Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Uma Máquina Milagrosa

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é preguiça no trabalho?

Resposta: A preguiça é o peso no nosso trabalho, a falta de motivação, de vigor e de combustível, ou seja, a falta de importância. Rabash dá um exemplo simples: se uma casa estivesse em chamas e se precisasse fugir do fogo, ninguém seria preguiçoso e continuaria dormindo. Todo mundo ia saltar da cama e fugir.

Se a vida de uma pessoa não está em perigo, esta pode dizer que não importa o que aconteça, o que será, será, e pode tomar um tranquilizante para dormir mais profundamente. Tudo depende da importância.

Não há preguiça ou excitação; há apenas um sentido da importância da meta, o próximo estado. Se estamos falando de um processo que é repugnante para a nossa natureza, que, como todos os animais, egoisticamente é atraído a descansar, a se satisfazer, como a pessoa pode trabalhar para a satisfação dos outros? Isto é simplesmente impossível.

É possível viajar de carro sem combustível? Certamente que não, ele precisa de combustível. Sem isso, ele não se move! Considerando que nós queremos chegar a um estado em que podemos avançar sem combustível. Então, como é possível fazer isso sem nos satisfazer com um objetivo bom e tentador? Não estamos preparados para fazer isso.

E aqui nós estamos confusos e não entendemos como avançar, onde, para qual objetivo, como passar por todo esse processo. Isto é porque nós realmente devemos começar a trabalhar sem combustível para o nosso desejo de prazer, de trabalhar sem um objetivo atraente para o ego que diz que deve ser satisfeito. Nós temos que ir para a máquina de movimento perpétuo, para um motor que usa um combustível absolutamente diferente e realiza outros trabalhos.

Nós apenas não entendemos como uma coisa dessas pode existir na realidade. Isto é como uma máquina que funciona por si só com algum combustível invisível e recebe o poder do movimento ao agir para o bem dos outros, satisfazendo-os e fazendo tudo para o bem deles.

Eu não preciso colocar nada nela. É um milagre, e tudo funciona. Eu verifico, será que ela tem combustível? Não há combustível! Há eletricidade? Não há eletricidade! Talvez ela pelo menos desfrute o que está fazendo? Verifico e ela não recebe nenhum benefício disso! Então, como pode funcionar?! Graças a um milagre, um milagre, o poder de doação! Por quê? Não há resposta.

Então, como devemos continuar em direção a um estado como este, onde seremos como essa máquina? Esta é toda a questão. O processo nos move em direção a isso, e devemos entender apenas uma coisa todo o tempo: conexão – conexão – conexão. E assim passamos por estados que são chamados de antepassados, toda a história de seu desenvolvimento após deixar a Babilônia, depois a entrada no Egito, sete anos de saciedade, sete anos de fome, as pragas do Egito e o êxodo de lá.

Tudo isso aconteceu apenas graças a algum tipo de poder superior que é desconhecido para nós. A partir da conexão entre nós, eu descubro todos esses estados chamados de sete anos de saciedade e sete anos de fome, as dez pragas e a fuga do estado anterior.

Eu fujo de todo este velho paradigma, porque ele não pode me ajudar mais em nada. Eu vejo que tudo o que eu tenho feito até agora carece de valor, e descubro algo novo aqui: a possibilidade de compreender, sentir e trabalhar como essa máquina de movimento perpétuo que funciona sem combustível, sem interesse próprio e sem satisfação.

Esta máquina funciona completamente na base de uma potência mais elevada. De repente, algum tipo de iluminação atinge a partir de cima e ela começa a girar por si só, enquanto a iluminação está nela. Então, ela está pronta para se conectar com os outros, para executar ações, para irradiar energia de si mesma. Isto é simplesmente maravilhoso; este é o milagre que nós esperamos tanto.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 20/04/14, Escritos dos Rabash

Jogos Com O Faraó

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos adquirir o poder da fé?

Resposta: Nós adquirimos a fé através de um pedido. Mas o pedido deve ser tão próximo quanto possível do poder da fé. Isso significa que eu devo esclarecer por que preciso de fé e como dar forma a esse pedido dentro de mim. Através do meu pedido, eu atraio o poder da fé para mim, como um ímã, forçando-a a ser revelada em mim.

A dificuldade é que é impossível querer o poder da fé sem adquiri-lo. Este é um círculo fechado, um contradiz o outro. Mas no meu estado físico, eu “finjo”, jogando como se precisasse do poder da fé e estivesse doando, então este poder me ilumina à distância. Ele ainda não me atingiu porque eu ainda não tenho uma deficiência de verdade por ele. Mas eu finjo como se tivesse uma deficiência por ele, e isso atrai a Luz que Reforma para mim que me transforma.

Com a ajuda de exercícios como estes, vez após vez, eu atraio cada vez mais Luz Circundante e começo a me familiarizar com a característica da doação. Mesmo no escuro, eu posso identificar quais ações são atos de maior ou menor doação. Eu aprendo a me orientar no escuro, até mesmo a trabalhar com o Faraó, brincar com ele.

Durante este jogo, o poder da fé começa a me iluminar de longe. Mas somente com a condição que eu invista esforço em ser como ele; eu o atraio até mim, de modo que eu estou mudando um pouquinho o tempo todo. Este período de ocultação é chamado de trabalho em Lo Lishma, através do qual podemos chegar à Lishma.

A única coisa que nós precisamos agora é o poder da fé. Para isso nós devemos realizar ações físicas, porque no mundo espiritual, ainda não podemos fazer nada. Então fazemos um jogo em um grupo; com a disseminação, nós criamos sistemas que são como sistemas espirituais, como crianças imitando adultos.

Crianças e mesmos filhotes de animais fazem isso naturalmente, e nós não; então, nós temos que jogar. As crianças também atraem a Luz que Reforma e é como elas se desenvolvem. Todas as criaturas se desenvolvem de acordo com este princípio.

Esta é a diferença entre a matéria inanimada e a matéria de níveis mais elevados que são capazes de desenvolvimento: o vegetal, animal e falante. Eles têm a capacidade de jogar com o próximo nível, e fazem isso para atrair a Luz que Reforma para si mesmos. Este é o objetivo do jogo com cuja ajuda plantas, animais e seres humanos se desenvolvem. Dentro de suas células, há um mecanismo que torna possível para eles fingir ser mais maduros, que os atrai para alcançar isso. Isto é como o nosso jogo em um grupo, mas com eles é feito automaticamente, mecanicamente. Então, plantas ou animais atraem Luz adicional, e por isso crescem. O mesmo princípio existe em todos os lugares.

Nós devemos fazer isso conscientemente, e com eles, não é através do desejo, mas sim é feito pela natureza. Mas cada criatura, isto é, planta, animal ou humano, todos eles atraem a Luz Circundante. Em humanos isto é expresso mais proeminentemente porque eles sempre aspiram à construção de algo novo, atingindo novas alturas. Isso é como novos Reshimot de um nível mais alto são revelados, obrigando-nos a atrair a Luz que Reforma.

O principal é não se esquecer de que cabe a nós trabalhar, não a fim de remover a ocultação, mas para atrair a Luz Circundante, o poder da fé. Cabe a nós nos aprofundarmos menos em maus pensamentos, maus desejos e características, pois “você está onde estão seus pensamentos”. Nós temos que pensar como é possível emular cada vez mais a ação apropriada para a Luz. Então a Luz irá nos influenciar.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/04/14, Escritos do Rabash

Não É Fácil Nascer

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos ajudar um ao outro a manter a felicidade e a gratidão para com o Criador durante esses estados difíceis que são descobertos durante o êxodo do Egito?

Resposta: Nós certamente descobrimos estados difíceis. Ultimamente, eu tenho recebido queixas e reclamações de muitos grupos. Muitas pessoas diferentes estão escrevendo sobre isso; os problemas se intensificaram nos grupos e amigos estão entrando em discussões; eles nem conseguem olhar um para o outro. Alguém para de vir, alguém sai completamente.

Há grupos que, de repente, se dividem em vários grupos. Alguém tem uma ideia de organizar o seu próprio grupo, leva alguns amigos e os desconecta do resto. Diferentes problemas são revelados. Mas nós devemos compreender que todos eles estão contribuindo para o progresso no caminho. Estas são avarias que a pessoa não pode prescindir. Então eu me relaciono com todas elas muito calmamente.

Se você assistir as lições e de alguma forma tentar aplicar o que é dito praticamente, você avançará. E se você não concordar ou ouvir, e não estiver preparado para realizá-lo, então não posso fazer nada. Eu sou muito limitado no meu trabalho.

Mas você precisa saber que todas estas graves dificuldades foram criadas antes da aproximação do êxodo do Egito. Isso significa que estamos sob o controle do nosso ego e pode ser que já estejamos nos aproximando dos 49 portões de impureza.

Cada nível tem seus próprios 49 portões da impureza. Cada nível começa e termina com eles. Diz-se, “quem é maior do que seu amigo, seus desejos são maiores”. E sobre os níveis mais elevados, sinais muito maiores dos 49 portões de impureza se desenvolvem do que no Egito. Mas para nós, eles são percebidos como sérios problemas.

Entende-se que as pressões exercidas sobre uma criança são muito menores do que num adulto. Mas para uma criança, esses problemas parecem importantes e intoleráveis. Portanto, eu advirto os grupos que se sentem esmagados, que agora é a melhor época para se conectar e se reunir. Pode ser que, graças a isso, vocês sejam capazes de dar um salto que é chamado de nascimento espiritual, o êxodo do Egito. Isto é possível precisamente a partir destes estados onde vocês não conseguem nenhum acordo.

Vale a pena juntar todo este sedimento, todos esses problemas, todos os pedaços e tentar se conectar. Então vão ser descobertas novas situações onde não podemos tolerar um ao outro. E mais uma vez nós tentamos nos conectar. Então, em um curto prazo, dentro de algumas horas, vocês serão capazes de alcançar o nascimento espiritual.

Mas prestem atenção! Até que isso aconteça, os estados serão intoleráveis e vai haver uma necessidade de se conectar acima do ódio, da rejeição, das distâncias e de todos os tipos de cálculos. Isto não é muito fácil ou agradável, mas não há mais nada a fazer.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/04/14, O Zohar

Dois Cenários Do Êxodo Do Egito

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando eu ouvi sobre o êxodo do Egito alguns anos atrás, imaginei que sairíamos logo do Egito. Mas agora sinto que estou muito longe de nascer, e parece que ainda não alcancei o estado de embrião. Em que devo me concentrar?

Resposta: Como você imaginou este êxodo? Como adoráveis desenhos de seus sucessos. Você pensou que iria sair do Egito e tornar-se forte, gerenciar tudo e descobrir todos os segredos, todas as informações e sentimentos, e seria capaz de entender, sentir e se tornar todo-poderoso, eterno e inteiro. É como você imaginava o seu êxodo do ego.

Mas agora você é forçado a concordar que o êxodo do Egito simboliza o oposto. Antes você o avaliava egoisticamente, mas, na verdade, o êxodo do Egito simboliza que eu não tenho nada e que não quero nada! Eu só quero me conectar com todo mundo, a fim de doar tudo a todos.

Eu quero sair de mim, me derramar em todos para me conectar com eles e cuidar deles como uma mãe que cuida de seus bebês, sem qualquer benefício próprio, sem qualquer lucro. A principal coisa é que serei capaz de ter o desejo de tomar conta deles, o que significa assemelhar-me com o Criador.

Isto é o que eu quero e isto é o que eu chamo de êxodo do Egito. Isto é o que eu vejo como minha redenção: receber um desejo e a capacidade de me parecer com o Criador através disso. Eu quero assemelhar-me ao Criador não pelo meu próprio bem, porque vejo o meu lucro só nisso, mas para poder doar de forma absoluta e não sentir nada para mim mesmo.

Não sentir para mim mesmo também pode ser recompensador. Se eu agora sofro por não sentir a mim mesmo, então eu também me livro da dor. Isso significa que qualquer condição de sair de mim mesmo para a doação pode ser interpretada como benéfico para o ego.

Mas se nós também operamos no que diz respeito ao grupo, então tudo se torna mais simples e real. Eu só preciso desejar me conectar com todos a fim de servi-los, cuidar deles e dar-lhes tudo o que eles precisam, fornecendo-lhes todas as suas necessidades corporais e espirituais.

Na corporeidade, nós temos que ajudar dentro dos limites da necessidade, enquanto na espiritualidade é até o fim da correção. Isto é redenção para mim, já que é assim que o Criador trata os seres criados. Hoje você está mais perto do que antes, e toda a diferença é feita pela Luz.

A história do êxodo do Egito descreve os estágios avançados antes do verdadeiro êxodo como muito rápidos. Primeiro, a história se desenvolve muito lentamente: sete anos de saciedade parecem muito longos com todos os detalhes.

Mas as últimas fases são restritas e concentradas; na verdade, você está nelas agora. É possível comprimi-las para agir imediatamente uma após a outra e então rapidamente sair. Sair do Egito, perfurando a Machsom (barreira), como nós uma vez gritamos, significa continuar ansiando pela conexão, pelo serviço mútuo dentro do grupo.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/04/14, O Zohar

Material Para O “Bezerro De Ouro”

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como a disseminação durante este tempo especial de Páscoa pode contribuir para a primeira conexão entre nós?

Resposta: A disseminação ajuda ainda mais fortemente do que trabalhar com os amigos. Ao sair, nós sentimos uma necessidade ainda maior pelos amigos. Entendemos que nosso sucesso ou fracasso na disseminação externa depende do grupo: de suas dimensões e poder, de seu apoio.

Além disso, não podemos deixar o Egito sem tomar os vasos egípcios. Quando nós saímos para a disseminação externa, nós nos conectamos; juntamos estes vasos, essas deficiências estranhas. Por enquanto, nós não os juntamos à nossa conexão; vamos precisar deles mais tarde. Mas se não reunirmos esses vasos agora, não vamos sair do Egito.

Caso contrário, não temos qualquer motivo para sair: o que nós conectaremos no deserto? Vamos nascer, e qual é o próximo passo? Através do que vamos crescer? O crescimento só é possível devido ao fato de que mesmo agora, antes do êxodo do Egito, nós iremos e reuniremos os desejos dos egípcios. Estas são as deficiências materialistas regulares: comida, sexo, família, dinheiro, respeito e conhecimento; os egípcios não têm outras deficiências.

Mas depois disto, nós os santificamos: primeiro, nós os passamos pelo “bezerro de ouro” e depois começamos a corrigir. Isto significa que podemos descobrir o que são esses desejos: “os vasos de ouro e prata dos egípcios” que são lançados no bezerro de ouro são do Egito e depois nós corrigimos isso gradualmente.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/04/14, O Zohar

O Ego Empurra A Pessoa À Doação

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como os egípcios empurraram os filhos de Israel para trabalhar a fim de doar?

Resposta: Pelo desespero! Uma pessoa executa ações egoístas, Lo Lishma (não para si mesmo), mas isso não importa, já que estamos abaixo do Machsom (barreira).

Acima do Machsom há a dominação da doação, a intenção altruísta, enquanto abaixo do Machsom há a dominação da recepção, a intenção para mim. Após a quebra os desejos caíram abaixo do Machsom. A quebra ocorreu de propósito a fim de proporcionar a condição em que vamos querer retornar à conexão, mesmo egoisticamente, e isto é considerado que temos a intenção correta.

Isto significa que a Luz que Reforma vai agir sobre nós de Cima. A fronteira do Parsa, o Machsom, não impede a Luz Circundante e não é uma barreira para ela. A Luz Circundante pode iluminar até mesmo com uma intenção egoísta e uma oração. O MAN pode vir de desejos egoístas que só anseiam um pouco por doação.

Parsa é uma fronteira muito sensível, e assim nós podemos chegar à correção de todos os estados.

Os egípcios, os desejos de desfrutar, são os que empurram Israel para trabalhar a fim de doar, para que eles possam levar todos os ganhos. É como uma cobra que engole todos os frutos do nosso trabalho. O que mais pode ser um meio que me ajuda a avançar além do Egito, além dos meus desejos egoístas?

Uma pessoa não tem outros meios. Há o ponto no coração, que é empurrado para frente pelos vasos egoístas: pensamentos, desejos e intenções. Sem esse obstáculo eu não teria nada mais exceto as centelhas chamadas de filhos de Jacó. Estas centelhas na verdade não querem fazer nada e são apenas Reshimot (reminiscências) dentro de uma pessoa.

Nós podemos avançar apenas pelos cruéis desejos egoístas deste mundo e para além dele: os desejos de alcançar, entender, subir acima da vida e da morte. Onde conseguimos força para vir para a lição toda manhã e disseminar? Tudo isso vem do Faraó, do nosso ego. Uma pessoa que suprime o seu ego não pode avançar.

Portanto, nós não restringimos nossas ações egoístas. Pelo contrário, quanto mais o ego nos empurrar, melhor. Como se diz, “aquele que é maior do que seu amigo, seu desejo é ainda maior”. Uma pessoa anseia alcançar o Criador, e o Faraó a ajuda a avançar.

Nós temos que usar todo o ego cruel que temos, o que significa ir até os 49 portões de impureza. Os egípcios nos ajudam a avançar, mas ao mesmo tempo cada vez nós recebemos a Luz, e assim alcançamos o estado em que temos que fugir. A Luz que chega até nós cria essa atitude especial para com a intenção em nós, mas nós realizamos todas as ações à custa dos egípcios.

Portanto, o melhor Faraó é o que nos dá problemas e nos leva a um estado onde podemos escapar dele.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/04/14, Escritos do Rabash

O Caminho É Fácil Ou Difícil, Mas Não Há Outro Caminho

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que os Cabalistas chamam este caminho de caminho mais fácil? Não parece fácil para mim.

Resposta: Eu não sei se este caminho é fácil ou difícil; eu simplesmente vejo este caminho diante de mim e sei que não tenho para onde escapar. Este é o meu único caminho.

Ao mesmo tempo, eu posso trabalhar, ter filhos, cuidar de uma família, e estar envolvido com outras coisas, e tudo isso é aparentemente um encargo adicional, sacos pesados ​​que se penduram sobre o meu burro. Eu os levo porque não há escolha. Os Cabalistas dizem que eu tenho que fazer isso para organizar a minha vida.

Além disso, com toda essa carga, eu tenho que seguir o meu objetivo. Eu só olho para frente como um burro com antolhos para que ele não olhe para os lados.

Quanto mais forte a minha conexão com o grupo e mais claro o caminho, eu vou ver com mais certeza que estou direcionado apenas para este objetivo. Não há nenhuma razão para sair para o acostamento e voltar mais tarde a este caminho, porque assim eu só paro e me atraso.

Comece a se esforçar e assim você vai ver que através do exemplo dos amigos e da influência da Luz, você avança corretamente. Você pode ver isso através dos amigos que são apenas iniciantes, bem como os veteranos. O Criador vai abrir os seus olhos , para que você veja todas as formas que precisa.

O grupo que você vê está apenas na sua imaginação; esta não é a sua verdadeira forma. Acredite em mim, há um grupo aqui que está conectado e dirigido para um objetivo com poder ilimitado. Mas, “todos os que encontram falhas, fazem isso com suas próprias falhas”. Então, se você tentar, você vai ver tudo o que precisa e vai buscar ajuda de acordo com seu esforço.

Não pense que os amigos são pequenos; você vai obter tudo deste grupo. Você simplesmente não o vê em sua verdadeira forma. Esforce-se em estar integrado no grupo; na medida em que você entrar nele e desaparecer com a autoanulação, você vai avançar. O amor dos amigos supre todas as deficiências.

Pergunta: Mas é impossível entender tudo o que está escrito nos livros, já que você não sente isso! Da mesma forma, no que você está dizendo agora não há nada para entender e realizar!

Resposta: Há! Você só precisa se ​​conectar. Não há outra forma de trabalho prático em nossa condição, exceto a conexão. E para esta conexão, você deve aceitar todas as condições que eles lhe dão. Se você concorda, então, por favor, o caminho está aberto diante de você.

E se você não quiser se conectar, então você está livre para fazer o que quiser! Nós verificamos a pessoa apenas em relação a essa condição. Esta é a única escolha livre que é dada a ela. Pode ser que isso leve 10 a 20 anos até que ela entenda. Bem, então vai ser 20 anos, o que você pode fazer sobre isso? Mas ela tem que entender essa condição e perceber isso. Se isso não for suficiente para você, volte a este mundo para continuar encarnação após encarnação, porque nós estamos num processo de correção.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/04/14, Escritos do Rabash

O Esforço É A Recompensa

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que quando nós ouvimos sobre a importância da disseminação nós pegamos fogo e ardemos de vontade de sair para disseminar, mas amanhã todo o nosso desejo se desvanece e desaparece?

Resposta: Isso é deliberadamente organizado para que possamos superar o nosso desejo. Se fosse agradável para nós disseminar, não obteríamos nenhum benefício.

Por isso nós temos que fazer um esforço contra a nossa vontade, porque pensamos que isso é importante para o desenvolvimento espiritual, mesmo que no nível físico isso não pareça importante para nós e seja inclusive repulsivo. Segue-se que isso é realmente um trabalho para nós.

Nós devemos entender que onde a resistência do corpo não é sentida, não há nenhuma recompensa espiritual! É muito simples. Então, se não queremos sair para disseminar e encontramos mil justificativas para nós mesmos, se isso é nojento e repugnante para nós, se temos vergonha e pensamos que não somos aptos para este trabalho, toda essa resistência é especificamente dada a nós para que a superemos e recebamos uma recompensa espiritual.

Isso é chamado de um ato de superação através do esforço. O esforço é acumulado gota após gota, “que se juntam numa grande quantidade”, até que o nosso contador salta para o próximo dígito e obtemos a elevação espiritual.

Isso significa que não temos escolha; é impossível avançar de outra forma. Portanto, eu estou feliz em saber que você não tem capacidade e vontade, e que não sabe onde disseminar e como. Tudo isso são desculpas, mas especificamente isso lhe dá a oportunidade de fazer um esforço!

Entenda que se você vê uma oportunidade para realizar medidas sem esforço, é preferível não fazê-lo! Se é agradável para você sair para a comunidade, e você quer muito isso, está animado e feliz, então você não receberá uma grande recompensa por essa atividade, pois não agiu contra o seu ego.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/04/14, Perguntas e Respostas com o Dr. Laitman

Razoável? Razoável!

Dr. Michael LaitmanQuando nós explicamos o método de correção para uma pessoa, temos que explicar a base para o método. Portanto, nós dizemos que ele não é algo que inventamos, mas que decorre da natureza. Nós vemos que a natureza tem nos controlado por séculos, avançando-nos e trazendo-nos a um estado em que todos nós estamos conectados.

Por natureza, todos nós estamos conectados, mas da nossa parte não queremos esta conexão. Acontece que nós estamos num sistema que nos conecta em todos os sentidos possíveis, mas nós nos opomos e agimos como se não houvesse nenhuma conexão entre nós. Portanto, há uma crise.

Este sistema age em nós como se estivéssemos conectados e, portanto, nos controla, enquanto nós não queremos isso. Isso leva à confusão e a uma grande bagunça em tudo o que fazemos. Este fenômeno começou há algumas décadas, quando começamos a perceber que estamos todos conectados.

Anteriormente não havia tal coisa. Nós simplesmente crescemos e crescemos até que, de repente, a conexão foi fechada. Isso acontece com crianças pequenas que não sentem que precisam de amigos e brincam sozinhas até a idade de dois ou três anos. Depois, a criança cresce e percebe que há outras crianças e que é interessante brincar com elas.

A humanidade se desenvolveu da mesma forma; até certo ponto, ela se desenvolveu separadamente e, de repente, a natureza nos obriga a estar juntos. Você concorda em aceitar a condição de que todos estão conectados? Nós estamos destruindo o mundo e nossa vida se continuarmos no caminho em que vivemos agora.

A correção reside em estudar e investigar a natureza e tornar-se compatível com ela, identificando e tornando-se alinhado e equilibrado com ela, para que possamos viver bem. O equilíbrio é a principal lei da natureza. Toda a natureza é atraída ao equilíbrio.

Isto é muito razoável e pode ser explicado. Caso contrário, por que pedimos que todos tenham boas relações entre si, em conexão? Nós somos comunistas ou crianças pequenas que não entendem que é impossível implantar isso?

Mas não é sobre se é possível ou não, mas simplesmente que não temos escolha. Não é uma teoria que foi feita por qualquer pessoa. Nós podemos aprender com a natureza o que significa estar em harmonia com ela. Toda a natureza aspira ao equilíbrio e nós também temos que alcançá-lo. Portanto, todos vão se sentir bem. É uma lei física que se expressa nas relações entre as pessoas.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 02/04/14, Escritos do Rabash

É Bom Estar Junto No Centro Do Grupo E Ruim Estar Sozinho

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa que o sofrimento encurtam o tempo?

Resposta: Os sofrimentos e esclarecimentos encurtam o tempo, porque eu tenho que me sentir:

Mal no desejo de receber e bem no desejo de doar.
Mal sozinho e bem junto.
Mal fora do centro do grupo e bem no centro do grupo.

Tudo isso é contra a minha substância, o meu desejo. Se eu me esforço contra o meu desejo, eu sinto angústia e não estou pronto para realizá-lo. Uma pessoa não está preparada para sofrer por sua própria vontade, e onde há sofrimento, ela não pode entrar.

Somente com a condição de que ela tenha um objetivo maior que cubra os sofrimentos, ela estará pronta para aceitá-los, como um paciente que concorda com uma operação. Mesmo que esta seja desagradável e perigosa, ela concorda com isso ou morre. Portanto, não considerem essa pessoa um herói; ela realmente entende que, sem isso, é impossível continuar e que vale a pena aceitar o sofrimento e permanecer viva.

Cada animal e cada pessoa faz um cálculo assim. Mas é preciso ir contra o nosso desejo de receber, sem qualquer justificação do desejo de receber.

Quando eu vou contra o meu ego e tento estar integrado na sociedade e no grupo, para estar junto com eles e levar a cabo o que eles querem, eu não tenho nenhuma justificativa para isso. Eu não posso dizer que haverá algum tipo de benefício nisso para mim. Eu não vejo um fim para o qual vale a pena que eu me submeta e faça o que eles querem. Não há justificativa; eu não posso trocar uma vaca por um burro. Então, como vou fazer isso?

É aqui que um lugar para a “oração de muitos” é criado, que é um pedido para receber o poder de doação. Eu quero dar sem qualquer compensação. Isso é contra a minha natureza, e é impossível realizá-lo. Se isso compensasse, pelo contrário, eu certamente iria doar a fim de receber. Se eu preciso dar a alguém dez dólares e devolver, digamos, algo que vale mais que mil dólares, eu felizmente vou doar.

Eu não tenho nenhum problema em doar a fim de receber, todo mundo faz isso. Mas aqui nós estamos falando de doar sem qualquer compensação para mim, sem qualquer satisfação. Como é possível fazer isso? Não existem tais ações em nosso mundo. Para tudo que eu faço, deve haver uma reação oposta do outro lado. Caso contrário, esta seria uma máquina de movimento perpétuo, um motor eterno que constantemente fornece energia e poder sem ser carregado.

Não existe nada como isso em nosso mundo, embora exista na espiritualidade! Este é o poder do Criador, que pode doar sem qualquer compensação. Eu quero receber esse poder. Se através de uma pequena iluminação o desejo de adquirir essa característica cresce em mim, isto é um sinal de que eu já avancei para Lishma e eu já comecei a exigir: “Dá-me o poder de doar, sem nada em troca”.

Eu quero ser sábio, sensível e entender, para que eu seja capaz de doar e tenha tudo que preciso para essa doação. Assim, eu recebo essa capacidade.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/04/14, Escritos do Rabash