Textos na Categoria 'Israel Hoje'

Lembre-Se Da Estrada Para O Templo

Dr. Michael LaitmanPergunta: A última crise militar em Israel prejudicou muitas das nossas sólidas convicções. Nós estávamos confiantes na força do nosso exército, mas ficamos convencidos de que não seríamos capazes de usá-lo para nos proteger da ameaça. Agora, é óbvio que os acordos entre os governos não garantem qualquer segurança.

Resposta: A guerra moderna é de um tipo diferente. Não há mais a vida que nós estávamos habituados. As antigas fundações, abordagens, objetivos, princípios e meios não funcionam. Isso acontece não só em Israel, mas em todo o mundo.

Apenas essas questões não são tão cruciais ao redor do mundo. Mas em Israel, que está localizado num ambiente hostil, é uma questão de vida ou de morte. Portanto, nós devemos ser sensíveis à mudança.

O povo de Israel deve compreender o seu propósito e por que isso está acontecendo conosco: Qual é o propósito de nossa existência? O que as nações do mundo exigem de nós? É por isso que elas nos culpam por todos os seus infortúnios.

Nós devemos explicar isso a todos, e em primeiro lugar, a nós mesmos. Nossa nação não entende o que é e qual é a missão do povo de Israel, que deve servir de modelo para a unificação de todo o mundo.

Só o povo judeu tem o conhecimento de como se unir. Afinal de contas, essa disponibilidade já está incorporada dentro dele. Todo judeu tem um gene especial, pois na época do Tempo, o nosso povo existia na unidade espiritual. Nós já vivíamos como um homem com um coração, aceitávamos esta condição para a realização.

Hoje, nós temos que mostrar um exemplo dessa unidade para toda a humanidade que precisa tanto dela. Só nós podemos fazer isso. Eu fico feliz que pela primeira vez a nação sentiu que ela realmente quer e precisa disso.

Esta profunda impressão foi deixada em nós como resultado da última guerra. Eu não acho que ela vá desaparecer. Ela permanecerá pelo menos em cada Israel, e será possível despertar essa necessidade de conexão.

Se a nação já está à procura de conexão, então ela precisa saber do que depende e como isso pode ser alcançado. Ninguém realmente imagina essa relação em que estamos constantemente conectados uns com os outros e como podemos chegar a eles.

Na verdade, isso não é exequível. Basta olhar para si mesmo, sua vida, vizinhos, e imediatamente fica claro que esta é uma completa utopia e não ocorrer. Mesmo que você me mate, eu não sou capaz de me conectar com os outros.

É além da capacidade humana, e mais ainda entre os judeus. Nós podemos estar muito próximos uns dos outros, quando isso é benéfico. Mas, na vida real, quando não é necessário, nós não temos pressa em nos conectar. Portanto, nós precisamos de um método, uma ciência da unidade, que é chamada de sabedoria da Cabalá.

Esta ciência está escondida dentro de nós, dentro do povo judeu. Nós já nos fundimos com ela nos dias do Templo; vivíamos como um homem com um coração o tempo todo depois de deixar o Egito e antes da queda do Segundo Templo.

Hoje, nós temos que voltar a este método. Portanto, a sabedoria da Cabalá é revelada para que a realizemos dentro do povo de Israel, ensinemos esse método ao mundo inteiro e nos tornemos “uma luz para as nações do mundo”.

De KabTV “Uma Nova Vida” 02/09/14

O Amor É O Denominador Comum

Dr. Michael LaitmanPergunta: Parece-me que a ausência de uma opinião uniforme entre o povo de Israel não é um defeito, mas sim atesta o progresso do povo. Portanto, de que maneira é possível chegar a uma condição em que as pessoas alcancem a unidade e, junto com isso, mantenham a riqueza de opiniões?

Resposta: Existe apenas uma palavra que resolve facilmente esse problema: amor! Como está escrito, “O amor cobre todas as transgressões (Provérbios 10:12)”. O amor equilibra todas as diferenças. Cada um mantém a sua opinião, mas o amor vai nos permitir manter opiniões contrárias, sentir nossa conexão e pertencer a um todo único acima delas.

Os árabes estão tentando alcançar a unidade entre as pessoas onde todas pensam a mesma coisa sem se desviar um milímetro sequer para o lado, como robôs. No entanto, a sabedoria da Cabalá diz o oposto. Quanto mais as pessoas se desenvolvem, as suas opiniões se tornam mais divididas e se contradizem.

Sobre Israel, está escrito: Na medida em que seus rostos são diferentes, as suas opiniões também diferem (Talmud Babyli, “Masechet Berachot 58b”). E, isso é bom, porque é um sinal de alto desenvolvimento. É necessário apenas construir o amor em face de tudo isto, de modo que, mesmo que cada um pense de forma diferente, o amor vai nos conectar.

Nós podemos aproveitar essa condição heterogênea que inclui dentro de si uma multidão de diferentes desejos, pensamentos e opiniões para o bem do nosso amor compartilhado, para o benefício dos outros, e para o benefício de todas as pessoas. Cada um vai ficar com uma visão muito rica do mundo e usá-la para o benefício de todo o povo.

Imagine como isso vai ser maravilhoso. Nossa terra vai florescer e crescer imensamente, pois não destruímos a pessoa e nem a tornamos um robô que executa comandos obedientemente.

Pergunta: Então, qual vai ser o denominador comum que vai unir todas essas diferentes pessoas?

Resposta: O denominador comum é o nosso sentido de pertencer a um povo, e, a fim de elevar este povo singular para um nível mais alto, cada um usará a sua opinião singular, “o amor cobre todas as transgressões”. Graças a isso, nós vamos descobrir outro nível de realidade, e vamos sair para uma nova dimensão, mais elevada.

Pergunta: Então, de que forma é possível chegar a uma existência estável do povo de Israel na terra de Israel?

Resposta: Através de uma conexão cada vez maior entre nós até o amor absoluto, sem limites.

De KabTV “Uma Nova Vida” 27/08/14

O Amor É Sempre Mais Forte Do Que O Ódio

Dr. Michael LaitmanPergunta: De que forma pode a unidade e a conexão, sobre as quais você está sempre falando ao povo de Israel, nos proteger dos inimigos? De que forma isso será diferente de qualquer outra unidade, se há também unidade entre as pessoas do Hamas?

Resposta: O poder da unidade no Hamas é como na máfia que as pessoas se reúnem por um objetivo comum, uma luta com um inimigo comum, para atacar e matar, roubá-lo em conjunto. Este é um poder de egoísta e limitado.

Aqui, a segunda força não está presente, apenas o ego está agindo, mas ele se torna mais firme e ilimitado. Desta maneira, uma unidade poderosa e prejudicial é criada.

Pergunta: Quem ela prejudicada?

Resposta: Ela prejudica todo mundo, porque é o mal em sua natureza.

Mas se o povo de Israel se conectar com a ajuda da sabedoria da Cabalá, ele irá gerar o poder de conexão e unidade a partir da natureza que está escondida dentro dele. Por isso, é impossível se dar bem aqui sem a sabedoria da Cabalá.

Este poder é instintivamente encontrado na natureza inanimada, vegetal e animal. Sem ele, os átomos, as moléculas, organismos vivos e o corpo humano não evoluiriam.

Mas entre nós seres humanos na sociedade humana, esse poder de conexão não funciona. Portanto, toda a humanidade está procurando por ele. O exemplo disso é a falha da União Europeia. Eles não conseguiram criar uma Europa unida.

Tudo está começando a quebrar de novo no limiar da III Guerra Mundial. Em tais condições, o antissemitismo cresceu cada vez mais, porque os judeus têm a chave para a conexão; é possível alcançar a unidade com a ajuda da sabedoria da Cabalá.

A diferença está nisso, que nós geramos o poder de conexão e unidade a partir da natureza, não por meio da expansão do nosso ego. Esta não é uma unidade de egoístas que trazem um grande egoísmo; ao contrário, é algo completamente diferente. Nós estamos unidos para descobrir o poder do amor entre nós. Este poder não prejudica ninguém; não é dirigido contra alguém. Pelo contrário, ele quer trazer o bem para o mundo inteiro.

Se estivermos procurando por esse poder, então o encontraremos, assim como Abraão encontrou para o seu grupo de alunos que foi reunido por ele entre os babilônios e tornou-se o povo de Israel. Desta forma, o mesmo “conjunto de refugiados” que temos hoje em nossa nação vai se tornar o povo de Israel.

Há uma força unificadora, que é dirigida contra o resto do mundo quando algum grupo quer tomar o controle do mundo: por exemplo, para estabelecer o Islã em todos os lugares. Esta força é prejudicial a todos os que não fazem parte desta aliança criminosa. E há uma força unificadora positiva que é para o bem do mundo. Afinal de contas, nós queremos encontrar esse poder e transferi-lo para o benefício de toda a humanidade.

Pergunta: Por que você acha que o poder positivo da unidade que estamos criando em Israel pode ser vitorioso sobre o poder negativo da unidade que liga todo o mundo islâmico?

Resposta: O poder da unidade que estamos gerando a partir da nossa conexão com a ajuda do método da Cabalá é o poder superior. Através dele, nós podemos subir ao próximo nível, que está acima da nossa vida terrena. Positivo e negativo, amor e egoísmo, se equilibram, e dentro de seu relacionamento nós sentimos uma nova vida, uma vida espiritual.

Desta forma, nós adquirimos uma imensa força espiritual que é incomparável em sua intensidade à força egoísta de nossos inimigos.

Pergunta: Não há nenhuma força espiritual em sua unidade?

Resposta: Esse é um poder do ódio contra tudo o resto. Não pode haver nada de espiritual nele.

De Kab TV “Uma Nova Vida” 27/08/14

Bagagem Velha É Uma Obstrução Para Uma Vida Nova

Dr. Michael LaitmanPergunta: O povo de Israel não tem unidade, um objetivo comum. Qual é a razão para esta separação? Talvez estejamos nos deixando levar em demasia pelo modo de vida ocidental, onde todo mundo tem sua própria ideologia e metas?

Resposta: Nós temos que sair do exílio e carregar todas as suas características dentro de nós mesmos. Mas isso não significa que devemos permanecer assim. Por que nós voltamos a esta terra para viver como o povo de Israel na terra de Israel?

Algumas décadas atrás, eu pertencia a uma nação, você a outra, e ele a uma terceira. Nós vivíamos em diferentes culturas e em diferentes localidades geográficas. Então viemos a Israel, mas nada mudou. Esta é uma reunião de exilados, cada um vem com sua própria bagagem, protegendo o que está dentro. Ou será que vamos querer abrir essa bagagem e, desde dentro, nos unir e tornar uma nação?

A força de união é a principal força da natureza, pela qual vivemos. Porém, a força de separação a confronta. Estas duas forças devem estar em equilíbrio. Isso acontece em todos os lugares e sempre: prós e contras, quente e frio, tensão e relaxamento.

Os dois opostos parecem estar sempre lutando entre si, mas, na verdade, eles se tornam conectados. A vida é a combinação dessas duas forças opostas.

Mas o ser humano tem apenas uma força negativa, o egoísmo, e não tem força de conexão. Mesmo que nos unamos, também é devido à força egoísta. Eu só quero usar alguém para o meu próprio benefício e é por isso que faço algo bom para ele, a fim de me aproximar dele.

Nós não temos nada, exceto a força egoísta negativa. Mas, se diz, “Eu criei a inclinação ao mal, e criei os meios para corrigi-la, a Luz que Reforma”. Há uma força que se opõe a nossa inclinação ao mal, que é a Luz, uma força interna especial da natureza que nos é revelada quando estamos unidos.

Se nos reunirmos para buscar essa força, nos conectando, vamos encontrá-la. Ela permitirá que nos elevemos acima do nosso egoísmo e o subjuguemos. Ou seja, esse poder da unidade deve ser revelado mais do que o nosso egoísmo.

Ao fazermos um esforço para nos conectarmos, nós revelamos cada vez mais a força interior de unidade. Como resultado, esta força de unidade se torna mais forte do que a força de separação e começa a dominar. Assim, nós nos tornamos portadores de duas forças: a força de separação que age internamente e a força unificadora que age externamente.

A sociedade humana viverá uma nova vida especial porque nós temos duas forças, não apenas uma. Através da sabedoria da Cabalá, vamos conseguir uma conexão especial e obter a verdadeira força de união. Esta força não vai ser egoísta, como num bando de terroristas, mas nos elevará acima do nosso ego. A força de conexão e a força de separação vai existir simultaneamente, nos equilibrando e elevando para um novo grau, uma nova vida.

De KabTV “Uma Nova Vida” 27/08/14

A Unidade Não É Determinada Por Uma Ordem De Cima

Dr. Michael LaitmanPergunta: Durante o recente ataque de mísseis e da operação militar “Rocha Duradoura” havia um sentimento geral de unidade entre as pessoas em Israel. Mas como podemos manter a unidade? Afinal, quando a operação militar acabou, ela começou a desaparecer novamente. Mesmo o primeiro-ministro disse que teria sido melhor se tivéssemos continuado a viver em tal unidade.

Resposta: Mas o governo não pode fazer nada aqui. A unidade não é determinada por uma ordem de cima. O governo só determina leis, estruturas e limites e não pode invocar a compaixão, o amor, o calor, a unidade ou a conexão nas pessoas.

Não é trabalho do governo. O governo pode fornecer os meios, os recursos e o poder, mas não se ocupar disso. Preocupar-se com a garantia mútua é obrigação da sociedade, dos cidadãos.

De KabTV “Uma Nova Vida” 27/08/14

Como Curar A Praga Do Antissemitismo No Mundo

Dr. Michael LaitmanO povo judeu já existia há 4000 anos. Eles emergiram da antiga Babilônia graças a Abraão que reuniu em torno dele alguns escolhidos entre todos os babilônios. Depois disso, esse grupo realizou o exílio egípcio, a peregrinação no deserto, os eventos no Monte Sinai, e voltou para a terra de Israel onde construiu o primeiro e segundo Templos.

Nos primeiros dois mil anos, desde a saída da Babilônia até a destruição do Segundo Templo, nós vivíamos como um povo espiritual de acordo com as leis do “Ama o próximo como a ti mesmo”, em garantia mútua e unidade, como uma grande família . Esta é a forma que o povo de Israel deve viver. Só desta forma ele pode existir em segurança, e ninguém pode escravizá-lo.

“O amor por Israel” não é um conceito abstrato. Pelo contrário, indica que cada um ama o seu povo e está ligado a ele. Mas a perda desse poder da unidade entre nós foi simbolizada pela destruição do Templo. Nós caímos do amor fraternal ao ódio infundado para com os outros, e assim fomos expulsos desta terra, para o exílio por 2000 anos.

Nos últimos dois mil anos, nós não temos sido um povo. Afinal, o povo de Israel são os mesmos babilônios que se conectaram com base nos ensinamentos de Abraão, o que significa a lei do amor fraterno, a unidade e a conexão. Portanto, hoje nós não somos um povo. Eu espero muito sinceramente que a última guerra finalmente nos force a compreender que somente o retorno ao “amor de Israel”, isto é, “Ama o próximo como a ti mesmo” nos leve de volta ao estado corrigido.

E, sem isso, não podemos existir. Enquanto isso, nossa nação existe em tal forma que não é apropriada para ela, que nós aparentemente achamos que é certa. Mas este é apenas um alívio temporário que nos foi dado de cima por um determinado tempo, para que possamos nos desenvolver como pessoas e retornar ao amor fraternal.

Na última campanha, “Escudo de Proteção”, em agosto de 2014, nós vimos que as pessoas estão começando a entender que é necessário unir e ter medo de perder a unidade alcançada no final da operação militar.

Desta vez, uma mudança está acontecendo entre as pessoas. A singular impressão interna se manteve que especificamente esta unidade é vital para nós. Portanto, hoje eu tenho esperança de que nós não vamos deixar essa centelha que foi acesa em nós desapareça. A nação retorna à vida diária, cada um com seus problemas pessoais. Mas, mesmo que isto seja assim, nós não perdemos este anseio de unir que nasceu em nós durante a guerra. Assim, nós podemos abordar o conceito de “povo de Israel”.

Se começarmos a nos aproximar, vamos realmente criar um escudo de proteção acima de nós e alcançar a existência segura do povo de Israel na terra de Israel. Tudo depende apenas de nossa conexão entre nós. Isto é porque nós somos um povo criado a partir de um grupo que foi reunido a partir de representantes de todos os babilônios com base na unificação e amor.

Especificamente graças a esta mensagem, eles seguiram Abraão. Assim, se hoje nós podemos ser, pelo menos de alguma forma, semelhante ao grupo espiritual que existiu há 4.000 anos, mereceremos uma vida completamente boa, segura e estável nesta terra.

Nós sentimos isso ultimamente, o mundo inteiro começou a se relacionar com Israel de uma maneira muito hostil: todas as nações, sem exceção. Isto é simplesmente uma praga que se espalhou por toda parte. Ela só vai parar se o povo de Israel se unir e mostrar ao mundo inteiro uma nova forma de vida, um novo povo, uma nova nação, que existe em função da unificação de todos os seus cidadãos, em vez de existir para o bem de seu ego com constante competição e hostilidade.

O mundo espera um bom exemplo de nós e não está conseguindo. Assim, ele culpa o povo judeu por todos os seus problemas. A culpa dirigida a Israel é o reconhecimento de sua dependência dele. As nações do mundo entendem que suas vidas dependem de Israel que não tem exercido a sua função, a sua missão. O mundo está esperando que o povo de Israel se torne um exemplo das novas relações entre as pessoas e a boa vida.

De Kab TV “Uma Nova Vida” 27/08/14

A Guerra Com Um Inimigo Sem Rosto

Dr. Michael LaitmanPergunta: A recente guerra [em Israel] deixou as pessoas com a sensação como se nós tivéssemos perdido o controle da situação e a capacidade de viver uma vida normal em nosso país. Acostumamo-nos com a sensação constante de ansiedade, incerteza, à espera das sirenes e a incapacidade para dormir à noite.

Aparentemente, a guerra acabou, mas nós sentimos que não conseguimos paz, segurança e a resolução deste conflito. Um acordo foi assinado, mas ninguém acredita nele. Já assistimos a sete acordos de cessar-fogo que foram violados. Onde está a garantia de que este será observado?

A pressão externa está crescendo, e Israel encontra-se em isolamento internacional. Esta guerra trouxe grandes danos para a economia de Israel e uma onda de demissões. Há um sentimento de insegurança minando nossos alicerces: o exército, o governo. O que está acontecendo conosco e o que podemos fazer nesta situação?

Resposta: Eu realmente simpatizo com este sentimento geral de ansiedade, medo, frustração, amargura e desespero, e ao mesmo tempo estou cheio de esperança e confiança, que não existiam antes.

Parece-me que desta vez nosso povo finalmente sente toda a instabilidade da nossa posição e será capaz de acordar para a correta exigência de segurança e estabilidade, que não foi cuidada e foi negligenciada até mesmo antes.

Lembro-me que a Guerra dos Seis Dias despertou emoções tão fortes em mim, como se tivesse nascido de novo. Sentia-me como um judeu, com meu próprio país, que agora foi se estabelecendo corretamente, seguindo em frente e construindo-se em uma nova forma. A partir desse momento comecei a fazer todos os esforços para sair da antiga União Soviética e me mudar para Israel. Por sete anos, de 1966 a 1974, fui recusado e lutei pela oportunidade de me repatriar.

Havia um sentimento de que Israel estava se movendo na direção certa. Mas quando eu vim para Israel, senti que as pessoas estavam numa espécie de euforia após a Guerra dos Seis Dias. Havia uma sensação de que estávamos mais fortes e não nos importávamos com o resto do mundo. Éramos como uma criança autoconfiante que não entende seus próprios limites, suas forças e deveres.

Esta vitória produziu um efeito negativo sobre o nosso povo, enchendo-o com tanto orgulho que ultrapassou os limites do orgulho nacional necessário. Perdemos o senso de moderação e saímos do equilíbrio, negligenciando todos os limites, que tivemos que estabelecer para nós mesmos. Tivemos que educar nosso povo e organizar a vida dentro e fora do país da maneira correta. Mas em vez de tudo isso, havia apenas um sentimento de desprezo, orgulho e confiança em nosso heroísmo.

Após a guerra do Yom Kippur, não era perceptível que a nação tinha recebido alguma correção. Acho que Golda Meir, que era a chefe do governo naquela época, esperava que houvesse uma séria análise interna a ser feita, uma reconsideração da atitude deles e se chegaria a algum tipo de equilíbrio entre as partes em conflito. Mas isto não aconteceu. As pessoas estavam como surdas.

Todas as operações militares subsequentes deixaram a mesma pegada — a guerra do Líbano, ataques terroristas, atentados em ônibus — foi uma desgastante guerra com os terroristas. A guerra do Golfo foi adicionada a isto, quando não pudemos fazer nada com os mísseis de Saddam que eram lançados sobre nós. Nós tivemos muitas oportunidades para a análise interna, mas não as usamos.

Só agora, na última guerra, é a primeira vez que sentimos que estamos contra um inimigo que não pode ser derrotado por meios convencionais. Não há ninguém para assinar um acordo de paz porque não é um Estado, mas simplesmente uma gangue de terroristas com quem nada pode ser feito.

É possível lutar com um país, ir para a batalha, chegar a algum tipo de resultado, depois assinar um acordo e deixar por isso mesmo. Nós saberíamos que estes acordos seriam executados pelo menos em certa medida e nos manteriam em alguma estrutura.

Mas aqui não há ninguém com quem assinar um acordo. Claro, os acordos que assinamos agora não valem nada. Uma vez que os terroristas tenham uma oportunidade, eles vão nos atacar, nem mesmo recordando o papel em que seus nomes são assinados.

Além disso, nós não assinamos um acordo com eles porque não reconhecemos esse direito ao Hamas. E eles não reconhecem o nosso direito de existência. A guerra contra os terroristas é uma guerra com um inimigo sem rosto. Eles podem prometer algo a você hoje e amanhã fazer o que quiserem.

Portanto, nós certamente não conseguiremos alcançar quaisquer acordos de paz. O cessar-fogo pode durar meses ou anos, ou pode acabar amanhã. Todo mundo está ciente disso: nós e eles. Nós estávamos sob pressão da Organização da Nações Unidas, dos Estados Unidos e da Europa, mas eles entendem que estes acordos são inúteis, porque têm o mesmo problema com esses terroristas.

Portanto, eles querem acordos assinados com eles às nossas custas que permitirão à Europa e à América existirem pacificamente. Eles jogam Israel como um osso para o cão. Nós precisamos tentar não nos transformar em tal osso porque somos dependentes da Europa e dos Estados Unidos, portanto estamos numa situação difícil.

Mas todas essas condições despertam muita esperança em mim de que o povo de Israel eventualmente comece a descobrir qual é a solução, do que nós dependemos, que poder pode nos ajudar, e onde ele está. E então nós vamos reconstruir nossas vidas de uma nova maneira.

De Kab TV “Uma Nova Vida” 27/08/14

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 38

Do livro: O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein

Os Postulados da Teoria da Integralidade

O desenvolvimento começou com o Big Bang.

O desenvolvimento está na conexão.

As tendências de desenvolvimento estão numa crescente complexidade de conexões.

O programa de desenvolvimento “empurra” para a conexão com “o destinatário correto”.

O propósito do programa de desenvolvimento é conectar os opostos absolutos.

Sociedade Perfeita De Abraão, Parte 2

Dr. Michael LaitmanPergunta: A Torá nos diz que o Criador disse a Abraão para qual terra ele deveria ir ao sair da Babilônia. Portanto, ele inicialmente sabia para onde estava indo?

Resposta: Não. Não se trata de coordenadas num mapa. Se não pensamos em milênios de história, também não consideramos quilômetros da superfície da Terra. Tempo e distância não têm controle lá. Quando o sentimento interior de uma pessoa, chamado de “seu Criador”, lhe diz o que procurar, aonde ir, isso significa que ela deve se mudar não para outro local, para um novo local de residência, mas para o próximo estado espiritual, que será ser chamado de “a terra de Israel”.

Pergunta: Essa é a “terra” que ele encontrou em si mesmo?

Resposta: Claro. Porque o conceito de “terra” (Eretz) é derivado de “desejo” (Ratzon). “Eretz Yisrael” (terra de Israel) significa o desejo que visa “direto ao Criador” (Yashar-El). Quando você chega ao ponto em que todos os seus desejos são direcionados ao Criador, então se diria que você chegou, entrou “na terra de Israel”, mesmo que você esteja no Canadá, na África, nos EUA, ou em qualquer lugar. Depois de tudo, o corpo não é levado em conta. A questão toda está no desejo de uma pessoa.

Vamos voltar a Abraão. Ele trabalhou com seus alunos na unidade. Muitos Cabalistas escrevem sobre isso, especialmente Maimônides, o grande Cabalista do século XI e XII. Abraão começou a trabalhar com eles de acordo com o sistema do “ama ao próximo como a ti mesmo”, e assim começou a se unir, montar e “formar” uma sociedade totalmente nova a partir deles, em que todos estavam conectados internamente a todos os outros.

Estados, países e pessoas também estão conectados, mas externamente, o que significa que eles têm sistemas de assistência à saúde, segurança social, leis, educação, etc., mas não estamos falando sobre os sistemas externos, mas os sistemas internos de conexão entre as pessoas. Esta abordagem de Abraão é diferente do conceito de Nimrod, que ofereceu às pessoas se dispersar de forma a não interferir uma com a outra e, ao mesmo tempo, mantendo contato à distância.

Pareceria, de fato, deixar os diplomatas negociar, deixar os comerciantes levar caravanas ao longo da “Rota da Seda”, ou “dos Vikings aos Gregos”, deixar os marinheiros descobrir a América, etc. Mas aqui nós estamos falando de outra viagem, sobre a conexão interna uns com os outros. Nós não estamos falando de corpos, mas de intenções, foco e superação de obstáculos internos. A pessoa viaja não nas montanhas, e não através do deserto do Sinai, mas através do deserto da alma, porque sente que a sua atitude para com os outros é um deserto que a seca, em que não há nada com que se preencher.

É por isso que a maneira de se aproximar de outras pessoas é através do deserto. Então, a pessoa realmente se aproxima delas; internamente, através do “deserto de Sinai”, ela chega à “terra de Israel”. Aqui ela encontra o seu desejo “que mana leite e mel”, que emanando, “irradiando” todas as coisas boas.

Em essência, este é o “paraíso”. No passado havia um deserto, ou mesmo “inferno”, e agora o “Jardim do Éden”. Indisposição de entrar em contato com outras pessoas, o ódio ao próximo, tudo isso é transformado em bondade.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 27/08/14

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 37

Do livro: O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein

O Átomo – É O Produto da Unificação

“Cerca de cem segundos depois do Big Bang, a temperatura teria caído para um bilhão de graus, a temperatura no interior das estrelas mais quentes. A esta temperatura prótons e nêutrons já não teriam energia suficiente para escapar da atração da forte força nuclear, e começariam a se combinam para produzir os núcleos dos átomos de deutério…”. (Stephen Hawking e Leonard Mlodinow, Uma Breve História do Tempo)

Curiosamente, demorou apenas um minuto e meio após a explosão universal, e o processo foi revertido. Figurativamente falando, a matéria, despedaçada, começou a se recuperar.

A questão que se coloca. Nós estamos caminhando para um estado original ou, talvez, para outra coisa?

Esta questão exige uma investigação especial, razão pela qual nós vamos deixá-la para tempos melhores e avançar para coisas mais urgentes. Por exemplo, para os átomos: os resultados concretos da política de unificação.

“O átomo (do grego, ‘átomos’ – indivisíveis) é a menor partícula de um elemento químico que conserva as suas propriedades. Um núcleo positivamente carregado está no centro do átomo, que concentra quase toda a massa de um átomo; elétrons, formando as conchas de elétrons, cujo tamanho determina o tamanho de um átomo. O núcleo atômico é constituído por núcleons: prótons e nêutrons”. (Dicionário Acadêmico).

Parece que o processo de unificação começou a ganhar impulso. Separados, distintos em suas propriedades, os elementos estão se tornando unidos em um sistema inteiro.

Curiosamente, qual é o comportamento do quantum – a menor quantidade de qualquer propriedade física da substância ou radiação, que um sistema pode ter? (Dicionário AcadêmicoE quanto à sua unificação? Ocorre perfeitamente. Alguns pesquisadores até mesmo aplicam o termo “social” para o quantum.

“Quanta são altamente sociáveis: uma vez que eles compartilham o mesmo estado idêntico, eles permanecem ligados, não importa o quão longe eles viajam uns dos outros”. (Ervin Laszlo, O Universo Interconectado)

A declaração acima é confirmada, por exemplo, no experimento conduzido na Suíça.

Pesquisadores da Universidade de Genebra tentaram detectar a coordenação de fótons “entrelaçados”. Descobriu-se que os fótons “entrelaçados”, afastam-se uns dos outros, “geridos” para mudar totalmente seus estados de forma síncrona. A velocidade de reação coordenada de fótons excedeu a velocidade da Luz mil vezes!

Nós estamos falando de um fenômeno que também é chamado de “entrelaçamento quântico”.

Referência:

“O entrelaçamento quântico é um fenômeno físico que ocorre quando os pares ou grupos de partículas são geradas ou interagem de maneira tal que o estado quântico de cada partícula não pode ser descrito de forma independente – em vez disso, um estado quântico pode ser dado para o sistema como um todo.

As medições de propriedades físicas, tais como posição, impulso, rotação, polarização, etc. realizadas em partículas emaranhadas parecem estar adequadamente correlacionadas”. (Wikipedia, “Entrelaçamento Quântico“)