Textos na Categoria 'Estudo Cabalístico'

Os Desvios São Impossíveis

Baal HaSulam, “A Essência da Sabedoria da Cabala”: Assim, um deve-se perguntar como é que é possível para os Cabalistas usarem palavras falsas para explicar o interconexões nesta sabedoria? Além disso, sabe-se que não há nenhuma definição por meio de um nome falso, a mentira não tem pernas e nenhuma postura. Na verdade, aqui você precisa ter conhecimento prévio da lei de raiz e ramo pela qual os mundos se relacionam entre si.

Assim, podemos entender que a sabedoria da Cabala é cem por cento autêntica. Em Química, por exemplo, utilizam fórmulas muito longas que definem a composição de uma substância. O próprio nome descreve o material, seus componentes e as relações entre eles. No entanto, as fórmulas e os nomes exibem apenas as suas qualidades externas. A fim de entender as fórmulas você tem que primeiro estudar a língua em que estas estão escritas Se qualquer outro cientista, que não está familiarizado com a nomenclatura aceite da química moderna e que desconhece as últimas pesquisas neste campo, começa a explorar os mesmos fenômenos, ele descrever –los -á em sua própria língua e irá usar uma terminologia bastante diferente.

Isso significa que não há autenticidade em nossa língua comum, embora também nos é dado de Cima como qualquer outra coisa neste mundo, no entanto, esta é uma questão diferente.

Por outro lado, quando os Cabalistas fazem suas pesquisas a fim de encontrar a verdade, ou quando eles exploram um fenômeno, ou investigam o seu resultado, eles vão às suas raízes. A Luz superior transforma o desejo num ponto preto e depois expande-o em duas direcções: Hassadim e Hochma, em outras palavras, para cima e para baixo, para a esquerda e para a direita, para a frente e para trás. Observamos vários fenômenos, as suas consequências, palavras, letras e suas combinações. Começamos a partir de um único ponto da criação, tudo é definido para nós pela conexão entre as Luzes e os vasos: formas, disposição das letras, combinação de palavras, e até o modo de as lermos.

É por isso que a Cabala é uma sabedoria ideal e inequívoca de que não depende de quaisquer fatores subjetivos que sejam contingentes a qualquer pessoa em particular. Não se recebe medicamentos idênticos que são nomeados de forma diferente só porque estes foram feitos em diferentes empresas. Nós alcançamos a verdade, percebendo fenômenos genuínos que são de natureza interna, e aprendemos a expressá-los de uma forma que é imutável e independente.

Em outras palavras, a pessoa atinge o Absoluto na medida da correção dos seus próprios desejos. Esta é a única limitação que existe. Consoante o grau em que nos associamos com o Criador, nos tornamos semelhantes a Ele nas nossas propriedades. Isso acontece, de acordo com a única lei que funciona na natureza. Discernimos o mundo e descobrimos coisas novas que podem ser descritas, oralmente ou por escrito, em termos reais.

Em geral, é o que chamamos de “a linguagem dos ramos.” Esta linguagem tem suas especificidades próprias. Esta contém certas palavras que são construídas de elementos espirituais, mas tudo em todos os nomes é encontrado neste mundo. Porquê? Porque no nosso caminho para a espiritualidade, descobrimos que os mundos entram uns nos outros, formando uma cadeia que vai de cima para baixo e esta influência atinge o “menor” do estado, o último passo. Assim, pegamos palavras autênticas nesta etapa, traçamos a sua ligação com as raízes e atribuímos nomes de acordo com o ramo a que pertencem.

Naturalmente, isso pode ser feito apenas por aqueles que vêem a ligação entre a raiz e o ramo.

Da 4ª parte da Lição Diária 19/11/12 Cabala, “A Essência da Sabedoria da Cabala”

Uma Serva Dedicada À Sua Senhora

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“, item 33: Se a fé da pessoa é incompleta, e ela não se ocupa da Torá ou do trabalho só porque o Criador ordenou-lhe estudar, então, nós vimos acima que a Luz não aparece na Torá e no trabalho. Isto porque os olhos da pessoa são falhos, e como um morcego, transformam a Luz em escuridão.

Tal estudo não é mais considerado uma serva de Kedusha, já que a pessoa não irá adquirir Lishma através dele. Por isso, chega-se ao domínio da serva de Klipa (casca), que herda esta Torá e este trabalho, e os rouba para si mesma.

Assim, “a terra deve tremer”, ou seja, a Divindade Santa, chamada “terra”. Isto é assim porque a Torá e o trabalho que deveriam ter se tornado para ela como bens da Divindade Santa, essa serva má os rouba e diminui para ser a posse das Klipot (cascas). Assim, a serva é herdeira de sua senhora.

Em algum momento na vida a pessoa que vive neste mundo se pergunta: “Qual é o sentido da minha vida”. Esta questão lhe dá certa conexão com a Torá, a sabedoria da Cabalá, e ela começa a estudar, sentindo que isso pode lhe dar uma resposta para a pergunta sobre o sentido da vida, o seu segredo.

Se ela estuda a Torá especificamente para isso, esta é uma atitude correta. Mas se ela faz isso apenas porque “o Criador ordenou”, é chamada de Klipa, uma intenção impura. Poderia parecer: Por que uma intenção impura se ela cumpre a ordem do Criador? Mas o fato é que nós somos egoístas por natureza, motivados pelo desejo de receber prazer, para satisfazer a nós mesmos, e para vencer. Se uma pessoa diz que estuda a Torá só porque é mandamento do Criador, isso significa que ela não tem um verdadeiro desejo por ele e sua abordagem é errônea. O verdadeiro desejo que poderia levá-la ao propósito da criação não despertou nela ainda.

No entanto, se ela estuda porque quer descobrir por que e para que ela existe, qual é o significado de sua existência, qual é o propósito da vida, então este é um desejo, uma necessidade útil, natural, interior, de revelar o segredo de sua vida. Portanto, mesmo estudando com a intenção egoísta, ficando confuso e misturando vários outros objetivos, ela pode chegar a um resultado. O mais importante é que ela tem um verdadeiro desejo interior.

Mesmo que as intenções corretas e desejos os puros (a aspiração pela doação e o amor ao próximo) do Criador sejam inexistentes, isso não é terrível: ela já está no caminho certo. O Livro do Zohar chama este estado de uma serva que cuida da sua senhora.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/11/12, “Introdução ao TES“

Fraqueza No Grande Momento

Uma vez, na véspera do Shabbat, o ARI disse a seus alunos: “Vamos à Jerusalém. Eu sei onde as cinzas da vaca vermelha estão escondidas. Vamos coloca-las em nós e nos purificar do mal, e construir o templo, visto que eu vejo que esta hora é o fim do exílio”.

Um disse: “Como podemos ir a Jerusalém, se são mais de 30 parsaot de distância?”. Os outros acrescentaram: “Estamos prontos para ir, mas, primeiro, queremos avisar nossas esposas para que não se preocupem conosco”.

Então, o Rav exclamou: “Desde o tempo do Rashbi (o autor do Livro do Zohar) até hoje, não houve outro momento tão adequado para corrigir o mundo (do egoísmo), mas nós perdemos esta chance!”.

Retidão Ao Longo Do Caminho

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você disse que ser ingênuo nos ajuda muito. Ao mesmo tempo, o estudo da Cabalá expande nossa mente em um milhão de graus. Como podemos conectar essa contradição?

Resposta: A ingenuidade (simplicidade) não consiste em nos tornarmos mais inteligentes e superiores a todos os outros na nossa compreensão do mundo, do universo e da governança superior. A este respeito, nós estamos à frente do mundo, mas eu não estou falando disso.

Por “ingenuidade”, quero dizer retidão. Eu coloco a meta espiritual diante de mim, e nada pode me deter neste caminho. Eu avanço e isso é a coisa mais importante para mim. Eu chamo a retidão de caminho da ingenuidade.

Da Lição Virtual 25/11/12

Você Não Aprende Através Do Intelecto

Dr. Michael LaitmanAtravés da descoberta do mundo superior, nós começamos a compreender o que os Cabalistas escreveram. Todos os textos que estudamos se tornam totalmente claros. Eles são compreendidos por nós como uma espécie de romance com grandes sentimentos e realizações, uma grande revelação do mundo de Ein Sof (Infinito). Nós adquirimos sensações e intelecto um bilhão de vezes maiores do que o que temos hoje. Assim, nós começamos a sentir o mundo superior. Nosso mundo não é considerado como existente, de acordo com os estados superiores.

Por um lado, não há outra possibilidade de alcançar o propósito da criação, exceto através do estudo da sabedoria da Cabalá.

Por outro lado, não existem condições prévias necessárias a fim de estudar esta sabedoria. Portanto, qualquer pessoa pode estudá-la, independentemente de sua formação anterior, caráter, ou origem. Nada disso tem qualquer significado, incluindo o conhecimento da língua hebraica.

Em princípio, esta sabedoria atinge a pessoa a partir de um nível tal que ela precisa apenas atrair as suas ações sobre si. Isto significa que a sabedoria em si é encontrada na Luz superior. Ela chega até você numa determinada frequência. Ela age e influencia você. Você precisa se colocar sob a sua ação e influência, e, assim, ela vai criar em você os espaços necessários. Ela vai começar a preencher esses espaços com sensações e intelecto.

Assim, todas as características corporais que temos hoje não significam nada. Você pode ser uma pessoa inteligente ou talentosa; na Cabalá, isso não vai ajudá-lo.

Na sabedoria da Cabalá, apenas uma coisa ajuda: a ingenuidade (simplicidade), quando você vai direto à meta e não faz quaisquer outros cálculos. Essa é a principal coisa para mim, e todo o resto é secundário. Se você for direcionado desta forma, você vai atingir a meta.

Da Lição Virtual 25/11/12

Descobrindo A Mentira Venenosa Do Ego

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como posso assegurar que o estudo não se tornou uma “poção da morte” para mim?

Resposta: Nós temos que chegar ao estado em que o estudo se torna uma “poção da morte”.  A fim de fazer isso, eu tenho que descobrir que estou imerso no meu ego e que odeio todos, incluindo o Criador. Eu vejo que não quero me conectar nem doar a ninguém. Mas eu sei que este é o objetivo da criação e tenho que alcançá-lo. Isso significa que eu já descobri duas linhas que se contradizem.

Juntamente com o meu entendimento interno da necessidade de chegar à doação, eu descubro que minha natureza é oposta a isso. Então eu descubro que ela é a “poção da morte.” Eu tenho que descobrir que receber para mim e usar os outros são mortais para mim.

Eu olho para os rostos dos amigos e entende que quero usar todos eles: quero ser mais inteligente do que todos eles, mais bonito, mais forte, e mais bem sucedido.

Se minha abordagem em relação a cada um deles não fosse assim, eu não iria sentir e ver que existe alguém. Eu não o distinguiria em meus órgãos sensoriais, já que por trás da minha visão existe o meu ego, e se eu não pretendo usar uma pessoa para meu benefício, eu não a vejo. Ela não existe para mim!

Portanto, é um nível elevado se eu descubro que estou num estado de Lo Lishma (não em Seu nome) e que quero usar todos, mas entendo que é a “poção da morte”, o que significa o oposto do que deve ser. Depois de tudo, eu quero a verdade, mas existo dentro dessa mentira. É o resultado de uma grande Luz que vem ao homem e o ilumina mostrando-lhe o verdadeiro estado corrupto que ele se encontra e lhe permite compreender.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/11/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”

Os Maiores Egoístas

Dr. Michael LaitmanComo regra geral, somente pessoas com um alto nível de egoísmo estudam Cabalá. Além dela, nada as preenche. Ciências, tecnologias, artes, relações familiares, empregos, passatempos de qualquer tipo, muito dinheiro, nada lhes traz satisfação. Elas são dilaceradas por uma pergunta: Qual é o sentido da vida?

Elas não acreditam na religião, uma vez que já ultrapassaram essa fase e perderam a capacidade de seguir cegamente as tendências. Elas não veem qualquer valor neste mundo, uma vez que consideram tudo à sua volta como uma existência “animal” regular e nada mais do que isso.

Naturalmente, elas não têm o desejo de abraçar todo mundo, dançar ou fazer quaisquer coisas infantis como “sentar em círculo, beber e comer juntos, cantar músicas”. Elas consideram isso esquisito e estranho, e estão certas.

Seu egoísmo é acima da média. Assim, elas se esforçam para revelar o superior; no entanto, elas são forçadas a se comportar de forma “imatura” e infantil. Infelizmente, nada pode ser feito sobre isso.

Elas se juntam a um grupo que já está no processo de avanço e que mais ou menos revelou e compreendeu a metodologia do crescimento. Elas entram num grupo que sente e reconhece (pelo menos estuda) a necessidade de se unir para descobrir as propriedades do mundo superior através da conexão entre amigos. Isto porque as qualidades do reino superior só podem ser reveladas na unidade.

Da Convençõa na Georgia 06/11/12, Lição 4

Perguntas Sobre Ouvir Aulas Gravadas, Conhecimento E Disseminação

Dr. Michael LaitmanPergunta: Recentemente você disse que quando estudou com o Rabash você ouvia a lição que gravava três vezes por dia. Você recomenda aos seus alunos fazer o mesmo, se possível?

Resposta: Pelo menos uma vez.

Pergunta: Para aqueles que participam dos workshops, também vale a pena repetir esta ação do grupo e ouvir a gravação do grupo de foco se houver tempo?

Resposta: Não

Pergunta: “Caro Sr. Laitman,

Depois de realizar vários cursos do BB e ler o seu blog por mais de dois anos, eu tenho esta pergunta:

Por que você sempre diz: “Eu acho que não… Eu acho que isso não vai acontecer… Eu acho que este não é o caminho certo… Eu acho que o Criador não vai aceitar isso…. Entre tantos pensamentos dentro de você, há algum espaço para o conhecimento?”.

Resposta: Tudo vem do conhecimento da Natureza, do Criador, que é o verdadeiro conhecimento.

Pergunta: Professor, eu tenho dúvidas. Você é um cientista, certo?! Você segue um caminho empírico. Este seu jeito particular de disseminar a ciência da Cabalá é sua investigação científica? A questão em si é mais ampla, mas esta é a sua tese. Eu vou aceitar uma resposta de tese.

Resposta: O que não corresponde ao que é dito em nossas fontes?

O Elixir Que Remove O Véu Dos Olhos

Se uma pessoa vem à sabedoria da Cabala e estuda-a o tempo todo para si, mas não para alcançar a maior qualidade, então isso fecha tudo para ela. Ela não entenderá nada do que acontece dentro de si se ela não ajustar-se à ligação com o grupo, se ela não procurar corrigir-se, mudar a si mesma através da Luz superior, e se ela não tem necessidade urgente de mudar a si mesma.

E em primeiro lugar, ela executa todas as ações de forma completamente artificial, e só gradualmente sob a influência da luz superior isso torna-se um requisito necessário. Mas se ela não tem direção certa e não quer participar neste momento mesmo artificialmente, como uma criança em um jogo, então a cabala torna-se veneno em vez do “elixir da vida.”

Por quê? Porque ela se torna ainda mais egoísta. Ela quer ganhar dinheiro com a ajuda da Cabala. Ela acha que já se tornou importante e grande e ela não precisa de mais nada. Essas pessoas geralmente se afastam ou abrem seus próprios grupos. Mas é bom. Tudo se tornará claro.

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A partir de uma Lição Virtual 18/11/12

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Momentos Preciosos De Verdade

Baal HaSulam, “Introdução ao Estudo dos Dez Sefirot,” Item 42: Decerto, deverão saber que a razão para a grande distância do Criador, e porque somos tão prontos a transgredir a Sua vontade, é por apenas uma razão, que se tornou a única fonte de todos os tormentos do sofrimento que padecemos, e para todos os pecados e erros em que falhamos… “falta da nossa compreensão na Sua Providência sobre as Suas criações,” que nós não O compreendemos convenientemente.

Se nós conseguirmos compreender a Providência Superior, nós iríamos descobrir e aprender o que Ele quer para nós, pela clarificação da relação entre nós e o Criador, e então: Claramente, removendo essa razão, iriamos instantaneamente ver-nos livres de qualquer tristeza e dor. Seriamos imediatamente garantidos em adesão com Ele no coração, alma, e grandeza.

Mas nós não revelamos o Próprio Criador como as gentes acreditam erroneamente. Qualquer realização é apenas possível pela comparação de atributos, e assim a realização do Criador refere-se à parecença e equivalência para Ele de acordo com os nossos atributos. Posso apenas verificar, medir, e senti-Lo em relação a mim mesmo.

Se eu quero revelar o Criador, eu tenho que ser igual a Seus atributos de alguma maneira, tal que de outra forma eu não seria capaz de O sentir. Mas o momento em que me aproximo Dele concordantemente à equivalência de atributos, eu começo a discerni-Lo, e então desse momento em diante eu, definitivamente cometo menos erros e necessariamente mudarei mais rápido.

Mesmo em ordem a avançar em direcção à primeiríssima revelação, até ao primeiro sentimento do Criador, eu tenho que mudar, então toda a minha maneira está dividida em estágios, o primeiro dos quais está em “escuridão”, quando opero e continuo o conselho do Cabalista, acreditando que por isso ficarei mais próximo do Criador. Eu acredito no que os livros dizem, e incorporo-me e participo no grupo, tirando um exemplo dos amigos, e eventualmente eu começo a sentir e a discernir um pouco a força superior.

Um tipo de força interior e uma inclinação em direcção ao Criador é-me revelada, e depois desenvolve-se ainda mais. Então começo a entender o que os livros dizem e os Cabalistas transmitem. Até aí, poder-se-ia até ter passado uma década de leitura, mas apenas agora eu começo a, de alguma forma, saborear cada palavra.

Este texto torna-se próximo a mim, como parte de mim. Eu compreendo que fala acerca do que está a decorrer dentro de mim.

São estes momentos, estas situações, que nós devemos ansiar para não cometermos erros e compreendermos o que a força supeior pretende de nós.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala, 29/11/2012, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”