Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Que Tipo De Amigos Eu Preciso?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o critério mais importante que eu posso usar para verificar a que tipo de amigos eu deveria me aderir?

Resposta: Você deve se aproximar de quem constantemente assiste às aulas, participa da disseminação, e toma parte nos deveres. Essas pessoas podem ser um modelo para mim pelo seu comportamento externo e por suas ações terrenas corporais. Portanto, eu quero me aderir a elas.

Não faz diferença o que uma pessoa de caráter é e exatamente que tipo de trabalho ela faz no grupo. O que importa é que ela vem todos os dias e participa de tudo. O melhor é aderir a essas pessoas que não se destacam no grupo por causa de seus atributos especiais, mas são leais a ele e lhe dão todas as suas forças.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 30/05/13, Escritos do Rabash

Uma Inclinação Especial: Presente Dos Nossos Antepassados

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que exatamente torna o grupo mais forte? Em quais atributos devemos trabalhar?

Resposta: Nós não devemos valorizar o poder do grupo pelo número de pessoas nele; esta é uma estimativa errada, uma vez que existe uma diferença entre o número de pessoas e sua preparação interior. Assim, é impossível avaliar todas de acordo com os mesmos parâmetros.

Na Rússia, por exemplo, é fácil organizar um grupo de mais de uma centena de pessoas, enquanto que nos EUA é difícil sequer reunir dez pessoas. Não podemos comparar o êxito pelo tamanho do grupo. O que importa é a qualidade, que é difícil de identificar.

Toda a Europa Oriental, especialmente a Rússia, é o lugar onde os Cabalistas eram muito ativos nas últimas gerações. O Cabalista mais importante na história da sabedoria da Cabalá, após o Ari, foi o Baal Shem Tov, que teve muitos seguidores e estudantes de toda Bielorússia e Ucrânia, que simplesmente “prepararam a terra” para que suas ideias estivessem no ar. Como resultado, houve um grande número de Cabalistas lá da Polônia, Galícia, e mais a leste.

Consequentemente, as pessoas que vivem lá, e especialmente as pessoas da Rússia, têm um sentido especial, uma inclinação especial para a Cabalá. É assim que a influência da Luz circundante é revelada. Portanto, é impossível comparar essa região com a Europa Ocidental, onde, assim como muitos judeus e pessoas inteligentes e educadas vivem e ainda a grande inclinação à espiritualidade não foi revelada. Isso é chamado de “mérito ancestral”.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 30/05/13, Escritos do Rabash

Um Pagamento Que Não Pode Sequer Ser Contado!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que alguns grupos têm êxito prover a seus amigos um forte apoio e proteção contra influências externas, enquanto alguns grupos acham que é muito difícil fazê-lo? No que devemos focar a fim de fortalecer o grupo?

Resposta: A principal coisa que nos mata é a rotina. A pessoa gosta de calcular o que ganhou no final de cada dia quando volta do trabalho. Nós temos que entender no que o nosso lucro acrescenta, se eu posso acrescentar coisas e ser feliz embora não veja nenhum pagamento em meus vasos de recepção.

No entanto, eu posso valorizar e louvar o lucro que tive, o trabalho que realizado, e os esforços feitos durante o dia. Eu não recebi nenhum lucro material como resultado, mas ajudei a corrigir o mundo, e, através do mundo, ajudei o Criador. Este é o lucro que eu deveria louvar constantemente, e é neste ponto que o ambiente deve me apoiar.

Se a pessoa não entende que precisa de um grupo forte para isso e não exige esse apoio dele, ela não pode avançar, uma vez que não tem combustível. Nós devemos verificar isso e, consequentemente, ver se sentimos energia e motivação suficiente.

Nós devemos estabelecer o ambiente pelos nossos poderes coletivos e não esperar que alguém faça isso por nós. Nós temos a sorte de ter a oportunidade de estudar, de ter livros, a intenção correta e um professor. Nós devemos usar tudo isso o mais rápido possível!

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 30/05/13, Escritos do Rabash

Ajudando Os Feridos Na Batalha Contra A Inclinação Ao Mal

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que eu devo fazer quando vejo que um amigo está prejudicando o grupo? É uma indicação da minha falta de correção ou de que ele está realmente prejudicando o grupo?

Resposta: Se o amigo era muito dedicado antes e, de repente, muda, nós temos que ajudá-lo. Claro, não devemos jogá-lo fora agora, uma vez que ele está ferido por sua inclinação ao mal. Nós temos que cuidar dele e elevá-lo. Nós podemos levá-lo a um bar e tomar uma cerveja juntos, dar uma caminhada, ou ter um encontro social com alguns amigos. Nós podemos pedir-lhe para fazer algum tipo de trabalho que ninguém, exceto ele, pode fazer, e por isso temos que nos voltar a ele e realmente pedir sua ajuda. Isto significa que devemos tentar chegar perto dele de diferentes maneiras, para evocá-lo e animá-lo. É muito útil voltar-se à sua família para ajudar.

Nós devemos tentar fazer tudo o que pudermos, mesmo que ele fale contra o grupo. Nós devemos entender que este pode ser um estado temporário da mente e devemos tratá-lo com paciência e esperar até vermos que não há escolha e só então romper com ele, apesar disso ser sempre um grande problema se ele for um velho amigo que está no grupo há anos. Nós devemos sempre confiar na opinião do grupo, e não numa opinião pessoal, pois você nunca pode contar com você mesmo quando se trata de tais assuntos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/05/13, Escritos do Rabash

Toda A Convenção É Um Grupo De Dez

Não poderá existir diferença entre nós durante a convenção: o jovem grupo, o velho grupo, ou um indivíduo que estuda virtualmente por si só. A convenção é um estado especial para que nós tenhamos que quebrar todas as barreiras entre nós – as fronteiras dos grupos de dez e outras formas de barreiras – e tornar-nos um grupo coeso.

Devem sentir a proximidade que sentiram no vosso grupo de dez com vista a todos os que participam na convenção. Devem ter a mesma atitude uma vez que não se libertam do enquadramento dos dez, mas na realidade todas as milhares de pessoas se devem tornar no vosso grupo de dez. Tentem-se relacionar com eles desta forma e vejam se conseguem fazer isso ou não! Se não conseguirem significa que o vosso grupo de dez está ainda longe do estado espiritual.

Se uma pessoa dilui-se e desaparece no grupo de dez, então não fará diferença se são dez pessoas, cem, ou sete biliões. O importante é perderem-se de forma a encontrar a força de dádiva e encontrar o Criador.

“A glória do rei está nas multidões,” então isto mostra que se somos um grupo separado de dez, parecerá que estaremos a perder algo uma vez que podemos ser mais fortemente impressionados por um cada vez maior número de pessoas. Se todos numa multidão de mil disser metade de uma palavra fará uma grande impressão, mas um grupo de dez é importante uma vez que nele posso seguir as reacções, a conexão entre nós, e minha auto-crítica.

O grupo de dez é muito dinâmico e eu posso responder a ele bastante rápido. Mas eu espero sentir que somos todos um grupo de dez durante a convenção para que toda a gente me influencie e que eu sinta as suas vibrações. Eu espero que abane o meu “jumento” e o force a seguir o seu dono por submissão a uma nova mente e coração.

Este deve ser o nosso trabalho durante a convenção comparado a trabalhar num grupo de dez. Toda a convenção deve-se tornar num grupo de dez. Os grupos recentes têm que ser incorporados em todos e todas as barreiras devem desaparecer. Eles devem chegar a conhecer os outros o máximo que conseguirem e confraternizar com pessoas que não conhecem. O mais importante é ser impressionado por outros o quanto for possível.

De repente eu começo a reconhecer e a sentir a grandeza dos amigos sobre os quais antes não tinha pensado. É mais simples ser impressionado por pessoas que está mais distantes, uma vez que as impressões são duplicadas pela distância e criam uma excepcional poderosa impressão.

Portanto os grupos recentes têm que perder totalmente a sua concentração sobre a massa geral, dispersar em diferentes direcções e manterem-se fisicamente longe uns dos outros. Este é o ponto fulcral da convenção, alcançar tal miscelânia que ninguém permaneça com pessoas que são já próximas e serão incorporadas em toda a gente por aceitar qualquer pessoa como do seu grupo de dez. Esperemos que consigamos e atinjamos uma grande e poderosa conexão.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 28/5/13, Escritos do Rabash

Comprando O Mundo Do Infinito Pelo Preço De Uma Caixa De Fósforos

Pergunta: O que devemos fazer para que a Luz que Reforma nos convença de que só através da conexão podemos alcançar o atributo de doação?

Resposta: Este reconhecimento pode vir pelo caminho do sofrimento, “no seu tempo,” quando uma pessoa sente uma grande deceção por ter dedicado muita energia e não ter chegado a nada. Isto acontece depois de muitos anos.

Também pode suceder pela conexão inicial comum com o grupo, quando uma pessoa começa a entender e sentir que só a Luz que Reforma pode invocar a mudança nele. Não é suficiente apenas ouvir isso, uma pessoa já precisa de senti-lo em seu coração, o seu coração tem que ouvir.

Quando o coração perceciona essa informação, nós aceitamo-lo como um facto que é impossível controlar sem a ajuda da Luz. Nós não temos de procurar onde diz isso, dado que esta sabedoria que já viverá em nós, nos nossos sentimentos e não na nossa mente. Nós precisamos da mente apenas para apoiar e ajudar a esclarecer o sentimento.

Para que o coração oiça, temos de subjugar-nos perante o meio ambiente. O nosso coração é surdo e não pode ouvir! Não há nada que possamos fazer. Nós ouvimos algo através de nossos ouvidos, mas não penetra no coração. Atinge o “coração de pedra” e faz ricochete, como ao bater numa parede, sem penetrá-la. Portanto, devemos trabalhar em submetermo-nos a nós mesmos, como está escrito: “Compra para ti um amigo e faz de ti um Professor“, submetermo-nos à força.

Nós não controlamos os nossos desejos, mas vivemos no mundo das ações, e assim nossas ações físicas também ajudam, mesmo que sejam contra os desejos do nosso coração. Tente trazer ao amigo um pequeno presente todos os dias, qualquer coisa. Comprar uma caixa de fósforos e dar-lhe um fósforo todos os dias como presente. Você vai ver como é difícil, pois você terá que pensar constantemente sobre isso. Não importa o que o presente vale, como está escrito: “até que muitos tostões se acumulem numa grande soma”.

Experimente e veja! Você terá que pensar sobre o amigo, lembrar-se dele, justificar as suas ações, e valorizar o seu benefício. Você tem dinheiro para comprar uma caixa de fósforos? Então, você não tem nada com que se preocupar. Você tem os meios para entrar na espiritualidade.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 27/5/13, Escritos do Rabash

Eu Vivo Num Mundo Que Vive Em Mim

Baal HaSulam, “A Arvut (Garantia Mútua)”, item 25: … sobre a razão pela qual a Torá não foi dada aos nossos pais, porque a Mitzva, “Ama teu próximo como a ti mesmo”, o eixo de toda a Torá e em torno do qual giram todas as Mitzvot, de modo a esclarecer e interpretá-la, não pode ser observada por um indivíduo, mas apenas através do consentimento de uma nação inteira.

E é por isso que demorou até que eles saíram do Egito, quando se tornaram dignos de observá-la. E então eles foram convidados primeiro, se cada uma das nações concordou em assumir essa Mitzva sobre si mesmo. E uma vez que eles concordaram com isso, eles receberam a Torá.

Eu não posso chegar a qualquer coisa em um grupo de dez, se todos os outros amigos não me apoiam e não cooperam comigo. Na verdade, devemos ser “como um homem em um só coração.” Meus esforços pessoais serão ineficazes se os outros não participam nos esforços.

Isto pode parecer um grande obstáculo, mas, na verdade, não é um obstáculo. Se eu não posso incorporar em um quadro chamado “grupo de dez corrigido”, isso significa que eu não tenha alcançado a minha correção pessoal e ainda não me tornei aquele que doa, aderido ao Criador, pelo menos até certo ponto.

A percepção da realidade espiritual já opera aqui. Eu não preciso ver nada do lado de fora como um fator externo. O padrão dos dez está dentro de mim como uma réplica do meu mundo interior, que é destinado apenas para que eu possa trabalhar com meus atributos que parecem ser do lado de fora, nos amigos. Isto ajuda a aproximar-me à correcção de uma forma mais prática.

O Criador não é revelado para ser criado individual, mas apenas num grupo de dez. Isso corresponde à estrutura da nação e do mundo inteiro. Portanto, eu preciso trabalhar em toda a ampla dimensão da realidade.

É porque tudo isso sou realmente eu. Eu vejo meus atributos internos do lado de fora, como uma radiografia, na natureza inanimada, vegetativa e animal e nos seres humanos. É como se tudo o que é, é transmitido para fora. De mim.

Então, eu preciso ver como todos os outros estão avançando para correção e até que ponto eu posso ajudar a avançar cada parte que é externa a mim. Num lugar, eu introduzo a educação integral, e em outro lugar, eu apresento material introdutório para a educação integral. No entanto, de uma forma ou de outra, ela se origina apenas de mim, da mesma fonte, e destina-se apenas numa direção, para a educação integral e na direção aos círculos mais internos, o que significa os desejos que estão mais perto do meu ponto no coração. Aqui, eu posso participar na sabedoria da Cabala e trabalhar em um grupo de dez, o que significa num ambiente que está mais próximo da centelha espiritual no meu ponto no coração.

Esta é a forma como eu deveria ver o quadro geral. Através dessa percepção, eu entendo que se eu restrinjo a minha percepção e não me preocupo com o mundo inteiro, isto vai levar a nada.

No entanto, uma pessoa avança ao longo deste caminho pela luz que reforma que, gradualmente, o ajuda a perceber as coisas corretamente. Então, devemos fazer apenas o que somos obrigados a fazer, e eventualmente vamos mudar. A luz virá iluminar, e depois vou ver e entender que a minha abordagem e minha percepção deve ser geral. A Luz vai me deixar sentir e entender o que o atributo de doação é, e eu vou aceitá-lo e continuar.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabala 5/23/13, “A Garantia Mútua”

Se Eu Ficar Doente Eu Recorro Aos Amigos

Rabash, “Faça de si um Rav e compre para si um amigo – 2”: Foi escrito no livro Matan Torah (A Entrega da Torá), que uma pessoa não se impressiona com a sociedade ou toma sua apreciação de algo, a menos que ele olhe a sociedade como sendo maior do que ele próprio. Esta é a razão pela qual cada um deve sentir que ele é o menor de todos eles, uma vez que quem é grande não pode receber de alguém que é menor do que ele, e muito menos ficar impressionado pelas suas palavras. Pelo contrário, é apenas o menor que se impressiona através da apreciação do maior.

Esta é uma das recomendações de como uma pessoa tem de organizar os seus pensamentos, os seus desejos e as suas atitudes, a fim de alcançar o objetivo. Naturalmente o objetivo final está no pensamento inicial, mas, para que uma pessoa o alcance, tem de o construir do ponto final para o começo.

O conselho pode ser geral e individual. O conselho geral é, desde a fundação para o conselho do indivíduo, e é nossa obrigação de seguir o espírito do conselho geral. O conselho individual refere-se a pensamentos específicos que, de repente uma pessoa tem, mas a base tem de ser sólida e comum a todos.

É por isto que é necessário sentir a importância do grupo e tem de ser tão forte e grande quanto possível, o que significa grande em quantidade e qualidade. É porque uma pessoa é um desejo de receber. Tudo começa a partir do ego que deve de ser corrigido. Então, temos que pensar sobre o que funciona de forma mais eficaz sobre o meu ego, no meu desejo de receber, que membros da sociedade.

Alguns podem influenciar-me, e alguns não podem. Eu preciso de ser como um médico objectivo, um estranho que está a cuidar deste paciente, a cuidar do meu desejo de receber, que eu tenho de curar. Então, eu preciso de conferir que sociedade é que eu preciso para isto e quais as pessoas que me impressionam, e que as ações, e que doação deveria eu pedir dos amigos. Quando eu estou doente é-me autorizado a pedir ajuda aos amigos, uma vez que é dito: “Eles devem de se ajudar uns aos outros”

Quando nos reunimos, nós temos que louvar a sociedade e falar da sua grandeza, e de seguida, falar sobre as medidas necessárias, pelas quais alcançamos o amor dos amigos, e do amor dos seres criados nós alcançamos o amor do Criador. Então eu posso aconselhá-los e pedir-lhes para realizarem tais ações que eu acredito que irão afetar o meu desejo de receber de forma mais eficiente.

Devemos de ter esperança, esperar, espectar, e verificar, se o nosso sentimento perante o amor dos amigos e proximidade uns dos outros está em crescimento constante, e se eu sinto ajuda de cima com isto significando, a doação da Luz que Corrige. Devemos de nos verificar constantemente a nós mesmos: que mudanças ocorrem de um dia para o outro, de uma semana para a outra, e se sentimos as mudanças à medida que se nos aproximamos dos amigos, a crescente importância, a necessidade e o fortalecimento das nossas ligações. Eu verifico as minhas subidas e descidas de acordo com este critério e não de acordo com o meu estado de humor. Assim, nós avançamos.

Da Preparação da Lição Diária de Cabalá 23/5/13

Um Amigo Que É O Chefe

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu posso, de forma prática, me anular perante o Grupo de Dez ou perante o Grupo?

Resposta: É exatamente como você faz no trabalho, sem ter qualquer escolha quando se anular perante o chefe e cumpre suas ordens, embora por dentro o amaldiçoe e ache que ele é burro. Ainda assim, você faz o que ele diz. É o mesmo com os amigos. Embora você pense que é mais importante do que todos os outros e que entende melhor do que o amigo, você ainda se anular diante dele como se ele fosse seu chefe. Experimente a sensação de que você quer que ele o controle!

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 28/05/13, Escritos do Rabash

Amigos Quem Nunca Vão Decepcioná-Lo

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”: …cada membro de Israel tornou-se responsável de que nada faltasse a qualquer outro membro da nação. Só então eles se tornaram dignos de receber a Torá, e não antes.

Com esta responsabilidade coletiva, cada membro da nação foi liberado de se preocupar com as necessidades de seu próprio corpo e pode manter a Mitzva, “Ama a teu próximo como a ti mesmo” de forma plena, e dar tudo o que tinha a qualquer pessoa necessitada, uma vez que ele não se importava mais com a existência do seu próprio corpo, pois sabia com certeza que estava cercado por seiscentos mil amigos fiéis, que estavam prontos para prover-lhe.

Se nós conseguirmos nos conectar, e através disso alcançar a garantia mútua, ninguém será capaz de abalá-la. Você vê, o poder do Arvut influência a todos, e se cada um sente que seu ego foi neutralizado, vai parar de se preocupar consigo mesmo e simplesmente não vai estar pronto para ser egoísta. O poder do Arvut neutraliza necessariamente o narcisismo em todos, e neste tipo de ambiente ninguém pode permanecer sem correção, ou seja, sem autoanulação em relação aos outros. O ambiente anula as necessidades egoístas da pessoa fornecendo-lhe tudo o que ela precisa.

Com o suficiente apoio cuidadoso do ambiente, as minhas preocupações comigo mesmo desaparecem. É assim que funciona a rede que nos conecta e é impossível livrar-se dela. Eu estou ligado com todos eles através de milhares de laços e inúmeros fios. O ambiente me ativa. Não faz diferença se eu quero ou não. Os mecanismos da rede são um fato, e, portanto, uma vez que o grupo fornece as minhas necessidades, elimina o meu desejo egoísta. Então, eu sou livre.

Portanto, se a pessoa está conectada ao grupo, ela deve receber dele toda a força que precisa, a fim de relaxar. Ela não tem mais preocupações consigo mesma. Ela simplesmente não está preparada para “fazê-los”, porque o grupo os apaga imediatamente.

Mesmo hoje eu estou numa rede coletiva, mas sinto que não estou recebendo nada dela, como isso ou qualquer outra coisa que eu precise. Todos os receios são derivados disso. Nós estamos totalmente ligados. Dentro da rede de fios que nos ligam, se eu sinto que me falta alguma coisa, então eu fico apreensivo. Eu temo por mim mesmo, pensando: “O que vai acontecer comigo?”.

No entanto, no grupo certo, depois que eu organizo as conexões entre nós, eu acho que estou totalmente seguro. Isso neutraliza todos os meus medos e eu já estarei livre para além das limitações do nosso mundo.

Afinal, o “nosso mundo” é a realidade em que nos sentimos mais ou menos ligados, dependentes uns dos outros e influenciando uns aos outros de forma negativa. Aparentemente, todo mundo aqui não se encontrada em seu lugar. Esta mútua conexão negativa nesta rede comum é o nosso mundo egoísta.

Por outro lado, quando eu entro num grupo de Cabalistas, eu construo a conexão correta com os componentes mais próximos do sistema. Não é por acaso que vim para um grupo; pelo contrário, como eu estou realmente ligado aos amigos, eu não estou apenas passando o tempo com um grupo de pessoas que são como eu. Agora que eu sou atraído à Fonte, isso me direciona para me conectar com alguém próximo a mim na rede espiritual, e mesmo que eles vivam a milhares de quilômetros de distância de mim na rede física, apesar disso, eu os encontro.

Assim, de acordo com o grau de proximidade, um sistema de relações é desenvolvido entre nós até que isso me supra com um estado onde eu me sinta livre de preocupações comigo mesmo. Isto já é a primeira fase de autoanulação. Na segunda etapa, os amigos elevam o superior aos meus olhos: o grupo, o Criador, o Doador.

Por conseguinte, a influência do grupo está dividida em duas partes: a primeira é que ela neutraliza o desejo egoísta dentro de mim. Os amigos me dão a sensação de que estão preocupados comigo o tempo todo, não importa o que possa acontecer. No passado, as minhas preocupações comigo mesmo formaram um futuro terrível para mim. Agora, os amigos me dão um futuro seguro. Apenas um grupo está pronto para fazê-lo. Ele me supre com Luz Circundante que corresponde aos meus desejos voltados para o futuro. Somente os amigos podem extinguir isso e, assim, a sensação de amanhã desaparece de tal forma que eu sinto além do tempo. Esta é a primeira condição. O grupo neutraliza a preocupação egoísta com o presente e o futuro em mim.

Em segundo lugar, eu também preciso de uma força que me atraia para o superior. Em nome disso, com toda a sua força, os amigos elevam a importância da meta, o Criador, o professor, o grupo aos meus olhos; em outras palavras, a importância de todos os meios ao quais devo me segurar.

Desta forma, através da rede coletiva que desenvolvemos no grupo, eu atinjo a autoanulação.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/04/13, Escritos do Baal HaSulam “A Garantia Mútua”