Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Sobre A Sela Ou Na Sela?

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“, item 4: O próprio Criador coloca a mão da pessoa na boa sorte, dando-lhe uma vida de prazer e satisfação dentro da vida corpórea, que está cheia de tormento e dor, e desprovida de qualquer conteúdo. […] Não há maior colocação da mão da pessoa por Ele do que isso.

E a escolha da pessoa refere-se apenas ao fortalecimento. Isso ocorre porque há certamente um grande esforço e empenho aqui antes que a pessoa purifique o seu corpo para ser capaz de manter corretamente a Torá e os mandamentos, não para seu próprio prazer, mas para dar satisfação ao seu Criador, que é chamado de Lishma (em Seu Nome). Só dessa maneira é que a pessoa é dotada de uma vida de felicidade e prazer que vêm com o cumprimento da Torá.

No entanto, antes da pessoa alcançar essa purificação, há certamente uma opção de se fortalecer no bom caminho por todos os tipos de meios e táticas. Além disso, ela deve fazer o que a sua mão encontra força para fazer até que ela complete o trabalho de purificação e não caia sob o seu peso no meio do caminho.

Como podemos entender isso? Na verdade, estas palavras pintam um quadro terrível: O Criador me segura “pelas orelhas” ou “pelos ombros” e me dirige a cada passo através de prazeres ou sofrimentos, isto é, Ele pode fazer comigo o que Lhe agrada. Além disso, há algo em que eu tenho que “fortalecer” a mim mesmo acima do que Ele me envia.

Como resultado, eu não tenho escolha na vida cotidiana, porque sou incansavelmente impulsionado pelo prazer e sofrimento. Minha natureza obedece automaticamente a sua ditadura, e não há nada que eu possa fazer sobre isso. Algum mecanismo em mim sempre vira meu rosto em direção ao prazer e minhas costas para o sofrimento. O “carro” só pode se esquivar do mal e voltar-se para o bem.

Em que eu posso me fortalecer, então? Como posso ganhar o poder sobre o “corpo”? Como posso resistir às “ordens” do Criador, que me dirige Acima do grau “animal”? Isso é possível?

O fato é que, além da vontade do Criador, há outro fator que eu posso usar: a influência do ambiente. Assim, eu vou contra o Criador, contra a Sua natureza, e consigo algo acima do grau de “animal”, me torno algo maior.

Baal HaSulam, “A Liberdade”: Portanto, aquele que se esforça continuamente em escolher um melhor ambiente é digno de louvor e recompensa. Mas aqui, também, não é por causa dos seus bons pensamentos e ações, que vêm a ele sem a sua escolha, mas por causa do seu esforço em adquirir um bom ambiente, o qual lhe traz esses bons pensamentos e ações.

Por isso, está claro que nós temos liberdade para construir, acima do nível de “animal”, o grau humano, o Ser Humano, que vai colocar a sela no “animal” e gerir a sua natureza. Para fazer isso, a pessoa também vai usar duas forças, mas elas serão diferentes: agora ela vai definir o bem e o mal por meio de um bom ambiente que a satisfaz.

Assim, o Criador controla a pessoa no nível da “razão”, mas a autogestão é realizada “acima da razão”.

O importante aqui é o quanto eu me torno integrado ao ambiente correto e sou absorvido por ele. Meu bom futuro depende somente disso.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/07/13, Preparação para a Convenção de São Petersburgo, “Princípios para a Construção de um Ambiente Melhor”, Lição 4

Orar Por Todos

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Fruto do Sábio: “É proibido ao indivíduo abandonar o público e pedir para si mesmo, nem mesmo para dar satisfação ao seu Criador exceto pelo público, pois aquele que abandona o público e pede por sua própria alma, individualmente, não está construindo, mas está trazendo destruição a sua alma, e a pessoa precisa reunir todas as suas forças, o geral de Israel, todas as vezes que se volta ao Criador, na oração e no trabalho, e integrar-se na raiz de todo o Israel.

Acontece que eu não quero fazer nada de bom, mesmo pelo Criador, se não for pelo benefício da comunidade, por meio do benefício da comunidade e, em conexão com a comunidade. Se há algo sagrado, então, antes de tudo, é a comunidade, toda a humanidade, e se eu entendo a importância da comunidade, com base nisso, posso alcançar a importância do Criador.

Nossa alma comum já está quebrada em nossa percepção. No entanto, orando para si, a pessoa se transforma em impureza, ou seja, desce ao estado negativo que é muito pior do que o original.

Por que pareceria assim? Afinal, a pessoa que “abandona o público para pedir para si individualmente” não o faz à custa de outros. Ela apenas diz ao Criador: “Eu quero ser corrigido, consertado. Eu quero alcançar a doação. Então, por favor, me dê força para doar e lhe dar satisfação!”. Será que ela realmente causa a “destruição de sua alma?” Como pode ser isso? Ela está orando do seu coração. É seu sentimento sincero, pelo qual ela não pode ser responsabilizada. O coração está chorando. O que você pode fazer?

No entanto, não, eu tenho que fazer todos os tipos de ações externas para fazer o meu coração querer outra coisa, e isso está dentro da minha capacidade. Nosso trabalho é realizado a partir do coração, acima do coração, para que ele não peça coisas más e erradas, de modo que não peça para si mesmo se a pessoa quer ser corrigida e dar satisfação ao Criador. Este pedido já é impureza, a destruição da alma.

É por isso que eu preciso de ações que irão definir diante de mim a única tarefa: a unidade. Eu não sou capaz de me dirigir com o pedido correto, em nome do meu próprio coração que está quebrado e desconectado do coletivo. Eu não posso dar satisfação ao Criador a não ser que me una com os outros, porque não vou ter o verdadeiro desejo de doar. De que lugar eu vou me voltar a Ele? Do meu próprio “eu”? É impossível, porque ele está cortado do todo e se encontra abaixo de todos os níveis espirituais, abaixo da escada espiritual. Eu não estou sequer na borda inferior da escada que vai para o céu, para Malchut do mundo do Infinito.

Assim, a principal coisa para nós é unir. Se eu constantemente me preocupo com a unidade, então tudo o que vem disso será correto. Por outro lado, se eu não pensar na unidade, até mesmo as melhores intenções, as palavras mais corretas e a completa devoção são a essência da impureza, a destruição da alma.

Esta é a coisa mais importante para nós durante os dias antes da Convenção em São Petersburgo. A preparação deve nos dirigir à única ação, à unidade, e tudo mais, não importa o que, será bom nela.

“Todas as vezes que se volta ao Criador, na oração e no trabalho”, nós primeiro pedimos pela unidade do coletivo, pela unidade todo o tempo e nada mais. Assim, nós nos “integramos na raiz de todo o Israel”, isto é, no centro do grupo, dirigidos diretamente ao Criador (Yashar El). Todos os nossos esforços são dirigidos à sua unidade e interconexão.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 05/07/13, “Ama o Teu Próximo Como a Ti Mesmo”

O Que Nos Impede De Começar A Viver?

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que me impede de começar a viver nos amigos?

Resposta: Você tem tudo que precisa para fazer isso, mas não deve esperar que isso venha de Cima por si só.

A única coisa que falta é o reconhecimento em sua mente e coração de que a espiritualidade é alcançada somente na conexão, que a espiritualidade e a conexão devem estar integradas numa só, e o Criador é revelado na conexão.

Não há nada, exceto esses três elementos: você, a conexão e o Criador. Nós devemos entender tudo isso mais internamente.

Conexão é chamada de “Torá”, e é também o vaso e a Luz que devem consolidar e conectar os dois pontos, eu e o Criador, num só.

Todo mundo deve verificar a si mesmo em relação a isso e ver onde está e se preocupar com os amigos que ficam fracos e têm menos poder. Se notarmos que um amigo vem menos para a lição e para a reunião de amigos, ou que ele vem, mas constantemente tenta se envolver com outras coisas e encontra justificativa para isso, ele não deve ser deixado sozinho. Somente um grave motivo pode justificar estar ausente das lições e apenas ocasionalmente.

Meu coração dói quando vejo que este é o caso. Eu não estou preocupado com aqueles que partiram. Se esta é a sua fé, não há nada que possamos fazer. No entanto, nós devemos nos perguntar se temos feito o suficiente para despertar a importância da meta neles. Se não tivermos feito, então a culpa é nossa e eles vão faltar posteriormente na conexão entre nós. Essa parte nos faltará, a fim de construirmos um vaso completo.

A razão para isso é um desrespeito pelos outros, pelos amigos, quando nossa atitude para com eles é como com estranhos. No entanto, ele não é um estranho, mas um amigo que deve ser mais importante para você do que você mesmo, já que a sua alma depende dele. Eu desejo uma vida longa a você, mas você deve saber que, sem o amigo, sua vida vai acabar no nível animal. Se você quer cuidar da sua alma, ela está no amigo.

É um fato, quer você goste ou não, e não importa se você aceita isso ou não. Agora, você tem que decidir e fazer uma escolha: você aceita isso ou não? Você não tem o desejo por isso e ninguém diz que você tem que querer isso. “Receber” significa que, a partir de agora, você deve levar esse fato em consideração em cada ação que você faz, em cada desejo ou pensamento.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/07/13, Escritos do Rabash

O Mosaico De Malchut Sob Minha Responsabilidade

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Carta 19: No entanto, por causa da quebra dos vasos, todas as Otiot foram ejetadas às condutas e pessoas corpóreas. Quando a pessoa se corrige e atinge a raiz da alma, ela deve coletá-las por si mesma, uma por uma, e trazê-las de volta à raiz, à santidade. Este é o significado de “sentenciar-se a si mesmo e ao mundo inteiro a uma escala de mérito”.  A questão da unificação do Criador e da Divindade…

Nada lhe falta exceto sair para o “campo abençoado pelo Criador” para reunir todos os membros que se separaram de sua alma e juntá-los num único corpo. Este é um corpo perfeito onde o Criador infunde Sua Divindade em perpetuidade, sem qualquer interrupção.

Nós não entendemos como o mundo está conectado e o que nos é revelado. Por enquanto, o que nos é revelado a cada minuto é exatamente o que precisamos corrigir. Mesmo se não pudermos investigar tudo profundamente e fazer as correções adequadas, ainda temos que continuar voltando às conexões, visto que a conexão é a expressão do amor nos níveis superiores.

Isso também significa “cultivar o campo abençoado pelo Criador”. Trabalhar na conexão é o que nos leva ao “Ama ao próximo como a ti mesmo”. Nós devemos ver a imagem de conexão em todos os amigos, em toda a humanidade, e mesmo na natureza inanimada, vegetal e animal. É porque Malchut inclui todos os seus níveis anteriores, e sua quarta fase passa a ser responsável pela fase da raiz e pela fase um, dois e três após a “restrição” e o surgimento da Luz de Retorno.

Nós devemos entender que vemos tudo em Malchut. A partir da fase quatro, nós observamos a fase da raiz, e as fases um, dois e três. Agora, é todo o nosso mundo, e mais tarde vamos descobrir os mundos espirituais pela Masach (tela) e a Luz de Retorno.

No entanto, no geral, eu estou em Malchut, que parece quebrada, e tenho que conectar todas as suas peças numa só. Todas as suas partes estão separadas pelo meu ego e o meu ódio, e eu as conecto acima do ódio.

Eu não posso anular o meu ego e o meu ódio, mas, como está escrito: “O amor cobre todas as transgressões”. Eu deixo os pecados, o ódio, a repulsa, e todos os outros atributos negativos abaixo, eu os restrinjo e construo um novo vaso acima deles.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/07/13, “Ame o Próximo Como a Ti Mesmo”

Acima Do Ódio, Para O Amor

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, “VaYiera“[E o Senhor Apareceu], artigo 453: O homem é criado na absoluta maldade e baixeza, como está escrito, “Quando a cria de um jumento selvagem nasce um homem”. E todos os vasos no seu corpo, ou seja, os sentidos e as qualidades e, especialmente, o pensamento servem-lhe apenas para a maldade e insignificância o dia todo. E para aquele que é recompensado com a adesão a Ele, o Criador não cria outras ferramentas em vez disso, para ser digno e adequado à recepção da eterna abundância espiritual destinada a ele. Em vez disso, os mesmos vasos modestos que foram até agora utilizados de uma forma suja e repugnante são invertidos para se tornar vasos de recepção de toda a amabilidade e gentileza eterna.

Além disso, cada Kli, cujas deficiências tinham sido as maiores, passou a ser o mais importante. Em outras palavras, a medida que eles revelam é a maior.

Quanto mais nós trabalhamos, mais profundamente penetramos na espessura do desejo e descobrimos mais problemas, todo um complexo de interferências. Tudo isso é para dar “carne” suficiente para o mal que é inerente em nós e entre nós. Em outras palavras, é para revelar a quebra.

Agora, nós estamos trabalhando na unidade e descobrimos as forças que se opõem a ela, até revelarmos a quebra no primeiro e mais baixo nível.

Então, vamos ter que superá-la. Como? Nós restringimos todas as forças de separação e escuridão. Ao mesmo tempo, elas permanecem, porque é impossível anular o mal. Nós simplesmente subimos acima dele. Não há necessidade de corrigir tudo o que nós temos. Isso só vai piorar. Não, nós trancamos o nosso mal internamente e subimos acima dele. Diz-se sobre o assunto, “O amor cobre todas as transgressões”. Ele não corrige as falhas, mas as cobre.

O mal deve permanecer. Ele não é transformado em bem, mas o bem é construído sobre o mal. Tudo é provido na natureza desta maneira, e esta é a chave para a perfeição.

Nós queremos nos livrar do mal. Nós não entendemos que bem existe no lobo comer a ovelha. A pessoa que reflete sobre suas qualidades, lamentando o que fez na vida. Não se devore. Pelo contrário, é preciso aceitar os fatos e pensar em outra coisa: como é que ela pode criar propriedades opostas acima dele? Esta é a pergunta: onde está a Luz que Reforma? Se o mal foi revelado, então, obviamente, eu posso construir uma boa imagem acima dele.

Neste caso, bem e mal devem ser do mesmo tamanho, e, em seguida, a linha do meio aparece entre eles. Nós não vamos conseguir nada sem isso e não chegaremos ao acoplamento espiritual (Zivug).

Portanto, nós precisamos identificar cada vez mais o estado necessário, procurando uma maneira de conseguir o primeiro contato com o Criador.

Antes da reunião em São Petersburgo e durante a Convenção, nós vamos enfrentar todos os tipos de obstáculos, circunstâncias que distraem, impressões externas, ou vamos “flutuar nas nuvens” em vez de realizar o trabalho correto. Nós receberemos várias surpresas de Cima, de acordo com a ordem dos nossos estados, e, mesmo que todos nós nos esforcemos pela unidade, ainda vamos enfrentar uma descida. Nós podemos senti-la ainda no primeiro dia da Convenção, inclusive de uma forma mais forte, já que nos preparamos bem. Suponha que depois de me registrar as nove da manhã, eu me sinto cansado ao meio-dia e começo a pensar: “Por que, na verdade, eu vim? O que eu estou fazendo aqui?”.

Isso é muito bom, porque, então, teremos que trabalhar em nós mesmos, “beijar a vara” que nos atinge e abençoar o mal como bem.

Assim, a pessoa percebe de que forma ela é digna de construir a tela (Masach) agora. Afinal de contas, a tela é formada acima de todos os sentidos, interferências e problemas que se manifestam e a principal coisa neste conjunto é o ódio. Isto é o que o amor cobre. Sem estas “transgressões”, não chegaríamos ao verdadeiro amor espiritual. Ele é construído apenas acima ódio.

É por isso que a tecnologia da comunicação virtual está florescendo no mundo moderno. É para revelar o ódio. No entanto, para evitar que ele se transforme numa guerra, nós devemos ao mesmo tempo fornecer às pessoas o método de correção. Todo mundo vai saber e entender o que deve ser feito de acordo com as circunstâncias.

Este é o único meio: a unidade acima da separação, o amor acima do ódio.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/07/13, “Do Ódio ao Amor pela Luz que Reforma”

Como Aderir-se À Sua Linha Espiritual

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Talmud Eser Sefirot, Parte 3, Capítulo 8, “Histaklut Pnimit”, item 88: Tudo o que temos a fazer é esclarecer mais uma vez e elevar todas as almas que caíram de Adam HaRishon (primeiro homem) nas Klipot (cascas) e trazê-las de volta às suas raízes como eram antes do pecado da árvore do conhecimento.

E onde está o ponto de quebra, o ponto onde o meu “eu” é revelado? De onde deriva? É o resultado da quebra, uma vez que tudo o que não for a quebra é a Luz superior e é  unidade e conexão. É por causa da quebra que foi criado um “curto-circuito” entre o desejo de receber e o desejo de doar.

Então, esse ponto do “eu” é revelado e apenas por nossos esforços de conexão nós podemos descobrir esse ponto e fazer o trabalho que temos que fazer, em contraste com ele: mudar do “eu” para o “nada”, para o Criador, e “nada” não significa que Ele não existe, mas sim que Ele realmente existe e preenche tudo e que “não há outro além Dele”.

Isto significa que o nosso objetivo é nos conectar constantemente, de modo que todos nós vamos “encolher” tanto quanto possível. Com isso nós descobrimos duas coisas juntas, tanto o “eu” quanto o “nada”, o Criador. Entre eles eu vou descobrir toda a escada espiritual, em torno da qual há o círculo completo, todo Ein Sof (Infinito).

Se nós começamos a subir esta escada de baixo para cima, se subimos de um nível para o outro, nós nos conectamos a tudo o que temos que corrigir, a todo o círculo, com exceção da parte que não podemos nos aproximar, chamada de “coração de pedra”. Quando eu subo uma linha significa que eu corrijo não só essa linha, mas toda a área que ainda não foi revelada; eu corrijo as dez Sefirot na linha, e todo o resto é a Luz Circundante. Mas já é uma Luz Circundante feita de diferentes acoplamentos que eu fiz. Eu recebi a Luz Interna no acoplamento e em contraste com a Luz Circundante. Então eu subi para o próximo nível. Isto é todo o vaso corrigido. A Luz Circundante está no “coração de pedra” que será corrigido no fim da correção por “Rav pealim mekabtziel”.


Por ter criado todo um vaso corrigido eu subo para a próxima linha, para o próximo nível. Então eu continuo a minha linha e adquiro uma Luz Interna superior e, consequentemente, também uma maior Luz Circundante. Assim, eu esclareço ambas de cada vez.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/07/13 “Do Ódio ao Amor pela Luz que Reforma”

Criando Uma Equivalência Com A Luz

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Matan Torah” (A Entrega da Torá), Item 11:  “Esta exaltação e Dvekut, garantida para vir até nós através do nosso trabalho em Torá e Mitzvot, é nada mais nada menos do que a equivalência dos ramos com sua raiz”.

  • Toda a ternura, prazer e sublimidade tornam-se uma extensão natural aqui, como já dissemos acima, o prazer é apenas a equivalência de forma com o próprio Criador. E quando nós nos igualamos em cada conduta com a nossa raiz, sentimos prazer.
  • Além disso, tudo o que encontramos que não esteja na nossa raiz torna-se intolerável, repugnante ou consideravelmente doloroso para nós, como é necessário em virtude desse conceito. E nós, naturalmente, descobrimos que a nossa própria esperança depende da extensão da nossa equivalência de forma com a nossa raiz.

Assim, nós podemos avançar pelos prazeres e sofrimentos. No geral, nós devemos estabelecer a equivalência de forma de ambas as partes. Eu tenho que criar em mim uma forma que é semelhante à Luz.

Mas a Luz superior não tem forma, é doação total e amor absoluto. Portanto, como eu posso criar a da Luz em meu desejo de receber que tem uma forma?

Eu vou “me despir” de todas as relações egoístas que tenho e estabelecer conexões de amor acima delas. Então, internamente, eu sou totalmente feito de um desejo de receber e sua expressão externa torna-se o desejo de doar.

Como resultado, eu me encontro diante da Luz Circundante, diante da Luz de Ein Sof (Infinito), e crio a imagem do Criador para mim mesmo, por mim mesmo. É por isso que este nível é chamado de Adam (ser humano), o que significa assemelhar-se ao Criador (Domeh em hebraico).

O próprio Criador não tem forma, mas nós O descobrimos ao nos aproximarmos Dele e, com isso, O “criamos”.

Baal HaSulam, “O Segredo da Gestação e do Nascimento”: É semelhante a um Rav e seu aluno, quando a única inclinação do Rav é capacitar o aluno para ser como ele e ensinar os outros alunos como a si mesmo. Da mesma forma, o Criador é o conteúdo, quando as criaturas criar e renovam Sua imagem. Nossa força de renovação e desenvolvimento não é realmente nova, mas uma espécie de imitação. E o nosso nível de desenvolvimento é medido de acordo com o nível que a imitação corresponde à obra da natureza.

Nós cumprimos tudo isso na conexão mútua entre nós. Nós recebemos a oportunidade de superar o ego entre nós se usarmos corretamente os meios que temos: as aulas, os workshops, as Convenções, etc. A coisa mais importante deve ser alcançar a conexão, de modo que a conexão será semelhante de alguma forma à Luz e à doação mútua.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/07/13, “Não Há Outro Além Dele”

Carregar O Ar Da Convenção

Dr. Michael LaitmanRabash “Shlavei HaSulam“, Artigo 17, “A Ordem da Assembleia”:  Na multidão do povo está a glória do Rei. Segue-se que quanto maior o número da coletividade, mais eficaz é o poder da coletividade. Em outras palavras, eles produzem uma atmosfera mais forte da grandeza e importância do Criador. Nesse momento, o corpo de cada pessoa sente que considera tudo o que quer fazer pela santidade, ou seja, doar ao Criador, como uma grande fortuna, que ele foi privilegiado de estar entre pessoas que foram recompensadas ​​com o serviço do Rei. Nesse momento, cada pequena coisa que ele faz o enche de alegria e prazer, de que agora ele tem algo com o qual servir ao Rei.

Este deve ser o clima da Convenção em São Petersburgo. E nós precisamos nos preparar para isso. Nenhum “mecanismo” vai trabalhar por nós. As pessoas que se reúnem na Convenção devem formar, gerar o estado desejado, “aquecer o ar”, e sentir que ele está “carregado” com nossas intenções. A percepção da grandeza e da importância do trabalho, o foco dos esforços conjuntos, depende de nós.

Nós somos especiais. Nós estamos realizando uma ação especial de contato, mesmo que seja o menor contato com a força superior. Ela nos estrutura, nos ajuda, nos aproxima de obstáculos e, finalmente, nos impulsiona à meta.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/07/13, “Não Há Outro Além Dele”

Sobre Sacrifícios, Dízimos e Unir a Nação

O termo “sacrifícios” no judaísmo se refere ao desejo de dar de si mesmo para a sociedade. Desde a carne dos animais que eram sacrificadas no templo, os pobres, os Levitas, e as pessoas que faziam as refeições, e isso era chamado “o trabalho do Templo.”

O desejo de dar de si para a sociedade foi expresso na forma de um mandamento que a pessoa deve realizar, na forma de dízimo, que foi usado para educar as pessoas.

Todos tinham que trazer um sacrifício de acordo com o pecado que cometera, ou algo que fizera de errado. As pessoas estavam em um nível espiritual naquela época, e todo mundo determinava seus pecados egoístas por eles mesmos, visto que as outras não viam. A pessoa sentia o que estava errado e onde ela havia pecado, e, em seguida, de acordo com o Rabash, ela tinha que dar uma festa, convidar amigos, sentar-se junto deles, e conectar-se com eles. Isto é chamado de “obra de Deus”.

Esta é a forma como as pessoas se conectam. Ao mesmo tempo, elas fizeram um trabalho muito intenso, interno, espiritual porque elas estavam fazendo tudo isto. Quando uma pessoa promove uma festa, ela eleva e desperta as outras para que elas a impressionem mais, assim, da próxima vez ajudam-na a não cair novamente. [Leia mais →]

O Último Bocado

Baal HaSulam, Carta 38: … Apresse-se e passe a maior parte do seu tempo a preparar o seu corpo para reunir força e coragem, “Como um boi para o fardo e, como um burro para a carga”. Não perca um minuto, pois o caminho é longo e os materiais são escassos. (…)

Mas o mais importante é o trabalho, o que significa ansiar como labutar em Seu trabalho, uma vez que o trabalho ordinário não conta nada, apenas os bocados que são mais do que o normal, o que é chamado de “labuta”.

É como uma pessoa que precisa comer um quilo de pão por dia para estar completa. Toda a sua alimentação não merece o título de “refeição satisfatória”, mas apenas o último bocado da libra (do total). Aquele bocado, por toda a sua pequenez, é o que define a refeição como satisfatória.

Da mesma forma, de cada serviço, o Criador chama somente os bocados para além do normal, e eles vão ser as letras e os Kelim (Kli), para receber a Luz de Sua face. [Leia mais →]