vida?

Acontece que o caminho do “eu vou apressá-lo” não é simples em comparação ao caminho do “em seu tempo”. Quando eu avanço de acordo com o cronograma, os meus poderes são suficientes. O sofrimento, o vazio do desejo egoísta, me empurra para o Criador. Ao mesmo tempo, apenas no caminho do “eu vou apressá-lo” é que temos livre-arbítrio.

Se eu quero acelerar o meu progresso quando me sinto bem, eu preciso de um grupo. Meu desejo privado é “engordado” e “pesado”, e eu simplesmente preciso de amigos, desejos externos adicionais. Somente através da conexão com eles eu posso avançar.

Quanto mais eu avanço em direção ao fim da correção, mais desejos externos eu preciso. Meus desejos internos estão cheios, e eles imediatamente me jogam fora da pista.

Pergunta: Quando é que o Criador é revelado dessa maneira?

Resposta: É quando você quer restringi-Lo. Em outras palavras, quando você para de desejá-Lo e, ao invés, quer doar-Lhe. Afinal, quando você pede a Sua revelação, você quer descobrir o atributo de doação, a verdadeira doação, e não como um “comercial”, quando você dá algo a fim de obter algo em troca. Esta é a doação a fim de receber. Por outro lado, quando você começa a pelo menos doar a fim de doar, mesmo sem receber a fim de doar, você começa a conhecer os atributos do Criador. Mais tarde, quando você recebe a fim de doar, você já começa a localizar os atributos do Criador dentro de você, a identificá-los dentro de você, e a alcançá-Lo.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/05/13, “A Garantia Mútua”

Construa Um Barco Dentro De Si Mesmo Para Os Amigos

Build A Boat Within Yourself For The FriendsBaal HaSulam, de “O Arvut (Garantia Mútua) “: Se uma minoria deles cometesse a traição e retornasse à imundície do amor-próprio, sem consideração por seus amigos, a mesma quantidade de necessidades que é posta nas mãos desses poucos sobrecarregariam Israel com a necessidade de provê-los.

Isso porque esses poucos não teriam piedade por essas pessoas; portanto, o cumprimento do mandamento (Mitzva) de amar ao próximo é que impede a todos de Israel.

Isso está falando de uma incontestável  garantia mútua, da responsabilidade do grupo que vincula tão forte e firmemente todos num todo, que a vida e a morte de todos dependem disso. Se um deles violasse o Arvut, todos seriam condenados à morte. Isso já é algo maior do que a interdependência usual.

Portanto, todos num grupo devem entender que esta é uma condição que não pode ser alterada. A questão aqui não é o rosto dos amigos, não a sua natureza ou os seus hábitos. Para mim, nada disso importa. A principal coisa é a seguinte: eu estou criando com eles um sistema de garantia mútua como esta ou não?

Junto com isso, nenhum de nós sabe o que está acontecendo com os outros. É como se cada um fosse responsável por sua válvula vedando um buraco no barco compartilhado. No entanto, ninguém vê isso. Ninguém sequer sente o que está fazendo. Quando eu tiro a minha válvula, eu não noto que o nosso barco está afundando.

Nós trabalhamos em condições de ocultação completa, e precisamos demonstrar responsabilidade, ansiar por adesão e unidade; nós precisamos lembrar que dependemos do superior. Somente Ele irá nos unir e proteger.

Esforços no caminho vão nos ajudar a compreender o que mais estamos perdendo.

Assim, esses rebeldes fizeram com que aqueles que observam a Torá permanecessem na imundície do seu amor próprio, para que não pudessem observar o mandamento “Amai ao próximo como a ti mesmo”, e completar seu amor pelos outros sem a ajuda deles.

Eu preciso chegar a um estado onde eu exijo a Torá, o método, para estar unido aos amigos. Este é o meu objetivo, e eu estou preocupado apenas com isso. A unidade com os amigos é o valor supremo em meus olhos, e para não prejudicá-los, para não traí-los, eu preciso da ajuda do Criador, da Torá.

Eu me dedico completamente ao grupo e temo apenas uma coisa: prejudicar os amigos. Então, eu peço ao Criador: “Ajude-me a evitar causar danos. Isso é tudo que eu preciso e nada mais”.

Enquanto isso, eu não estou pensando em como satisfazê-Lo. Esse nível ainda está longe de mim. Preocupar-se com isso agora seria como não se preocupar. O que está esperando por mim agora não é o amor pelo Criador, mas o amor pelas pessoas, o amor pelos amigos.

No entanto, eu não estou pronto para amar assim. Eu só odeio, tenho ciúmes deles, rejeito-os, ou pelo menos, não me preocupo com eles. Eu os esqueço o tempo todo. Então, eu peço à força do Alto para me dedicar aos meus amigos, ser responsável por eles, e fazer tudo o que depende só de mim, para que eu possa ser incorporado plenamente num grupo.

Então, nada restará de mim, exceto essa intensa preocupação que preenche todos os meus pensamentos e sentimentos.

Isso é tudo que eu peço do Alto quando sei que não consigo manter esse tipo de devoção por mim mesmo. Isso é tudo o que eu espero quando conto com a ajuda que virá e não me deixará, de modo que vou ser capaz de proteger os meus amigos.

Este é o primeiro nível que nós precisamos atingir, e se eu realmente quero isso, eu mereço receber a Torá. Você vê num caso como este que eu realmente preciso da Luz que Reforma que unirá os meus vasos, meus desejos quebrados, que irá corrigir a minha alma, transformando-a num barco para todos. Nela, eu vou manter e proteger meus amigos, certificando-me que nada de ruim aconteça com eles.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/05/13, “A Garantia Mútua”

A Chave Para Todas As Fechaduras É O Desejo

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”: E você evidentemente achará que a entrega da Torá teve de ser adiada até que eles saíssem do Egito e se tornassem uma nação por si mesmos, de modo que todas as suas necessidades fossem satisfeitas por eles mesmos, sem depender dos outros. Isso os qualificaria  a receber o Arvut mencionado acima, e, então, eles receberiam a Torá.

Eu preciso de um grande desejo de receber chamado “Egito”, e preciso tomar uma decisão interna. Eu não tenho a força para realizar isso, mas tenho a força para esclarecer e concluir que quero deixar este Egito, que devo elevar-me acima dele.

De certa forma, eu já sinto que posso obter ajuda do Alto. Através do meu esclarecimento, eu entendo que o avanço espiritual não é senão a integração mútua entre todos num vaso e sua correção pela Luz.

Eu exijo esta Luz. Eu concordo em fazer tudo o que depende de mim. Eu entendo a urgência, necessidade e viabilidade do que está acontecendo e exijo apenas Luz.

Em tal circunstância, eu estou pronto para receber a Torá, ou seja, o método da correção. Eu tenho tudo o que é necessário para essa necessidade: um vaso do tamanho adequado, deficiências, necessidades, consciência do imperativo da correção, conexão, e também uma luta interna comigo a favor ou contra a conexão.

Eu já compreendo e sinto tudo isso, eu concordo com o caminho espiritual e desejo-o. Falta-me apenas a Luz que Reforma. Eu estou pronto para trabalhar com todos esses componentes que são encontrados em mim para obrigar a influência da Luz que Corrige.

Portanto, eu chego a um ponto de inflexão: do ​​meu lado, eu alcancei tudo o que foi necessário para um primeiro contato, e finalmente entro em contato com a Luz superior.

É importante lembrar aqui que o Criador não é aquele que aceita a decisão de me dar a Luz que Reforma. Pelo contrário, sou eu mesmo quem estabelece isso. Portanto, não se deve esperar nenhuma bondade e misericórdia do Alto, como está escrito: “Um tolo cruza as mãos, senta-se e come a sua própria carne”. Nada vem apenas do Alto; sou eu especificamente quem abre todas as portas.

Mesmo que nós falemos de relações mútuas entre a pessoa e o superior, sou eu quem na verdade constrói o superior. A Luz superior está em repouso absoluto. Tudo depende apenas do meu vaso, do meu desejo. Se eu estou pronto para abrir a válvula, a torneira, então a Luz superior chega e executa a ação desejada.

Tudo depende da pessoa, dos seus esforços com as fontes primárias, com o professor, com o grupo, com a disseminação. Tudo inicia a partir de baixo. Se eu tenho um desejo forte e correto abaixo, ele vai abrir as portas e ativar todas as forças espirituais do Alto. A base de tudo é a preparação do inferior.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/05/13, “A Garantia Mútua

Nossa Única Esperança É A Luz

Dr. Michael Laitman with StudentsNossa única esperança é usar a Luz que Reforma, que nos traz a fé (a Luz de Hassadim) e a Torá (a Luz de Hochma) em nossos vasos corrigidos.

Nosso papel é nos amarrar constantemente ao Criador, isto é, aos Seus atributos. É como se nós quiséssemos nos esconder Nele, como num estado de embrião (Ubar), ou assemelhar-nos a Ele, como num estado de pequenez (Katnut), ou ser Seus parceiros, como no estado de grandeza (Gadlut). Nós queremos nos fundir com Ele de tal forma que possamos ser capazes de realizar todas as ações com Ele, nem antes nem depois Dele, mas em conjunto, ao adquirir Dele todos os atributos de doação e amor ao próximo.

Tudo é atingido pela Luz que Corrige no caminho para a conexão total: Israel, a Torá e o Criador são um. O Criador é o atributo de doação e amor. A Luz que nós podemos receber Dele é a nossa conexão com Ele. Assim, nós avançamos até chegar à unidade. No entanto, tudo isso é alcançado pela autoanulação, pela vestimenta na Luz de Hassadim, e depois pela vestimenta na Luz de Hochma.

No caminho, nós alcançamos a fé, a Luz de Hassadim, os desejos de doar, o estado de pequenez. Então, nós chegamos à fé completa, a vestimenta da Luz de Hochma em Hassadim, o estado de grandeza. Esta ação é realizada através da adesão ao ambiente que me dá um exemplo do Criador. Em vez de trabalhar com Ele, eu trabalho com o ambiente, que é a mesma coisa. É porque eu não sinto que algo entra no meu desejo de receber, e assim não sinto os outros, nem o Criador. É por isso que se diz: “do amor das criaturas ao amor do Criador”, que é a única maneira que podemos avançar.

Caso contrário, eu sempre vou falhar e mentir para mim mesmo que sou um justo completo. É por isso que as ações de diferentes organizações e pessoas neste mundo mostram quem é motivado pelo amor ao próximo e por quem é a coisa mais preciosa, pois decorre do propósito da criação. Este é o critério segundo o qual nós podemos identificar aqueles que estão perto de nós. Porém, por enquanto, eu não identifiquei ninguém.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 30/04/13

Colocar O Criador A Serviço Da Meta

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Arvut (Garantia Mútua)”: No lado positivo, se eles mantiverem o Arvut até que cada um cuide e satisfaça as necessidades dos seus amigos, eles poderão observar integralmente a Torá e Mitzvot, ou seja, dar satisfação ao seu Criador

As relações com o Criador são estabelecidas num vaso coletivo sob a influência da Luz geral. A forma geral de doação que nos é revelada é o Criador. Portanto, como está escrito: “Israel, a Torá e o Criador são um”.

Mas, por enquanto, nós temos que considerar o Criador como um meio e não como a meta. Nossa meta deve ser a conexão no grupo e a garantia mútua. Se eu defino a garantia mútua como a meta imutável, e que não há nada mais sublime do que isso, eu tenho que atrair todas as forças em conjunto, e o Criador me serve nisso.

Ao exigir a Luz que Reforma, nós realmente queremos que o Criador nos sirva e nos corrija. É por isso que nós a atraímos, e não há nada do que se envergonhar. No final, é sobre esse estado que está escrito: “Meus filhos Me derrotaram”. Aqui, a nossa abordagem deve ser muito prática e eficiente.

Portanto, nós formamos um vaso coletivo e, assim, desenvolvemos a nossa atitude para com o Criador, começamos a entender quem e o que Ele é, e o que está oculto por trás deste conceito.

Tudo é atingido nos vasos (desejos), nos desejos, e não por pensamentos abstratos que não têm nada a ver com entender o Criador. Nós ainda não chegamos perto Dele, mas já estamos tentando imaginá-Lo e, por isso, criamos um ídolo…

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 05/05/13, “A Garantia Mútua”

O Desenvolvimento Acelerado Do Embrião Da Alma Global

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como o nosso grupo mundial deve se unir e fazer um esforço para evitar o estado de “aborto espiritual”?

Resposta: Se nós nos conectamos a um grupo global, então todos experimentam tudo o que um dos seus membros, ou todo o grupo, atravessa. Por isso, nós somos incorporados um no outro e passamos por todos esses estados rapidamente. Em termos de velocidade, tal desenvolvimento de muitos grupos juntos difere qualitativamente do desenvolvimento de um grupo, sem mencionar um único indivíduo.

Embora as mudanças pareçam ser indiretas, elas são incluídas em todos e servem como preparação para nós. Então, de repente, eu tenho pensamentos e sentimentos que os outros já experimentaram e, assim, eles evocam novos estados dentro de mim.

É semelhante à forma como em nosso mundo nós aprendemos uns com os outros: uma criança nascida no século XXI usa a experiência de todas as gerações que a precederam. Assim, é muito benéfico e útil estarmos conectados o mais fortemente e próximo possível, uma vez que isso encurta o caminho de forma significativa. Hoje, a natureza simplesmente exige isso.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 02/05/13, Escritos do Rabash

A Convenção Em Nova Jersey: Unidos Em Um

Dr. Michael LaitmanPergunta: A Convenção de unidade em Nova Jersey está chegando. Nós entendemos que tudo depende da preparação. Como nossos amigos em todo o mundo precisam se preparar para este encontro?

Resposta: Primeiro de tudo, nós nos conectamos na Convenção para alcançar unidade, Arvut, fusão entre nós: todas essas condições são necessárias para descobrir a força superior que controla o mundo e constrói toda a realidade. Este é o objetivo de aprender a sabedoria da Cabalá. Isso é projetado especificamente para encontrar essa força superior. A sabedoria da Cabalá é a revelação da força superior às criaturas, como Baal HaSulam escreve no artigo, “A Essência da Sabedoria da Cabalá”: “Esta sabedoria não é nada mais, nada menos, do que uma sequência de raízes, que pendem por meio de causa e consequência, por regras fixas e determinadas, entrelaçando-se num objetivo único e exaltado, descrito como “a revelação de Sua Divindade às Suas criaturas neste mundo”.

Esta é a razão de nos reunirmos numa Convenção: construir as condições através das quais o Criador será revelado. A descoberta do Criador às criaturas é o objetivo da sabedoria da Cabalá. Isto é realizado através da unidade entre nós. Isto é o que queremos alcançar numa Convenção, e nós devemos pensar sobre isso.

A força que descobrimos é a força de doação e amor. O “Criador” é o fundamento da doação e amor. Ele é o bom e benevolente, porque a benevolência é a característica de alguém que faz o bem. E “não há outro além do bom que faz o bem”.

Para revela-Lo, nós também precisamos adquirir dois detalhes de percepção:

· Não há ninguém, exceto nós, unidos como uma pessoa com um coração;
· Cada um de nós é bom e benevolente para todos os outros.

Desta forma, nós criamos um “lugar” onde o Criador pode ser descoberto de acordo com a lei de equivalência de forma. Quando as relações entre nós forem ajustadas para o princípio do “bom que faz o bem”, então o Bom superior que faz o bem vai se manifestar entre nós. É assim que vamos revelar o Criador nas criaturas, tornando-nos a Shechinah, ou seja, o “lugar” onde Ele habita.

Isto é o que nós queremos descobrir em todo o mundo na Convenção que será realizada em uma semana. É para isso que devemos nos preparar.

Deve ser dito que a Convenção será única em seu escopo. Uma grande variedade de participantes estará reunida lá, e isso é bom. Diversidade fortalece a unidade.

Eu espero que nós possamos nos conectar corretamente e que todos nós sintamos que pertencemos a essa unidade para a qual devemos retornar; para sermos integrados, para sermos como um de novo. Então, dentro desta unidade comum, o Criador será descoberto, e a descoberta dessa força superior vai resolver todos os nossos problemas, tanto físicos como espirituais.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/05/13, “A Garantia Mútua”

Em Direção Ao Amor Acima Do Ego

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Arvut (Garantia Mútua)”: Isso significa que todos em Israel tomam para si a responsabilidade de cuidar e trabalhar por cada um dos membros da nação, e de satisfazer todas as suas necessidades, nada menos do que a quantidade impressa neles para cuidar de suas próprias necessidades.

E somente quando toda a nação, por unanimidade, concordou e disse: “Faremos e Escutaremos”, então, cada membro de Israel se tornou responsável por não faltar nada aos outros membros da nação, e só então se tornaram dignos de receber a Torá, e não antes.

Com essa responsabilidade coletiva, cada membro da nação se tornou livre das preocupações com as necessidades do seu próprio corpo, e pôde observar a Mitzva, “Amai ao próximo como a ti mesmo”, em toda a sua extensão, e dar tudo que tinha a cada membro necessitado, pois não se preocupava mais com a existência do seu próprio corpo, já que sabia que agora havia seiscentos mil amigos amados e fiéis, prontos a lhe prover subsistência.

Se nós entendemos que alcançar a espiritualidade e receber todo o bem só é possível se nos conectamos, então a Luz que Reforma começa a nos influenciar. Ela age de tal forma que eu paro de me preocupar comigo mesmo, porque todos estão preocupados comigo. A questão principal aqui é a sintonizar-se corretamente para atrair a Luz que podemos direcionar para cada um de nós como se tivéssemos uma tocha.

Meus motivos egoístas exigem que eu forme uma conexão com os outros. Quando eu me conecto com eles, parece que estou desistindo de mim mesmo e estou preocupado com eles, à medida que não consigo alcançar o que quero. É exatamente assim que todos agem. Por isso, ao aspirar a descobrir o Criador, que está dentro do grupo, por meio da conexão entre nós, assim nós atraímos a Luz que Reforma.

Uma questão pode ser levantada aqui: Por que ela chega se ainda somos egoístas? Quais são as leis mais elevadas da natureza, segundo as quais ela é descoberta? Todos nós queremos receber para nós mesmos: “Traga-me este mundo. Traga-me o mundo vindouro”. Pode parecer que a Luz, ou seja, o prazer em si, chegaria até nós, ou a escuridão, se houvesse algum tipo de válvula na espiritualidade, que realiza as condições necessárias para ser altruísta.

Mas a ideia é que nós nos rendemos ao outro. Nós aprendemos juntos, realizamos tarefas juntos, e apesar do nosso ego, a Luz faz o seu trabalho. Mas ela não chega primeiro como prazer, mas como correção. Assim, nós somos transformados: graças ao trabalho dentro do grupo, nós inclinamos nossas cabeças diante do outro por motivos egoístas.

Com uma abordagem como essa não há falta de acordo; ela é aberta e muito honesta. É possível falar muito sobre o amor ao próximo, mas é necessário julgar de acordo com os fatos. Nós somos dominados pelo ego, mas aceitamos a condição que nos obriga a aspirar ao amor. Por quê? Porque nós esperamos uma recompensa.

No futuro, o mundo inteiro vai corrigir as relações entre as pessoas, levando em conta o ganho que isso vai trazer. Todo mundo vai esperar se beneficiar das relações baseadas no amor, e ao mesmo tempo a Luz que Reforma vai passar a eles através de nós, e não a escuridão que chegaria se não fosse o uso da sabedoria da Cabalá.

Da mesma forma, a pessoa que já entende isso, mas ainda não aprendeu o suficiente, ela não está suficientemente incluída no grupo e, finalmente, receberá a escuridão em vez da correção, e fugirá. E o oposto, se alguém se doasse cem por cento, este nunca sentiria escuridão e descida. Mesmo que tivesse dificuldades adicionais no caminho, ele trabalharia com tudo de forma correta e seria corrigido pela Luz.

De fato, como Baal HaSulam escreve,  no caminho do meio, por meio da linha média, a pessoa experimenta quedas, desvios para a direita e para a esquerda, subidas e descidas. Isso é chamado de progresso “normal”; não é ideal, mas também não é tão terrível.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/04/13, “A Garantia Mútua”