Textos na Categoria 'Torá'

Trabalho Na Terra De Israel

laitman_933A tarefa de entrar na Terra de Israel é trabalhar com os desejos egoístas. É chamado de Eretz – terra, solo, da palavra “Ratzon” – “Desejo”.

Mas para se tornar o desejo de “Israel” – Yasher Kel, direto ao Criador, isto é, à doação, ao amor e à conexão entre todos – esses desejos ainda precisam ser derrotados.

Portanto, devemos primeiro criar todos esses sistemas em nós mesmos para realizar a correção dos desejos egoístas.

Enquanto estávamos no deserto, esses desejos estavam ocultos e não funcionavam, e estávamos envolvidos apenas no acúmulo da Luz de Hassadim, que é adquirir a propriedade de doação e elevar-se acima do egoísmo.

Depois de quarenta anos de ascensão completa de Malchut à Bina, descemos de volta à Malchut. Aqui começamos o trabalho prático, mas desta vez trabalhamos com nosso egoísmo. Anteriormente, apenas subimos acima dele, mas agora estamos transformando cada ação egoísta em uma ação altruísta. Esse é um tipo de trabalho completamente diferente.

Pergunta: Uma vez você deu o exemplo de um balão. Se você o enche com um gás mais leve do que o ar, ele voa até o teto, e se o enche com um gás mais pesado, ele cai no chão. Isso significa que a entrada na Terra de Israel é uma realização mais pesada e ela puxa você para baixo?

Resposta: Claro. As propriedades egoístas sempre puxam você para baixo. Nossa tarefa é subir com todo nosso egoísmo pesado. Mas não é tão assustador, já que tudo é feito com a ajuda da Luz Superior, a força superior. Nosso trabalho é apenas dominar essa técnica.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 21/09/16

De Onde Veio A Torá?

Laitman_137Pergunta: Como e de onde surgiu a Torá?

Resposta: Milhares de anos atrás, o ser humano começou a contemplar o propósito de sua existência pela primeira vez, não apenas seu corpo perecível e como alimentá-lo e organizar o mundo ao seu redor.

Um desejo foi despertado nos seres humanos para chegar às suas raízes e descobrir o que os forma, esculpe, cria e organiza biologicamente.

A compreensão da natureza biológica dos seres humanos não é o problema. O problema é entender de acordo com que leis e com que intenção operam as forças que os criaram.

As pessoas ainda fazem essas perguntas de geração em geração. A partir da pergunta básica sobre o sentido da vida, elas penetraram cada vez mais profundamente na natureza, e a natureza as ajudou a fazer isso.

Sua intenção era simples; elas queriam chegar à origem da vida. Elas procuraram entender por que existimos neste mundo e de que maneira é possível observar nosso estado futuro. Nós estamos nos movendo em direção a ele de uma forma desejável ou há outra direção? Será que tudo o que fazemos é automático?

As dúvidas surgiram nas pessoas em relação a diferentes modos de vida: se é preferível avançar no âmbito de uma vida pessoal e limitada ou avançar junto com toda a humanidade. Não importa que esse progresso consistisse na invenção de clavas, panelas de barro ou cabanas. O mais importante é para onde estamos nos movendo internamente. Como podemos criar nosso destino futuro e será que temos liberdade de escolha?

Essas perguntas levaram a humanidade a começar a descobrir as forças da evolução que chamaram de “poder oculto” ou “o anjo Raziel“.

Os seres humanos começaram a investigar gradualmente por que as habilidades e o conhecimento apareciam neles, porque hoje é diferente em comparação a ontem, e o que está acontecendo na natureza que os obriga a mudar.

O processo evolutivo também é típico dos macacos, mas as pessoas contemplam isso e os macacos não. Os macacos não mudam a si mesmos e ao mundo à sua volta, mas as pessoas têm uma necessidade de fazer isso. Em outras palavras, desde o início há um conhecimento inerente aos seres humanos que os leva adiante.

Perguntas são estimuladas por isso, como: “Se há uma força superior que sempre desperta novos pensamentos e ações em mim, eu posso decidir para onde dirigir meus pensamentos e determinar minhas ações desta maneira?

Eu posso conseguir um resultado final que não tenha sido completamente esperado pela força que me controla? Se esse resultado for inesperado, isso significa que, com base em minhas conclusões pessoais, eu mesmo sou o gerente?” As pessoas devem saber se estão avançando e se estão fazendo isso corretamente.

A questão da liberdade de escolha aparece nas pessoas a partir de uma compreensão de que estão completamente trancadas dentro de uma natureza determinista que gerencia seus pensamentos e emoções.

As pessoas não têm nada de si mesmas, mas tudo o que existe no intelecto e emoções lhes vem de uma fonte obscura, e elas não podem fazer nada em relação a isso. As pessoas são parte de um “dispositivo”, que envia sinais para elas, e estes as colocam em ação. Isto ocorre inclusive se a pessoa não sente este dispositivo e não pensa que é parte dele.

Se aceitamos a suposição de que tudo funciona assim, tudo se torna mais simples. Aja de acordo com seus instintos e desejos, crie sistemas industriais, econômicos e políticos; faça qualquer coisa que venha à mente.

Não considere a questão de onde seus pensamentos e desejos vêm e para que propósito eles foram dados, porque você é o mecanismo de sua implementação. Nós não sentimos que estamos implementando um programa “alienígena” porque sentimos que ele é nosso, vive dentro de nós, e é assim que a humanidade existe.

Embora não exista liberdade de escolha, a meta-programação dá às pessoas a ilusão da liberdade de escolha. No entanto, algumas pessoas começaram a se perguntar: “De onde estou recebendo esses sinais? Eles aparecem em mim espontaneamente ou são provenientes do programa de um poder superior? ”

A visão religiosa afirma que se as pessoas foram criadas pelo programa da natureza, elas podem confiar no programa em funcionamento para seu benefício. Uma vez que a natureza superior está um passo acima dos seres humanos, é boa, razoável e compassiva, o que significa que tudo é derivado da graça divina e o que será, será.

Existe outro ponto de vista que diz que se somos geridos pela natureza, temos a possibilidade de investigar este sistema de nossa gestão, conectando-nos a ele e compreendendo até que ponto e como podemos cooperar com ele reciprocamente já que a natureza criou dentro de nós os pré-requisitos para que possamos compreendê-la.

Este é o ponto de vista que foi formulado na Torá que Moisés escreveu, mas mesmo antes de sua criação, havia escritos idênticos de outros Cabalistas. Desde Adão, todos os que alcançaram o mundo espiritual descreveram o poder superior de gestão, o mecanismo que ativa toda a criação.

Moisés escreveu o livro mais abrangente, de A a Z, de “Bereshit” (“no princípio”, a primeira palavra da Torá) até “Israel” (a última palavra na Torá). Tudo o que acontece na criatura desde suas primeiras fundações até que seja materializado em nosso mundo, bem como seu estado futuro final é expressa na Torá.

A Torá é considerada fundamental. Embora seja escrita em uma linguagem única, não há nada nela que seja em um sentido literário. A Torá não fala de pessoas que trabalham no mundo, mas apenas de forças que gerem a criação, as forças que gerenciam o enorme sistema que está além da nossa realização e em que nós, e até mesmo o nosso mundo, estamos incluídos como uma pequena parte.

A Torá é o sistema de gestão geral da criação que inclui dentro dele os níveis inanimado, vegetal, animal e falante da natureza desde a sua criação espiritual através de sua formação materialista até a conclusão bem-sucedida de seu futuro desenvolvimento chamado de fim da correção.

Da Lição de Cabalá em Russo 04/09/16

Não Venda Uma Prisioneira Por Dinheiro

laitman_545Torá, Deuteronômio, 21:14: E será que, se não te contentares com ela, a deixarás ir à sua vontade; mas de modo algum a venderás por dinheiro, nem a tratarás como escrava, pois a tens humilhado.

A prisioneira é o desejo de um indivíduo livre da intenção egoísta anterior, mas incapaz de fazer uma intenção altruísta correta. Então ele simplesmente a envia, por assim dizer, às águas profundas, e ela fica “à deriva” em algum lugar.

“Nem a tratarás como escrava, pois a tens humilhado” significa que você a salvou da intenção egoísta – você a capturou e agora tem que corrigi-la totalmente, isto é, dar a este desejo uma correta direção altruísta ao Criador.

Se você não pode fazer isso, deixe seu desejo sozinho e o considere pairando em algum lugar. Depois de certo e tempo ele aparecerá novamente, e você vai lidar com isso.

Pergunta: O que significa “de modo algum a venderás por dinheiro”?

Resposta: A questão é que você não tem o direito de mudar um desejo por outro e, assim, ganhar uma tela para ele. Dinheiro em hebraico é “Kesef“, “Kisuf” – tela, cobertura. Você não pode alcançar nenhum ganho com o fato de que não terminou a correção. Mas daí vem. Tais flutuações de desejo surgem constantemente em uma pessoa.

Você estava confiante de que com a ajuda desse desejo agora alcançaria o próximo nível espiritual, mais próximo do Criador. Mas isso se provou estar acima de suas capacidades, e você não pode fazer nada sobre isso.

O fato é que essa não é a mulher que está sentada em sua tenda lamentando seus pais. Este é você mesmo se conectando com esse desejo e cortando seu cabelo. É assim que um novo desejo é absorvido dentro de uma pessoa, quando ela está disposta a se fundir com o Criador com a ajuda dele, mas percebe que é incapaz de fazer isso.

Em princípio, a Torá está falando do trabalho com o mesmo desejo, que se manifesta gradualmente, passo a passo, camada por camada. Em cada nível, nós enfrentamos problemas porque temos que perceber esses desejos, ver o quanto estamos conectados com eles, como não podemos simplesmente corrigi-los, mas precisamos pedir ajuda ao Criador. Esse é um trabalho tremendo. Todo mundo tem que fazer o que lhe é designado de acordo com a raiz de sua alma.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 26/06/16

As Bênçãos De Moisés

laitman_740_02Pergunta: Qual é o significado espiritual das bênçãos que Moisés deu antes de sua morte?

Resposta: A Torá nos diz alegoricamente que quando Moisés enviou o povo à Terra de Israel, ele escalou o Monte Nebo, viu a terra de lá, e a abençoou.

Do ponto de vista de Bina, que Moisés simboliza, ele se conectou com Malchut (o povo de Israel) e transmitiu todo o seu poder para que o povo pudesse começar a subir do estado de Malchut na Terra de Israel (que já era um poder diferente de Malchut) à Bina.

Essa foi a bênção por meio da qual ele transferiu o poder à terra e ao povo, e o povo teve que implementá-la. A implementação inclui esclarecimentos sobre a natureza e a sequência das ações corretivas, bem como a preparação do povo para o movimento e avanço em diferentes forças (tribos), para pessoas individuais, dezenas, centenas, e assim por diante.

Isso deixou claro como eles poderiam continuar a se reunir em maior unidade em seu crescente egoísmo e desejo chamado de “Terra de Israel” que foi revelado por eles, e visar direto ao Criador.

Eles começaram a lutar para dirigir seus desejos à doação e amor, acima do egoísmo representado pelos sete povos, que se manifestaram nas sete estruturas: Hesed, Gevurah, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod e Malchut.

Esse era um trabalho sério, mas Moisés não tinha mais nenhuma relação com ele, porque era apenas a característica de Bina, e só transmitiu amor e doação ao povo de Israel. Trabalhar entre a característica de doação e o poderoso desejo egoísta, a “Terra de Israel”, será o próximo nível, Joshua ben Nun. Essa força levaria o povo à Terra de Israel.

Da Lição de Cabalá em Russo 04/09/16

O Código Da Torá

Laitman_137Pergunta: Se o código da Torá é semelhante a um código de computador, não deveria haver algum dispositivo nele onde ele pudesse ser compilado e executado? Como ativamos esse código?

Resposta: Nós não o ativamos. Esse código já está em funcionamento. Ele tem seu próprio mecanismo interno, a Luz, que o impulsiona. A questão é como podemos nos adaptar a essa ação para que ela nos controle. Para fazer isso, precisamos nos tornar Cabalistas.

A sabedoria da Cabalá explica que há um código diante de nós, um fluxo de informações. Se alguém quer entrar nele e nadar junto com ele, deve se preparar, entrar nele com cuidado, e depois nadar gradualmente até o centro do rio e se encontrar dentro do fluxo eterno.

Da Lição de Cabalá em Russo 04/09/16

A Mistura Das Nações

laitman_747_01Uma pessoa é criada como um egoísta absoluto e sua tarefa é adquirir uma qualidade de doação e amor oposta ao egoísmo. É para isso que serve a Torá, como está escrito: “Eu criei o egoísmo e dei a Torá para sua correção”.

Visto que a Luz da Torá corrige e retorna ao estado correto, devemos usá-la como um instrumento para alcançar a equivalência com o Criador.

Aqui surge o problema: a pessoa usa a Torá para o seu propósito? Infelizmente, vemos que seu verdadeiro propósito é absolutamente esquecido.

A atitude correta para com a Torá não existia por muito tempo, somente quando as pessoas viajavam pelo deserto e realizavam a correção até o nível de doação mútua. Então começou sua correção no nível da recepção mútua, a fim de doar, que é simbolizado pela entrada na terra de Israel.

Foi então que elas construíram o Primeiro Templo – o estado de completa realização mútua. O sistema de conexão integral foi utilizado, o que significa ser como um homem com um coração. Nele, elas revelaram o Criador em toda a Sua glória.

No entanto, assim que alcançaram o estado correto mais elevado entre si, imediatamente começaram a cair, porque o próximo nível de egoísmo surgiu dentro delas, que já não dependia delas. Esse egoísmo estava nas nações do mundo e fora do círculo criado entre os judeus chamado Templo.

Elas não tinham força para resistir, corrigir, unir e absorvê-lo na conexão entre si. Afinal, ele pertencia às nações do mundo que não deixaram a Babilônia com elas, não passaram pelo caminho do sofrimento no exílio egípcio e não fizeram a correção que o povo de Israel realizou durante 40 anos de travessia do deserto.

Os judeus não estavam prontos para passar o método às nações do mundo e absorver seu egoísmo dentro deles mesmos, porque não havia interface e nenhuma inclusão mútua dos diferentes desejos em si. Assim, o povo de Israel começou a cair do alto nível de amor mútuo, a fim de preparar a correção das nações do mundo.

Acontece que essa parte quase completamente corrigida da humanidade tinha que ser quebrada, assim como o sistema chamado “Adão” foi quebrado em seu tempo, para se dissolver nas nações do mundo.

Assim, ocorreu a mistura e absorção mútua de diferentes qualidades. Parte das qualidades (o egoísmo das nações do mundo) entrou nas qualidades corrigidas do povo de Israel, e as qualidades de Israel de doação e amor caíram nas qualidades egoístas das nações do mundo.

Essa se tornou a causa da destruição do Primeiro Templo, que simbolizava o amor. Então a destruição tinha que continuar de acordo com o mesmo sistema como no mundo de Nikkudim, no sistema de Adão e na destruição do Segundo Templo.

Depois da destruição do Primeiro Templo, não havia amor entre as pessoas, mas os vestígios da qualidade de doação continuavam e eram expressos no acordo mútuo e nas leis da comunidade correta. No entanto, após a destruição do Segundo Templo, eles também desapareceram.

Como está escrito: “O povo de Israel caiu do nível do amor para o nível do ódio infundado”. Ao mesmo tempo, eles se tornaram completamente idênticos às nações do mundo e ainda piores do que elas porque as nações do mundo não tiveram a ascensão e a queda, onde todas as subidas anteriores se transformam inversamente em quedas correspondentes: quanto maior a subida, menor a queda.

Portanto, após o colapso final do Segundo Templo, o povo de Israel se encontrava em um estado espiritual mais distante do Criador. A partir desse estado, eles devem começar o caminho de elevação.

Assim, o primeiro movimento foi dirigido para a conclusão da penetração mútua, a difusão das qualidades das nações do mundo com as qualidades do povo de Israel e vice-versa, de modo que nenhuma diferença permanecesse entre eles.

Essa condição, por um lado, foi conseguida através da criação das religiões (judaísmo, cristianismo e islamismo) com a ajuda de várias guerras, ataques, massacres e expulsões de país para país e, por outro lado, a ciência e a cultura, a descoberta de continentes, a grande assimilação e assim por diante pelos judeus.

Tudo isso era para que a dissolução final acontecesse e para que as várias qualidades entrassem umas nas outras. Além disso, não se trata de qualidades físicas e de contatos materiais entre as pessoas, uma vez que os judeus sempre viveram isolados, mas sobre a interpenetração interna e espiritual das qualidades. Talvez, isso foi expresso externamente através de várias ações físicas que são completamente incompatíveis com as espirituais.

A difusão final das qualidades do povo de Israel com as nações do mundo terminou aproximadamente no século XVI, quando o grande Cabalista ARI descreveu o método de correção do mundo e o sistema da condição correta do universo. Portanto, ele é considerado Mashiach (Messias) Ben-Yosef entre os Cabalistas, que é o predecessor do Mashiach Ben-David (Messias)

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 14/09/16

E Vires Uma Mulher Formosa

Dr. Michael LaitmanTorá, Deuteronômio, Ki Teitzei, 21:10 – 21:13: Quando saíres à guerra contra os teus inimigos, e o Senhor teu Deus os entregar nas tuas mãos, e tu deles levares prisioneiros, e tu entre os presos vires uma mulher formosa à vista, e a cobiçares, e a tomares por mulher, então a trarás para a tua casa; e ela raspará a cabeça e cortará as suas unhas. E despirá o vestido do seu cativeiro, e se assentará na tua casa, e chorará por seu pai e sua mãe um mês inteiro; e depois chegarás a ela, e tu serás seu marido e ela tua mulher.

No processo do trabalho espiritual uma pessoa sobe a um nível chamado “Eretz Israel” ou “Terra de Israel”. “Eretz” é o desejo que deve se tornar completamente Israel, “Yashar Kel” ou “direto ao Criador”.

Como serei capaz de atualizar esse desejo? O desejo é sempre feminino. Entre muitos dos meus desejos, alguns já estão sob meu controle. Existem outros que eu posso facilmente corrigir com a ajuda de esforços mútuos com outros.

E há também desejos egoístas não corrigidos, que são chamados de “as nações do mundo” ou “as sete nações” que vivem na Terra de Israel. Eu só posso corrigir esses desejos se eu “destruir” todos os homens, porque os homens simbolizam a intenção e nas “nações do mundo” eles são sempre egoístas. É por isso que destruir todas as intenções egoístas significa “destruir os homens”.

Tendo removido o nível masculino das intenções, eu passo para o nível feminino dos desejos, e olho para ver com o que sou capaz de trabalhar. Digamos, eu encontro uma mulher, isto é, eu vejo um desejo muito brilhante, intenso, forte, mas que precisa ser corrigido. Se eu fizer isso corretamente, criando em cima dele uma verdadeira intenção para com o Criador, então, como resultado, eu me aproximo de uma conexão com Ele.

É por isso que eu anseio por esses desejos ou “desejo mulheres formosas”, não importa o que chamamos. Em ambos os casos, não devemos imaginar isso como cenas em nosso mundo material.

Então, quando eu vejo que tenho a oportunidade de tomar um “prisioneiro como esposa”, isto é, revelar dentro de mim esse desejo, iluminá-lo, corrigi-lo e dirigi-lo para o Criador, eu me movo com prazer até ele, embora isso implique um trabalho muito difícil. Porque agora eu preciso me elevar acima desse desejo, rejeitando minha vida anterior.

É porque no nível anterior eu era uma pessoa corrigida. Mas agora eu me movo para conquistar o próximo nível, “a Terra de Israel”, que me conectará com o Criador e na qual vou alcançá-Lo.

Mas quando eu começo a revelar dentro de mim este nível de egoísmo, de repente vejo que lá eu tenho muitas intenções egoístas (entidades espiritualmente masculinas), e todas elas governam sobre os desejos femininos. À luz disso, eu preciso manter os desejos e mudar as intenções. É por isso que, como é dito na Torá, eu preciso matar todos os homens e santificar todas as mulheres.

E aqui há uma lista de regras de como é possível inicialmente corrigir esses desejos, enquanto eu não sou capaz de trabalhar com eles, a fim de doar. Em outras palavras, o desejo é uma mulher que eu tenho que trazer para casa, sentá-la separadamente, fazer ela raspar a cabeça e crescer as unhas, lavar-se e chorar por seus pais.

E só depois que ela passa por todo este processo de preparação e está completamente sob o meu controle, eu posso começar a trabalhar com esse desejo para doar. Dessa forma, eu conquistei a Terra de Israel. Mas sem prisioneiros, eu não teria conseguido isso, porque sem eles, não tenho desejos.

Subindo ao nível de querer trabalhar diretamente com o Criador, eu revelo o desejo chamado de “prisioneiros”, como se eles não fossem meus; são estranhos, egoístas, mais pesados, mais grosseiros, opostos ao Criador. Eu devo destruir as intenções egoístas anteriores, mas para trabalhar com esses desejos de uma forma altruísta, eu preciso primeiro limpá-los, ou seja, corrigi-los.

Pergunta: O que significa “raspar o cabelo” desse desejo?

Resposta: A palavra “cabelo” (“Searot“, em hebraico) vem da palavra “Soer“, que significa “excitação, agitação”. Dentro de uma pessoa aparecem todos os tipos de desejos ardentes com o qual ela não pode estar conectada ao Criador. É por isso que eles precisam ser “raspados” e limpos na água, na Luz de Hassadim.

Pergunta: O que significa “chorar pelo pai e pela mãe”?

Resposta: As lágrimas são o transbordamento da Luz, que a pessoa não é capaz de receber dentro de seus desejos não corrigidos. É por isso que ela precisa chorá-los.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 26/09/16

Quem São Os Juízes?

Torá, Deuteronômio, Devarim, 12:18: Você deve nomear juízes e oficiais em todas as tuas cidades que o Senhor teu Deus te dá, segundo as vossas tribos; e que julguem o povo com justiça.

Quem são os juízes? Este é o principal problema. Os juízes são aqueles que estão acima da pessoa; a pessoa nomeia-os por si mesma para que eles possam restringi-la, mostrar-lhe o caminho, e levá-la ainda mais para “todas as portas” em todos os seus movimentos, do mundo externo para a interioridade de uma pessoa, e da interioridade de uma pessoa para o mundo externo.

Em nossos desejos, decisões, ações e até mesmo pensamentos devemos configurar vários sistemas de verificação, análise e síntese do que estamos prestes a fazer; ou seja, devemos criar o sistema de controle e análise dentro de nós que deverá ativar o sistema executivo. Isso significa que tudo o que existe hoje no país deve estar dentro de nós.

Os portões são os filtros através dos quais atuamos, eles permitem ou proíbem-nos de estabelecer contato com o mundo exterior e até mesmo conosco. Mas mesmo conosco, isso já é um sistema um pouco diferente que é organizado de forma diferente. É por isso que os filtros, na sua maior parte, são relacionados com a interação com o mundo exterior.

Se a pessoa realmente deseja melhorar, ela não pode viver sem isso.

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De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 21/092016

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Um Falso Profeta Em Uma Pessoa

laitman_610_2Torá, Deuteronômio, 18:19 – 18:20: E será que qualquer que não ouvir as Minhas palavras, que falar em Meu nome, eu o requererei dele. Porém o profeta que tiver a presunção de falar alguma palavra em Meu nome, que eu não lhe tenha mandado falar, ou o que falar em nome de outros deuses, esse profeta morrerá.

Tudo depende dos desejos que de repente surgem em nós. Mesmo durante aqueles grandes dias em que as pessoas estavam na realização do Criador, alguém podia ser um grande santo em um momento e um grande pecador no momento seguinte. Portanto, ao ler a Torá, é necessário saber exatamente a quem o Criador se dirige. Afinal, tudo acontece dentro de uma pessoa.

A Torá é escrita para cada um individualmente e cada um de nós deve esculpir em seu coração, significando em todos os seus desejos.

Pergunta: Por que o profeta de repente começa a falar em nome de outros deuses?

Resposta: Claro, há uma diferença se ele fala intencionalmente ou não em nome do Criador ou se ele foi enquadrado e caiu. Pode ser que o egoísmo de repente explodiu nele e ele não pode permanecer no nível elevado de doação, ou ele saiu dele devido a algumas outras razões.

Está escrito que se ele “tiver a presunção de falar uma palavra em Meu nome, que eu não tenha mandado falar…” Obviamente, se ele cair em um estado egoísta, fará tudo para se justificar e parecer justo para si mesmo e para os outros. Havia muitos desses falsos profetas.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 05/09/16

Não Tenha Medo De Cometer Um Erro

laitman_628_2Torá, Deuteronômio, 18:21 – 18:22: E, se disseres no teu coração: Como conhecerei a palavra que o Senhor não falou? Quando o profeta falar em nome do Senhor, e essa palavra não se cumprir, nem suceder assim; esta é palavra que o Senhor não falou; com soberba a falou aquele profeta; não tenhas temor dele.

Se você obedecer o profeta e ele disser algo falso, não tenha medo de cometer um erro, porque tudo o que você extrair dele, como se viesse do Criador, embora o Criador não tenha dito isso, não vai prejudicá-lo e não será gravado em sua conta.

Haverá um escrutínio separado com o profeta. Também não devemos esquecer que tudo isso acontece em uma pessoa.

Pergunta: Isso significa que o fato de uma pessoa seguir um falso profeta não é considerado um pecado?

Resposta: Suponha que o profeta esteja errado porque perdeu certa conexão com o Criador. Talvez isso seja feito pelo Criador deliberadamente para colocar as pessoas em uma situação particular e ensinar-lhes algo.

Em outras palavras, todas as qualidades de uma pessoa ouvem e sentem a mente que diz que, por causa do Criador, ela deve fazer isso e aquilo. Se mais tarde for verificado que era errado, então a pessoa não está em falta porque essa era uma direção de cima.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 05/09/16