Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Círculos De Mundos Espirituais

Dr. Michael LaitmanQuando começamos a conectar entre nós cada vez mais fortemente pela contração do nosso círculo, a nossa conexão se torna cada vez mais densa. Dentro de nossa primeira conexão nós já descobrimos a característica do Criador, mas ela é revelada numa forma muito fraca. Isto é chamado de mundo de Assiya.


Continuando a trabalhar na nossa conexão, nós descobrimos o próximo nível de conexão dentro dela, chamado de mundo de Yetzira. Uma conexão ainda mais forte é descoberta como o mundo de Beria, e uma conexão ainda mais forte se revela como o mundo de Atzilut. Isso indica o fim da correção. Nós descobrimos esses mundos espirituais dentro da conexão entre nós na medida em que nos aproximamos mais perto uns dos outros.

Desde a primeira até a última conexão existem 125 níveis ou cinco mundos, em cada um dos quais existem cinco Partzufim espirituais com cinco Sefirot em cada um deles. A sabedoria da Cabalá fala sobre tudo isso.

Da Convenção na França “Um por Todos E Todos por Um”, Dia Um 09/05/14, Lição 1

O Que É Visto Na Próxima Fotografia?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como o trabalho de uma pessoa, que atribui tudo ao princípio “não há outro além Dele”, está conectado a um grupo?

Resposta: Todo o trabalho é com intenção. Não importa o que eu faço: vendo melancias ou dou uma aula em algum lugar. Naquele momento eu tenho algum tipo de intenção do que quero alcançar com esta atividade. Pois a Shevirah (quebra do vaso) foi intencional e a destruição foi intencionalmente ocultada.

Os desejos, atividades, eventos e circunstâncias não são importantes em si mesmos. Em vez disso, o que importa é com que intenção eu estou me inserindo nessa circunstância, nessa imagem do filme. O que eu quero da imagem do mundo que agora é revelada em mim e o que eu faço com a minha atitude para com o estado atual?

Os estados chegam por si mesmos; eu não os determino nem escolho. É como se eu passasse de uma imagem para outra num filme, uma após a outra, e a questão é apenas o que eu quero de tudo isso. Aqui está todo o meu trabalho. Eu não posso mudar essas imagens, mas a minha intenção determina o que vou ver nessas imagens pelas quais devo passar; paz ou guerra, inveja ou ódio, ou tudo bom e prazeroso.

Tudo isso depende apenas da minha intenção, uma vez que através disso eu mudo cada imagem no filme, todo o filme e toda a imagem da realidade de ponta a ponta. Eu devo voltar essa imagem para o Criador em todos os momentos, já que tudo isso vem a mim na forma do mundo, pela adesão a Ele.

Para dar suporte a isso eu tenho um grupo que está operando em todo o mundo. Eu quero que o mundo inteiro se conecte à mesma ideia e que todos possam aderir ao Criador. Isto é o que eu estou tentando alcançar em cada momento.

E não faz diferença que ações são necessárias para isso. Pode ser que eu esteja trabalhando como mecânico numa garagem, mas isso não importa. O que importa é a minha intenção, através da qual eu reúno e conecto todos os momentos para correção.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/05/14, Escritos do Baal HaSulam

Vestimenta Do Criador

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Tu Me Cercaste por Detrás e por Diante”: Tu me cercaste por detrás e por diante, ou seja, a revelação e ocultação da face do Criador. Isso ocorre porque, na verdade, “Seu reino domina tudo”, e tudo voltará à sua raiz, pois não há lugar livre Dele. Mas a diferença está no presente ou no futuro.

Porque quem conecta os dois mundos, descobre Sua vestimenta no presente: tudo o que é feito é uma vestimenta para a revelação da divindade. E isso é considerado o presente, ou seja, que agora, também, ele sai com vestimentas reais e, evidentemente, mostra que o condutor (cavaleiro) não está subordinado ao cavalo.

O Criador não desaparece em Sua vestimenta, que é toda a realidade, o mundo todo.

Embora aparentemente pareça (para uma pessoa) que o cavalo conduz o condutor.

Nós ficamos confusos em relação à vestimenta do Criador, de tal forma que nos distraímos com tudo o que acontece, o qual oculta a força superior de nós e nos confunde tanto que parece que o condutor está subordinado ao cavalo.

A verdade é que o cavalo é provocado em qualquer movimento só pela sensação do freio e testeira do condutor. E isso é chamado de “a construção da estatura da divindade”, e isso também é chamado de “face a face”.

Se nós descobrimos a razão, a força ativa, o pensamento da criação, e como isso direciona cada um de nós e todos nós juntos, nós podemos, assim, esclarecer e descobrir o condutor, que não há outro além Dele, a causa primeira e a fonte primeira.

Assim, nós percebemos que a vestimenta com a qual o Criador se oculta, é, na verdade, para que nós O descubramos por trás dela, aprendamos a entender Sua linguagem, e percebamos por que Ele está oculto por trás de tudo o que acontece.

Na verdade, é por essa ocultação que alcançamos Sua revelação. Caso contrário, não sentiríamos nada na Luz branca e simples, mesmo se percebêssemos sua sombra branca. Na verdade, é por essas ocultações, por esses jogos onde o Criador está oculto, que começamos a aprender a Sua natureza, Seu caráter, ao compará-Lo a nós mesmos, o que significa à forma oposta. A forma oposta é revelada como vestimenta, como a ocultação que nos separa, mas se tentarmos revelar o Criador e Lhe pedirmos para nos ajudar a revela-Lo corretamente e aderir a Ele, se estivermos dispostos a mudar, a ocultação vai se transformar numa revelação.

As mesmas formas de ocultação vão se transformar em formas opostas e vão nos ajudar na revelação. Sem elas, não poderíamos provar, distinguir, ver ou sentir o Criador, porque a nossa natureza é oposta a Ele. Portanto, há a necessidade de um adaptador entre o Criador e a força egoísta ou casca, que é nós, e que mais tarde se transforma em Santidade.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/05/14, Escritos do Baal HaSulam

Conexão Acima de Tudo

Dr. Michael LaitmanO grupo é um grupo organizado de pessoas que estão prontas para se conectar e concordam em manter regras especiais para isso. Essas leis não são determinadas por nós, mas por grandes Cabalistas que passaram por todas as fases de subida e sabem como é necessário reunir o Kli a fim de descobrir o Criador.

Os Cabalistas explicam que deve ser: “Um por todos e todos por um”, “como um homem com um coração”. Cada um deve subir acima do seu ego para o bem-estar do grupo. Ninguém pensa em si mesmo ou nos amigos individualmente, mas apenas em todo o grupo. Todos se anulam a fim de alcançar a unidade. A conexão é acima de tudo, não há outro objetivo.

Se, de repente, algo deve ser feito, então nos perguntamos: Será que isto vai aumentar a nossa conexão, ou não? Se a nossa conexão se tornar mais forte, nós fazemos isso, e se não, não fazemos. Este é o único critério. Não há nada além de um único objetivo, a nossa unidade, pois a descoberta do Criador depende de sua intensidade.

Da Convenção na França “Um por Todos e Todos por Um”, Dia Dois 10/05/14, Lição 3

Eu Vou Reconhecê-Lo Por Trás De Qualquer Máscara

Dr. Michael LaitmanCada pessoa deve chegar a uma vida de doação. A força que nos permite fazer isso é chamada de Torá ou Luz. A Luz age sobre o nosso desejo, que não quer mudar, especialmente de forma qualitativa, não quantitativa. Afinal, a coisa mais importante é melhorar constantemente a qualidade, penetrando cada vez mais profundamente, concentrando-nos mais e mais em benefício dos outros, e, em seguida, em vez dos outros, em benefício do Criador.

As mudanças têm que ser qualitativas, e elas acontecem pela Luz que Reforma, que é chamada de Torá. A Luz age no desejo que percebe que não quer doar. Mas eu tomo uma posição especial ao subir acima do desejo, e vejo que ele constantemente me puxa para baixo.

Eu, por outro lado, peço que a Luz Superior, a Torá, a Luz que Reforma, a força superior, me ajude a não me afogar em meu próprio ego, que constantemente tenta se apropriar de mim e me puxar em diferentes direções. Uma vez ele me puxa para um envolvimento externo e outra vez para outro, constantemente me distraindo para que eu esqueça o Criador.

Eu tenho que descobrir quem está me mandando esses impedimentos, quem é o inimigo que constantemente me confunde, a praga, o adversário que se esconde na água da inundação e tenta me afogar. Mas, de repente, eu descubro que este adversário é o Criador. Ele é aquele que se esconde sob essa máscara brincando comigo para que eu possa pedir e exigir a Sua ajuda. Ele me faz mal por Sua parte posterior (costas) para que eu queira ver o seu rosto.

Esta é a única maneira que eu trabalho, e começo a perceber que só há uma força, o Criador, que se volta com o Seu rosto ou Suas costas para mim, e é com Ele que eu realmente me comunico. Se eu me separo do Criador, eu me envolvo com Suas costas, e se eu me conecto a Ele, eu estou em contato com o Seu rosto.

Não há nada além disso. O grupo, a humanidade, tudo o que acontece, é o mecanismo da minha conexão com o Criador.

A principal coisa é sentir a nossa conexão com o Criador e a maneira como Sua presença, a Luz do Seu rosto, nos ajuda a reconectar a Ele. Afinal, esta é a única coisa que devemos trabalhar. No momento seguinte, ele vai endurecer o nosso coração um pouco mais com Suas costas e vamos ter que esclarecer este estado de novo. Finalmente, graças a nossa garantia mútua e esses lembretes, vamos lembrar que temos que nos voltar ao Criador e nos agarrar a Ele, uma vez que somente Nele nossos corações se alegram.

É assim que nós avançamos e este caminho é chamado de caminho da Luz, o caminho da Torá. Aprender com a nossa experiência à medida que avançamos ao longo deste caminho é chamado de estudo da Torá. Nós aprendemos como a Luz, chamada de Torá, vem até nós e como, de acordo com o nosso pedido, ela nos puxa para fora do nosso estado repetidamente.

Assim nós aprendemos pelas nossas subidas e descidas, como se diz: “A Torá virá de Sião (da raiz da palavra ‘Yetsi’ah‘ – “saída”, em hebraico)”. Na verdade, é a partir das saídas, das descidas, que a Torá vem, já que graças a elas nós podemos redescobrir a Luz mais forte e passar por todos os livros da Torá.

O método de alcançar a doação, o atributo do Criador, e mesclar com Ele é o cumprimento de amar os outros como a si mesmo. É o suficiente para manter-se longe de todos os problemas na conexão com o Criador. Afinal, inicialmente havia um vaso que estava cheio de Luz.

A Luz e o vaso estavam unidos, mas esse estado foi quebrado. Se reunirmos novamente todas as partes do vaso com a ajuda da Luz, vamos alcançar novamente a Luz que nos encheu e que nos manteve juntos mais uma vez. Então vamos nos tornar um vaso novo, onde a única Luz, o Criador, irá residir. Portanto, a nossa correção é sobre amar os outros como a nós mesmos, e graças a isso chegamos ao fim da correção (Gmar Tikkun).

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/05/14, Escritos do Baal HaSulam

Um Fragmento De Um Sonho Ideal

Dr. Michael LaitmanOs Cabalistas dizem que não vale a pena esperar e tolerar a crise; em vez disso, é necessário acelerar o tempo. Não é necessário esperar até que a própria natureza evolua por dezenas ou centenas de anos e nossa vida acabe sem nada, e mais uma vez seja substituída geração após geração. Se já entramos num estado de crise, podemos acelerar o tempo através de esforços que investimos em nosso desenvolvimento.

Em vez da vida nos obrigar a desenvolver, a aprender e a mudar a nós mesmos, nós podemos mudar a nós mesmos voluntariamente pelos nossos próprios esforços. Tudo depende da sociedade em que eu me encontro.

Eu devo entrar num grupo que me alimente de forma enérgica, me empurre para frente e acelere o processo. Eu vou tomar um exemplo de uma sociedade que está se desenvolvendo no caminho certo para atingir o objetivo e a descoberta do Criador, que desperta e estimula, e fornece grande apoio.

Então, eu não vou ter nenhuma dificuldade, na medida que também vou querer me desenvolver em conjunto com esse grupo, e com isso vou me desenvolver. A principal coisa a fazer é entrar no ambiente certo. Por isso, os Cabalistas determinaram regras para nós de acordo com as quais é necessário construir este ambiente adequado e existir nele, a fim de apressar o tempo.

Nós devemos nos desenvolver de um estado para o outro o tempo todo. Esta escada tem 125 níveis. Eu fico na parte de baixo, inferior, e quero subir para o primeiro nível, para o segundo, terceiro, e cada nível acima, crescendo cada vez mais. Para isso, eu devo me assemelhar ao nível superior, e isso é possível ao me conectar cada vez mais com os outros.

Em última análise, eu tenho que voltar a uma imagem interligada e unificada em que todos nós estamos conectados, como que montando um quebra-cabeça. Desnecessário dizer, conexões como essas são um sonho num futuro distante. Nós já podemos tomar algum fragmento desse sonho ideal e começar a trabalhar com ele, construindo dentro dele um mini-mundo corrigido.

Este mundo é chamado de mini-grupo. Se tomarmos dez pessoas e construírmos uma conexão completa entre nós, isso vai ser chamado de grupo. Se conseguirmos nos conectar como um, vamos subir para o primeiro nível espiritual.

Mas subir para o segundo nível é mais difícil. Para isso, nós precisamos tanto aumentar a nossa quantidade cem vezes (x 100) ou, entre aquelas dez pessoas, precisamos atingir uma conexão dez vezes mais intensa do que a conexão anterior.

Da Convenção na França “Um por Todos e Todos por Um”, Dia Dois 10/05/14, Lição 3

Subida Prática Na Escada Espiritual

Dr. Michael LaitmanA subida prática na escada espiritual nível por nível é realizada desta forma. Suponha que nós reunimos dez pessoas e uma força de rejeição mútua de um quilo age. Se superarmos essa rejeição, vamos subir para o primeiro nível.

No primeiro nível, nós somos dez pessoas, como antes, mas o ódio entre nós cresceu para menos 10 kg em vez de menos um quilo. Isto significa que, com a continuação da subida, nós precisaremos trabalhar com um número maior de pessoas. Isso pode ser em relação à qualidade e pode ser tanto em quantidade como em qualidade.

Um grupo é certa quantidade de pessoas que tomam para si a obrigação de estar conectadas como um homem com um coração. Se estamos prontos para isso, então, de acordo com esse objetivo, que podemos ainda não ter alcançado, já somos chamados de um grupo Cabalístico. No momento em que chegamos ao primeiro grau de conexão como um, a Luz superior é imediatamente descoberta e o Criador é revelado dentro da nossa conexão.

Nós temos trabalhado duro em nosso ego e atingimos este primeiro nível, a mais fraca Luz de Nefesh (Ohr Ha Nefesh) (Luz da Alma). Depois disso, um desejo egoísta ainda maior nos é revelado no qual devemos trabalhar. De repente, entre nós há um ódio ardente e diferenças de opinião que devemos superar através de um trabalho ainda mais difícil. E quando nos conectamos, a Ohr Ha Ruach (Luz do Espírito) é revelada.

Depois disso, um ego ainda maior é despertado em nós, o qual, a fim de superar e conectar, é necessário se esforçar ainda mais. É assim que nós descobrimos a Ohr Ha Neshamah (Luz da Alma), e depois disso também Haya (a última correção de Malchut) e depois Yechida.

O ego cresce o tempo todo e nós o superamos ao nos conectar mais de perto e, assim, alcançamos uma revelação cada vez maior do Criador. Estes níveis são chamados de: Nefesh, Ruach, Neshamah, Haya, Yechida – NRNHY.

Como o ego continua a crescer, o trabalho se torna cada vez mais difícil, nós estamos cada vez mais separados um do outro, e então somos capazes de nos conectar a um grau ainda maior. É assim como se parece o trabalho num grupo.

Da Convenção na França “Um por Todos e Todos por Um”, Dia Dois 10/05/14, Lição 3

Todo Mundo Está Recolhendo Cogumelos Juntos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como posso ter certeza de que estamos agindo como uma única pessoa na nossa disseminação compartilhada?

Resposta: Nós saímos para disseminar, cada um girando em sua própria direção, mas com a mesma missão, o mesmo objetivo, como se estivéssemos espalhados por toda a floresta para colher cogumelos ou frutos e não vemos o outro atrás das árvores. Mas depois nos reunimos e cada um joga o que ele encontrou em uma grande panela comum e podemos usá-lo para preparar uma festa para nós mesmos.

Cada um sabe que agora, em algum lugar, os seus amigos também estão espalhados por todos os tipos de lugares e estão fazendo o mesmo trabalho. Na verdade, esse trabalho que vocês estão realizando em todos os grupos é bonito, e o resultado revelado a partir disso também será bonito.

Pergunta: Como posso apoiar os amigos, sabendo que eles também estão recolhendo cogumelos na floresta agora? O que devo pensar?

Resposta: Eu simplesmente sinto que eles estão fazendo o mesmo trabalho. Mesmo que eu nem os veja, eles vão sair junto comigo para o mesmo trabalho. Nós trazemos e recolhemos tudo o que fizemos, e disto fazemos uma festa compartilhada, enchemo-nos, construímos o nosso Kli (vaso) comum, e continuamos a avançar juntos. Há trabalhos em que estamos espalhados, e há trabalhos em que estamos reunidos e conectados.

Se pensarmos um no outro, em todos nós dispersos à noite para disseminação geral, isso nos dará força para alcançar o sucesso. Eu preciso sentir-me conectado com todo mundo e ver a mim mesmo como representante deles, e devo levar a minha parte com o máximo de habilidade para a panela coletiva.

Ao pensar no sucesso global, eu já estou ajudando a todos. Eu não tenho que saber exatamente quem está fazendo o que em determinado momento e perguntar a respeito. A principal coisa é o nosso sucesso coletivo, pois o mundo está se deteriorando cada vez mais. O Criador nos mostra com isso Sua vigilância superior, as exigências que o mundo avança o mais rapidamente possível para a correção.

E o avanço do mundo para a correção depende somente de nós, pois somente nós temos livre-arbítrio e, portanto, temos que perceber isso o máximo possível. Percebemos isso através da consolidação, e agora estamos trabalhando especificamente no sentido da consolidação.

Esta atividade irá na direção certa e vocês verão como, de acordo com isto, o Criador nos perdoará e ajudará em tudo. O Criador lutará por mim, mas o mais importante é sempre verificar a direção correta. Com isso, abrimos um espaço para a Luz, e ela age.

Delta

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos lidar com a dor que nos mantém no nível animal?

Resposta: A Luz Circundante, a Luz que Reforma, opera em mim, penetra e atravessa os níveis de Aviut (espessura) do meu desejo: a fase da raiz, as fases um, dois, três e quatro. Se a Luz atinge apenas os níveis da fase da raiz, as fases um, dois e três, eu sou incapaz de sentir qualquer fonte de Luz.

Nas quatro fases da Luz Direta, o sentimento de vergonha despertou e houve o Tzimtzum (restrição) apenas no quarto nível da quarta fase. Assim, a Luz deve penetrar até o fim da quarta fase do desejo. Se ela se espalha apenas pelas três fases, eu sinto dor, mas na quarta fase, sinto a fonte da dor.

Eu ainda sinto a dor, mas entendo de onde ela vem. Assim, eu começo a comparar a dor com a sua fonte, com a razão. Por que o Criador me causou essa dor? Com que objetivo?

Então eu percebo que não há dor alguma. Não é o Criador que provoca a dor em mim. Eu sinto dor porque não estou corrigido; o Criador realmente me envia presentes maravilhosos, querendo me abraçar e beijar com amor. A Luz do amor vem a mim, mas ao invés disso eu sinto dor.

É como amar um pai que pressiona seu filho e pode até mesmo dar um tapa nele, mas faz isso por amor. Eu tenho que mudar minha percepção e calcular esse delta, essa diferença entre a dor que eu sinto e sua verdadeira essência.

Eu só posso fazer isso por meio do grupo; lá eu faço este cálculo, bem como na sua relação com os amigos. Todos os nossos relacionamentos com as pessoas, e especialmente com o grupo, nos ajudam a aprender como calcular a nossa relação com o Criador.

O Grupo É A Minha Voz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como o meu diálogo com o Criador está conectado a um grupo?

Resposta: Através do grupo eu aprendo a língua com a qual o Criador fala comigo. O que eu recebo através do mundo é transmitido a mim na linguagem da Cabalá. Mas eu não estou pronto para responder ao Criador por mim mesmo, porque não estou pronto para criar o mundo e influenciá-lo.

O Criador cria a realidade dentro de mim, no meu cérebro e emoções, e assim eu sinto o mundo e eu mesmo. É assim que o Criador criou a realidade e fala comigo.

Para que eu seja capaz de responder a Ele, eu preciso de uma língua diferente, a minha língua privada. O discurso é criado com a ajuda das cinco partes dos pulmões, e cinco articulações da boca, língua, palato e garganta. Há também diferentes grupos de sons, dependendo da pronúncia: dentais, palatais, guturais, labiais e linguais.

O mecanismo de expressão é um sistema único. Não é por acaso que o nível de Adão (homem) é chamado de “falante”. Nosso cérebro e nosso mecanismo da fala estão intimamente ligados. Através da garganta, dos pulmões e da boca, eu transmito aos outros os pensamentos que tenho no meu cérebro. E os outros são capazes de ouvi-los. Isto significa que existem dois mecanismos distintos: um para a fala e outro, que é completamente diferente, para audição. Estas são questões muito profundas.

Eu recebo toda a imagem da realidade do Criador através dos meus cinco sentidos, que são visão, audição, paladar, olfato e tato, e assim eu respondo-Lhe. Mas como eu estou pronto para responder a Ele, se todos os meus sentidos funcionam com base na recepção da informações? Como eu devo reagir a Sua virada para mim?

Eu não posso fazer isso por mim mesmo, mas apenas por meio de um Kli (vaso) único que construí para mim, chamado desejo integral. Isso me obriga a dobrar o meu ego e a conectar com os amigos, o que é totalmente contra a minha natureza.

Mesmo assim, eu tento fazer isso, e, desta forma, construo um sentido adicional através do qual posso conversar com o Criador. Isso vai se tornar minha boca espiritual, e o Criador vai me ouvir. Ele fala comigo por meio de todo o mundo dentro do qual eu me encontro. E eu falo com Ele através do sentido integral, que é o grupo. Eu não tenho nenhum outro mecanismo através do qual posso transmitir informações ao Criador.

Quando estou dentro do grupo e conectado a ele, eu ativo meus sentidos interiores. Eles começam a ativar não meus sentidos físicos, como visão, audição, olfato, paladar e tato, mas todos os meus desejos e todos os meus pensamentos. Segue-se que quando estou incluído num grupo, através dele eu me ativo completamente e ativo todas as minhas aspirações internas.

Através do centro do grupo, eu envio a minha completa equivalência com o Criador, assim como Ele me mostra uma imagem completa do mundo e de mim mesmo através do grupo onde estão integrados todos os tipos de pensamentos e sensações diversas. Eu falo com o Criador “em voz alta”.

Se eu recebesse do Criador a imagem que envio a Ele por meio do centro do grupo, eu veria que esta é também uma imagem do mundo. Na verdade, esta é a minha reação ao que Ele dispõe para mim na minha vida. Toda a essência das impressões e experiências de mim mesmo e do mundo, de toda a experiência que recolhi, atravessa o centro do grupo e é absorvido pelo Criador.

É assim que começamos a levar adiante um diálogo. O Criador se vira para mim na forma do mundo inteiro, incluindo o grupo e eu, e eu me volto a Ele através do centro do grupo.

Da Convenção na França “Um por Todos e Todos por Um”, Dia Dois 10/05/14, Lição 2