Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Aprender A Trabalhar Ignorando Os Resultados

Dr. Michael LaitmanO avanço correto de um grupo é quando ele não recebe qualquer motivação de Cima. O Criador não nos dá qualquer razão para justificar o caminho espiritual. Nós não vemos quaisquer resultados positivos em nosso estudo, na disseminação, em outras atividades, mas, na verdade, é o oposto, na medida em que descobrimos a falta total de sucesso. Então, consolidando as conexões entre nós, exigimos que o Criador seja revelado entre nós, e isso se torna o nosso combustível. Caso contrário, nós somos egoístas que são incapazes de descobrir nosso vaso, para revelar o Criador e ascender.

Nós não devemos descer aos níveis de desfrutar o nosso sucesso, o orgulho egoísta por ter trabalhado em disseminar, e medir nosso avanço pelo resultado e o número de pessoas que aproximamos da espiritualidade. Nós não queremos voltar ao nível da fanfarronice infantil. Nós respeitamos e valorizamos o estado em que não temos esperança nem domínio sobre o ego, do desejo de receber onde não há satisfação, nenhum sentimento de sucesso, alegria, nada. Nós não desfrutamos isso, pois caso contrário, essa já será uma recompensa. Há aqueles que gostam de sofrer, uma vez que isso os enche de adrenalina.

O Criador deve nos dar apenas o combustível chamado de doação em nossas ações de disseminação e não uma prova de nosso sucesso. Se formos bem sucedidos sem Ele, não vamos precisar dele. Nós devemos sentir a escuridão em nossos vasos de recepção, a fim de exigir a ajuda do Criador. Os egoístas não precisam do Criador, uma vez que quererem usá-Lo e receber uma satisfação egoísta ainda maior.

Nós não precisamos de uma satisfação, mas precisamos da ajuda do Criador em nossas ações. Nós pedimos pelo combustível que nos permite trabalhar e não precisamos de nada exceto isso. Nós nos afastamos da recompensa. O Criador oferece prazeres a nós, Sua revelação, enquanto que nós devemos colocar diferentes Masachim (telas) em nós mesmos e restringir nosso desejo. Nós estamos numa posição muito difícil. Nós temos um problema, já que o nosso carro se move para frente por si só, sem qualquer tipo de combustível, e nós precisamos apenas acertar os freios em vez de pressionar o pedal do acelerador.

Não há pedal do acelerador na espiritualidade e você constantemente pressiona os freios, mantendo, assim, diferentes tentações e prazeres de entrar em seu desejo de receber. Caso contrário, eu vou cometer um delito e irei falhar.

Nosso trabalho agora é não ficarmos impressionados com a nossa falta de sucesso, mas de ficarmos impressionados com o fato de que nos é dada a oportunidade de aproximar as pessoas da conexão de acordo com as leis reais. Se nós temos essa oportunidade, nós não precisamos de mais nada. Isso é chamado de “servo de Deus”. Nós só queremos uma chance para trabalhar, nada mais do que o “buraco de uma agulha” para que possamos colocar o fio do nosso trabalho através dele, e isso é suficiente.

Se a pessoa está satisfeita com isso e o resultado do trabalho não importa, se ela fica mais forte graças ao grupo e começa a exigir a ajuda do Criador, ela não precisa de mais nada. Os vasos de recepção estão totalmente vazios, e há apenas o grupo que, de forma  impotente e humilde, está pronto para se recompor de alguma forma com o pouco de força que lhe resta e voltar-se ao Criador. Este é o último estado a partir do qual há o grande avanço ao próximo nível, para um estado superior.

É assim que nós devemos continuar a convenção de São Petersburgo, a fim de não sentirmos qualquer sucesso em nossos vasos de recepção, mas, sim, mudarmos os nossos vasos para vasos de doação. Vamos esperar que sejamos capazes de fazer este trabalho até a próxima Convenção em fevereiro, em Israel. Este será um avanço muito significativo.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 01/08/13

O Mundo Através De “Visões”

Dr. Michael LaitmanNós devemos nos esforçar apenas em unir tudo num ponto, onde o Criador e a criatura, “algo a partir de algo” e “algo a partir do nada”, estão aderidos. Todas as ocultações, distorções, contradições e eventos parecem existir só porque não sentimos e não percebemos unidade. Não há tempo ou lugar. Existe apenas o estado de falta de unidade e é isso que nós experimentamos e vivemos

Tudo o que eu sinto agora em torno de mim e dentro de mim é a falta de unidade em todas as formas possíveis. No momento em que eu consigo unir tudo, o mundo se tornao mundo de Ein Sof (Infinito).

Pergunta: Como nós podemos conectar tudo isso para trabalhar num Grupo de Dez?

Resposta: O Grupo de Dez é uma ferramenta de apoio numa “visão”, com a qual eu vejo o mundo. Ele me ajuda a me concentrar nele e a alcançar a unidade. Suponhamos que haja um pequeno círculo no centro da lente, com um “X” no meio que me ajuda focar o alvo.

A disseminação nos ajuda a esclarecer a meta que não vemos no momento e na qual não podemos nos concentrar, uma vez que está além do horizonte. A disseminação cria as condições, os dados que devemos colocar na fórmula para calcular a direção certa para a meta. Há milhares de parâmetros que devem ser levados em conta a fim de disparar, como calor, frio, condições meteorológicas, vento, diferentes desvios, constantes e estados mutáveis.

Tudo isto deve ser incluído numa fórmula de modo a assegurar que atinjamos o alvo. Esta fórmula é todo este mundo, tudo o que vemos em nossos 613 sentidos.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 24/07/13, Escritos do Baal HaSulam

Saltos Suaves Para A Evolução Humana

Dr. Michael LaitmanA Natureza nunca muda, mas sim a nossa percepção dela conforme a sua revelação. O homem está mudando, tornando-se mais inteligente, mais poderoso, e, portanto, ele investiga a natureza cada vez mais profundamente. A Natureza em si não muda; é a pessoa quem muda e descobre nela novos fenômenos, novas leis, características e conexões.

Nada muda na realidade; todas as mudanças ocorrem apenas em relação a nós. A pessoa não faz nada por si mesma. Ou elas a controlam de forma absoluta desde cima, sem qualquer participação por parte dela, ou a controlam com a sua participação. Mas, através dessa participação, ela só pode acelerar o desenvolvimento.

Com isso eu apresso o meu desenvolvimento pessoal, influencio todo o mundo, já que que me torno uma parte integral de um grande sistema integral. Portanto, todas as suas outras partes também são alteradas junto comigo.

Suponha que agora eu avancei dentro de um mês o que precisava avançar ao longo de cem anos (com uma velocidade assim é que nós avançamos), mas pode o resto do mundo permanecer no local, juntamente com isso? Nós atraímos o mundo inteiro conosco e aceleramos o seu desenvolvimento. Da mesma forma o quadro é alterado: o nosso modo de vida, o modo de avanço. Nós nos movemos de forma rápida, boa, fácil e suave, em vez de sermos sacudidos com fortes colisões num carrinho cheios de golpes, contusões, problemas e sofrimentos, como aqueles que nos acompanharam durante todo o exílio.

Tudo depende de nós! E isso significa que Israel (“Yashar-El”, direto ao Criador) acelera os tempos. O estado da conclusão da correção é rigidamente determinado, é uma lei. Mas todo o resto dos estados, apesar de vir de acordo com a mesma lei do desenvolvimento, a própria pessoa determina a sua velocidade, sua forma, e como ela os sente. Nós precisamos acreditar que é assim como ocorre em qualquer ponto do caminho, juntamente com o fato de que tudo é determinado pelo Criador e que “não há outro além Dele”.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/07/13, O Livro do Zohar – Introdução

Calibrar O Coração de Doçura – Amargura

Quando a mente aceita que a verdade está na outorga, uma pessoa tem que trabalhar em seu coração, que, de acordo com a sua natureza, sente a o receber como doce e a outorga como amargo. Trabalhar na conversão de recepção em outorga é o trabalho no coração. Logicamente, eu concordo que a verdade é outorga e agora eu tenho que sentir doçura na outorga. Isto é alcançado pelo hábito, devido à realização de determinadas ações com vigor, no princípio: ouvindo o que os amigos dizem, invejando-os, e tentando fazer o que eles fazem.

Essas ações, que são contra a minha vontade, atraem a Luz que Corrige sobre mim. Afinal, não é sobre a mente que pode ser persuadida, mas sobre o coração, sobre os desejos. Só a luz pode alterar o desejo, uma vez que o criou, em primeiro lugar. Então, se eu trabalhar de forma sistemática, a fim de chamar a Luz Circundante sobre os meus desejos, eu, gradualmente, começo a sentir a importância da outorga.

Isto leva vários anos. Afinal, desde a primeira semana que cheguei, eu vim apenas para aprender, e apenas falar sobre a grandeza da outorga. Eu vejo como os amigos falam sobre isso e repito depois deles, como um bebê que repete o que os adultos dizem, mesmo que não entenda o que isso significa.

Mas eu conscientemente realizo ações de doação para os amigos, o que significa que eu estudo com eles, com a intenção de atrair a Luz que Reforma, assim isso me mudará.

Eu fico pensando sobre a Luz que vai mudar a minha atitude para com a outorga. A outorga precisa ser mais do que apenas uma verdade teórica que eu reconheço na minha mente graças a provas obtidas. Agora eu estou procurando a Luz que vai mudar o meu coração, assim eu sentirei a doçura na doação.

Algumas das doçuras que são sentidas na outorga são o resultado das minhas ações. Se eu ajudo os amigos, recebo uma resposta positiva deles e eu já sinto doçura nisto. Eles me tratam muito bem, em resposta a minha outorga e eu começo a me respeitar por ter outorgado para eles e para ajudar os outros. Isso significa que eu começo a mudar a minha atitude para com a outorga até mesmo por ações corporais simples, o que me permite sentir seu sabor doce e agradável.

Mas a mudança mais importante no gosto é feita pela Luz que Corrige. Todo este trabalho é chamado de o trabalho do coração.

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Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 30/7/13, Shamati # 148 “O Exame de amargo e doce, verdadeiro e falso”

Os Passos Do Avanço Espiritual

Pergunta: O que precisamos fazer, a fim de pensar e sentir tudo dentro do centro do grupo, pois é isso que é especificamente necessário para apressar e acelerar nossa adesão como um grupo mundial?

Resposta: A combinação de todos os métodos que Rabash nos ensina em seus artigos são adequados para trazer unidade:

  • Anular-se perante os amigos
  • Mostrar a eles quão importante o objetivo é para mim, o quão grande é o Criador nos meus olhos
  • Jogar na frente deles, a fim de elevá-los, e, com isso, eu me levantar.
  • Reduzir-me diante deles, concordar com tudo o que eles exigirem de mim.
  • Participar em tudo o que ajuda na divulgação, pois, com isso, a descoberta do Criador entre as Suas criaturas acontece. Especificamente, este é o seu primeiro, maior e único desejo. Portanto, a divulgação é o maior meio para o nosso progresso.
  • Participar de encontros de amigos e no resto dos eventos compartilhados.

Tudo isso a fim de nos reunir, para chegar a unidade e criar um Kli compartilhado, no qual o princípio da equivalência do Criador é revelado.

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Da 2ª parte da Lição Diária de Cabala de 21/7/13, Shamati # 59 “Sobre a Roda e a Serpente”

Em Busca Da Unidade Com O Criador

Pergunta: Como podemos encontrar o Criador?

Resposta: Procurando. Como resultado de todos os problemas que você encontra e que você deve resolver de forma sistemática e gradual no nível corporal, você tem que concentrar-se no Criador, entendendo que é Ele que lhe tem dado todos estes problemas e que é você que tem de os resolver.

Baal HaSulam diz que quando me levanto de manhã cedo e vou trabalhar, eu sinto que tudo depende de mim, e que tudo está só nas minhas mãos. Mas quando eu volto para casa à noite, eu tenho que dizer que tudo o que já passou durante o dia, só aconteceu porque foi planeado dessa maneira com antecedência pelo Criador. Esta é a busca de nossa unidade com Ele, pela a Sua singularidade.

Devemos tentar aderir a isto. Vamos discutir isso no futuro e verificá-lo uma vez que este é o nosso objetivo principal.

No próximo nível, vamos começar a descobrir atributos espirituais, forças e movimentos espirituais em cada um de nós e no grupo de acordo com o nosso grupo global. Você vai começar a pensar mais e mais, não sobre o seu grupo de dez e não sobre o seu grupo, que inclui várias dúzias de pessoas, mas sim sobre o grupo global. Você vai sentir um desejo, uma necessidade de sentir todos e que é tudo você. Você vai ansiar por isso, mas isso já é o próximo estágio.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabala 21/07/13, Shamati # 59 “Sobre the Rod e a Serpente”

Eu = A Luz = O Criador

Pergunta: Durante o último congresso houve um sentimento claro que tudo depende apenas dos amigos, que fazem tudo para alcançar a meta, e que apreciamos este estado. Então você disse que, estando neste estado, havíamos esquecido o Criador. Onde está a fronteira entre os amigos e o Criador? Que esforços devemos fazer agora para acrescentarmos ao estado a nossa união com o Criador?

Resposta: Esta é uma pergunta difícil. Se eu acredito que o Criador faz tudo, então o que os amigos fazem? Se eu acreditar que o Criador controla os meus amigos e doa-me através deles, isso significa que eu conecto os amigos ao Criador e eu sou exterior a ambos, ou que eu me conecto aos amigos e todos O procuramos, mas estamos juntos, e Ele ainda não está entre nós. Então, como podemos encontrar o estado certo aqui?

Baal HaSulam diz que para avançarmos corretamente temos de imaginar um estado igual em simultâneo (há um triângulo equilátero no desenho): o Criador, o grupo e eu. Nós temos que nos encontrarmos no centro para encontrá-Lo, a mim e ao grupo, os três elementos. Portanto, temos que ansiar pelo centro, para que estes três elementos se movam constantemente em conjunto na nossa consciência: eu, o grupo ou a Torá (Luz), e o Criador.

Temos que sentir permanentemente que estamos ficando mais próximos entre nós, até que nos encontramos no centro. Isto significa que a condição para o desenvolvimento espiritual é Eu = a Luz = o Criador. Quando estes três parâmetros em mim forem idênticos significa que todos eles são um ponto.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/07/13, Shamati 59 “Sobre a vara e a serpente”.

Comprando Um Lugar Ao Lado Do Criador

Dr. Michael LaitmanAo ler O Zohar, nós temos que tentar encontrar o contato entre nós e sentir a força superior neste contato. Nossa conexão vai se tornar o vaso para a revelação do contato com o Criador.

Se eu tento me conectar com os amigos, eu já estabeleço um vaso acima da razão, já que de acordo com a minha razão, eu não estou conectado a ninguém, e não preciso estar conectado a ninguém; eu estou sozinho e é como se todo mundo não existisse. Se eu acredito que a conexão entre nós é mais importante do que eu, eu já subo acima da minha razão, acima do meu desejo.

Portanto, mesmo que a conexão entre nós não tenha atingido o nível da verdadeira doação, ela já recebeu certa forma acima do ego individual da pessoa. Assim, até este ponto, ela já é premiada com uma iluminação de cima com a doação da Luz.

Não há outro meio em nosso mundo para se aproximar da Luz, para se tornar semelhante a ela, tornar-se adaptado a ela, de modo que a Luz comece a nos influenciar, senão conectando-se aos outros acima da minha razão. Essa ação já está organizada para nós para que possamos realizá-la. Nós podemos realizá-la de diferentes maneiras. Nós temos o apoio do ambiente. Isso significa que tudo é organizado no nível corporal mais baixo: você tem amigos e um grupo, portanto, faça-o!

Ninguém pode alegar que não recebeu a chance de avançar. Se uma pessoa se coloca no grupo como o membro mais simples, menor e mais humilde, então, por esta ação corporal simples, ela já pode começar a sua ascensão espiritual, mesmo sem uma mente especial, sem sentimento e sem qualquer informação sobre o avanço espiritual. Ela não tem que fazer nada além de servir ao grupo. Esta é a verdadeira forma de Malchut de Nukva (a parte feminina da criatura). Se ela serve, ajuda, apóia e faz a vontade de seu esposo, ela “compra” o seu lugar ao lado dele. Nós temos que fazer o mesmo em relação ao Criador.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/07/13, O Livro do Zohar – Introdução

A Raiz Do Trabalho Espiritual

Dr. Michael LaitmanA raiz do trabalho espiritual está em encontrar a base das ações do Criador sobre nós. No momento em que revelamos que o Criador está em toda parte, que Ele é o fundador e quem sustenta tudo, nós realmente começamos a trabalhar em compreender e reconhecer isso. Esta compreensão e reconhecimento estão acima da razão, em novos vasos, e não nos vasos que temos agora.

Portanto, a nossa subida até os níveis de revelação é a revelação da Providência superior e do entendimento de que o Criador organizou e corrigiu todos os eventos e é a causa de tudo o que acontece. Quanto mais alto subimos a escada da realização, mais profundamente descobrimos nossas raízes olhando para trás em todo o caminho que subimos ao mundo de Ein Sof (Infinito).

Cada vez nós descobrimos que todo evento tem uma raiz muito mais profunda do que pensávamos. Toda ação, mesmo a menor delas, e todo estado tem mil razões diferentes que estão conectadas a milhares de outras ações importantes que afetam os próprios fundamentos da criação.

Parece-nos que passamos por diferentes eventos individuais e incidentes em nossos relacionamentos com os amigos, com o grupo, com o mundo exterior, com a nossa família, com nós mesmos, mas, de repente, nós descobrimos como tudo isso, incluindo os menores detalhes, está conectado a toda realidade, a milhares de anos de evolução em nosso mundo, a outros ciclos de vida, aos elementos do universo, de toda a criação, acima de todos os mundos.

Assim, a partir da “frente” nós percebemos as “costas” e das “costas” nós percebemos a “frente”. Com este apoio mútuo, como se diz, “Tu me cercado por trás e pela frente”: nós revelamos o Seu controle direto e indireto. A pessoa anseia pela “frente” e as “costas” são reveladas, depois a “frente” é revelada e, portanto, a Luz de Hassadim e a Luz de Hochma são reveladas a ela uma dentro da outra nos novos vasos, e ela alcança suas raízes.

Das raízes, ela já atinge quem as implanta, quem as estabelece e fixa, o que significa, o Criador, como se diz: “De suas ações O conheceremos”.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/07/13, Escritos do Baal HaSulam

O Zohar: O Programa De Gestão Do “Computador” Da Criação

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, “A Noite da Noiva”, Item 145: A palavra HaVaYaH aparece escrita seis vezes e há seis versículos desde “os Céus proclamam” até “A Torá do Criador é perfeita” (Tehilim [Salmos] — 19:2-8). E este é o segredo da palavra BERESHIT, que é formada por seis letras: O CRIADOR CRIOU ET (OS) CÉUS E A TERRA, seis palavras ao todo.

O Zohar explica o programa: “Há um programa diante de vocês. Leiam-no, falem sobre ele, e discutam-no. Aqueles que puderem, lembrem-se dele, e quem não puder, esqueça, não importa. Trabalhem com ele. De qualquer forma, vocês não vão entendê-lo. Mas, ao se ocupar com esse programa, lendo sobre ele e querendo saber o que ele é e do que ele fala, vocês estão gradualmente reunindo-o dentro de vocês em seus vasos, em seus discernimentos”.

É por isso que nós lemos sobre o programa operacional. Ele se veste em nós na medida em que queremos que ele seja vestido em nós. O próprio texto nos ajuda a estar, de alguma forma, conectados a esse programa.

Existem diferentes almas. Para a primeira geração o programa que foi escrito na forma da Torá foi suficiente, as gerações que se seguiram necessitaram de acréscimos, os profetas, a Mishná, Gemará, e, em seguida, mais e mais novos livros. Em geral, no entanto, todos eles explicam o programa inicial, os cinco livros da Torá, ajudando-nos a querer reunir este programa em nós para que possamos realmente começar a operar de acordo com este programa.

Pergunta: Se seguirmos a analogia do computador e do programa, o hardware é o nosso desejo de receber. O que o programa faz com o desejo de receber? Como ele o opera de forma diferente?

Resposta: Em nosso caso, o hardware, o desejo de receber, não muda. Ele permanece o mesmo. A julgar pelo hardware, o computador é perfeito. Toda a diferença entre os programas está nas conexões, em seus números, na sua capacidade de se conectar.

O software só conecta todas as partes do computador, dá a cada célula de memória um número, conforme a sua importância, e conecta todas as células. Deste modo, cada célula de memória contém determinadas informações e todas estão conectadas de acordo com certa ordem. Esta ordem também pode mudar, mas é tudo parte do mesmo software.

Isso é tudo o que realmente temos. Agora, todas as células contêm um e zero, e isso depende da conexão entre essas células. Esta é a vida, isto é todo o software, todo o programa operacional, e tudo o que existe. Nós não levamos em conta as verdadeiras células de memória, o zero e o um em cada célula. O que importa e o que determina as coisas é a ordem das conexões entre elas e a dinâmica das conexões mútuas que constantemente mudam, uma vez que isso é o que determina o fluxo de informações que é sentido em nós como o fluxo da vida. A mesma coisa acontece em nosso corpo agora.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/07/13, O Livro do Zohar – Introdução