Textos na Categoria 'Lição Diária de Cabalá'

O Instrumento Para Medir O Prazer

234Pergunta: É possível construir uma intenção baseada unicamente em sua correspondência com o desejo?

Resposta: Uma intenção não pode existir sem um desejo; ela é medida pelo peso, pela magnitude do desejo. A luz superior chega a Malchut, que possui cinco tipos de Aviut (magnitude do desejo).

Malchut entra em contato com a luz superior e, dessa interação, emergem cinco tipos de luz refletida, cada um correspondendo ao nível específico de Aviut com o qual Malchut rejeita a luz direta. A luz direta chega como um todo único e indiferenciado, mas, como Malchut possui cinco níveis de Aviut, cria cinco tipos de luz refletida.

Em cada uma delas, examina-se o quanto se pode receber em prol da doação (manipulando um tomate de uma maneira, um pepino de outra, arroz de uma maneira, carne de outra), e de acordo com isso, recebe-se. Portanto, dizemos que existem cinco Sefirot no Partzuf.

O que são as Sefirot ? São cinco tipos de equivalência com o Criador. Como minha natureza é dividida em cinco partes, medimos tudo por meio de Aviut; não temos outro instrumento de medida. Eu doo através da minha Aviut, recebo através dela e desfruto através dela. Não tenho outra ferramenta de medida além de Aviut.

Aviut representa o grau de prazer contido no meu desejo de receber. Às vezes estou de bom humor e pronto para devorar uma refeição farta: bebida, frango, tudo. E às vezes estou num estado em que, mesmo que um jantar maravilhoso me seja servido e eu esteja com fome, não consigo me obrigar a comer.

Ou seja, avaliamos a Aviut não pela minha fome ou pela quantidade de prazeres que tenho à minha disposição, mas sim pela intensidade com que sou atraído por eles. Essa é a medida da avaliação, pois somente assim posso proporcionar prazer ao anfitrião.

Como estou em frente ao anfitrião, sinto tanta vergonha que, em vez de apreciar as iguarias, começo a odiá-las. Sinto dor por causa delas, até mesmo ódio por elas. Chego a um estado de “estender” minha Aviut em prol do anfitrião, porque, para ter a oportunidade de lhe oferecer algo, preciso ter apetite. Há muitas variações aqui, muitas relações entre as luzes e os vasos.

Da Lição Diária de Cabalá 06/06/26, Rabash, “Por que a Torá é chamada de ‘Linha do Meio’ na Obra? – 1”

A Fé Acima Da Razão É Um Canal Para Perceber A Realidade

137Pergunta: Qual a conexão entre a doação e a fé acima da razão que devemos adquirir?

Resposta: Qual a conexão entre a doação que devo adquirir (sem saber porquê, além de me dizerem que é necessária) e a fé acima da razão (da qual também preciso para algum propósito desconhecido)? Não tenho desejo, nem impulso interior por doação ou fé acima da razão. Não faço ideia do que sejam essas coisas.

Sempre que vivencio uma rejeição, entro em um estado em que preciso revelar o motivo pelo qual isso está acontecendo comigo, por que me sinto mal e, a partir daí, surge a pergunta: “Quem está fazendo isso comigo?”. Todas essas perguntas são essencialmente sobre a mesma coisa: minha fonte, o Criador.

Ao me deparar com essa questão, começo a sentir que não consigo descobrir o Criador diretamente nos eventos que ocorrem ao meu redor. Ao mesmo tempo, não consigo permanecer em paz, porque todos esses estados me obrigam a revelá-Lo.

Descobri que posso reconhecê-Lo não através dos meus cinco sentidos, mas através da fé acima da razão. O que isso significa? Demonstra o quanto estou disposto em proceder não segundo os meus sentimentos, mas acima deles. Ou seja, não quero alcançar, através do meu intelecto, quem é o Criador ou como Ele age. Não quero ver exatamente o que Ele faz. Porque, dessa forma, jamais receberei qualquer revelação além de uma compreensão animalesca de que existe alguém por trás de tudo; não alcançarei a verdadeira consciência.

Devo alcançar um estado em que receba alguma sensação Dele, mas não através dos meus sentidos comuns. Alcanço algo semelhante ao conhecimento, porém não por meio de Sua revelação direta. Isso se chama revelar o Criador no sexto sentido, na força da fé acima da razão, o que significa adquirir a força de Bina, a intenção de doar. Antes disso, a pessoa não sabe o que é.

Mas se eu adquirir a qualidade de Bina, ganho a capacidade de estabelecer uma conexão com o Criador através deste fenômeno extraordinário chamado fé acima da razão. É uma espécie de “algo, eu não sei o quê”. Não tenho compreensão nem sensação nos vasos, visto que sensação e compreensão são o que recebemos em nossos Kelim (vasos).

Possuo algo completamente diferente que existe acima deles, um vaso de percepção totalmente distinto chamado luz refletida (Ohr Hozer), um Kli espiritual, um sexto sentido. O que é, porém, não sabemos.

Um canal diferente se abre dentro de nós em relação ao Criador, e funciona de tal maneira que, por meio dele, nós O revelamos. Através de nossos sentimentos comuns e nossos canais comuns de percepção, jamais poderemos fazê-lo.

Para dar um nome a este canal, chamamos-lhe fé acima da razão. Este termo é meramente uma indicação de que opera além dos nossos sentidos, além da compreensão, além de tudo aquilo a que estamos habituados — acima de tudo isso, de uma maneira diferente.

Da Lição Diária de Cabalá 10/06/26, Rabash, “O que é acima da razão na Obra?”

Fé Acima Da Razão É Uma Lição Espiritual

515.02Pergunta: Para atravessar o Machsom (barreira), devo usar a fé acima da razão?

Resposta: A fé acima da razão é o Kli (vaso) espiritual, a qualidade do Criador encarnada em mim. Quando Malchut adquire a qualidade de Bina, isso é chamado de fé acima da razão. A razão é a qualidade de Malchut, a fé é a qualidade de Bina e, portanto, Bina dentro de Malchut é chamada de fé acima da razão.

Se uma pessoa usa a fé acima da razão para preencher Malchut, isso é uma propriedade da Klipa (impureza, casca). Mas se ela usa Malchut de acordo com seu propósito próprio, esse é o processo de santidade. Ou seja, ou é doar em prol de receber, doar em prol de doar, ou receber em prol de doar.

Pergunta: De que forma essa fé é usada após o Machsom?

Resposta: A fé acima da razão, a força de Bina, pode ser usada de duas formas. Em nosso mundo, há também um reflexo disso: posso doar a outra pessoa e, ao fazê-lo, receber para mim mesmo. De forma oculta, estamos sempre recebendo; apenas nos parece que estamos doando.

Se minha intenção é usar o Criador para meu próprio benefício, isso é chamado de Faraó ou Klipa. Mas se eu me volto ao Criador somente por Ele, sem envolver meus próprios interesses, isso é chamado de forma pura de fé acima da razão, santidade.

Da Lição Diária de Cabalá 10/06/26, Rabash, “O que é acima da razão na obra?”

Procure Como Se Voltar Ao Criador

89Pergunta: Voltar-se ao Criador é o esforço mais significativo que uma pessoa pode fazer?

Resposta: É preciso procurar como se voltar ao Criador; não é algo que se faz assim tão facilmente. Ninguém pode simplesmente se voltar a Ele.

No momento em que o Criador se revela a mim, seja de forma aberta ou oculta, significa que Ele está me convidando a me voltar a Ele. Não se trata simplesmente de ir procurá-Lo. Onde devo procurá-Lo para clamar a Ele ou pedir-Lhe algo?

De fato, voltar-se ao Criador, uma vez que se tenha merecido Sua revelação, acontece repentinamente, como se diz: “A salvação do Senhor está num piscar de olhos”. Isso ocorre de forma completamente inesperada como resultado de todo o esforço que a pessoa fez anteriormente. Contudo, todo o trabalho prévio é essencial. Sem ele, seria impossível experimentar esse estado.

Mesmo agora já estamos no estado de correção final, mas alguém sente isso?

Da Lição Diária de Cabalá 13/06/26, Rabash, “E o Senhor apareceu a ele nos carvalhos de Mamre

Prontidão Para Ir Pela Fé Acima Da Razão

961.2A fé acima da razão não é uma aquisição da mente, mas sim a aquisição de uma capacidade diferente, que não existe naturalmente em nós. É um outro canal, sobrenatural, um sexto sentido, espiritualidade, a correção do vaso, a força de Bina. Como se chega a ela? Através da reflexão, do trabalho e de uma série de subidas e descidas.

Pergunta: Por que nos envolvemos nisso se sabemos de antemão que o Criador faz tudo?

Resposta: Por que você tem tanta certeza de que é o Criador quem faz isso? Para você, tudo isso são apenas nomes, palavras vazias; você não vive isso. Está escrito que existe uma força superior que governa tudo, que “Não há outro além Dele”. E daí? Você ouviu falar disso, mas não vive dentro dessa revelação e não se identifica com ela.

No entanto, a identificação determina todos os nossos pensamentos e ações. Sinto-me como uma luva na mão do Criador. Ele determina tudo o que acontece dentro de mim, desde o movimento dos átomos até o movimento dos pensamentos e desejos. Cada resultado depende Dele, tanto no início quanto no fim. É assim que sinto a manifestação do Criador dentro de mim.

E se eu não tiver isso, posso dizer que o Criador é o rei? Posso dizer que concordo com isso? Eu mesmo, sem coerção, faria o mesmo que Ele faz? Tudo isso não passa de conversa fiada. Eu nem sequer sei o que Ele faz, nem sei quem Ele é.

Portanto, Rabash diz que existe o Rei de todo o mundo e existe o Rei de Israel. Todos falam do Rei de todo o mundo: “O Criador é grande!”

O Rei de Israel é alcançado por meio de uma genuína aspiração a Ele — Yashar-El (direto ao Criador). E aspiração significa a disposição de deixar de lado o próprio conhecimento e seguir pela fé acima da razão. Essa é a diferença entre a opinião da Torá e a opinião das massas.

Não basta apenas dizer. Todos pensam que já estão no estado de correção final, enquanto o estado de Israel é alcançado por meio de um trabalho muito sério, alinhando todos os desejos e intenções com o Criador, de modo que se tornem semelhantes aos Dele. Só então se chega a um estado em que se pode dizer que o Criador é o Rei de todo o mundo.

O que é o mundo? O mundo é todo o meu ser, e eu o examinei, o senti e concordei que Ele me guia. O que é essa concordância? É que, mesmo que Ele não existisse, eu ainda faria exatamente a mesma coisa. Assim, eu mesmo crio a imagem do Criador dentro de mim. Isso se chama crescer do zero ao infinito. Eu cresço e alcanço o Seu nível.

Da Lição Diária de Cabalá 10/06/26, Rabash, “O que é acima da razão na obra?”

O Que Se Espera De Nós?

276.01Pergunta: No artigo “Quais são os momentos de oração e gratidão no trabalho?”, Rabash escreve que “mesmo que esta boca seja insignificante, ainda assim, o Criador a ouve”. O que significa dizer que a boca é insignificante?

Resposta: Está escrito: “Mesmo que esta boca seja insignificante, o Criador a ouve”. Não importa o quanto uma pessoa entenda. O que importa é o quanto ela se esforça para alcançar o objetivo.

É semelhante à nossa atitude em relação a uma criança. O resultado da ação da criança não é o que mais importa para mim. O que importa é o seu esforço, a sua expressão de desejo, a sua aspiração. Por isso, eu a encorajo.

Contudo, à medida que uma pessoa envelhece, damos menos atenção apenas ao seu desejo. Agora, o resultado, o produto de suas ações, torna-se importante.

Precisamos entender essa correlação. Não precisamos ser inteligentes; precisamos nos esforçar. O que resultará disso, quão corretamente uma pessoa conseguirá realizar o que está tentando fazer? Isso não importa. Você desejou, você agiu e, de acordo com isso, você é recompensado.

Uma pessoa recebe uma resposta do alto apenas de acordo com a medida do esforço que investiu. Não se diz que você deve alcançar um resultado específico, pelo contrário: “Não cabe a você completar o trabalho”.

Da Lição Diária de Cabalá 07/06/26, Rabash, “Quais são os momentos de oração e gratidão no trabalho?”

Uma Régua Para Medir A Espiritualidade

613Nosso trabalho é transcender a avaliação segundo o princípio do “doce-amargo” e adotar a avaliação segundo o princípio do “verdadeiro-falso”. Afinal, o Criador é chamado de Verdade.

A palavra “verdade” (Emet) é composta pelas letras “Alef-Mem-Tav”. “Alef” e “Tav” (a primeira e a última letras do alfabeto) representam os desejos nos dois polos extremos.

E “Mem”, no meio, é a qualidade de Bina, pela qual se pode conectar esses polos e chegar à correção, ou seja, à verdade.

Determinar onde reside a verdade e onde reside a falsidade só é possível em relação a um grupo de Cabalistas, o ambiente. Por mim mesmo, dentro de mim, careço das condições necessárias para isso; possuo apenas um parâmetro: meu ego. Para medir, preciso absolutamente de mais um parâmetro externo a mim.

Após longo estudo e muitos esclarecimentos em grupo, um Cabalista iniciante começa a se sentir inserido no sistema geral (global) dos desejos, entre outros “pontos no coração”. Em relação a esse ambiente específico, tenho a oportunidade de adquirir novos conceitos sensoriais: aproximar-me dele e distanciar-me dele, sentir seu sistema global, minha inclusão nele, a necessidade de seu apoio, a percepção dele como o lugar no qual revelarei a mim mesmo o mundo superior e o Criador.

Entretanto, dentro de mim, uma interação de duas forças — eu mesmo e o ambiente — toma forma. O ambiente ganha peso e age como uma força contrária ao meu “eu”, ao meu ego. Outra autoridade emerge, uma externa a mim, que começarei a levar em consideração e a enxergar como uma fonte de salvação, uma alavanca que pode me tirar do meu estado atual, deste mundo.

Eu mensuro a dinâmica “eu-ambiente” e, como resultado das minhas medições, obtenho medidas quantitativas e qualitativas para mensurar relações e forças espirituais. Construo uma régua de medição: em uma extremidade estou eu e na outra, o grupo. Com essa régua, já consigo pesquisar, mensurar e descrever o mundo superior.

A partir das relações “eu – grupo”, forma-se em mim uma célula espiritual com a qual posso medir toda a realidade acima de mim. Desta forma, construo uma alma dentro de mim.

Da Lição Diária de Cabalá de 15/11/19, Baal HaSulam, Cartas 41 e 42

Como Podemos Transmitir Ao Mundo A Chave Para A Solução De Problemas?

214Pergunta: Você afirma que o resto do mundo não possui a chave para resolver problemas. Como podemos transmitir essa chave ao mundo?

Resposta: Acho que mesmo se todos começássemos a gritar sobre isso aos quatro ventos e eu continuasse escrevendo artigos sobre a ameaça de aniquilação, as pessoas ainda assim não despertariam. Afinal, sabemos o nível de desenvolvimento em que as massas se encontram. Mesmo em uma sociedade desenvolvida, as pessoas são incapazes de perceber a ideia espiritual implícita nisso. Não podemos esperar nenhuma reação delas.

Em outras palavras, devo agir independentemente da reação. Afinal, sou eu quem está agindo, não elas! Estou ativando a lei do progresso, segundo a qual toda a humanidade deve fazer com que suas qualidades se assemelhem às qualidades do Criador e alcancem o Seu nível. Ativo esta lei porque recebi este conhecimento do alto. Algumas dezenas de outras pessoas aqui também o receberam.

Por que elas possuem essa compreensão e consciência? Porque atingiram esse nível em seu próprio desenvolvimento. Se uma pessoa ainda não se desenvolveu até o nível necessário, não importa o que lhe digamos, será apenas um mantra sem sentido, um entre tantos outros.

Mesmo que essas pessoas ouçam falar disso, anotem e repitam, de que adiantaria? Não há nada mais tolo. Será que elas poderiam agir dessa forma? Claro que não! Se elas se sentem psicologicamente atraídas por isso, ótimo. Em um nível humano comum, isso é algo bom, assim como muitas outras coisas.

Portanto, embora precisemos, sem dúvida, trabalhar na disseminação, nosso trabalho principal é interno, e não externo.

Nesse caso, alguém poderia dizer: “Se for assim, vamos reduzir nossos esforços de disseminação e concentrar toda a nossa energia no trabalho em grupo!” Mas a verdade é que não podemos prescindir de apoio externo ou de atrair novas forças externas. Portanto, não podemos prescindir da disseminação. Além disso, elevar todos os alunos dos grupos externos em apenas um milímetro equivale a nos elevarmos dez metros!

Portanto, precisamos de ambos os componentes em nosso trabalho. Baal HaSulam escreve sobre isso, que precisamos disseminar a Cabalá entre as massas. Mas, é claro, neste ambiente, não podemos esperar a reação específica que desejamos. As coisas se desenrolam lá de acordo com as leis que governam as massas; enquanto nós operamos sob as leis que se aplicam ao indivíduo. Portanto, é nossa responsabilidade agir.

Das massas, só haverá apoio; elas o seguirão, mas para que isso aconteça, você deve disseminar nosso material entre elas. No entanto, é você quem deve liderar o caminho. Você mesmo deve ajustar e refinar constantemente a direção do objetivo e arrastar todos consigo! Não há outro jeito.

Portanto, você não deve transferir a responsabilidade para outra pessoa. Está escrito que aqueles que lidam com os aspectos externos da Torá em vez dos internos são culpados por tudo, mas que diferença isso faz para mim? Posso me dar ao luxo de esperar por eles? Eles não farão nada, são incapazes. Tenho o dever de agir! É assim que todos devem pensar.

Devemos também ensinar isso em grupos externos: uma pessoa que recebe conhecimento se torna um participante ativo no trabalho. Portanto, devemos levá-los a sentir a obrigação que recai sobre eles.

Da Lição Diária de Cabalá 07/06/26, Rabash, “Quais são os momentos de oração e gratidão no trabalho?”

Quando O Kli Se Torna Como A Luz

232.08Pergunta: Se a luz ambiente começa a entrar no Kli, por que as descidas se tornam cada vez mais difíceis?

Resposta: A luz circundante não pode entrar no Kli; isso é impossível. Ela só entra no Kli quando se torna luz interior.

A luz circundante incide constantemente sobre a pessoa: às vezes pela frente, durante uma subida, e às vezes por trás, durante uma descida.

O estado em si é sempre o mesmo. A única diferença reside no que está sendo revelado naquele momento: a luz ou o Kli. Tudo depende do ponto de vista de quem observa o estado: do ponto de vista do Kli ou do ponto de vista da luz. É assim que ele é percebido.

Quando o Kli se torna como a luz, não há mais distinção entre subidas e descidas; tudo é luz. Um Kli com uma tela é sentido como a própria luz.

Da Lição Diária de Cabalá 13/06/26, Rabash, “E o Senhor apareceu a ele nos carvalhos de Mamre”

De Onde Vem A Percepção Da Importância Do Objetivo?

237Pergunta: Dizemos que subidas e descidas produzem dois resultados. Por um lado, a pessoa percebe o quanto está longe do objetivo e, por outro, esse objetivo se torna mais importante para ela. De onde vem esse sentimento de importância?

Resposta: O objetivo se torna mais importante para nós porque a pessoa investe a si mesma e seus esforços nele. Isso acontece da mesma forma que acontece em nossas vidas cotidianas.

Se eu invisto muito em algo, trago uma parte de mim para isso. E como me amo, não posso mais desistir. Sacrifiquei tanto por isso, me esforcei tanto, trabalhei tanto, me importei tanto, não posso simplesmente abandonar. Assim, o objetivo e todo o empreendimento se tornam muito importantes para uma pessoa.

Além disso, à medida que avança, uma luz circundante cada vez mais forte a influencia de acordo com seu investimento e seu trabalho. Essa luz preenche um novo Kli, o ponto no coração, e a pessoa sente que a verdadeira vida provém dali. E sente o resto de sua vida animada como temporária e de importância cada vez menor para si.

A pessoa chega à compreensão de que a espiritualidade é mais importante que a corporeidade, enquanto ainda está aqui, quando entra em um estado de ocultação simples. Ela já começa a sentir que a força superior existe e, de alguma forma, sente a presença do Criador. Então, todos os eventos que acontecem com ela na vida e tudo o que acontece no mundo ao seu redor perdem o seu significado. A luz circundante irradia eternidade.

Da Lição Diária de Cabalá 13/06/26, Rabash, “E o Senhor apareceu a ele nos carvalhos de Mamre”