Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Nossa Âncora

O Criador é bem absoluto, escreve Baal HaSulam no artigo “A Essência da Religião e Seus Propósitos.” Decerto, o Criador é primário; Ele não ninguém de quem receber; Ele é completa dádiva. Se Ele dá, Ele dá bondade. Ser primário significa que Ele não tem nada de mal. Isto segue tanto do alcançar real como das nossas conclusões intelectuais.

Mas neste caso, porque vemos tantas coisas terríveis no mundo? Claro, “Não existe nada para além Dele” significando isto a única força active. Consequentemente, tudo vem do Criador. Como pode ser sentirmos os nossos estados como maus?

O facto é, Baal HaSulam explica que o Criador é orientado para a meta. De ordem a ensinar-nos, liderando-nos ao pico de consciencialização e compreensão, o Criador tem que nos levar através de todos os tipos de não tão agradáveis estados. Devido a eles, começamos a discernir o que é bom e o que é mau, não aos olhos do nosso desejo egoístico, assim como no início, mas em relação ao desejo de doar.

Esta escala é tão oposta àquela construída em nós desde o nascimento que não conseguimos sequer entender a essência da sua contrariedade. Nós ainda temos que o descobrir, e no caminho será apesentado repetidamente a nós numa outra forma, de diferente maneira, requerendo uma abordagem diferente. Resumindo, cada degrau é oposto aos seus adjacentes, tanto os baixos como os altos.

Contudo uma pessoa, claro, nunca poderá ter a certeza de nada que experiencia. Tem apenas a “âncora”, o nosso mundo. Aqui, somos separados da espiritualidade e em todos os estados voltam a esta separação porque com cada etapa necessitamos cair ao degrau mais baixo, pelo menos por um breve momento. Nós sentimos quase como que tudo espiritual desaparece completamente, e então ascendemos a um novo degrau.

O estado “deste mundo” é especial porque aqui podemos de alguma forma existir sem qualquer intenção, separada da espiritualidade. Pode ser um mundo imaginário, e no entanto vivemos nele, assim por dizer. Mais tarde veremos e entenderemos que isto não é existência, não é ser, mas um tipo de “flutuação”. Não obstante podemos ascender a escada de correcções apenas se nós nos mantivermos neste mundo, experienciamos vários fenómenos nele, Fortaleçam o grupo e tentem realizar acções necessárias dentro dele.

Aqui, estamos empenhados em disseminação; aqui, queremos ver correcção. Desde que nós não estamos ainda no mundo espiritual, este imaginário, mundo material torna-se a “fundação” para nós, sólido e inquebrantável. Isto significa que a especificidade do nosso grupo também vem deste mundo.

Contudo, a gerência do Criador orientada para a meta leva-nos por estados horríveis, semelhante ao processo de crescimento, aos da sublime e doce fruta. É dito que a vantagem da luz é conhecida da escuridão. Se o processo é retardado, também mostrra a altura e a singularidade de uma criatura particular. Na verdade, quanto mais complexa a alma é, mais estágios de crescimento requer.

No entanto, isto não está diretamente relacionado com o seu ritmo. Nós aceleramos o tempo quando desejamos mudanças a todo o momento. Se eu tenho estado no “negócio” à 20 anos e não cheguei a lado nenhum, eu não devo me tranquilizar que tenho uma alma elevada que requer um longo tempo para ” remendar ” Não, eu devo julgar o meu desenvolvimento não pelo resultados, mas pela velocidade de mudanças internas. Isso é o que determina se eu caminho através da luz ou da escuridão, pelo caminho da Torá ou pelo caminho do sofrimento.

E aqui, tudo depende da preparação do meu lado: Se eu me preparo para as mudanças, acelero o tempo e transformo o caminho indesejado no desejado. Na verdade, não há um caminho ” indesejado “. Uma pessoa não pode admitir, chorando, que o Criador leva -o para o objetivo da criação. Nós não somos um bando de escravos que marcham para o bem absoluto, forçados por um chicote. Isto é simplesmente impossível. Não, em cada fase e a todo o momento, eu tenho uma escolha entre o caminho da Torá e o caminho do sofrimento. A diferença entre eles é determinada pela minha preparação: se eu quero expor o meu estado com antecedência e ver o quão longe é a partir do objetivo da criação.

E a meta é a minha adesão ao Criador, ou seja, uma completa equivalência de forma com Ele. Como é isto possível? Ele é o desejo de doar e eu sou o desejo de receber. Somos polos opostos.

O fato é que o Criador me envia a Luz que Reforma assim o meu desejo recebe o “vestuário ” da doação. Isso também é chamado de ” a tela e a luz Refletida. ” Assim, eu me tornar como Ele.

Mas posso eu ter certeza de que eu avanço na direção correta? Para isso, eu tenho um grupo, no qual eu tenho que trabalhar. Se eu realmente lutar, eu espero que o Criador execute as ações necessárias em mim, organize “exercícios” para mim. Estou pronto para eles e aceito tudo de bom grado, com alegria e gratidão, abençoando o que vem de mau como de bem.

Mas como posso me avaliar? O critério é o seguinte: quando a sobrecarga do coração vem, estou feliz, contente que eu tenho um lugar para trabalhar, que o Criador não se esqueceu de mim e me mostra a altura do próximo nível. Agora, falta apenas a Luz para me elevar a ele na intenção altruísta.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/11/13, Escritos do Baal HaSulam

Um Escudo Contra Dinossauros

Pergunta: De que depende a capacidade do grupo de se unir cada vez antes de um novo ataque?

Resposta: Depende da sensação de que estamos no caminho certo e que é essencial. Temos que conseguir aproximar-nos e ver que a conexão entre nós é o único lugar para a revelação do Criador. Tudo o que acontece em torno do grupo serve apenas para reforçar as conexões entre nós. O Criador não pode deixar qualquer abertura. Se eu sentir a pressão de todos os lados: alguns me apressam, outros gritam comigo e me ameaçam, e de repente há uma abertura, ou seja, uma sociedade, um grupo, um determinado partido, que me convida para me juntar a eles e me promete que vou sentir-me bem com eles, então eu certamente irei correr para eles. Mas isso é o que o Criador quer de mim?

Assim, ele deve organizar um “cerco ” ao seu redor, de modo que você não tenha para onde correr. Seus inimigos já estão te atacando com facas, tentando abater-te, e somente se você não tem escolha, você começa a gritar para Ele. Caso contrário, você vai escapar para algum lugar no nível deste mundo. É como se você estivesse em um determinado lugar e tentasse fugir dele, procurando uma saída. Mas, tanto a primeira como a segunda portas são trancadas. De repente você encontra uma porta que está desbloqueada, então você certamente vai escapar nessa direção.

Mas isso seria um esclarecimento corporal simples e não o esclarecimento espiritual que o Criador preparou para nós. O esclarecimento espiritual acontece quando você não tem escolha e tem que voltar para Ele, então Ele te salva e eleva-te até Ele, um certo nível superior. Assim, o esclarecimento só é possível quando você está em apuros, em um local estreito. Se você chamar o Criador a partir daí, você receberá a Luz que Corrige e te eleva.

A salvação, a ajuda do Criador, sempre vem através da Luz, a Luz atinge os vasos, os corrige, e você ascende imediatamente acima de todas as interrupções. No momento seguinte, você encontra obstáculos novamente, eles se tornam mais fortes e mais sofisticados. Mais uma vez eles fecham em você de todos os lados e você tenta escapar, procurando uma saída.

Você deve ver como o Criador organiza um cerco tão sofisticado para você, que mais ninguém consegue fazer. Ele opera através de diferentes pessoas, por meio de eventos e, eventualmente, leva-o até um estado em que você não tem escolha, senão clamar por Ele. Somente graças à consolidação e a ligação do grupo que clama ao Criador é que recebe a Luz que Reforma.

Pela conexão entendemos que todos os inimigos e os problemas que enfrentamos não são tão ruins e que é mesmo uma coisa boa, já que eles são ajuda contra si. A pressão só nos ajuda a voltar-nos para o Criador. Nós não nos dirigimos ao Criador para nos livrar desses problemas. Eles não nos preocupam mais. Há apenas uma coisa importante e agora podemos pedir ao Criador para elevar-nos acima da nossa natureza, assemelhar-nos a seres humanos um pouco, assemelhar-nos ao Criador.

Assim, a ajuda do Criador atinge uma pessoa quando ela está em num estado de desespero, quando ele está prestes a saltar para o Mar Vermelho. É possível, no entanto, avançar sem aumentar os obstáculos mas crescendo a ligação. Os sofrimentos não precisam crescer de forma mais intensa “nem eles nem a sua recompensa”; esse não é o caminho certo. Eu quero me sentir bem em cada parte do caminho dado que eu estou avançando em direção ao Criador.

O fim da correção é um estado em que nenhuma interrupção me afeta, porque eu estou acima dos obstáculos. Os obstáculos permanecem, nada desaparece, os cães que me atacam tornam-se dinossauros que me cercam por todos os lados. Mas eu não tenho medo deles dado que eu tenho um escudo contra eles, a Luz que vem e salva-me.

Da 3 ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/10/13, Escritos do Baal HaSulam

Um Viajante Que Avança Do Ponto A Ao Ponto B

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu realmente não entendo. Como o fato de que alguém nos ataca e nos acusa nos aproxima da revelação do Criador?

Resposta: Quando você dirige por uma estrada, existem os acostamentos de ambos os lados da estrada. Então, há valas de ambos os lados que drenam a água e a sujeira que se acumula na estrada, e depois há campos ou casas. Isso significa que há limites claros que limitam o seu caminho.

É exatamente assim que se parece a vida. Quando nós criamos uma criança e a guiamos, nós explicamos a ela o que ela deve fazer e o que não deve, com o que ela deve ter cuidado e o que ele pode usar. Nós constantemente tentamos orientá-la para que ela avance com sucesso em direção a um determinado objetivo que parece valer a pena.

Nós sempre devemos saber como avançar de um momento para o outro. Se eu avançar de um estado A para um estado B, que é mais perto do Criador, eu preciso saber como avançar e quais poderes podem me guiar na direção certa. Esses poderes devem me corrigir se eu quiser avançar na direção certa. Há apenas um ponto em mim: uma centelha que me atrai nessa direção. O Criador acendeu-a no meu coração. Portanto, como eu posso avançar com essa centelha? Como posso saber em qual caminho avançar?

Eu devo me mover do ponto A para o ponto B, que é mais perto do Criador, da doação, do amor ao próximo, do amor do Criador, o que significa que é o oposto de mim! Isso significa que eu devo estar livre do meu ego para subir um pouco acima dele, e em vez de me amar, ser preenchido pelo menos um pouco com o amor dos amigos. Ele deve ser preenchido com o amor dos amigos, ao menos porque amar todo mundo é um pouco demais para mim no momento. Assim, verifica-se que eu tenho que trabalhar com o grupo agora.

No entanto, como eu posso limpar a minha mente dos pensamentos egoístas e opiniões deste mundo? Eu devo esclarecer o que significa doação e recepção. Eu preciso entender que todos estão empenhados em receber, e eu devo me envolver em doação. Como eu chego a isso? Como eu posso ser livre da influência de todas as outras pessoas? Como eu posso ser livre dos valores da sociedade egoísta?

Não é fácil esclarecer isso, e o Criador corrige essas condições para mim, que me forçam a esclarecer as coisas cada vez fazendo mais esforços. Isto significa que existe uma força oposta que opera aqui e parece estar no meu caminho. Eu sou forçado intencionalmente a sentir que estou confuso, fraco, com medo, e que não entendo quem está certo e não sei qual o caminho a avançar. Estou sob grande pressão de todos os lados. Então o que eu devo fazer?

O Criador me rodeia com muitos inimigos e problemas no nível deste mundo, e não há para onde fugir: nem para a frente ou para trás, nem para a direita o esquerda, nem para cima ou para baixo. Não há simplesmente nada que eu possa fazer. Esta pressão negativa em todos os lados cresce constantemente e a meta continua ficanndo mais importante para mim, e através do amor ao próximo eu quero chegar ao amor do Criador, ser aderido a ele. No final, este anel deve estar tão apertado em torno de mim que eu vou clamar para o Criador, “Socorro! Eu não aguento mais!”.

Então, no último momento, quando o Mar Vermelho (Yam Suf) está diante de mim pronto para me engolir (e isso acontece em todos os níveis), de repente eu sou salvo! A Luz que Corrige me atinge e me mostra o caminho, iluminando-o para mim, mudando a minha percepção e meus sentimentos, e o caminho se abre diante de mim!

Antes disso, não há como. Eu não vejo nada e não sei qual caminho a percorrer. Cada vez é a mesma coisa. Isso significa que eu sou obrigado a passar por estados difíceis. Então, por que os Cabalistas chamam isso de uma vida de prazer e conforto em relação à vida corpórea cheia de dor e sofrimento, vazia de qualquer conteúdo?

Eu não vejo que o avanço no caminho espiritual me promete uma vida agradável e fácil. Se avançar ao longo da estrada que leva ao objetivo da criação garantisse uma boa vida, meu ego iria correr antes de todo mundo e gritar: “Pega o ladrão!”

Portanto, eu devo esclarecer este caminho no grupo e verificá-lo através da conexão entre nós. Então, eu realmente vou subir acima dos meus sentimentos animais e compreender que, na verdade, é apenas o tipo de vida em doação e o avanço em direção à meta da criação que podem ser prazerosos. Este é o único tipo de vida que quero levar. Este é o único tipo de vida que eu considero “Paraíso!” Eu quero viver em doação, como Hafetz Hesed, para não ficar impressionado com qualquer coisa que as pessoas pensam e dizem sobre mim, que são como cães latindo que me cercam por todos os lados. Isso não me preocupa de forma alguma.

Só depois de passar por várias fases eu saberei que eles me ajudaram a sair do Egito. Quem empurrou o povo de Israel para fora do Egito? O Faraó já havia perdido o seu poder e seu exército, que são as verdadeiras forças egoístas, mas a multidão mista que acompanhou Israel permaneceu.

Portanto, quando nós podemos dizer que saímos do Egito? Quando a multidão mista nos persegue.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 29/10/13, Escritos do Baal HaSulam

Duas Partes Do Mesmo Grupo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Onde está a fronteira entre eu me anular, anular a minha opinião, e eu investir num grupo e aumentar assim o seu poder?

Resposta: Eu só posso adicionar a um grupo o que ele precisa e não a minha opinião. Eu não tenho o direito de inserir minha opinião num grupo. Eu só lhe mostro que a coisa mais importante na vida para mim é a elevação espiritual, onde a percepção do Criador torna-se o objetivo mais importante para mim. Isto é o que eu devo inserir e contribuir num grupo. Minha opinião não se enquadra nisso. Eu me anulo e aceito as opiniões dos Cabalistas.

Será que você está confundindo isso com o trabalho de disseminação ou com outros estados? Será que você pensa na troca de ideias em conexão com a maneira pela qual nós construímos o grupo, como podemos disseminar?

Muitas vezes, o termo “grupo” é entendido de duas formas totalmente diferentes. A primeira é que esta é uma forma espiritual, onde todos nós estamos conectados no coração, desejo e disposição de descobrir o Criador, e a segunda forma é quando trabalhamos em disseminação, unidade, e não dentro de nós mesmos, não pelo Criador, mas, a fim de realizar alguma tarefa física. Não há necessidade de misturar isso com aquilo.

Realizar uma tarefa no nível físico não tem relação ou conexão com o trabalho espiritual. É necessário diferenciar estas duas partes de um grupo, e de modo algum elas devem ser misturadas entre si. Então, tudo vai ficar bem.

Há pessoas que estão maravilhosamente envolvidas com a disseminação. Nós podemos falar sobre a força de suas habilidades naturais. Há pessoas que podem trabalhar mais com as mãos. Há trabalhadores técnicos, contadores e assim por diante. A fábrica de disseminação é formada por eles.

De forma alguma é necessário ligar a fábrica (de disseminação) com o grupo espiritual onde estamos reunidos, onde unimos nossos corações e os transformamos em direção ao Criador, pois as pessoas que são bem sucedidas em um grupo podem não ter sucesso em outro grupo. Elas não têm essa capacidade. Há amigos que aprendem apaixonadamente, unem-se, estão prontos para acender e despertar os outros, mas não têm habilidades específicas para o trabalho, mesmo no processamento de material. Portanto, é extremamente necessário diferenciar um do outro.

Tente pensar em como dividir o grupo em sua parte espiritual e sua parte física. A parte espiritual é apenas a unidade interna. Quem está mais envolvido com isso? Quem está mais preocupado com isso? Quem dá mais entusiasmo aos amigos, pois a parte espiritual do grupo é a mais importante.

O que pertence à parte física? Pode ser que sejam todos os tipos de especialistas, técnicos, pessoas pragmáticas que simplesmente funcionam sem uma conexão mútua entre eles.

Da Conversa sobre Grupo e Difusão 20/10/13

Antecipando O Ar Fresco Da Liberdade

Dr. Michael LaitmanAo longo de milhares de anos, milhares de pessoas têm tentado sair desta prisão, da sensação de um mundo pequeno e estreito, mas elas não conseguiram fazer isso. E isso nunca vai mudar! O desejo de receber nunca vai se expandir voluntariamente para fora do seu próprio desejo e libertar-me. Por isso, eu não posso olhar a realidade através dele e ver o mundo real.

Isso nunca vai acontecer! Pelo contrário, a cada dia eu vou descobrir que o meu desejo de receber cresceu, mas as oportunidades para a descoberta de novos fenômenos nele diminuíram. E isso me traz a sensação de exílio que me obriga a procurar e encontrar o método da sabedoria da Cabalá. A Cabalá explica que a pessoa não consegue ver nada mais dentro do seu desejo egoísta.

Eu devo me reconciliar com o fato de que o ego não me permite sentir nada além deste mundo. E se eu quiser algo além disso, devo mudar a minha atitude em relação ao meu desejo de receber. Eu agora percebo a realidade de forma seletiva, só vendo o que interessa o meu ego. Mas se eu quero ver um quadro mais amplo e verdadeiro, ou pelo menos uma imagem mais próxima da verdade, então devo subir acima do desejo de receber, ir além do meu desejo egoísta.

Por exemplo, eu posso sair do meu desejo de receber e passar para o desejo de um amigo, ou de vários amigos. Com isso, eu já expando a minha percepção e sinto o mundo que existe fora de mim. Eu devo me conectar com o desejo de um amigo. Se eu for capaz de sentir a realidade dessa forma, isso já vai ser completamente diferente em comparação com o que sinto dentro do meu ego. É assim que eu vou despertar deste sonho e subir acima de mim mesmo. Pelo menos eu vou ser capaz de sair da minha caixa, da minha prisão.

A regra geral, “Amarás o teu amigo como a ti mesmo” é derivada disso. Este é o meio prático que permite que a pessoa saia do seu pequeno casulo, que surge diante de nós como este mundo por meio do prisma do interesse pessoal, para elevar-se acima de si mesmo e encontrar um ponto de vista diferente.

No entanto, para que a minha mente seja verdadeiramente independente do meu desejo de receber, eu não devo apenas sair para um amigo ou vários amigos, mas cabe a mim me conectar a uma infinidade de outros desejos de receber individuais. Só através deles, cada vez de uma outra perspectiva, eu vou ver a verdadeira realidade.

No final, todos os pontos de vista, as perspectivas individuais, irão se conectar numa visão coletiva, numa observação expansiva. Essa observação vai expandir indefinidamente até que eu serei completamente livre do meu desejo de receber, e através dos desejos dos outros vou adquirir a liberdade. Minha percepção da realidade não será sujeita a quaisquer condições e vai ser totalmente objetiva.

O mais impressionante é que a verdadeira percepção ainda será sentida dentro do meu desejo de receber, mas eu terei criado óculos que corrigem todos os defeitos, neutraliza-os, e me possibilitam ver e sentir a realidade mais elevada.

Assim, nós dizemos que o trabalho espiritual se reflete na necessidade de “amar o próximo”, “subindo à altura do Criador”, e assim por diante. Pois “A Torá é falada na linguagem humana” (Mishná); isso é o que nós estamos preparados para entender e sentir. Na verdade, isso está falando de uma mudança na percepção da realidade.

Mas nós precisamos realizar atividades e exercícios simples para alcançar essa mudança de percepção: ou através do nosso primitivo desejo egoísta ou através de um desejo de receber direcionado à doação. No final, eu atinjo um estado onde os meus esforços para mudar a minha percepção se transformam em prazer, porque eu sinto que já estou perto de liberdade.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 24/10/13

Pela Primeira Vez Na História

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu sinto que nós recebemos as melhores impressões por estar no centro do grupo. Pode ser que um amigo busque diferentes maneiras de se mudar para o grupo central? É verdade que os pequenos grupos são ajuda distante e útil para o seu avanço?

Resposta: Nós somos o primeiro sistema no mundo que está reconstruindo a si mesmo depois de passar por todas as fases históricas anteriores do desenvolvimento espiritual da humanidade. Tudo está acontecendo pela primeira vez. Nós não temos nenhuma experiência anterior, por isso não sabemos o que devemos fazer exatamente e como responder a tudo o que acontece.

Por um lado, poderia ser certamente muito bom se o nosso grupo central ficasse mais forte. Não há dúvida de que, se ele fosse mais forte e maior, isso refletiria sobre todos os outros grupos em todo o mundo.

Por outro lado, no entanto, devemos nos engajar na disseminação em todo o mundo agora. Portanto, precisamos apoiar todos os grupos e desenvolvê-los em todo o mundo. O fato de que eles não são estáveis ​​o suficiente no momento não vem ao caso. Há muito poucos grupos fracos, assim como existem grupos muito fortes, mas ainda temos que continuar o nosso desenvolvimento.

Eu entendo as dúvidas que as pessoas que moram longe têm, o seu desejo de estar no grupo central e se mudar para cá. Pessoalmente, eu gostaria de ver todos ao meu lado, como uma mãe que quer que todos os seus filhos estejam ao seu lado, não importa se são grandes ou pequenos.

No entanto, mesmo em Israel, as pessoas não podem se deslocar de outras cidades para o nosso grupo por causa de circunstâncias variadas. Além disso, elas vêem as vantagens em viver longe do grupo central, alguma independência.

Se, no entanto, a pessoa decide se mudar, e nós sabemos que ela é um estudante sério que tem estado conosco por um tempo, nós não a rejeitamos de forma alguma. Ela é nossa amiga, e seu lugar é com a gente.

Da Conversa sobre Grupo e Disseminação 20/10/13

Da Baixeza À Grandeza

Dr. Michael LaitmanDe acordo com o propósito da criação, nós devemos ascender à altura do Criador. No entanto, nosso desejo egoísta não é capaz disso. Aparentemente, ele quer crescer, tornar-se grande porque é “algo do nada”. Ele tem um grão de “algo”, ou seja, a Luz que o produziu, mas por sua natureza, por sua essência, vem “do nada”.

Esta é a base da contradição inerente à nossa natureza: por um lado, aspira à grandeza, e por outro lado, não pode alcançar nada. Vemos isso na evolução, na história do desenvolvimento humano. No desejo de receber, é impossível obter qualquer coisa sob a forma de satisfação permanente ou crescente. No final, a única chance para uma aplicação bem sucedida do egoísmo é revelar o mal inerente nele.

Portanto, é tão importante mostrar a própria humildade. Se a pessoa age como um pesquisador em um laboratório, a fim de revelar a propriedade de baixeza no desejo de receber, é o caminho mais curto, bom e verdadeiro para revelar o Criador.

Aqui, somos obrigados a trabalhar na autonegação. Dentro de sua estrutura, todos devem elevar a meta aos seus olhos e aos olhos do amigo, e receber do grupo os exemplos de devoção, amor dos amigos, amor pelo Criador. Tudo isso é para que, no final, ele revele a sua baixeza. Diz-se que apenas o baixo verá o Criador.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/11/13, Shamati #26.

Um Saco De Nozes Como Um Presente Para O Criador

Dr. Michael LaitmanUma Mitzva (mandamento) é a correção de nossos desejos para conectá-los em um só, em uma direção e uma intenção. Podemos dividir nossos desejos em 613 partes, 620 partes ou 10 partes e também em outras formas de divisão. No entanto, a Torá e as Mitzvot são, na verdade, uma correção que se chama a correção do desejo quebrado para receber, para receber a fim de doar.

Graças a esta correção, todos os desejos conectam-se a uma intenção geral, a uma fonte. Cada parte não se preocupa mais com seu próprio prazer, mas em deleitar o Criador. Assim, todas as partes se conectam, como está escrito, “Pois Nele nosso coração se alegra”. Nós nos conectamos graças ao nosso anseio por Ele.

Unidade só é possível através da conexão, como “Israel, a Torá e o Criador são um”, o que significa que nós queremos deliciar o Criador. Nós não podemos só nos conectar um ao outro se ela não visar o Criador porque os desejos de receber não podem se conectar por si mesmos. Eles só podem se conectar através de seu objetivo. Se cada um de nós quer deliciar o Criador, nós nos conectamos Nele!

É o mesmo quando se trata das partes privadas dentro de uma pessoa. Uma pessoa é um mundo pequeno que é feito de 620 partes. Cada uma das 620 partes egoístas da minha alma quer desfrutar comida doce ou amarga, ouvir música, descansar ou tomar ar fresco. Se eu quero cada um destes prazeres separadamente, eu sinto o que eu aprecio, e cada um dos prazeres é diferente do outro.

No entanto, se eu quero sentir todos os prazeres para doar no Criador, todos estes múltiplos pequenos prazeres privados se transformam em um grande prazer para mim. Isto é chamado de Luz única e simples de Ein Sof (Infinito) que não é dividida nas Luzes separadas de NRNHY.

Toda nossa unidade é completada apenas no Criador. Não pode haver nenhuma conexão entre nós fora do Criador, já que cada parte está envolvida na casca do seu ego e não pode se conectar com as outras. Nós somos como um saco de nozes que não podem se conectar umas às outras. Somente se nós nos anularmos e quisermos que o saco recolha e reúna todas juntas e seja a única coisa que as une, cada uma anula sua casca e todos se incorporam em um saco.

Portanto, “Israel, a Torá e o Criador são um” não é só um ditado. Não pode haver Israel (uma pessoa que anseia por Yashar El, direto ao Criador) e a Torá se eles não forem preenchidos no Criador. Este é um princípio muito importante.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/10/13, O Zohar

Como Meus Dez Dedos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como devemos construir o trabalho nos grupos de dez? Os grupos de dez podem ser formados de acordo com a participação em projetos?

Resposta: A divisão em grupos é muitas vezes útil para discussões, porque discussões em um formato grande são muito difíceis. Discutir significa ouvir outra pessoa, juntar-se a ela, completá-la, e ouvir os outros.

Um grupo de dez é um tipo de encontro que é o ideal para nossa estrutura interna, nossos pensamentos, nosso intelecto e nosso coração. Esta é a quantidade máxima de pessoas que eu posso incluir dentro de mim e posso vê-las todas como se fossem como os meus dez dedos. E se a quantidade for maior, é muito difícil, praticamente impossível. Se houver mais, nós automaticamente contratamos dez pessoas e às vezes apenas cinco ou duas. Depende do desenvolvimento de uma pessoa.

Da Conversa sobre Disseminação 17/10/13

Não Tenha Vergonha De Nossas Promessas

Dr. Michael LaitmanJá tivemos situações em que trabalhamos muito tempo em alguns projetos, e de repente apareceu uma necessidade de desenvolver e implementar um novo projeto. Paramos o trabalho em nossa fábrica e trabalhamos no projeto urgente por um mês ou dois.

Por um lado, esta foi nossa decisão conjunta. Por outro lado, no momento em que a decisão foi tomada, muitas coisas não estavam claras para todos: “Por que estamos fazendo isso? Para quê? Estamos lidando com algum tipo de disseminação conjunta comum, e o que mais?” As pessoas não entendiam o quanto isto poderia consolidá-las, incendiá-las, o quanto elas começariam a sentir umas às outras, o quanto isso iria arder dentro delas. Elas pensavam que não tinham necessidade disso: Por que partir em todas as direções ou, inversamente, entrar em alguma área específica?

Então, eu era obrigado a dar instruções diretamente para que todos estivesssem envolvidos especificamente nisso. Depois disso, as pessoas entendiam que isto tinha sido verdadeiramente imperativo, embora, no início, muitas fossem contrárias e algumas até pensassem que precisavam estar envolvidas somente com a sabedoria da Cabalá.

Nós tivemos um amigo que estudou com a gente por quinze anos. Ele, em última análise, não entendeu que a disseminação tornou-se uma condição necessária para a nossa conexão e unificação e, portanto, foi obrigado a sair, pois se duas pessoas não dão origem a um terceiro componente, não se importam com ele como se fosse seu filho pequeno, e não se unem, isto não é uma família, mas simplesmente duas pessoas vivendo juntos.

Uma família é quando há uma terceira coisa em comum, e agora nós vamos sair para um projeto como este em que estamos envolvidos juntos: este é o nosso filho pequeno e ele nos leva em direção à unidade e à conexão.

Além disso, este projeto nos deu um senso interno de urgência de que precisamos levar às pessoas o que lhes falta. Nós fomos às massas, prometemos-lhes tudo o que podíamos, e depois nos encontramos em um dilema, “E o que mais? Como nós iremos satisfazê-las? Como nós realizaremos o que prometemos ao povo?” Você vê que todas elas se encontram aqui ao nosso lado, e você não pode fugir delas para algum lugar como um circo itinerante.

Em outras palavras, nós intencionalmente lhes prometemos muitas coisas. Segue-se que nós tomamos intencionalmente sobre nós missões grandes e ambiciosas e prometemos às pessoas que as realizaríamos. Nós nos colocamos numa armadilha. E não temos outra escolha, exceto com medo, vergonha, tremor interno, ser infundidos com essa condição que nos obriga a nos unir, pois, caso contrário, nada irá emergir para nós. E o que vamos fazer agora? Onde vamos encontrar esse poder que vai satisfazer tudo que prometemos ao povo?

Segue-se que todas as promessas para os círculos mais amplos da sociedade forçam a pessoa a uma mobilização interna, a estar conectada com os outros, obrigando a busca de uma saída. E só há uma saída: gritar para o Criador. Unir e gritar para o Criador.

Caso contrário, eles vão bater em você. Eles vão te envergonhar. Eles vão se relacionar com você com desprezo. No final, todo o trabalho que temos feito vai se tornar publicidade negativa para você. Você será como todo o resto dos partidos e organizações que apenas fazem promessas e não executam nada e não podem fazer nada.

Portanto, é necessário especificamente sair para os círculos mais amplos da sociedade e fazer promessas, e depois disso esclarecer como você cumprirá essas promessas para não ter vergonha de sair à rua. O Criador irá organizar sentimentos de vergonha como estes para você, que vai obrigá-lo a se unir, a procurar a salvação, e então tudo ficará bem.

Da Conversa sobre Disseminação 17/10/13