Textos na Categoria 'Feriados'

A Primeira Praga Egípcia: Sangue

962.7Pergunta: A primeira praga egípcia é a água que se transforma em sangue. O que é esse golpe do ponto de vista Cabalístico?

Resposta: No sentido espiritual, a água simboliza a qualidade de doação e o sangue a qualidade de recepção.

Por um tempo, os filhos de Israel viveram na qualidade de doação, da qual se alimentaram, por meio da qual existiram unidos entre si. Mas, de repente, essa qualidade não os une mais.

Até mesmo a quantidade mínima e a qualidade de conexão que eles podiam alcançar desapareceram e eles se sentiram completamente desconectados. Eles viram que o Faraó queria governá-los a tal ponto que não havia mais conexão. Então eles não podiam continuar assim.

A praga pelo sangue é a primeira realização de suas intenções egoístas, que os levam à morte absoluta.

De KabTV, “Estados Espirituais”, 30/01/20

Transforme Sua Visão De Mundo

200.01Pergunta: Qual é o significado espiritual da limpeza para Pessach? Por que de repente temos que limpar tudo?

Resposta: A limpeza de Pessach simboliza que devemos nos purificar completamente de nossos desejos e intenções egoístas.

Pergunta: E todos esses estados são descritos na Hagadá (lendas) de Pessach?

Resposta: Sim. Eles são exibidos ali de forma puramente simbólica. Isso é chamado de Seder Pesach.

“Seder” é a ordem de saída do Egito e “Pessach” vem da palavra “Pasach”, ou seja, a transição. Isso se refere à transição do egoísmo para o altruísmo.

Pergunta: Em princípio, esta é uma instrução clara sobre como uma pessoa cruza o Machsom?

Resposta: Sim. Mas essa não é uma transição física, mas interna, para a qual você precisa se preparar muito.

Pergunta: E não apenas uma pessoa, mas um grupo de pessoas?

Resposta: E como pode uma pessoa ir do egoísmo ao altruísmo sozinha? Isso deve ser feito em sua conexão com os outros, em sua atitude para com os outros. Ela deve transferir todas as preocupações de si mesma para os outros, todas as preocupações consigo mesma para os outros, todas as suas metas pessoais para objetivos gerais, todas as conexões de si mesma consigo mesma em conexão com os outros. Ou seja, ela deve mudar completamente sua visão de mundo.

De KabTV, “Estados Espirituais” 15/04/19

Por Que Me Sinto Assim?

219.01O Criador disse a Abraão que todos aqueles que buscam o Criador terão que passar por 400 anos de exílio, por quatro estágios. Durante esses quatro estágios de exílio, eles receberão adição após adição do desejo de desfrutar, que aumentará cada vez mais, em quatro graus. E de acordo com isso, eles vão querer sair do exílio e finalmente sairão.

O estudo do exílio egípcio não é uma fase fácil porque esse exílio está impresso em nós e nós o sentimos. Passaremos por diferentes estados: ansiando por conexão e rejeitando-a, descidas e subidas.

É uma luta. Por um lado, este é um período muito poderoso e, por outro, não é muito agradável. Então vocês precisam ficar juntos e tentar passar por isso equilibrando corretamente a mente e o coração, ambos agindo ao mesmo tempo.

Se você apenas mergulhar nas sensações, será terrível. E se apenas na mente, será apenas raciocínio abstrato e árido. Portanto, você precisa tentar combinar mente e sentimentos corretamente para entender por que se sente assim.

“Por que” é uma pergunta da mente e o que eu sinto é uma sensação. E quando conectamos a mente e os sentidos corretamente, isso nos dá o Kli certo que nos permitirá sair do exílio. Assim que organizamos tal Kli, imediatamente sentimos que estamos entrando no mundo superior, a realidade espiritual, e começamos a sentir as forças operando fora deste mundo e do Criador que preenche tudo e dirige tudo.

Mas antes disso, teremos 400 anos de exílio, ou seja, quatro etapas de aumento do desejo de desfrutar, e devemos aprender a lidar com ele da maneira adequada. Até que descubramos, não podemos sair do nosso egoísmo. Precisamos descobri-lo, organizá-lo adequadamente, esclarecê-lo em nós mesmos, descobrir o que estamos ganhando às suas custas, etc.

Há um trabalho grande e doloroso a ser feito dentro do desejo egoísta: queremos sair, mas não nos é permitido. E cada vez revelamos como somos fracos, como realmente não queremos ir a lugar nenhum, e não entendemos por que isso é necessário.

Nesses estados, existe o desejo de fugir desse trabalho, e agora é importante ter o forte apoio do grupo, do ambiente e a compreensão de que não há saída e é preciso continuar. Você precisa da estrutura certa que o segurará quando for jogado para cima e para baixo e em todas as direções.

Da Lição Diária de Cabalá 12/03/21, “Pessach”

Alegorias E Propriedades Espirituais

560Pergunta: Em Pessach, comemos matzá e não pão. O que isso significa espiritualmente?

Resposta: O fato é que a rejeição do egoísmo simboliza o êxodo do Egito, do poder do ego. Ao comermos matzá, parecemos demonstrar o que exatamente é a rejeição. Uma pessoa deve se recusar a usar pão porque farinha é uma propriedade e água é outra bem diferente.

Farinha (a propriedade de recepção) e água (a propriedade de doação) não podem estar juntas. O feriado de Pessach simboliza a separação absoluta entre a propriedade de receber e a propriedade de dar.

Pergunta: As pessoas que saíram do Egito passaram por todos esses estados?

Resposta: Sim, elas achavam que era assim que deveriam se comportar.

Pergunta: Era nessas histórias alegóricas que elas deveriam descrever tudo? Não poderia ter sido outra coisa?

Resposta: Não. Não havia outra maneira porque as propriedades espirituais ainda não haviam aparecido. Como você poderia descrever isso? Apenas na linguagem dos ramos.

Existem raízes espirituais. Lá tudo acontece em nossas forças internas, e é impossível descrever por que não conheço essas forças, não as conheço, nem mesmo tenho nomes para elas.

E se eu tomar raízes espirituais e desenhar ramos (consequências) delas em nosso mundo, porque nosso mundo está organizado em exata semelhança com o mundo superior, já posso pegar as palavras “farinha”, “água”, “Egito”, “Mar Vermelho”, e assim por diante, e operar com esses significados enquanto imaginamos que estamos nas raízes espirituais.

De KabTV, “Estados Espirituais”, 15/04/19

Irmãos No Exílio

528.04É o sentimento de exílio que nos empurra para frente e nos obriga a buscar o centro da dezena onde podemos nos conectar e revelar nossa conexão com o Criador. Os sofrimentos do exílio nos obrigam a nos unir como um rebanho de ovelhas amontoadas porque estão rodeadas de lobos.

Da Lição Diária de Cabala 12/03/21, “Pessach”

“Na Terra Do Faraó, Rei Do Egito” (Linkedin)


Meu novo artigo no Linkedin: “Na Terra do Faraó, Rei do Egito”

Há muitas maneiras de pensar no drama que aconteceu entre o Faraó e Moisés no Egito bíblico. Alguns pensam nisso como história; outros o veem como folclore, e outros ainda o veem como uma alegoria para nos ensinar moral. A sabedoria da Cabalá tem uma visão completamente diferente da história do êxodo do povo de Israel do Egito. Ela o vê como um processo que leva a um momento de definição na vida: a libertação do ego e a entrada em uma nova realidade, onde o ego é o servo e o cuidado com os outros é o rei. É por isso que hoje, quando o egoísmo é nosso único governante, é tão importante introduzir os conceitos da sabedoria da Cabalá, uma vez que apenas cuidar dos outros evitará que o mundo exploda em pedaços.

Nos textos Cabalísticos, o Faraó representa o ego, nossa inclinação para nos concentrar em nós mesmos e lutar pela superioridade sobre os outros. O período em que a humanidade está hoje é de fato um período de “Faraó”. Hoje em dia, o Faraó, o egoísmo descontrolado e desequilibrado das pessoas, está vindo à tona. Ele controla nossas vidas, as organiza e não temos para onde fugir de seu controle.

Nos textos Cabalísticos, o Faraó representa o ego, nossa inclinação para nos concentrar em nós mesmos e lutar pela superioridade sobre os outros. O período em que a humanidade está hoje é de fato um período do “Faraó”. Hoje em dia, o Faraó, o egoísmo descontrolado das pessoas está vindo à tona. Ele controla nossas vidas, as organiza e não temos para onde fugir de seu controle. Mesmo quando percebemos que não é bom deixarmos o Faraó governar e nos escravizar, optamos pelo “pão e circo”, pois nos sentimos impotentes contra isso.

No entanto, aos poucos, vai se formando em nós a compreensão de que nossa situação não é como deveria ser. Gradualmente, estamos percebendo que a caça ao prazer sem fim nos deixa vazios no final. Nascemos, amadurecemos, conseguimos um emprego, talvez uma carreira, temos filhos, envelhecemos, adoecemos e morremos. Por que passamos por esses ciclos? Se no final morremos e deixamos de existir, então por que nascer em primeiro lugar? Os pequenos prazeres que temos na vida, se é que os temos, aliviam um pouco da dor que experimentamos no resto do tempo, mas se não sobrar nada de nossas vidas quando eles terminarem, então qual é o propósito de viver, e qual é o propósito do sofrimento?

Quando começamos a fazer essas perguntas, e hoje mais e mais pessoas estão fazendo isso, é um sinal de que estamos começando a discordar do governo do Faraó sobre nós. Este é o início do surgimento do Moisés dentro de nós – uma nova perspectiva de vida que deseja nos tirar das algemas do egoísmo e nos libertar da terra metafórica do egoísmo: o Egito.

A sabedoria da Cabalá não se relaciona com localizações físicas ou com pessoas de carne e osso. Cada personagem no drama é uma força dentro de nós, e cada terra, um tipo de desejo. O Egito representa o desejo de autoindulgência, concentração em si mesmo, enquanto Israel representa o desejo de doar, de se importar com os outros, de se conectar com seus corações. Ambas as “terras” existem em todas as pessoas do mundo; portanto, cada pessoa pode escolher com quem simpatizar: o interior do Egito, o egoísmo, ou o interior de Israel, a doação.

Quando Moisés começa a crescer dentro de nós, começamos a sentir que nossa estada no Egito é premente e opressora. Quando a história de Pessach nos conta que o povo de Israel estava exilado no Egito, isso significa que eles começaram a querer se libertar das algemas do egoísmo, mas o Faraó, o cerne do egoísmo, não os deixou sair livres. Depois de algum tempo nesse estado, a força de Moisés dentro de nós começa a ganhar força e faz com que todos os prazeres que o ego oferece pareçam sem sentido e sem gosto. Não é que repentinamente caímos da riqueza em farrapos, mas que as mesmas riquezas que pareciam tão boas antes, parecem sem sentido, e perdemos toda a alegria por tê-las. Mas, na ausência de quaisquer outros prazeres, sentimos tudo como vazio e fome. Pior ainda, uma vez que ainda não estamos livres do egoísmo e ainda devemos servi-lo, embora não queiramos mais,

Hoje, milhares de pessoas já se sentem assim. Elas são especialmente comuns entre os jovens, que cresceram vendo o estilo de vida dos pais e simplesmente não o querem. Eles não encontram prazer neles, mas também não encontram prazer em nada mais. É por isso que tantos recorrem ao consumo de drogas para esquecer da vida, ou aos esportes radicais ou à violência, procurando freneticamente por algo que os excite e dê uma razão para continuar vivendo. Esses jovens não são fracassados ​​nem tolos. Na verdade, eles são muito inteligentes e honestos consigo mesmos e não podem perseguir um objetivo que não pareça valer a pena.

Este período de transição em que estamos pode ser longo e doloroso. A luta entre o Faraó e Moisés acontece dentro de cada um de nós, mas também tem ramificações sociais, nacionais e internacionais. A Bíblia descreve o tempo de hesitação para seguir o caminho de Faraó ou o caminho de Moisés como as dez pragas do Egito. Mas no final, o ego, ou seja, o Faraó, se rende. Agora estamos nos aproximando desse ponto de escolha em nível global. Podemos escolher experimentar as pragas também, ou podemos escolher o caminho de Moisés antes que as pragas caiam sobre nós.

Sabemos que, no final, Moisés vencerá e construiremos uma sociedade unida, onde as pessoas cuidam umas das outras. Portanto, quanto mais cedo seguirmos nessa direção, mais rápido alcançaremos esse estado de bem-aventurança. Nesse processo, evitaremos as aflições do Egito. Agora é a nossa hora de escolher o caminho a seguir, em direção à terra do Egito e sofrer, ou em direção à terra de Israel, a terra da unidade e do amor.

O Mar Final – A Ruptura Final Com O Egoísmo

747.01Pergunta: Quando o povo de Israel estava saindo do Egito, o mar se abriu diante deles. O que isso significa?

Resposta: Essa é outra propriedade final. Portanto, é chamado de Yam Suf – o Mar Final (Mar Vermelho, em português), após o qual não há retorno para o Egito. Essa é a ruptura final com o egoísmo. Não há retorno.

Antes disso, surgem dúvidas e problemas de todo tipo. Então, no deserto, haverá dúvidas e problemas, mas já são de um tipo diferente.

De KabTV, “Estados Espirituais”, 15/04/19

Não Fique No Egito Para Sempre

747.01Onde podemos obter o desejo de alcançar a luz do infinito? Agora estamos em um oceano de luz infinita, mas sentimos que carecemos dela? De jeito nenhum. Desejamos o que vemos à nossa frente, o que é perceptível ao nosso egoísmo.

É por isso que Abraão perguntou ao Criador: “Como vou saber que vou herdá-la”, uma vez que eles não têm os Kelim [vasos] ou a necessidade da grande herança que Você está me mostrando e que dará aos meus filhos; eles não têm necessidade”. De onde uma pessoa comum obtém esses pensamentos porque deseja apenas uma vida tranquila e nada mais?

Mas o Criador diz: “Não! Eu preparei para você o exílio egípcio como a quintessência de todo o mal. Você entrará neste período e adquirirá tantos desejos que desejará romper com eles. Você vai sentir que eles são prejudiciais a você”.

Por um lado, não há forças para se livrar deles e, por outro, é impossível permanecer neles. O exílio é uma prisão que te sufoca, te deixa sem respirar, mas você não pode escapar a tal ponto que o egoísmo te sufoca.

E você vê que está trabalhando apenas para o seu ego, que leva tudo para si. É como se você estivesse tentando beber de um balde cheio de buracos: você pega água, morre de sede, leva à boca, e ela fica vazia. Então não há saída a não ser escapar desta prisão.

Aquele que permanece egoísta e não quer aprender a dar é chamado de egípcio, não de judeu. Afinal, judeu significa unidade (Yihud), e um egípcio não luta pela unidade e permanecerá no Egito.

O Criador explicou tudo isso a Abraão.

Da Lição Diária de Cabalá 11/03/21, “Pessach”

“O Faraó De Pessach Era Realmente Um Cara Mau Ou Apenas Uma Vítima De Seu Nascimento Real? Ele Não Era Nenhum Hamã” (Quora)

Dr. Michael LaitmanMichael Laitman, no Quora: “O Faraó De Pessach Era Realmente Um Cara Mau Ou Apenas Uma Vítima De Seu Nascimento Real? Ele Não Era Nenhum Hamã”

O Faraó é uma força muito poderosa. A sabedoria da Cabalá não discute o Faraó como uma personalidade, porque na prática ele é uma pessoa inexistente. De acordo com a sabedoria da Cabalá, o Faraó é o grande ego que o Criador criou. É um grande desejo de devorar tudo no mundo para benefício próprio.

Quanto mais a humanidade se desenvolve, mais essa força do Faraó, a força egoísta, surge. Uma de suas expressões é que aspiramos a todos os tipos de realizações em nosso mundo e, quanto mais realizamos, mais nos sentimos vazios. Da mesma forma, o mundo parece piorar à medida que nos desenvolvemos.

Ficamos cada vez mais insatisfeitos com a vida. Quanto mais nos conectamos tecnológica e economicamente, mais separados internamente nos sentimos uns dos outros. Hoje, testemunhamos casos em que as pessoas não se sentem mais seguras nas aldeias mais distantes. Nossa crescente interdependência global nos levou a esses paradoxos em que os agricultores não conseguem nem se alimentar de suas próprias terras.

O Faraó representa a intenção egoísta por trás de tudo o que fazemos. Por um lado, temos um enorme progresso tecnológico e nos encontramos em uma situação em que somos mais dependentes de outras pessoas ao redor do mundo. Por outro lado, descobrimos que nos sentimos cada vez mais desligados uns dos outros e não podemos tolerar estar tão intimamente conectados aos outros.

O ego, no entanto, nos leva à necessidade de nos conectarmos corretamente uns com os outros, onde ansiamos, construímos e pedimos conexão. O que isso significa é que o Faraó, ao transformar nosso mundo para que se torne cada vez mais interdependente e interconectado, nos leva a um estado em que odiamos o sentimento de divisão e, então, transformamos nosso mundo em outro com conexões positivas. Em outras palavras, obedecendo às demandas do nosso ego enquanto nos conectamos cada vez mais, descobrimos que simplesmente seremos incapazes de alcançar felicidade duradoura, sucesso ou mesmo sobreviver. O Faraó, entretanto, constantemente estimula nossa divisão. Por um lado, o Faraó desperta em nós o desejo de unidade e age para que não possamos viver sem fazer as conexões corretas entre nós, pois, de outra forma, não podemos nos prover o essencial. Por outro lado, o Faraó não nos deixará nos unir. Esse contraste resume o mérito do Faraó.

Então começamos a entender que não temos outra saída além de nos elevarmos acima e escapar do Faraó – o desejo egoísta de benefício próprio. Nossa fuga do Faraó, de usar os outros egoisticamente em prol do benefício próprio, é chamada de “êxodo do Egito”.

É bastante complicado porque ainda precisamos descobrir esses conceitos dentro de nós mesmos. Vivemos em uma era única. Hoje, descobrimos cada vez mais o que foi preparado para nós na forma de Faraó, ou seja, de forma egoísta. Vemos um mundo globalmente interdependente e interconectado se aproximando cada vez mais de nós e, ao mesmo tempo, nos sentimos mais longe internamente dos outros. Portanto, precisamos respeitar o Faraó, esse ego exagerado em que nos encontramos hoje, porque nos leva a perceber o quão ruim isso torna nossas vidas, e por meio de tal revelação, ganhamos o desejo de sair do nosso ego e entrar em um muito mais significativo e um mundo alegre onde estamos positivamente conectados.

Baseado em “Notícias com o Cabalista Dr. Michael Laitman” de 12 de abril de 2016. Escrito/editado por alunos do Cabalista Dr. Michael Laitman.

Renda-se Para Vencer

197.01Se fôssemos capazes de derrotar a inclinação ao mal que nos confunde, se pudéssemos nos levantar contra ela como heróis e fôssemos capazes de doar, se pudéssemos capturar nosso desejo de receber e dobrá-lo, apenas aumentaríamos nosso egoísmo. Ele teria inflado ainda mais!

Portanto, não há maneira de alcançar a doação, exceto por meio de uma transição especial. Descobrimos que o desejo de receber não vale nada, mas não podemos superá-lo.

Portanto, dependemos da força superior, que está fora de nós. Nós nos apegamos a essa força superior e queremos crescer apenas com sua ajuda, como se entrássemos no útero do grau superior como um embrião e lá nos anulássemos completamente, desejamos que o superior nos molde em qualquer forma que deseje.

Desta forma, já estamos começando a crescer do outro lado do Machsom na qualidade de doação.

Não há escolha. Devemos desistir e levantar as mãos, como está escrito: “E aconteceu que os filhos de Israel suspiraram por causa da obra e clamaram e seu clamor por causa da obra subiu a Deus … e Deus ouviu seus gemidos”. No entanto, isso só acontece depois de termos feito todo o possível e termos chegado a um colapso total, o ponto em que não podemos continuar assim. O que podemos fazer é apenas clamar ao Criador. E será um grito perfeito porque temos certeza de que dependemos apenas da força superior e não temos chance de alcançar o que queremos com nossas próprias forças.

Esse clamor é na verdade do trabalho malsucedido, ou seja, ele requer pelo menos um grupo, uma dezena, e só então podemos chegar a um clamor verdadeiro e receber a ajuda da força superior, a luz que reformado, que nos tira da intenção para nosso próprio benefício para a intenção de doar. Assim, escapamos do Egito.

Da Lição Diária de Cabalá 11/03/21, “Pessach”