Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Desejo, Luz, Desejo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Pode o poder do grupo me ajudar a disseminar e tornar mais fácil para eu explicar nossas ideias às pessoas?

Resposta: Claro, é a força geral que nos afeta, que chamamos de poder do grupo. Mas, na verdade, nós somos aqueles que operam a Luz que opera. Nós usamos o poder do grupo e os amigos, e pelos nossos desejos de se conectar nós atraímos a Luz que começa a operar em nós, e assim temos êxito. Tudo passa pelo Criador, através da força geral.

Eu opero o desejo, o desejo opera a Luz, e a Luz opera o desejo. Portanto, nós temos que agradecer ao Criador depois de cada ação, pois, no final, ele é o único que faz tudo. Mas eu opero o desejo e com isso eu opero Ele para fazê-lo.

Um desejo não pode influenciar um desejo. Mesmo quando dizemos que influenciamos uns aos outros, não é uma influência direta, mas apenas através do Criador, através da Luz. Nós não podemos nos conectar diretamente, e é a Luz que opera na cooperação entre nós em pequenas porções.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/05/14, Escritos do Rabash

A Distância Entre A Teoria E A Prática

Dr. Michael LaitmanPergunta: Há amigos que teoricamente compreendem todo o caminho e os requisitos, mas, na prática, com conseguem se anular em relação aos outros. Como devemos atingir a conexão na prática, de modo que não seja apenas da boca para fora?

Resposta: Pode haver um intervalo de 10 a 15 anos entre o momento em que uma pessoa compreende as coisas teoricamente até que ela possa realmente implementar o que entende. Uma pessoa continua a vir às aulas e tem que fazer alguma coisa, mas ela não consegue levar a si mesma ao centro do grupo, participar e incorporar voluntariamente.

Se ela faz isso voluntariamente, isso significa que o desejo preciso de alcançar o Criador já está estabilizado nela em sua forma real, ou seja, a fim de doar, e que ela já sente a conexão correta entre as pessoas.

Uma pessoa pode ouvir e falar palavras bonitas e também pode entender tudo, mas pode demorar mais 15 anos até que ela realmente participe do trabalho de forma voluntária.

Ela não pode fazer nada por si mesma. Ela tenta, mas isso não leva a nada. A Luz Superior ainda tem que trabalhar nela e influenciá-la pouco a pouco.

Se uma pessoa se incorpora no centro do grupo e percebe que este é o lugar onde ela vai encontrar o objetivo da criação, é um grande progresso; todos devem desejar isso.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/05/14, Escritos do Rabash

Por Que O Criador Não Responde Aos Nossos Clamores?

Dr. Michael LaitmanNós não temos outra maneira de nos voltarmos à força superior que retrata toda a criação, toda a realidade para nós, exceto falando com Ele através do centro do grupo. Eu não posso me voltar a Ele por mim mesmo e meu apelo não O alcança. Nós vemos que as pessoas têm clamado ao Criador por muito tempo, orando a Ele, mas não importa o que elas peçam, isso não leva a nada; não há uma única resposta.

O Criador não responde, já que não falamos com Ele corretamente. O Criador é um sistema rígido, fixo, a lei imutável da natureza. É como as leis deste mundo. Todos entendem que podemos chorar e reclamar se caímos do décimo andar, mas essas lágrimas não vão ajudar, pois a pessoa ainda vai cair e bater.

A mesma coisa acontece com o Criador. Nós tentamos atribuir fraquezas humanas a Ele, esperando que Ele nos perdoe, tenha misericórdia de nós, mostre a Sua generosidade, assim como uma pessoa que quer parecer simpática e educada, mas isso não pode ser! O Criador é a lei geral da natureza e a natureza não conhece misericórdia.

Se não soubermos como nos relacionar com a natureza, com o Criador, nada vai nos ajudar; esta é a forma como tem sido até agora. No entanto, a Cabalá nos ensina exatamente como devemos agir. Assim, nós podemos saber como nos conduzir no âmbito dessas leis e como usá-las.

Portanto, vocês não devem sentir pena de si mesmos e dos amigos, mas devem compreender que nós pretendemos manter a lei geral e usá-la corretamente. Mas para fazer isso, nós temos que nos adaptar a esta lei em primeiro lugar. Não importa se queremos ou não, nós ainda vamos ser dobrados de forma que vamos querer.

Da Convenção na França, “Um por Todos e Todos por Um”, Dia Dois 10/05/14, Lição 3

Pioneiros do Movimento Integral

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como alguém mantém a unidade num grupo, se estamos longe um do outro, espalhados por todo o país?

Resposta: Agora, nós estamos num período de transição, numa fase de construção do nosso sistema, e ainda não sabemos como organizá-lo corretamente. Não existem paralelos históricos para isso; junto com vocês, nós somos os primeiros, os pioneiros.

Cada vez que uma nova possibilidade é descoberta, nós a agarramos e realizamos. Mas ninguém sabe o que vai acontecer amanhã, porque nós dependemos de dezenas de milhares de nossos amigos, cada um dos quais tem livre arbítrio.

Enquanto nós estamos todos ligados uns com os outros, cada um tem livre arbítrio, e desta forma, nos tornamos um sistema tão complicado e complexo que é impossível prever como ele vai se comportar amanhã.

Eu sei como avançar corretamente, quais princípios devem ser mantidos e também espero entender o que deve ser feito em cada momento que surge. Mas todas as fases pelas quais passamos são completamente novas, e eu mesmo não passei por elas. Eu passei por estágios no meu próprio caminho espiritual pessoal, mas não através do caminho de um grupo integral, ou da humanidade, ou de uma mini-humanidade, esta sendo o nosso grupo.

Portanto, eu não sei como construir um grupo como este, onde todos os seus membros estão espalhados por uma grande área, como na França, por exemplo. É necessário tentar fazer isso de acordo com a atual tecnologia existente. Uma vez por mês, ou uma vez a cada dois meses, vale a pena se reunir num único lugar, e todo o resto do tempo estar em contato uns com os outros.

É necessário trabalhar em conjunto em algum projeto que nos conecte e construa nosso relacionamento. Certamente há uma diferença se estamos numa conexão física ou não. Não é por acaso que estamos vivendo neste mundo de corpos físicos. A conexão entre os organismos é a base para o nascimento de uma nova vida. Assim, quando nos reunimos em Convenções, uma conexão é criada entre nós que é usada como base para o desenvolvimento espiritual.

Mas, depois da reunião, cada um pode organizar parte do nosso trabalho geral para si mesmo no lugar onde se encontra e seguir em frente. Nós precisamos construir um grupo e avançar assim. Eu estou certo de que com o tempo oportunidades adicionais serão reveladas a nós. Se superarmos a distância física, vamos nos beneficiar muito e começar imediatamente a sentir uma conexão espiritual entre nós. Basta se relacionar com isso com seriedade plena.

Nesse meio tempo, eu não posso dizer mais do que isso. Eu vou ficar feliz em passar por todas as etapas deste caminho com vocês, mas nenhuma pessoa no mundo já experimentou isso. Mesmo que o Rabi Shimon, autor do Livro do Zohar, ou o Baal HaSulam estivessem no meu lugar, eles também não saberiam disso. O que não foi revelado de forma prática no nível mais baixo, ninguém pode saber, uma vez que isso depende do livre arbítrio das pessoas.

Da Convenção na França, “Um por Todos e Todos por Um”, Dia Um 09/05/14, Lição 1

Deveres Fazem Parte Do Nosso Trabalho Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos aumentar a importância dos deveres para que os amigos do grupo entendam que isso faz parte do trabalho espiritual?

Resposta: A pessoa entende a importância do grupo e as estruturas rígidas em que ela se encontra de acordo com o seu nível espiritual.

Estas estruturas determinam se ela vai seguir o caminho do sofrimento, juntamente com todo o mundo, ou o caminho curto e confortável. Se eu entendo que isso me dá uma oportunidade única que pode desaparecer a qualquer momento, então eu preciso extrair o melhor de cada momento em que tenho essa oportunidade.

É como uma pessoa que está debaixo da água e finalmente consegue subir à superfície e respirar. Eu também tenho que aproveitar todas as oportunidades, me apressar, e participar na construção de uma estrutura para mim. Assim, eu crio as condições de vida dentro do aquário ou da estufa onde eu possa crescer.

Assim, o dever é puramente trabalhar na minha conexão com o grupo. Nós já sabemos que o nosso avanço depende apenas da nossa conexão com o grupo. Isso significa que não temos nada com que se preocupar, exceto com a nossa conexão com o grupo que está intimamente disponível.

Então nós descobrimos a garantia mútua, o Criador, a oração, MAN, no centro do grupo. Mas primeiro nós temos que estabelecer a estrutura do grupo. A estrutura do grupo é, antes de tudo participar das tarefas e das diferentes atividades que dão suporte ao grupo.

Portanto, quem faz pouco caso dos deveres simplesmente perde. O grupo vai existir sem ele, mas ele não será capaz de existir sem o grupo. Se ele quer descobrir a espiritualidade, então ele não tem escolha a não ser se apressar, se incorporar no grupo, e participar de tudo o que for possível a fim de avança-lo em direção à unidade.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 02/05/14, Escritos do Rabash

A Disseminação Nos Faz Como O Criador

Dr. Michael LaitmanEu espero que através da disseminação nós sintamos a necessidade de aderir ao Criador. O grupo em si não tem uma deficiência grande o suficiente para isso. Se a disseminação for suficientemente forte, em troca, isto irá criar pressão sobre nós. Então teremos que amadurecer, como um jovem casal que se torna pais e começa a cuidar de um filho. Eles são forçados a se tornar mais sérios, mais maduros, responsáveis e independentes.

Então você vai precisar ver que cada fase da vida é apenas uma imagem e nada mais. Isso vem do Criador como um jogo, e com a ajuda do ambiente, você deve se posicionar em relação a isso da maneira certa.

Quanto mais você participa do grupo, em disseminação, e essencialmente no mundo, porque você vai doar ao mundo inteiro, mais ativa e de forma prática você entra neste jogo com o Criador. Isso ajuda você a participar com mais compreensão e sentimento.

Assim como o Criador age sobre você, gerencia e joga com você, você age exatamente da mesma forma em relação à comunidade externa, gerenciando e jogando com ela. Entretanto, você ainda não sabe e não sente isso por si mesmo, pois você ainda não se acomodou entre você, a comunidade e o Criador. Mas isso virá.

Durante o processo de trabalho na comunidade, você vai sentir que é muito parecido com o que o Criador faz com você. Em suma, o que Bina faz? Leva o que está diante dela, de Keter até o meio de Bina, e doa tudo isso para Malchut.

Portanto, a nossa disseminação realmente é o jogo da vida onde aprendemos e nos transformamos a fim de nos tornarmos semelhantes ao Criador.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/05/14, Escritos do Rabash

Nós Aprendemos Muito Mais Com Os Alunos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é que você pode tentar se conectar por anos com a sociedade sem sucesso e não compreender e sentir que a sociedade é mais importante e maior que você, e, então, em meia hora de trabalho de disseminação, de repente, você entende tudo?

Resposta: A ideia é que a disseminação torna você mais parecido com o Criador. Você vai dizer às pessoas sobre a necessidade de união, amor e conexão, e com isso se torna um canal para a Luz, um tubo que transmite a Luz.

E porque você realiza seu papel com isto, de Cima vem um pouco mais de Luz especial até você, que o faz crescer. Se você eleva a deficiência do inferior até o superior, você recebe uma porção dupla. Você já está recebendo uma parte do seu AHP que você nunca teve antes. Com isto você cresce qualitativamente: não se trata apenas que de um pequeno bebê você se torna um grande bebê; pelo contrário, você obtém os poderes e a compreensão de um jovem e, depois, os de uma pessoa madura.

Se uma pessoa não cuidar do público externo, ela não irá desenvolver o seu desejo de receber, o AHP. E toda inteligência, sensação e desenvolvimento se encontra no AHP. Portanto, é dito: (Talmude Babilônico, “Ta’anit“, 7a) Eu aprendi muito com meus mestres, mais com meus amigos e ainda mais com meus alunos.

Pois quando um professor ensina seus alunos, ele desenvolve seu AHP, como é dito: (Talmude Babilônico, “Baba Batra“, 124a) O primogênito obtém uma porção dupla. E com isso ele cresce. E se um professor não cuida dos seus alunos, então ele cresce apenas em seu Galgalta e Eynaim, o que se chama ser mudo.

Mas no momento em que você sai para disseminar, você desenvolve qualitativamente seus vasos; este é o AHP dos vasos. Portanto, isso é tão importante. Eu espero que a disseminação nos traga a salvação, ou seja, que nos eleve ao próximo nível.

Da 1ª parte da Lição diária de Cabalá 04/05/2014, Escrita do Rabash

Com Respeito À Grandeza Da Minha Missão Com Temor

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que nos falta o sentimento de temor em relação à grandeza do nosso papel, da nossa missão, quando saímos para disseminar às pessoas?

Resposta: É impossível exigir esse sentimento de temor de uma pessoa, se ela não vê o quadro inteiro. Como, por exemplo, pode um bebê saber como ele é caro aos pais? Ele corre ao redor, mas não tem qualquer sentimento de auto importância, da importância do seu papel, do fato de que ele existe. Se ele pudesse entender o quão importante ele é para seus pais, para aqueles ao seu redor, ele correria ao redor de forma diferente.

É o mesmo conosco: como nós sabemos que somos infinitamente caros ao Criador? Nós ouvimos sobre isso, mas não entendemos e não percebemos o suficiente, de modo que possamos começar a agir de forma diferente.

Pergunta: Como podemos nos desenvolver para que a adesão à meta e a grande responsabilidade que temos nos afete de tal forma que não vamos deixar os outros até trazê-los para onde eles deveriam estar?

Resposta: Basta fazer o que você tem que fazer cada vez e tudo vai gradualmente funcionar. Não se preocupe, deixe um pouco de trabalho para o professor, o grupo e o Criador. Não carregue toda a criação sobre seus ombros.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 04/05/14, Escritos do Rabash

O Êxodo Do Egito, Antes E Agora

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que se diz que a última redenção será diferente do êxodo do Egito?

Resposta: Esses são os mesmos princípios. Não pode ser nada novo, porque as leis da Luz e do desejo não mudam. Mas a última redenção será certamente diferente do êxodo do Egito.

Nós devemos comparar as condições que estamos vivendo agora e as do passado. O vaso da nação de Israel que desceu ao Egito não foi quebrado. Ele era pequeno, mas completo. É assim que ele começou a se juntar ao Egito e a entrar no desejo de desfrutar para si mesmo sem a quebra, mas mantendo a sua intenção de doar. Por isso se diz que os filhos de Israel não mudaram seu nome, sua língua ou seus costumes.

Esta é a razão pela qual a sua saída do Egito não era uma saída da quebra. A Luz operou e revelou quem é quem, separando Moisés da presença do Faraó, a linha direita da linha esquerda, o bastão da serpente.

A nação de Israel permaneceu Israel mesmo no exílio, o que significa que a conexão entre eles foi mantida. Eles queriam estreitá-la ainda mais e depois descobriram que isso não deu certo, mas a conexão em si permaneceu.

No entanto, após a destruição do primeiro e do segundo Templos, a nação de Israel foi destruída e misturada com as nações do mundo, ou seja, com os verdadeiros egípcios, de tal forma que agora está sob o domínio do Egito, que controla cada passo que eles fazem, cada pensamento, cada desejo, todo o seu modo de vida. Eles se dissolveram totalmente entre as nações do mundo no Egito e se tornaram totalmente assimilados. As dez tribos estão perdidas e ninguém sabe quem elas são e onde estão. Mesmo elas não sabem nada sobre si. Este é o nosso estado hoje.

Assim, o atual êxodo do Egito será totalmente diferente do anterior. Depois, houve o núcleo. A nação de Israel estava sob o domínio do Faraó, mas eles sabiam que estavam escravizados. A nação estava no exílio, mas eles entendiam que era o exílio.

Se contarmos aos judeus hoje que eles estão no exílio, eles não vão acreditar. Hoje a redenção é considerada a obtenção de um novo Mercedes ou um salário mais alto. No passado, eles estavam num nível em que entendiam que não tinham o poder de doação. Eles não têm esse entendimento hoje.

Portanto, o atual êxodo do exílio exige primeiro o reconhecimento do exílio e o estabelecimento da nação nele. Quando nós estamos no Egito, começamos a sentir que estamos no exílio, sob o domínio do ego que não nos deixa conectar, o que é chamado de Faraó. Assim nós começamos a estabelecer a nação de Israel entre nós a partir do nosso grupo.

Depois disso, nós teremos que começar a trabalhar com o público, explicando-lhes que estamos no exílio, que a conexão é uma coisa boa, e que vai nos ajudar a nos tornarmos uma nação. Quanto mais nos vermos como uma nação, mais fortemente sentiremos como o nosso ego nos domina e não nos deixa estar juntos. Este trabalho precede o êxodo do Egito.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 27/04/14, Escritos do Baal HaSulam

O Coração Do Mundo

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, “Pinchas“, item 152: Israel, o Criador os fez o coração do mundo, e esta é a forma como Israel está entre as outras nações, como um coração entre os outros órgãos. Assim como os órgãos do corpo não podem existir no mundo, mesmo por um momento, sem o coração, os outros países também não podem existir no mundo sem Israel.

Não há diferenças no mundo de Ein Sof (Infinito). Lá, todo mundo é igual, já que a Luz superior criou a todos igualmente de acordo com a sua natureza.

Depois houve a primeira restrição (Tzimtzum Aleph) e a Luz desapareceu igualmente de todas as fronteiras de Malchut de Ein Sof, e concentrou-se em torno de um ponto central. É assim que realmente aconteceu até a quebra dos vasos.

Após a quebra, os vasos caíram e foram organizados de cima para baixo, e, desde então, os vasos com o menor Aviut (espessura) estão no topo.

No mundo de Nikudim já havia dez Sefirot. Sua parte superior era Bina e a parte inferior era Malchut. Assim, os vasos da fase da raiz, primeira fase, e parte da segunda fase são os vasos de doação (Israel) e os vasos de Aviut três e quatro são vasos de recepção (as nações do mundo).

Assim, os vasos de Bina são esclarecidos em primeiro lugar. Abraão começou esse processo na antiga Babilônia. Como o primeiro ponto, a linha direita, Abraão virou-se para todos os babilônios, para todos os vasos, mas aqueles que se juntaram a ele foram os vasos de doação que sentiram a Luz que iluminava de Abraão quando ele espalhava a sua mensagem. Portanto, eles são chamados de Israel de acordo com os Reshimot (genes espirituais) que foram revelados neles.

Os outros se dispersaram por todo o mundo e, hoje, eles compõem toda a humanidade, que é formada por sete bilhões de pessoas.

Mais tarde, nós temos que entender que há uma grande diferença na essência interior das pessoas que pertencem a essas duas categorias: Israel e as nações do mundo. Em Israel, há Reshimo de Malchut em Bina, e nas nações do mundo, há Reshimo de Bina em Malchut, em conformidade. Malchut domina as nações do mundo e o nível de Bina está nela, e Bina domina Israel com Malchut incorporada nela.

Assim, os Reshimot de Malchut e Bina foram integrados como resultado da quebra, e esta integração existe em cada pessoa, uma vez que somos todos os produtos da quebra da alma comum de Adam HaRishon (o primeiro homem). No entanto, em algumas pessoas, Malchut domina Bina, e em outras Bina domina Malchut.

Isto leva a uma grande diferença durante o despertar. Israel desperta quando a Luz que Corrige os afeta, enquanto que aqueles que estão sob o domínio de Malchut não podem despertar por esta Luz. Eles só podem participar de Bina como Malchut. Quando Malchut se anula diante de Bina, ela constrói a si mesma.

É nisso que nós baseamos nossa disseminação. Afinal, mesmo em Israel, há aqueles que são semelhantes às nações do mundo, e nas nações do mundo, há aqueles que são semelhantes a Israel. Aqueles dentre as nações do mundo que se assemelham a Israel vêm se juntar a nós. Aqueles de nós que lembram as nações do mundo se juntam às nações do mundo. É assim como a disseminação ocorre, sobre a qual se diz: “Israel foi para o exílio apenas para fixar as almas dos gentios a eles”. Esse processo determina o nosso trabalho e nós entendemos que a lei, segundo a qual a correção é feita da parte mais leve para a parte mais pesada, age aqui. É por isso que começamos com pessoas que são atraídas até nós e depois expandimos os círculos de nossa disseminação.

Além disso, de acordo com o Zohar, Israel é o coração do mundo. Isto significa que a Luz só pode vir ao mundo através de alguém que esteja conectado, alguém que possa ser um tubo, um adaptador, um elo, entre o Criador e os vasos, que são as nações do mundo. É o papel de Israel, uma vez que estão conectados tanto à Bina e à Malchut como Malchut está conectada à Keter na sua parte superior, e na sua parte inferior, ZAT de Bina está conectada a Malchut.

Portanto, Israel é um grupo especial que devemos reunir em todo o mundo. Por este tipo de trabalho nós estabelecemos a passagem neste mundo entre a humanidade e o Criador.

Mas o objetivo da criação, em nome do Criador, é que a humanidade entre em contato com Ele. Nós somos apenas uma passagem e servimos tanto ao Criador quanto à humanidade. A nossa honra e o nosso destino reside, na verdade, em estabelecer este contato. Se não fosse pela conexão entre o Criador e as nações do mundo e se nós não pensássemos que iríamos agradá-Lo ao levar toda a humanidade até Ele, não cumpriríamos o nosso papel.

Portanto, nós temos que tratar muito bem as nações do mundo e nos preocupar com o que acontece com elas. Hoje, nós vemos que elas têm problemas, angústias e aflições e este deve ser um sinal para nós de que não estamos tendo sucesso em nosso trabalho.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 02/05/14, A Missão do Povo de Israel