Textos na Categoria 'Estudo Cabalístico'

Medindo O Pensamento Com A Dimensão Da Tela

Dr. Michael LaitmanPergunta: O pensamento pode ser medido?

Resposta: A nossa matéria é o desejo. Nós medimos o desejo com os quatro graus de Aviut (espessura). Nós temos uma escala para medir o desejo espiritual de 100% a 0% do mundo do Infinito ao nosso mundo. Estando no nível espiritual, eu posso medir o desejo de acordo com o grau de Aviut. Eu crio a tela sobre o grau de Aviut do desejo. A tela juntamente com o Aviut me dá a força do desejo: o que quero, o que aspiro, o que estou planejando fazer.

Em outras palavras, a Luz Circundante determina meus pensamentos conforme a minha capacidade de executar ações de doação. Onde eu posso verificar isso? Conforme o Aviut. O poder do pensamento é medido pela minha capacidade de conectar a minha intenção e minha ação ao Aviut do meu desejo.

Nós não podemos medir o pensamento com a mente, mas eu verifico e meço a influência do pensamento sobre o desejo, e com esta medida avalio o pensamento.

Cabalá para Principiantes 21/10/10

Não Há Coincidências

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Essência da Sabedoria da Cabalá”: Na verdade, se você tomar o corpo de um animal pequeno, cuja única tarefa é se alimentar de modo que possa existir neste mundo por tempo suficiente para gerar e continuar a sua espécie, você vai encontrar nele uma estrutura complexa de milhões de fibras e tendões, como fisiologistas e anatomistas descobriram. E há muito lá que os seres humanos ainda têm que descobrir. Do exposto, é possível concluir a grande variedade de questões e canais que precisam se conectar, a fim de alcançar e revelar esse objetivo sublime.

Alguma vez nós pensamos sobre a essência do processo chamado de evolução? Sobre como toda a matéria do universo com toda a sua complexidade e variedade foi criada a partir de uma pequena partícula, de um grão, a primeira matéria desconhecida que foi a base da criação? De acordo com qual plano isso aconteceu e de acordo com que leis? O que determina a natureza inanimada, vegetal, animal e humana?

Parece que nós pensamos que tudo acontece por si só, mas será isso é possível? É possível dar um passo à frente sem saber claramente para que estamos fazendo isso? Pelo contrário, “estar à deriva” nos deixa em apuros.

Mas nós continuamos acreditando que existem partes redundantes em nosso corpo ou na natureza em geral, no vegetal e animal, que natureza esqueceu e deixou ao acaso. Nós atribuímos à natureza esses erros após os quais houve mais tentativas… mas a pessoa julga de acordo com suas falhas. Nós atribuímos nossas qualidades à natureza.

É dito que devemos primeiro pensar e depois agir. Não há um detalhe na evolução que não seja predeterminado, não vise o objetivo final, e não esteja já no estado do fim da correção. Portanto, não há nada de novo em todo o processo, exceto o que o ser criado tem que desenvolver por si mesmo. A evolução conduz o ser criado, prepara e obriga-o a estabelecer o novo componente adicional: a adesão, o reconhecimento, a compreensão, e seu próprio sentimento do Criador. Todas as outras coisas se desenvolvem para levar a pessoa ao elemento que ela deve estabelecer por si mesma. Portanto, tudo está predeterminado e nada é coincidência ou acaso como diferentes filósofos e cientistas pensam.

Nós temos que tentar imaginar de alguma forma esse enorme mecanismo que inclui e engloba o princípio e o fim da criação, incluindo todos os processos, e tudo que é possível, todos os detalhes separadamente e em conjunto, em todos os níveis que ainda são desconhecidos e incompreensíveis. Tudo é uma rede de forças, um sistema sobre o qual a sabedoria da Cabalá nos fala sobre um pouco, e que não podemos sequer compreender essa explicação. Mas, no final de nossa evolução, este sistema será nosso internamente, e depois vamos senti-lo, controlá-lo e compreendê-lo.

Nós temos que entender que não há um único detalhe em nosso mundo que não esteja conectado ao resto do sistema e que todas as leis também se relacionam com ele. Quando um indivíduo executa uma determinada ação é porque ele é forçado a fazê-lo, e ele causa a reação de todo o sistema que responde e avança em conformidade.

Assim, todos avançam juntos desde o começo até o fim, e do fim até o começo. Nós pensamos que entendemos algo em nosso mundo, mas é apenas uma parte insignificante em um sistema que teremos que descobrir; tudo isso é chamado de sabedoria da Cabalá.

Da 5a parte da Lição Diária de Cabalá 19/08/14, Escritos do Baal HaSulam

O Roteiro De Voo Para A Espiritualidade

Dr. Michael LaitmanEu tenho um problema: eu não sei como avançar em direção à meta espiritual. Eu não a vejo, e não posso apontar para ela. É por isso que constantemente preciso analisar para me certificar de que não me desviei do caminho. Isso é porque até mesmo o menor desvio no início pode levar à minha incapacidade de alcançar a meta, mesmo se eu continuar indo na direção correta.

No entanto, eu vou pensar que estou no sentido correto, e nem vou notar que “me desviei do caminho”. Eis porque é melhor se eu paro, olho onde estou e talvez até volte. Em seguida, pode ser possível que eu continue corretamente no meu caminho.

No entanto, que sinais vão me ajudar a determinar e me garantir que estou avançando na direção necessária, mesmo que a meta esteja escondida de mim?

Afinal, por exemplo, para um foguete atingir seu alvo quando é lançado, o curso de seu voo é calculado de acordo com fórmulas muito complicadas, levando em consideração diferentes fatores: vento, velocidade, rotação da terra e assim por diante. No entanto, nós pelo menos conhecemos todas estas leis.

No entanto, quando se fala sobre o objetivo espiritual e subir para cada novo grau, precisamos fazer toda a análise no início do caminho enquanto não entendemos nada ainda, não vemos o Criador, não imaginamos o caminho, e quem vai me dizer se estou errado?

Eis porque os Cabalistas dizem que a fórmula correta para a realização do objetivo é “Israel, a Torá e o Criador são um”. Além disso, é necessário que todos os três componentes sejam sempre iguais; nenhum pode prevalecer sobre o outro. Todos precisam estar juntos, constantemente sintonizados no mesmo ponto.

Israel é uma pessoa no mundo que se esforça para alcançar a meta: direto ao Criador (em hebraico, Yashar (direto) e El (Criador)). O Criador é o nível de Bina, e Bina é a propriedade de doação, Hafetz Hesed.

O que é a Torá? É a Luz que Reforma. Em outras palavras, eu sempre preciso me esforçar em direção a certa força que corrige que pode me influenciar e corrigir até eu atingir o estado aonde Israel, a Torá e o Criador vão se tornar um.

O Criador é a raiz para a qual nos esforçamos. Ele é o nosso objetivo, a propriedade absoluta e completa de doação. Em outras palavras, quando eu me corrigir completamente em todos os meus desejos, minha correção será chamada de Criador (HaKadosh Baruch Hu).

É por isso que antes que eu empreenda qualquer coisa — sejam meus pensamentos, desejos ou intenção — eu preciso ficar com todos os três componentes dentro de mim a cada momento para que eles sejam iguais e me deem a sensação de unidade entre eles.

Então, eu vou caminhar corretamente em direção à meta.

De uma lição do “Cabalá para Iniciantes” 17/11/10

A Questão Da Sabedoria Da Cabalá

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Essência da Sabedoria da Cabalá”: Essa sabedoria é nada mais, nada menos do que uma sequência de raízes, que pendem por meio de causa e consequência, por regras fixas e determinadas, entrelaçadas a um único e elevado, descrito como “a revelação de Sua Divindade às Suas criaturas neste mundo”.

A sabedoria da Cabalá fala sobre toda a realidade, e é revelada aos indivíduos ao longo da história e, em geral, no final da nossa história.

A abundância vem de cima, e abaixo há o desejo, a necessidade premente. Eles não podem se tocar, porque há um obstáculo de isolamento entre eles, uma condição essencial de adaptabilidade. Esta é a principal coisa que devemos saber. Este é o tema da sabedoria da Cabalá.

Há muitos detalhes, mas isso é o que precisamos antes de tudo: saber se adaptar e se tornar apto para a percepção do Criador, para a percepção da abundância.

Assim, o Criador é revelado a toda a profundidade do desejo em todos os seus cinco níveis.

Quanto às raízes, nós as descobrimos de acordo com o Tzimtzum Aleph (a primeira restrição) e o Masach (tela), e criando a capacidade de adaptação necessária.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/08/14, Escritos do Baal HaSulam

Conhecer O Mundo Em Que Vivemos

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Essência da Sabedoria da Cabalá”: Essa sabedoria é nada mais, nada menos do que uma sequência de raízes, que pendem por meio de causa e consequência, por regras fixas e determinadas, entrelaçadas a um único e elevado, descrito como “a revelação de Sua Divindade às Suas criaturas neste mundo”.

Nós vivemos numa determinada realidade e percebemos a nós mesmos e as coisas que nos cercam. Nós instintivamente queremos saber o que são essas coisas. Em essência, as pessoas são apenas desejos egoístas de realizar-se. Naturalmente, a consciência de nosso lugar no universo nos ajuda a descobrir que as coisas são úteis para nós e nos permite evitar influências nocivas, e nos permite alcançar os resultados mais benéficos.

Nós gastamos certa quantidade de tempo nesta realidade e pensamos sobre o que foi e o que será. Nós nos esforçamos para sermos impenetráveis e vivermos em melhores condições para apreciar a perfeição e a eternidade. Nós somos empurrados a essa necessidade pelos nossos desejos.

Assim, cada um de nós tem um desejo natural de alcançar a autêntica realidade em que todos nós vivemos.

Neste momento, não somos donos do nosso destino. Nós não temos ideia do que vai acontecer conosco em um segundo e de um modo geral não somos capazes de decidir nada por conta própria.

Isso nos perturba e, como resultado, criamos “linhas de defesa” para nos proteger do calor e do frio, de ladrões e animais selvagens, de tudo o que é ruim para nós: construímos casas e quintais, criando uma distância entre nós e os outros. Nós sempre temos o cuidado de estar na situação mais segura. Isso decorre do nosso desejo de receber.

Portanto, uma pessoa quer saber exatamente o que está acontecendo com ela, onde ela está em cada momento, em que realidade ela vive. As pessoas desenvolvem ciências para serem capazes de experimentar sensações agradáveis ​​a cada momento de suas vidas.

Ao mesmo tempo, nós deixamos de fora tudo que não nos dá prazer, como por exemplo, a exploração do espaço. Anteriormente, isso era de grande interesse; no entanto, hoje em dia nós vemos que não vale a pena investir muito nisso. Os cálculos demonstraram que este programa não irá gerar qualquer ganho. Onde não há lucro, não há nenhuma razão. Da mesma forma, não prestamos muita mais atenção em explorar as profundezas do mar ou da terra. As pessoas se preocupam com as coisas que estão perto de seus corações.

No entanto, se olharmos para o quadro todo, veremos que não temos conhecimento do sistema em que nos encontramos. Vemos que tudo no sistema está em constante movimento; tudo é planejado, tudo está interligado, incluindo nós. Porém, nós não sabemos a essência do que está acontecendo ao nosso redor. Assim, o conhecimento geral do sistema é a coisa mais importante. A partir dele podemos aprender tudo.

Nossas tentativas de desenvolver uma abordagem sistemática nunca atingiram um sucesso tangível. Nós ficamos desapontados com as ciências terrenas, uma vez elas não nos fornecem um conhecimento claro que nos permita controlar nosso destino, nossas vidas, nem nos permitem cumprir corretamente a nossa existência ou ir além dela.

É aqui que a sabedoria da Cabalá, a ciência mais antiga, entra. Antes de Adão, muito poucas pessoas possuíam conhecimento sobre a natureza. Seu conhecimento era baseado em seus contatos diretos com a natureza. Adão descobriu a sabedoria da Cabalá; como resultado, ele fez com que toda a sabedoria fosse revelada.

Nós não exigimos mais conhecimento. Se entendermos como influenciar corretamente o sistema que governa a nós e todos os outros mundos, o universo inteiro, não sentiremos a necessidade de pequenas adições de física, química, etc. Elas não fazem qualquer sentido, pois a sabedoria da Cabalá engloba tudo. Ela nos ensina o que vale a pena fazer em várias esferas da vida e o que é inútil. Nós não precisamos entrar em detalhes de estruturas moleculares e atômicas ou compreender as leis do mundo inanimado, vegetal ou animal. Quando nós sentimos todo o sistema como um todo, sentimos cada um dos seus detalhes e percebemos o que a nossa relação com eles deve ser para que ele funcione com o melhor de nossos interesses.

Isso significa que todas as disciplinas científicas podem ser exploradas através da sabedoria da Cabalá em total profundidade, até a sua fase final.

Baal HaSulam afirma que a sabedoria da Cabalá é o conhecimento geral que cobre tudo. Ela é revelada como um conhecimento completo a todos nós no final do desenvolvimento humano. E a sabedoria foi aberta a uma cadeia de indivíduos que começa com Adão e avança aos seus sucessores.

O ARI escreveu que após os níveis inanimado, vegetal e animal da natureza, surgiu o homem (Adão). Ele tinha alguma semelhança com o novo estágio, superior. No entanto, mais tarde, surgiu o verdadeiro homem (Adão), que revelou e começou a explorar o sistema em que ele apareceu. É por isso que seu nome é Adam HaRishon (o primeiro homem).

A percepção e realização de Adam HaRishon está além dos outros. Ele é o único de quem traçamos, a partir daqueles chamados de “Adam“, a cadeia de Cabalistas desde a antiguidade até os nossos dias. As palavras “Você é (chamado) de Homem (Adam)” refere-se a eles, enquanto todo o resto de nós ainda estão no nível “animal”.

E ainda, no final, toda a humanidade terá que revelar o nível de Homem (Adam) e realizar plenamente a sabedoria da Cabalá.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/08/14, Escritos do Baal HaSulam

Como Podemos Trazer Paz Para Israel?

Esta é uma questão muito séria, por isso vamos abordá-la à distância. Como pano de fundo, após o Big Bang, as partículas foram divididas em positivas e negativas, e começaram a conectar-se mutuamente. Essas relações formaram os vários elementos da natureza inanimada, que aparecem hoje na tabela periódica dos elementos.

Moléculas adicionais foram formadas, incluindo proteínas, com maior força de vida e potencial de desenvolvimento, decorrentes das conexões corretas entre as partes.

Com isso, elas começaram a acumular informação sobre como elas desenvolvem-se – o que é benéfico e o que é prejudicial para o desenvolvimento – ou, em outras palavras, a conexão.  Na verdade o desenvolvimento é conexão.

Este processo continuou. Em seguida, a fauna e a flora emergiram e, finalmente, surgiu, o homem moderno. Em seguida, o desenvolvimento chegou a uma paralisação no momento em que os seres humanos apareceram; a conexão correta entre eles estava ausente. Afinal de contas, aqui a conexão requer que um certo esforço venha de nós.

Nós mesmos devemos entender, sentir e desejar a interligação harmoniosa. A força de desenvolvimento e de conexão tem feito a sua parte. Ela compele a natureza para confinar-se instintivamente em um todo, e agora as pessoas precisam adicionar seu próprio desejo neste processo, um desejo que visa à unidade.

Assim, as pessoas precisam de conexão, tanto quanto o resto da natureza. No entanto, eles devem chegar a este vínculo contra a sua natural essência que os repele mutuamente. Estamos divididos em várias religiões e crenças e, em geral, cada pessoa quer construir sua própria prosperidade à custa dos outros. [Leia mais →]

Você Colhe O Que Planta

Dr. Michael LaitmanPergunta: Atualmente, existem guerras em todo o mundo. É possível acabar com isso através do nosso estudo da Cabalá?

Resposta: A Cabalá não realiza nenhum milagre. Se nós pudermos aplicar o conhecimento Cabalístico em nós mesmos e fizermos a Luz Superior que preenche o mundo superior começar a preencher o nosso mundo também, através de nós, se nos tornarmos equivalentes em nossa estrutura e unidade com os elementos superiores, então a energia superior vai começar a passar para o nosso mundo também.

Esta energia vai fluir através dele e conectar todos os elementos opostos, antagônicos e fragmentadas do nosso mundo num único sistema. Então, nós vamos ver o nosso mundo cheio de bondade, conexão mútua e apoio.

Nós temos que chegar a este estado. É por isso que a sabedoria da Cabalá está sendo aberta para nós, porque só ao realizá-la dentro de nós podemos alcançar a paz no mundo.

Isso precisa acontecer nas próximas décadas. Nós vemos isso a partir da taxa em que o mundo está se desenvolvendo.

Até nós começarmos a atrair para o nosso mundo a energia superior, a propriedade de doação e amor, que vamos cultivar em nossos grupos, o mundo vai continuar a entrar em estados cada vez mais cruéis e desagradáveis: guerras, sofrimento, enormes choques ecológicos numa escala cósmica. Nosso desequilíbrio com a natureza irá acionar todos os tipos de desastres em todos os níveis.

Este não é o resultado de ações de algumas forças benéficas ou más em relação a nós. Nós causamos todos os distúrbios através da nossa falta de equilíbrio, através de nossos maus relacionamentos uns com os outros e com o mundo que nos rodeia. Portanto, o que podemos esperar: você colhe o que planta.

Do Acampamento Internacional de Verão na Bulgária “Dia Dois” 12/07/14, Lição 4

O Trabalho Mais Importante Do Mundo

Dr. Michael LaitmanNós entramos numa fase muito peculiar do desenvolvimento humano. A evolução nos trouxe à sensação de que este mundo é desconfortável, errado e inadequado para nós; realmente não importa se a culpa é nossa ou não.

Até que ponto nós somos os culpados, eu não posso dizer. Afinal, nós só agimos do jeito que podemos. As pessoas são o que são! O que pode ser feito sobre isso? Nós podemos exigir mais delas? Nós devemos fazer deste mundo um lugar melhor ou devemos continuar “girando” junto com ele? Em geral, nós somos realmente capazes de agir de forma diferente, indo contra a nossa natureza? Nós somos governados pela nossa natureza; é assim que somos construídos. Nós podemos mudar alguma coisa?

Nós vemos que a nossa vida é difícil e desconfortável; o futuro não parece rosado para nós. Será que está em nosso poder alterar a nossa vida?

Neste ponto, a sabedoria da Cabalá entra em cena. Este conhecimento explora toda a realidade e o ser humano nela. A exploração da natureza pela Cabalá é extremamente profunda, pesquisando níveis mais profundos do que todas as ciências convencionais. Esta sabedoria explica exatamente o que pode ser feito para mudar a nossa realidade para melhor.

Em essência, nós chegamos a uma conclusão muito simples e óbvia, que não é novidade para nós: o problema está na nossa natureza egoísta. Nós somos movidos pelo nosso egoísmo, a força de separação entre nós. Cada um persegue seus benefícios pessoais e aprecia ser “superior” aos outros, fazendo os outros “inferiores”. As pessoas se sentem felizes quando se sentem superiores aos seus vizinhos.

Se não fôssemos dirigidos por essa força, se nos esforçássemos pela unidade e igualdade, nos sentiríamos muito melhor. A humanidade sempre pensou que pudesse alcançar a igualdade e a justiça. Houve muitas batalhas e revoluções ao longo da história, mas vemos que todas foram inúteis.

Portanto, a Cabalá nos ensina como viver uma vida boa. Além de muitos outros benefícios, ela explica como atingir o equilíbrio e a equivalência com a natureza. Ela mostra como evitar furacões, tsunamis, erupções vulcânicas, ondas de frio e de calor, aquecimento global, extinção de espécies animais e vegetais, etc. As pessoas são as únicas que podem equilibrar todos os níveis da natureza, de modo que todas as suas partes (inanimada, vegetal, animal e falante) vão alcançar harmonia e concordância, vivendo, assim, uma boa vida num estado de homeostase.

Acima disso, o nosso trabalho em alcançar uma forma correta de unidade contém um detalhe: de toda a humanidade, este trabalho é confiado a um pequeno grupo que, desde o tempo da Babilônia, do berço da história humana, demonstrou que é capaz, tem interesse, e visa este papel. Este grupo aspira à unidade e, em essência, está pronto em cuidar do resto da humanidade que não está preocupada com coisas desse tipo.

Quando este grupo surgiu na antiga Babilônia, foi chamado de “Israel”, que significa “direto ao Criador (Yashar-El)”. Ele aspira alcançar a unidade. O Criador (El), em essência, é “O Um”, a realidade unificada.

Hoje, depois de três mil e quinhentos anos, este grupo não corresponde ao papel para o qual foi escolhido. No entanto, à semelhança da antiga Babilônia, na atual Babilônia surgem pessoas que também se esforçam pela unidade. É por isso que elas também são chamadas de “Israel”. A implementação de sua predestinação é uma necessidade para elas.

Além disso, há pessoas que faziam parte do grupo com o nome “Israel” em um ponto na história, mas depois, elas abandonaram seus ideais. Elas também são obrigadas a participar da busca da unidade. Assim, há vários círculos de pessoas cujo dever é o de participar no processo de correção do mundo:

1. Primeiro de tudo, há as partes de Israel que despertaram por conta própria para cumprir este trabalho. Não importa o país em que nasçam, elas são uma parte do desejo de salvar a humanidade.

2. Aquelas que pertencem a Israel devido ao seu nascimento, por hereditariedade, também estão envolvidas no processo, mesmo que não saibam disso, não entendam, e não queiram isso.

3. O resto da humanidade.

Hoje, a unidade se transformou em um patrimônio universal. Em todo o mundo, as pessoas que entendem que só ao atingir a unidade nós podemos escapar de todas as catástrofes causadas pelo nosso antagonismo com a natureza, elas estão se esforçando para encontrar soluções para a crise em que nos encontramos atualmente. Aos poucos, mais cedo ou mais tarde, elas vêm para a sabedoria da Cabalá. Ocorre que esse conhecimento é uma fonte de correção e um berço de compreensão e energia.

Os Cabalistas escreveram muito sobre o que exatamente pode e vai salvar a humanidade. Além disso, a sabedoria da Cabalá explica que não devemos fugir de infortúnios como animais selvagens de uma floresta em chamas. Pelo contrário, o nosso estado atual “esconde” a profunda intenção da natureza em nos elevar a um nível superior, não apenas nos enviando desastres para nos forçar a olhar para a salvação. Este cenário não é digno da perfeição da natureza.

A questão é que pela correção e unificação pessoal nós subimos para um novo nível de existência e saímos para um mundo amplo e impecável, para a realidade que existe acima da matéria. Nós veremos que a nossa vida real, os nossos verdadeiros corpos e almas, estão lá.

Os Cabalistas nos explicam quais são os caminhos do despertar para a vida real. É para isso que a sabedoria da Cabalá se destina.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/07/14, Escritos do Baal HaSulam

A Cabalá É Um Sistema De Leis Da Natureza

Dr. Michael LaitmanPergunta: De acordo com o que eu entendi, cada pessoa deve atingir a sabedoria da Cabalá. Mas se, por exemplo, ela cai em outro fluxo para buscar o caminho espiritual, será que o Criador a pune por isso? E quando uma pessoa entra no caminho espiritual, por que eventos ainda piores do que antes acontecem com ela?

Resposta: Diferentes coisas acontecem com uma pessoa o tempo todo, a fim de empurrá-la em direção ao objetivo certo. Se ela se comporta corretamente, ela avança de acordo com as leis da natureza; assim, as coisas são boas para ela. Se não, então o sistema de forças a influencia negativamente.

A sabedoria da Cabalá fala sobre como a natureza é construída, não se trata de um Criador que supostamente se senta e pensa sobre como punir alguém. Existem apenas as leis da natureza (as chamamos de Deus, Criador, não faz diferença)! Portanto, não há recompensa e não há punição.

A Cabalá não é uma religião; ela só fala sobre a força que nos desenvolve, que devemos conhecer e compreender. Se nós a alcançarmos, vamos nos desenvolver de forma rápida e fácil, e alcançar o objetivo correto que foi determinado antes desta força.

Mas isso não quer dizer que se eu abrir um livro de Cabalá hoje as coisas serão imediatamente melhores para mim. Do que você está falando? Será que eu sei como me comportar corretamente, como usar corretamente as leis da natureza?

É como na física, como em qualquer ciência! Se eu sei como usar corretamente as leis, eu me beneficio disso. Mas se eu abro um livro, mas ainda não sei como usar as leis que estão gravadas lá, eu não posso dizer que não vou cometer um erro. Não há nada de milagroso aqui. Há um sistema de leis que nós estamos aprendendo a usar corretamente.

Por isso, é impossível se relacionar com a sabedoria da Cabalá como com alguma religião, magia ou feitiçaria, onde eu, aparentemente, comecei a aprender e, apesar de tudo, as coisas são ruins para mim. A ideia é que você ainda não sabe como usá-la. E quando você aprende, então nesse nível as coisas vão ser boas para você. Isso é o que ocorre em cada iniciativa. Este é um claro conhecimento materialista.

Do Acampamento Internacional de Verão na Bulgária “Dia Dois” 12/07/14, Lição 4

Sobre O Que O Estudo Das Dez Sefirot Está Falando

Pergunta: Agora estamos estudando O Estudo das Dez Sefirot (TES), Parte 2, “A conexão entre a capacidade e a intenção”. Não consigo me concentrar e relacionar isso a mim mesmo e compreendê-lo.

Resposta: Somos um desejo para receber prazer, e o intelecto é desenvolvido apenas para servir o desejo. Então, enquanto você não tiver começado a sentir no seu interior o que é descrito, você não pode usar esses parâmetros de desejo. Será que será possível usá-los e com que intenção?

Mas há pessoas que têm a capacidade de aprender, e não dentro de si, dentro do desejo, mas pela construção de um modelo na mente. Elas aprendem o Talmud “teoricamente”, sem usá-lo em si mesmas. Infelizmente, é assim que todo mundo está aprendendo hoje!

Mas a Torá exige especificamente “prática” aprendizagem (sensorial, dentro do desejo), ou seja, em nós mesmos, em nosso desejo. E enquanto não é, desde que você não pode passar por este estado em sensação, você não entende o que o Talmud está dizendo.

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