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Vida Eterna Dentro Da Conexão Integral: Lição 1 Da Convenção Na França

Dr. Michael LaitmanNós estamos no início do caminho da correção da natureza humana e da correção do mundo. O método de Abraão ensina que a pessoa deve subir acima de sua natureza e se conectar com outros, de tal forma que nós criamos um círculo.

Se cada um tivesse que abandonar a si mesmo e aderir ao centro de nossa conexão geral comum, criaria um poder único, um sentido adicional especial. É como se estivéssemos usando óculos novos que tornam possível ver o mundo através de uma visão integral, que não pertence a mim pessoalmente.

Na vida normal, nós somos construídos de tal forma que eu vejo o que é útil ou prejudicial para o meu desejo de receber. E o que não afeta o meu ego não diz respeito a isso, então eu não vejo, não sinto, e não descubro isso.

Em torno de nós há toda uma criação de sistemas e mundos, mas nós não os sentimos. Nossos sentidos da visão, audição, olfato, paladar e tato não percebem esta realidade, porque estão num nível completamente diferente.

Mas quando nós nos conectamos, cada um com os demais, nós adquirimos o sentido integral compartilhado de um por todos. Este sentimento é chamado de Neshama (alma). Então nós começamos a sentir a vida em outra dimensão que não depende do corpo ou de sua vida e morte.

Eu adquiro um sentido integral que não é encontrado em meu corpo; em vez disso, eu me encontro dentro dele! Assim, não faz diferença se o meu corpo vive ou morre. Nada faz diferença para mim, pois, na verdade, eu subi para um outro nível de existência.

No início, nós nos desenvolvemos no nível inanimado, e depois no nível vegetal. Depois nós chegamos ao nível animal e por enquanto estamos vivendo nesse nível, uma vez que recebemos tudo através de nossos corpos. Agora nós precisamos subir para o nível falante, mas ainda não sabemos o que ele é. Porém, subir até ele só é possível com a condição de que todos nós nos conectamos e unimos. Isso torna nos possibilita sair de nós mesmos e nos elevar acima de nossos corpos.

Portanto, a sabedoria da Cabalá fala sobre a nossa conexão geral no ponto central da nossa relação. Esta é a forma como cada um de nós adquire o sexto sentido.

Da Convenção na França “Um por Todos e Todos por Um” Dia Um 09/05/14, Lição 1

Como Levantar De Uma Só Vez Com Pouco Esforço

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como você ora através do centro do grupo, se não sente esse centro?

Resposta: Por enquanto, ore tanto quanto puder. A pessoa nasce sem qualquer conhecimento, como um animal: três quilos que saem da mãe e começam a se desenvolver. Aos poucos, ela cresce e se torna mais sábia na medida que entende e sente mais.

Tudo sempre começa do zero. A principal coisa é a qualidade e o esforço. “A pessoa pode adquirir o seu mundo em uma hora”. Isso significa que ela restringe e foca o seu pequeno esforço no lugar certo, e cria uma alavanca. Embora ela tenha pouca força e não possa levantar uma carga pesada, ela pode levantá-la se aumentar o comprimento da alavanca.

Isto significa que uma abordagem sábia pode encurtar o tempo e ajudar no ganho de força. No passado, as cargas eram levantadas em navios por um sistema de correntes e um bloco de polia. Muitas correntes tinham que ser puxadas, mas elas eram capazes de levantar toneladas de carga.

É o mesmo no trabalho espiritual. Eu não posso me aproximar diretamente do Faraó e de toda essa confusão. Mas eu recebo a oportunidade de organizar um círculo de corpos físicos neste mundo, num estado onde estou totalmente separado da espiritualidade e não pertenço a ela. Portanto, eu sou capaz de começar a pensar nas conexões físicas com o meu cérebro corporal, praticamente do zero, mas ainda não de uma perspectiva mental ou espiritual.

Eu recebo essa oportunidade em cada nível. Se eu me concentro no centro do grupo pela garantia mútua, responsabilidade mútua, cuidado e apoio de outras pessoas, na conexão entre nós, juntamente com o professor e os livros de Cabalá, eu posso concentrar num pequeno ponto o esforço relativamente pequeno que posso fazer e assim avançar.

Mas se eu dispersar meus esforços, isso vai levar a nada; o resultado será a serpente. Este pequeno ponto determina qual será o resultado, se uma serpente ou um bastão. Este ponto é o foco no centro do grupo, onde queremos agradar o Criador.

A disseminação se baseia em ser um homem em um só coração. O centro do grupo é o nosso único coração comum. Nós temos que pensar nessa opção, nesta forma. Mas se eu perambular em direções infinitas, nada vai funcionar. Eu vou realizar várias ações, que no final também se acumularão, mas muito lentamente. Eu não ganho nada e não encurto o tempo.

Pergunta: Do que depende a nossa concentração numa ação?

Resposta: Depende do trabalho mútuo, em se concentrar, e no apoio mútuo, quando todo mundo se concentra no coração e mente no nosso centro e em nossa conexão mútua.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 20/04/14, Shamati # 59

Centro Para A Correção Do Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Todos os problemas do mundo são criados por causa da separação entre o povo de Israel. O grupo Bnei Baruch é o centro para a correção do mundo. O que falta ao grupo central para a conexão em Israel?

Resposta: Eu não acho que o problema esteja somente no nosso grupo. Ele não pode estar conectado e unido com o resto dos grupos, se estes não o ajudam e começam a ser integrados nele. Portanto, não se trata apenas de Israel, mas do grupo mundial comum.

Quando dizemos que em Israel há uma atmosfera única, queremos dizer que aqui, neste país, neste território, existe uma obrigação em primeiro lugar, de oferecer às pessoas o método da sabedoria da conexão. E nisso, o grupo central, cuja missão é servir ao povo de Israel, está unido.

Porém, em torno dele há outros grupos que devem se juntar a nós para nos ajudar e nos empurrar.

Nós precisamos receber o poder um do outro. Mas, em primeiro lugar, precisamos do apoio dos outros grupos, a fim de disseminar a sabedoria da conexão entre o povo de Israel. E o resto dos grupos devem fazer isso em seus próprios territórios.

Portanto, o principal é a união entre o povo de Israel. Se concretizarmos a ideia de unidade aqui, isso vai se espalhar ainda mais e abranger o mundo inteiro.

Pois a rede interna de conexões entre todas as pessoas no mundo vem daqui: a egoísta vem da Babilônia e a altruísta vem de Israel. Este elo não existe agora. Nossa missão é criá-lo.

Da Lição Diária de Cabalá 24/24/14, Perguntas e Respostas com o Dr. Laitman

Encontre Um Caminho Para O Coração Da Pessoa

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por um lado, a natureza não nos deixa respirar: guerras, crises e desastres. Por outro lado, dentro do grupo mundial, não podemos chegar a um acordo sobre os projetos de disseminação. Além disso, o número de amigos não aumentou. Será que temos tempo suficiente para fazer alguma coisa?

Resposta: O nosso poder não está na quantidade, mas na qualidade. Que nós somos poucos não é importante; que não podemos chegar a um acordo é o que tem sido um grande problema.

Nós sequer precisamos pensar no número de pessoas: quantas vêm, vão ou permanecem. Nossa tarefa não é reunir neste ano, digamos, um milhão de pessoas ao nosso redor.

Por um lado, a nossa tarefa é que o nosso pequeno grupo esteja conectado ao Criador, e, por outro lado, à sociedade, ao mundo. Antes de tudo, ele deve ser qualitativamente corrigido, e isso é a coisa principal. Em segundo lugar, a nossa falta de sucesso em atrair pessoas a nós não indica que elas não possam ser encontradas no mundo. Não reclame que ninguém queira aprender, que ninguém queira avançar; as pessoas vêm e vão.

Pode ser que nós sejamos culpados de não falar de uma forma interessante e compreensível; nós não deixamos a pessoa sentir que ela precisa dar e fazer um investimento.

Nós não a mostramos qual é o benefício e o progresso; nós não explicamos que a característica da doação é mais útil, desejável, pessoal e geral. Nós dedicamos pouca atenção ao trabalho com cada amigo que vem, de modo que ele vai entender que para a humanidade e para ele não há outro caminho.

Além disso, se nós estamos falando sobre isso, talvez seja com uma linguagem muito técnica, sem nos preocuparmos se ela vai entrar na pessoa e se tornar o seu conhecimento pessoal. O problema aqui está no grupo e não nos amigos que vêm e vão. Se o grupo se queixa que muitos estão deixando-o, isso indica que ele não encontrou uma maneira de trabalhar com as pessoas.

Da Lição Diária de Cabalá 24/04/14, Perguntas e Respostas com o Dr. Laitman

Perigos Do Caminho Do Desenvolvimento Cego

Dr. Michael LaitmanNós sempre acreditamos que nos desenvolvemos através de nossas próprias forças, sem a compreensão de que não é por nossa própria iniciativa, mas que vem de dentro da natureza. Agora, este poder interior está perdido e a pessoa não sabe o que fazer. Isso é bem ilustrado na geração mais jovem que não tem necessidade de grandes realizações; ela não está realmente agitada ou interessada em nada, mas simplesmente prefere passar o tempo e sair.

Para os jovens, não há mais aquele poder que uma vez nos levou a construir e fazer grandes coisas. Os jovens não têm interesse e vigor, e tudo isso é resultado de fatores internos. O poder superior não funciona dentro de uma pessoa, não a excita, mas só organiza as condições ambientais externas.

Desta forma, é como se a natureza nos dissesse que cabe a nós entender que tipo de mundo nós estamos vivendo. Nós devemos pensar sobre que direção queremos ir e quais as áreas que queremos desenvolver. Como podemos obter o poder e a inteligência para desenvolver e como podemos perceber isso?

Anteriormente, isso acontecia por si só na mente e no coração de uma pessoa, em conjunto com a supervisão do poder superior que a obrigava a agir instintivamente. Devido a isso, vimos como desenvolver, como construir nossas vidas, para aprender, trabalhar e o que passar para os nossos filhos. Mas hoje isso não é feito automaticamente, mas nos é dado como um ato de graça. Como resultado, nós começamos a sentir e compreender que antes o poder da natureza nos desenvolvia e nós mesmos sabíamos para onde nos virar. Este desejo foi despertado em nós por si só.

Mas agora ele não é despertado e nós começamos a entender que, de fato, novos tempos vieram e não entendemos o que querem de nós, porque nós não queremos nada. Isto significa que dentro de nós nenhum desejo despertou. Portanto, o que fazer?

As condições ambientais estão se tornando cada vez mais difíceis. Em breve, nós veremos que não há nada para comer ou beber, que será cada vez mais difícil a construção de ​​condições de vida mais ou menos aceitáveis. As condições ambientais se tornarão cada vez piores, a fim de obrigar uma pessoa a escolher uma meta e um método de desenvolvimento interior.

A pessoa aparentemente se tornou o mestre de sua vida e de seu destino, mas como ela sabe como controlar isso quando tudo, as nações, as sociedades e as pessoas estão conectadas umas às outras.

Isso nos leva a adquirir um método para gerenciar nossas vidas. Em todas as gerações anteriores, uma pessoa era sábia porque um poder, um desejo e aspirações diferentes eram despertados nela. Embora ela se confundisse e duvidasse que tipo de sociedade e que tipo de desenvolvimento devesse escolher, ela instintivamente percebia isso e sabia como construir sua vida.

No nosso tempo, neste novo estado, cabe a nós alcançar tudo de Cima, graças aos nossos esforços. Mas nós não temos um conceito de como obter de Cima a parte interna necessária para o nosso desenvolvimento: a inteligência, a emoção e a intenção. Nós sabemos apenas que não temos isso e não podemos passar sem este método que recebemos de Cima. Antes ele agia instintivamente, desde dentro. Mas agora, a fim de recebê-lo, exige-se o nosso trabalho preliminar, esforço, solicitação e oração (MAN). Assim, nós exigimos a sabedoria da Cabalá. Mas o caminho da evolução natural chamado Beito (em seu tempo) é longo e difícil. Isso é chamado de “quatrocentos anos de exílio” até que passamos por todos os estágios de desenvolvimento interno, as fases 1, 2, 3 e 4, e, em seguida, através de golpes e problemas, descobrimos a forma desejada.

Porém, junto com isso, não é por acaso que o método da Cabala já existe em nosso mundo, foi dado às pessoas, repassado à humanidade, adaptado e traduzido em muitas línguas. Por isso, é possível usá-lo, estudá-lo e realizá-lo de forma organizada e bem testada. Portanto, nós vamos avançar pelo caminho de Achishena (eu vou apressá-la). Desta forma, não precisamos passar por esses sofrimentos que passaríamos se estivéssemos avançando pelo caminho do “em seu tempo”, pelo caminho de todas as fases de desenvolvimento.

Nós adquirimos estes discernimentos sem sofrimento; é dito, “o Justo leva sua parte e a parte de seu amigo no Jardim do Éden”. Tudo isso vem a nós como resultado do esforço e da conexão. Através disso nós podemos economizar muito tempo e sofrimento. Este é o nosso trabalho.

Portanto, nós temos que desenvolver uma ampla disseminação agora, primeiro para as pessoas que habitam a terra de Israel e depois para todo o mundo. E tudo isso é para que a humanidade não procure cegamente o caminho do desenvolvimento, pois isso é passível de trazer grandes problemas, como o desenvolvimento anterior fez através de guerras sem fim.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 25/04/14, Escritos do Baal HaSulam

Quando A Profecia Torna-se Realidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Profetas previram que se o povo de Israel cumprisse a sua missão, as nações do mundo os levariam sobre os seus ombros. Então, por que nós vemos que o povo judeu resistiu a Moisés que tentou seguir a sua missão?

Resposta: O profeta Yeshayahu escreve que as nações do mundo vão levar os filhos de Israel sobre os seus ombros a Jerusalém, para fazê-los construir o Templo. “O Templo” significa o estado de conexão entre o povo de Israel. Isso significa que eles se tornam uma nação espiritual que age como a Luz para as nações do mundo.

Quando isso acontece, as nações do mundo chegam à percepção de que devido à metodologia de conexão que o povo de Israel possui, elas podem se unir-se com eles e criar um vaso que é chamado de “Malchut corrigida”. Este é o significado da frase “chegar a Jerusalém e construir o Templo”.

O vaso é Malchut do mundo do Infinito que é criado devido às nações do mundo, como resultado de seus desejos que se unem aos desejos do povo de Israel num nível inanimado e os ajuda no cumprimento de seu trabalho. É exatamente isso o que se entende por “levar os filhos de Israel em seus ombros”.

As nações do mundo não têm os pontos no coração; é por isso que são chamadas de “as nações do mundo”. No entanto, elas ainda vão se juntar a nós, porque consideram a nossa conexão como a única oportunidade de redenção.

Elas se conectam com o povo de Israel. No entanto, hoje não há nenhuma nação como o povo de Israel. Nós não atingimos o estado de conexão entre nós. Depois de nos unirmos espiritualmente com todos os nossos grupos do mundo, todos cujos pontos no coração já despertam, esta profecia se tornará realidade. Eu espero que possamos ver essa tendência muito mais cedo.

Um enorme fortalecimento recente do antissemitismo em todo o mundo demonstra que temos que nos apressar em nosso trabalho. Se tivermos sucesso, vamos ver o que o povo de Israel é realmente capaz de se unir e corrigir o vaso.

A taxa negativa de desenvolvimento de Israel é tão grande que se continuarmos trabalhando no mesmo ritmo, em breve vamos alcançar a unidade entre o povo de Israel. A linha negativa está pronta e aumenta em todo o mundo. Nós temos que apresentar a linha direita o mais rápido possível para se opor à linha negativa. Em outras palavras, temos que disseminar a metodologia da unificação como o meio de salvação.

Em breve o povo de Israel vai sentir uma pressão cada vez maior; ela vai começar nas fronteiras e se espalhar pelo mundo. Por outro lado, nós temos que fornecer o conhecimento de por que isso está acontecendo: isso corresponde ao programa de desenvolvimento. Não há outra escolha. Nós só podemos existir sob a forma de unidade. Toda a metodologia vai se materializar e ser implantada na prática.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/04/14, Escritos do Baal HaSulam

As Solicitações São Respondidas Somente Através Da Shechiná

Dr. Michael LaitmanPergunta: A quem eu devo pedir apoio: ao Criador ou ao grupo?

Resposta: Primeiro você deve pedir apoio ao grupo. Se eu me volto ao grupo, eu começo a sentir a força superior dentro dele. Se eu me volto diretamente à força superior, então é apenas a minha imaginação. É como todo mundo que chora e ora em todas as línguas, em todas as religiões e crenças, mas vemos que nada ajuda.

Eu, por outro lado, me volto à força de doação, estando no sistema que visa à completa doação. Então, eu realmente me aproximo do Criador e posso ter certeza que estou pedindo a força de doação e não outra coisa. O grupo me ajuda a organizar o meu apelo corretamente, organizando e formatando-o na forma certa e na direção certa necessária para a revelação da força superior.

Eu entro nesta forma, neste padrão, que me foca diretamente ao Criador. Isso significa que eu O alcanço através da Shechiná (Divindade), por meio de Malchut de Atzilut e esta é a única forma de chegar a Zeir Anpin de Atzilut, que é chamado de “o Santo e bendito”, o Criador. Não há outra maneira que eu possa alcançá-Lo.

Nós vemos que o mundo inteiro lê Salmos, chora e se lamenta, mas a vida continua do mesmo jeito, inalterada. É somente através da realização de uma ação por meio do centro do grupo que podemos estar no lugar certo.

Nós estamos constantemente no sistema. Nosso desejo vem se desenvolvendo há milhões de anos nos níveis inanimado, vegetal e animal, até chegarmos a forma de um ser humano neste mundo, e agora o desejo de subir acima do nível animal está finalmente começando a despertar em nós . O mesmo sistema está constantemente agindo.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 20/04/14, Shamati # 59

Aprendam A Olhar Para Si Mesmos De Fora

Dr. Michael LaitmanPergunta: Meu desejo de receber me domina. Como eu posso olhar para mim mesmo de fora? O que me permite fazê-lo?

Resposta: Esta opção já está em nosso Reshimo (gene espiritual). Não é por acaso que eu sinto como me afastando de mim mesmo e me olhando de fora, embora isso possa ser muito desagradável. Este desejo já está enraizado no Reshimo.

Em que vaso eu sinto o despertar? Na parte que pode ser diferente do nível animal em mim. É a Luz que vem e começa a se diferenciar, a descascar o meu eu do meu ego, e eu sinto um despertar, um sentimento de euforia, como resultado. Eu vejo o mundo com outros olhos e o sinto forma diferente.

Isso já está enraizado no próprio Reshimo e o Reshimo vem de um nível superior. Este é o lugar onde o meu trabalho começa: até que ponto eu posso adicionar o meu esforço a este Reshimo e tento me unir com ele, a fim de ver todo o meu nível animal de fora e por cima.

Então, eu peço que a Luz superior ajude e começo a entender porque todos os Cabalistas dizem que precisamos de um grupo, a fim de dar um exemplo a partir deles, para me aderir a eles, em vez de em nós mesmos. Torne o seu desejo o desejo do Criador e o desejo do seu amigo e sirva aos outros em vez de servir a si mesmo.

Tudo isso decorre do fato de que a pessoa deve subir do nível animal para o nível falante. A fim de fazer isso, eu preparo todos os meios. Eu estabeleço um mini mundo, que é o grupo e a disseminação, e com sua ajuda, eu atraio a Luz que Corrige e me afasto cada vez mais do meu animal para que ele não exija mais do que as necessidades básicas. Claro, há uma luta constante, uma vez que quanto mais eu me afasto do animal, mais ele me puxa de volta para que eu possa ter a oportunidade de crescer.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 04/05/14, Escritos do Rabash

Letras Em Pergaminho

Dr. Michael LaitmanComentário: Irrita-me quando ouço que é necessário superar a minha condição e aceitá-la com alegria e gratidão. Como isso é possível num estado de total impotência?

Resposta: O primeiro problema é que a pessoa está presa a sua pele. E a Torá é escrita num pergaminho. A pele é dividida em duas camadas e as letras da Torá são escritas na camada interna.

As letras são Kelim (vasos) com os quais recebemos a Luz superior. Todo o problema é se eu sou capaz de diferenciar uma pele da outra, ou seja, eu mesmo daquilo que eu sinto. Deve haver uma separação entre um e outro. Eu peço que a Luz venha e crie uma distância, um intervalo, uma divisão entre o meu “eu” e os meus sentimentos.

Estas são duas coisas diferentes. Mas para uma pessoa que não é desenvolvida, isso se torna um grande problema. Muitas pessoas, como crianças, ficam com raiva umas das outras, de si mesmas, e não diferenciam a si mesmas de seu caráter, de sua natureza. Mas essas são coisas completamente diferentes.

Os psicólogos diferenciam o “eu” de uma pessoa de seu caráter, do que ela está pensando agora, em qualquer situação que ela se encontre. O “eu” é um Kli, uma máquina, um computador, que tem seu próprio conteúdo, e num determinado momento, ele pode apagar todos os tipos de programas e dados e substituí-los por novos.

As pessoas maduras que têm experiência de vida também se relacionam com elas mesmas e os outros com perdão, sabendo que todos têm as suas fraquezas e traços desagradáveis. Elas diferenciam a pessoa de seu conteúdo.

Esta abordagem falta às pessoas que vêm aprender a sabedoria da Cabalá. Elas não diferenciam a si mesmas, o seu Kli, de seu contínuo conteúdo. O conteúdo pode mudar e eu me comporto e ajo em conformidade. Às vezes eu me identifico com este conteúdo, com a forma como fui educado, e acho que isso sou eu. Segue-se que o “eu” e o meu ego são inseparáveis.

Mas, às vezes, eu recebo uma iluminação que me ajuda a diferenciar eu e o meu ego, minha visão, minha percepção, meu personagem, e meus gostos. Eu me torno mais objetivo, no que diz respeito a mim mesmo e o mundo.

É necessário esclarecer o meu conteúdo com a Luz do Criador e pedir para que ele seja substituído. Então, eu não vou ficar irritado quando ouço que é necessário superar situações difíceis e tentar amar os amigos. Eu vou olhar para mim de fora, como um perito independente, e também com o que a Torá diz. Então eu vou entender o que está me preenchendo neste momento. A Torá irá me explicar o que eu preciso para substituir o meu conteúdo interno, para colocar um novo cartucho de tinta.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 04/05/14, Escritos do Rabash

Vigília Contínua Num Navio

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que nós aceleramos o tempo quando lemos O Livro do Zohar com a intenção correta?

Resposta: Nós aceleramos o tempo quanto mais rapidamente esclarecemos os Reshimot (genes espirituais): cada um esclarece seus Reshimot particulares e os Reshimot coletivos em conjunto. Dentro de todos nós há Reshimot particulares com cuja ajuda os Reshimot coletivos obtêm sua vida. Com os Reshimot do grupo há uma vida completamente diferente em comparação com cada Reshimo particular que existe em cada um dos nós.

Os Reshimot do grupo são chamados de povo de Israel, e os Reshimot particulares adaptam-se à condição compartilhada de cada um separadamente. Nosso avanço depende essencialmente de perceber os nossos Reshimot coletivos. Isto é como um navio em que algumas pessoas estão indo dormir agora, e outra parte começa seu turno.

Todas estão em todos os tipos de estados, mas o principal é que o navio segue em frente, porque as pessoas que devem dirigi-lo estão de plantão realizando seu trabalho. A mesma coisa acontece também num grupo: há quem precise descansar, há aqueles que ainda são um pouco ociosos, porque todo mundo tem seu próprio estado. Mas é importante que aqueles que estão acordados agora e que percebem os Reshimot, façam de forma responsável.

Mas nós precisamos entender que cada um tem algo a fazer para realizar sua parte no trabalho. Os Reshimot coletivos são muito importantes, mais importantes do que qualquer coisa, porque o Criador não leva em conta cada um separadamente, só todo o navio, com a medida completa que é chamada de Minyan.

Menos do que isso não é levado em conta. Se não houver nenhum Minian, é sinal de que nenhuma conexão foi alcançada com os outros, que não se trabalhou o suficiente. Todo o trabalho no navio é estar em conexão o tempo todo, a qual se torna cada vez mais forte, e por isso o navio avança cada vez mais nas profundezas do mar. Alguns vão dormir e alguns trabalhar, mas aqueles que estão em vigília devem ser responsáveis, estar em guarda e preocupados com todo o navio. E os Reshimot coletivos, que representam o centro do grupo no coração do navio, isso é o que é aceito, e a supervisão superior trabalha em nós de acordo.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/05/14, O Zohar