Textos na Categoria 'Nações do Mundo'

Ir Para “Corrigir O Comunismo”

laitman_435Pergunta: Ao longo das gerações, um grande número de judeus viveu em territórios russos. Quais são as semelhanças e diferenças entre Rússia e Israel?

Resposta: Em primeiro lugar, um grande número de imigrantes da Rússia vive em Israel, cerca de um milhão de pessoas. Eu acho que mais virão e o número vai subir para mais de um milhão, uma vez que ainda existem muitos judeus vivendo na Rússia, mesmo que possam não admitir isso.

O Rebe Lubavitcher disse uma vez que, oficialmente, há três milhões de judeus na Rússia, mas, na verdade, há cerca de 20 milhões. É o mesmo nos Estados Unidos, sem contar as dez tribos cujas localizações são desconhecidas. Por enquanto tudo isso é ocultado, mas será revelado quando necessário.

Eu acredito que as relações entre Rússia e Israel devem ser promovidas para garantir que possamos mostrar-lhes o comunismo correto. O comunismo correto não é o comunismo que eles tentaram, sem sucesso, construir na URSS, mas é quando a sociedade correta é construída, uma comuna. A tendência a esse tipo de sociedade e os fluxos de orientação socialista estão começando a surgir nos países ocidentais e na América. O mundo está se aproximando de uma situação onde a produção automatizada está ganhando força, puxando o desemprego atrás dela.

A economia baseada no dinheiro desaparecerá gradualmente e a sociedade ficará com um grande problema, de modo que a unidade da sociedade é o primeiro desafio para o qual o mundo já está começando a despertar. O problema é que ninguém sabe como proceder em relação a isso, uma vez que a sociedade correta e unida só pode ser formada com a ajuda da educação integral, que vem da sabedoria da Cabalá.

Portanto, eu acho que na Rússia há uma predisposição especial para essas relações, já que, apesar dos enormes problemas que surgiram durante a era soviética, as pessoas tinham um sentimento positivo e certa afinidade para esse estado. A nação russa continuará com elementos socialistas, exatamente como aquelas fundações para as quais os judeus de Israel são atraídos.

A criação da correta sociedade do futuro será a salvação não só Israel, mas também da Rússia, pois, caso contrário, ela não vai sair da sua crise atual. O mundo inteiro só pode escapar da crise através da construção de uma nova sociedade, e não através da utilização de ajudas tecnológicas.

De KabTV “Conversa sobre o Dia da Independência” 30/04/15

Antissemitismo Está Crescendo

Laitman_408Pergunta: Tem havido um aumento dramático em incidentes antissemitas na Grã-Bretanha nos últimos tempos, sem qualquer causa evidente. O antissemitismo no partido Trabalhista e as declarações do ex-prefeito de Londres, Ken Livingstone, que alegou que Adolf Hitler era um defensor do sionismo quando foi eleito e se esforçou para transferir os judeus da Europa para Israel e não para campos de concentração, são apenas alguns exemplos dessa tendência.

Para você, qual é a causa dessas expressões de antissemitismo em um dos países mais prósperos da Europa e quais podem ser as implicações e consequências?

Resposta: É claro que não pode haver implicações positivas e eu tenho alertado e escrito sobre isso há anos.

O antissemitismo vai continuar crescendo enquanto os judeus não cumprirem a sua meta. Eles têm que mostrar a toda a humanidade como se unir em uma só nação e levar o mundo inteiro à unidade.

É o que diz na Torá e também quando a nação judaica foi fundada na antiga Babilônia, sob a liderança de Abraão. Portanto não temos escolha, senão cumprir nosso objetivo, seja de uma boa forma, ou como resultado de golpes sérios por parte da natureza.

Caso contrário, enquanto não cumprimos a nossa meta, evocamos as forças negativas do mundo contra nós, que se destinam a nos orientar em direção à nossa meta. É nosso dever atingir o estado de “ama teu amigo como a ti mesmo” entre o povo judeu e mostrar ao mundo que é possível ser um modelo para eles, uma “Luz para as nações do mundo”.

Do Webinar 08/05/16

Senadores Nos Estados Unidos São A Favor Do Aumento Da Ajuda A Israel

400Comentário: Oitenta e três dos cem senadores norteamericanos assinaram uma carta que pede para o presidente dos Estados Unidos Barak Obama aumentar a ajuda a Israel e assinar um acordo de segurança em breve. Atualmente, o pacote de ajuda é de três bilhões de dólares por ano, enquanto Israel insiste no aumento do orçamento para cinco bilhões de dólares por ano.

Resposta: Em primeiro lugar, cabe a nós confiar mais em nós mesmos, a melhoria da nossa situação depende da ordem que fazemos em nossa nação. Nós podemos coletar dois bilhões de dólares dos fundos do Estado se formos sérios e desperdiçarmos menos. Em segundo lugar, as restrições contidas no acordo não são benéficas para a nação de Israel. Os norteamericanos lucram muito com as inovações israelenses relacionadas com munições, por isso é muito útil para eles nos apoiar; entretanto, pode ser que não tenhamos outra saída.

Apesar da ajuda de Obama e outros, cabe a nós confiar em nós mesmos. Nós não devemos contar com a ajuda de países europeus ou da Rússia, nem do nosso poder militar, mas contar apenas com a conexão com a força superior.

Ninguém vai tirar isso de nós. O problema é que cabe a nós a descoberta dessa relação, organizar e usá-la corretamente. Dessa forma, não teremos necessidade da ajuda dos norteamericanos ou de qualquer outra pessoa, e eles não poderão nos derrotar; pelo contrário, todo mundo vai exigir a nossa ajuda.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 26/04/16

Ordens De Oficiais Judeus Revelam Os Segredos Da Bíblia

laitman_926_01Nas Notícias (de lenta.ru): “Cacos de cerâmica encontrados em uma pequena fortaleza de Israel revelam uma resposta a uma das questões mais importantes de estudos Bíblicos: se textos fundamentais do Antigo Testamento foram escritos antes do exílio babilônico ou depois dele. Inscrições em cacos de potes atestando a alfabetização dos judeus falam em favor da primeira versão. Isso foi relatado na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências. …

“No entanto, os arqueólogos israelenses têm estudado a inscrição (em hebraico) em cacos de argila da Fortaleza de Arad (sul de Judá), que datam de cerca de 600 a.C. – e encontraram um alto nível de alfabetização entre os judeus da época.

“Descobriu-se que o texto em 16 potes de cerâmica pertence a pelo menos seis autores, que não precisaram da ajuda de escribas. Entre os registros estavam instruções para o vice-intendente da fortaleza sobre a questão das provisões para um destacamento de mercenários gregos. A alfabetização de jovens oficiais distantes de centros de cultura judaicos indica que os judeus podiam ler os textos sagrados muito antes do exílio babilônico”.

Meu Comentário: Desde os dias de Abraão, a aprendizagem e a educação abrangente eram praticadas em seu grupo, bem como a leitura de livros escritos por ele. Os livros de Cabalistas mais antigos, de Adão a Abraão, como Rambam escreveu, só não chegaram até nós. Mas isso indica que no período do Primeiro Templo não havia nenhuma criança sem instrução que não sabia ler e escrever e não conhecia todos os textos sagrados de cor

Nova Vida # 722 – Os Filhos De Israel No Deserto

Nova Vida # 722 – Os Filhos De Israel No Deserto
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Yael Leshed-Hare

Resumo

O “deserto” é um estado em que a pessoa sente que não pode usar o seu antigo egoísmo, que não tem alimento. No mundo físico, uma pessoa tem um modo de vida, família, trabalho; tudo está bem, mas por dentro ela sente que sua vida é “árida” como o deserto. A sensação de aridez leva a pessoa a perguntar sobre o propósito de toda a “história”.

A natureza é muito sábia; ela cria todos os detalhes com uma compreensão maravilhosa. Mas o propósito para o qual tudo existe está oculto.

No deserto, a pessoa vive a partir de uma conexão com o desejo de doar, com a Divindade, de modo que o conceito de “filhos de Israel no deserto” fala sobre a correção, sobre elevar-se acima do ego, sobre o nível de Hafetz Hesed (deliciar-se na misericórdia). O “deserto” é um estado no qual aprendemos a viver sem uma recompensa e sem benefícios egoístas, mas com o poder superior do amor. A “coluna de fogo” e a “coluna de nuvem” iluminam o caminho para a pessoa e a dirigem em direção a essa força superior nos estados de dia e noite, escuridão e luz. No deserto, a pessoa neutraliza o ego, e quando atinge a terra de Israel ela já subordinou o ego à doação e amor.

Os “quarenta anos no deserto” simbolizam as mudanças internas que os filhos de Israel passam no deserto. Ao longo desse período, eles estão, na verdade, reclamando o tempo todo, porque o desejo de receber é revelado pela primeira vez e só depois disso a correção é revelada. As queixas são, basicamente, a elevação de MAN, um pedido para a correção dos Kelim (vasos). Quando os Kelim são corrigidos, isso é um “milagre”. Um milagre é a descoberta de um novo fenômeno, uma ação que não acontece no nosso caminho egoísta original natural.

De KabTV “Nova Vida # 722 – Os Filhos De Israel No Deserto”, 26/04/16

Sionista, Antissionista, Judeu?

Laitman_043Sionista, antissionista, judeus: eles não são a mesma coisa! Os judeus foram divididos em sionistas e antissionistas com o surgimento de sua aspiração por Sião no século XIX. Sempre houve o desejo de renascer em nossa terra, mas o movimento não-religioso de estabelecer o renascimento do povo judeu em sua pátria histórica foi algo novo.

Há sionistas que criticam Israel por não concordar com a sua política de “ocupação”. Entre a comunidade ultra ortodoxa, Neturei Karta saiu contra o sionismo e o Estado judeu porque acredita que Israel só pode ser estabelecido com a vinda do Messias.

Eu acredito que o ultra ortodoxo está totalmente certo. Na verdade, é apenas com a vinda do Messias (a força de atração que tira as pessoas do exílio através de atitudes de conexão e amor, tira do estado egoísta) que o verdadeiro Israel será estabelecido. Eles não levam em conta que a vinda do Messias (redenção do ego, do ódio mútuo) depende dos nossos esforços em se unir através de um método abrangente de educação pública e consolidação em um todo completo. É assim que deixamos o exílio através do caminho mais curto, através Achishena – eu vou apressá-lo (Isaías 60:22).

Mas se esperarmos pelo Messias passivamente, isso vai acontecer por meio de Beito – em seu tempo (Isaías 60:22). Isto significa através do sofrimento terrível (guerras, holocaustos), de dores de parto, por assim dizer, até que os judeus se tornem unificados como um povo e, depois, uma nação adequada. Isso é semelhante ao que Abraão fez 3.500 anos atrás, quando uniu parte dos babilônios em um grupo que se chamava Israel “voltado diretamente ao que é superior”, para a união e o amor.

Inconscientemente, as nações do mundo estão esperando essa unidade especificamente de nós. Até a realização deste estado, eles vão nos culpar por todos os seus problemas e sofrimento, porque a origem de todo o sofrimento pode ser resumida como a falta do poder unificador e amor em nosso mundo que só pode aparecer através da unificação do povo judeu.

Nova Vida # 721 – De Abraão À Geração Do Deserto

Nova Vida # 721 – De Abraão À Geração Do Deserto
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Yael Leshed-Harel

Resumo

Quem são os filhos de Israel que se reuniram em torno de Abraão na Babilônia? O que simboliza a fome e o exílio que eles sentiram no Egito, e o que podemos aprender sobre a nossa vida hoje com sua história?

O mesmo povo que quis descobrir o sentido da vida na antiga Babilônia se reuniu em torno de Abraão com a intenção de revelar a força superior, a força de amor e doação que gere a nossa vida ao nos adaptarmos a ela. Houve uma grande crise na Babilônia, o egoísmo entrou em erupção e separou o povo, e Abraão lhes ensinou como se conectar. Ele levou esse grupo de pessoas com ele da Babilônia à terra de Canaã.

Os sucessores do caminho de Abraão foram Isaque e Jacó. O egoísmo continuou a crescer dia após dia e o mesmo povo se esforçou para superá-lo, mas eles não foram bem sucedidos. Isso criou um sentimento de escravidão e provocou o despertar do ponto de Moisés neles, o ponto de conexão que vai contra o ego, contra o Faraó, e traz as dez pragas do Egito.

O milagre do êxodo do Egito acontece quando os filhos de Israel escapam do ego. Quando eles se reúnem no Monte Sinai eles ouvem que devem sentir o amor entre eles e estão prontos para fazer isso, mas não podem, e então vão para o deserto. Os 40 anos no deserto simbolizam o esforço que fizeram para ao menos não prejudicar os outros se não podem alcançar o amor. O ego é revelado como uma serpente em um dado momento e seu esforço é subir acima dela, para não prejudicar os outros e manter a amizade entre eles.

Os filhos de Israel recebem o maná do céu no árido deserto. É a força que os ajuda a manter as boas relações entre si. Na Babilônia, o ego era relativamente pequeno, mas no Egito ele entrou em erupção de uma maneira terrível. A esse respeito a nossa situação é pior hoje. Há ódio entre nós; somos desconsiderados nas estradas, nos meios de comunicação, no Knesset, em todos os lugares. Se quisermos mudar isso, é preciso primeiro reconhecer a causa para essa situação ruim, que é o nosso egoísmo, e depois temos que aprender a corrigi-lo.

De KabTV “Nova Vida # 721 – De Abraão À Geração Do Deserto “, 26/04/16

A Unesco Ignora A Conexão Histórica Do Judaísmo Com O Monte Do Templo

Laitman_417Nas Notícias (aljazeera.com): “A resolução, aprovada pela Diretoria Executiva da agência cultural de 58 nações da ONU na semana passada, condena a mordomia do governo Israelense e desacredita a renovação dos “assim chamados” banhos rituais Judaicos e a suposta criação de ‘túmulos judaicos falsos’.

“Os sítios também são chamados por seus nomes em árabe ou inglês, ou, no caso do muro ocidental, o local mais sagrado onde os Judeus podem rezar, são colocados entre aspas.

“O Muro das Lamentações está na histórica cidade velha de Jerusalém Oriental, que foi ocupada por Israel junto com o resto da Cisjordânia e da faixa de Gaza durante a guerra do Médio Oriente de 1967, embora o Parlamento de Israel, o Knesset, tenha aprovado a Lei de Jerusalém, que, em 1980, declarou a cidade “completa e unida”.

“No entanto, a grande maioria da comunidade internacional – incluindo os Estados Unidos, União Europeia e a ONU – não reconhece as reivindicações de Israel da soberania sobre Jerusalém Oriental.”

Meu Comentário: O povo Judeu surgiu sob a liderança de Abraão na antiga Babilônia, através da união de famílias separadas, clãs e tribos. Eles concordaram em se tornar uma única sociedade cujo objetivo era alcançar a relação de “e amarás o teu amigo como a ti mesmo” (Levítico 19:18). Em tais relações entre as pessoas, a propriedade de amor que gerencia o mundo se manifesta. Essa característica é chamada de Criador.

Como resultado do egoísmo que nos domina, nós existimos dentro da propriedade de amor, como em uma bolha impenetrável. Dentro dela, nós sentimos o nosso mundo, em seu egoísmo. A Cabalá nos chama a nos unir apesar do nosso egoísmo, para romper a membrana dessa bolha e descobrir por nós mesmos o mundo superior eterno e perfeito.

A humanidade, inconscientemente, aguarda a unificação do povo Judeu para mostrar o exemplo (ser uma Luz para os povos do mundo) de como é possível unir o mundo integral. Enquanto não cumprirmos essa Mitzvah (mandamento) para trazer o mundo à unidade com o Criador, o mundo vai nos odiar. Quanto mais rejeitarmos nossa missão, mais nós iremos testemunhar um ódio cada vez maior do mundo em relação a nós.

Nova Vida # 725 – Dia Memorial: O Fim Do Luto

Nova Vida # 725 – Dia Memorial: O Fim do Luto
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi ben Moshe Mandelbaum e Tal

Resumo

Por que Israel está em uma luta contínua por sua existência? Como podemos pôr fim à guerra e de que maneira a Cabalá proporciona uma sensação de segurança para nós e para o mundo?

Eu nasci no sofrimento da Segunda Guerra Mundial e vim para Israel, servi no exército e nas forças militares da reserva. O Dia Memorial é um dia de auto-investigação.

De acordo com a sabedoria da Cabalá, nós vivemos no sistema da natureza em que existem leis claras e definidas. Como Judeus, nos é dado o livre arbítrio e nosso papel é equilibrar o mundo em que a força egoísta negativa cresce constantemente. O primeiro a equilibrar o mundo foi Adão, e depois houve Abraão. Abraão disse ao povo como lidar com o egoísmo, com a ajuda da força positiva na natureza. A nação de Israel que se reuniu em torno dele aprendeu a construir uma conexão acima do ego e a equilibrar as duas forças na natureza.

As raízes da nação de Israel, que foi construída sobre o amor ao próximo, são a sua singularidade. Se voltarmos ao nosso papel e trouxermos a força positiva ao mundo, ninguém se levantará contra nós. Em vez de competir uns contra os outros, temos que invocar um novo tipo de concorrência, a competição sobre a ajuda mútua. Temos que chegar mais perto da força do amor para o bem de todos os soldados caídos, e, então, também vamos sentir todas as almas entre nós.

Da KabTV “Nova Vida # 725 – Dia Memorial: O Fim do Luto”, 05/05/16

Travessia Do Mar Vermelho (Yam Suf), Parte 1

laitman_749_01Pergunta: Na história dos israelitas que saem Egito, um dos eventos mais importantes e maiores é a travessia do Mar Vermelho. Esse evento ocorre quando os israelitas, depois de receber a permissão do Faraó, deixam o Egito apressadamente e uma semana depois chegam ao Mar Vermelho.

O Faraó, depois de alguns dias, se arrepende de sua decisão de libertar os judeus e envia todo o seu exército com carros e cavalos para persegui-los. A situação parecia sem esperança para os judeus, eles estavam diante do mar, cercados por três lados.

Neste ponto, o Criador disse para Moisés levantar seu cajado – e o mar se separou, dividiu-se em duas metades. Assim que os israelitas cruzaram no meio e alcançaram a margem oposta, o mar voltou ao seu estado normal, e os egípcios que os perseguiam se afogaram. O que essa história sobre a travessia do Mar Vermelho simboliza?

Resposta: Eu acho que a Torá foi dada ao homem para descobrir suas qualidades, tendências, desejos, intenções e pensamentos, para perceber que o homem é um pequeno mundo que tem tudo nele: Egito, povo de Israel, Monte Sinai, deserto do Sinai, e Mar Vermelho. Tudo o que existe no mundo está dentro do homem.

Além disso, ao estudar corretamente a sabedoria da Cabalá, nós revelamos que não existe um mundo fora do homem. Parece-me que eu estou em um quarto chamado um estúdio e que há outras pessoas e vários objetos nele além de mim. Mas tudo isso está em mim, dentro de mim. Minhas qualidades desenham essa imagem na minha tela interna. No entanto, essa imagem é sensorial.

Vamos fantasiar um pouco. Digamos que possamos viver mais 100-200 anos. Quem pensava em televisão há 100 anos? Ninguém! De repente, a primeira televisão preto-e-branco pequena apareceu, depois uma maior, e, depois, uma colorida com alguns canais.

Vamos supor que em 100 anos nós possamos produzir uma televisão que irá criar a ilusão completa de um filme, como se você estivesse lá dentro, entre as pessoas, e até mesmo experimentasse diferentes aromas. Você olha para esse jogo e ele ainda envolve você, e todas essas imagens criadas, digamos, por feixes de laser no ar, interagem com você.

Você projeta seus pensamentos e desejos nelas, e elas em você, e tudo isso é um programa especial em que você participa e joga junto com imagens artificiais. De repente você descobre que é exatamente o mesmo, porque o que o torna diferente delas? E elas, aparentemente, também olham umas paras as outras e para você da mesma maneira. Esse é o povo.

Em última análise, nós somos algum tipo de programa que se materializa em tal forma e nada mais. Portanto, qual é a diferença entre interno e externo? Nenhuma. Somos todos uma espécie de imagem holográfica tridimensional, que também pode ser mais dimensional. E é assim como vivemos.

Na verdade, isso é o que a Torá nos explica. Até agora é difícil para nós imaginar isso, mas quando realmente nos aproximamos da percepção espiritual é exatamente isso que é gradualmente revelado a nós. Nós desenvolvemos a capacidade de compreender e sentir a verdade, de viver nela, e estar em uma constante interação com ela.

A sabedoria da Cabalá nos permite fazer isso; por isso é chamada de sabedoria da recepção (Cabalá significa “recepção” em hebraico), sabedoria da percepção. É por isso que a Torá nos fala sobre todas as situações dessa forma, o que significa que ela está falando de uma pessoa que entende que está dentro de um jogo onde o pensamento superior, o programa superior, cria todas essas imagens e ela existe juntamente com elas nesta vida.

Então surge a pergunta: Como ela se relaciona com essa grande mente e com o grande desejo que controla esse filme? Ou ela existe nele compreendendo esse fato e procura a maneira mais correta de desempenhar o seu papel, ou vive como lhe apraz, seguindo a cada momento seus sentidos e escolhendo o que é melhor para si mesma.

A pessoa que vive dentro de si mesma está aparentemente desconectada dos outros; ela não se preocupa com essas imagens, com o processo que todos sofrem, e essa intenção geral, o chamado propósito da criação. Ela vive cada minuto apenas para seu próprio benefício, de acordo com o seu sentimento interno superficial. Ela tem permissão de realizar seu programa pessoal interno.

Mas é claro para ela que existe um programa comum e ela pode jogar junto com outros de acordo com esse programa. Então ela se move junto com o pensamento e o desejo superior global, o chamado pensamento da criação. Entre essas duas coisas, a pessoa pode estar em conexão com o pensamento da criação em diferentes graus ou em conexão com seu “corpo animal”, desde que esteja feliz.

De KabTV “Uma Nova Vida” 21/04/16