Textos na Categoria 'Percepção'

Amaldiçoar E A Morte Do DNA

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (forum): “Num experimento recente descobriu-se que as sementes de plantas que foram juramentadas e amaldiçoadas não conseguiram brotar. Eles examinaram o que aconteceu com as sementes desde o aspecto biológico e descobriram que amaldiçoar e jurar danificaram o mecanismo genético da planta, provocando a morte imediata.

“As palavras podem ser entregues na forma de frequências eletromagnéticas que afetam diretamente as propriedades e a estrutura das moléculas de DNA. Estas moléculas são responsáveis ​​pela herança humana. Assim, o conteúdo da fala humana afeta diretamente o genoma humano. Se uma pessoa usa constantemente uma linguagem vulgar, seus cromossomas começam a transformar ativamente a sua estrutura, e um programa negativo é criado dentro das moléculas de DNA. Essas distorções alteram gradualmente a estrutura do DNA, e este é transmitido aos descendentes do organismo. O acúmulo de características negativas também pode ser chamado de “programa de autodestruição”.

“Amaldiçoar estimula um efeito de mutação genética, de intensidade semelhante à da radioatividade de 1.000 filmes de Raio-X. Assim, uma palavra é uma faca de dois gumes, e o DNA apreende a palavra e seu significado. Com a ajuda da palavra, do discurso e do pensamento (discurso sendo o resultado do pensamento), a pessoa esculpe seu mecanismo genético como uma estátua. Assim, de geração em geração, processos destrutivos aumentam como uma bola de neve, impregnando-se no genoma humano por meio da fala. Junto com isso, não importa para o DNA se o participante que fala é uma pessoa viva ou um personagem de televisão”.

Meu Comentário: Tudo o que existe, não só o que sentimos, penetra através de linhas infinitas de conexão e dependências que preenchem completamente o vazio entre todos os objetos. Nós detectamos uma fração insignificante da existência e, num ponto ainda menor, as conexões entre as suas partes. Além disso, nós descobrimos um mundo imaginário que não existe, ou mais precisamente só existe em nossa imaginação. Mas o essencial que devemos esclarecer é que todos os nossos pensamentos e ações têm uma enorme influência sobre todos os mundos!

A sabedoria da Cabalá nos explica isso de forma precisa, e nos ensina de que maneira devemos nos comportar. Esse comportamento não é de acordo com o que sentimos, porque sentimos o mundo imaginário, mas de acordo com o que realmente existe. Assim, as regras gerais (doação e amor) que a sabedoria da Cabalá clama serem implementadas, parecem imaginárias para nós.

Um Mostrador De Relógio Que Desaparece

laitman_742_03Baal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar”, Seção 61, 63: A resposta é que o mundo, durante os seis mil anos da sua existência, é como um Partzuf dividido em três terços: Rosh (cabeça), Toch (interior ), Sof (final), ou seja, HBD (Hochma, Bina, Daat), HGT (Hesed, Gevura, Tifferet), NHY (Netzach, Hod, Yesod). Isto é o que nossos sábios escreveram: “Dois milênios de Tohu (caos), dois milênios de Torá, e dois milênios dos dias do Messias” (Sanhedrin 97a)… Assim, só após a realização dessas almas inferiores podem se manifestar as Luzes mais Altas, e não antes.

Há uma regra geral que é chamada de “relação inversa entre Luzes e vasos” (Prefácio à Sabedoria da Cabalá, Seção 24), de modo que os vasos que caíram numa maior profundidade eram superiores antes da Shevira (quebra).

O que significa que, apesar de estarmos num estado de quebra, no estado mais baixo, através da nossa correção podemos acrescentar um poder muito grande ao Kli geral, e, como resultado disso, uma grande Luz será revelada.

As primeiras gerações se destacaram em realização e seu desejo de receber era relativamente refinado, de modo que a Luz de Hochma não foi muito revelada. Este não era o mesmo método e nem a mesma Luz que descobrimos dentro de nossos Kelim. Por outro lado, de acordo com a disposição inversa das Luzes e Kelim, a Luz de Hochma será revelada dentro dos Kelim de HBD, enquanto nós pertencemos aos Kelim de NHY.

No final da correção toda a Luz e cada Kli serão um único círculo.

Pergunta: Por que os 6.000 níveis espirituais são descritos como 6.000 anos? Parece que o Criador criou a criatura e lhe deu um ultimato, para terminar a correção no período especificado e não fora dele.

Resposta: Um sistema de mundos existe, ABYA (Atzilut, Beria, Yetzira e Assiya). Neste sistema, o mundo de Atzilut é o mundo da correção e não pertence aos Kelim quebrados, mas foi criado para corrigi-los. Os mundos de BYA são o lugar, o ambiente, o estado, em que os Kelim quebrados, as almas quebradas, existem.

Na realidade, existe uma só alma, a alma de Adam HaRishon (o Primeiro Homem). Essa alma foi dividida ou quebrada numa infinidade de partes que caíram de acordo com seu nível espiritual até os mundos de Beria, Yetzira e Assiya e devem ser redescobertas. De acordo com a intensidade da quebra, estas partes são divididas em três grupos: HBD, HGT e NHY.

Elas são reveladas de acordo com uma ordem específica: Beria, Yetzira e Assiya, do leve ao pesado. As partes que pertencem aos mundos de Beria e Yetzira e os dois terços superiores do mundo de Assiya são revelados de acordo com o programa da criação. Afinal, no atual estágio, os Kelim ainda não estão divididos de acordo com a linha direita e a linha esquerda de tal forma que possam ativar sua liberdade de escolha.

E somente nos Kelim da parte inferior de NHY, ou seja, começando na nossa geração, que é chamada de última geração, há a possibilidade de se desenvolver de forma mais rápida e eficiente do que o programa da criação. Anteriormente, o programa da criação determinou a conexão e as taxas relativas entre as Luzes e Kelim de acordo com um despertar de cima, o que é verdadeiramente considerado 6.000 anos. E agora o novo método é descoberto.

Isso ocorre porque a criação é não apenas um produto com características que são dadas a ela inicialmente, desprovida de qualquer potencial para o desenvolvimento de coisas novas, de modo que não está claro por que ela existe. Especificamente nós, que queremos realizar o programa da criação por nós mesmos com nossos próprios poderes, justificamos o Criador, confirmando que não ela apenas foi criada sem qualquer benefício; isso não é apenas automático. A vantagem é que a criação possibilita que a pessoa pesquise e encontre possibilidades de participar do processo de acordo com a sua liberdade de escolha para acelerar a correção e avançar a criação ao elevar MAN. Assim, toda a criação pertence a uma pessoa, o mundo inteiro pertence a ela.

Assim, o tempo de desenvolvimento é encurtado, não porque há a necessidade disso, mas sim que esse é o sinal de quanto a própria pessoa anseia em terminar e corrigir a criação. Por quê? Porque no Kli corrigido é possível dar grande contentamento ao Criador.

O que isto significa? É que a partir de agora estamos prontos para dedicar nosso tempo para que todas as nossas ações sejam a fim de doar, e através disto possamos atrair todo o mundo no sentido da correção.

Pergunta: Por que esse processo ainda está conectado ao tempo físico?

Resposta: Na sua percepção você faz uma divisão entre espiritualidade e materialidade. Mas, na verdade, a materialidade é o que se chama uma intenção em prol da recepção e a espiritualidade é uma intenção em prol da doação. Como pode haver um sem o outro?

Tudo vem de cima, e a raiz espiritual determina o ramo físico. O ramo físico inclui a natureza inanimada, vegetal e animal, tudo o que vemos, todos os desejos que não estão prontos para determinar qualquer alteração em relação ao Criador de forma independente. Isso inclui a natureza de Adão, que não é uma pessoa em nosso mundo, mas sim um Adam (Homem) que está pronto para se assemelhar ao Criador. Somente pessoas como estas pertencem ao nível de Adão, doando e não recebendo.

É a mesma coisa em relação ao tempo. Há momentos que pertencem à natureza inanimada, vegetal e animal, e há um tempo especial para aqueles que pertencem ao nível de Adam, aqueles que se elevam acima da sua natureza. Eles sentem seu tempo, seu estado, seu nível, no mesmo grau que se corrigem. Para eles, o tempo não é determinado pelo relógio e nem pelas datas no calendário. O mostrador do relógio simplesmente desaparece da sua sensação e você chega ao fim da sua correção individual.

Assim nós estamos vivendo no final dos 6000 anos, e nosso período é único, visto que temos a possibilidade de liberdade de escolha. Nós estamos trabalhando não só por nós, mas por todos os seis milênios. Afinal, aqueles que formaram a escada de níveis espirituais dependem de nós. E se nós atraímos as menores Luzes, elas são reveladas acima como as maiores Luzes.
Isso é correto, embora seja difícil para nós apreciar o nosso trabalho, porque não vemos seus resultados.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/02/14, Escritos do Baal HaSulam

Um Olhar Imparcial Do Mundo

Dr. Michael LaitmanHá certas ações que uma pessoa deve realizar alterando a sua natureza egoísta. Afinal, nossa natureza nos obriga a amar somente a nós mesmos, a ganhar à custa dos nossos próximos, independentemente do sofrimento que isso causa aos outros e até mesmo desfrutando isso.

Da mesma forma, nós não levamos em conta o Criador. Se não fosse pelo temor da força superior, não pensaríamos nela de forma alguma. No entanto, há a ocultação, devido a qual eu não sei o que vai acontecer com a minha vida, meus filhos, pessoas próximas a mim, ou eu mesmo. Será que eu ainda estarei vivo no momento seguinte? O que o dia seguinte me reserva? Portanto, eu realizo um cálculo e decido ser bom.

Nós pensamos que o Criador tem algumas obrigações com respeito à pessoa, se ela realiza suas obrigações no que diz respeito a Ele. Em outras palavras, se a pessoa se comporta corretamente, o Criador a trata bem.

No entanto, há outra condição que nos obriga não apenas a nos relacionarmos bem com o Criador, mas também com o mundo inteiro e os níveis inanimado, vegetal, animal e humano. Eu preciso tratar o mundo que me rodeia como se eu tratasse a mim mesmo. Portanto, está escrito: “Ama o próximo como a ti mesmo”. Meu próximo é qualquer coisa dentro do meu ambiente.

Imagine que eu trato tudo fora de mim com o mesmo nível de sensibilidade, cuidado e amor como eu tratasse a mim mesmo! Assim, eu paro de sentir a diferença entre eu e o que está fora de mim. Todo o mundo inanimado, as plantas, os animais e as pessoas se tornam como eu.

Eu sinto que eu, o mundo inteiro e todo o universo, somos como uma torta onde eu existo. Não há diferença entre o que eu tenho aqui dentro e o que está fora. Se nós atingimos esse estado, anulamos todas as fronteiras e adquirimos um sentido adicional que nos permite sentir o que está fora de nós. Eu sempre senti o mundo exterior ao julgar como alguma coisa é benéfica para mim. Agora eu anulo meu egoísmo, minha noção preconcebida, e sinto o mundo exterior.

De repente eu descubro que o mundo lá fora e eu nos fundimos num só, chamado mundo superior ou Jardim do Éden. O mundo está cheio de luz, energia, vida e prazer. Existe apenas a Luz Superior, que existe em repouso absoluto e tranquilidade. Não há separações, limitações, ou tempo.

Eu saio das limitações deste mundo egoísta e de nossas percepções egoístas e revelo uma nova realidade verdadeira, que não está vinculada às fronteiras do meu egoísmo.

Se eu chego a essa percepção, quando sinto o mundo inteiro como um todo, onde os mundos superiores e inferiores se unem, eu posso sentir toda a Luz que os preenche, a força única do Criador, então eu revelo a verdade, por que existo nesse mundo.

De KabTV “Uma Nova Vida” 17/09/15

A Vida De Uma Pessoa Que Tem Um Sexto Sentido

Pergunta: Como será a minha mudança de vida quando eu alcançar um sexto sentido? O que sentirei?

Resposta: O sexto sentido é atributo de doação, que também é dividido em cinco tipos de sentidos. Nós sentimos este mundo através de cinco sentidos físicos: visão, audição, paladar, olfato e tato.

A sabedoria da Cabalá, por outro lado, permite-nos desenvolver um sentido adicional que também é dividido em visão, audição, paladar,  e toque, mas em um nível espiritual.

Esse senso adicional permite-me sentir a realidade superior, um escopo mais amplo em torno de nosso mundo. Então, posso sentir como participo, mutuamente, com a força superior e compreender a razão de tudo o que acontece em nosso mundo. [Leia mais →]

O Fim Do Mundo Está Chegando?

laitman_928Pergunta: De acordo com a sabedoria da Cabalá, nós estamos no final do período de 6.000 anos de existência do nosso mundo; nós estamos no ano de 5775. Será que isso significa que daqui a 225 anos, chegará o fim do mundo? Será que tudo vai ser destruído?

Resposta: Sim, isso é o que está escrito. Mas o que significa que ele será destruído? Nosso mundo será perdido; ele vai desaparecer de nossos sentidos. Pois o que você está sentindo agora lhe parece como uma realidade em que você existe. É uma realidade que sentimos porque ela é criada dentro de nossos sentidos.

Nós, seres humanos, percebemos a realidade dessa forma, mas se você fosse vestido com outras características, se tivesse outros sentidos além da visão, audição, paladar, olfato e tato, descobriria a realidade de uma forma completamente diferente. Ou seja, a realidade que você percebe é muito subjetiva.

Assim, com a ajuda da sabedoria da Cabalá, você começa a mudar a si mesmo, que é chamado de correção de si mesmo; você começa a adquirir todos os tipos de novas características e habilidades, e assim começa a ver o mundo muito mais profundamente do que as pessoas comuns.

Nele você vê sistemas e forças que o ativam. À sua frente, as paredes do mundo estão aparentemente abertas e você vê por trás delas o imenso e surpreendente sistema de gestão e supervisão que é chamado de “reino do Criador” e descobre como essas forças gerem o mundo.

Em todos os seus livros, os Cabalistas explicam como funciona esse sistema. Em particular, o livro do Baal HaSulam, O Estudo das Dez Sefirot, que estudamos, explica como essas forças operam a nós e todos os mundos, e como entramos neste sistema e começamos a tomar o papel da gestão sobre nós mesmos.

Pergunta: Quando eles dizem que Abraão descobriu que há uma única força que maneja tudo, eles querem dizer que ele descobriu esse sistema que gerencia toda a realidade?

Resposta: Com certeza! Essa é a ideia principal. Você é chamado de Adão (Homem) de acordo com o estado futuro onde todo mundo se tornará semelhante (Domem) ao Criador.

Se assemelhar a Ele significa aprender, atingir, adquirir todo este sistema de gestão e supervisão, e tomar para si a gestão desse sistema no lugar do Criador. Sobre isso é dito: “E as crianças vão retornar ao seu Criador”. Isso significa que você vai entender, sentir e descobrir o mundo inteiro por si mesmo.

Todo o sofrimento atual, todos os problemas e toda a história do nosso mundo são projetados para obrigar a pessoa a descobrir e saber por que e de onde ela recebe esse sofrimento. Todo o sofrimento é apenas para nos empurrar para atingir o sistema de gestão e participar nele para transformar nossas vidas para melhor

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 09/08/15

Um Ano Novo Ou Um Filme Sobre O Fim Do Universo?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quantas vezes mais vamos celebrar Rosh Hashaná?

Resposta: Um total de 6.000 vezes, após o que ocorrerá o encerramento deste universo; da mesma forma que ele foi aberto uma vez, ele vai fechar. Mesmo os físicos dizem que o universo é finito.

O seu caráter esférico vai gradualmente começar a desaparecer; ele vai parar de ser distorcido por seu caráter tridimensional. Ele vai se tornar primeiro bidimensional e, em seguida, contrair a um único ponto. Assim como um sinal de televisão é desenvolvido quando entra na televisão, a mesma coisa vai acontecer aqui, mas com o efeito oposto: o universo irá se dobrar e entrar em colapso, porque as características que desenvolvem a sua imagem para nós desaparecerão. Eu espero que sejamos testemunhas de como o universo vai entrar em colapso, juntamente com todos os nossos corpos e este mundo inteiro. Somente as características mais elevadas permanecerão, que, por enquanto, não existem hoje dentro da nossa substância, sendo essas as características de doação, amor e união. É assim que vamos passar para uma dimensão mais superior.

A ideia é que tudo que está acontecendo dentro de nós é a percepção interna de nós mesmos e da substância dos níveis inanimado, vegetal, animal e humano. O mundo inteiro está dentro de nós. Portanto, não podemos falar sobre ele tendo existido objetivamente fora de nós por bilhões de anos. Pelo contrário, ele não existe! O que significa que o nosso universo se dobra, a terra, a humanidade e a sociedade? Dentro de mim, todo o programa de acordo com o qual eu trabalho hoje, se dobra de volta, tudo desaparece e se contrai dentro de mim num único estado de unidade. Com isso, nosso estágio mundano da existência termina, e nós saímos para um novo nível.

Comentário: O que significa que me foi mostrado um filme que agora termina.

Resposta: Mas você precisa percebê-lo! O fim do mundo é o fim da percepção incorreta de uma pessoa. É necessário compreender que este é um filme e parar de projetá-lo dentro de si mesmo. Em vez disso, é necessário projetar a próxima fase, e estar sempre presente, sabendo que o nosso mundo é apenas um filme contínuo, e que, na realidade, tudo isso não existe. Enquanto isso, todos os mundos são imagens incompletas do nosso estado mais elevado, mais natural, chamado o mundo de Ein Sof (Infinito).

Portanto, Rosh Hashaná é um feriado que inclui em si absolutamente tudo. Dele emerge todo o resto dos feriados e toda a história da humanidade. É o começo de tudo. Ele é a cabeça! Assim, em hebraico ele é chamado de Rosh Hashanah (a cabeça do ano). Vamos esperar que tenhamos um bom começo para a próxima fase!

De KabTV “Feriados. Rosh Hashanah” 06/08/15

Voltar À Unidade

Laitman_935A felicidade a partir da unidade é a revelação da força que governa toda a natureza. Afinal de contas, toda a natureza veio de um único ponto do Big Bang. Se nos unimos ao invés de nos desconectarmos, nos aproximamos desta singular força superior de doação que criou todo o universo, e quanto mais nos aproximamos dela, mais podemos apreciá-la.

Esta singular força superior criou a matéria a partir de partículas opostas, positiva e negativa. No início, essas partículas se separaram em direções diferentes, espalhadas pelo Big Bang. Depois, elas começaram a se conectar como se voltando à mesma força, uma forma singular, só recriada na matéria.

Assim, a matéria começou a se conectar mais, até que, finalmente, as condições para a vida apareceram: a natureza inanimada, vegetal e animal, e o ser humano. O homem está continuando essa aproximação da força singular, mas agora está fazendo isso de boa vontade, com compreensão, inteligência e consciência.

Primeiro a matéria se espalhou do ponto do Big Bang e expandiu-se, mas, depois, pelo contrário, começou a se condensar de volta à unidade. Se aspirarmos a essa unidade, se voltarmos a nossa fonte, podemos receber prazer disso. Hoje, esta teoria está ganhando força e reconhecimento.

De KabTV “Uma Nova Vida” # 242 17/10/13

Um Cabalista Não É Um Cientista Comum

laitman_214Pergunta: Quem é Cabalista? O que ele vê que não vemos? O que sente que não sentimos? Será que ele tem poderes sobrenaturais? Como é que uma pessoa se torna um Cabalista? Você vai nos revelar todos os segredos da sabedoria da Cabalá?

Resposta: Um Cabalista é um cientista, só que não um cientista comum. Ele explora o mundo e quer atingir a raiz de tudo o que está acontecendo, descobrir e saber por que tudo é organizado de tal forma, de onde isso aparece e para onde tudo está indo.

É uma pessoa que tem uma necessidade interna de alcançar o mundo em que vive e descobrir o que esse mundo espera dele. É uma pessoa que nasce com uma pergunta que arde dentro dela e não a deixa descansar: Para que recebemos essa vida? Qual é o seu significado? Por que eu nasci? Hoje esta questão incomoda muitas pessoas, mas, no passado, foi uma herança do povo escolhido.

O primeiro Cabalista foi Adam HaRishon (O Primeiro Homem), uma pessoa que viveu 5.775 anos atrás. Adão descobriu o segredo da vida e escreveu um livro sobre isso. Certamente, as pessoas viviam muito antes dele, mas Adão é considerado o primeiro homem porque descobriu a essência interior da natureza e o poder oculto que está por trás de todas as forças externas e individuais que aparecem diante de nós.

Nós vivemos numa realidade em que parte dela é claramente revelada, enquanto que a outra parte está escondida. Cada vez nós revelamos outra parte da realidade, e por isso avançamos. Mas há uma realidade que sempre permanece oculta do nosso discernimento se não mudamos a nós mesmos.

A realidade oculta é imperceptível aos nossos sentidos; nós estamos limitados pelos cinco sentidos: visão, audição, paladar, olfato e tato, mas a realidade é muito mais extensa do que eles. Não sabemos nada de nada que não entra no alcance dos nossos sentidos.

Nós só estamos prontos para expandir um pouco o seu espectro: aumentar a visão com microscópios e telescópios, ouvir através de radar e telémetros; nós inventamos todos os tipos de instrumentos sensoriais. Mas, em princípio, estes são apenas pequenos acréscimos em nossos sentidos naturais para que os olhos vejam uma distância maior e os ouvidos ouçam melhor.

Em princípio, não podemos sequer imaginar que sentidos ainda não temos. O mundo é muito mais rico e diversificado, mas não sabemos nada sobre isso. Existem outras dimensões superiores, mais expansivas do que a realidade mundana habitual, e elas poderiam ser reveladas em nós, mas não estamos prontos para descobri-las.

O desenvolvimento da ciência leva a pessoa a uma linha; ela sente que deve haver algo além dos limites do nosso mundo. Mas onde está a sua porta, o caminho através do qual seria possível sair de nossa natureza e entrar em quaisquer dimensões que não temos consciência e não sentimos agora?

Suponha que todas as pessoas fossem cegas, então poderíamos conviver neste mundo sem visão, mesmo sem suspeitar que estivesse faltando alguma coisa. Da mesma forma, não suspeitamos que estamos perdendo um sentido muito importante, a sensação do Poder Superior geral que organiza e maneja tudo.

Nós não sentimos esse poder e a nossa conexão dentro dele; ele está oculto de nós, como se não existisse. Mas, na verdade, nós simplesmente não temos o desenvolvimento que possibilitará que o descubramos e alcancemos.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 02/08/15

O Sexto Sentido

laitman_276_01Pergunta: Existe alguma conexão entre Cabalá e religião? Cabalá é uma religião?

Resposta: A Cabalá não é uma religião; é uma ciência. A Cabalá trata da parte da realidade que está escondida de nós, mas com o qual temos uma oportunidade de trabalhar, como na ciência. Portanto, a Cabalá é chamada de ciência.

Através de ações especiais que realizamos em nós mesmos, podemos revelar nossos sentidos para perceber um nível superior. Nós temos cinco sentidos corporais (visão, audição, paladar, olfato e tato), com os quais percebemos este mundo, mas de uma forma muito limitada. No entanto, nós o percebemos em certa medida e vivemos em conformidade.

Não podemos sequer imaginar que neste mundo a nossa volta exista tantos outros fenômenos, porque nossos sentidos não os revelam, da mesma forma que não podemos ver o que acontece longe sem binóculos, ou sem um radar não vemos o que existe no ar, exceto as ondas sonoras que estão no diapasão de nossa voz, etc.

Nós temos tantos instrumentos que criamos para ampliar o alcance dos nossos sentidos. Mas eles só podem expandi-los, enquanto que a ciência da Cabalá cria um sentido adicional, “o sexto sentido”, com o qual podemos revelar o resto da realidade, que está oculta de nós. Então, nós sabemos para que vivemos e como viver corretamente. Isso é precisamente o que a pessoa precisa alcançar.

Pergunta: Que tipo de sentido adicional é esse?

Resposta: Esse sentido funciona como nossos sentidos corporais, apenas que nossos cinco sentidos agem sob a forma de recepção, consumindo, atraindo todos os dados que estão lá fora; e este sentido adicional, que desenvolvemos através da Cabalá, opera de acordo com o desejo de dar, doar e amar.

Nós saímos e subimos sobre nós mesmos, e, portanto, não estamos limitados pelo nosso corpo com seus cinco sentidos. O nosso sentido espiritual existe fora do nosso corpo físico. É como se implantássemos esse sentido em toda a realidade. Então, podemos perceber tudo. Na verdade, esse sentido é a alma.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 09/08/15

Encerrados No Universo

laitman_739Um Cabalista é um cientista que investiga as nossas vidas, este mundo, a realidade em que nos encontramos. No entanto, ele a investiga com ferramentas especiais, com novos sentidos desenvolvidos dentro dele. Entretanto, não temos sentidos como estes, com os quais seria possível descobrir o mundo superior que agora está oculto de nós.

Este sexto sentido é a sensação do poder superior, amor e doação, que não possuímos agora. Nós sentimos o nosso mundo através do nosso ego com os cinco sentidos corporais.

Nosso desejo egoísta quer saber, entender e sentir a realidade em que estamos. Uma abordagem como essa nos encerra em algum tipo de esfera fechada, este universo.

O universo só parece gigantesco para nós, mas, na verdade, não é nada em comparação com o mundo que se encontra além dos seus limites. Nós precisamos sair dessa esfera e sentir a realidade que está fora de nós. Para isso, precisamos de um sentido adicional baseado na doação.

Agora, nós só temos sentidos de recepção, de modo que atraímos tudo para nós e somos limitados apenas por este mundo físico. Nós chamamos tudo o que é descoberto através dos cinco sentidos corpóreos de mundo em que vivemos, mas este mundo nos é dado apenas para que durante esta vida nós transcendamos seus limites para um mundo superior, mais externo e extenso. Como podemos sair se atraímos tudo para nós internamente? Portanto, precisamos desenvolver o sentido de doação, em vez do sentido de recepção. Este novo sentido de doação nos leva para fora da nossa esfera física.

A sabedoria da Cabalá é projetada para desenvolver na pessoa o desejo de doar, de amar, para dar-lhe a sensação do mundo exterior. É assim que ela descobre que existe outra realidade que está bem próxima de nós, mas é revelada somente através de uma nova abordagem: de si mesmo para fora.

Portanto, foi escrito: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” é a grande regra geral da Torá, pois indica que característica nós devemos desenvolver em nós para sentirmos o mundo superior, o poder superior.

Continua…

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 16/08/15