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Você Não Pode Caluniar Uma Pessoa

294.1Pergunta: O que há de especial no Dia da Expiação (Yom Kippur) de hoje para você? O que você sente?

Resposta: Vemos que o mundo não está melhorando, isso é certo. As pessoas não estão melhorando; elas estão apenas cansadas. Estão cansadas deste mundo, desta vida, do que acontece com elas e do fato de que não há nada de bom no futuro para os filhos. Portanto, você não pode caluniar uma pessoa. Ela é assim, foi assim que foi criada: má e indiferente.

Comentário: E você não calunia uma pessoa.

Minha Resposta: Eu não calunio nem uma pessoa nem o Criador. É apenas um dado que devemos compreender claramente e depois disso começar a pedir: pedir a correção do homem e do mundo inteiro.

Precisamos reconhecer que esse mal é consequência de nossos relacionamentos uns com os outros. Não podemos nos elevar acima de nós mesmos para desejar o bem para todos. Nós simplesmente não podemos. Esta é a razão da nossa impaciência uns com os outros e com tudo o que acontece conosco.

Eu espero que estes últimos acontecimentos e o fato de estarmos agora numa discussão sobre o que está acontecendo com o mundo, com as pessoas e com cada um de nós, acabem por levar à compreensão de que precisamos corrigir este mundo. Depende apenas dos nossos desejos.

Acho que o Criador especificamente representa tudo isso diante de nós desta forma, para que percebamos a necessidade de mudanças.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 18/09/23

A Oração Que É Aceita No Dia Da Expiação

571.02A vida não é encontrar a si mesmo. A vida é criar a si mesmo (George Bernard Shaw).

Minha Resposta: Esta não é uma tarefa fácil.

Pergunta: Digamos que “encontrar-se” seja mais ou menos claro: encontrar-se numa profissão, por exemplo. O que você quer dizer com o termo “criar a si mesmo”?

Resposta: Criar a nós mesmos é o que estamos enfrentando. Na verdade, isso não é algo tão altíssimo. Este é o requisito que a nossa vida nos impõe: tornar-nos semelhantes ao Criador.

Comentário: Não sei o que é o Criador, não sei quem Ele é.

Minha Resposta: Isso será explicado em detalhes. Anota aí: a primeira condição é amar a todos.

Pergunta: Então, o primeiro ponto é: devo aprender a amar a todos? Isso significa ser semelhante ao Criador em geral?

Resposta: Sim.

Pergunta: É uma oração se eu escrevo e olho o tempo todo?

Resposta: Sim, é uma oração. Imagine que você é como um pai, talvez rígido, talvez gentil, não importa o que aconteça, mas amoroso. Assim como um pai trata seus filhos, você deve tratar as pessoas.

Pergunta: Mas no momento em que leio isto diariamente e percebo que não posso, isso é uma oração: “Não posso!”?

Resposta: Esta não é uma oração, mas um estado em que você se verifica e vê o quanto precisa ser corrigido. Então você já preparou algumas reclamações ou pedidos de correção. Portanto, espere por este dia de expiação e apresente-as.

Pergunta: Esta é realmente a oração do dia da expiação (Yom Kippur)?

Resposta: Sim. Você se julga, você vem e exige que o Criador o corrija porque você não consegue se corrigir. O único que pode é Ele. Mas apenas de acordo com suas demandas, pedidos e orações. Então, apresse-se!

Pergunta: Você começou amando a todos. Será esta, em princípio, a base do Yom Kippur?

Resposta: Sim, é chamado de “Ahavat Olam” – amor ao mundo.

Pergunta: Então é a isso que quero chegar, mas não posso, e peço?

Resposta: Absolutamente! Então, prepare-se.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 03/10/22

Os Reservistas Têm O Direito De Se Recusar A Servir?

963.5Pergunta: Hoje a sociedade israelita está dividida entre aqueles que são a favor da reforma judicial e aqueles que são contra a reforma judicial, os da direita e os da esquerda. Estão ocorrendo manifestações que exigem uma mudança de governo, e assim por diante.

Estou preocupado com a questão do exército. Temos reservistas que são essencialmente a espinha dorsal do exército. Existem unidades especiais e pilotos, aqueles que continuam a servir com consentimento e disposição após completarem o serviço regular.

E agora, pela primeira vez, começaram a acontecer certos incidentes em que eles se recusam a servir. Dizem que não querem servir sob uma ditadura. Está tudo relacionado com a reforma judicial da qual discordam.
Na sua opinião, eles têm o direito de fazer isso ou não?

Resposta: Acho que este é um problema em todos os exércitos do mundo.

Comentário: Mesmo assim, estou considerando o fato de termos um exército único. Afinal, é um exército defensivo. Somos um pequeno pedaço de terra onde cada pessoa é importante e tem o seu lugar, e de repente eles se expõe ao front.

Minha Resposta: Sim, acredito que o exército deve estar acima de tudo porque a vida está acima de tudo e então podemos lidar com o resto.

Pergunta: Então você quer dizer que a vida de uma pessoa vem em primeiro lugar?

Resposta: Sim, e a vida do Estado também.

Comentário: Estamos aqui especificamente para proteger a vida das pessoas e do Estado. E se elas se revoltarem por dentro e disserem: “Isto é uma ditadura. Não quero servir sob este regime. Eu quero uma mudança”.

Minha Resposta: Elas são obrigadas a proteger a vida das pessoas!

Pergunta: Outra questão é se ocorresse um incidente, e considerando que ainda estamos em guerras constantes, do ponto de vista do governo ou do exército, você acha que eles deveriam chamar esses oficiais de volta ou não?

Resposta: Eles deveriam chamar de volta. Não deveria haver clemência, nem adiamento, nada! Cada um tem o seu lugar e cada um deve estar no seu lugar.

Pergunta: O que você acha que uma pessoa sente quando expõe o front? Por que ela pode fazer isso hoje? No passado eu nunca teria pensado em tal coisa. No passado, todas serviam de boa vontade; era um dever. Mas hoje elas podem dizer essas coisas de repente e expor subitamente o front. O que elas sentem ao fazer isso?

Resposta: Nem sei dizer. Eu tenho uma opinião muito clara sobre isso.

Pergunta: Você se lembra de como era na sua época? Sei que você serviu nas unidades de suporte técnico da aviação. Essa é a parte mais séria do nosso exército.

Qual era o sentimento então? Chama-se miluim, aqueles que servem depois do exército até os quarenta anos ou mais. Eles tinham um forte senso de dever?

Resposta: Claro. Não havia dúvida sobre isso.

Pergunta: O que você acha que mudou ao longo dos anos?

Resposta: Declínio! Simplesmente um declínio porque os interesses pessoais tornaram-se mais importantes que os interesses nacionais.

Pergunta: É isso que você diz constantemente, que o egoísmo está crescendo?

Resposta: Sim, e é ainda pior. Significa que a pessoa passa a priorizar a própria opinião em detrimento da existência do Estado.

Pergunta: O que você acha que nos espera se isso continuar?

Resposta: Acredito que desta forma a sociedade encontrará um novo sistema de visão de mundo.

Pergunta: Então você vê um aspecto positivo nisso também?

Resposta: Para onde mais isso pode ir? Se isto não estivesse acontecendo com os judeus, poderíamos falar de uma guerra civil. Mas aqui acho que não chegará mais a esse ponto.

Pergunta: Na sua opinião, que tipo de exército protegerá e verá isso como um grande privilégio? O que deveria haver?

Resposta: Deveria haver uma reestruturação interna da sociedade – o exército, os partidos políticos e todo o Estado.

Aquelas pessoas que consideram o Estado como seu devem compreender que aqui estão mutuamente obrigadas. Não há como escapar disso.

Comentário: É interessante que nossos inimigos, que em princípio nos cercam e não desejam que o Estado exista, não nos obriguem a uma posição rígida onde você não pode deixar o exército – é o seu posto, você é obrigado! Aconteceu alguma coisa.

Minha Resposta: O conceito deles é diferente, novo. Eles acreditam que gradualmente, com o tempo, nos desintegraremos por conta própria.

Comentário: Sim. O Hezbollah, nosso vizinho do norte, diz que pode lidar conosco com calma, agora que temos discórdia e instabilidade internas.

Minha Resposta: Sim. Hoje, graças aos nossos vizinhos, o exército deveria ser forte e todos entendem isso mais ou menos. E até certo ponto podemos nos permitir discutir e debater. Mas devemos compreender que existe uma fronteira e a nossa vida está dentro dela. Então, obrigado aos nossos vizinhos que nos mantêm alerta!

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 30/03/23

Jardim De Infância Para Adultos

543.02Nas Notícias  (Voice of Europe): “Um retiro único em Edimburgo, na Escócia, conhecido como ‘Big Kid Kindergarten’, abriu as suas portas para adultos que procuram reviver os seus dias de infância. Este estabelecimento permite que os adultos mergulhem num mundo de blocos de construção, artes e ofícios, jogos em caixa de areia e sessões de histórias, oferecendo-lhes uma fuga temporária das responsabilidades adultas.

“Embora o ‘Big Kid Kindergarten’ compartilhe semelhanças com os jardins de infância tradicionais, não é exatamente uma creche convencional. Em vez disso, funciona mais como um parque interativo para adultos cansados da sua vida adulta quotidiana. …

“Muitos visitantes consideraram este empreendimento terapêutico. O envolvimento em tarefas manuais simples permite que a mente saia da sua rotina habitual, evocando uma sensação de tranquilidade e atenção plena. Assim como as crianças muitas vezes se relacionam facilmente com os seus pares, os adultos que frequentam o ‘Jardim de Infância Big Kid’ são encorajados a reconectar-se com estas habilidades sociais muitas vezes adormecida”.

Pergunta: Honestamente, eu li e realmente comecei a querer entrar na caixa de areia! Simples assim, deixe tudo de lado e simplesmente sente-se, construa uma cidade, brinque com carros, deixe de lado essa carga e se perca no jogo!

Posso fazer isso? Ou será que nós, sobrecarregados com toda a nossa vida, não seremos capazes de fazer isso; não seremos libertados assim?

Resposta: Eu não conseguiria sentar em uma caixa de areia.

Comentário: Provavelmente eu também não, mas realmente gostaria.

Minha Resposta: Não. Estou satisfeito com minha vida e com o que o Criador me trouxe. Eu quero apenas uma coisa: alcançar o que devo de acordo com o Seu plano e pronto. Eu ficaria completamente satisfeito com isso.

Pergunta: Você é um homem de sorte! Você descobriu tudo perfeitamente e atingiu este ponto com precisão.

Mas para as pessoas que estão cansadas, exaustas de procurar e de estar sob o peso de responsabilidades e preocupações, poder ir a este jardim de infância, sentar e brincar umas com as outras, vocês acham que isso é bom?

Resposta: Não consigo imaginar como viver em Edimburgo. Conheço bem esta cidade.

Pergunta: Esta cidade chegou aos jardins de infância. Então eles podem fazer isso? Você acha que existe um tipo de pessoa que consegue deixar tudo para trás e ir brincar por um dia?

Resposta: Sim, isso é para elas. Isso é bom.

Pergunta: Para uma pessoa que precisa de algum tipo de prática terapêutica para aliviar o estresse, é bom poder fazer isso?

Resposta: Por que não? Se isso satisfaz uma pessoa e a acalma, devemos orientá-la para as terríveis questões da existência para que ela não saiba para onde se dirigir, e só depois de cair desta altura é que se encontrará com a resposta certa à pergunta: “Para que eu vivo?”.

Pergunta: Então você a colocaria no jardim de infância? Se ela se sente bem lá, deixe-a ir ao jardim de infância?

Resposta: Sim.

Pergunta: As crianças geralmente estabelecem contato com outras pessoas facilmente. As crianças brincam, sentam-se na caixa de areia e as novas crianças participam. Será que isto pode levar ao estabelecimento de mais contatos entre nós se colocarmos adultos, indivíduos em conflito, no jardim de infância?

Resposta: Não será mais chamado de “jardim de infância”, mas sim algum tipo de instituição psicológica.

Pergunta: Jogamos jogos para adultos agora – guerras e assim por diante. Se de alguma forma conseguirmos mudar para as brincadeiras infantis, fazer acontecer com a mesma paixão, é possível ou não? Talvez haja uma solução para isso?

Resposta: Este é o jogo, o que estamos fazendo com as guerras e coisas assim. Este é o próprio jogo.

Pergunta: Pode ser transferido para jogos infantis para que não haja vítimas, nem sangue, nem ódio?

Resposta: Não seria emocionante.

Comentário: Esse é todo o problema.

Minha Resposta: O que você pode fazer?

Pergunta: Não há como colocá-los no jardim de infância e deixá-los brigar lá fora?

Resposta: Não! Você não pode transformar os adultos em filhos completamente.

Pergunta: Você acabou de chamá-los de filhos adultos. Não é um lapso de língua? Os filhos adultos crescem assim?

Resposta: Sim. Eles têm que crescer, mas só poderão crescer se cobrirem a si mesmos e uns aos outros com hematomas graves.

Pergunta: Como esses adultos podem ser acalmados?

Resposta: Não há necessidade de acalmá-los. Precisamos esgotá-los para que não saibam para onde correr ou encontrar qualquer tipo de segurança. Precisamos cansá-los até que suas cabeças girem, balancem enquanto andam, sintam constantemente que estão prestes a cair e não saibam o que fazer.

Pergunta: O que isso alcançaria? Estamos falando de adultos jogando.

Resposta: Este é o medo do próximo momento da sua vida. Este é um ponto importante.

Pergunta: Você quer dizer que o medo deve ser instilado em um adulto?

Resposta: Devemos até impô-lo para que todos tenham medo pelas suas vidas.

Pergunta: O que resultará disso?

Resposta: Raciocinaremos com mais sensatez e planejaremos o próximo passo. Isso é melhor do que ficar calmo.

Pergunta: Isso pode ser feito em nível nacional?

Resposta: No nível global. Ou seja, de uma pessoa, para muitas pessoas, para o mundo inteiro.

Pergunta: Isso pode acabar com toda a loucura que existe?

Resposta: Certamente. Acho que chegaremos a isso.

Pergunta: Mas como podemos fazer isso? Como podemos desgastar alguém?

Resposta: Com histórias de terror, mas apenas boas, isto é, com histórias inteligentes que explicam onde a pessoa está, em que se encontra e como isso a leva a um estado onde não encontrará paz nem hoje nem amanhã, antes da morte ou após a morte. Isso é a questão principal. Porque ela pensa: “Bem, no máximo eu morrerei”. Não, não termina aí. Ela vai querer se elevar acima da morte.

Afinal, vamos explicar a ela que não acaba aí. Portanto, você precisa encontrar uma saída, como lidar com essa situação. Essa é a questão principal.

Pergunta: Então pensaremos em como dar o próximo passo?

Resposta: Então, sim. Acredito que sem medo da morte uma pessoa comum não conseguirá viver corretamente. Mas há quem não se importe, que antes mesmo de morrer, antes de tudo isso, quer saber, aprender e revelar. Para essas pessoas, tudo está aberto. Eu sou totalmente a favor disso.

Pergunta: É assim que uma pessoa deveria se sentir?

Resposta: Depende, claro, da raiz da alma. Não creio que isto seja para todos, mas deveria ser aberto a todos.

Pergunta: Nesse caso, que jogo devemos jogar?

Resposta: Devemos compreender que revelar o sentido da vida é a coisa mais importante que precisamos nesta vida. Isso é tudo.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 24/08/23

O Que Fazer Se O Estado Estiver Enganando Você

633.2Quando seu filho ganhar o primeiro dinheiro para comprar sorvete, faça o seguinte:
1. Antes que ele tenha a chance de lamber o sorvete, pegue-o dele e morda 20%.
2. Enquanto seu filho olha para você surpreso, dê mais uma mordida de 30%.
Depois dê-lhe o resto do sorvete e explique que é isso que o Estado faz com todo o dinheiro que alguém ganha. E será assim com todo sorvete que ele comprar para si. E que a porcentagem da mordida pode ser reduzida agarrando o mordedor pela mão e exigindo saber por que ele está dando tantas mordidas.

Se todos os pais fizerem isto, há esperança de que cresça neste país uma geração de pessoas que compreenderão que o governo não tem o seu próprio dinheiro – só tem o dinheiro dos contribuintes. E que os contribuintes não só podem como devem monitorizar a forma como os funcionários do governo gastam o seu dinheiro. (Atribuição não verificada a Margaret Thatcher)

Pergunta: O que você acha dessa forma de formar um cidadão? Que desde criança se prepara para ser roubado: desconfiança – verificação – controle. O que você acha de uma criança ser criada dessa maneira?

Resposta: As palavras estão certas. É bom quando a criança sente tanto estresse.

Pergunta: É bom que ela já esteja pronta para ser roubado pelo Estado?

Resposta: Sim.

Comentário: Na verdade, esta é uma criança. Digamos de 10 a 14 anos.

Minha Resposta: Não, já é adulto.

Pergunta: Você acha que esta é uma opção possível para educar assim?

Resposta: Sim, é bom para a criança e para a pessoa em geral, para os pais e para todos.

Pergunta: Então ela não sai pelo mundo de braços abertos. Ela sabe que o mundo está ansioso e vai mordê-los. Você acha que esta é uma boa entrada?

Resposta: Sim, é muito boa.

Pergunta: O que você acha de um primeiro-ministro que insiste que um cidadão deve monitorá-lo e aos seus funcionários e subordinados? Margaret Thatcher, dizem, era assim.

Resposta: Sim! Ela era durona! Ela não descartou as críticas, pelo contrário, ouviu.

Pergunta: Então o que é confiança no governo?

Resposta: Quando sei, tenho certeza de que o governo está agindo corretamente. Então eu confio.

Pergunta: É quando eu entendo que corretamente é retirada de mim uma quantia precisa de dinheiro? Será somente depois de algum tipo de verificação minha?

Resposta: Absolutamente.

Pergunta: A pessoa também está sendo educada se viver assim?

Resposta: Naturalmente. Ela verifica tudo nos outros e verifica a si mesma, e vê se tudo se encaixa no sistema certo.

Pergunta: Este autocontrole e controle em geral são obrigatórios?

Resposta: Sim.

Pergunta: Então, em geral, qual é a educação correta de um cidadão?

Resposta: A educação correta de um cidadão é que ele conheça bem a sua economia política: de onde vem o dinheiro, para onde vai e como o administra.

Pergunta: Isto é, como ele mesmo teria feito isso. Ele se torna um cidadão que sabe disso e entende tudo isso?

Resposta: Sim. Pelo menos, ele deveria compreender que em seu negócio, em seu trabalho e em sua casa, ele deveria ser um homem de negócios, um mestre.

Pergunta: Esta é a educação correta de um cidadão?

Resposta: Claro. Então isso é correto ao nível da casa e da família, e do estado em geral.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 24/08/23

E Se Apenas Burros Estiverem Por Perto?

961.2O burro disse ao tigre: “A grama é azul”.
O tigre respondeu: “Não, a grama é verde”.
A discussão esquentou e os dois decidiram submeter a questão à arbitragem, então abordaram o leão.
Ao se aproximarem do leão em seu trono, o burro começou a gritar
: “Alteza, não é verdade que a grama é azul?”
O leão respondeu: “Se você acredita que é verdade, a grama é azul”.
O burro avançou e continuou “O tigre discorda de mim, me contradiz e me irrita. Por favor, castigue-o. O rei então declarou: “O tigre será punido com 3 dias de silêncio”. O burro pulou de alegria e seguiu seu caminho, contente e repetindo “A grama é azul, a grama é azul…”
O tigre perguntou ao leão: “Majestade, por que você me puniu, afinal a grama é verde?”
O leão respondeu: “Você sabia e viu que a grama é verde”.
O tigre perguntou: “Então por que você me pune?”
O leão respondeu: “Isso não tem nada a ver com a questão de saber se a grama é azul ou verde. A punição é porque é degradante para uma criatura corajosa e inteligente como você perder tempo discutindo com um idiota e, ainda por cima, você veio e me incomodou com essa pergunta só para validar algo que você já sabia que era verdade! (“Conto do Burro, do Tigre e do Leão: Quando Discutir é Fútil”)

Pergunta: Quando você discute com alguém, qual de vocês é um burro?

Resposta: Quem se opõe ao burro é o burro.

Pergunta: Como resultado, este tigre que se opõe a um burro é um burro? E não há necessidade de perder tempo com esses argumentos?

Resposta: Não há necessidade. O leão está certo em condená-lo.

Pergunta: Então a questão é como alguém pode discutir com burros, já que isso acontece o tempo todo? Você diz: “Não discuta de jeito nenhum”. Mas o que se deve fazer?

Resposta: Não há nada que você possa fazer. Se eles existem na natureza, então o mais sensato é não discutir com eles.

Pergunta: Ou seja, se existe uma pessoa teimosa e você entende que ela é teimosa, você não precisa provar sua verdade para ela de forma alguma?

Resposta: De jeito nenhum.

Pergunta: Como você construirá a sua verdade se houver, digamos, apenas burros ao seu redor?

Resposta: Diga a todos que eles estão certos. E se houver muitos deles, deixe-os resolver entre si.

Pergunta: Você guarda sua verdade para si mesmo e não a espalha?

Resposta: Sim, claro.

Pergunta: Esta é a coisa certa a fazer?

Resposta: Esta não é apenas a coisa certa, mas é a única maneira correta de sair deste estado.

Pergunta: Ou seja, é como o que está acontecendo agora no país: todo mundo é teimoso e se apega ao que é seu, justamente ao seu. E ele nunca se afastará disso; você sabe disso perfeitamente. E você ainda entra e sai de discussões. Por quê?

Resposta: Cada um tenta convencer o outro de que está certo.

Pergunta: E no que isso resulta?

Resposta: Que todo mundo é burro.

Pergunta: Mas quais são as minhas ações, afinal? Silenciosamente, com calma, construir o meu à margem, sem entrar em disputas?

Resposta: Sim, cuide da sua vida.

Pergunta: Como desenharei minha própria linha que não seja de burro?

Resposta: Não desenhe.

Pergunta: Como isso será resolvido então?

Resposta: Isso será resolvido de alguma forma. Se o mundo for feito de burros, nada poderá ser feito. Entenda como é.

Pergunta: Vou lhe perguntar com cuidado: afinal, o mundo consiste principalmente de burros?

Resposta: Podemos ver isso!

Pergunta: Sim, vemos que todos defendem a sua posição. Qual é o futuro deste mundo? Certamente será preciso chegar a algum tipo de decisão, afinal?

Resposta: Não.

Pergunta: Pode continuar assim?

Resposta: Sim. Nos últimos milhares de anos que conhecemos o mundo, é assim que acontece.

Comentário: Isso vai continuar indefinidamente.

Minha Resposta: Claro. Dê aos burros a chance de viver normalmente neste mundo.

Pergunta: Em que isso resultará?

Resposta: Isso levará ao fato de que haverá guerras, depois das quais restará pouco.

Pergunta: Ninguém vai desistir?

Resposta: Ninguém. Depois de algum tipo de guerra, as pessoas permanecerão junto às cinzas; elas vão sentar-se calmamente perto do fogo, beber chá e conversar. Isso não terá mais importância para elas.

Pergunta: Ex-inimigos, é isso que você quer dizer?

Resposta: Sim, até inimigos.

Pergunta: Essas guerras continuarão novamente?

Resposta: Elas continuarão, inevitavelmente.

Comentário: Guerras, quero dizer até mesmo as nossas escaramuças.

Minha Resposta: Enquanto existir o egoísmo, ele não desaparecerá. Esta é a natureza humana.

Pergunta: Como podemos mudar a nossa natureza? Como podemos superar o “burro” para sair do estado de burro?

Resposta: Somente se as pessoas compreenderem o significado da existência do mundo, dos países e das pessoas, elas serão capazes de fazer algo a respeito.

Pergunta: Então diga-me, o que elas deveriam entender?

Resposta: Elas devem entender o que estamos dizendo: que o mundo está em seu desenvolvimento egoísta. Temos que perceber isso. Temos que nos elevar acima do nosso egoísmo. Se quisermos, isso acontecerá; e se não quisermos, isso não acontecerá. Depois de algumas gerações elas vão nos desenterrar e entender o que aconteceu aqui.

Pergunta: Não quero que seja assim. O que você acha que pode funcionar?

Resposta: Somente o mal pode funcionar. Quando o mal se manifestar mais, poderemos superá-lo. O mal deve ser realizado. Não é que o mundo esteja desmoronando. Deve ser um mal realizado, que esta é a natureza do homem e somente se decidirmos e gritarmos juntos ao Criador seremos salvos.

Pergunta: Então você está falando sobre o reconhecimento do meu mal como tal, em todos? Isso é mau?

Resposta: Sim.

Pergunta: Então qual função nos é atribuída?

Resposta: Eu espero que o nosso trabalho ainda mostre seu resultado em algum lugar. Em algum lugar isso acontecerá.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 21/08/23

Se Você Encontrou O Trabalho Da Sua Vida

022Uma flor favorita é antes de tudo uma rejeição de todas as outras flores. Caso contrário, não lhe parecerá a mais bonita. O mesmo acontece com o trabalho em que você passa a vida (Antoine de Saint-Exupéry, A Sabedoria das Areias, Citadelle).

Pergunta: Se você encontrar o trabalho da sua vida, deveria desistir do resto?

Resposta: Se você encontrou esse tipo de trabalho, não precisa desistir de nada; isso simplesmente acontecerá.

Pergunta: Você quer dizer que, do alto do que encontrou, não precisa de mais nada?

Resposta: Você não precisa de nada. Caso contrário, você ainda não o encontrou!

Pergunta: Basicamente, se você se apressar em tudo, isso significa que não encontrou o trabalho da sua vida?

Resposta: Claro.

Pergunta: Como uma pessoa entende isso? Será pelo fato de ela já estar calma e não correr em todas as direções?

Resposta: Ela não precisa de mais nada.

Pergunta: Então você não parte da proibição “você precisa adiar todos os outros assuntos”. Você parte do fato de que é isso, que você determina tudo sozinho?

Resposta: Do bom.

Pergunta: Do bom. Isso é lindo. Esta é a definição exata do que uma pessoa encontrou?

Resposta: Sim.

Pergunta: E se de repente você perceber que cometeu um erro? E você já colocou todas as suas cartas neste trabalho. Isso é uma possibilidade? Você aparentemente encontrou o trabalho da sua vida e de repente descobriu que estava errado.

Resposta: Então você tem que investir acima de sua cabeça no único trabalho que lhe resta e no qual agora você sente e revela que cometeu um erro; não é o principal, mas além dele não há mais nada! Caso contrário, você estará perdido.

Pergunta: Você acabou de dizer uma coisa difícil. Você disse que já entendeu e agora sente que o trabalho da sua vida é um erro; portanto, invista totalmente nele. Acima da razão?

Resposta: Claro. Mas isso é caso você tenha certeza de que não tem mais nada; você deu tudo, toda a sua vida a este trabalho.

Pergunta: O que acontecerá então? Aqui estou eu entrando neste buraco negro.

Resposta: Então o Criador irá ajudá-lo. Então Ele deveria ajudá-lo. Em princípio, é assim que fazemos na Cabalá.

Comentário: Existem todos os tipos de estados.

Minha Resposta: Existem muitos estados, mas, em geral, chegamos a um.

Pergunta: É a necessidade da ajuda do Criador?

Resposta: É uma decepção absoluta comigo mesmo, com o Criador, com este trabalho, com o objetivo, com tudo!

Comentário: E o fato de ter investido toda a minha vida nisso.

Minha resposta: Sim. Quando você chegar a tal decepção, poderá abandonar tudo e ver a sorte.

Pergunta: Os Cabalistas escrevem que quando você passa por todos os portões, apenas um portão permanece, o “portão das lágrimas”. Você está mirando lá agora quando fala?

Resposta: Isso já está além das lágrimas.

Pergunta: Você já passou pelo “portão das lágrimas”? O seu conselho é continuar atingindo esse ponto até o fim?

Resposta: Se você conseguir continuar batendo, este não será o último portão.

Pergunta: Então você deve ter essa decepção? Deveria ser?

Resposta: Deve ser absoluto! Porque na verdade, vai contra a natureza humana, contra a forma como o Criador nos criou. Portanto, deve ser uma decepção absoluta.

Pergunta: Então eu tenho uma pergunta. Onde está essa misericórdia superior aqui?

Resposta: Está por trás disso. Quando o Criador guia uma pessoa através de todas essas provações, a pessoa por trás delas revela a misericórdia superior do Criador.

Comentário: É preciso ser uma pessoa muito forte.

Minha Resposta: Não. Acho que ninguém é forte. Todo mundo é muito fraco. É simplesmente que o Criador fará tudo.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 24/08/23

O Que Fazer Se Sua Sogra Estiver Perseguindo Você Até A Morte?

627.2Comentário: Anya escreve: “Moramos com nossos pais. Meu marido insistiu porque queríamos economizar dinheiro. E agora não aguento mais, estou explodindo de ódio pela mãe dele! Ela critica tudo: como cozinho, como passo, como educo os filhos. Ainda não podemos nos mudar e meu marido diz que precisamos esperar pelo menos mais um ano. Eu não sei o que fazer! Eu não posso viver assim! Neste momento, fechei-me no meu quarto e estou escrevendo para você. Entendo que esse é o meu ego, que preciso me adaptar de alguma forma a ela, mas não consigo me controlar. Ela não tem ego? Um grande!”

Minha Resposta: Claro. Mas você deve pensar em si mesma. Se você se rebaixar constantemente, acabará chegando a um estado em que seu ego diminuirá, e isso é bom.

Pergunta: Então, a paz virá gradualmente?

Resposta: Pode até não haver paz, mas quanto a você, deveria ver que tal estado pode ser muito útil.

Pergunta: E quando você diz “se rebaixe”, isso significa concordar?

Resposta: Concordar, distanciar-se de alguma forma o máximo possível e não entrar em conflitos.

Pergunta: Ou seja, a mãe dele diz a ela: “Você passa, cozinha e cria os filhos tão mal”. Você acha que essa mulher, Anya, deveria pelo menos ficar em silêncio? E isso será um avanço para ela?

Resposta: Sim.

Pergunta: Então você vê que esta é uma guerra sem fim?

Resposta: Não pode terminar de forma alguma.

Pergunta: Você acha que Anya deveria ser mais inteligente aqui?

Resposta: Ela deveria ser mais sábia.

Pergunta: Ela deveria se fechar no quarto? É mais fácil sair e não ouvir. Só assim ela se fecha no quarto e fica lá.

Resposta: Mas isso não é correção. A correção ocorre apenas por meio de contato.

Ela deve dizer a si mesma que é através desta decisão, quando ela não entra em conflito e se mantém afastada dele de todas as maneiras possíveis sem despertá-lo, que ela gradualmente corrige o seu egoísmo. Dessa forma, ela salva sua família.

Pergunta: Você pode, por favor, dizer a ela se ela pode chegar a um estado tal que, em algum momento, ela será capaz de dizer algumas palavras gentis à mãe de seu marido? Isso pode acontecer?

Resposta: Somente quando ela se convencer de que se corrigiu por causa da mãe do marido. E então ela pode abraçá-la e dizer “obrigada”.

Pergunta: Agora você introduziu mais um detalhe: que devido à mãe do marido ela pode se corrigir. Ou seja, ela já tem gratidão até pela mãe que agora odeia?

Resposta: Sim.

Pergunta: Mas estes primeiros passos não são fáceis de dar?

Resposta: Isto só pode ser corrigido se ela vir na mãe do seu marido o Criador que a criou desta forma.

Pergunta: Você poderia decifrar o Criador para nós? Ela vê que por trás da mãe há algo que está trabalhando com ela. Deveria ser adicionado aqui “e me deseja boa sorte”? Deveríamos fazer tal agrupamento ou não?

Resposta: A mãe é governada pelo Criador. Anya deveria descobrir isso.

Pergunta: Será bom se Anya der pequenos passos nisso?

Resposta: Se ela fizer isso, sim.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 31/07/23

Erich Maria Remarque Estava Errado

565.02O sentimento mais forte é a decepção. Nem rancor, nem ciúme, e nem mesmo ódio. Depois deles, pelo menos algo permanece na alma. Depois da decepção – o vazio (Erich Maria Remarque).

Pergunta: Em geral, a decepção ocorre após uma forte esperança. Como não ficar desapontado se tudo é em vão? Como? Uma pessoa vai ficar decepcionada, certo?

Resposta: Isso está correto. É depois dessa grande e abrangente decepção que surge a atitude correta em relação à vida. Quando você não olha para isso como “o que mais preciso tirar disso”, mas “o que posso dar?”

Pergunta: Esta é uma revolução completa. Você está derrubando sua natureza. Ou seja, a decepção é um golpe direto à minha natureza egoísta? E isso, você está dizendo, é muito bom?

Resposta: Sim. Dirigido contra o egoísmo, o verdadeiro.

Pergunta: Então qual é o meu passo? Estou totalmente decepcionado; qual é o meu passo?

Resposta: Não estou mais decepcionado. Já estou decepcionado, já me separei da própria decepção. O que me resta? Nada. Apenas estar no mesmo estado que o Criador. Ou seja, dar tudo, devolver tudo, pagar tudo, estar vazio, absolutamente livre.

Pergunta: Isto é o que você chama de estado de doação?

Resposta: Sim. E depois disso, se você tiver sorte, poderá pensar em como se envolver na doação, a fim de pedir ao Criador e dar sem quaisquer expectativas, desinteressadamente, doação pura. Por que, com que propósito?

Não há resposta para isso. E para quem, não há resposta. Simples assim, “lança o teu pão sobre as águas”.

Pergunta: E esta é a verdadeira liberdade?

Resposta: Sim. Não há estado melhor do que este!

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 24/08/23

Vamos Nos Entender Sem Palavras

514.04Pergunta: Perguntaram a um sábio: “Por que, quando as pessoas brigam, elas gritam mesmo estando próximas umas das outras?” Ele respondeu: “Quando as pessoas brigam, seus corações se afastam e elas têm que gritar. Mas quando se apaixonam, falam baixinho porque seus corações estão muito próximos. Quando se apaixonam mais profundamente, sussurram. E mais tarde, entendem tudo sem palavras”.

A questão é esta: temos que passar por esse estágio do grito ao silêncio, passando pela conversa, pelo sussurro e pelo silêncio?

Resposta: Isso é bom! Se todas as pessoas estivessem em silêncio, mas, ao mesmo tempo, se entendessem, seria um estado maravilhoso.

Pergunta: Por favor, explique como é possível ficar em silêncio e entender um ao outro. Eles dizem: “Através do coração”. Quando dizemos isso, parece lindo.

Resposta: Através do contato, o contato interno de um com o outro, o contato dos corações.

Pergunta: Nós apenas sentamos em silêncio e nos entendemos?

Resposta: Sim, nada mais é necessário.

Pergunta: Você disse que não existem palavras na espiritualidade. É isso que você queria dizer?

Resposta: Certamente, sentimentos sem palavras.

Pergunta: Proximidade tal que não são necessárias palavras?

Resposta: Sim, pessoas que moram juntas há muitos anos geralmente se entendem dessa forma.

Pergunta: Você e sua esposa conseguem sentar-se assim, calma e silenciosamente, e entender um ao outro?

Resposta: Nos entendemos tão bem que quando nos encontramos basta nos olharmos e tudo fica claro. Afinal, estamos juntos há quase 50 anos.

Pergunta: Diga-me, por favor, em relação a este silêncio, pode ser percebido como uma conversa, como uma oração? A oração é melhor feita no coração ou falada em palavras?

Resposta: É melhor no coração. Você senta e fala dentro de si.

Pergunta: Você não lê uma oração já escrita, mas apenas a diz? Essa oração é ouvida?

Resposta: Sim, é ouvida.

Pergunta: E em relação aos outros por quem você pode estar orando, e acima?

Resposta: É exatamente assim que é interpretada.

Pergunta: Hoje vemos no nosso mundo, na humanidade, que todos estão gritando. Até em programas de TV. Eles sentam a um metro um do outro, gritando e gritando. O que as pessoas, e a humanidade em geral, precisam fazer para, pelo menos, transformar a gritaria em uma conversa?

Resposta: Precisamos que a pessoa ao meu lado pegue minha mão e com calma, em voz baixa, até mesmo em um sussurro, me convença do que deseja.

Pergunta: Ela deveria querer algo em troca de mim?

Resposta: Sim. Ela quer transmitir algo para mim. Para que a narrativa dela fosse exatamente dessa forma, dessa forma, para que ela venha do coração, e para que eu possa abrir meu coração em troca, e para que tudo flua de um coração para outro.

Comentário: Você está descrevendo um cenário perfeito quando as pessoas se sentam juntas e desejam transmitir calor umas às outras.

Minha Resposta: E nós, o público, estamos assistindo a esse programa de TV, nos sentindo felizes por pessoas certas e normais estarem nele hoje. É um prazer ouvi-las. Embora falem muito pouco, entendemos tudo.

Comentário: Você está falando sobre o estado ideal, não exatamente deste mundo. Eu sei que você não assiste muita televisão. Mas basta olhar…

Minha Resposta: Definitivamente não assisto esses programas.

Comente: Sim, existem shows como os ringues de boxe. Uma luta está acontecendo. Não admira que agora exista um tipo de esporte em que alguém dá um soco na cara de alguém. É o mesmo aqui; eles dão um soco na sua cara. Eles provavelmente nem se importam em iniciar uma conversa.

Minha Resposta: Eles não sabem como fazer isso. Eles não aprenderam isso. Eles têm uma atitude completamente diferente.

Pergunta: Mas a humanidade não conseguirá nada gritando, de qualquer maneira?

Resposta: Não, claro que não.

Comentário: Ou seja, todos vão provar seu caso e…

Minha Resposta: Eles não provam nada; eles não se ouvem. O que importa é que quando outra pessoa fala, eu falo também. Isso é tudo.

Pergunta: Em qualquer caso, aqui está uma questão prática: como podemos fazer a transição para uma conversa? O que nós precisamos?

Resposta: Muitos anos se passarão e o tempo trabalhará em nós. Dirá a ambos ou a um grupo de pessoas que é inútil, que não vale a pena fazer. E aos poucos eles perderão o desejo de participar desses talk shows.

Então, algum momento decisivo ocorrerá quando eles pararem de fazer tais “atos de circo”. Depois disso, seguir-se-á uma expressão profunda das nossas intenções.

Pergunta: Você acha que essas lutas desaparecerão?

Resposta: Devem.

Pergunta: Mas como, isso virá de cima?

Resposta: Naturalmente, de cima. Nenhuma dúvida sobre isso.

Pergunta: Você acredita que isso não virá de nós?

Resposta: Não. Nada de bom pode vir de nós.

Pergunta: O silêncio e a calma virão de cima?

Resposta: Sim. Vamos sentar e ficar quietos. Este será o show.

Pergunta: Eles ficam desapontados conosco? Por que isso aconteceria de repente?

Resposta: Ninguém de cima fica desapontado. Com quem devemos nos desapontar?

Portanto, chegaremos simplesmente ao tipo de programas de televisão transmitidos através de sentimentos. Não palavras, mas sentimentos. Temos que fazer algo conosco mesmos.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 31/07/23