Textos na Categoria 'Intenção'

Momentos Da Sua Vida

Dr. Michael LaitmanAcabamos de ler O Zohar por mais de meia hora. Pergunto-lhes: durante todo este tempo, quantas vezes cada um de vocês desejou a chegada da Luz que corrige, esperando que algo acontecesse? Está escrito que os anjos perguntam à pessoa depois que ela morre: “você estudou a Torá e esperou a salvação?”.

Quantos momentos você passou esforçando-se, tentando não deperdiçar e “agarrar” algo muito importante, como um goleiro que guarda a meta, ou um caçador perseguindo uma presa? Você estava apaixonadamente antecipando isso, do mesmo modo que você se sente antes de um encontro muito aguardado com sua amada? Quanto tempo você permanece nesse estado? Quantas vezes você retorna novamente a essa aspiração?

Apenas estes momentos contam na vida. Eles são resumidos e determinam a velocidade da vida. Os outros momentos realmente não existem….

Da  2ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/03/11, O Zohar

Purim: O Fim Da Correção

Geralmente é costume de diferentes nações celebrar feriados como uma forma de honrar certos eventos históricos que aconteceram neste mundo. Mas já que a nação de Israel se separou das outras para realizar uma missão especial, para concluir a correção da natureza humana sobre si mesma e então para toda a humanidade, seu feriado, então, tem um significado especial : O pergaminho (Megilat) de Ester, que foi dedicado a Purim e que fala sobre Mordechai, o rei Ahashverosh, e a Rainha Ester, que salvou os judeus da destruição após o mau Haman planejar sua morte, realmetne explica como obter tal objetivo. è por isso que está escrito que todos os feriados serão cancelados no futuro com a exceção do de Purim porque em tal feriado, naquele nível, a Luz Brilha e inclui todos os níveis prévios.

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Haman e a Sua Família

Pergunta: O feriado de Purim simboliza a oposição de duas forças: Mordechai e Haman. Então, por que somos “estimulados” a ficar tão bêbados nesse dia que não podemos dizer a diferença entre Haman e Mordechai?

Resposta: Isso acontece após a análise em que você usa todos os Kelim, quando tudo já está bem claro. Você pendurou Haman e seus dez filhos em uma árvore, ou, em outras palavras, na cauda da letra Kuf (ק). A iluminação não vem mais debaixo do Tabur, a fim de dar vida às forças impuras (Klipot). Não há Klipot se você tenha destruír todas as intenções egoístas. [Leia mais →]

O Projetor De Raios Laser Da Alma

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu não posso aspirar à doação, já que não tenho a menor idéia dela. O que é a doação?

Resposta: Qualquer qualidade espiritual, como a doação e amor, é revelada a partir do estado oposto a ela, já que não sabemos o ela é. Na verdade, se eu soubesse o que é a doação, eu já possuiria essa qualidade.

Mas eu não a possuo. Então, como posso adquiri-la? Posso fazê-lo apenas através da realização de ações mecânicas: eu influencio o grupo, enquanto que o grupo age em mim. E todas essas ações não têm relação com a espiritualidade, que é a razão pela qual nós nos percebemos atualmente como vivendo neste mundo.

Ele é uma realidade imaginária que contém alguns desejos e até mesmo corpos físicos, o que significa que eles não são, de fato, desejos, mas sim algo que não possui livre arbítrio. O mundo espiritual, no entanto, está cheio de desejos, aspirações e forças, como amor, ódio e luxúria, que são as manifestações do desejo do homem. E sem essa manifestação do desejo, não há um mundo; ele não existe.

É semelhante a uma imagem a laser: eu ligo o laser e a imagem aparece no ar. Se eu não ligá-lo, não haverá imagem. Esta é a maneira como percebemos o mundo espiritual. Quanto ao mundo material, ele existe mesmo sem a manifestação da minha vontade. Nesta realidade, eu passo por ciclos de vida, e isto me transforma sem eu estar ciente, sem pedir a participação da minha parte.

Por isso, esta realidade me parece tão “material”. Todas as mudanças que ocorrem nela ocorrem sem a minha participação consciente, meu esforço para a doação; elas simplesmente se desenrolam naturalmente, sob o impacto da força superior que empurra tudo para evoluir.

Mas quando, neste mundo corpóreo, eu alcanço um estado em que quero tomar parte ativa no meu desenvolvimento, a pergunta sobre o sentido da vida surge em mim. E a partir deste momento, eu começo a procurar a resposta.

Agora, é tudo para que eu comece a ativar a realidade espiritual. No instante em que fico pronto para isso, eu vou descobrir a parte da realidade que foi ativada por mim. É o que você pode considerar como o seu primeiro nível espiritual.

Assim, todas as nossas ações devem começar com a corporalidade, com a idéia de que eu me obrigo a influenciar o ambiente e o ambiente influencia a mim, em todas as formas possíveis, usando todas as forças e capacidades disponíveis, como está escrito: “Faça tudo o que você pode!”, o que significa agarrar qualquer oportunidade, não importa qual seja.

Afinal, se você realizou todas essas ações na forma material, ou seja, sem a correta participação consciente, você ainda desperta essa realidade. Esta é a forma como ela é construída.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/3/2011 sobre A Oração

O Homem Pode Atingir A Mente Do Criador

Dr. Michael LaitmanQuando a criatura começa a ser esclarecida sobre o que é o livre arbítrio, ela percebe que, se a qualidade de doação está acima da qualidade de recepção, então ela lhe traz a  verdade e a liberdade! Assim, a criatura escolhe a doação, pois entende que somente a doação transmite a integridade e a independência de seus desejos, isto é, a verdade absoluta que está acima do Criador, bem como da criatura.

O homem atinge um estado elevado. Afinal, o Criador e a criatura residem em suas qualidades correspondentes: as do Criador e da criatura. Mas o homem tem que fazer uma escolha que é independente de ambas as qualiades.

Parece que a força do Criador e a força da Criação ficam uma contra a outra, enquanto o homem realiza um ato único considerado como “oração”. Ele faz uma escolha que se encontra acima destas duas forças. Desse modo, o seu novo desejo (Kli) é produzido, onde a qualidade de recepção e a qualidade de doação, ou o atributo do Criador e o atributo da criatura, unificam-se como um, acima dessas qualidades.

É assim que o homem recebe um único resultado: ele descobre Keter do Criador. Não se trata dos atos do Criador, através dos quais o próprio homem é criado, mas Seus pensamentos, o plano que precede a criação. Este é o resultado da linha média que se eleva sobre as duas primeiras: a direita e a esquerda, as qualidades do Criador e da criatura, que atingem o homem em ação. Mas, na linha média, o homem sobe acima do início da Criação.

Aqui se desenvolve uma nova oportunidade dada à criatura: subir acima de todas as forças existentes e qualidades. Na verdade, todas as forças, qualidades, desejos, genes de informação, tudo o que existe no universo e é revelado a nós – a matéria da recepção, a força de doação – são apenas os instrumentos para levar a criatura à noções mais elevadas que precedem o ato de Criação.

Assim, em cada estado onde a criatura precisa fazer uma escolha correta, ela se sente totalmente impotente em relação ao ponto que precede todo seu nascimento. Ela precisa discernir os vasos e a Luz, o desejo de receber prazer que ela possui e o desejo de doar, ao passo que a escolha está acima de ambos.

A oração nasce quando a criatura percebe que no estado que ela chegou, como resultado de todos os seus discernimentos, ela não tem e não pode ter qualquer chance de se elevar acima dessas opções igualmente valiosas e tomar uma decisão. Aqui, o Criador tem a palavra final!

Nós achamos que precisamos do Criador apenas para derrotar a força do egoísmo com a nossa própria força de doação, para destronar o Faraó. Mas há mais do que isso, do que um simples confronto dos desejos, quando o homem fica entre as duas forças: o Criador e o Faraó. A essência não está em esclarecer quem é mais poderoso e, portanto, quem vai ganhar, mas sim em unir essas duas forças em uma só, na linha média, e subir acima delas.

Da 1a  parte da Lição Diária de Cabalá 10/03/11, sobre a Oração

Perguntas Durante A Lição Do Zohar, Parte 2

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que temos que pensar nos outros, mesmo se entendermos que no fundo é uma mentira? Será que temos que mentir para nós mesmos durante a leitura do Livro do Zohar ?

Resposta: Nós mentimos sobre tudo, porque não temos a verdadeira conexão com o outro, mas apenas “brincamos” como se tivéssemos. Eu não desejo me conectar com os outros, mas eu brinco de ser um “bom menino”: eu li O Zohar desejando mudar sob a influência dessa leitura, para compreender a forma na qual não estou corrigido, e porque não consigo atingir o estado perfeito. Eu procuro! Em suma, durante a leitura do Zohar, eu espero mudanças para melhor. Isso é chamado de “aguardar o resgate”.

Pergunta: Eu me obrigo a voltar para a intenção mesmo que isso seja realmente uma guerra. Isso vai ajudar o nosso trabalho em grupo?

Resposta: Justamente a guerra interna nos dá um bom resultado! Sem esta guerra, a pessoa não avança, porque os seus desejos não são renovados. Somente sob a condição de que ela conduza uma guerra consigo mesma é que novas Reshimot despertam nela, e ela constantemente sente oposição. É assim que as coisas deveriam ser!

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabaá 13/01/11, O Zohar

Mude Seus Pensamentos E Você Verá Um Mundo Diferente!

Dr. Michael LaitmanHoje, em função do terremoto que se abateu sobre o Japão, vemos como a natureza ameaça a nossa existência. Afinal, nós estamos realmente vivendo no topo de um vulcão gigante que está fervendo nas profundezas do subterrâneo, enquanto existimos sobre uma fina camada da crosta terrestre.

Das profundezas da terra, extraímos óleo, água e minerais, e usamos vegetais e animais que existem sobre sua superfície como alimento, e respiramos o ar atmosférico. Nós somos totalmente dependentes dos processos que acontecem na crosta da Terra.

Além disso, somos influenciados por muitos outros fatores: campos magnéticos, a força de atração, todos os tipos de radiação, a velocidade de rotação da Terra, e assim por diante. Mas não podemos sequer imaginar que a menor alteração em qualquer um desses parâmetros pode mudar radicalmente nossas vidas!

Todos os cataclismos naturais são causados ​​pelo desequilíbrio de forças, que está acontecendo como resultado das nossas ações incorretas. O universo inteiro é um sistema único que inclui os níveis inanimado, vegetal e animal da natureza, assim como o homem. A maior parte do universo pertence ao nível inanimado da natureza: este é o universo inteiro, incluindo a Terra. As plantas cobrem apenas a sua superfície, e o reino animal compreende uma parte ainda menor; e, comparado com tudo isso, apenas uma pequena fração pertence ao homem.

No entanto, na dimensão espiritual, leva-se em conta não a quantidade ou a massa, mas a qualidade de suas forças. Portanto, o homem, que está em um nível qualitativo mais elevado de desenvolvimento, pode mudar todo o universo com apenas um pensamento. O Baal HaSulam escreve que toda a natureza inanimada é igual a uma planta, todas as plantas a um animal, e todos os animais a uma pessoa.

Em outras palavras, se uma pessoa faz qualquer pequena mudança para o bem ou para o mal, isso muda todo o reino animal. O mundo vegetal sofre mudanças ainda maiores, como resultado, sem mencionar o que acontece com a natureza inanimada. Isso porque todo isso é um sistema único!

Portanto, nós temos que mudar a nós mesmos e alcançar o equilíbrio entre todos. Só então é que todas estas forças da natureza, que estão abaixo do nível humano – a totalidade do mundo animal e vegetal, e toda a natureza inanimada – também vai atingir o equilíbrio.

Pergunta: Como podemos convencer a todos que o mundo é controlado pelos nossos pensamentos?

Resposta: É impossível conseguir isso através dos mundos. Temos que trazer o mundo à sensação interna de que o pensamento é a força mais poderosa do universo inteiro. Mas temos que provar a mesma coisa para nós mesmos! Se eu percebi que meus pensamentos influenciam o mundo inteiro, será eu lhes permitiria “ir com o fluxo”, livres e descontrolados? Não, a cada momento eu iria verificar o que estou pensando, onde estou direcionando meus pensamentos, e o que estou influenciando. Eu me controlaria constantemente!

Nós simplesmente não conseguimos explicar isso para nós mesmos ou para o mundo. Não conseguimos medir o poder do pensamento, e especialmente, o grau de sua influência sobre eventos específicos. Nós nunca seremos capazes de dar ao mundo uma prova da presença desta conexão. Então, como vamos trazer o mundo ao equilíbrio?

Só existe uma solução: nós, aqueles que entendem isso e estudam a Cabalá, temos que atrair a Luz Superior através de nós mesmos, de modo que isso dará às pessoas a consciência “interior” do fato de que tudo na natureza está interconectado e que precisamente os nossos desejos (corações) e pensamentos (mentes) determinam o estado do mundo.

Precisamente a Luz Circundante, que influencia a todos de forma imperceptível, evocará a compreensão interior nas pessoas, de que seus pensamentos e intenções influenciam o estado do sistema da natureza, onde os níveis inanimado, vegetal, e  animal da natureza, assim como o homem com a sua intenção, estão unidos em um.

Da Lição sobre o Shamati em 11/03/11

Elevar-se À Raíz Da Criação

Dr. Michael LaitmanDizem que “todos os portões estão trancados” para a oração do homem, “exceto o portão das lágrimas”. Mas, pelo o que nós devemos orar e pedir, que decisão, se recebemos duas forças e discernirmos a sua oposição? A parte superior proporciona a força da Luz Circundante, o egoísmo desperta contra ela, e nós ficamos entre as duas forças: a da direita e a da esquerda.

Mas a propriedade que precisamos atingir pertence ao Pensamento da Criação de agradar a criatura. Ela está acima de todos os resultados, ações e forças. Esta mente, a cabeça da parte superior, é precisamente o que a parte inferior (a criatura) se esforça para alcançar!

Ela não tem a menor chance de conseguir isso sozinha, através do próprio esforço, já que existe uma diferença entre o pensamento superior (as decisões) e os seus resultados e ações. E nós, sozinhos, somos os atos do Criador.

Assim, quando o homem esgota todos os seus recursos, tendo feito tudo o que podia, descobre uma propriedade especial com a qual não tem nenhuma conexão. É uma decisão, um plano, criar a criatura, todo um programa concebido muito antes de sua criação. O homem consegue  saber quem é o próprio Criador, que idealizou tudo isso, e porque Ele o concebeu assim: a raiz próprio ponto do qual nasceu a criatura.

Este desejo está oculto na menor ação, e ele nos dirige desde o início! Mas nós chegamos a ele só depois de uma busca muito longa, após muitas ações. E quando nós chegamos lá,  descobrimos o que foi dito: “Todos os portões estão trancados, exceto o portão das lágrimas”.

Ele é considerado como o “portão das lágrimas”, porque todas as tranças dos “cabelos” da Luz (Partzufim Searot, os “cabelos”), que se estendem até nós de Cima para baixo, da parte  superior que está “lutando” (Soer) e sofrendo enquanto antecipa a nossa chegada, são reveladas agora apenas como “gotas da sorte” (“Mazal“, do hebraico “Nosel” – pingar), as gotas de Luz que gotejam sobre nós. E a pessoa pode alcançar a sua causa, o motivo e a razão desses efeitos descerem a nós apenas para conhecermos Rosh de Atzilut (a cabeça do mundo de Atzilut).

Isso só pode ser alcançado através do portão das lágrimas, ou o estado onde a  pessoa consegue saber a diferença entre o “corpo” (Guf) do Partzuf e sua “cabeça” (Rosh). Ela não consegue alcançar e compreender a cabeça da parte superior, sua mente, mas graças a esta oração, ela a alcança.

De fato, ao estudar todas as ações do Criador, nós recebemos alguma idéia sobre Sua mente. Do mesmo modo que quando olhamos para uma mesa, conseguimos adivinhar o que o criador tinha em mente, nós também, ao estudarmos a nós mesmos e revelarmos interiormente as ações do Criador, constantemente acumulamos este ardente desejo de entendê-Lo e, gradualmente, chegarmos ao portão das lágrimas.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 10/03/11, sobre a Oração

O Diretor-Geral Do Criador, Que Governa A Criação Inteira

Dr. Michael LaitmanNós residimos em um sistema de forças que se expandem de cima para baixo. Portanto, uma escada de degraus foi formada neste sistema, onde cada degrau é feito de forças opostas, em suas várias combinações, tanto em altura quanto em qualidade. E toda a diferença nessas forças reside na profundidade do nível do desejo (Aviut) que elas trabalham, visto que a profundidade do desejo muda sua qualidade. Afinal, o desejo pode ser de qualquer grau: inanimado, vegetal, animal e falante (0-1-2-3-4).

Mas quando começamos a subir, nós só recebemos uma força, a princípio: a de recepção. Então, começamos a trabalhar com o grupo, e dentro dele vemos a segunda força: a de doação. É contra essa força que descobrimos a força de recepção, que não é o mesmo desejo terreno com o qual chegamos aqui, inicialmente.

Quando começamos a estudar Cabalá e tentamos nos unir ao grupo, nós atraimos a Luz que ilumina um novo desejo dentro de nós, que é contra a unificação, o grupo, o amor e a doação. Então, com a ajuda desta Luz, conhecemos o nosso mal.

Somente devido ao envolvimento no grupo é que estas duas forças emergem na pessoa e se colocam em oposição entre si: a força do amor e a força do mal, sendo que ambas estão conectadas à meta espiritual com a qual a pessoa está trabalhando, a fim de alcançá-la. E todas as qualidades e tendências que ela tinha ao chegar à Cabalá realmente não importam. Elas são simplesmente os atributos de seu corpo animal.

Portanto, todo o sucesso no avanço depende da forma como a pessoa se esforça para se envolver no grupo e chegar a união. Ela vai conhecer a força de rejeição, e ambas as forças vão começar a agir: às vezes uma após a outra e, outras vezes, chocando-se uma com a outra. Então, ela vai conhecer a força da oração, sem a qual é impossível unir essas duas forças em uma só.

Por um lado, ela não quer perder o seu “eu” sob o poder infinito da força de doação, mas ela também não quer continuar a ser escrava do seu egoísmo, a força de recepção. Na pessoa, cresce um caráter independente que fica bem no meio entre as duas forças e toma decisões. Ela quer superar estas duas forças, a direita e a esquerda, na linha média. É isso que ela pede ao Criador na sua oração.

A qualidade de Biná que a pessoa recebe, permite que ela mantenha as duas forças em equilíbrio e esteja acima delas. Ela adquire a força de “receber para doar”, que lhe permite doar ao Criador. Ambas as forças, recepção e doação, residem nela, enquanto ela mesma se torna a cabeça (Rosh) do Partzuf espiritual e decide como e de que forma ela pode doar. É assim que a pessoa avança ao longo dos degraus espirituais.

Ela não pede ao Criador que uma força derrote a outra, mas a oportunidade de unificá-las e estar acima delas com a sua “cabeça”. Isto é o que ela pensa o tempo todo. É por isso que ela é considerada como um sábio, um “discípulo do sábio” (Talmid Hacham) que, graças às suas orações, sempre aprende com o Criador (o sábio) a ser capaz de usar as duas forças corretamente.

Assim, a pessoa eleva-se acima da Criação e torna-se como o Criador, usando a força de doação e a força de recepção, permanecendo acima delas e tomando decisões. Da mesma maneira, a criatura começa a agir.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/03/11 sobre a Oração

O Poder dos novatos

Pergunta: Os cabalistas reduzem os desastres do mundo pela força do progresso da sua espiritualidade?

Resposta: Claro que sim. Além disso, ninguém é maior ou menor nesse sentido. As pessoas pensam que um grande cabalista só pode rezar e fazer uma praga ir embora. Mas, na realidade, é o contrário: precisamente, os recém-chegados que têm um ponto no coração, que acabam de despertar, que estão confusos e não entendem nada, podem fazer mais do que os antigos com os seus pequenos, distantes desejos.

Muito parecido com uma criança pequena que se torna o chefe da família, as pessoas que acabam de ser expostas no caminho espiritual e que ainda parecem longe do “negócio real”, podem fazer mais do que os “veteranos” com o desejo simples e os seus fundamentos.

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A partir da parte 4 da “Lição diária de Cabala” 13/3/11