Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

O Poder Do Vaso Está Em Sua Quebra

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é que os amigos podem se apoiar se estiverem num estado de descida?

Resposta: Os amigos só podem se apoiar através do Criador. Nós não estamos conectados. Desde o momento em que a quebra do desejo de receber foi revelada, já não estamos em conexão direta um com o outro. Mas o Criador entra no vazio entre nós.

Só Ele nos conecta. Nós nunca estarmos conectados da mesma forma novamente, aderidos como gotas de água que são incorporadas uma única gota. O Criador entra no vazio entre nós como a força de doação mútua e a força de receber também está presente lá, a Klipa. Assim, a intensidade da conexão entre nós fica 620 vezes mais forte do que era antes.

Afinal de contas, tanto a força da Klipa (o desejo de receber) como a força da Luz devem trabalhar juntas para que nos conectemos e cheguemos à mesma unidade que havia em Adam HaRishon (primeiro homem), quando ele era um única alma, um vaso, sem rachaduras internas. Agora nós temos que colar nossas partes. Cada uma delas cresceu 620 vezes pelo seu ego, mas ainda temos que cola-las. Isto significa que uma alma, um vaso, de uma intensidade totalmente nova é criada.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 16/10/13, O Zohar

O Círculo De Amor

Dr. Michael LaitmanNa sabedoria da Cabalá o conceito de “amor” é comum e muito importante. Desde os dias de Abraão, que escreveu O Livro da Criação, o amor acompanhou o ensinamento que foi dado como a Torá para Moisés. Secretamente, ele acompanhou as eras posteriores dos profetas e das escrituras, foi refletido no Livro do Zohar, e continuou por todo o caminho. Mais tarde, o conceito migrou para o Hassidismo a partir da Cabalá antes mesmo dela começar a ser revelada ao mundo como ciência.

No entanto, isso ainda não está claro para nós, porque está completamente relacionado à doação ou melhor, à inclusão mútua, à unidade. Desta forma, o desejo de receber se anula, obtém a capacidade de sentir o desejo do outro, e pode funcionar de uma maneira nova: satisfazer os desejos do outro.

Para tornar o desejo do amigo meu, eu preciso ser purificado, ou seja, transferir parte do meu desejo para o estado de Hafetz Hesed (HH) e sujeitar tudo o resto à autoanulação, a primeira restrição (Tzimtzum Aleph – TA). Neste caso, eu realmente incluo o desejo do amigo em mim e posso corrigi-lo. Para fazer isso, eu elevo o nosso desejo coletivo e solicito que tal força me permita satisfazer as suas necessidades.

Nesta situação, eu sou chamado de o “primogênito que recebe o dobro”. Depois de tudo, eu tenho um pedido duplo (x2). Eu peço a força de realização, o suficiente para também satisfazê-lo.

É possível imaginar que este esquema de forma diferente, sob a forma de três passos. Estando no meio, eu desço (1), adoto os desejos do amigo (2), elevo os seus desejos e os meus (1 + 2) (3), e obtenho uma resposta (4), a força produz um Zivug, e eu dou ao amigo o que é necessário (5).

Esta é a “revolução” que estamos percebendo hoje: nós abordar um público amplo, assimilamos os desejos das pessoas, os elevamos no centro do grupo, e de lá para o superior do superior e, então, obtemos uma resposta que usamos para doação.

Portanto, essas ações de inclusão mútua são chamadas de “amor”.

Como isso difere do estado de Hafetz Hesed? Neste estado, eu não “interfiro” com o outro; deixe-o permanecer do jeito que ele é. Eu não faço o menor movimento em direção a ele. Como um cavalheiro, eu só sigo o princípio: “Não faça aos outros o que é odiado por você”.

Por outro lado, o amor significa que eu quero dar-lhe satisfação. Ao ser incluído nele, eu quero beneficiá-lo. Com todo o meu coração, eu quero doar a ele, para que ele se sinta bem.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/10/13, Escritos do Baal HaSulam

Atraído Ao Centro

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando nos envolvemos na disseminação ao público, nos deparamos com situações em que as necessidades locais excedem em muito nossa capacidade de prover. Nós descobrimos uma pressão histérica. Como lidamos com isso?

Resposta: A principal coisa é que você tenha um desejo desolador de ajudar os outros. Ele deve atingir a intensidade e a nitidez que irá fornecer-lhe discernimentos maiores e mais recentes, e você vai começar a entender o que significa MAN, o pedido de correção, que é um esclarecimento interior.

O precursor para isso é que você quer ser incorporado no centro do grupo, uma vez que é o único lugar onde você pode satisfazer e elevar o seu pedido. Isso ocorre apenas se você descobre a fonte de Luz no centro do grupo, a fonte do poder de conexão e unidade. Você pode ver e entender que você já está perto de MAN de acordo com sua atração ao centro do grupo. É aí que você descobre que pode satisfazê-lo.

Comentário: Meus amigos e eu já sentimos isso…

Resposta: Isso é ótimo. Eles de repente se tornam caros para você. Antes você não se preocupava com eles e conselhos dos Cabalistas pareciam palavras secas nos livros e agora vocês são atraídos a eles por causa da necessidade interior que receberam dos outros, do público.

Os amigos agora são importantes porque sem eles você não será capaz de satisfazer-se. Você não será capaz de encontrar a sua alma, o ponto culminante do seu trabalho, a menos que você junte tudo de modo que as deficiências do público passem por você ao centro do grupo e ao Criador.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 15/10/13, Escritos do Rabash, “Sobre o Amor dos Amigos”

O Trem Não Vai Esperar!

Dr. Michael LaitmanA correção da quebra só pode ocorrer quando nos conectamos, é claro. Antes da quebra, havia uma alma geral, um vaso geral, e uma Luz que preenchia este vaso. No entanto, a alma (o vaso, o desejo de doar) não conseguiu suportar esse prazer e começou a recebê-lo “a fim de receber”, em vez de “a fim de doar”, e a quebra ocorreu.

Uma vez que esta alma, este vaso espiritual, muda sua forma, a Luz deixa-a de acordo com a lei da equivalência de forma, ou seja, devido à incompatibilidade dos atributos. Por causa dessa incompatibilidade, a Luz afastou-se vários Parsaot da alma. Agora, é preciso executar várias ações que possam aproximar a Luz de novo.

Na verdade, nós fomos jogados num abismo da altura que estávamos até o fundo da escada e ainda mais baixo do que isso. Agora, nós temos que tentar fazer o que pudermos com as ferramentas que nos foram dadas, a fim de corrigir esse vaso quebrado e nos conectar. Ao fazer isso, vamos atrair a Luz que Corrige, que nos ajudará a conectar para que possamos ser dignos da Luz que vai se vestir em nosso vaso comum e ser revelada nele.

Quando a Luz for revelada em nós, vamos sentir que estamos deleitando a fonte da Luz, o Criador. Esta é realmente a correção da quebra que devemos fazer. Por fim, nós devemos retornar ao mesmo estado onde há uma só alma, um vaso, e que todas as suas partes estão total e completamente conectadas. A Luz será revelada no vaso em conformidade, e sua fonte, o Criador, será revelada nela. Nós vamos aproveitar o fato de que estamos deleitando-O, como um convidado e um anfitrião que se amam.

A correção é feita pelo amor dos amigos, por sua unidade e sua aproximação com os justos da geração, ou seja, os Cabalistas e os conselhos com os quais realizamos nosso trabalho. Às vezes, a pessoa tem tais pensamentos de que podemos no isolar e alcançar a intenção “a fim de doar” e aprender a nos manter limpos interna e externamente por nós mesmos, para sermos santos. A pessoa não entende por que deveria se misturar tanto com os outros na realização de diferentes ações corporais. Ela sente que é melhor aprofundar o trabalho interno “espiritual” e aderir-se ao Criador por si mesma.

No entanto, ficar isolada e realizar um trabalho interno individual não produz qualquer fruto. Não há melhor meio de correção do que a conexão entre os amigos. Nós atraímos a Luz que nos influencia e nos aproxima da verdade pelas diferentes ações que realizamos juntos.

Eu ouço muitas queixas de pessoas como esta: que a pessoa quer fazer esse trabalho sozinha. No entanto, este é um erro terrível. A pessoa não corrige nada sozinha. Ao contrário, ela perde o trem e não terá tempo de se conectar com o grupo que já está avançando neste caminho. Será, portanto, muito difícil para ela se juntar a este trem em movimento, e ela vai perder esta vida atual. Assim, ela deve ouvir os conselhos dos grandes Cabalistas e envolver-se apenas no amor dos amigos.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 15/10/13

Por Que Teríamos Sete Bilhões De Rabbi Shimons?

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é necessário fazer para realizarmos o nosso trabalho corretamente: para semear e colher a safra, e não chorar sobre um campo árido?

Resposta: Depois de ter verificado que chegou ao grupo certo e ao professor certo, você precisa avançar com “fé acima da razão”. Caso contrário, essa mentalidade egoísta não vai deixar você fazer nada.

O problema está no seguinte: a pessoa chega e, aparentemente, concorda com tudo, está pronta para realizar tudo, mas se compromete a avançar no grupo só com pequenos passos, numa velocidade e maneira que o ego permita.

Assim, ela vai precisar de 15 a 20 anos para avançar e alcançar algo, se alcançar. Pois a taxa de avanço encontra-se na área do seu ego. Em outras palavras, ela avança num ritmo conforme o ego torna isso possível para ela e nada mais. Avançar mais rapidamente é doloroso! Ela não pode, só neste limite. É sobre esta base que a pessoa deve testar as profundezas do seu coração: como ela se encaixa com este caminho. Você chegou a um professor, um grupo, e deve esclarecer exatamente: isso é para você? Ninguém mais vai ajudá-lo, você mesmo precisa responder a essa pergunta. Isso é realmente o que eu tenho inconscientemente procurado toda a minha vida e eu quero só isso?

Pergunta: Mas, em outros lugares as pessoas também não têm a certeza de que este é precisamente o lugar certo?

Resposta: Com certeza, cada um precisa estar em seu lugar. “Assim como eles têm diferentes rostos, suas almas também são diferentes”; portanto, seus caminhos também são muito diferentes. Por que você não se pergunta por que o mundo inteiro não pode ser como Rabi Shimon, o autor de O Livro do Zohar? Então haveria sete bilhões de Rabi Shimon no mundo. O que há de ruim nisso? Mas isso não deve ser, porque num Kli perfeito, ninguém é igual ao outro e todos se encontram em diferentes níveis.

Você precisa verificar dentro do seu coração. É por isso que lhe foi dada liberdade de escolha: se você vai cozinhar toda a sua vida em banho-maria e nada será suficiente e você espera até que o arrastem para um cemitério, ou se você alcança uma vida perfeita.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/10/13, Escritos do Rabash

Deixe Meu Povo Ir!

Dr. Michael LaitmanOs “sete anos de saciedade” é o estado em que a pessoa ainda espera conseguir tudo o que quer através do seu egoísmo. Embora ela esteja disposta a trabalhar duro pelo bem disso e desenvolva um grande esforço, isso a preenche por enquanto e satisfaz seu egoísmo. Ela acha que há satisfação no Egito e que tudo vai pertencer-lhe: todos os prazeres deste mundo e os prazeres do mundo espiritual. Ela acha que vai ser capaz de alcançar isso por conta própria, para si mesma, e não define a meta de satisfazer o Criador. Ela considera apenas o seu ganho.

Isto pode ser avaliado pelo modo como a pessoa percebe os problemas. Tão logo as dificuldades e os problemas surgem, ela imediatamente começa a pensar sobre si mesma. Ou seja, os “sete anos de saciedade” não são acabaram para ela. Ela sente que lhe falta alguma coisa; há algum perigo para o ego dela e, de repente, ela começa a sentir incerteza, a se preocupar com ela mesma.

Isto é o que significa os “sete anos de saciedade”, porque a pessoa examina tudo em seus desejos egoístas: se ela vai sofrer, experimentar algum tipo de dano. Ela ainda está ligada ao resultado egoísta: Quão bom ou ruim será para ela? Ela começa a duvidar e considera se pode valer a pena fugir desse caminho. E se ela se machuca? Esta é a maneira de verificar se ela está no período de sete anos de saciedade.

Os “sete anos de fome” começam a partir do momento em que ela se torna indiferente ao que vai receber no seu desejo de desfrutar; ela sobe acima desse sentimento. Na medida em que está disposta e é capaz de superar sua sensação de fome, nessa medida ela avança à doação. É neste ponto que o trabalho sério e verdadeiro começa.

Eu acredito que agora nós estamos entrando nesses sete anos de vacas magras. Vamos esperar que sintamos esses sofrimentos de fome e nos reforcemos mutuamente. Todo o trabalho dentro do Egito é apenas na unidade. Quanto mais críticos e inimigos nós tivermos, mais vamos nos reforçar à sua custa. É como lobos em torno de um rebanho de ovelhas e forçando-as a se amontoar.

Nós só podemos nos unir por causa disso. Nosso ego não nos permite nos aproximarmos. Somente lobos maus correm em nossa direção, circundando-nos, tentando nos morder, e obrigando-nos como ovelhas a nos aproximar e unir desde dentro. Israel é como um rebanho de ovelhas, fortalecido apenas por lobos. Vamos esperar que sejamos fortes o suficiente para garantir que o Criador nos envie muitos inimigos que nos ajudem a ficar mais fortes, a conectar, e através da nossa unidade, revelar a necessidade de sair da escravidão do nosso desejo de desfrutar para o desejo de doar.

Estes são estados necessários que devem ser atravessados ​​no caminho. O mundo exige isso de nós, e nós não temos escolha, temos que fazê-lo. Nós estamos em um estado muito especial, antes da saída do Egito. É sobre isso que toda a Torá fala.

Os “49 portões impuros” do nosso egoísmo são revelados em nós e nos incitam a fugir e se esconder em algum lugar num canto tranquilo, nos fecham internamente e nos tornam invisíveis. Mas nós não concordamos com isso! Nós ainda viremos e nos levantaremos contra o Faraó, para dizer-lhe: “Deixe o nosso povo ir!” e nos tornaremos os trabalhadores do Criador.

Da Conversa na Refeição 18/10/13

O Fantasma Que Organiza As Cadeiras

Dr. Michael LaitmanHá uma série de verificações no caminho que são completamente livres de sinais materiais pelos quais é possível avaliar se você está avançando ou não. O primeiro teste é se você se esforça em sentir-se no centro do grupo. Não no centro das atenções de todos, apresentando-se como o mais importante, mas no centro das esperanças comuns, no centro da unidade, doação e interesse mútuo, na própria fundação, “sobre uma perna”, ou seja, no pilar sobre o qual repousa a unidade: “O que é odioso a você, não faça aos outros”.

Primeiro de tudo, não incomode os outros! Ou seja, restrinja-se ao estado de “Tzimtzum Aleph“, como se você não existisse ou utilizasse o seu desejo de desfrutar, de modo que haverá um lugar para os outros ao seu lado, e você mesmo não vai ocupar nenhum lugar, vai se transformar em um zero, como um fantasma. Você acabou de dar lugar ao outro, como um gerente, organizando as cadeiras e cuidando para que todos tenham um assento. Isso é chamado de “o que é odioso para você, não faça aos outros”.

Isto é, você não ocupa um lugar, mas fornece-o a todos os amigos. Esta é a primeira condição e é por isso que é chamado de “sobre uma perna”. De fato, a pessoa deve se manter nesse princípio e várias ações podem acontecer acima dele, mas como uma consequência disso. É por isso que, se você consegue alcançar esse sentimento, levantando-se de manhã ou antes de cada ação, isso significa que você avança na direção certa.

Da Preparação para Lição Diária de Cabalá 16/10/13

A Difícil Jornada

Dr. Michael LaitmanNós constantemente encontramos diferentes problemas ao longo do caminho espiritual. Ninguém nos prometeu que seria uma viagem fácil, já que estamos realmente trabalhando contra a nossa natureza, contra o nosso ego, e isso é muito difícil. Nós não entendemos o que estamos fazendo, uma vez que estamos em nosso ego, enquanto as forças que corrigem o ego são externas a ele e são chamadas de Criador. Nós temos que atrair a sua influência sobre nós, de modo que elas vão corrigir o nosso ego.

Mas como podemos pedir forças que são opostas ao nosso ego e contrárias a ele, a fim de corrigi-lo enquanto estamos em nosso ego? É impossível, já que não podemos agir externamente. A fim de fazer isso, nos foi dado um ponto no coração, ou seja, o mínimo de contato com a força externa, com o Criador. No entanto, esse contato é mínimo e apenas um ponto; nós temos que desenvolvê-lo.

Todo um sistema foi criado no ego para esta finalidade: um grupo, apoio e os amigos. Assim, nós podemos de alguma forma encontrar a conexão com a força externa que deve nós governar e sustentar.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 29/06/13

Manter-se No Caminho Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Dói quando a pessoa trabalha durante anos e, de repente, depois de 12 a 13 anos abandona o caminho espiritual.

Resposta: Em tais casos, nós devemos verificar por que a pessoa não pôde continuar o trabalho e qual a razão de sua saída. Talvez ela se encontrasse numa situação onde teve que se anular perante o grupo, mas não pode fazê-lo. Esta é a coisa mais difícil.

Pergunta: Mas ela ouviu falar sobre isso todos os dias durante 13 anos.

Resposta: Ela provavelmente não ouviu. Isso pode acontecer até mesmo com pessoas que estiveram conosco por mais de 13 anos. Eu sei disso por experiência própria ao trabalhar com meus alunos.

O principal é concentrar-se constantemente na meta, verificá-la todos os dias e ver se você está usando os meios que o levam a ela. Se você fizer isso, você deve concordar, apesar de suas dúvidas e contra o seu desejo.

Pergunta: Se uma pessoa tentou, buscou, esteve em diferentes lugares, e depois voltou para nós, ela ainda tem que se segurar em alguma coisa. Eu sei por experiência própria que o nosso trabalho não é fácil.

Resposta: A questão é que hoje em dia este tipo de trabalho não é mais tão complicado, uma vez que o mundo está mostrando que não há nada que ele possa oferecer. Este é o primeiro ponto

Em segundo lugar, já existem centenas de milhares de pessoas seguindo este caminho.

Em terceiro lugar, é um caminho lógico, uma vez que se desenvolve em seu coração e mente em cada nível que você atravessa, revelando toda a sabedoria.

A coisa mais importante é que hoje você pode começa a cumpri-lo diretamente em si mesmo, mas somente se realmente entende que tudo depende da conexão entre as pessoas, com base na lei do “Ama teu amigo como a ti mesmo”.

Se você chega a outro lugar, você tem que verificar isso imediatamente, pois a revelação do Criador só pode ser no atributo do “ama teu amigo como a ti mesmo”, como lemos nas fontes. O que podemos fazer para atingir este atributo? Será que nós seguimos as instruções dos nossos professores? Será que realmente executamos o que eles dizem, mesmo que seja apenas mecanicamente? Se fizermos isso, podemos continuar a verificação. Se não fizermos isso, então devemos abandonar imediatamente tudo isso.

Comentário: a pessoa ainda busca algum suporte mecânico nas Mitzvot (mandamentos) que observa.

Resposta: Esse é um problema dela. Ninguém a proíbe de fazer isso. Mas se trabalhamos para o mundo inteiro, não podemos permitir fazê-lo na forma que existe no ambiente religioso e não podemos necessariamente observar as Mitzvot tão escrupulosamente como eles o fazem. Afinal, quando uma pessoa se envolve no trabalho interno, ela está mais inclinada a enfatizar o trabalho interior ao invés do trabalho externo; é inevitável.

Se a pessoa soubesse internamente as pessoas que parecem estar observando as Mitzvot, seria mais fácil para ela entender que suas ações são vazias. Mas ela só vê a externalidade e acredita que há algo lá.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 29/06/13

Quando A Luz Expõe O Mal

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando é que vamos realmente atingir o nível do “ama teu amigo como a ti mesmo”?

Resposta: Agora mesmo. Quem você está lhe impedindo? Adão descobriu este caminho; outros Cabalistas adaptaram-no para nós, e hoje nós temos tudo o que precisamos. Muitos já atingiram o nível do “ama teu amigo como a ti mesmo” ao longo da história. Todos os alunos do Rabi Shimon estavam neste nível.

Pergunta: Mas, de acordo com seus escritos, havia um ódio ardente entre eles.

Resposta: Isso é verdade. Da mesma forma, a nação de Israel estava no estado dos “49 portões de impureza” antes do êxodo do Egito. Portanto, como será que eles poderiam sair de um estado tão terrível e entrar na redenção por um salto?

A questão toda é que “aquele que é maior do que seu amigo, o seu desejo é maior do que o do seu amigo”. Se eu tento alcançar o mundo de Ein Sof (Infinito), meu desejo de receber se torna maior e mais forte em todos os níveis que eu alcanço. Cada vez a doação em mim é confrontada com a recepção, com o ego, a casca, a inclinação ao mal. Esta é a razão do Criador, o Rei dos reis ter se revelado à nação de Israel nos “49 portões de impureza”.

Em geral, os filhos de Israel avançam ao longo da linha média. A Luz foi sentida na casca como escuridão e revelou o mal neles (1). Para se opor a ela, eles pediram e receberam a Luz Circundante, que é a Luz que Reforma, isto é, a Torá, o método de correção (2). Como resultado, eles chegaram a linha do meio (3).

Este é todo o processo: o reconhecimento do mal na linha esquerda, o pedido na linha direita, e a transição para a linha média. Assim, o mal cresce cada vez e, como resultado, a bondade também cresce, e, em seguida, a linha do meio é exibida, que é a média dos dois (S). Portanto, eu prometo a você que, quanto mais você avança, pior você se tornará. Mas este é o lado negativo. A linha esquerda será equilibrada cada vez pelo lado positivo, a linha direita.

Este é um grande problema para a pessoa e exige um grande trabalho. Primeiro, e se desespera e não sabe o que fazer; ela se cansa disso e não vê que isso não leva a nada. Ela não consegue justificar o avanço ao longo da linha esquerda de qualquer forma e não entende que esses novos atributos devem na verdade ser revelados de forma negativa. É porque a pessoa corrige apenas o que está nela…

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 18/10/13, Escritos do Baal HaSulam