Textos na Categoria 'Israel'

Da Babilônia Para A América Do Sul

Dr. Michael LaitmanPergunta: O grupo europeu do Bnei Baruch também deve se culpar se o mundo experimenta um desastre por causa de uma falta de conexão dentro de Israel?

Resposta: Hoje em dia, todo mundo é responsável por isso, ou seja, cada um que estuda a sabedoria da Cabalá e sente uma conexão dentro de Israel. Quando me refiro a Israel, refiro-me a todos os nossos amigos e grupos de todo o mundo.

Todos nós recebemos um despertar do Criador, assim como o grupo de Abraão recebeu na antiga Babilônia. Portanto, hoje, nós estamos na mesma situação de Israel (Yashar-El – direto ao Criador).

Não importa que um recebeu um despertar há 3500 anos na Babilônia, veio com ele até este dia, e outro recebeu este despertar na América do Sul apenas alguns meses ou anos atrás. De acordo com o mundo espiritual, não há nenhum significado nesses anos físicos.

Todos nós já estamos relacionados com Yashar-El, diretamente conectados aos Criador, e assim devemos transmitir a Luz através de nós para o mundo. Se fizermos isso, ele vai ser bom; e se não, vai ser muito ruim. Eu espero que consigamos.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/04/14, Temas Escolhidos: Dia em Memória do Holocausto

Refúgio

Dr. Michael LaitmanPergunta: O Holocausto que se abateu sobre a nação judaica foi o evento mais trágico de toda a nossa história. Mas quando vemos como o antissemitismo está ganhando força em todo o mundo, parece que, em vez de se tornar uma coisa do passado, o Holocausto é possível inclusive hoje. Pode o Holocausto acontecer de novo?

Resposta: O ponto do processo que está acontecendo conosco é para nos arrependermos de nossa natureza egoísta e exigirmos sua substituição, a substituição do ódio pelo amor fraternal. A fim de chegar a esse tipo de realização, nós precisamos aprender sobre todo o programa da criação.

A ciência da Cabalá explica que toda a criação é um sistema analógico fechado, cuja totalidade das partes estão interconectadas em todos os níveis numa esfera. Assim, cada elemento afeta todos os outros elementos, e todos participam harmoniosamente no sistema, exceto o homem.

Imagine uma esfera que ainda a natureza inanimada, plantas, animais, e que todos existem em total simbiose com o outro. Mesmo que víssemos como um deles devora o outro, é apenas porque o homem, a criatura mais desenvolvida, é má e egoísta por natureza.

O egoísmo nos separa e nos obriga a lucrar à custa dos outros, a competir e guerrear. Cada pessoa se sente melhor se consegue chegar à frente dos outros, em vez de deixá-los chegar à frente dela.

A natureza humana é oposta à natureza integral global e perfeita, que é um sistema redondo e fechado. Mas, no final, a humanidade tem que chegar à equivalência com a natureza e alcançar um estado maravilhoso, perfeito, onde todas as nações do mundo estão unidas.

Há uma nação especial chamada a nação de Israel, que tem o método para alcançar a unidade. Esta nação viveu em tal unidade por 1600 anos, desde o tempo da antiga Babilônia em diante.

Depois de sair da antiga Babilônia, a nação judaica atravessou a terra de Canaã, o Egito e o deserto do Sinai, e depois atingiu a terra de Israel, onde viveu até a destruição do Templo e sua expulsão no último exílio. Por cerca de 1500 anos, essa nação viveu pelo princípio do “ama ao próximo como a si mesmo”.

A nação judaica viveu na realização da natureza geral da unidade, e em virtude disso alcançou as leis da natureza geral, alcançou o “Criador”, ou perfeição, amor mútuo e doação.

Depois disso, nós caímos da altura do amor para o ódio e, assim, nos tornamos iguais a todas as nações do mundo, entre as quais vivemos até hoje. Mas cerca de cem anos atrás, a nação judaica teve a oportunidade de voltar à terra de Israel, a fim de criar novamente o Estado de Israel aqui.

O Estado de Israel deve ser criado de acordo com o nosso programa, as leis pelas quais estamos habituados a viver, ou seja, as leis da unidade da nação e do Estado. Sem essa unidade, que atende a nação judaica, isto é, o “ama ao próximo como a si mesmo”, não podemos nos tornar uma nação. É por isso que ainda somos chamados de uma reunião de exilados.

Só pela realização do método da unidade, que nos foi dado, é que vamos construir a nação de Israel. Caso contrário, não podemos ser considerados uma nação. Parece que vivemos juntos, num país, mas, na realidade, cada um é por si mesmo. É assim que vivemos hoje. Muitas pessoas até gostariam de sair, e ficariam felizes em deixar o país se tivessem a chance de viver bem no exterior.

Não há o espírito de uma nação aqui, vivendo num país, em sua terra. É mais como um refúgio onde nos reunimos porque não tínhamos outra escolha. No entanto, enquanto que em gerações anteriores, imediatamente depois do Holocausto, quando os judeus escaparam para cá de outros países, Israel se assemelhava a um refúgio, hoje já não é mais um, porque hoje cada pessoa tem a oportunidade de viajar pelo mundo e viver onde ela quer. Você pode encontrar israelenses em qualquer parte do mundo. Ou seja, nós estamos mais uma vez dispersos por todo o mundo, como se a ameaça já tivesse passado e nós pudéssemos sair do refúgio.

Mas, de acordo com o programa da criação, nós temos que nos tornar uma nação, e não é para podermos viver bem, mas para mostrar o bom exemplo para todos os outros. Este é o significado de se tornar “uma luz para as nações do mundo”.

Nós vamos ter que perceber essa unidade, quer queiramos ou não. Portanto, vamos experimentar todos os tipos de problemas dentro da nação de Israel, junto com um terrível ódio e antissemitismo de fora, de outras nações, até que tudo isso nos obrigue a unir. Mas nós podemos nos tornar conscientes da necessidade de unir por nossa própria conta e começar a trabalhar nisso de acordo com o método da Cabalá, que explica como a amar ao próximo como a si mesmo. Então não precisaremos ser cutucados por lutas internas ou ódio externo.

De KabTV “Uma Nova Vida” 12/04/15

Quando “Pão Frugal ” Se Transforma Em “Pão Do Amor”

Laitman_633_4Pergunta: Pessach é um feriado especial. Todo mundo o respeita, tanto as pessoas seculares como as religiosas. Todo mundo se prepara para o Seder de Pessach (refeição festiva), limpa a casa, compra roupas novas, convidando hóspedes e contemplando a melhor forma de comemorar o Seder de Pessach.

Eu quero entender a essência e o significado simbólico deste feriado. O símbolo mais importante de Pessach é Matzá. O que ele representa?

Resposta: Matzá simboliza o estado em que usamos apenas nossos vasos de doação sem a interferência do nosso ego, do nosso desejo de receber. Nós estamos proibidos de usar desejos egoístas, uma vez que são de propriedade do Faraó. Nós temos que ascendê-los. Desprender-se de nossos desejos egoístas significa o “pão frugal” ou Matzá.

Nós temos que nos relacionam entre nós apenas com amor e doação na medida em que isso está disponível para nós. Nós não estamos prontos para isso ainda, nem entendemos plenamente o que significa. Pessach é um “pequeno estado” (Katnut) que está associado com a falta de energia. O feriado significa o nosso êxodo do poder interno do egoísmo e fazer a transição para a jurisdição da união e do amor entre nós.

O nome do feriado, Pe-sach, significa transição, saltar do egoísmo para o amor e doação. Esta travessia é o símbolo do feriado.

Pessach é uma celebração da liberdade; é uma fuga do ego devastador que nos enterra vivo. Como resultado da redenção, nós começamos a ser uma nação livre na terra livre, ou seja, independentes de nossos desejos (país ou Eretz deriva de Ratzon ou desejo). Nós paramos de nos “devorar” como antes. Em vez disso, nos esforçamos para nos tornarmos o povo de Israel, para unir e se tornar um todo.

Isto é o que significa o êxodo do Egito. Não é uma noção geográfica ou física; é uma sensação interna de alcançar a liberdade interior do anjo da morte. Nossa vida cotidiana é a prova de que a nossa natureza má funciona como um anjo da morte que nos enterra. Ele não nos deixa receber prazer, e constantemente nos força a lutar e discutir, e até mesmo nos leva a guerras internacionais.

O egoísmo não é sobre o nosso desejo de receber prazeres padrões da família, crianças, boa comida, férias ou viagens. O ego significa uma má atitude de um ser humano para com outro ser humano. É um desejo de receber prazer à custa dos outros. Isso explica por que o êxodo do ego significa fugir do ódio aos nossos próximos, da inveja constante, da nossa incapacidade de tolerar os outros, desapego, e dividir-se em numerosos partidos e setores.

Pergunta: Será que isso nos obriga a desistir de algo?

Resposta: Você deve rejeitar o seu ego que é medido apenas pelo grau de seu negativismo em relação aos outros.

Pergunta: No longo prazo, eu vou ganhar ou perder em minha sensação interna de felicidade e contentamento?

Resposta: Eu sou totalmente positivo que só podemos vencer e não temos nada a perder. Nós sofremos danos porque tratamos mal uns aos outros.

Pergunta: Se voltarmos aos símbolos de Pessach, o que o Matzá significa hoje, em Israel de 2015?

Resposta: Nós temos que começar a tratar bem um ao outro. Isso irá desencadear uma atmosfera boa e especial entre nós. No início, as nossas relações futuras parecerão muito “simples”, já que não terão muitas nuances e sabores que resultam de nossas intermináveis discussões ​​e mal-entendidos.

Nós seremos como bons filhos cujas mães lhes pedem para não brigar entre si, mas eles não sentem vida num comportamento pacífico. Só depois que eles se envolvem em conflitos com seus amigos eles obtém impressões coloridas.

É por isso que, a princípio, ele é chamado de “pão frugal” ou Matzá. Mais tarde, nós começamos a desenvolver nossas relações, que não só nos permitem nos separar da maldade, diminuindo-nos na medida em que já não tratamos mal os nossos próximos, mas promovemos a abstinência aos outros que nos permite alcançar bons relacionamentos benevolentes entre nós.

É como se nós rastejássemos por um túnel estreito e gradualmente chegássemos a uma ampla e poderosa estrada de relações benevolentes entre todos nós. Assim, o “pão frugal” se transforma no melhor bolo, o chamado “pão do amor”.

De KabTV “Uma Nova Vida” 24/03/15

Diga A Seu Filho E A Todo Mundo

laitman_622_02Pergunta: É dito que durante o jantar festivo em honra do início de Pessach (Páscoa Judaica), nós temos que conversar com os nossos filhos sobre o êxodo dos judeus do Egito. O que exatamente devemos dizer-lhes? Qual é a coisa mais importante que eles deveriam saber?

Resposta: Em primeiro lugar, eu não acho que exista uma diferença entre adultos e crianças. É dito, “Diga ao seu filho”, ou seja, cada um que não sabe essas coisas e queira aprendê-las é como um filho para nós.

Todo mundo deve descobrir o que o “êxodo” significa e como ele é diferente da libertação. Nós devemos saber se ainda estamos no estado de exílio e continuamos a buscar a redenção.

Exílio é um estado que é oposto à redenção. Eles significam duas sensações internas opostas; até o momento, não somos capazes de definir qualquer um desses estados em nós.

Falando do Egito… Ele era tão ruim para os judeus? No início, eles desfrutavam uma abundância de alimentos e levavam uma “vida de reis”. O Faraó os tratava muito bem, era um verdadeiro paraíso. Por que, de repente, os sete anos de saciedade foram substituídos por sete anos de fome e os judeus reconheceram que estavam no exílio?

As pessoas perderam o propósito da vida. A pessoa parou de entender por que ela vive. Hoje, muitas pessoas podem fazer a mesma confissão: “Eu não sei por que eu vivo. Isso envenena minha vida na medida em que não quero me manter vivo”.

As pessoas escolhem se tornar terroristas pelo desespero, em busca da Luz em suas vidas. Elas buscam um ideal que vale a pena viver. Lutar com coisas que não combinam com seus ideais as fazem sentir que são heróis conquistando inimigos. Essa sensação faz com que suas vidas tenham um propósito; caso contrário, elas se sentem mortas.

Hoje em dia, muitas pessoas estão preocupadas com a descoberta do propósito na vida. Sem nenhum objetivo vital, nossa existência perde o gosto e até mesmo a morte parece melhor para nós do que esse tipo de vida. A abundância da carne e do alho egípcios não satisfaz mais.

O Egito reunia todo tipo de desejos humanos: comida, sexo, família, dinheiro, poder e conhecimento. Era um paraíso para todos, e os judeus eram os mais respeitáveis e ricos de toda a população egípcia. Portanto, o que lhes faltava? Apenas o propósito da vida. Quando esse tipo de pergunta desperta numa pessoa, ele envenena a própria sensação de ser. Nós sentimos que vivemos numa gaiola dourada e somos incapazes de sair dela.

Isto é o que é chamado de “escravidão”. Nossa vida próspera nos sufoca e mata. Se a nossa existência não fosse tão “saciada” justificaria o nosso desejo de fugir dela. No entanto, o nosso egoísmo não nos permite rejeitar uma existência confortável.

Nosso ego recebe prazer da vida egípcia. Ao mesmo tempo, nós somos conduzidos por uma pergunta: “Por que vivemos? Somos pessoas ou apenas animais?” Isto é o que está acontecendo no mundo hoje em dia.

Nós podemos prover tudo o que precisamos para viver uma boa vida, mas tudo o que temos é embebido com amargura. A pergunta sobre a essência da vida é muito mais importante do que benefícios materiais regulares. Ela nos atira do topo da montanha para o abismo, fazendo-nos reconhecer a nossa total obscuridade.

Isso é muito comum no mundo moderno, especialmente entre as gerações mais jovens. Nós começamos a sentir que estamos no exílio, em nosso egoísmo que nos mantém sob seu domínio e não nos deixar ir. Esse estado é chamado de “escravidão do Egito”. Nós temos que nos libertar dele.

De KabTV “Uma Nova Vida” 31/03/15

Perguntas Sobre Pesach

laitman_281_02Pergunta: O que é o Egito?

Resposta: Egito (Mitzyarim: Mitz – ra) é a concentração do mal em que nos encontramos e o ódio mútuo que sentimos.

Pergunta: Qual é o significado da nação de Israel descer ao Egito?

Resposta: Os judeus que foram para o Egito ainda não são uma nação. Eles se tornam uma nação somente quando se reúnem na base do Monte Sinai e aceitam a condição de subir acima do ego.

Pergunta: O que é Moisés?

Resposta: Moisés é a força que tira a pessoa de seu ego e orienta-a à meta criação, ao Criador, à ação correta. De acordo com a sabedoria da Cabalá, isso é chamado de “ponto no coração”.

Pergunta: Qual é o significado da frase, “O Criador leva Moisés ao Faraó”?

Resposta: Há um conflito interno numa pessoa e a rejeição do ego, Moisés versus o Faraó.

Pergunta: Quais são as dez pragas do Egito?

Resposta: As dez pragas são uma condição prévia essencial quando eu compreendo que o meu ego já não pode ser o meu refúgio, eu tenho que me separar dele, subir acima dele. Isso me dá tanta dor e sofrimento que não posso suportar isso por mais tempo e devo romper com o meu ego.

Pergunta: Por que a fuga do ego ocorre à noite, na escuridão total?

Resposta: O fato é que a separação desse ego deve ser absoluta; mesmo que eu não veja nada diante de mim, eu ainda fujo dele. Embora eu possa ficar nele e desfrutar a minha vida corporal de uma forma egoísta, eu prefiro sair dele na escuridão.

Pergunta: Qual é o significado de cruzar o “Mar Vermelho”?

Resposta: A pessoa entende que deve desistir totalmente de sua percepção egoísta anterior, e quer conhecer o mundo de outra forma.

Pergunta: O que significa que a água do “Mar Vermelho se dividiu e se afastou em dois”?

Resposta: Isso não é um fenômeno natural, é claro. Não existe na natureza, não importa o quanto tentemos explicar fenômenos naturais que não entendemos.

“A água se dividiu e partiu em duas” significa que a pessoa está autorizada a entrar no atributo de Bina (doação). Ela passa por Malchut até Bina e recebe uma sensação de euforia. Isto significa que a água má agora se torna a água que nos ajuda a avançar em direção à meta.

De KabTV “Uma Conversa Sobre Pessach” 18/03/15

Um País Que Não Tem Inimigos

laitman_944A Torá, “Levítico”, 26:6 – 26:8: Estabelecerei paz na terra, e vocês se deitarão, e ninguém os amedrontará. Farei desaparecer da terra os animais selvagens, e a espada não passará pela terra de vocês. Vocês perseguirão os seus inimigos, e estes cairão pela espada diante de vocês. Cinco de vocês perseguirão cem, cem de vocês perseguirão dez mil, e seus inimigos cairão à espada diante de vocês.

Os inimigos são diferentes desejos não corrigidos que, de repente, surgem numa pessoa e se revelam dentro dela. Não há nenhum outro inimigo, exceto nossos atributos internos, mas eles são revelados externamente, uma vez que nosso mundo é uma réplica dos nossos atributos internos.

É dito: “Cinco de vocês perseguirão cem, cem de vocês perseguirão dez mil, e seus inimigos cairão pela espada diante de vocês”, porque uma pessoa sempre terá o poder, o poder da Luz, a fim de superar os inimigos que se levantam contra ele; o poder de derrotá-los e de continuar.

Comentário: Eu sempre penso numa alegoria que está relacionada a um pequeno Estado chamado Israel que se parece com o buraco de uma agulha no mapa do mundo. Ele está cercado por muitos inimigos. Será ele capaz de superá-los se for compatível com a lei de doação?

Resposta: Mais do que isso. Ele não vai ter nenhum inimigo. Os inimigos serão revelados apenas por um momento, e imediatamente se tornarão nossos amigos, nossos ajudantes, porque seremos protegidos pelo atributo de amor e doação.

Pergunta: Você nunca desiste porque isso não acontece tão rapidamente quanto você gostaria e agora está, na verdade, indo na direção oposta?

Resposta: Nós devemos nos sentir assim porque saímos do Egito somente num estado de total escuridão. Portanto, eu estou esperando impacientemente por este estado, esperando o momento que todos nós seremos capazes de passar por isso.

As pessoas que são atraídas à revelação do Criador precisam entender que nós temos que passar por estas fases, que temos que apoiar um ao outro, e que temos que avançar de qualquer forma, ou rastejar se não tivermos o poder de fazer isso! Não há nenhuma outra maneira. “Somente aquele que segue o caminho irá superá-lo”. Eu espero ser capaz de estar com todo mundo, pelo menos no caminho mais difícil dessa estrada, para não deixar o povo no Egito.

Pergunta: O período mais difícil já começou?

Resposta: Sim, e ainda bem que sim. Não devemos falar muito sobre isso, pois, caso contrário, não passaremos por ele. Vamos começar a nos acalmar: “Está tudo bem, é assim que deve ser; tudo está ainda a nossa frente”. Então, nós realmente seremos incapazes de ter sucesso em qualquer coisa. Nós vemos o que o Criador diz: “Venha ao Faraó, mais uma vez! E mais uma vez!”; portanto, eu deveria acalmar todos aqui? Pelo contrário, nós temos que passar por tudo isso.

A Torá diz: “E houve tarde e houve manhã, um dia”. Isso significa que sem a noite, não há dia; sem noite, não há dia inteiro; sem a noite não há Luz. Um dia! É somente após o entardecer, a noite ou a escuridão que podemos alcançar a Luz. Cada estado, qualquer que seja, tem que começar pelo lado negativo.

De Kab TV “Segredos do Livro Eterno” 12/11/14

Pessach: A Venda De Pão Fermentado

laitman_527_01Pergunta: O que significa a venda de pão fermentado antes de Pessach? Hoje, é possível preencher um formulário na Internet e vender seu fermento em dois segundos.

Resposta: A venda de pão fermentado significa que eu o vendo só por um tempo e o trago de volta. Eu faço isso só para sair do meu ego, minha “inclinação ao mal”, que eu uso em detrimento de outros.

Então, eu vou usá-lo para o bem dos outros. Assim, isto é vendê-lo só por algum tempo, por sete dias, para se libertar do velho paradigma, livrar-se da minha atitude má para com o mundo, mas apenas a minha atitude, e quando eu me livro dela, eu uso todos os meus desejos por uma boa atitude para com o mundo. Portanto, eu retorno este fermento após sete dias.

Em primeiro lugar, nós temos que nos livrar dos velhos relacionamentos anteriores. Vamos juntos tomar uma decisão de nos tornar “bons garotos”. Nós estamos no mundo que está ameaçando nossa existência, como na história do êxodo do Egito, mas podemos superar nosso ego e alcançar a genuína terra de Israel, um estado completamente bom.

Pergunta: Você é um otimista?

Resposta: Sim, isto vai acontecer sem dúvida. A única questão é quanto nós devemos pagar por isso. Nós podemos conseguir isso de uma maneira rápida e bonita, ou num caminho longo e cheio de sofrimento. No entanto, em qualquer caso, nós chegaremos a isso.

De Kab TV “Uma Nova Vida” 24/03/15

Pessach: Do Ódio Ao Amor

laitman_285_02Pergunta: Antes do feriado de Pessach (Páscoa Judaica), nós limpamos a casa do fermento (Chametz) e depois o queimamos. O que a cerimônia de queimar o Chametz simboliza?

Resposta: Queimar pão fermentado, isto é, minha atitude egoísta e má para com os outros, quando eu uso todos os outros, suprimo todos, os governo — significa removê-lo do mundo, para que ele não esteja mais na minha vida.

Essa decisão é uma obrigação! Se todos nós nos apoiamos, se estamos realmente prontos para isso, como está escrito, “o homem deve ajudar seu próximo”. Então, chegamos a um estado tal que queimamos todas nossas conexões incorretas. Não há nada atrás de nós. Nós estamos em frente à entrada para o novo mundo e cruzamos o Mar Vermelho.

Esta passagem chama-se cruzar a barreira do ódio para ao amor pelos outros. Não é amor ainda, mas o começo de uma boa atitude em relação aos outros.

De KabTV  “Uma Nova Vida”  24/03/15

Anulando As Fronteiras Dentro De Mim

laitman_627_1A Torá, “Levítico”, 25:30: Se não for resgatada antes de se completar um ano, a casa da cidade murada pertencerá definitivamente ao comprador e aos seus descendentes; não será devolvida no Jubileu.

No trabalho espiritual existem leis de tal forma que, se eu não corrigir totalmente as minhas características (49 = 7 x 7 características, 49 anos), então, no 50o ano elas são todas renovadas e eu vou começar a trabalhar novamente. É interessante que, de acordo com as leis da Torá, é proibido vender ou comprar qualquer coisa por mais de 49 anos. Eu posso comprar uma casa, campo ou campo arado para uso temporário, e depois isso vai voltar para o proprietário de qualquer maneira. Isto significa que a pessoa que possui terra (Eretz) deve corrigir esse desejo (Ratzon) por si mesma e se ela o “transmite”, o que significa que ela usa outras características para a sua correção, este é apenas um estado temporário.

Assim, em nosso mundo, essas leis estão mostrando uma forma muito interessante, pois em última análise tudo volta ao seu estado anterior e o proprietário continua a ser o proprietário. Quando cada tribo entrou na terra de Israel, eles receberam a sua herança; todas as seções foram claramente indicadas e ninguém tinha o direito de alterar os limites. Além disso, ninguém tinha o direito de se casar com alguém de outra tribo.

Mas nós devemos entender que a Torá não está falando de casas, ovelhas ou escravos, mas de leis espirituais. Se o povo de Israel começar a usar essas leis internamente, quando eles voltarem para a terra de Israel eles também manifestarão essas leis em sua forma exterior.

Pergunta: Na Torá é dito que se você vender uma casa, depois de certo período você pode comprá-la de volta. Qual a necessidade da compra e venda?

Resposta: No final do desenvolvimento todos devem realizar um desejo comumente compartilhado; O Criador irá revelar este desejo sob a forma de uma corrente de desejos, um dentro do outro, e as conexões entre eles.

Portanto, nós precisamos casar, ter filhos, estar em relações de compra e venda entre nós, ter conexões familiares, etc. Isso significa que as conexões devem preencher toda a sociedade humana com um grande número de conexões, de modo que todas as nossas características de doação ao outro serão realizadas, e através disso o poder único e singular, o Criador, será revelado.

Comentário: Isto é, tudo o que acontece dentro de mim, a compra e venda, o fluxo de desejo para outro, isso é o que estamos vendo agora no mundo…

Resposta: Hoje nós realmente alcançamos isso, porque nenhuma nação e nenhum indivíduo pode se dar bem sem usar o mundo inteiro. Se tomarmos cada um de nós e vermos como ele se veste, o que ele usa em sua casa, no trabalho, na rua, vemos que estamos totalmente conectados com o mundo inteiro! Este é o resultado da mistura dos desejos dentro de uma pessoa.

Assim, nós chamamos o nosso mundo de global, integral. Nós estamos caminhando para um estado onde o mundo vai existir sem fronteiras, sem governos. Porque, se eu dependo de todos os outros, o que o governo pode me dar? Eu já não dependo dele. Os governos começarão a se esgotar e desaparecer.

Em última análise, os relacionamentos humanos plenos e mutuamente dependentes irão abranger o mundo inteiro, e nós precisamos descobrir isso aqui num aspecto que não é tão bom, porque as relações que existem entre nós agora são totalmente egoístas. Se o sistema está mutuamente conectado, ele deve ser recíproco, e, por enquanto, não temos reciprocidade.

Segue-se que, por um lado, nós estamos sob rigorosas condições egoístas, mas, por outro lado, a mesma força que nos governa, e que já nos tem atraído a avançar até ela, é totalmente altruísta. Essas são duas forças opostas e aqui nós precisamos produzir dentro de nós um enorme número de correções.

Nós vamos alcançar isso. Por um lado, seremos obrigados a anular as fronteiras, e, por outro lado, veremos que é impossível fazer isso. Desta forma, nós entendemos que a ideia não se refere às fronteiras; pelo contrário, se refere a nós mesmos. Nós temos que mudar a nós mesmos, anular as fronteiras dentro de nós, o que significa que temos que aniquilar a distância entre eu e os outros. Será claro para nós que não podemos fazer isso por nós mesmos. Vamos precisar do Criador.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 08/10/14

O Sonho De Baal Hasulam

Laitman_043Pergunta: O que o Baal HaSulam poderia ter feito quando advertiu sobre o perigo do nazismo e da Segunda Guerra Mundial para eliminar esse perigo? Ele poderia ter influenciado os eventos de alguma forma?

Resposta: Baal HaSulam poderia ter trazido com ele da Polônia para Israel a fortíssima comunidade judaica da qual ele era o líder. Ele era um juiz em Varsóvia, esse era um papel muito respeitável.

Ele queria trazer 300 famílias e já tinha encontrado patrocinadores que estavam dispostos a comprar casas pré-fabricadas para elas. Ele queria ir com elas e estabelecer um Kibbutz, um assentamento rural, e ensinar-lhes a sabedoria da conexão. Este era o seu sonho.

Se 300 famílias tivessem se unido em torno de Baal HaSulam, sem dúvida teriam atingido o fim da correção.

Pergunta: Então, teria acontecido o Holocausto?

Resposta: Claro que não! A Alemanha teria ido numa direção completamente diferente. Hitler nunca teria vencido, e eles não teriam substituído o ex-chanceler.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/04/14, Temas Escolhidos em: Dia em Memória do Holocausto