Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Preparação Para Uma Oração

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, “VaYikahel“, Item 141: Portanto, é proibido estimular a voz do homem durante a oração, de modo que a voz superior, ZA, esteja nela, uma vez que o discurso sobe à Malchut e une-se com ZA através de Malchut, recebendo uma voz que é mitigada de ZA. Assim, a oração está apta para a recepção da abundância, e o discurso do mundo superior não precisa ser ouvido através da voz do homem.

Há uma regra, “não há vaso sem Luz”. Tudo é feito apenas pela Luz, enquanto nós só nos esforçamos, que é a pré-condição para cada ação. Cada ação individual é feita somente pela Luz que atua no vaso.

Nós só somos obrigados a nos esforçar. Nós não fazemos nada, exceto aumentar a intensidade da deficiência. Esta é a razão de estarmos no nosso mundo, uma vez que este é o único lugar onde podemos realizar diferentes experiências e ações, que da perspectiva espiritual não são consideradas ações. Elas só nos levam a um estado em que podemos pedir a correção dos vasos e o seu preenchimento.

É por isso que o nosso mundo é tão especial. Se não existíssemos nesta realidade, não seríamos capazes de influenciar a nossa ascensão espiritual de forma alguma, já que todas as ações são realizadas somente pela Luz. Portanto, como eu, estando em certo nível espiritual, posso influenciar algo que é superior ao nível? Com que meios eu posso fazer isso? Eu tenho que estar separado do mundo espiritual, a fim de pedir para ser elevado de um estado para outro, de um nível de esclarecimento para outro e de uma nova correção para outra.

Tem que haver uma realidade separada da escada espiritual, que é onde eu estou, onde posso sempre me preparar para a oração antes de uma oração. Esta é a razão das ações corporais em nosso mundo serem tão benéficas para alcançar um determinado estado e pedir a Luz que Reforma. Nós não devemos pensar que não precisamos do nosso mundo, que não podemos fazer nada, mas simplesmente conectar internamente e pronto.

Isso não é o suficiente. Pelo contrário, quanto mais a pessoa faz na prática, mais desejo, pressão e experiência se acumulam dentro de si, como resultado de todas as suas ações, as quais, no final, se somam a um grito, a uma oração antes de uma oração. A oração antes de uma oração é dirigida à Luz com um pedido para formar o vaso, o desejo. A oração em si é dirigida à Luz para que ela encha os vasos, ou seja, que ela realmente nos permita doar.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/01/14, O Zohar

A Boneca Problemática Do Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu posso imaginar a grande responsabilidade para com os amigos num submarino afundando. Como eu posso sentir essa ansiedade e essa tensão durante os workshosps, quando não há tal o drama acontecendo ao nosso redor?

Resposta: Escute, ninguém está lhe pedindo quaisquer truques, como um mágico, para tirar um coelho da cartola. Não há necessidade de realizar todos os truques, mas simplesmente tentar amarrar sua demanda, sua deficiência, à força superior, e isso é tudo. Tente exigir, pedir alguma coisa. No momento em que lhe faltar alguma coisa para o seu progresso espiritual, volte-se para o Criador imediatamente com qualquer pedido que você tenha. Se você conseguir amarrá-lo corretamente ao Criador, você não terá problemas.

Seu trabalho é ser o elo, o adaptador, entre as deficiências e a fonte. Ninguém está pedindo para ser a fonte de energia e nem mesmo para ser o usuário dessa energia, ou seja, fazer algo por si mesmo. Seu trabalho é passivo: simplesmente se incomodar e continuar a pedir o que você quer do Criador. No entanto, você deve pedir sabiamente. Você deve esclarecer com precisão o que você quer exatamente, pedir por isso. Você deve compreender que o Criador organiza dificuldades para você precisamente para que você o incomode, aprenda com Ele e avance.

O problema é que você está deixando o Criador. Baal HaSulam diz que o maior pecado que uma pessoa pode cometer neste mundo é esquecer o Criador e se separar Dele. Portanto, não se separe e continue incomodando-O com seus pedidos. Essa é a única coisa que você é obrigado a fazer.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/01/14, Lição sobre o Tema: “A Preparação para a Convenção”

Quando As Fontes Se Estendem Para Fora

Dr. Michael LaitmanNós devemos estar constantemente preocupados com a unidade que é atingida, a “bola de framboesa”. Por um momento, nós somos capazes de mantê-la por nós mesmos, procurando maneiras de mudar, de renovar a nossa unidade. Mas isso só é possível por um breve instante, que é o suficiente para entender que temos que ter um fator externo aqui. Este fator externo é o conjunto da humanidade. Se quisermos manter a bola framboesa, a nossa conexão com o Criador, devemos nos estender para fora, para o mundo externo.

Há uma história de que o Baal Shem Tov recebeu essa resposta de Cima para a pergunta: “Quando é que o Messias virá?”: “Quando o ensinamento se espalhar para fora”. Em outras palavras, toda a nossa missão é manter nossa conexão com o Criador, e nós necessitamos de pessoas de fora não para segurar e manter a bola framboesa, a nossa unidade, mas precisamos desta bola de framboesa e de nós mesmos, a fim de servir a todas as pessoas. Ou seja, nós não usamos a comunidade externa para agarrar a bola framboesa, mas sim, nos apegamos a bola framboesa e a nós mesmos, a fim de servir o povo.

Estas observações são muito importantes. As palavras parecem simples, compreensíveis, e muito próximas, mas, na verdade, isso não é tão simples. É assim que, gradualmente, começamos a ver a integralidade, a interface global, as conexões, a unidade, o Arvut (garantia mútua) que habita em toda a natureza.

Nós descobrimos que todos os níveis do mundo físico (a natureza inanimada, vegetal, e animal), que não levávamos em conta antes, estão de fato incluídos num todo indivisível. O universo inteiro, toda a realidade percebida, todo o nosso mundo interior, e nosso contato com o Criador estão conectados num único sistema. É assim que chegamos a um entendimento do mundo integral.

Nesta quarta etapa do caminho, nós estamos começando a esclarecer e determinar o quanto precisamos do público em geral, que sem ele não podemos satisfazer o Criador, e o quanto o Criador não nos quer, mas especificamente esse círculo exterior do público geral, toda a humanidade. É assim que atingimos a nossa função e nossa missão. Nós devemos desaparecer; este é o papel do “reino de sacerdotes”. Nós não existimos por nós mesmos, mas sim servimos o público em geral, toda a humanidade, e o Criador. E nisso vemos nosso papel exaltado. Nós não temos nenhuma parte nisso ou naquilo; mas sim, nós nos conectamos entre eles como um tubo. E isso é bom, pois com isso nós realmente podemos estar mais próximos da natureza do Criador.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/01/14, Lição sobre o Tema: “A Preparação para a Convenção”

Pois Você É A Menor De Todas As Nações

Dr. Michael LaitmanNo momento em que atingimos o primeiro ponto de unidade e o primeiro ponto de adesão, já no próximo instante sentimos nossa impotência e desespero. Na verdade, parece que somos apenas uma gota de sêmen.

Toda essa bola de framboesa, a nossa meta estimada, nosso sonho sublime, é na verdade apenas um ponto específico. Isso significa que nós trouxemos todo este mundo a um ponto inicial, ao primeiro nível da escada espiritual.

Portanto, o que mais nós fazemos com este pequeno ponto? Nós precisamos aumenta-lo. Porém, com o que, pois já fizemos tudo o que era possível na conexão entre nós? E agora a próxima etapa é apresentada a nós, a quarta etapa do avanço, dentro da qual toda a humanidade é gradualmente incluída, círculo após círculo.

Nós chegamos agora ao estado de uma “nação de sacerdotes”. Cada um de nós já desempenhou o seu papel como um “primeiro sacerdote” (Cohen) para os amigos, isto é, um “sacerdote” simboliza que ele não tem nada seu e não tem nenhum pensamento de si mesmo. Pois toda a sua herança é o Criador. Os sacerdotes não têm herança nem propriedade, mas apenas trabalham no Templo Sagrado. Este Templo Sagrado é o nível de Bina, ou seja, tudo é para o bem da doação.

É assim que começamos a entender o significado do resto da humanidade. Até agora, talvez nós pensássemos que, além do grupo, não precisamos de nada. Mas agora começamos a entender que, se não nos juntarmos e nos incluirmos dentro de todas as suas deficiências externas, não teremos nada com que se voltar ao Criador. Como está escrito: “Porque você é a menor de todas as nações”; em outras palavras, não temos mais deficiências. Portanto, é dito “menor”, pois isso se refere à qualidade e não a quantidade. Nossos desejos são muito pequenos.

Conclui-se que é preciso aumentar a importância da meta em relação a toda a humanidade, para começar a trabalhar com o público. Para isso, devemos estudar a história da humanidade: esclarecer por que já passamos por todo este caminho. Entenda que a meta da criação inclui em seu interior cada pessoa e até mesmo a natureza do inanimado, vegetal e animal. Mas no momento em que corrigimos as relações entre as pessoas, com isso também corrigimos todo o mundo inanimado, vegetal e animal, todo o meio ambiente e o clima. Nós só precisamos começar a trabalhar corretamente com a humanidade.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/01/14, Lição sobre o Tema: “A Preparação para a Convenção”

Eu – Nós – Um

Dr. Michael LaitmanSe nós ansiamos em atingir o estado de Arvut, nós devemos de certa forma retratar essa meta como um estado geral em que estamos conectados, a fim de descrever para nós mesmos o que significa estar “juntos”. Foi assim que chegamos ao conceito de “centro do grupo”, a unidade que é produzida entre nós e é estabelecida como o nosso bem comum.

Nós nos tornamos parceiros na construção desta comunhão de “Casa, Kli e vaso”. Cada um deve trazer a parte mais essencial e valiosa de seu coração, o “ponto no coração”, e, portanto, a partir de dez “pontos no coração”, nós construímos este Kli. De “Eu” + “Eu” + “Eu” + “Eu” que estão conectados entre si, surge o “Nós”. Depois disso, este “Nós” também se derrete e se torna “um”.

Este é um problema psicológico. Nesse meio tempo, nós não sentimos ou entendemos como isso é possível, mas é assim que acontece. Certamente tudo é realizado apenas através da influência da Luz, mas de acordo com os nossos esforços. Então nós chegamos ao conceito de “bola de framboesa”. Este não é um termo Cabalístico, mas é como estamos chamando-o. Como crianças que estão jogando bola, é assim que, nesse meio tempo, vamos jogar com a unidade.

Desta forma, nós chegamos à terceira seção no caminho, a bola de framboesa, e é preciso esclarecer o que é isso. Uma bola de framboesa é a nossa unidade, a conexão entre nós, dentro da qual todos desaparecem. Cada um sai do seu “eu” para todos nós, e depois este “todos nós” torna-se um.

Esquecer-se de si mesmo e se conectar em conjunto também é possível na vida regular, como equipes esportivas, grupos de criminosos, ou piratas. Isto é muito fácil quando todo mundo tem um objetivo egoísta comum: roubar um banco ou navegar num submarino. Houve um incidente em que um submarino começou a afundar e parte da tripulação poderia ter escapado. Mas quando souberam que a outra metade não seria capaz de sair do submarino, eles voltaram porque não podiam abandonar seus amigos, e se afogaram com eles. Este trabalho especial que eles tomaram para si possibilitou que pudessem entender como seria possível viver sem o outro. A conexão se tornou mais cara para eles do que a vida. Mas isso ainda é uma abordagem egoísta no âmbito deste mundo, embora este fosse um ato muito especial.

A bola de framboesa é especial porque nós precisamos entender como nos conectar. Nós ainda estamos aprendendo a nos unir. Entretanto, estas são tentativas e não ações práticas, apesar de sermos completamente sérios sobre como trabalhar com elas.

Isso é educação. Após isso, nós devemos estabelecer esse conhecimento para os nossos alunos nos cursos integrais e explicar o que está acontecendo conosco e com toda a humanidade e o que deve acontecer se quisermos que a nossa evolução contínua avance em um bom caminho, no caminho do “Eu vou apressá-la”. Se não, nós temos que avançar pelo caminho do sofrimento pelas mesmas etapas, mas em total confusão, sem compreender o nosso desenvolvimento e sem sentir nada, exceto o mal.

Imagine a imensa diferença no avanço através de explicações, ajuda mútua e a influência da Luz, ou escapar dos golpes; quanto sofrimento vamos passar! A diferença entre o caminho do sofrimento e o caminho da Luz é imensa.

Portanto, a primeira etapa é entender o Arvut (garantia mútua). A segunda etapa é do que ele é composto. A terceira etapa é a bola framboesa: como a partir do conceito de “Nós”, nos tornamos “Um”. Isso é possível com a condição de que dentro desta unidade, nós começamos a sentir o Criador, a entendê-Lo. A sensação de que estamos à procura Dele juntos, como uma tropa de elite, nos leva à verdadeira unidade, a um todo perfeito.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 07/01/14, Lição sobre o Tópico: “Preparação para a Convenção

Onde O Ser Humano Começa?

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 17: Portanto, a pessoa não deve se impressionar com o modo como a escolha foi tirada de nós, uma vez que devemos ser preenchidos e chegar ao terceiro estado, pois ela já está presente no primeiro.

O primeiro estado e o terceiro estado estão ambos em plenitude, mas no primeiro estado nós ainda não existimos, não temos conhecimento, sentimento, nem realização pessoal. Não há ser humano (Adão) criado como tal e que se destaca em sua existência. Ele ainda está, em teoria, nos discernimentos que deve adquirir.

É como uma gota de sêmen que ainda não é um ser humano. Então, onde ele começa? Nós ainda não sabemos exatamente quando um embrião no ventre de sua mãe pode ser chamado de ser humano que tem um corpo e uma vida própria. Talvez seja a partir da primeira divisão de uma célula em duas, ou talvez seja no momento em que o embrião começa a sentir. Mas isso não resolve todos os problemas. A humanidade ainda está muito longe de determinar ou definir o que significa um ser humano independente, livre. No entanto, nas primeiras fases de nossa existência no mundo do Infinito nós não existimos de forma independente.

Portanto, quando nós realmente começamos a sentir e a nos tornar nós mesmos? Foi quando descemos das árvores e evoluímos para uma criatura que é um pouco mais do que um macaco? Podemos chamar toda essa evolução histórica o processo de se tornar um ser humano? O ego simplesmente nos empurrou para frente e exigiu que nos beneficiássemos em detrimento de outros. Será que alguém realmente sabia o que estava fazendo? Se todo mundo é conduzido pelos instintos do desejo de receber, onde está o verdadeiro “nós”? Por enquanto, nós falamos de criaturas que são constantemente operadas por diferentes fatores. Sim, nós sofremos um pouco, mas a dor em si ainda não é um sinal de independência.

Na verdade, o ser humano em nós começa a se desenvolver a partir do ponto de conexão, e até um pouco na preparação para ele. Se voltarmos ao exemplo do embrião: a gota de sêmen do pai entra no útero da mãe e se adere à parede do útero e começa a se multiplicar, devido à conexão entre a mãe e o pai. Uma célula comum começa a se desenvolver entre a brancura do pai e a vermelhidão da mãe e esta é uma conexão. A brancura do pai é o Criador e a vermelhidão da mãe é o ser criado, e agora há contato entre eles.

Assim, Bina trabalha com Malchut e nós temos que aceitar esta forma de desenvolvimento. No momento em que eu posso me anular e o outro pode se anular, nós nos conectamos, ou eu posso me conectar ao grupo, e esse momento é o início do ser humano em mim.

Claro, tudo está no primeiro estado, no mundo do Infinito, e nós alcançamos tudo isso na prática, o terceiro estado. Mas o segundo estado é o estado intermediário necessário para que possamos ter o livre arbítrio, para que possamos desenvolver e compreender qual é o segredo do nosso desenvolvimento. Ao passar pela sequência destes estados nós aprendemos sobre o sistema chamado Criador, sobre Seus atributos e Suas ações. Nós aprendemos sobre a criação, que é algo que não podíamos fazer antes.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/01/14, Escritos do Baal HaSulam

A Era Das Decisões Coletivas

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu tenho dúvidas sobre a tomada de decisão coletiva. É impossível sentar-se em um círculo por horas e discutir todas as questões. Será que depois de uma discussão como esta uma pessoa ainda tomará uma decisão? Caso contrário, isso vai levar muito tempo.

Resposta: Eu acho que as pessoas em sua maioria serão envolvidas em discussões apenas em círculos como estes, e com relação ao trabalho, pode ser que elas trabalhem uma hora por dia e talvez nem trabalhem. Todo o seu tempo, elas vão estar à procura de soluções sobre como ser como o Criador. Nisso, elas vão ver que esta é a sua principal ocupação, e vão obter prazer disso. Nesse meio tempo, nós não entendemos como algo assim é possível, mas é assim que vai ser!

Este será o centro de sua vida. Além de comer e dos cuidados necessários para o corpo físico, todo o resto das atividades de uma pessoa vai ser dedicado a isso: 24 horas por dia em pensamento e 15 horas em ação. A pessoa vai se envolver constantemente em criar uma conexão cada vez mais estreita com os outros, mais interna e emocional, física ou virtualmente, até que comecemos a descobrir que o corpo físico não existe, e todo mundo vai começar a ser visto como imaginário.

Todas as decisões serão aceitas coletivamente. Isso é natural. De onde alguém pode saber melhor do que outros? Mesmo agora, isso funciona assim. Em sociedades de grande porte, centenas de pessoas participam da gestão e tomada de decisões críticas. Como se pode tomar uma decisão se o que ontem parecia a você como completamente correto, hoje é simplesmente ridículo e vice-versa?

Uma pessoa não está pronta para fazer qualquer coisa sozinha. Se ela quer ser como o Criador, como ela pode continuar a trabalhar sozinha? Este não é um modelo que torna possível estabelecer-se no caminho certo. Portanto, hoje, não temos outra opção. O tempo das pessoas talentosas, dos políticos de destaque, dos economistas e dos líderes passou. O administrador de hoje não é de forma alguma superior aos outros e não está pronto para tomar a decisão certa. Tudo está em declínio. Afinal de contas, nós começamos um novo desenvolvimento e este deve ser coletivo, integral!

Portanto, nós aconselhamos todos os gestores em todos os tipos de sociedades que organizem e montem grupos para a tomada de decisões. Isso já está acontecendo agora, porque as pessoas sentem intuitivamente que uma decisão como esta é mais confiável. Só que agora elas se reúnem e discutem, e cada uma promove sua opinião. No entanto, aos poucos, elas vão descobrir a partir de sua experiência pessoal, que, desta forma, é impossível chegar a uma decisão. Aparentemente, teoricamente, está tudo bem! No entanto, na prática, isto não está bem. Isso não produziu bons resultados.

Assim, elas vão ouvir o nosso conselho e aceitar que o grupo deve esclarecer questões, não através da discussão entre si, mas por meio da autoanulação de todos em relação ao centro do grupo para esclarecer a opinião de cima. O Criador deve estar presente nisso, o qual lhes dará uma solução perfeita. Nossas decisões e soluções já são chamadas de integrais.

Para uma discussão como esta, deve haver dez pessoas. Portanto, no governo, há todos os tipos de comitês; há uma assembleia. Mesmo a partir do benefício pessoal egoísta, as pessoas entendem que não é mais possível entregar todo o governo para uma única pessoa como para os reis no passado. Deve haver conexão, seja egoisticamente (pelo menos) ou espiritualmente.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/01/14, Lição sobre o Tema: “Nove Passos”

Um Sanduíche Feito Com Amor

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que eu posso me aderir ao centro do grupo se não posso fazer nenhum trabalho profissional na construção do novo edifício, mas faço simplesmente sanduíches para os amigos?

Resposta: Claro, porque não? Você prepara sanduíches para deleitar os amigos.

Nós costumávamos celebrar a Páscoa com o Rabash de acordo com os costumes e as regras do Baal HaSulam, que eram muito duros e difíceis de cumprir. Rabash costumava beber cerca de 10 xícaras de café por dia. Este era um costume entre o povo de Jerusalém. A fim de tomar um café que pudesse ser usado na Páscoa, tínhamos que verificar cada grão e certificar-se que não havia vermes nele; tínhamos que checar 15 quilos de grãos de café dessa forma.

Como você sabe, eu sou muito impaciente e foi uma tortura para mim me sentar e examinar os grãos de café por horas. Eu fumava mais cigarros do que os grãos de café que eu verificava. Então, Rabash disse: “Venha, eu vou lhe ensinar como fazê-lo”. Era o primeiro ano que eu estudava com ele. Ele se sentou à minha frente na mesa onde uma enorme pilha de grãos estava amontoada; ele pegou um grão, olhou para ele e disse: “Eu estou verificando este grão para que meus amigos sejam capazes de beber uma xícara de café. Eu quero fazer isso por eles”, e colocou o grão de lado. Depois, ele tomou outro grão e disse: “Eu estou verificando este grão para que o meu professor seja capaz de beber uma xícara de café! Estou fazendo isso por ele!”. Assim, de grão em grão…

Se você está fazendo sanduíches, você certamente tem a oportunidade de dizer estas palavras muitas vezes. O fato de você possuir ou não certas habilidades, não depende de você. Diz-se: “Não é o sábio que aprende”. Portanto, não importa se você não é muito sábio. Cada um de nós recebe os meios que precisa e por isso você não deve ficar triste com suas habilidades. Cada propriedade de uma pessoa deve ser correta e assim deve ser. Caso contrário, as habilidades físicas de uma pessoa e do ambiente não seria compatível com a raiz de sua alma.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/12/13, Shamati # 72 “A Confiança é a Vestimenta para a Luz”

Sem Mais Delongas

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 21: Não seja desviado pelos filósofos que dizem que a própria essência da alma é a substância intelectual, e que ela só existe através dos conceitos que ela aprende, que ela cresce com eles, e que eles são a sua própria essência.

De acordo com os filósofos, vendo apenas este mundo, nós também alcançamos algo espiritual. Com base no que eles pensam assim? Com base no raciocínio. Eles não sabem e não estudam a natureza, mas só a escolástica de sua própria mente, e é por isso que, obviamente, não têm conhecimento real. Sua esfera é fantasia, sem base em qualquer estudo empírico e dentro dos limites da teorização.

Assim, a visão filosófica da alma humana é: “Se refletirmos e debatermos sobre a alma, teremos contato com ela”.

Por outro lado, os Cabalistas explicam que tudo isso é uma grande mentira. Ninguém no mundo tem uma alma. A fim de obter a alma, é preciso obter a qualidade de doação que está acima do nosso desejo, acima da nossa natureza. Aquele que alcançou isso tem uma alma e quem não alcançou não tem.

Nós ainda devemos descobrir o que é a existência atual que chamamos de “vida”. De qualquer maneira, não há conexão entre os nossos desejos atuais e a alma. Afinal de contas, a alma é o desejo de doar, e não pode se relacionar conosco. Em nossa percepção, nós temos que separar estas duas partes por um verdadeiro “muro de ferro”.

Ou tudo numa pessoa é baseado nos desejos terrenos, “animais”, ou ela está do outro lado e os governa. Neste caso, todas as suas ações não são comparáveis ​​com o seu desejo de doar, com a possibilidade de doação. Esse desejo, essa ação, é chamada de alma, que cresce subindo-se os 125 degraus da escada espiritual.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 12/01/14, Escritos do Baal HaSulam

Pedir Pelos Outros

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que eu devo distinguir na minha vida como o mais importante? No que devo prestar atenção primeiro?

Resposta: A sua atenção deve estar focada somente numa única coisa: orar pelos outros. Deixe as pessoas se sentirem bem na unidade, bem porque o Criador lhes traz bem e gosta do que faz.

Pergunta: E quanto aos problemas em outras áreas da minha vida?

Resposta: Parece que sua oração ainda não está completa. O Criador quer que você a aperfeiçoe, e é por isso que ele “cutuca” aqui e ali, apontando-lhe para a meta. Se você não é sensível o suficiente ou é “casca-grossa” e teimoso, então você precisa dar alguns “retoques na imagem”, dar o vetor desejado. Na verdade, quanto mais você avança em direção à meta, mais precisas devem ser as correções. Assim, a cada passo, os cutucões serão mais sensíveis para guiá-lo precisamente no curso.

Pergunta: Como posso usá-los?

Resposta: É preciso aceitá-los com amor. Afinal de contas, eles são como as indicações do navegador que levam você ao longo da rota. Como é possível conduzir sem elas? Quer entender ou sentir para onde deve virar? Você precisa destas sensações dolorosas: sacudidas, frustração e rejeição.

Toda vez, você se esforça pela meta com a ajuda delas, através dos amigos, por meio do grupo e do mundo, mantendo um curso apenas em direção ao Criador, a fim de levar a Ele o vaso inteiro. O vaso pode fazer a correção, e graças a ela, estará totalmente imbuído com o prazer do Criador só para dar-Lhe prazer. O mundo inteiro vai querer abrir-se para que o Criador preenche-o com bondade, e nós seremos capazes de transformar tudo em doação a Ele.

Como podemos avançar em direção a essa doação? Como podemos aprender isso? Acima das coisas desagradáveis. Se você não consegue renunciar ao que lhe faz sentir bem agora e reduzir o grau de conforto no desejo de receber, como vai ser capaz de renunciar ao prazer mais tarde? Como você vai convertê-lo em doação? É por isso que temos que percorrer os estágios de desenvolvimento.

Pergunta: Isto significa que os problemas vêm a mim de modo que seja mais fácil renunciar às coisas agradáveis?

Resposta: De forma alguma. Nós os usamos para outra coisa. Eles entram em sua sensação, se manifestam nos desejos onde não há consciência da grandeza do Criador. Se você sentisse a importância do Criador neles, você não teria sentido dor. Cada sensação desagradável esconde uma falta de importância do Criador e nada mais. Assim que você sente que Ele é importante, qualquer desconforto desaparece. Da mesma forma, para uma mãe o seu estado pessoal não importa, desde que seu filho esteja bem. Como está escrito: “O amor cobre todas as transgressões”.

Portanto, nós devemos orar pelos amigos e pelo mundo inteiro. No entanto, não podemos simplesmente sentar e orar. Eu preciso trabalhar no grupo para chegar à oração necessária. A oração é o resultado de todas as minhas ações, de todos os meus esforços. Eu ajudo os amigos e ajudo a sociedade a compreender que a única ajuda que sou capaz de realizar é dirigir os outros à meta.

No final, o esforços materiais são destinados a estabelecer a conexão com as pessoas e trazê-las ao método que dá a abordagem certa. A caridade em si mesmo não muda o mundo para melhor, e os governos também são impotentes nisso. É por isso que devemos estudar o sistema do universo e entender que há apenas um sistema realmente eficaz: reunir as pessoas para orar por elas.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 09/01/14, Escritos do Baal HaSulam