Textos na Categoria 'Israel'

O Desenvolvimento Espiritual Das Nações

laitman_575Pergunta: O que acontecerá com as nações que não se desenvolverem espiritualmente e não alcançarem o Criador?

Resposta: Todas vão gradualmente atingir a espiritualidade, mas existem diferentes níveis de desenvolvimento espiritual. Assim como há nações que estão mais avançadas tecnologicamente em nosso mundo e há aquelas que são mais avançadas fisicamente, cada nação está em um nível diferente e se desenvolve em diferentes direções. Mas, no final, todas devem se desenvolver espiritualmente. Além disso, as nações que avançam mais rapidamente têm um egoísmo menor, embora isso seja expresso de forma mais evidente. Por outro lado, as nações que irão atingir a espiritualidade mais tarde, como as nações africanas ou da Oceania, têm um egoísmo maior, e vão atingir um nível mais elevado de espiritualidade.

Na verdade, os judeus que estão avançando na cabeça da humanidade atingirão o menor nível espiritual. Seu dever é transmitir a Luz Superior através deles, e é por isso que estão mais próximos a ela. Mas, na verdade, as nações que hoje estão longe da pergunta sobre o sentido da vida e que vão ser as últimas a iniciar a correção, é que receberão a Luz mais forte e poderosa.

Da Lição de Cabalá em Russo 09/06/16

O Segredo Da Imortalidade Do Povo Judeu, Parte 2

laitman_749_02Pergunta: É correto dizer que o judeu é um símbolo de eternidade e, por isso, esse povo sobreviveu a todas as provações que teve e vai viver para sempre?

Resposta: Qualquer pessoa pode se tornar um judeu se quiser se juntar a nós. Não importa de que nacionalidade ela seja e qual a cor da sua pele.

Um judeu é algo acima da natureza. O judeu é uma ideologia de subir acima de nossa natureza egoísta e se conectar com outras pessoas. Uma pessoa que pretende alcançar a unidade das pessoas (yichud) e viver nela é chamada de um judeu (Yehudi). Portanto, depois de se tornar um judeu, a pessoa perde todas as características deste mundo, tais como nacionalidade e relacionamentos passados;  ela se torna uma nova pessoa.

Pergunta: Existe uma garantia de vida eterna a todos os que aspiram à unidade?

Resposta: Toda pessoa que trabalha de acordo com o método original da Cabalá, recorrendo às fontes originais, e que alcança a unidade, revela dentro de si uma conexão com a força superior que é chamada de Criador (Boreh), que significa “venha e veja” (Bo Reh). Na verdade, nós “chegamos” a um estado, alcançamos a revelação e “vemos” nela.

Então somos realmente chamados de judeus, o povo do Criador, porque ao nos unirmos fornecemos um vaso para a força superior, onde ela possa se conectar conosco. Desta forma, começamos a sentir a nossa unidade e conexão com o Criador. Isso é chamado de realização do mundo superior.

Pergunta: Por que o princípio de unidade que é a base do povo judeu os protege e os impede de desaparecer?

Resposta: Nossos antepassados, os fundadores do povo judeu, começaram esse processo. Eles subiram acima do egoísmo terreno e preferiram a unidade acima da separação. Através de todas as gerações eles aspiraram à unidade, e isso lhes fez semelhantes ao Criador; a Luz Superior que os influenciava era mais forte ou mais fraco, dependendo da importância da unidade para eles.

Não podemos separar o destino da nação de sua finalidade, sua responsabilidade de alcançar a unidade plena e universal. No momento em que aspirávamos à unidade, seu destino era bom, e tão logo eles foram destruindo essa unidade, caíram imediatamente e sofreram ataques dos inimigos. Suas vidas se tornaram terríveis.

A história do povo judeu remonta a quase 6.000 anos, desde o “primeiro homem”, Adão, que foi o primeiro a revelar esse segredo e começar a falar sobre a unidade e a conexão. É claro que ao longo de toda sua história o destino do povo judeu dependia completamente de sua unidade.

Uma vez que essa nação sempre aspirou à conexão e estava conectada à força superior, ela foi chamada de eterna e atravessou séculos. Ao mesmo tempo, também sofreu muito mais do que todas as outras nações. Embora essa nação seja imortal, recebe golpes o tempo todo.

A sabedoria da Cabalá explica isso pelo fato de que em qualquer momento de sua história em que o povo judeu não estava aspirando à unidade e atraindo a Luz que Reforma forte o suficiente, a Luz não era forte o suficiente para corrigi-los e habitar neles.

De KabTV “Nova Vida” 13/10/16

Nova Vida # 490 – A Torá Oral É A Chave Para Penetrar O Interior

Nova Vida # 490 – A Torá Oral É A Chave Para Penetrar O Interior
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Tal Mandelbaum ben Moshe

Resumo

Em nosso mundo, eu tenho que me preparar para ler cada livro. Se for um romance em inglês, preciso saber inglês; se for um guia de arquitetura, devo estar familiarizado com arquitetura; se for um relatório sobre experiências químicas, devo estar familiarizado com química.

Deve haver sempre a base de preparação que é transmitida em separado de geração em geração.

Assim é para a realização espiritual. A Torá Oral acompanha a Torá escrita. A palavra “Torá” vem da palavra “Ohr” (Luz). Portanto, a Torá Oral precede e é uma preparação para a leitura do livro. Ela acompanha esse livro e é transmitida de “boca a boca” de geração em geração, de Cabalista para Cabalista, em uma cadeia formada por aqueles que são capazes de abrir o livro.

Se eu realmente quero descobrir e saber o que ele está falando, se quero descobrir o mundo em detalhes e entender quem está me mostrando esse “filme”, ​​se estou pronto para ser alterado para me tornar como Ele, aprofundar a questão da essência da “imagens” que estão sendo transmitidas, devo procurar pessoas que têm um domínio da Torá Oral.

Uma Performance com uma Surpresa

Pergunta: O que significa ser semelhante a essa força que está mostrando esse “filme”?

Resposta: Isso se refere à equivalência de forma, equivalência de características.

Por exemplo, se eu estou longe de estar interessado em teatro, quando vou a alguma performance, não posso me conectar a ela imediatamente. Mas daí me sussurraram que o dramaturgo tem um elenco especial, os protagonistas são personagens reais que estão realmente enfrentando esses dramas ….

No começo eu não sabia e não entendia nada, não estava pronto. Mas agora, quando sei o plano de fundo, o substrato, com isso penetrei um pouco mais profundamente. Eu criei novas características e sentimentos dentro de mim, eu poderia me identificar com os protagonistas, entrar em contato com eles como se estivesse em seu lugar e até mesmo passando pelas situações que eles estão experimentando. Eu adquiri as mesmas características, e graças a isso, a performance surge diante de mim em uma luz completamente nova. Nós não entendemos este mundo de outra forma.

De KabTV “Nova Vida # 490 – A Torá Oral É A Chave Para Penetrar O Interior”, 01/04/15

O Segredo Da Imortalidade Do Povo Judeu, Parte 1

laitman_933Pergunta: Mark Twain escreveu sobre os judeus: “O egípcio, o babilônio, e o persa se levantaram, encheram o planeta com som e esplendor, depois caíram do sonho e faleceram; o grego e o romano seguiram, e fizeram um grande ruído, e se foram; outros povos surgiram e mantiveram sua tocha elevada por um tempo, mas ela se apagou, e se assentam agora no crepúsculo, ou desapareceram.

“O judeu viu todos eles, venceu a todos, e agora é o que sempre foi, sem exibir qualquer decadência, enfermidades de idade, sem enfraquecimento de suas partes, diminuição de suas energias ou entorpecimento de sua mente alerta e agressiva. Todas as coisas são mortais, exceto o judeu; todas as outras forças passam, mas ele permanece. Qual é o segredo da sua imortalidade?” (Mark Twain, “Com Respeito aos Judeus”)

O filósofo russo, N. Berdyaev, acrescenta em seu artigo “O Sentido da História”, “De acordo com todos os critérios materialistas, essa nação tinha que desaparecer do mundo há muito tempo. Sua existência é um fenômeno místico e milagroso, provando que a vida desta nação é controlada pela força da sua antiga missão”.

Então, qual é o segredo do povo judeu que os torna imortais?

Resposta: Este “segredo” é o mais revelado de todos. Está escrito na Torá que o povo judeu é eterno, porque eles têm a intenção de ser uma “Luz para as nações” para levar a humanidade ao objetivo final de seu desenvolvimento.

Qualquer outra nação pode desaparecer ou mudar. Nenhuma outra nação tem sido preservada na forma em que saiu da antiga Babilônia. Se olharmos para o mapa da Europa, podemos ver que não há nações originais que existiram um ou dois mil anos atrás. As nações modernas são o resultado da mistura com as nações asiáticas, que emigraram em massa para a Europa.

No entanto, o povo de Israel continua a ser como era. Só nos últimos cem anos é que eles começaram a perder a sua forma material externa, mas internamente permanecem os mesmos.

Esta nação foi formada a partir de um grupo criado por Abraão com os moradores da antiga Babilônia. Ou seja, eles foram reunidos não de acordo com um princípio biológico, mas um princípio ideológico, por aqueles que se reuniram em torno de Abraão. Estas são as pessoas que responderam a sua chamada, “Vamos nos unir, apesar do egoísmo que está queimando dentro de nós e revelar a força superior dentro desta conexão. Depois, vamos aprender sobre a nossa missão na vida eterna, no mundo superior. Quando nos conectamos ao Criador e somos preenchidos com a Luz Superior, descobrimos a próxima dimensão, a “matriz” especial onde podemos existir.

Existe um programa no mundo que nos leva a um desenvolvimento específico através de uma série de estágios. Pode nos parecer que esse desenvolvimento não é sempre gentil, mas ele segue certas leis. Historiadores, filósofos e outros cientistas estudam essas leis, embora não consigam compreender a sua essência interior.

A sabedoria da Cabalá dá uma explicação completa e clara do que precisamos fazer. O povo de Israel deve ser esse grupo que se une acima do seu egoísmo. Cada um que sente o desejo de revelar o Criador vem para esse grupo.

Não importa em que país ele tenha nascido ou qual a sua nacionalidade ou religião, ele vai encontrar um lugar para si neste grupo. E se ele investir seus esforços na direção certa, vai participar na construção do grupo chamado “o povo de Israel.”

O povo de Israel não é uma nação biológica; eles são reunidos dos representantes de todas as nações. No entanto, eles sobreviveram e atravessaram os séculos, porque estavam aspirando ao grande objetivo que toda a humanidade deve alcançar em seis mil anos.

De KabTV “Nova Vida” 13/10/16

Nova Vida # 483 – Aliança Secreta Com O Poder Superior

Vida Nova # 483 – Aliança Secreta com o Poder Superior

Dr. Michael Laitman conversa com Oren Levi e Tal Mandelbaum ben Moshe

Resumo

Pergunta: Que tipo de conexão existe entre o significado de nossa existência e “alcançar o poder superior”?

Resposta: Esta é a força mais primitiva da natureza. É maior, especificamente porque ela controla tudo; ou seja, é a força de doação e amor, espalhando-se em sua volta tudo o que existe dentro dela: energia e realizações. Ela intencionalmente criou a força de recepção, a fim de preenchê-la e trazê-la a um nível especial de existência.

A força de doação é perfeita, porque não precisa de ninguém. A força da recepção, que foi criada por ela, é limitada e pobre, porque sempre falta algo e não é capaz de alcançar o que lhe falta, por si mesma.

Comentário: As pessoas estão acostumadas a imaginar o poder superior, o Criador, como uma espécie de personalidade com quem fizemos uma aliança e agora nos acompanha. É difícil perceber isto simplesmente sob a forma de uma força, como algo sem vida. [Leia mais →]

Nova Vida # 775 – Assimilação

Nova Vida # 775 – Assimilação
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Yael Leshed-Harel

Resumo

Em nossos dias, as diferenças entre os judeus e outros povos tornaram-se turvas; tudo se tornou livre e aberto. Este é um processo que põe em perigo a existência do povo de Israel. Com a saída do jugo da religião, os judeus deveriam ter adotado a sabedoria da Cabalá. Como eles não fizeram isso, começaram a desaparecer.

Na verdade, desde o século XVI, nós precisávamos saber sobre a nossa sabedoria interior. Se não adicionarmos o desenvolvimento espiritual ao judaísmo popular, as pessoas vão desaparecer do judaísmo, porque um judeu só pode existir como um judeu religioso ou um judeu espiritual que aplica a sabedoria da Cabalá. Quando uma pessoa judaica é assimilada, o ponto judeu nela entra em coma.

Ser um judeu espiritual significa retornar à nossa raiz, corrigir a natureza humana, viver de acordo com a regra geral, “E amarás o teu amigo como a ti mesmo” (Levítico 19:18). Um judeu espiritual dá o exemplo de como podemos nos conectar com amor, acima do egoísmo de cada um. Se a tendência atual continuar, é especificamente os judeus no exterior que irão prejudicar a nação de Israel. Nos Estados Unidos, os judeus vão desaparecer completamente, com exceção de alguns grupos ultra ortodoxos.

No auge do nosso desenvolvimento, a humanidade alcançará um estado em que todos serão iguais e conectados, e o povo de Israel deve dar o exemplo disso. Se não fornecermos um exemplo como esse para o mundo, todo mundo vai nos pressionar com força e nos obrigar a fazer isso. Sem adicionar os valores da sabedoria da Cabalá, a espiritualidade, à nossa vida, estaremos sujeitos a desaparecer.

De KabTV “Nova Vida # 775 – Assimilação”, 10/6/16

Nova Vida # 774 – Demografia Judaica

Nova Vida # 774 – Demografia Judaica
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Yael Leshed-Harel

Resumo

A taxa de natalidade em Israel é alta porque estamos vivendo em uma bolha otimista e não temos conhecimento do perigo. Não temos conhecimento de nossa missão no mundo e de que não a estamos realizando adequadamente. Nossa missão é mostrar ao mundo como viver em conexão e amor.

Os judeus da Diáspora estão renunciando a Israel; os judeus que não são religiosos continuarão a desaparecer do judaísmo. Este é um processo que está chegando ao ponto em que vamos perceber que não dependemos de nada exceto de nós mesmos, e daí vamos começar a agir.

Há judeus em quase todos os lugares do mundo, porque a luz brilha deles para o mundo. Essa é a força da vida e sua vitalidade. Os judeus precisam espalhar o valor da conexão para conectar toda a humanidade em uma grande alma.

De KabTV “Nova Vida # 774 – Demografia Judaica”, 10/06/16

Nova Vida # 436 – Rosh Hashaná

Nova Vida # 436 – Rosh Hashaná
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Yael Leshed-Harel

Resumo

De acordo com a sabedoria da Cabalá, Rosh Hashaná (Ano Novo Judaico) é o início de uma mudança. Qual é a mudança? Qual introspecção vamos fazer neste feriado, e como uma pessoa se torna compatível com o sistema da natureza que opera no mundo?

Um novo começo se inicia pelo resumo do ano que passou, por encontrar o mal em nós no que diz respeito ao amor. É um autoexame como se eu me dirigisse à força superior cuja natureza é amor e doação. “Para que possamos ser cabeça e não cauda” significa que não vamos encontrar golpes sem entender o porquê, que devemos avançar por nós mesmos rumo ao amor. A natureza tem um plano para levar todos nós a um estado de doação mútua, conexão e equilíbrio para sermos como um só homem.

Nós podemos corrigir nossa atitude para com este plano a cada dia. Nós não precisamos esperar Rosh Hashaná. O “dia do juízo” refere-se ao programa evolutivo da natureza chamado Deus. Eu posso transformar o juízo em misericórdia. Pelo o que sou julgado? Até que ponto posso me opor ou apoiar o programa de desenvolvimento, como um programa de computador. Nós temos que fazer esse autoexame a cada dia, mas Rosh Hashaná é uma espécie de símbolo geral.

Eu não posso afetar esse programa pessoalmente, mas apenas corrigir a minha atitude para com os outros. O objetivo do nosso desenvolvimento é a conexão, amar ao próximo como a nós mesmos, e não fazer aos outros o que é odioso para nós. A nação de Israel tem de realizar este autoexame uma vez que ela deve levar o mundo inteiro à correção.

O Shofar, a romã, a maçã mergulhada no mel, e a cabeça de peixe, todos simbolizam a mitigação dos Dinim (julgamento), respeitando a doação em vez da recepção. Coroar o rei significa que o objetivo do nosso desenvolvimento deve nos levar e que devemos ser como um feixe.

Ser selado e assinado no Livro da Vida significa que estamos todos conectados em uma rede. Estabelecer uma conexão com os outros é ser selado e assinado no Livro da Vida. Uma pessoa sela sua própria sentença, uma vez que isso cabe a ela e à sua atitude para com os outros na rede. A fim de ser selada e assinada no livro dos justos, a pessoa tem que aprender as leis do sistema, que são pura doação.

De KabTV “Nova Vida # 436 – Rosh Hashaná“, 28/09/14

Ynet: “Será Que Nós Perdemos O Nosso Caminho Como Nação?”


Do meu artigo no Ynet: “Será Que Nós Perdemos O Nosso Caminho Como Nação?”

Será que a decisão de negar a nossa relação histórica com o Monte do Templo é apenas o tiro de advertência antes da iminente deslegitimação do Estado de Israel em todo o mundo? Será que a verdadeira razão para essa decisão é o conflito entre palestinos e colonos na Cisjordânia, ou nós perdemos o nosso caminho como a nação de Israel? (Rav Laitman sobre o verdadeiro legado da nação judaica).

A grande ansiedade sobre o destino do Estado de Israel não me permite ficar de braços cruzados. A decisão da UNESCO, que nega a estreita ligação entre o povo judeu e o Monte do Templo e o Muro das Lamentações não é o que me incomoda, mas o fato de que este é o primeiro passo e uma boa forma de negar a legitimidade do Estado de Israel.

O povo judeu tem uma memória de longo prazo. Nossa ligação histórica com a herança judaica ou a terra de Israel não será cortada por organizações internacionais e declarações diplomáticas. Nós ainda nos lembramos muito bem do Holocausto a que fomos submetidos, a grande tensão pouco antes da declaração da fundação do Estado de Israel, a grande alegria nas praças da cidade, e o anúncio comovente de Mota Gur da ONU (“Monte do Templo está em nossas mãos”) no final da Guerra dos Seis Dias. Nós nos esquecemos apenas de uma coisa importante: o nosso papel na história da humanidade.

As Nações Unidas e a Nação que Une

De acordo com a sabedoria da Cabalá, a relação entre Israel e as nações do mundo não mudou nem um pouco nos últimos 3.500 anos. A nação judaica foi fundada na antiga Babilônia quando diferentes indivíduos, famílias e tribos que eram estranhos entre si concordaram em seguir a ideia espiritual revolucionária conduzida por Abraão, o pai da nação. A divisão social naquela época atingiu picos sem precedentes devido ao ego em erupção, e o ódio mútuo e a repulsão tornaram-se parte da vida diária. Abraão, um estudioso babilônico único, recusou-se a aceitar a situação como inevitável, e começou a explorar a natureza e o sistema da criação. Ao estudar a si mesmo e com sua profunda pesquisa, ele descobriu que a humanidade está ligada por uma rede de laços, e na base deste sistema nós podemos ver apenas duas forças: positiva e negativa. A força positiva está constantemente trabalhando para reunir e conectar todos os indivíduos em um todo, enquanto a força negativa opera para separar e dividi-los.

Abraão concluiu que a regularidade interna que existe em um indivíduo é verdadeira no que diz respeito aos sistemas da natureza. Ele concluiu que a solução imediata para a sociedade babilônica em crise era restabelecer o equilíbrio para com as más relações entre eles através do fortalecimento da força positiva na natureza. Assim, ele gradualmente orientou os babilônios e lhes ensinou como desenvolver a unidade entre eles como o valor supremo e subir acima da natureza egoísta que os separava. “Abraão começou a chamar toda a nação para que eles soubessem que há um Deus no mundo. Como eles costumavam se reunir em torno dele e fazer-lhe perguntas, ele costumava falar com todos de acordo com o seu nível de compreensão, até trazê-los de volta ao caminho da verdade, até que milhares e centenas de milhares de pessoas se reuniram em torno dele, e esse é o povo da casa de Abraão. E ele plantou esta grande ideia em seus corações e escreveu livros, e esta ideia cresceu e se desenvolveu entre os filhos de Jacó e seus seguidores e uma nação que conhece o Senhor foi fundada no mundo” (Rambam, “Mão Forte”). Assim, o método de conexão entre as pessoas se desenvolveu: o antigo método chamado sabedoria da Cabalá.

Os babilônios que ouviram o conselho de Abraão e reforçaram as bases da garantia mútua e do amor ao próximo descobriram um fenômeno natural que não conheciam antes. Eles descobriram que, quando os seus relacionamentos ascendem ao nível do amor incondicional, uma sensação de harmonia e plenitude se espalha entre eles, uma espécie de força superior que conecta todas as forças individuais separadas em uma só, que eles chamaram de Deus. As centenas de milhares de babilônios que compunham este grupo e que visavam diretamente à força de conexão que foi revelada entre eles, Yashar El, se chamaram povo de Israel.

A força que está escondida na nação judaica

Desde o dia em que a nação de Israel foi fundada sobre a base da unidade, eles receberam a missão de difundir o método de conexão entre as setenta nações do mundo, os babilônios que não escolheram seguir Abraão e que se dispersaram em todo o mundo. Uma vez que todo o mundo está ligado por uma rede harmoniosa de laços que se esforça em manter o equilíbrio constante, os destinos de Israel e das nações do mundo – as duas partes opostas que operam no sistema – são dependentes e conectados entre si. A parte chamada nações do mundo constantemente exige que a parte chamada Israel seja uma Luz para as nações e dê um bom exemplo de unidade, acima de todos os fatores de divisão, “já que o segredo da unidade do mundo está ocultado em Israel”, como diz Rav Kook.

Muito tem sido escrito sobre as ligações diretas e indiretas entre Israel e o mundo nas fontes Cabalísticas autênticas, especialmente no Livro do Zohar, que foi escrito há 2.000 anos: enquanto Israel manteve a força da conexão entre eles, a força positiva foi transmitida através deles ao mundo e foi bom para todos. Mas quando eles começaram a discutir entre si e perderam o sentido de unidade e garantia mútua, as nações do mundo se levantaram contra eles, com a demanda inconsciente pela vitalidade que a força oculta na nação judaica desperta.

O mundo sente inconscientemente que a fonte de todo o mal e a raiz do sofrimento que atravessa estão diretamente ligadas ao fato de que a nação de Israel não está cumprindo seu papel. O fato de Israel ser a nação mais odiada no mundo, seja por razões religiões, por motivos raciais, pelo capitalismo ou comunismo, pelo cosmopolitismo e muito mais, o ódio que está na raiz de todas essas razões é que todos desculpam seu ódio de acordo com a sua própria psicologia, como diz Baal HaSulam. Esse sentimento de ódio está se formando entre muitos e criando uma tendência refletida na atitude hostil em relação a Israel. As decisões da UNESCO sobre o Monte do Templo podem deteriorar até mesmo as decisões mais hostis e o entendimento de que o mundo estava errado quando votou a favor da criação do Estado judeu no coração do Oriente Médio, e que agora é hora de voltar atrás em sua decisão e agir no sentido de negar a legitimidade do único Estado judeu no mundo.

Rav Yehuda Ashlag nos avisou sobre isso uma centena de anos atrás, quando disse: “Nós precisamos dar aos gentios a sabedoria da conexão, justiça e paz, pois é apenas no que diz respeito a isso que eles são nossos alunos, e isso é o que eles têm esperado desde o nosso regresso a Israel. E a sabedoria da Cabalá é atribuída apenas a nós, e mostra a todos os gentios a justificativa de Israel em retornar à sua terra e até mesmo para os árabes. Mas o nosso retorno não impressiona os gentios hoje de forma alguma e nós temos que nos apressar, porque se não o fizermos, eles vão vender a independência de Israel para satisfazer as suas próprias necessidades, sem falar do retorno de Jerusalém”. (Os Escritos da Última Geração”, Baal HaSulam).

Nós determinamos o nosso próprio destino

A UNESCO, a ONU, a UE e outros organismos que nos condenam e votam contra nós são uma espécie de reflexo do nosso fracasso em cumprir o nosso papel. Em outras palavras, nós oferecemos a UNESCO os motivos de suas decisões, e as nações do mundo só executam essas decisões. A atitude do mundo em relação a nós depende apenas de nós, e cabe a nós determinar se o mundo vai continuar a demonstrar ódio e antissemitismo, ou se eles vão entender e respeitar a nossa presença na terra de Israel!

Cerca de dois anos atrás, eu me encontrei em Paris com a Sra Irina Bokova, secretária-geral da UNESCO, como parte dos meus esforços em estimular uma mudança positiva de atitude da organização em relação ao Estado de Israel. Embora eu já tivesse previsto o resultado da reunião antes da minha viagem a Paris, ainda sentia que era importante tentar. Infelizmente, o resultado da reunião provou o que os nossos professores, os grandes Cabalistas, têm dito: não há nenhuma razão em esperar qualquer tipo de mudança por parte dos fatores políticos. A decisão sobre o futuro do Estado de Israel, para melhor ou para pior, está em nossas mãos.

“O objetivo de Israel é o de unir o mundo inteiro como uma família” (Rav Kook). Tudo o que temos a fazer é decidir fazer uma mudança profunda em nossas relações interpessoais, se conectar como um homem em um só coração, e parar de se preocupar apenas com a gente. A força positiva que vamos criar entre nós vai equilibrar as forças que dividem e, assim, vamos trazer perfeição à rede de conexões entre as pessoas. A força da conexão irá permear entre as nações do mundo e obrigá-las a iniciar um processo semelhante, de se conectar e nos reconhecer como a fonte de conexão e bondade. “A nação de Israel foi feita para ser uma espécie de transmissor por meio do qual centelhas fluirão a toda a humanidade em todo o mundo até que elas se desenvolvam e sejam capazes de compreender a agradabilidade e tranquilidade que há no amor ao próximo. E quando os filhos de Israel forem preenchidos com pleno conhecimento, o fluxo das fontes de sabedoria transcenderá a fronteira de Israel e será derramado a todas as nações do mundo” (Escritos do Baal HaSulam).

Do Artigo no Ynet 18/10/16

Nova Vida # 629 – Sucot E A Temporalidade

Nova Vida # 629 – Sucot E A Temporalidade
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Nitzah Mazoz

Resumo

O homem, como qualquer outro animal, aspira à segurança e estabilidade. No passado, a vida era previsível e estável, mas hoje tudo é mutável, inesperado e incerto. Nós poderíamos ter construído uma vida boa para toda a humanidade, mas o ego não nos deixa fazer isso, e metade do mundo está morrendo de fome. No século XXI, milhões de pessoas estão vagando de um país para outro, tudo é instável, mutável, incerto e inseguro.

A mensagem de Sucot é que apenas se mudarmos nossos valores seremos capazes de construir um mundo estável, bom e belo. A essência da mudança é a mudança do amor próprio para o amor ao próximo, para a preocupação com todos.

A imigração de milhões de um país para outro é parte do programa evolutivo da natureza. Nós podemos ser atingidos por desastres naturais que farão com que milhões de pessoas vagueiem: japoneses, chilenos e outros.

A única solução prática é explorar o programa da natureza em profundidade e se adaptar a ele. A certeza com a qual podemos contar é o conhecimento universal, a conexão com a força superior da natureza. A fórmula para se agarrar à força superior é a regra do “ama teu amigo como a ti mesmo”, de mudar os nossos sentidos e o mundo.

De KabTV “Nova Vida # 629 – Sucot E A Temporalidade”, 27/09/15